Só o tempo talvez possa curar
22 Nada vai ficar entre nós
Notas iniciais
“Pronto o envio foi perfeito, só mais algumas semanas para nossa liberdade” disse Aporro.
“Eu nunca pensei me aliar com um ser igual você” Aaroniero disse com despreso.
“Também não gosto dessa ideia, mas dois são mais fortes que um” disse com descaso, enquanto pendurava um objeto ovular no pescoço.
“O que é isso?” perguntou observando o objeto.
“É a garantia que nosso instrumento de liberdade, não vai nos desobedecer” disse serio. Um estrondo acompanhado por uma explosão destrui a parede do local.
Entre poeira e fumaça surgem dois seres mascarados, na frente dos espadas.
Aaroniero olha surpresos para os dois seres a sua frente.
“Pensei que seus domínios não se estendiam ao inferno. Não é ilegal vocês estarem aqui?” Aporro disse calmo.
“Você tem razão, não se estendem... mas nos não somos mais do gotei 13, nos fomos banidos da sereitei” disse Urahara retirando a mascara.
“Você foi banido, eu sai porque quis” disse dando um tapa na cabeça do louro. “e que cara é essa” disse olhando para o arrancar de cabelos rosados, que estava pouco se importando com a presença dos shinigamis.
“Nós estamos no inferno” disse calmo “se vocês nos matarem, nasceremos de novo” sorriu sombriamente ”mas vou adorar brincar com vocês, tenho tantos experimentos para fazer! Vocês apareceram na hora certa” Yoruichi fica seria, se corpo emitiu leve brilho rosado, em seguida ela desaparece, surgindo na frente do arrancar. Dando um golpe em seu peito, no mesmo instante acerta outro em Aaroniero. Voltando a aparecer ao lado de Urahara. Os golpes apenas surpreenderam os arrancars, ferimentos foram praticamente inexistentes.
Aporro muda sua expressão de repente, olhando para o cordão de seu pescoço. O objeto ovular tinha se quebrado em vários pedaços.
“Não viemos matar vocês, não seriamos idiotas a esse ponto.” Espinhos de luz começam a sair dos corpos dos arrancars, Aaroniero tenta se mexer para atacar os shinigamis, mas fica paralisado.
“Não adianta, Yoruichi-san acabou de usar um kido especial em vocês” correntes começam a sair do chão, envolvendo os espadas. “vocês serão levados e trancafiados nas profundezas do inferno. E nunca mais vão sair de lá, ou tentar criar outro plano mirabolante para sair daqui. Virarão cinzas” disse serio.
Aporro ainda olhava para o colar quebrado, em estado de choque.
“Idiotas!” gritou o cientista “vocês não sabem oque fizeram!” disse enlouquecido com ódio, mas logo colocando um sorriso macabro em seu rosto “Posso nunca mais sair daqui, mas vocês vão sofrer amargamente por isso” disse entre uma risada demoníaca, enquanto era envolvido pelas correntes.
O chão se abriu, e os arrancars foram puxados para as profundezas do inferno.
“Nunca poderia imaginar, que achar aqueles hollows seguindo a Kuchiki nos levaria a isso” disse a morena. “Provavelmente, eles iriam buscar vingança depois de sair daqui” franziu o cenho enquanto dizia.
“Bem Yoruichi-san, eles não vão poder fazer mais nada para Kuchiki e a herdeira do seu protegido” disse em seu tom descontraído. A morena olhou irritada para o loiro.
“Byakuya-boo não é meu protegido!” disse tentando acertar um chute no loiro.
“Foi só uma brincadeira” disse evitando o golpe da morena.
Urahara caminhou em direção as anotações e pesquisas que os arrancars estavam trabalhando. Yoruichi ainda permanecia olhando para o chão que estava voltando a se fechar.
“Enfim acabou” disse aliviada. “ainda bem que descobrimos antes que eles agissem”
O loiro soltas as anotações e começa a vasculhar o lugar preocupado, Yoruichi olha sem entender a atitude do homem.
“Ainda não acabou Yoruichi-san” disse serio, lhe entregando uns papeis que estavam sobre a mesa. A morena abre os grandes olhos dourados em choque.
“Oh não, onde isso está?”
“Esse é o problema, eu não sei. Provavelmente eles o moveram para um lugar onde ele poderia despertar em segurança”
“Mas... essa criatura, eles a controlariam... quer dizer ela foi criada para obedece-los” falou confusa sem conseguir concluir o raciocínio.
“Mas agora não há ninguém, não há como saber oque esse ser vai fazer” disse suspirando enquanto coçava a cabeça “e muito menos, quando ele vai surgir, localizar onde ele está agora é quase impossível”
“Nós chegamos tarde afinal” disse entediada “O que faremos?” perguntou seria.
“Simplesmente vamos esperar” disse sem muita preocupação. “já enfrentamos coisas piores, isso não vai ser nada que o gotei 13 não possa resolver. Fizemos a pior parte do trabalho, eles podem lidar com o resto” olhou para a morena. “Vamos?” perguntou apontando para cima.
“Sim, esse lugar me da calafrios” ambos desaparecem com shunpo.
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Renji corria pelas ruas da sereitei, murmurando algo como ‘maldita Rangiku’ como pode ser convencido tão facilmente? ‘só mais uma dose’ se recordou. Sua tudo a sua volta ainda estava girando, eles beberam até tarde da noite, alias, ele nem sequer se lembrava de quando ou como foi pra casa. Será que Kira e Hisagi, estavam com essas malditas dores de cabeça também? De qualquer forma eles estariam bem melhor que ele.
“Droga” falou bravo enquanto corria. Graças a essa bebedeira impensada, ele dormiu demais e agora estava atrasado. Não atrasado 10 minutos, ele estava atrasado há mais de uma hora. Kuchiki taichou ira mata-lo, não seria pior que isso! Ele iria enchê-lo de relatórios, tantos que nunca mais poderia se dar ao luxo de sair ou dormir.
“Abarai-kun” uma voz o chamou, Renji parou para olhar o homem.
“Ukitake taichou” olhou para o homem.
“Você nunca mais apareceu para me dar noticias da Kuchiki, já faz um mês quase desde a ultima vez, estou preocupado” disse olhando serio para o homem.
“Ah eu vou lá a 13° divisão... amanhã” disse inquieto “Gomen Ukitake taichou, mas eu estou atrasado, e Kuchiki taichou ira me matar! Tenho que ir agora!” Ukitake olha para o tenente a sua frente.
“Byakuya não está na sereitei, ele foi enviado pelo soutaichou em missão para o mundo dos vivos” disse acalmando o tenente ruivo.
“Ah” suspirou aliviado “Ufa, então Kuchiki taichou está no mundo dos vivos! Que bom... OQUEEEE?” perguntou em uma explosão, visivelmente desconsertado. “T-taichou está no mundo dos vivos?”
“Sim ele foi para lá ontem de tarde” renji abriu os olhos em desespero
“Droga! Ele vai acha-la lá, tenho que avisar a Rukia!”
“Espere, Kuchiki estava no mundo humano todo esse tempo?” perguntou confuso, Renji se virou para o outro lado deixando o taichou sozinho “Espere Abarai-kun! Aonde você vai?”
“Eu tenho que avisa-la” disse olhando para o taichou, e voltando a correr em direção contraria.
“Ei! Ao menos, me diga se está tudo bem com ela? E o bebê?”
“J-já nasceu, está tudo bem.” disse saindo correndo, deixando o taichou confuso para traz.
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Rukia tinha acabado de despertar, seu primeiro impulso foi procurar por sua filha, mas se lembrou de que a criança tinha ficado aos cuidados do pai. Sorriu inconscientemente ao se lembrar. Byakuya todo imponente lhe mandando descansar, em um tom que simplesmente não dava chance para discordar. Ela ficou preocupada por um momento, mas ele era Kuchiki Byakuya. Ela confiava nele, mesmo que agora, nesse momento, ela estava desesperadamente achando que não foi uma boa ideia.
Que mãe deixaria sue bebê com alguém que nunca tinha sequer segurado um? Pensando bem, ela percebeu que foi uma ideia um tanto irresponsável, não... muito irresponsável. Saiu do banho e terminou de se trocar rapidamente saindo do banheiro, a casa estava silenciosa. Ela não sabia se era um bom ou mau sinal, mas que de tão ruim poderia ocorrer?
O quarto a sua frente estava vazio, a preocupação aumentou em seu peito. A pequena mulher desceu as escadas rumo à sala a procura de Hikari e Byakuya. Olhou para o sofá, um sorriso doce se formou em seu rosto. Aproximou-se parando ao lado do móvel. Byakuya estava adormecido no sofá com Hikari dormindo serenamente sobre seu peito.
Por um instante ficou zelando o sono das pessoas mais importantes de sua vida. Olhou para mesa de centro, vendo o conteúdo da mochila todo esparramada ao lado do notebook... O todo organizado Kuchiki Byakuya tinha feito essa bagunça. sorriu levemente.
Voltou a olhar para o homem adormecido, mas para sua surpresa encontrou um par de intensos olhos cinzentos a observando.
“Bom dia Rukia” disse com sua voz profunda, em um tom quase rouco.
“B-bom dia... eu o acordei, desculpe” disse sem jeito. Ele se levanta olhando para o relógio da parede. A jovem olhou um pouco preocupada para a criança.
“Não se preocupe, ela está bem. Internet do mundo dos vivos é um excelente meio de aprendizado” declarou serenamente em um tom baixo e cuidadoso.
“Oh” disse surpresa, como uma pessoa aprenderia a cuidar tão rapidamente de uma criança, simplesmente pesquisando na internet? Realmente Byakuya era a pessoa mais incrível que ela conhece. “Eu vou preparar o café, então”
“Hum... Pelos meus cálculos ela vai acordar daqui uma hora e meia, mais ou menos. Vou leva-la para o quarto” disse se afastando e logo virando para traz para fita-la. Ela pode ver algo em seus olhos mais não sabia decifrar bem oque era. “Podemos retomar nossa conversa durante o café?”
“S-sim” disse um pouco nervosa. Ele suavizou o olhar enquanto a fitava, e subiu as escadas.
*************
Rukia rapidamente se esforçou ao máximo para preparar um café da manhã o mais rápido possível. Sentou em volta da pequena mesa da sala, e olhou para a refeição, arroz, missoshiro, peixe assado e chá verde. Praticamente o mesmo cardápio que ela estava acostumada a comer na mansão. Felizmente existia muita comida em conserva e também, ela aprendeu algo de colunaria nesses últimos meses vivendo com Inoue, ou aprendia ou corria o serio risco de ser intoxicada pelas comidas exóticas da amiga.
“Não sabia que você fazia essas coisas” disse uma voz profunda se aproximando, Rukia olhou para trás, vendo Byakuya.
“Não sabia, tive que aprender algumas coisas” disse olhando para ele ansiosa.
“Entendo” disse se aproximando “você parece mais descansada, dormiu bem?” perguntou enquanto se sentava sobre o zabuton, ao lado da jovem.
“Oh sim, eu dormi bem... er e você? Eu acho que não muito, desculpe e obrigada olha-la” disse sem jeito.
“Mesmo cuidando dela, essa foi a melhor noite de sono que tive nos últimos meses.” disse pegando seus hashis, olhou para a sua tigela de arroz, e voltou a coloca-los sobre a mesa. Olhando para a jovem ao seu lado. “Por que sabia que estava perto de mim, não havia mais preocupação. Quase não conseguia dormir, desde que você partiu”
Rukia olhou para ele, e abaixou a cabeça. “Gomen, eu realmente não queria te fazer ficar preocupado... não foi fácil para mim também, mas pensei que seria o melhor para você. Pensei que você iria se sentir menos culpado e triste” disse baixinho. Byakuya toca seu queixo, fazendo-a olhar para ele.
“Você nunca me causou aquela tristeza” fechou os olhos por um momento “confesso que me sentia culpado por ver você carregando um filho meu, mas não significava que eu não queria ter essa criança. Eu a conheço a menos de um dia, e já a amo mais que minha própria vida” voltou a mexer os seus hashis como distração. ”Eu só não queria que as coisas tivessem acontecido assim” voltou a fita-la.
“Eu achava que com minha partida resolveria todos esses problemas” disse olhando para o rosto do homem ao seu lado. “Eu realmente sinto muito, mas não suportava a ideia de me tirarem meu bebê”
“Não tiro sua razão” fez uma pequena pausa ”Eu só agia daquela forma, porque estava irritado por ser obrigado a fazer oque não queria. Por ter que fazer você sofrer graças ao clã” disse olhando para frente. A jovem pousa a mão sobre o rosto de Byakuya, fazendo com que ele volte a olha-la. “A outra, era por ter que suprimir esses sentimentos que tenho por você, era insano. Era como se nunca você fosse me corresponder, depois de todo mau que te fiz... e com todas as restrições que cairiam sobre nos”
“Byakuya...”
“Ao menos sua partida serviu para que eu tomasse uma atitude, contra os anciões” Rukia olhou no fundo dos seus olhos, a tristeza era evidente. “Quando você partiu, a única coisa que eu queria era ter você de volta ao meu lado. Nem que para apenas para sentir sua presença”
“Eu senti tanto sua falta, eu quis que você estivesse sempre aqui... eu achei que tudo que aconteceu foi por que sou parecida com...” ela a corta imediatamente.
“Você não é parecida com Hisana” declarou “nunca consegui ver semelhanças em vocês” a jovem começa olha confusa para ele.
“Eu pensei...”
“Vocês são diferentes, você é única Rukia” disse acariciando a face da jovem com as costas da mão.
“Eu sei que é inapropriado, mas tudo que eu queria era ter você ao meu lado, poder ficar com você... mas isso é tão errado” disse com a cabeça baixa, olhando para seu colo. “Somos irmãos, o clã...”
“Não, nos não somos. Nunca te vi como irmã” declarou mais uma vez tocando o queixo da menina para olhar em seus olhos. “Não me importo com oque os outros digam, ou tentem fazer” os olhos da jovem ficaram marejados.
“Você está para se casar... em um mês, mais ou menos” disse com tristeza.
“Cancelei o casamento juntamente com as exigências dos anciões” disse limpando lagrimas que minavam dos olhos da mulher. “Rukia, não há nada que eu não faria para ter você ao meu lado. Se você quiser estar comigo” disse olhando intensamente nos orbes violáceos.
“Isso é tudo oque eu mais quero” disse fechando os olhos, com a declaração da jovem, Byakuya não pode mais se controlar se aproximou selando seus lábios com um beijo delicado se afastou voltando a olha-la. “Eu só tenho medo... das consequências disso” disse pousando a mão no rosto do homem.
“Não tenha medo, vou estar aqui sempre. Ninguém vai se intrometer, e se fizerem isso prometo que irei passar por cima de tudo e todos” disse abraçando-a, a jovem enterrou a cabeça no peito forte do Kuchiki inalando seu perfume, seu cheiro que era como um calmante para ela. “Nada vai ficar entre nós” soltou o abraço, acariciando o rosto da jovem. Aproximou-se causando um leve rosar de lábios, nada melhor que esses doces e suaves lábios.
“Você não sabe como desejei poder te tocar assim” Rukia pode sentir seu hálito resvalando sobre seus lábios, lhe causando um arrepio pelo seu corpo “E como senti sua falta”
Parecia um sonho ainda, ele custava acreditar que agora esses lábios eram seus. Ela era sua. A pequena enlaçou o braço por seu pescoço, aproveitando a proximidade sem ter o medo que ele saísse de seu alcance outra vez, sentiu quando ele a puxou pela cintura trazendo-a para mais perto dele. E no momento que Byakuya iria reivindicar aqueles doces lábios como seus mais uma vez, o irritante barulho da campainha inunda a casa.
Rukia se afasta imediatamente, olhando para a porta, ela pode ouvir Byakuya dar quase um rosnado de frustação.
Além de tocar incessantemente a campainha a pessoa ainda estava quase esmurrando a porta. Rukia se levantou para atender, antes que a barulheira acordasse a filha que enfim dormia em paz.
Byakuya permaneceu sentado observando enquanto Rukia abria a porta. A shinigami abriu se deparando com Renji olhando aflito para ela.
“Renji...” falou olhando confusa para o amigo.
“Rukia, eu tenho que te contar algo! Ele está na cidad...” parou de falar ao avistar Byakuya sentado olhando para eles.
“TAICHOU!” disse assustado. “O que? C-como?” Byakuya continuou olhando para seu fukutaichou, oque diabos estava acontecendo?
“Não grite” ordenou em seu tom calmo e impassível, e em seguida enviou um olhar questionador para Rukia.
“Renji veio pedir desculpas, um dia antes de eu partir. Desde então voltamos a nos falar” respondeu a pergunta silenciosa do homem.
“Mais que demônios está acontecendo aqui?” perguntou confuso “Kuchiki taichou, o senhor não vai obrigar Rukia voltar e se submeter aquelas ordens cruéis?” perguntou angustiado.
“O clã não ira interferir em mais nada” respondeu olhando diretamente para o ruivo. O maldito sabia o tempo todo. O enganou, fingiu... e ainda acabou de o interromper ”Você sabia todo esse tempo?” perguntou em um tom gélido.
“Er... desculpe taichou, mas eu não podia contar nada” olhou para Rukia, tentando disfarçar o nervosismo e medo que estava sentindo “que bom que está tudo resolvido, er você vai voltar para a soul society agora?” perguntou a amiga.
“Bem... não existem mais riscos, mas... talvez deva esperar Inoue voltar... na verdade eu ainda não sei”
“Estávamos conversando sobre, quando você chegou e interrompeu” disse em um tom frio enviando um olhar mortal para o ruivo, que engasgou com medo no mesmo momento.
“Er ... gomenasai!” disse alto quase em um grito, percebendo que tinha atrapalhado algo muito serio.
“Já disse para não falar alto, Hikari está dormindo” disse fechando os olhos “você está responsável pela 6°divisão enquanto estou aqui. Volte imediatamente” ordenou, Renji olhou para os dois engolindo seco.
“H-hai. Espero te ver de volta em breve Rukia” disse saindo apressado “Gomen” se desculpou mais uma vez, antes de partir.
A garota fechou a porta e olhou para o homem a sua frente.
“Você sabe ser assustador quando quer” disse voltando a se sentar ao lado de Byakuya. Ele voltou a olha-la, mas com sua expressão já suavizada.
“Só quando me interrompem” declarou, se aproximando puxando-a pela cintura. Por um instante ficou olhando em seus olhos, ele pode perceber que ela estava corando levemente.
Tomou seus doces lábios, em um beijo apaixonado. A jovem passou as mãos por seu pescoço, enquanto ela a puxava para mais perto ainda, como se isso fosse possível. Ele mordiscou de leve seu lábio inferior, pedindo passagem, que ela não tardou em conceder. Ele pode ouvi-la ofegar quando ele deslizou a língua em sua boca, explorando cada parte dela. Ele iria levar tudo devagar desta vez, não iria apressa-la a nada. Quebrou o beijo, roçando suavemente seu nariz com o dela. Afastou-se um pouco, olhando-a enquanto acariciava sua face. Seu lindo rosto estava corando intensamente, ele adorava vê-la assim. Ela ficava tão adorável.
“Adoraria passar o dia te beijando assim, mas acho que nossa refeição vai acabar esfriando” disse olhando em seus olhos “Não comemos nada ainda hoje, você deve estar com fome” Rukia ia dizer alguma coisa para protestar, afinal a sensação única de poder provar os beijos de Byakuya era melhor que qualquer refeição. Isso parecia um sonho, se fosse um sonho, ela queria aproveitar ao máximo, porém antes que ela protestasse seu estomago roncou.
“Eu... eu estou” falou derrotada. ‘estomago traidor’ pensou. Começaram a comer calmamente. A pequena parou por um momento e olhou para Byakuya, se lembrando que ele estava na cidade por alguma missão. “Essa missão, é por causa dos estranhos hollows que estão surgindo aqui?” perguntou interessada.
“Sim, eles também apareceram na soul society” declarou se voltando para fita-la “vou fazer uma ronda pela cidade pela manhã e depois fazer uns relatórios sobre oque já averiguei” disse voltando a dar atenção a sua tigela.
“Oh, eu vou levar Hikari para tomar as vacinas na clinica Kurosaki” Byakuya parou de comer e olhou para Rukia. O simples nome Kurosaki já o perturbava, mas ele não pode negar que apesar de querer o garoto longe de Rukia, ele foi um bom amigo. E faria de tudo para manter Rukia e sua filha seguras enquanto ele estava ausente. E de certa forma se sentia agradecido por isso. “E depois, vou treinar um pouco” completou a jovem.
“Mas já?” perguntou voltando a comer “você não deveria esperar mais tempo, quero dizer, faz pouco tempo que Hikari nasceu. Não vai fazer mal você fazer tanto esforço?” perguntou em seu tom monótono.
“Já vai fazer um mês, eu preciso treinar” ele olhou para ela, quando ela disse ‘preciso’ na verdade ela não precisa treinar “Ok eu quero treinar, eu não invoco minha zanpakutou desde que descobri a gravidez. Estou sentindo falta dela”
“Se é seguro” disse tomando um gole do seu chá. “mas você não vai levar a criança? Acho que a temperatura não faria bem a ela”
“Yuzu vai olha-la, vai ser só por uma hora no máximo” Byakuya franze o cenho, em uma hora ela não teria tempo para conseguir aperfeiçoar nada.
“Depois da minha ronda eu a pegarei na casa dos Kurosakis, pode treinar sossegada” declarou normalmente, Rukia olhou confusa para ele “Posso cuidar dela enquanto faço relatórios.” Afirmou.
“Não sei se é uma boa ideia você ir até lá, Ichigo estava tão descontrolado da ultima vez...” disse com receio.
“Prometo que não vou revidar se ele me atacar se é isso que te preocupa” declarou um pouco mais frio que o normal. Sim Kuchiki Byakuya estava com ciúmes.
“Você não vai revidar, mas nada o impede de te machucar de novo” disse com a cabeça baixa. Byakuya suavizou o olhar, ela estava preocupada por ele? Tocou a mão da jovem, que o olhou imediatamente.
“Prometo que não vou deixar ser atingido, mas mesmo que fosse não seria nada grave” disse tentando acalmar a jovem.
“Mesmo que não seja grave, não gosto de te ver ferido” disse triste.
“Tudo bem, vou voltar sem nenhum arranhão” afirmou olhando profundamente para os olhos da menina “tenho negócios pendentes, para acertar com ele” falou fechando os olhos. A menina o olhou sem entender.
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