Notas iniciais
O tão esperado capítulo está aqui pessoal, espero que vocês gostem. Quero agradecer novamente à todos os leitores que estão acompanhando a história e me apoiando. Vocês são os melhores!

Estava tudo acabado para mim, qualquer coisa que eu pudesse sentir por Trevor havia morrido no momento em que ele me agrediu, como eu pude ser tão idiota de continuar com Trevor depois das coisas que li sobre ele no colégio? Todas as pessoas que ele havia agredido... Óbvio que o espertão aqui achou que eu era diferente, especial, sei lá, que ele se importasse comigo, que gostasse de mim e nunca fosse fazer algo do tipo, além do mais achei que ele havia superado essas coisas do passado, mas pelo jeito não, eu fui só mais uma vítima de Trevor, e ainda tive que mentir para os meus pais que tinha sido assaltado mas não tinha nada para dar aos assaltantes e por isso fui agredido, agora eles estavam muito chatos em questão de deixar eu sair, e eu não queria mais voltar para a escola, não queria ver Trevor nunca mais, já fazia uma semana que eu praticamente não saía do meu quarto, meus pais vieram, conversaram comigo, eu continuei firme e não chorei na frente de nenhum deles, mas eu estava destruído por dentro e chorar era tudo que eu queria fazer, Matt e Elijah até vieram aqui em casa me ver mas pedi pra mamãe mentir que eu estava indisposto pois por mais que eu gostasse deles, eles também eram amigos de Trevor e isso me irritava por algum motivo. Eu queria acabar com Trevor, queria contar a verdade a todos, mas a ameaça dele ainda pairava na minha cabeça e eu não podia deixar de não sentir medo, depois do que vi no histórico escolar de Trevor eu não duvidava de mais nada dele.

Infelizmente teve uma hora que eu tive que voltar pra escola, e lá estava Trevor, achei que ele fosse me ignorar, mas ao contrário, ele ficou me encarando com uma expressão que não consegui identificar, os outros correram para vir falar comigo e perguntar o que tinha acontecido, eu só inventei uma história de ter pego uma forte gripe e sei que ninguém engoliu, mas não fizeram mais perguntas, tentei não olhar Trevor, mas ele continuava a me encarar e aquilo era muito desconfortável.

Quando cheguei em casa depois da escola havia uma mensagem dele.

Trevor: Hey, precisamos conversar...

Ignorei. E depois dessa muitas outras começaram a vir...

Trevor: Quero falar contigo em particular.

Trevor: Me responde, Patrick...

Trevor: To me sentindo mal e a única coisa que vai fazer eu melhorar é esclarecer as coisas contigo, então por favor, fala comigo...

Trevor: O que você quer, Patrick? Eu fui um idiota... Me desculpa poxa.

Trevor: Patrick, me dá uma chance de pelo menos me explicar.

Trevor: Eu sinto muito mesmo, Pat...

Eu sinceramente estava pensando em bloquear o número de Trevor, mas aquelas mensagens faziam eu me sentir melhor, ver Trevor rastejando, lamentando a estupidez que fez, talvez eu conversasse com ele uma hora, mas só pra dizer que eu o perdoava, mas nada nunca mais ficaria bem entre a gente, ele me machucou de formas que eu nem sabia que eram possíveis, não havia jeito de simplesmente apagar isso...

Nos dias que se passaram, novamente todos já sabiam que tinha acontecido algo entre Trevor e eu, pois nós não nos falávamos, Matt chegou a me dizer que tudo ia ficar bem, que daqui a pouco a gente já ia estar de bem um com o outro, eu apenas forcei um sorriso...

Trevor não cuidava mais tão bem da aparência, o cabelo, assim como a barba, estava crescendo e estava constantemente despenteado, e ele ficava cada dia com olheiras mais escuras e profundas, que se destacavam facilmente em sua pele clara.

Era terça, um dia frio, estava perto do natal e felizmente as férias estavam chegando, assim eu poderia trocar de escola logo, estávamos na aula de educação física e eu conversava com algumas colegas nossas – Lindy e Amanda – sobre assuntos aleatórios, quando vi elas se afastando envergonhadas, encarei elas se afastando sem entender o motivo, até que percebi alguém nas minhas costas, girei nos calcanhares e ali estava Trevor, parado a alguns centímetros de mim, encarei-o por um segundo e passei por ele.

— Patrick, chega! – ele gritou, fazendo com que eu parasse, algumas pessoas perto, olharam curiosas. Ótimo, era tudo que eu precisava, um mico para todos lembrarem antes que eu saísse da escola. — Meu Deus, eu já te mandei um milhão de mensagens! – ele continuou. – O que eu tenho que fazer para que você me ouça?

Lentamente eu virei de frente para ele, encarei-o por alguns segundos e balancei a cabeça.

— Você não precisa dizer nada, Trevor, eu não vou fazer nada para que você tenha razões para me matar, só me esquece, tá bom? Eu sei que isso não vai ser difícil pra você. – deixei que as palavras saíssem, elas estavam entaladas a tanto tempo dentro de mim que só agora percebi o alivio que sentia em simplesmente pôr para fora.

Por um momento ele não falou nada, acho que minhas palavras o fizeram entender que nada que ele dissesse me faria mudar de ideia.

Mas ele fez algo realmente inesperado, Trevor caiu de joelhos na minha frente, e agora sim, todos estavam olhando.

— Patrick, eu nunca fiz isso pra ninguém, você é a única pessoa importante para mim, eu não me importo com o que os outros pensam, eu só quero ficar com você, porque você me faz querer ser uma pessoa melhor, você fez eu mudar desde o momento em que eu te conheci. – ele falava tentando manter a voz firme de joelhos à minha frente, eu não sabia o que fazer, mas eu estava a ponto de chorar, mas me obriguei a não fazer isso. — Eu te amo, Patrick. – ele disse, baixinho, e então acrescentou em alto e bom som. – Eu te amo, Patrick!

Eu não me importava que muitas pessoas estivessem em volta assistindo a cena de boca aberta, na verdade era como se elas não estivessem ali.

Eu me abaixei na frente de Trevor e olhei fundo em seus olhos.

— Ah, Trevor, você nem imagina o quanto eu queria ouvir isso de ti. – eu comecei, abrindo um sorriso triste quando uma lágrima escorria em meu rosto. – E é tão irônico que quando você finalmente disse, eu não possa dizer o mesmo. – e levantei e dei as costas para Trevor, aquilo doeu, doeu mais do que tudo, o rosto dele criando esperança quando eu me abaixei, e então a incredulidade e tristeza tomando seu rosto quando falei a última frase, mas eu não estava sendo orgulhoso, eu realmente era incapaz de sentir qualquer coisa por Trevor.

* * *

A tarde foi extremamente insuportável, eu acho que nunca tinha chorado tanto, nunca sofri tanto quanto agora por culpa de Trevor, nem todas as vezes que ele me desprezou e só me usou como um brinquedo, nem quando eu criei esperança que ele fosse gostar de mim e depois me decepcionei, isso era muito pior, eu havia perdido mais do que eu achava possível perder.

No fim da tarde, quando eu não aguentava mais ficar dentro de casa, resolvi ir até o shopping – uma atividade um tanto inusitada, principalmente de se fazer sozinha – com a desculpa de comprar um CD, meus pais incomodaram um pouco porque já iam ser 18hrs, e depois do “assalto” eles estavam mais preocupados do que nunca, mas fui até o shopping, comprei o “AM” do Arctic Monkeys e fui para a parada esperar o ônibus, porém, assim que atravessei uma rua para chegar na parada, alguém surgiu do nada e colocou um pano mal cheiroso na minha cara, tentei me livrar, mas ele era mais forte e quando vi minha visão estava embaçada, e apenas vi um rosto pálido e um cabelo muito escuro...

Notas finais
Lindos, o próximo episódio (hahaha) será postado dia 21/03. Ah, eu criei um Tumblr, lá tem algumas coisas legais sobre a SN, como fotos de como mais ou menos eu imagino o Trevor e o Patrick, além de que dia 20/03 vou postar lá um "poster promocional" do próximo episódio, revelando o nome do mesmo, então, deem uma olhada se quiserem, o link está no meu perfil :3 Espero que tenham curtido, no próximo eu espero já ter mais informações sobre a segunda temporada e uma nova história yaoi que já estou escrevendo ;) Beijoos ♥