TAN-World - Fic Interativa
1 A curiosidade quebrou a TAN
Notas iniciais
Na verdade, eu pensei em fazer o primeiro capítulo como uma espécie de "Flashback" da minha personagem, a Camila. Daqui, vocês já poderão tirar uma ideia para os personagens de vocês e como, mais ou menos, seguirá o enredo da fanfic. Óbviamente, não será exatamente assim (aguardem surpresas), mas já dá para tirar uma ideia, não? ^^
Doce época. Quem não sente saudade de quando era criança? Jovem, inocente e travessa, Camila também já passou por essa época de ouro. Mas enquanto as outras meninas preferiam às novelas infantis, as músicas e os famosos, ela preferia passar horas jogando... Mas nunca se joga sozinho, quando se trata da “Geração TAN”. Com os olhos castanhos atentos à televisão da sala de estar, a Nintendo 64 conseguia recriar os jogos que ela tinha. Para a menina, era um prazer ficar jogando os mais loucos jogos de corrida que já tinha; o seu preferido, era justamente Mario Kart.
- Haha! Errou feio o casco verde! – A TAN riu.
- É por isso que não atiro de casco verde: se for jogar, é para voltar em cima de você! – Camila resmungou.
- Se preocupe não: na próxima curva vai ter sorte.
Dito e feito: quando ela pegou o energizador, tirou Estrela. Camila sorriu, atropelando todos os personagens. Elas já estavam ali há horas, sem mais noção de tempo, se divertindo nas corridas e campeonatos, até que a mãe de Camila gritou do quarto:
- Filha, já são onze horas!
- Ah, mãe! Estou de férias, dá um tempo! – Ela choramingou, pausando o jogo.
- Anda, Camila. A Nintendo já deve estar cansada! – A mãe suspirou.
- E quem disse que estou cansada? Estou mais é me divertindo também!
A mãe riu. Ela não era a do tipo que sempre reclamava, mas prezava pelo bem da sua filha. Ela veio até a sala e disse tranquilamente:
- Tudo bem. Mais meia-horinha. Dá pra terminar a corrida aí, né?
- Claro!
Camila sorriu, ajeitou os longos cabelos castanhos no rabo-de-cavalo e voltou ao jogo. De volta aos risos e gritinhos, com a Nintendo 64. Aquela TAN era quase uma herança do seu irmão, deste a época que ela ainda era um objeto inanimado; agora, ela era uma linda TAN de longos cabelos louros (com mechas coloridas), olhos vermelhos, vestido verde (com um avental bege) e sapatilhas pretas, com meias brancas de cano longo. Para Camila, ela era melhor que muitas TANs modernas que existiam naquela época. Aos treze anos, ela ainda preferia sua Nintendo 64 a um Playstation 2. Mesmo assim, ela não recusava um convite para jogar em alguma outra TAN de seus amigos. Passando-se os minutos cedidos, Camila havia ido dormir satisfeita: havia batido seu recorde na pista e ainda saiu em primeiro lugar no campeonato. Enquanto isso, a Nintendo se arrumava para “descansar”, guardando os cartuchos espalhados pelo chão de volta à devida caixa e na devida prateleira. Apenas um ano, mas as TANs já eram utilizadas pelo povo, mesmo sem saber ao certo de onde vieram e como exatamente funcionavam. Uns diziam que era o sinal do apocalipse, outros diziam que era um presságio ou até uma invasão ao nosso planeta, mas naquela casa, as TANs seriam mais como androides que interagem, distraem ou até ajudam as pessoas.
***
A noite seguia tranquila naquele pequeno, mas aconchegante apartamento. Nintendo 64 descansava e recuperava energias, aconchegada no sofá, até que ouviu sons estranhos vindos do lado de fora do apartamento: parecia que algum material metálico estava sendo arrastado pelo chão, sempre com pausas sucessivas. Ela ainda tentou ignorar, porém, mesmo que as outras pessoas da casa não se incomodassem com aquele mínimo barulho a TAN decidiu investigar. Ela se levantou, abriu a porta de forma silenciosa e saiu discretamente, encostando a porta. Do lado de fora do apartamento não havia nada, mas ela notou que o som havia aumentado. Sendo que ela morava no primeiro andar do prédio, ela seguiu o som, descendo um lance de escadas e indo até o pátio do prédio. O som parecia aumentar à medida que ela se aproximava, o que indicava que estava pegando o caminho certo. Mas antes mesmo dela chegar direito do pátio, o som pareceu ter parado aos poucos. Ela estranhou, ainda andando pelo local e olhando tudo.
-... Devo estar ouvindo coisas. – Ela falou consigo mesma. – Acho que vou pedir para a Camila marcar uma revisão--
A TAN não conseguiu completar a frase; antes de conseguir essa façanha, sentiu um golpe lhe atingir nas costas, derrubando-a, e logo em seguida, foi imobilizada com o rosto no chão. Ela ficou completamente desprevenida, tentando se libertar de quem quer que estivesse prendendo ela. Enquanto tentava ver quem a prendia, Nintendo pode ver que suas mãos estavam presas por um estranho muco: ele era preto, viscoso e grosso, com um estranho brilho vermelho. Ela sentia também suas pernas presas; supôs que o mesmo muco estivesse prendendo seus pés também. A TAN não conseguia levantar a cabeça direito, mas logo o monstro se revelou: descendo de suas costas, vinha um ser de forma indefinida. Aparentava-se com um humano pelo corpo, mas andava como um primata; tinha espinhos na cabeça, longos e finos; as mãos e os pés eram o que faziam o suposto barulho metálico, já que tinham longas unhas afiadas, em um brilho prateado. No corpo preto, era possível ver códigos binários descendo pelo corpo em vermelho. A criatura não tinha exatamente um rosto, mas era possível ver seus olhos: vermelhos como sangue e era possível ver a malícia em seu brilho. Nintendo paralisou: sentia que aquela “coisa” não queria o bem dela:
-... Que coisa é você? – Ela gaguejou, com medo.
-... O primeiro e último vírus que você verá! – Ele falou, com uma voz distorcida.
O vírus levantou as garras das mãos e atravessou as costas da TAN. A dor que ela sentiu não pode ser descrita com meras palavras. A sensação de ter o corpo atravessado por várias lâminas é dolorosa, mas ela não podia se livrar dela: era uma máquina. As garras agora pareciam lentamente penetrar o corpo dela. Ela podia sentir seu sistema sendo invadindo: as memórias clonadas e roubadas, enquanto o vírus destruía seu sistema aos poucos. Para uma máquina, aquela dor equivalia ao sofrimento humano. Os instigantes minutos se estendiam, até que finalmente seus sistemas entraram em colapso: o vírus havia corrompido a Placa Mãe dela. Ele retirou as garras da TAN, que não deixaram um mínimo buraco nela. A Nintendo acabou estendida no chão, com os olhos sem pupilas e um rosto sem vida. O vírus a levantou e a apoiou no ombro, subindo pelo mesmo trajeto que ela fez e, silenciosamente, colocou ela de volta no sofá, na mesma posição que estava, e fechou os olhos dela, disfarçando para a dona não saber que estava com defeito.
***
Na tarde seguinte, após o almoço, Camila tratou de ligar novamente sua TAN; geralmente, eles ligam sozinhos, mas há casos em que o dono tem que ligar manualmente. Porém, quando ela tentou ligar, a Nintendo não teve nenhuma reação. Ela tentou novamente; continuava inanimada. Tentou conectar o cabo de energia e deixar carregando; nenhum sinal de vida. Ela já estava ficando desesperada ao ver a Nintendo 64 inanimada.
- Mãe! A Nintendo não quer pegar!
Notas finais
E aí? O que acharam? Não se esqueçam de comentar as opiniões de vocês! ^^
Para os que já querem fazer suas fichas, o link para envio das fichas: http://www.tfaforms.com/313417
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