Só Que Não
7 Castigo
Notas iniciais
Aquele cara correu atrás da gente. Tiramos os chinelos com pressa e saímos correndo a toda. O matador corria demais. Tive que lutar para alcançá-lo. Ficamos num lugar fechado, escondidos, arfando.
– Isso... é... tudo... culpa... sua! — ofeguei.
– Não é não! — falou ele depressa.
– Achei vocês! — gritou o monitor, entrando no lugar onde nós estávamos escondidos.
Agora não tinha mais escapatória. Mais 3 monitores vinham atrás dele. Ele tinha um sorriso malvado. Dois deles me pegaram e pegaram o matador, cruzando nossos braços atrás da costa, como fazem quando se vai prender um ladrão. Ele nos levou até a sala da diretoria. Eu estava com muito calor, e ali estava bem friozinho. Pelo menos isso de bom. Ela chegou. Era uma mulher imponente, de olhos castanhos, alta, magra e de cabelos pretos.
– Pensaram que podiam circular livremente pela escola de noite após o toque de recolher, não é? — disse ela se sentando em sua cadeira alta. — Levando a novata para um mal caminho, Jacks?
Nunca vi sobrenome mais estranho. Jacks? Parecia nome francês.
– Não, diretora, eu juro. Ela me obrigou a ir com ela pro jardim.
– Seu mentiroso! — o acusei.
– Diretora, acredite mim, ela disse que...
– Chega! — disse a diretora. — Suas mentiras não me convencem, Eros!
Nossa, não existia nome mais francês que esse. Eros Jacks. Ele ainda tinha o nome do filho de Afrodite.
– Mas eu não estou mentido!
– Está sim! — eu disse.
– Os dois vão acordar 4 da manhã pra faxinar todos os quartos! Fora daqui agora!
Nós dois saímos infelizes daquela sala infernal.
– Você sempre me ferra! — eu disse.
– Não é minha culpa se você tem azar!
Ótimo, agora a culpada era eu. Segui pro meu quarto vi que Larissa ainda dormia. Troquei de roupa e tentei dormir, sabendo que nem daria tempo pois as 4 horas eu tinha que estar de pé mesmo.
Odeio minha vida.
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