Só o tempo talvez possa curar

23 O perigo está próximo


Notas iniciais
Cap 23... bem eu gostaria de avisar. É final de ano eu não estou com muito tempo para escrever. Então talvez eu volte a postar apenas uma vez na semana, pois não queria continuar a perder o foco da fanfic como já estou perdendo ultimamente, nos últimos caps. Mas não é nada certo, talvez consiga continuar com as 2 postagens na semana, só estou avisando para não pensarem que irei abandonar a fanfic caso não poste no dia certo. Estou apenas dando satisfações adiantadamente.

“Já faz muito tempo Rukia-sama” falou a mulher, se aproximando e se sentando ao seu lado.

“Aconteceram muitas coisas ultimamente, não podia estar com você” respondeu enquanto tocava a macia e gelada neve com as pontas dos dedos.

“Sim, eu entendo Rukia-sama.” disse casualmente. Rukia olhou para a zanpakutou ao seu lado.

“Eu pude sentir a confusão, tristeza e insegurança em seu coração. Era estranho, pude ouvir outro coração que batendo dentro de você” franziu o cenho “foi uma sensação muito nova, ainda fico confusa... ainda mais agora que já não o escuto” olhou confusa para a jovem. “Eu não posso ver oque se passa a sua volta ou oque você faz, mas posso saber oque você sente”

“Eu não sabia disso...” disse voltando a tocar a neve “Estou feliz que você não tenha se sentido abandonada” disse sorrindo. “O coração que você ouvia” fez uma pausa “Era outra vida crescendo dentro de mim, foi por causa dela que não pude mais estar nesse mundo. Seu poder iria fazer mal a ela” olhou para sode no shirayuky e sorriu “Eu tive um bebê, uma menina” a zanpakutou olhou surpresa para a sua mestre, mas logo sorriu.

“Isso explica o coração” disse serena. “Fico feliz por você Rukia-sama” falou sinceramente.

“Agora mais que nunca quero ficar forte” disse olhando seria para a mulher “tive que parar o treinamento, mas agora quero voltar com força total” falou confiante.

“Desde ontem você está feliz” falou a zanpakutou, a jovem olhou para a mulher sem entender “O pai de sua filha é Kuchiki Byakuya-sama não é?” perguntou calmamente.

“Como você sabe?” perguntou surpresa.

“Eu não sabia, mas acho que pelo que conheço de você, não poderia ser outro homem” disse olhando os flocos de neve caindo.

“Não foi como você está pensando, não é algo que aconteceu porque queríamos” falou triste. “E como assim não poderia ser outro?” perguntou seria.

“Já disse que posso sentir oque você sente, você pode até não saber, mas sempre sentiu algo especial pelo homem que deveria ser apenas seu irmão” declarou “Conversei com senbonzakura-dono hoje. Ele me disse que seu mestre estava triste nos últimos meses também” olhou para a jovem que a encarava surpresa “Ele me disse que desde ontem, as flores voltaram a desabrochar no jardim de seu mundo interior” Rukia olhou pasma para a mulher, mas logo sorriu.

“Não sabia que vocês se comunicavam também” disse ainda com sorriso ”Eu gostaria de continuar meu treino bankai” olhou a mulher ao seu lado. “Quero ser capaz de proteger minha filha, e a todos que eu amo” se levantou olhando intensamente para a mulher.

“Esperei meses para ouvi-la dizer isso” falou seria. Rukia fechou os olhos para despertar de seu mundo interior, quando os abriu estava envolta em uma nevoa branca. Seu corpo estava em uma temperatura de apenas 5°. Ela não visitou seu mundo interno nem por 10 minutos sequer, e sua reiatsu tinha congelado quase tudo a sua volta.

“Realmente você fez bem em não me visitar nos últimos meses” disse a bela mulher pisando sobre a grama congelada. “Pronta Rukia-sama?”

Rukia olhou para sua zanpakutou materializada, e sorriu desafiadoramente.

“Oh, claro” disse sacando sua zanpakutou.

“Mostre-me do que você é capaz” disse a linda mulher antes de partir para cima da pequena shinigami.

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Era estranho, os hollows que antes tinham inteligência avançada agora estavam desorientados. Na noite passada ele ficou horas perseguindo esses monstros, que fugiam com estratégias bem inteligentes, mas hoje ele conseguiu mata-los com tanta facilidade.

Então só havia uma explicação plausível, eles eram controlados por algo. E esse ‘algo’ já não estava mais no controle. Decidiu encerrar à ronda para fazer relatórios. Chegou a casa, tudo estava no mais perfeito silencio. Rukia estava treinando ainda, ele pode sentir o seu reiatsu elevado enquanto voltava para a casa. Sua filha estava sob os cuidados dos Kurosakis... Sua filha. Sentiu uma estranha sensação, lhe causando um aperto no peito. Preocupação e medo. Suspirou tentando livrar aquelas incertezas e medos de seu coração. ‘Não há nada errado com ela’ pensou tentando ser otimista.

Foi direto para o quarto, para entrar em seu incomodo gigai. E ir para a casa dos Kurosakis, buscar Hikari e resolver suas pendencias com o ryoka.

Antes de voltar ao seu gigai fechou os olhos sentindo a pressão espiritual de Rukia.

“Você está ficando forte”

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“Então, está tudo bem?” perguntou o ruivo. Olhando o pai, que estava organizando alguns exames. “Yuzu disse que Rukia estava aqui na clinica com Hikari”

“Sim, foram só as vacinas. Ela esta com suas irmãs agora, que provavelmente devem a estar tratando como um brinquedo. Principalmente Yuzu” disse rindo.

“Droga, não vi quando a Rukia veio aqui” disse desanimado “queria conversar com ela, e ajuda-la com o treino” disse emburrado.

“Treino bankai é algo que se deve fazer sozinho” disse olhando para filho “E também acho que ela não deve demorar, se você ficar aqui ela vai voltar e você nem vai vê-la indo embora”

“Oh, é verdade! Bem, eu vou indo pra casa” disse saindo. Isshin olhou para Ichigo e balançou a cabeça negativamente.

“Essas crianças” disse antes de voltar a organizar a papelada.

Ichigo estava inquieto, ainda queria saber oque o maldito Byakuya estava querendo ontem, quando veio atrás de Rukia. Felizmente ele tinha ido embora, e Rukia ficado. Chegou a casa se deparando com Yuzu, Karin e Hikari na sala. Karin estava jogando vídeo game distraidamente e Yuzu estava preparando o almoço. E por ultimo percebeu que Hikari estava dormindo no carrinho ao lado de karin.

“Oni-chan, o almoço já está quase servido” disse alegre.

“Ah, eu vou lavar as mãos e já volto” disse subindo as escadas.

“Karin-chan, pare de jogar o almoço está quase pronto! Venha me ajudar a por a mesa” pediu olhando desanimada para a irmã.

“Eu vou depois” Yuzu olhou para a irmã reprovando a teimosia da morena “Se eu for agora quem vai olhar ela?” inventou uma desculpa. Yuzu suspirou entediada.

“Você está ciente que ela está dormindo, e não vai acordar tão cedo” falou derrubando o argumento da irmã. Karin pausou o game e se levantou.

“Logo na parte mais interessante” disse emburrada. Ajudando a irmã a colocar a mesa. A campainha toca, Yuzu foi rapidamente atender.

Ficou olhando para o homem alto de longos cabelos negros e olhos cinzentos, sem entender quem era.

“Eu poderia ajudar?” perguntou curiosa.

“Eu sou Kuchiki Byakuya, vim buscar a criança” a menina parou olhando para ela sem dizer nada, Byakuya suspirou internamente, na esperança que a garota não fizesse um questionamento.

“Oh, Rukia-chan falou que você viria” disse karin olhando de longe “Mas como vamos saber que você é a pessoa que ela falou? Não podemos deixar um estranho leva-la assim” disse despreocupada.

Yuzu olhou para Byakuya um pouco mais antes de falar.

“Acho que ele é parente da kari-chan, quero dizer ela se parece muito com ele” disse com a mão no queixo.

“Yuzu crianças tem cara de joelho” disse dando os ombros “isso não prova nada, até porque Rukia-chan não disse que o homem era parente do bebê” disse com descaso.

Byakuya ficou quieto com uma expressão de tedio, observando a conversa das meninas, aliás, elas falavam como se ele não estivesse presente. Isso era... No mínimo desrespeitoso ‘humanos’ pensou. Mas pelo menos era até boa essa desconfiança, de certa forma isso era uma demonstração que sua filha estava segura.

“Claro que não tem! Kari-chan nunca teve cara de joelho!” disse Yuzu já um pouco irritada.

“Caham” limpou a garganta na tentativa de ganhar a atenção das garotas.

“A desculpe, entre” disse a menina. “A discrição de Rukia-chan bate com a sua” Yuzu completou. Byakuya se aproximou do carrinho checando se estava tudo bem.

“Antes de ir, gostaria de falar com seu irmão” disse frio.

“O que você está fazendo aqui? Seu desgraçado” Byakuya olhou para trás e pode ver o garoto se aproximando. Ichigo se conteve para não partir para cima de Byakuya, apenas por respeitar a presença de suas irmãs.

“Vim buscar Hikari” afirmou. “e também conversar com você” disse serio.

“Eu não tenho nada para conversar com você” olhou serio cerrando os punhos “e Hikari só sai daqui com a mãe dela “ afirmou.

“Ela vai comigo, eu sou o pai” disse gélido, as meninas olham surpresas para ele. A paternidade de Hikari sempre foi um assunto proibido. Mas oque o homem dizia fazia sentido, realmente eles eram parecidos. “Kurosaki Ichigo, será apenas uma conversa civilizada”

“Ainda assim não tenho interesse em falar nada com você” disse com arrogância. Byakuya fechou os olhos, prestes a desistir e ir embora ‘dane-se’ pensou perdendo a paciência. Foi em direção ao carrinho pronto para sair. “Já disse que ela só sai com a mãe” Byakuya suspirou internamente e largou o carrinho, olhando para o rapaz duramente. ‘Se assim, você vai ter que me escutar na marra’

“Vocês duas poderiam olha-la por um instante, enquanto eu converso com o irmão de vocês? Vai ser rápido” disse em seu tom normal.

“Sim” respondeu Yuzu.

“Eu já disse q...” antes que pudesse terminar de falar, Byakuya estava o imobilizando e o arrastando escadas acima.

“Oni-chan!” disse Yuzu assustada ao ver seu irmão arrastado escadas acima.

“Oh, esse cara é forte” disse rindo, e em seguida olhando para a menina adormecida “Pode se orgulhar do seu pai, não é qualquer um que arrasta o Ichi-nii assim” disse em um tom brincalhão.

“Karin-chan!” a divertiu preocupada “Oni-chan pode estar correndo perigo!”

“Claro que não, ele sabe se virar. Está tudo bem, agora vamos terminar de arrumar isso aqui. Estou com fome” disse despreocupada.

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“Ei seu maldito!” disse quando Byakuya o atirou dentro do quarto fechando a porta atrás de si.

Ichigo furioso tentou acertar o homem, mas Byakuya segurou sua mão.

“Eu não vou deixar você me acertar hoje, prometi a alguém que voltaria sem nenhum arranhão” disse empurrando a rapaz para trás. “Eu só vim conversar” disse impassível. “mas antes de falar, sei que você tem um monte de perguntas se passando por sua cabeça, então fale, irei respondê-las”

“Ok” disse irritado “Em primeiro lugar eu quero saber, por que diabos você ainda está aqui?”

“Estou em missão” falou rapidamente.

“O que pretende?” perguntou em um tom amargo. “Você não está pensando em levar Rukia daqui, e tomar a criança?” olhou com fúria.

“Não existem mais ordens do clã” disse simplesmente “pretendo leva-las de volta pra casa, e registrar minha filha como uma legitima Kuchiki” respondeu sem hesitar.

“Quem disse que é oque ela quer?” perguntou se aproximando mais uma vez. “Por que ela iria querem morar naquele lugar? Você fez tanto mau a ela, deveria deixa-la em paz. Rukia fugiu de você! Ela veio ter Hikari longe de você, porque você insiste? Não está claro, que ela quer você longe” dias atrás essas palavras o abalariam, mas hoje eram como se não fosse nada.

“Não é oque ela demonstrou” respondeu secamente. “Era tudo oque você tinha a perguntar e falar?” perguntou desinteressado, o garoto não disse nada, apenas continuou olhando com desprezo para ele “Ótimo, minha vez” disse entediado.

“Fale logo, não suporto sua presença” disse com desprezo.

“Não podemos continuar com essa atitude infantil, todas as vezes que nos encontramos” disse fechando os olhos “Estou hospedado na casa de Inoue Orihime, e depois que a missão terminar Rukia vai voltar comigo para a mansão” fez uma pausa olhando para o garoto “quer você queira ou não, essa foi uma decisão dela”

“Aonde você quer chegar com isso?” perguntou sem paciência.

“Não me leve a mau, mas não gosto de te ver perto da minha família” ele já não tinha o mesmo ódio pelo rapaz, mas ainda era obvio que não queria um homem visivelmente apaixonado pela mulher que ele ama, por perto ”Você e Rukia são amigos próximos, por mais que eu não goste disso” olhou pela janela “mas não posso negar que vocês são bons amigos e ela gosta muito de você, sei que você faria de tudo para protegê-la” fez uma pequena pausa de completar ”e sei que você gosta dela. Então é por ela que venho propor uma trégua” disse encarando o rapaz que o olhou confuso.

“Trégua?” perguntou irônico.

“Não quero ter que ficar desviando de seus socos para sempre” Ichigo olhou serio para o homem “Rukia não ficaria feliz em nos ver brigando.” fez uma pausa, dando as costas para o rapaz indo em direção à porta. “Acho que vai ser a terceira vez que vou te dizer isso” fechou os olhos, enquanto tocava a maçaneta da porta. “mas de certa forma eu tenho que agradecer a você, Kurosaki Ichigo” disse inexpressivo.

“O que?” perguntou confuso.

“Por ter se preocupado e mantido Rukia e minha criança seguras, enquanto elas estavam longe de mim” olhou de soslaio para o rapaz. “é uma das dividas que nunca serei capaz de pagar” abriu aporta para sair. “A pessoa que tem minha gratidão e divida eterna é Inoue Orihime, graças a ela Rukia está viva. Mas estou agradecido por você zelar por ela também”

“Eu não fiz isso por você!” respondeu com arrogância. Byakuya se permitiu um invisível sorriso irônico, igual ao que ele destinava a seus inimigos.

“Eu sei que não, mas não deixo de estar agradecido. Você zelou pelo que é mais preciso para mim.” Dito isso ele sai, deixando o garoto paralizado para trás. “mas isso ainda não significa, que eu goste de você” finalizou deixando escapar um pouco de sarcasmo em sua voz.

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O treino foi cansativo, mas compensava cada esforço. O decorrer do dia foi calmo, Byakuya estava trabalhando em relatórios, ele parecia perturbado com algo. Mas apenas disse que era sobre a missão.

A noite chegou rápido, para que ela não tivesse que se preocupar. O Kuchiki comprou o jantar em um dos melhores restaurantes da cidade. Rukia olhou mais uma vez, para o precioso e pequeno conteúdo do berço, que dormia serenamente. E saiu pela janela subindo no telhado.

O céu estava estrelado, se deitou observando, seu corpo estava exausto. A visão das estrelas era tão reconfortante. Suspirou, mal podia acreditar no que aconteceu mais cedo. Ela estava com Byakuya o homem que ela ama.

Parecia um sonho, ela nunca imaginou que isso poderia acontecer. Mas estava acontecendo, era real. Rukia ainda não podia evitar corar a cada vez que ela a beijou, seus beijos tão suaves e delicados... Cuidadosos, ele era tão incrível.

“O céu está realmente lindo hoje” disse com sua voz profunda, provavelmente ele não sabia, mas ele soava tão sexy quando falava assim. “posso me juntar a você?” perguntou antes de se sentar ao seu lado.

“Claro, conseguiu resolver os assuntos da missão que estavam lhe atormentando?” perguntou se sentando, e sendo envolvida por braços fortes em um abraço, e mais uma vez corou pelo seu ato, era tudo muito novo.

“Sim” disse beijando o topo de sua cabeça “Hikari, está dormindo?” Rukia encostou a cabeça sobre seu ombro, fechando os olhos.

“Hai” disse baixo.

“Você parece exausta, como foi o treino?” perguntou em um tom calmo.

“Ótimo, foi tão bom! Acho que logo ela me ira conceder o bankai” falou alegre. “Em compensação, parece que um menos grande pisou em mim”

“Está ferida em algum lugar?” perguntou preocupado.

“Não” fechou os olhos o abraçando forte “está tudo bem, só estou cansada. Só quero ficar aqui um pouco antes de dormir, você me faz companhia?”

“Hum” disse com os olhos fechados inalando o cheiro suave dos cabelos negros. Abriu os olhos por um instante com o olhar vago, deixando transparecer a preocupação que estava escondendo, mas voltou a fecha-los imediatamente. Os dois permaneceram por instantes apenas abraçados, sob as estrelas. O som de estouros vindos do céu fez que ambos abrissem os olhos, se deparando com um intenso show de luzes. Os fogos explodiam no céu, eram tantas cores, simplesmente fascinador.

“Oh, é lindo” disse a shinigami encantada com os fogos. Byakuya olhou para ela, a pequena estava olhando fascinada para o brilho colorido dos céus.

“Sim, você gosta?” perguntou.

“Muito, sempre adorei ver fogos... os da soul society não tão belos como os do mundo humano.” Ele voltou a dar atenção para os fogos.

“Realmente são melhores que os da soul society, poderíamos ir lá em um dia desses, quando tivermos tempo” disse examinando o lugar “parece que vem daquele parque”

“Serio?” perguntou com expectativa, Byakuya acenou positivamente com a cabeça. Rukia ainda tinha uma criança dentro de si, isso a deixava tão viva e intensa tão pura. Com certeza esse é um dos motivos pelo qual ele se apaixonou por ela. A jovem em um impulso de felicidade o abraçou pelo pescoço. Quando ela se afastou um pouco, para desfazer o abraço. Byakuya aproveitou a proximidade para roubar um beijo.

O beijo a pegou de surpresa, mas ela adorava esse tipo de surpresa, aqueles lábios macios e fervorosos sob os dela, a pequena pousou as mãos sobre seus ombros largos, enquanto ele a abraçou pela cintura.

Ela gemeu quando ele aprofundou o beijo, suas línguas se entrelaçadas em uma dança erótica, explorando cada parte deles. Suas pequenas mãos estavam enredadas nos longos cabelos negros. O beijo estava ficando muito intenso, Byakuya tentando manter o controle de si, quebrou o beijo mesmo com a seu físico gritando de frustação por isso. Não era o momento para isso ainda. Olhou para Rukia, que estava tentando evitar corar. Ela olhando para ele, aqueles olhos cinza. Ela não tinha palavras para dizer como amava olhar para eles.

Byakuya voltou a olhar os últimos fogos, ela seguiu seu exemplo. Recostando sua cabeça sobre seu peito, seu cansaço era tanto que ela não estranharia se dormisse neste momento. Mas por outro lado ela tinha medo de dormir, e acordar percebendo que isso era um sonho.

Os fogos acabaram Rukia fechou os olhos por um instante. Mas abriu assustada ao perceber que Byakuya tinha a pego no colo, se levantando.

“Vamos entrar, acho que humanos não ficam encima dos seus telhados” olhou para ela “E você precisa descansar, suponho que vai treinar amanhã.” disse pulando na sacada do quarto de Rukia, entrando e depositando-a na cama. Deu um beijo suave e demorado na jovem, e ai se afastar da cama para ir dormir em seu quarto, quando Rukia o chama.

“Byakuya” ele olha para ela “Você poderia ficar aqui até pelo menos eu adormecer?” perguntou sem jeito, ele olhou interrogativo para ela. “Eu tenho medo que isso seja apenas um sonho, queria ter a certeza que você está mesmo aqui” disse corando “Entendo se parecer muito bobo...” antes que ela pudesse terminar de falar ele se deitou com ela na cama, abraçando-a a aconchegando sobre seu peito.

“Amanhã quando você acordar... estarei aqui deitado ao seu lado, para que tenha certeza que isso não é um sonho” disse dando um suave beijo sobre seus lábios “Agora durma Rukia” a jovem o abraça. “Boa noite” disse fechando os olhos, ele não pode negar que também estava cansado, e aquele doce perfume o deixava tranquilo e em paz. Por mais tentador que fosse dormir com essa pequena e linda mulher em seus braços. Ele estava satisfeito em só sentir o calor do pequeno corpo em seus braços nesse momento, ele poderia esperar o tempo que fosse, até que ela estivesse pronta para ele. Pronta de corpo e alma.

“Boa noite, Byakuya” murmurou sobre seu peito, adormecendo rapidamente.

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Uma lebre estava correndo entre as arvores, um brilho estranho chamou a atenção do animal. O ser curioso se aproximou vendo uma estranha capsula, emitindo um leve brilho branco, que às vezes desaparecia.

Com receio o pequeno animal se aproximou, para checar o grande e estranho objeto. A luz se intensificou deixando o ar pesado, a lebre tentou correr quando percebeu que algo estava errado, mas antes que pudesse se mexer foi perfurado e envolvido por estranhas cordas de aço pontiagudas. A vida do pobre animal foi sugada, até que ele virar pó. A capsula brilhou intensamente e depois se apagou, ficando invisível a espera de outra presa.

‘Só mais um pouco’