TAN-World - Fic Interativa

4 Procura-se um dono


Notas iniciais
Oh yeah, eu ainda estou viva! Depois de um hiatus de... 80 dias, até onde eu contei... Eu voltei! o/ Mas infelizmente, minha presença total ainda não é garantida: ando com pouca inspiração e ainda tenho de dividí-la com outras fanfics em produção e ainda com meu DeviantArt (vida de artista é chato). Além disso, tenho um problema maior: a escola! Nunca vi uma escola tão puxada como a minha! x_x Enfim, esperem que gostem desse capítulo: ela tá curtinha e tem umas referências até meio óbvias de onde andei me inspirando. Às vezes me sinto frustrada nesses quesitos, mas... Não tenho previsão para o próximo capítulo: ele provavelmente vai sair quando a inspiração chegar, porque durante essas férias da copa eu vou ter tempo, né? ^^"

Ela andava pela agitada rua de Sete de Setembro, seguindo até um shopping próximo. A menina ia a passos curtos e lentos, cabisbaixa, com as mãos nos bolsos da calça e sem preocupar-se com quem estivesse ao seu redor. Alguns reclamavam e outros nem ligavam, mas seus pensamentos estavam longe daqueles que reparavam na sua presença lenta naquela rua de intenso movimento. Ela não sabia mais o que fazer, com quem falar ou onde ficar: desde o começo, só queria saber quem realmente era e porque a abandonaram. Chegando até o shopping, a menina subiu alguns andares, passando por uma loja de eletrônicos. Ali, TANs da última geração estavam expostas e chamavam a atenção de possíveis compradores. “Isso chega a ser um paradoxo: eles tentam convencer alguém a comprar eles e as pessoas compram outro, idêntico a eles, mas ainda assim, diferentes.” Ela pensou observando uma Console-TAN. A mesma ainda olhou para a menina e, com um sorriso, tentou conversar com ela:

– O que foi? Quer jogar?

–... Agora não... – Ela abaixou a cabeça.

A TAN vagamente desfez o sorriso ao olhar melhor para ela: sentiu que a menina era... Diferente. Ela ainda virou para o lado e viu um balcão, onde um Console-TAN deveria estar: PlayStation 4, mas já estava esgotado. “Como um TAN tão caro esgotou-se tão rápido?” Ela pensou enquanto voltava para os corredores do shopping. A menina ainda parou, observando seu reflexo no chão: a pele pálida e os olhos escarlates eram tapados pelo cabelo escuro com mechas vermelhas. Ela ficou parada, observando-se com um olhar vazio e melancólico, por um longo tempo, até que ouviu uma voz familiar:

– O que está fazendo aqui?

Ela virou a cabeça para onde veio a voz: um rapaz de cabelos negros e espalhados, olhos também negros e pele clara. James Reily, seguido de sua TAN, Eliza.

– Mas você não estava em outra cidade?

–... Dream, quando é você vai botar na sua cabeça sobre o VOD?

A menina deu de ombros, resmungando e cruzando os braços com um olhar cerrado. Às vezes, ela nem se lembrava daquele local, preferindo fazer as coisas de forma “manual”. Ele continuou:

– Vim apenas me certificar de que você estava bem. Phantom continua desaparecida...

– Claro que estou bem! Ao contrário daquela azarada.

– Você é mais ainda: não passou de um rumor internauta! – Ele sorriu, irônico. – Bem, já que está tudo OK... Melhor eu voltar. – James deu de costas, andando para fora do shopping. – Vamos, Eliza.

A TAN suspirou, olhando para seu dono. Ela ainda parou para despedir-se da garota. Após um forte abraço, Eliza disse:

– Seja cuidadosa, Dream.

– Claro que sim. – Ela apertou a mão de Eliza com força. – Algum dia eu ainda vou descobrir meu dono, pode contar com isso!

Eliza sorriu e após mais um olhar, voltou para seu dono. James andava sério, com as mãos nos bolsos da calça, procurando um local discreto. Finalmente, em uma ruela tranquila e vazia, ele tirou uma das mãos do bolso, levantando um celular. Após uns rápidos toques, ele enviou uma mensagem:

“DreamCast 2 está segura e ativa; sem sinal de Vírus na região ou da Infinium Labs Phantom.”

Eliza o olhava por trás enquanto ele digitava e, depois que James enviou a mensagem, ela falou:

– Sobre anteontem... Tem certeza que aquilo foi certo? Digo, a menina deve estar assustada até agora.

– Foi o que eu pensei naquele momento. Não vejo muito problema.

A TAN suspirou, imaginando o motivo daquilo: a rebeldia do rapaz poderia resultar no perigo de pessoas inocentes. James continuou teclando no celular, até que ele apontou para uma parede na ruela e, com um feixe de luz formando-se nela, um portal abriu-se para o que parecia ser outra dimensão. A imagem do local onde ela daria não era nítida, mas podiam-se ver algumas supostas construções prateadas ou em azul-marinho. “Esse VOD realmente veio a calhar”, ele pensou enquanto entrava no local com sua TAN. Talvez aquela história acabasse em algo interessante, afinal.

Notas finais
Ah! Novamente, volto à me desculpar caso não tenha incorporado o personagem direito, cometido alguma gafe ou a inspiração tenha me deixado na mão de novo! Prometo dar o meu melhor! D=