Notas iniciais
Hello, guris! Beleza? Desculpa a demora, de verdade, nem tenho o que dizer. Mas, quero agradecer a... CARLA ARIEL!!! A linda aí favoritou minha fanfic, iuhuu!!! Enfim, vamos ao capítulo...

– Nossa, que coisa. Coitada de sua amiga. Eu não tenho nenhuma amiga, nem colega de quarto... nada disso.

Nossa. Eu tinha sorte de ter Larissa e Leandro.

Wait. Eu não tinha Leandro.

Afastei esses pensamentos e perguntei:

– Ué, por quê?

– Ah, eu cheguei aqui há um mês e meio. Eu não morava no Brasil, porque eu sou japonesa, sabe? Foi difícil me acostumar com a comida. Falar português eu já sabia. Então, eles meio que... me evitam, eu acho, por eu ser estranha. Nenhuma menina quis ficar no mesmo quarto que eu...

– Ah, bem que achei que você tinha cara de japonesa! – interrompi.

Ela riu.

– É, é bem fácil adivinhar da onde sou. Mas às vezes me confundem com chinesa. Meu pai era da China, mas minha mãe não. Eu também não.

– Hum. Minha mãe era brasileira e meu pai londrino. Eles se casaram e, tcharam, me tiveram. Seus pais morreram? – perguntei, porque notei que ela falou “era” quando se referiu aos seus pais.

– Sim. Os seus também?

– Como eu disse, apenas minha mãe. Por isso me mudei para Londres com meu pai.

Abaixamos nossas cabeças. Eu me levantei e ela também.

– Acho que acabei de ganhar uma nova amiga...? – disse ela.

Dei de ombros.

– Pode ser que sim. Você até que é legal. Quantos anos tem?

– 15 anos.

– Ah! – me surpreendi. – Eu também.

Kioko deu risada enquanto eu lavava o rosto. Toda a minha maquiagem saiu. Shit.

– Você estava usando maquiagem? – perguntou ela, assustada.

– Bem, agora é fácil adivinhar, não é? – resmunguei.

– Ah, mas era tão natural... e, na verdade, eu só adivinhei porque vi o sujo na toalha. Você não muda nada, com ou sem maquiagem.

– Isso quer dizer que eu sou feia mesmo maquiada? – perguntei.

Ela riu mais uma vez.

– Não! Isso quer dizer... você é tão bonita que dá inveja.

– Eu sei. – respondi.

– Nunca conheci alguém tão sincero. – disse ela.

Dei de ombros outra vez enquanto saía do banheiro. Ela me seguiu.

Os corredores estavam vazios, e só tinham uma ou duas pessoas matando aula.

– Aonde vamos? – perguntei.

Ela havia tomado liderança.

– Ao meu quarto.

– Ah.

O quarto dela não ficava muito longe da onde estávamos. Era uma porta como outra qualquer, de número 21. Quer dizer que estávamos no primeiro andar?

– Estamos no primeiro andar?

– Sim. – respondeu ela, abrindo a porta do seu quarto.

Tinha apenas uma cama, um guarda roupa... era tudo só dela! Nossa, que sorte. Sobrava muito espaço.

– Eu queria dormir só que nem você. – comentei.

Ela me puxou um espelho e mostrou meu reflexo.

Ainda bem que minha camisa era preta! Embora meu rosto estivesse limpo, minha calça estava suja atrás de terra e na frente estava molhada de água. Meu cabelo estava um ninho de ratos.

– Você tem um prendedor de cabelo aí?

Ela foi até o criado e me deu uma liga. Fiz uma trança e pedi mais uma pra ela, pra ficar bem firme.

– Obrigada.

Ela acenou com a cabeça.

Alisei minha roupa e olhei ao redor. Tinha uma foto dela criança, tão fofinha...

– You so cute... – falei, sem pensar, pegando o retrato nas mãos.

– O quê? – perguntou ela.

– Hã... nada. — dei graças a Deus por ela não entender inglês.

Ela deu de ombros.

– Bem. E aí, você gostou?

– Gostei. Acho que... não, deixa pra lá.

Cogitei me mudar para o quarto de Kioko. Eu não conseguiria olhar na cara de Larissa.

– Você sempre diz a mesma coisa! — resmungou ela.

– Eu sei. — falei.

Ela meio que riu.

Mas uma coisa me assustou: um papel surgiu do nada embaixo da porta, e parecia muito com aquele que a diretora me mandou, dizendo da semana de detenção com o matador. Kioko também percebeu e se levantou para pegar o papel, e depois o leu em voz alta:

– Srta. Kiksomoto, o Colégio Fox lhe convida para um passeio no dia 30/02, que será semana que vem. Caso aceite viajar, assine na linha abaixo e entregue na diretoria. Atenciosamente, direção. — ela me olhou. — Nossa, que inesperado, e... curto! Eu nunca fiz uma viagem! Vou assinar agora mesmo!

Ela pegou uma caneta que estava em cima da escrivaninha e assinou seu nome. Outro papel varou pela porta. Ela o pegou e o avaliou.

– Diz a mesma coisa, e é para você. Diz também que se pegar outra detenção, seu pai será chamado.

Peguei a caneta que estava em suas mãos e assinei mais que depressa.

– Leva o meu também? Não estou com ânimo para sair daqui. — pedi.

Kioko consentiu, saindo do quarto.

Me joguei em sua cama, pensando... Leandro era um idiota tão idiota! Shit! E Larissa, que não tinha culpa... por que fui gritar com ela? Claro, estava irritada e acabei descontando nela! Por que tudo que faço é errado?

QUE DROGA!

Acabei me levantando daquela cama, e decidi que pediria desculpas a Larissa. Abri a porta com cuidado e corri pra dentro do quarto, encontrando Larissa lá.

– Branca, o que houve com você? — gritou ela, me agarrando pelos ombros.

Me soltei dela.

– Desculpa gritar com você, mas... não posso falar. — eu estava com medo que ela agisse que nem Leandro.

Ela se sentou na cama e bufou.

– Okay, eu não vou insistir, tá? Mas acho melhor você se trocar, não... — ela respirou fundo. — Não pode mais perder nenhuma aula.

Consenti e fui para o banheiro.

– É MELHOR NÃO DEMORAR, OU VAI PERDER O ALMOÇO! — gritou Larissa.

Tomei meu banho o mais rápido possível e depois me vesti bem depressa, e corri para o refeitório. A maioria do colégio estava ali, menos Leandro. Óbvio que pouco me importei e fui me sentar com Larissa, que já tinha pego minha comida.

Aquela semana seria muito longa.

Notas finais
E aí? Ficou bom? Espero que sim, né!! Comentem!