TAN-World - Fic Interativa

7 Uma noite de segredos


Notas iniciais
Bem, cá estou eu de novo! ^^ 2014 tá acabando e eu ainda fazendo essa fanfic (Maldito ensino médio! Espero que a faculdade seja melhor!), mas acho que vou fazer essa fanfic ainda se passar nesse ano "maravilhoso" por algum tempo... Olha, esse capítulo tem referências claras de onde me inspirei, mas aí eu pensei: "já que tá tão óbvio, por que não brincar com o fato?"... E não é que ficou até interessante? =P (só espero estar sendo fiel ao personagem do leitor! tô seguindo a descrição... x_o) E mais uma coisinha: sobre as fichas, argh... Será que as pessoas não sabem ler as regras? É que eu recebi fichas com Console-TANs repetidas! Só perdoei as fichas do 1º capítulo pois ninguém sabia sobre ninguém (e não ser tão exigente), mas... Já estou no 7º capítulo e as pessoas insistem em colocar "Xboxes" na fanfiction! TT-TT Por favor, leiam as regras e certifiquem-se de que seu Console-TAN tá disponível! Se não estiver, não adianta insistir! ¬¬ (e me desculpem a falta de paciência; sou meio pavio curto mesmo...)

Enquanto problemas vinham discretamente em um hemisfério do planeta, acima deles não parecia diferente. Pietro ainda cuidava de Phantom, já que seus “donos” só poderiam busca-la depois. Ele estava em uma loja de vendas e consertos de de TANs acompanhada de sua nova amiga, que estava com o braço pendurado em uma faixa. Pietro era um intercambista francês nos EUA e procurava por um emprego que pudesse ganhar algo a mais, para arrumar a casa ou até “cuidar” de seus TANs. Ele estava com o gerente da loja, conversando sobre um novo pico que ele iria fazer no local; segurança noturno.

– Bem, o local é relativamente tranquilo. – O chefe falava, enquanto passava as instruções. – O problema mesmo é com os TANs quebrados ou sob conserto, que insistem em fugir ou perambular pela noite por aqui, mas não são perigosos; o máximo que você irá fazer é forçá-los a voltar ás devidas salas.

– OK, senhor. Mas só uma coisa; poderia levar a minha amiga aqui para me acompanhar, por algum tempo? – Pietro sorri.

–... Claro, desde que não te atrapalhe no serviço.

– Não se preocupe, senhor! Ele só está cuidando de mim enquanto meus donos não vêm me buscar! – Phantom interrompeu com um sorriso.

–... Tudo bem. – O senhor devolveu um sorriso sem jeito.

Aquele dia prometia ser diferente, porém tranquilo para eles; esperavam apenas vigiar o local nas horas vagas e quem sabe, controlar alguns TANs rebeldes. Na noite, Pietro ficou na sala de guarda com Phantom; lá dentro, havia uma tela presa na parede com touchscreen; o chefe havia avisado que colocou um equipamento diferente para não se distrair com outros TANs, mas avisou que só havia liberado a Phantom pois ela aparentava bem mais calma. Daquela tela dava para checar as câmeras do local, que estava bem mais calmo que no dia, onde pessoas vinham e iam, comprando ou levando TANs para consertarem.

– Bom, pelo menos não estou em uma pizzaria! – Pietro brincou.

–... Eu ainda não entendo essa história. Deve ser porque não tem esse tal jogo na minha plataforma... – Ela pensa por um instante, no final lamentando-se mentalmente por não ter jogos em sua plataforma.

Sem ninguém os observando, eles ficaram no local de forma relativamente livre; Phantom se ofereceu para vigiar as câmeras por ele, por mais que Pietro não quisesse abusar dela ou relaxar no trabalho. Ela ficou olhando as câmeras tranquilamente, com passadas lentas e prestando atenção em qualquer movimentação, enquanto ele recostou na parede, lendo um pequeno livro, mas sempre tentando passar o olho em Phantom, por mais distraído que fosse. Um longo tempo se passou e nada de incomum aconteceu por ali... Até o final do expediente. Durante a passagem de câmeras, Phantom pensou ter ouvido sussurros na sala de consertos e, ao focar a câmera local, percebeu do que se tratava:

– Já estou cansado de ficar aqui; vamos sair! – Uma voz masculina resmungou.

– Do que adianta? Eles contrataram um novo guarda e ele ainda trouxe uma TAN aí para piorar! – Outra voz respondeu de tom semelhante.

Eles não pareciam notar que estavam sendo observados, mas Phantom (e logo Pietro) começaram a prestar atenção no diálogo suspeito. Ela notou uma familiaridade na situação dos TANs: fios partidos, atitudes rebeldes e aparentemente violentas e alguns tinham a voz quebrada, como se estivessem roucos ou cansados. Aquelas máquinas haviam sido atacadas por vírus em sua maioria; se havia alguma quieta, aparentemente era um defeito comum, ou estavam desligados.

– Como se eles fossem nos impedir; esses caras tem medo de brigar conosco!

– E se fugirmos, para onde iremos?

– Vocês vão saber meus amigos...

– Do que eles estão falando? – Pietro perguntou quase involuntariamente.

Phantom suspirou ao ouvir a pergunta do seu amigo; a TAN tinha que guardar em segredo a verdade o máximo que pudesse, mas ela tinha que garantir a noite sem problemas para seus colegas e pelo Pietro. Ela conversou rapidamente com o rapaz, convencendo-o de que iria acalmá-los e certificar que não fugiriam. Logo, a TAN desceu até o corredor que dava à sala de consertos; durante o percurso, ela ainda se deparou com alguns PC-TANs pedindo para que ela sossegasse os colegas defeituosos. Phantom teria que resolver aquilo sem brigas, já que estava incapacitada naquele momento, mas como sabia que TANs que foram atacados por vírus costumavam ser agressivos, ela já se preparava para o pior. A cena poderia ser macabra, a depender do olhar; o corredor era limpo, mas extenso e suas iluminações estavam apagadas, sobrando apenas à luz do luar ao longe. Phantom andava relativamente tranquila pelo lugar, como se fosse uma situação rotineira, mas no fundo tinha medo de ser agredida por possíveis colegas. Os murmúrios e risadas pareciam aumentar a medida que ela se aproximava, mas Phantom não era a única a escutá-los; Pietro a vigiava pela câmera, para certificar-se de sua amiga necessitada, mas escutava bem o que eles falvam. Suas batidas firmes, porém suaves, fizeram os TANs dentro da sala se atiçar e tentaram correr, disfarçando o local para que não percebesse.

–... Eu sei que vocês estão tramando uma fuga! – Ela falou em tom claro. – Ninguém sai daqui até estar restaurado! E vocês não me enganam!

Nenhuma resposta fora dada. Phantom não sabia se a porta estava trancada ou não, mas tinha pegado o molho de chaves de Pietro por precaução; buscando entre elas, logo a TAN encontrou a chave certa. A chave fora posta com certa força e Phantom tentou girar sem sucesso; continuou botando força e nada da tranca mexer-se, fechando ou abrindo.

– Droga de fechadura. – Ela resmungou.

A TAN foi botando cada vez mais força, até que a fechadura virou-se bruscamente... Abrindo a porta. A cena seguinte fora muito rápida; se não bastasse Phantom quase tombando ao abrir a porta, a maçaneta fora puxada com força por um dos TANs dentro do local, que a tentou puxar vorazmente logo em seguida. Phantom não teve outra escolha, além de forçar seu braço quebrado que fora agarrado para sair do lugar. Um verdadeiro cabo de guerra fora travado; Phantom, que se segurava do lado de fora com o outro braço e aquelas máquinas infectadas, cujo sorriso malicioso já se assemelhava com os dos vírus. Phantom já não queria mais forçar-se, até que sentiu alguém lhe agarrando do outro lado; Pietro havia chegado a tempo de poder ao menos socorrê-la. Com o amigo ajudando-a do outro lado, a TAN conseguiu equilíbrio para vencer a máquina que a puxava. Os dois tombaram do outro lado, mas a máquina defeituosa ainda ousou sair, soltando um berro enquanto avançava quase sob quatro para Phantom. A TAN já teve que abusar de seus reflexos; ela chutou-o para o lado e levantou-se, o derrubando com uma rasteira. Logo, os dois amigos estavam forçando o TAN defeituoso a voltar à sala. Assim que finalmente coloram a máquina defeituosa de volta no local, trataram de trancar a porta; se podia ter saído mais máquinas defeituosas? Talvez. Mas o importante naquele momento era certificar que aquela porta estivesse bem fechada. Eles finalmente puderam respirar aliviados; recostados sob a porta, os dois desceram vagarosamente até o chão, recuperando-se da situação. Após alguns segundos de silêncio, Pietro finalmente pensou melhor sobre a situação e lhe saiu a pergunta que Phantom não queria ouvir:

– Por quê eles estão tão agressivos? – Ela ainda controlou-se, imaginando que fosse uma pergunta com ele mesmo. -... Digo, são máquinas de marca, não é? – Ele virou-se para ela.

–... S-suponho que sim.

– Então... Né? Por que nos atacariam? Os ataques só eram comuns em TANs contrabandeados ou... De segunda linha, não?

Phantom continuou em silêncio, mas sentia que no fundo, ao menos alguém deveria saber. Ela olhou para os lados naquele silente corredor e, revirando os olhos, soltou um longo suspiro para finalmente começar a falar:

–... Se eu te contasse, você não acreditaria. – A TAN ainda fala sem coragem.

–... Sobre o quê? – Pietro virou-se para ela.

–... Os motivos dos ataques.

– E por que não acreditaria?

–... Bem, você já deve ter visto os vírus de computador, não é?

–... Sim, mas não é fácil livrar-se de um deles? Existem os antivírus e, além disso, se o TAN é infectado... Ele desliga automaticamente. – Ele falava, lembrando-se de algumas situações passadas.

– Não esses vírus... – Ela pausou, retomando a coragem. – São maiores e piores... São os nossos predadores.

–... Continue. – Ele falou, levantando uma sobrancelha e com certo interesse.

– Já faz um bom tempo que eles apareceram; a princípio, éramos apenas como “o alimento” deles, onde nos matavam, quebrando nossas peças e consumindo nossa energia... – Ela falava devagar e gesticulando, para que seu amigo a entendesse. – Mas há menos de um ano, eles pareceram terem evoluído... Ficaram mais perigosos; alguns deles deixam rastros no corpo dos TANs, que podem controlá-los depois. Nós ficamos arredios e até mesmo agressivos; é como uma verdadeira doença para a gente e esses são os sintomas... E digamos que os mais avançados são agressões físicas, pupilas dilatadas... – Phantom para novamente, suspirando. – Você não deve fazer a menor ideia do que estou falando, né?

– Na verdade, faço até uma ideia. – Ele deu de ombros. – Monstros que seriam caçadores de TANs, ou até animais...

– Espera; você está acreditando no que estou falando? – Ela ficou surpresa por um momento.

–... Eu cresci e vivi com máquinas que são mais como amigos do que ferramentas; porque não acreditaria que vocês poderiam ser presas de monstros? – Ele riu por um momento. – Só parece que isso saiu de um filme de ficção científica.

Phantom ficou sem palavras por um momento, mas ao ver em seu rosto que o que ele dizia era verdade, ela começou a rir baixo. Ela parou por outro instante, com um grande sorriso no rosto por finalmente poder conversar com outra abertamente sobre o assunto, até levantar-se e continuar o diálogo:

– Bem, não precisa se preocupar comigo. Eu sei que estou com um braço quebrado, mas um ataque de vírus é diferente de uma infecção. – Ela ia falando e andando de volta à sala. – Toda infecção é gerada de um ataque, mas nem todo ataque causa uma infecção... entende? ... Se não, eu já teria lhe agredido, ou recusado sua ajuda grosseiramente.

– Sim, eu entendo. – Pietro a acompanhava tranquilamente.

– E é por isso que... – Ela parou novamente, olhando para os lados e sussurrou: “Agora vem o meu maior segredo”. -... Uma empresa conhecida como “Lotus Security” vem trabalhado na segurança, quase em escala mundial. Eles se focaram principalmente na segurança das TANs; temem que os vírus nos tornem máquinas mortíferas ou que até... Pessoas com má índole se aproveitem disso para nos tornar em armas... Afinal, somos geralmente máquinas pacíficas, certo?

O rapaz concordou com a cabeça, enquanto abria a porta para ela passar. Lá dentro, ela deu sua última explicação:

– E sobre eu saber tanto... É que eles me acolheram; não sei muito sobre minha origem, mas até onde explicaram, sou uma máquina que chegou a ser criada e idealizada, porém, que nunca foi lançada... Uma “Ghost-TAN”. Tudo que tenho feito, foi apenas procurar melhor sobre minha origem e o motivo do meu cancelamento.

–... E por que não pediu minha ajuda desde o início?

– Bem, porque era segredo, né?-- Espera, estávamos sendo gravados esse tempo todo! – Ela pausou por um instante.

– Ah, não se preocupe. – Ele deu de ombros por um momento. – Se dissermos que “a noite foi tranquila”, não vai ter motivos para checar as câmeras, certo?

–... Certo... – Phantom concordou ainda ociosa.

–... Não precisa ficar preocupada, tá bem? – Ele sorriu para ela. – Seu segredo está bem guardado... Mas eu quero manter contato, principalmente depois dessa história!