Notas iniciais
Hey, eu ainda estou por aqui! De tempos em tempos, eu apareço, não é? =D Bem, eu tenho algumas coisas para falar. E uma delas é que... Terei de confessar hora ou outra: fiquei meio desanimada (ou até mesmo decepcionada) com esta fanfic. É que eu imaginava que hora ou outra, alguma "Alma Old-Gamer" iria vir e criar um console-TAN que fosse um Super Nintendo ou algum console parecido, mas o que eu vi mais foram PC-TANs e quando era um Console-TAN, era de um videogame relativamente recente (já tenho 2 Xbox 360 na história; não irei incluir outros, por favor! E também não cometam o mesmo erro com o PS4 ou o XBox One! x_x). Já vi que, para animar depois, se não aparecer nada do gênero até os próximos capítulos, eu irei incluir alguns Console-TANs desse tipo depois. E por fim, não é só TAN-World que espera atualização. Tenho várias outras fanfics que esperam novos capítulos/temporadas desde a época de aulas (Elemental 6 que o diga), mas digamos que está é uma "prioridade", já que é interativa...

Os TANs são grandes, inteligentes e até mesmo, sentimentais. Contudo, por mais parecidos que sejam com os humanos, não deixam de serem máquinas. E até a máquina mais bem cuidada, hora ou outra apresentará defeitos; porém, o defeito dos TANs são completamente (e até inusitadamente) diferentes das máquinas normais. Enquanto Camila e sua mãe estavam de férias, alguém teve de tomar conta dos TANs; como a maioria estava ocupada ou se consideravam velhos demais para cuidarem dessas máquinas, sobrara apenas a opção do filho mais velho tomar conta deles. E como quase todo caso, Camila e seu irmão já não se davam bem, sendo que ela detestou a ideia de deixar seus preciosos TANs nas mãos de um “irresponsável”. O resultado? Um rapaz pouco presente na casa e a potencialidade de TANs desavisados.

–... Quando é que esse técnico chega? – Camila reclamava impaciente, enquanto jogava com Lívia.

– Calma; você mesma não diz que o trânsito é uma loucura? – Lívia tentava acalmá-la. – Ele deve estar preso em algum engarrafamento ou coisa parecida.

– Bem, é que não aguento ver o Zodiac com defeito... E por sinal, que defeito esquisito; digo, é que nunca vi um TAN com defeito. Imaginava ele dando Tilt ou coisa parecida...

– Hm, é algo difícil de explicar; digamos que o defeito dele afetou o sistema emocional ou comportamental... — A TAN disse, um tanto tímida.

–... É incrível... Como vocês são complexos... – Ela pausava as palavras enquanto jogava.

“E é estranho, porque nossos fabricantes não nos deixaram claro nosso funcionamento” Lívia pensava. “Só nos deixou apenas o necessário...”. Camila não notava a situação; achava que era para última instância ou a prioridade era a memória para jogos.

–... Mas poxa, tem certeza que não se lembra de nada sobre o que houve com Zodiac? – Camila pausou a partida. – Comportamento suspeito... Ou por acaso meu irmão usou ele para ver pornôs?

– Eu riria da última teoria, se o assunto não fosse sério. Mas eu infelizmente não me lembro de nada... – Lívia suspirou. – Digo: lembro-me apenas da primeira semana e até ali, foi tudo tranquilo; mas da segunda semana... É como se tivessem apagado essa memória de mim! Dali em diante é que ele começou a ficar mais arredio.

A menina suspirou, sem muitas opções; ela sabia do problema, mas não sabia o que causou o problema, pois nem seu irmão estava lá para dizer o que houve. Ela ainda teve de esperar até o técnico chegar; era jovial, loiro com cabelos curtos e de estatura relativamente baixa. Após as apresentações, Camila foi direto ao assunto; após a viagem, Zodiac estava se comportando de forma estranha. Ele ainda era quieto, mas as vezes não funcionava como devia (como a sua Área de Trabalho desconfigurada) e agora, perdia a paciência com certa facilidade. O técnico ouviu atentamente a garota e depois, pediu para que fosse ver a máquina. Zodiac estava desligado, sentado em uma cadeira e encostado na parede. Quando o técnico tentou ligá-lo, o TAN pigarreou como se fizesse pirraça para funcionar; era notório, na aparência de Zodiac, alguns fios partidos pelo seu braço e outros expostos, enquanto seus olhos estavam mais dilatados do que o normal. Assim que ele finalmente funcionou, o técnico fez uma pequena reclamação:

– Rapaz, por que a tela padrão? Onde está aquele wallpaper do Okami?

Zodiac rosnou, revirando os olhos; já era mais do que claro que ele não cooperaria. O técnico suspirou e, sendo mais rápido que o TAN, o desligou. Zoadiac foi quase derrubado, como se tivesse desmaiado ao ser desligado. Logo em seguida, era hora de analisar a máquina internamente; com a maleta de ferramentas do lado, ele tirou parte das roupas de Zoadiac e começou a abrir as peças. É nesse momento que todos se lembram que TANs são apenas máquinas e não novos seres humanos; com o tórax aberto, o técnico aprofundava-se pelo seu complexo maquinário, até chegar a possível causa do problema. Enquanto isso, Camila estava do lado de fora do quarto, agitada e andando de um lado para o outro pelo corredor do apartamento; era quase como se tivesse um ente ali dentro, passando por uma cirurgia, de tanto nervoso.

Enfim, ele havia encontrado o paradeiro do problema; uma pequena peça, no centro daquele corpo frio, partido e completamente estagnado por um muco preto. “Pelo visto, um vírus esteve por aqui!” O técnico levantou uma sobrancelha. “Essa cidade anda tendo muitos problemas com eles.”. Ele tirou a peça vagarosamente e tratou de limpar o local, antes de substituí-la; não queria resíduos de vírus para danificar a mesma ou até outras peças. Ele ainda tentou ver o maquinário do HD e outras possíveis memórias; felizmente, não tinha vestígios de um vírus, mas infelizmente, não tinha como saber de onde ele veio ou como atacou, já que a memória de Zodiac também fora apagada. Após todo o serviço feito (e até mesmo fios trocados), ele finalmente pôde remontar o TAN. Zodiac, pouco tempo depois, foi ligado novamente; ele começou devagar e relativamente envergonhado, já que não foi exatamente “intencional” o seu mal funcionamento. Foi um alívio, tanto para Camila quanto qualquer outro ali, saber que ele havia voltado a funcionar. O técnico tentou não falar em aberto sobre o caso do vírus, mas ainda assim, cobrou um valor justo pelo conserto à mãe da menina. Só houve um pequeno problema no final; quando já estava de saída, do lado de fora do prédio, Camila veio atrás dele com um ar de curiosidade, para começar a interroga-lo:

– Afinal de contas, qual era o problema dele?

–... Houve um defeito em uma peça que coordenava os pensamentos com o comportamento; eu tive que repor ela que estava gasta, além de trocar os fios partidos e rever a lubrificação dele. – Ele sorriu naturalmente.

– E você não faz ideia do que houve com ele? Zodiac por acaso não te falou nada?

– Sinto muito, mas a memória dele estava praticamente limpa; talvez igual ao da Lívia, mas não sei muito sobre Console-TANs... – Ele deu de ombros. – Afinal, por que está me perguntando? Ele já não está bem, funcionando direitinho?

– Bem, é que... O senhor sabe dos últimos casos que aconteceram pelo mundo à fora, de TANs que, de alguma forma, se revoltaram e atacaram os donos ou outras pessoas, não é? – Ela dizia isso com certa vergonha. – Não que eu tenha medo da Lívia ou do Zodiac me machucarem; até parece que me fariam isso! ... Mas você não suspeita que os ataques tenham algo em comum, mesmo sendo TANs diferentes e até em locais diferentes?

–... Bem, a maioria eram TANs desbloqueados ou pirateados; creio que máquinas de segunda mão ou “quebradas” nunca foram seguras, né? – Ele continuava sorrindo, tentando disfarçar o interrogatório.

–... Mas tinham alguns que eram de marca nessas histórias, ou Console-TANs que só usavam os jogos originais! – Camila contestou. – Sei o que irá dizer: “são pequenas exceções”, como meus amigos e até familiares. –Daquele momento em diante, o técnico pausou. — O Zodiac é um híbrido, mas tem peças de marca por sua conta, certo? Mas... Haveria a possibilidade de ele ter realmente me atacado?

Ele pausou, sem saber ao certo como responder à menina. Camila ainda esperou uma possível resposta, até enfim continuar:

– Eles podem nos atacar?

Vendo sem uma saída para a verdade, o técnico suspirou profundamente. Tenso, ele virou-se vagarosamente, aproximou-se da menina e falou baixo:

– Poderia te dizer o que realmente penso sobre isso em outro momento? ... Preferencialmente a sós, porque a verdade pode... De certa forma, a verdade pode assustar.