Sweetest Nightmare
6 S01E06 - Ultraviolence
Notas iniciais
Eu não havia falado com Trevor desde o “incidente” no colégio, ele não aparecia online em nada, e já se passavam dois dias, bom, ele deve ter cuidado do problema mesmo, porque até agora ninguém da escola ligou para os meus pais, mas o que Trevor havia feito? A curiosidade já estava me matando e quando eu estava prestes a ir até a casa dele perguntar pessoalmente o que aconteceu, Trevor me mandou uma mensagem.
Trevor: Oi
Eu: Oi.
Eu: O que aconteceu?
Trevor: Eu cuidei dele, como tinha dito.
Eu: Ok, isso eu já deduzi, mas cuidou como?
Trevor: Ah, dei uma grana pro cara fechar a boca.
Eu: :O
Trevor: Que foi? Achou que eu fosse espancar ele? Kkkk
Eu: Hahahaha
Eu: Não, Trevor, só tava curioso mesmo :D
Trevor: Passa aqui em casa daqui a pouco, eu tive ocupado esses dias, acho que tu vai gostar.
Trevor: Beijo :*
Eu: Okay, beijo ♥
Para ser sincero, eu estava louco para ver Trevor e ter uma transa normal com ele, só nós dois, no quarto dele, como eu gosto, não do nada em uma sala da escola escondido, apesar de haver certa excitação nisso, acho que o que estragou tudo foi Trevor ter desabafado antes, uma coisa não combinou com a outra. Eu sei que havia dito que não iria mais transar com Trevor, mas as coisas mudaram, ele se abriu para mim, acho que com um certo tempo ele pode gostar de mim de verdade e termos algo sério.
Me preparei para o que estava por vir em casa e me apressei para chegar na casa de Trevor, e tive uma surpresa quando cheguei lá.
— Olá, Patrick, quanto tempo. – era o pai de Trevor me atendendo na porta.
— Ah, oi, sr. Schmidt. Verdade, faz um tempo mesmo. – Respondi depois de um segundo de incredulidade, imaginei que o pai de Trevor não estivesse em casa. – O Trevor está?
— Sim sim, lá em cima, pode entrar. – então ele abriu caminho e eu entrei na casa, envergonhado. A verdade é que eu havia visto o pai de Trevor umas duas vezes na vida anteriores à essa, eu não o conhecia muito bem, mas até que ele parecia legal.
Subi as escadas e o quarto de Trevor estava com a porta aberta, dei uma batidinha na porta enquanto entrava e encontrei Trevor deitado na cama com os braços cruzados atrás da cabeça fitando o teto.
— Oi. – disse ele, se levantando.
— Não sabia que seu pai ia participar hoje... – comentei brincando.
— Ele já vai trabalhar, achei que vinha mais tarde. – ele explicou baixinho, achando graça.
— Ah... – fingi uma carinha triste e fui sentar ao seu lado.
Ele sorriu e ficou me encarando.
— O que foi? – perguntei, depois de alguns segundos.
— Nada, só estou tentando me controlar pra não te agarrar nesse exato momento.
Sorri, um pouco envergonhado, porém contente.
Mas o que aconteceu nesse exato momento foi o pai de Trevor gritando lá de baixo que já estava indo.
— Tchau, pai. – Trevor gritou de volta, e quase no mesmo segundo me agarrou, me beijando ferozmente, eu fiz o mesmo mas Trevor estava realmente muito excitado, parecia que não me via há muito tempo, estranhei isso, mas ele era tão gostoso que eu não podia reclamar.
Trevor ficou de pé e me puxou para si, sem em nenhum segundo parar de me beijar, ele só parou quando chegamos à porta de seu armário. Ele abriu as portas, puxou uma chave do bolso e destrancou uma gaveta, nela continha alguns... brinquedinhos.
— Que isso, Trev? – perguntei, achando graça, mas ele não retribuiu o sorriso.
— Você não gostou? Achei que fosse gostar. – ele parecia ao mesmo tempo decepcionado mas com uma pontinha de raiva.
— Ah, sei lá, acho que eu posso acabar gostando. – tentei reanima-lo enquanto tirava a camisa. Mordi o lábio inferior e o beijei, ele passou as mãos pelo meu corpo e em seguida foi me empurrando de volta em direção à cama, me jogando nela.
— Espera aí. – e então voltou para a gaveta e pegou um par de algemas e um chicote. Fiquei meio apreensivo, mas forcei um sorriso enquanto ele, em cima de mim me beijava e prendia as duas algemas nos meus pulsos, cada braço para cada lado da cama, eu estava preso. Trevor passou a língua por todo meu abdômen e peito e eu já estava começando a enlouquecer vendo-o assim, ele tirou meus tênis e minhas calças e começou a passar a boca pela minha cueca como da outra vez, meu pênis já havia produzido o pouco liquido lubrificante quando Trevor tirou também minha cueca e pôs meu membro em sua boca, e realmente era bom aquela sensação, de estar preso ali, que ele podia fazer qualquer coisa comigo, estava me chupando e eu me contorcia sem poder mexer muito os braços, e isso criava uma certa excitação sobre mim, Trevor me chupou até que eu estava quase gozando e tirou as algemas de mim, ele puxou meu corpo com violência e me jogou de costas na cama, eu gemia, seu pênis começava a roçar nas minhas nádegas, me excitando mais, Trevor tirou do bolso um pacotinho de lubrificante e espalhou por seu pênis e meu ânus, então ele puxa meu tronco para cima, fazendo eu ficar de quatro e começa a introduzir seu membro em mim, eu nunca me acostumo com a dor inicial, mas eu tenho que aguentar porque sei que daqui a pouco vai ficar bom, mas antes que comece a quase ficar bom, Trevor me dá uma chicotada nas costas, eu grito, acho que ele talvez tenha pensado que é um grito de prazer, mas foi um grito de dor, isso o excita mais ainda, sinto seu pênis dentro de mim ir mais fundo, e ele dá outra chicotada, porra, até que as algemas eram legais, mas esse troço não, ou talvez Trevor use muita força.
— Trev, mais fr... – tento dizer, mas sou interrompido por outra chicotada e grito.
— Cala boca, você não decide nada. – diz ele, o novo Trevor, o dominador está aqui, ele me come violentamente, como nunca antes, me presenteando com chicotadas toda hora, já sinto minhas costas ardendo e lágrimas escorrem de meu rosto, mas eu sou o escravo dele, não posso pedir que ele pare, Trevor tira o pênis de mim e a camisinha e me vira de frente, e quando faz isso ele puxa outro brinquedo que eu não tinha visto, uma espécie de “fucinheira” com um buraco na boca, Trevor prende aquilo em mim e eu sou obrigado a ficar com a boca aberta por causa do buraco no meio, que fica na boca, ele coloca o pênis nesse buraco e é como se estivesse me comendo, e é bem desagradável.
— Ah, espera aí. – então ele pega uma das algemas, e começa a prender meus pulsos um no outro.
— Trev...- tento argumentar algo, mas com esse troço na minha boca só consigo ficar me babando e produzindo sons de algum bicho esquisito. Trevor me ignora e volta a colocar o pênis em minha boca, me dando fortes tapas na cara em curtos intervalos, isso está horrível, meu Deus, eu não aguento mais, meu pênis nem tá duro, eu não estou com nem um pingo de tesão, mas Trevor não vê ou não se importa, lágrimas escorrem de meu rosto mas isso só faz com que seu prazer aumente. Ele finalmente goza na minha boca, então tira o instrumento esquisito e eu cuspo tudo que posso no tapete.
— Tá maluco? Como que eu vou limpar essa merda? – grita ele vendo seu esperma misturado com saliva no chão.
— Eu maluco? Que merda é essa que você fez? Não estava vendo que eu não curti nem um pouco, seu estupido? – gritei no mesmo tom que ele, só que com muito mais raiva.
— Como não gostou? Ah, cala boca seu merdinha, fraquinho, não aguenta merda nenhuma, só sabe reclamar! – ele gritava de pé na minha frente, e eu fazia uma tentativa patética e falha de me levantar ainda com as algemas.
— Dá pra tirar isso de mim? – exclamo, sacudindo as algemas nas minhas costas. De má vontade, Trevor as retira de mim.
— Nossa, Trevor, você não viu que estava me machucando, que eu estava chorando? Não, é óbvio que você viu, só que isso só te deixava mais excitado não é? – agora eu avançava cara a cara com ele, ao mesmo tempo que ia vestindo minhas roupas.
— Fica quieto... – ele sussurrou, tentando controlar a raiva.
— Não vou ficar quieto porra nenhuma, eu fiquei quieto o tempo todo que você praticamente me estuprava sem poder dizer nada, agora você vai ouvir o quanto foi ridículo, seu doente! – eu estava fora de controle, a minha raiva estava fora de controle, mas na verdade eu só queria que Trevor pedisse desculpas por tudo, admitisse que foi um idiota e não fizesse mais isso, eu gostava demais dele pra deixa-lo por causa de um erro cometido.
— Patrick, sério, cala boca... – ele sussurrou do mesmo modo, com a cabeça baixa sem me encarar.
— Não Trevor, vai se fuder, cara. Olha a merda que tu fez! Qual o teu problema? Tu só pode ser louco! – agora eu não gritava mais tanto, mas ao ouvir essa palavra, Trevor lentamente ergueu a cabeça e me encarou com um olhar que eu nunca vi nele. Estremeci por um segundo e antes que eu pudesse reagir seu punho estava na minha cara e eu voava contra o chão.
Raspei meus braços ao cair e um fio de sangue saía da minha boca, além da dor latejante em todo lado esquerdo do meu rosto.
Antes que eu pudesse olhar pra cima, todo o ar sumiu dos meus pulmões com um chute de Trevor. E outro, a dor era extremamente atordoante e me fazia querer sumir, Trevor me puxou para cima e me empurrou na escada, fazendo eu cair no chão depois dos últimos degraus.
— Vai embora daqui, e se você falar qualquer coisa pra qualquer um, você tá morto, me entendeu? – ele gritava na minha cara na porta da frente de sua casa, eu não conseguia encará-lo e eu queria mais do que tudo chorar, desabar no choro, mas eu guardei o pouco de dignidade que me restava e sai porta afora sem nunca mais querer ver o rosto de Trevor na minha frente.
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