Notas iniciais
Bem, eu fiz esse capítulo em um momento de inspiração e quase que em cima da hora; hoje já começaram as minhas aulas. Mas ainda assim, consegui um resultado que, ao meu ver, ficou satisfatório! ^^ Espero que gostem também~

Enquanto vários olhos começam a voltar-se para um só lugar, outros ficam inóspitos de observadores. A história agora se passa em Orleands, uma cidade populosa dos Estados Unidos, semanas antes do encontro de Dream com James e Eliza. O início da noite estava calma, para a jovem Phantom que andava tranquilamente. Ela era uma TAN esperançosa, sempre viajando para vários cantos do mundo com ajuda do VOD. Ela não tem muitas memórias sobre seu passado, mas sabe quem é e lembra-se que ela teria um dono. Quem? Nem ela sabia. Foi feita sob encomenda, para um golpe de marketing para valorizar sua marca, mas mal chegou a vê-lo. A TAN andava na fria noite com um grosso casaco azul claro e calças brancas e um par de tênis reforçados, das mesmas cores das roupas. Buscar informações naquela cidade foi inútil: não se tinha informações sobre a Infinium Labs pelo local. “Só me resta agora procurar no último local onde eles apareceram em público” Phantom pensava enquanto continuava distraidamente pela rua. “Onde o pessoal costuma realizar a E3 mesmo?”. Os longos cabelos brancos e encaracolados brilhavam a luz dos postes. Essa estranha figura à noite pareceu chamar a atenção de outras à distância. Uma TAN solitária pode ser alvo fácil para eles. Logo, os pensamentos de Phantom foram interrompidos pelo rápido ranger de metais; foi agudo e rápido, mas pôde identificar do que se tratava. Ela retirou o casaco e colocou no ombro, revelando a camisa de malha com um estranho desenho na frente e os seios avantajados.

–... Eu sei que tem pestes por aí! – A TAN respondeu após ouvir um estranho chiado.

Logo apareceu o primeiro à sua frente; assim como o primeiro que atacou Nintendo outrora, ele era grande e coberto de espinhos, sempre andando de uma forma primitiva; porém, os códigos binários pelo seu corpo tinham uma coloração esverdeada. Ambos sorriram se encarando. Phantom abaixou vagorosamente o casaco do ombro, esperando a criatura atacar. Assim que ele avançou para cima dela, Phantom usou o casaco para agarrá-lo pelo pescoço e jogá-lo no chão. Quando ela o imobilizou, outro vinha por trás: era fácil identificar as passadas de um vírus, para quem já estava acostumada. A TAN esperou o exato momento para arremessar o que estava enforcado pelo casaco contra o que a atacaria de costas. Quando se chocaram, Phantom largou o casaco, deixando os dois baterem contra a parede de um prédio. O som do choque se assemelhou com estranhos estalos, contudo os dois caíram abatidos. Um líquido escuro começou a sair dos monstruosos corpos estirados no chão e a TAN ainda os observou por um momento. Mal sabia o que a aguardava de cima; um último vírus do grupo estava em cima do prédio e conseguiu pular para cima de Phantom. Ela só o notou quando ouviu um estranho chiado vindo de cima, quando as garras da criatura acidentalmente bateram na parede do prédio. Phantom só teve tempo de se defender com os braços, mas isso lhe foi prejudicial; o vírus conseguiu cravar suas garras no seu braço esquerdo, deixando-a com um pânico momentâneo, sacudindo-o para poder se soltar. Assim que a criatura largou seu braço, havia uma perfuração profunda nela; era possível ver um vazamento de lubrificante e fios cortados. Para a TAN, aquilo doía tanto quanto a perfuração em um humano. O vírus esboçou o que deveria ser um sorriso de vitória, ao ver Phantom com a mão no braço, agonizada.

– Então... Você não é como os outros TANs que vemos por aí... – A criatura começou a falar, com sua voz distorcida.

– Vocês... ! – Ela arrancou um pedaço da blusa com brutalidade, tentando estancar o vazamento. – Como ousam nos atacar? Justamente àqueles que nem tem como se defender?

– Não adianta lutar, Infinium Labs Phantom; já conseguimos nos instalar aqui. Nossos ninhos já estão fixos. Assim como os humanos aceitaram vocês, eles irão--

A criatura fora interrompida com um chute dela, após ter amarrado o trapo no seu braço. O vírus tentou revidar, avançando nela, mas Phantom conseguiu se esquivar; ela estava em campo aberto, o que lhe dava vantagem. Não demorou muito até ela esquivar-se de maneira a deixar o vírus confuso; virando-se para o lado, a criatura caiu de quatro no chão e quando virou à cabeça, sua única visão foi a de um punho biônico acertando-lhe em cheio. Phantom derrotou os três vírus, mas agora estava com um braço defeituoso e para uma TAN desconhecida à sociedade, concerto é quase impossível. Ela apressou-se para ficar o mais longe possível de outros prováveis vírus. Assim que ela encontrou-se longe deles, não só passou para uma área mais agitada da cidade, como também pôde finalmente desatar o curativo do braço. A TAN suspirou aliviada e tirou-o devagar; a pele sintética da mão já havia caído no meio da luta, mas aquele detalhe era o de menos, pois seu maior medo era nas quatro perfurações em seu braço. O vírus afetou uma das principais ligações de lubrificação e até alguns fios que conectavam as redes de Internet e Wi-Fi. Phantom ainda tentou algumas conexões, mas nenhuma funcionada. Ela rangeu os dentes, frustrada. “Estou ilhada!” ela pensava, enquanto isolava os canos do braço esquerdo, para não perder os fluídos. Agora, seu braço estava quase sem movimentos; fazer muita força com ele poderia desgastar o maquinário. Andar com naturalidade era impossível: o braço quase cambaleava enquanto andava entre as pessoas. Ela nunca teve um acidente como aquele e mais do que nunca, precisava de ajuda, só que sem conexão, ela não poderia abrir um portal para o VOD ou pedir ajuda ao grupo. Agora, não restava muitas opções a TAN. Ela jamais imaginaria receber ajuda de um estranho, em um mundo com pessoas tão ocupadas, independentes ou até mesmo hostis, mas foi passando pelas ruas que ela acabou se esbarrando com um rapaz. O que ele fazia naquele lugar, ela não sabia exatamente, mas pediu desculpas quase que apressadamente, quando aquele mesmo a parou. Sem muita força, o rapaz a segurou, justamente pelo braço defeituoso; Phantom parou envergonhada, imaginando o que poderia ser e após alguns longos segundos, ele perguntou à TAN:

–... Precisa de ajuda?

–... S-sim. – Ela falhou envergonhada.

O rapaz olhou o braço dela por mais um tempo. Phantom, sentindo-se intimidada, cortou ele quando iria falar, perguntando:

– Por que a pergunta?

–... Bem, você é uma TAN, pelo visto. E notei que está com um braço defeituoso; apenas imaginei que precisasse de ajuda ou estivesse perdida.

–... Bem, eu estou com os dois problemas... – Phantom continuou ainda envergonhada. – É uma longa e confusa história. Poderia explicar no caminho?

– Claro. – Ele disse educadamente.

A TAN tentou explicar a situação a ele; tentou adaptar a história, para que ele não suspeitasse ou temesse por algo, mas no final, conseguiu convencê-lo que estava com defeito e não conseguia contatar ajuda. O rapaz ainda sentia que ela escondia algo dele, mas que era uma boa TAN. Após a longa conversa, o rapaz chegou até a casa dele, levando a TAN consigo. Enquanto destrancava a porta, ele pensava porque ela dizia “contatar ajuda ao invés de contatar o dono”; parecia ser algo ilógico no começo, só que ele imaginou que a ajuda poderia ser o dono da loja ou até seu fabricante. Enquanto a convidava para entrar, o rapaz perguntou:

– Afinal, eu não sei qual é a sua marca. Poderia me dizer?

– Eu sou a Infinium Labs Phantom, mas as pessoas me chamam de Phantom. – Ela sorriu, ainda tímida.

– Phantom? É um belo nome... Chamo-me Pietro Fountelle, mas pode me chamar de Pietro. – O rapaz cumprimentou, logo em seguida.

– Prazer, Pietro. – A TAN sorriu.

Após isso, o rapaz seguiu e chamou seu TAN para ajuda-la a contatar a ajuda: um PC-TAN, que se denominou W, mas que era chamado de Chronos pelo dono. Nesse momento, ela pediu licença ao rapaz e afastou-se com Chronos, para o lado de fora da casa; pois só assim, sentira-se segura para falar a quem ela contataria:

– Eu vou te ensinar como contatar o meu pessoal, mas por favor, mantenha isso cá entre nós.

– Por quê?

–... Porque você vai contatar a Lotus Security.