Sweetest Nightmare
8 S01E08 - Helpless
Notas iniciais

“Secrets I have held in my heart
Are harder to hide than I thought
Maybe I just wanna be yours
I wanna be yours”
Acordei tonto.
Onde eu estou? – perguntei a mim mesmo, minha visão entrava em foco, uma música tocava. “I Wanna Be Yours”, do Arctic Monkeys, identifiquei depois de alguns momentos, eu estava sentado numa cadeira, com as mãos amarradas e na minha frente estava Trevor, sentado em um sofá, na sala de uma casa, que não era a minha nem a dele.
— Trevor... Que... que diabos é isso? – eu perguntei ainda meio tonto.
— Ah, finalmente você acordou, já ouvi todo esse CD que você comprou duas vezes esperando que acordasse, meu amor. – disse ele, rindo como se não tivesse me sequestrado e agora me mantivesse amarrado.
— Me solta, Trevor. O que você pretende com isso? – indaguei tentando me livrar das algemas, foi aí que percebi um revólver na sua mão.
— Não, você vai me ouvir e esse é o único jeito! – ele não gritou mas falou firme, e enquanto fazia isso, puxou uma arma do bolso, então não o interrompi, pois eu realmente estava começando a ficar assustado. – Eu não sei o que você tem, mas eu quero ficar com você o tempo todo, Patrick.
— Então... – tentei começar.
— Quero estar com você o tempo todo debaixo dos meus pés, obedecendo todas as minhas ordens, sendo meu escravo e brinquedo sexual, por isso que eu te amo, lindo, porque eu nunca tinha achado alguém tão pateticamente submisso como você. – ele cuspiu cada palavra com ódio e eu fiquei boquiaberto.
— E é exatamente o que vai acontecer agora, Patrick, você, como sempre, vai fazer tudo que eu mandar, ou... Adivinha! – incitou ele, sorrindo como um maníaco, e isso era o que Trevor realmente era, um maníaco. Não respondi. – Adivinha! – ele gritou estrondosamente. O terror avançava sobre mim quase como algo sólido e as lágrimas de medo ameaçavam escorrer por meu rosto, e Trevor sorriu, contente.
— Você... você vai me matar. – murmurei, tremendo.
— Assim como eu matei minha tia, Mary e aquele funcionário estúpido da escola. – o sorriso continuava ali, como se aquilo fosse seu maior trunfo. – Shh, é segredo. – e ele soltou uma gargalhada e de repente ficou sério. – Agora eu vou te soltar, e você não vai fazer nenhuma bobagem, apenas tudo que seu mestre mandar, entendeu?
Chorando, confirmei com a cabeça.
Eu ainda esperava que aquilo fosse um pesadelo do qual eu acordaria a qualquer momento, acho que a maioria das pessoas tem essa ínfima esperança quando estão frente à algo terrível.
Mas para Trevor aquilo parecia mais um sonho, ele estava muito excitado, enquanto me via nú de joelhos à sua frente, eu pelo contrário tentava ao máximo controlar as lágrimas e parecer forte, mas era impossível.
— Porque você tá fazendo isso? – perguntei inutilmente.
— Porque tudo sempre foi muito injusto comigo, Patrick, desde sempre, minha mãe me deixou sozinho no mundo... – Trevor divagava, ainda com a arma na mão. — Até você, Patrick! Eu achei que você fosse diferente, que você poderia me servir como eu quisesse, me fazendo feliz! – agora ele gritava na minha cara, eu não conseguia controlar o pânico que se espalhava nas minhas veias por todo meu corpo, os soluços sacudiam meu corpo enquanto eu estava de joelhos de frente à Trevor.
— Por favor, Trevor, não me machuca... – implorei chorando. Eu nunca imaginei algo assim, ainda mais com Trevor, ele nunca foi violento comigo, bom, tirando a vez da secretaria, e depois na sua casa, mas antes disso tudo...
Trevor ignorou meu pedido e bateu em minha cabeça com as costas da mão que segurava a arma, caí tonto no chão. Antes que eu conseguisse me levantar, senti a sola da bota de Trevor pressionando meu rosto contra o chão, praticamente o esmagando.
— Sem gritos... – sussurrou ele, e eu reprimia os gritos gemendo de dor.
Depois de um momento, Trevor mandou eu ficar de joelhos novamente em sua frente e abaixou as calças, o pênis de Trevor estava completamente ereto e a cabeça estava um pouco molhada, tamanha era a tesão dele com tudo isso, a cena me deu vontade de vomitar, mas eu não queria morrer, e Trevor com certeza faria isso se eu vomitasse na sua frente, então engoli tudo que ameaçava sair de mim.
Trevor me puxou pelos cabelos e colocou seu pênis na minha boca. Depois de uns segundos parecia que eu não aguentaria mais, tentei conversar com ele de novo, não, eu não era burro de achar que alguma conversa fiada fosse fazê-lo desistir do que queria fazer comigo, mas eu não aguentava mais, eu precisava de algum momento para me recuperar e conseguir continuar, acho que é isso que a maioria das pessoas sempre fazem ao passarem por tragédias, a minha só era um pouco mais séria e urgente.
— Trevor, você não quer fazer isso. – supliquei, depois que ele retirava seu pênis da minha boca, o qual fui obrigado a chupar.
— Ah, o que você tá falando, amor? – ele indagou ironicamente. – É claro que eu quero, assim como eu queria matar minha tia, o faxineiro e... – e abriu um sorriso de satisfação para si mesmo, como se ele soubesse algo que ninguém mais sabia.
— “E” o que? – perguntei, aflito.
— Não te interessa, agora continua fazendo o que eu mandar. – puxando meus cabelos, Trevor colocou de volta seu membro na minha boca, as lágrimas escorriam involuntariamente pelo meu rosto. Eu estava todo esse tempo do lado de um assassino, como eu nunca suspeitei de nada, mas Trevor parecia perfeitamente normal desde que o conheci, mas depois teve sinais, que eu fui burro demais para perceber. Ele me puxou com violência pelos cabelos, obrigando-me a ficar de pé, me empurrou até uma parede e colocou dois dedos dentro de mim. Gritei com a dor, sem esperar mais, Trevor colocou seu pênis dentro de mim e antes que eu gritasse mais alto ele tapou minha boca com uma das mãos, mordi sua mão e ele me deu um soco na cabeça. Fiquei atordoado com a pancada e não reagi, era dor demais para mim, eu queria sumir dali naquele momento, simplesmente evaporar, as lágrimas continuavam escorrendo pelo meu rosto agora firme e constantemente, tanto de pavor pelo que estava acontecendo quanto pela dor física que eu sentia com isso, mas meus gemidos de dor pareciam excitar cada vez mais Trevor, ele passava a mão pelo meu corpo e pegou meu pênis, totalmente mole e começou a pressioná-lo.
— Ahhh! Ahhh! Pelo amor de Deus Trev... – antes que eu concluísse levei outra pancada na cabeça com a outra mão de Trevor, e ele continuou a me comer violentamente enquanto apertava meu pênis, toda vez que eu fazia algum barulho um pouco mais alto Trevor me batia cada vez mais forte, minha cabeça doía e minha visão estava turva, eu queria desmaiar, queria mais que tudo não sentir mais, porque eu não aguentava nem um segundo a mais daquilo, foi quando eu vi, numa mesinha encostada com a janela – que se encontrava com as cortinas cuidadosamente bem fechadas – um telefone sem fio. Eu tinha que conseguir sair dali, todas as saídas da casa estavam trancadas e aparentemente só Trevor tinha a chave, então eu não tentaria fugir, mas se eu conseguisse alcançar aquele telefone e correr para algum quarto e me trancar lá dentro, telefonar pra polícia...
Eu não tinha nada a perder, eu estava sendo estuprado e certamente ia ser morto depois, então arrisquei, rápida e inesperadamente tirei meu corpo de perto de Trevor. Peguei um vaso que estava na prateleira, quebrei-o na cabeça de Trevor e corri.
— Ah, seu desgraç... – eu havia machucado Trevor quando tirei-o a força de dentro de mim, e ainda mais com a pancada do vaso na cabeça. “Onde estavam os malditos vizinhos fofoqueiros para ouvirem qualquer barulho?”. Agarrei o telefone sem fio e continuei correndo para o corredor ao lado da mesinha onde ele se encontrava. Havia quatro portas no corredor. Duas do lado esquerdo, uma do lado direito e outra no final, provavelmente o banheiro, tentei abrir a primeira porta, trancada, a do lado direito, trancada, Trevor se aproximava então corri até a última porta no final do corredor, realmente era o banheiro, e felizmente estava aberta, entrei e tentei fechá-la, mas Trevor já estava ali, forçando a porta a não fechar, eu empurrava com toda a força que eu tinha, mas Trevor era mais alto e mais forte que eu, rapidamente eu perderia, mordi os dedos dele que já estavam dentro do banheiro e ele gritou, afastando a mão, chutei forte a porta e com um baque ela se fechou, rapidamente girei a chave, fechando-a.
— Ah meu deus, ah meu deus, ah meu deus... – eu sussurrava pra mim rapidamente, enquanto obrigava minhas mãos a pararem de tremer e discar o número da polícia.
— 911. Qual a sua emergência?
— Eu fui sequestrado e estuprado e vou ser assassinado, eu não sei onde eu estou, por favor me ajudem... – falei tudo o mais rápido possível, Trevor tentava arrombar a porta e gritava.
— Senhor, o que está acontecendo? – o atendente me perguntava, mas nesse momento algo tirou todo o ar dos meus pulmões, e eu deixei o telefone cair no chão com o choque.
Na banheira, atrás de mim, estava Matt McGuire, um dos amigos meus e de Trevor, o problema é que ele estava com os olhos vidrados e coberto de sangue.
Fale com o autor