Sweetest Nightmare

5 S01E05 - Vulnerability


Notas iniciais
Vulnerability - Vulnerabilidade (sério? rs) De novo como prometido, novo capítulo com algumas revelações sobre o passado do Trevor e outros indícios de sua personalidade "dominadora", espero que curtam esse rumo que a fic está tomando pois garanto que fica cada vez melhor :3 P.S.: O capítulo começa exatamente onde o último acabou.

— Trevor, eu posso explicar... – tentei começar.

— Não, não, cala boca, que merda tu tá fazendo aqui? – ele me interrompeu impaciente. – Que merda tu tá fazendo com meu histórico escolar?

— Trevor, eu... ah meu Deus, me desculpa, eu...

Mas Trevor me interrompeu de novo.

Ele avançou em mim e tirou a pasta das minhas mãos e colocou de volta na gaveta, em qualquer lugar.

— Que merda, Patrick? Qual é o teu problema? Primeiro me ignora a manhã inteira e agora eu te pego fuçando na minha vida? – ele falava isso enquanto se aproximava de mim, ficando cara a cara, eu não tinha palavras pra expressar minha vergonha, eu queria apenas evaporar ali, do mesmo jeito que os bruxos de Harry Potter podem “desaparatar”.

Abaixei a cabeça e murmurei um “Desculpe”.

Trevor me pegou pelos pulsos.

— Eu não quero nunca mais saber que você anda mexendo com o que não deve. – ele falava me olhando intensamente nos olhos, mas eu não tinha dignidade suficiente para encará-lo de volta. – Tá me entendendo, garoto? – agora ele gritou, um grito de gelar a alma, num breve e inconsciente pensamento pensei que estaríamos ferrados, com certeza alguém na escola teria ouvido.

Meus olhos se encheram de lágrimas, eu me sentia tão estupido e com medo, Trevor agredira tanta gente, com a raiva que ele estava provavelmente eu seria o próximo.

— Me desculpa, Trevor, me perdoa, eu sinto muito. – eu murmurava enquanto tentava controlar o fluxo de lágrimas que ameaçava descer meu rosto.

Trevor me encarou fixamente e achei que era minha hora de apanhar, mas ao invés disso, Trevor me olhou nos olhos e a raiva deixou seus olhos, dando lugar a um olhar triste e cansado.

— Tem muita coisa da minha vida que você não sabe, Patrick. – Trevor abaixou a cabeça como se não quisesse que eu visse seu rosto.

— Trevor, você pode me contar qualquer coisa, sabe disso, né? – o alívio tomou conta de mim e instiguei Trevor a falar, queria que ele se abrisse, eu sabia de várias coisas que ele fazia por aí com as garotas, um pouco de sua história, – muito pouco, só um resumo – mas nunca a história por completo, e eu queria muito saber depois das coisas que eu li.

— Eu nunca tive um lugar pra chamar de “Lar”, Patrick. – ele começou, ainda com a cabeça baixa. – Quando eu era muito novo minha mãe morreu, eu nem lembro dela, meu pai teve uma profunda depressão, não pôde me cuidar sozinho e me largou na casa da minha tia, ele literalmente me deixou lá, sem nem falar com ela, e bom, ela nunca teve filhos, ela era uma mulher cruel, Patrick. – Trevor tentava deixar a voz firme, sem muito sucesso. – Eu nunca recebi carinho nenhum dela, passaram anos que eu nem lembrava que dia era meu aniversário, ela controlava o que eu comia, a hora que eu comia, qualquer coisa era motivo para me bater e me deixar de castigo no quartinho debaixo da escada... Meu pai vinha me ver muito pouco, e quando vinha não fazia nenhuma diferença, ele não se importava comigo e caiu no vício do álcool e cigarro, passou muito tempo internado em clinicas de reabilitação e só quando eu fiz 14 anos minha tia morreu e então ele não teve mais como se livrar de mim, mas ele não mudou muito, não falava praticamente nada comigo, então, eu nunca tive pais, Patrick, nunca tive ninguém pra mim, eu sempre tive que me virar sozinho em tudo. – essa última frase ele finalmente me encarou, e seus olhos estavam mareados de lágrimas.

Eu me sentia horrível, e não consegui segurar o choro, abracei Trevor tão forte e ele me abraçou tão forte de volta que fiquei sufocado, mas era o melhor sufoco da minha vida.

— Desculpa Trevor, desculpa, desculpa, desculpa... – eu continuava dizendo.

Nós continuamos abraçados, mas então Patrick desce suas mãos de minhas costas para minha bunda e começa a acaricia-la.

— Até que você fica sexy assim, com esse rostinho triste, tão... vulnerável... – Trevor se transformou do nada, de tristeza foi para o sadismo, as palavras não me dão nenhum tesão, pelo contrário, elas dão medo. – Chora por minha causa, vai. – ele provoca e com a outra mão passa o dedo pelos meus olhos, fazendo minhas bochechas ficarem úmidas com as lágrimas que estavam quase caindo. – Isso... – ele estava contente agora, e com tesão, vi seu pênis ficando ereto.

— Trevor, para... – tentei dizer, mas ele colocou a mão na minha boca.

— Eu que mando se esqueceu, garoto?

E ele continuava acariciando meu pênis e eu não conseguia evitar de não ter uma ereção, Trevor colocou a mão entro das minhas cuecas e começou a me masturbar.

— Trevor, aqui não... – e novamente fui calado pela outra mão de Trevor.

Mais uns minutos nisso e eu já estava bem excitado, então ele me virou violentamente contra a parede e abaixou minhas calças. Chupou os dedos deixando eles bastante molhados de saliva e os introduziu lentamente no meu ânus, comecei a gemer baixinho de prazer, alguns segundos e Trevor começou a colocar seu pênis em mim, porra, isso doía demais sem nenhum lubrificante de verdade, mas depois de algum tempinho como sempre, começou a ficar bom.

Nem Trevor, nem eu tínhamos gozado quando outro funcionário da escola abriu a porta.

— Que... Diabos? – ele disse, com os olhos arregalados vendo a cena. Eu literalmente queria morrer. Trevor rapidamente puxou as calças e puxou o funcionário pra dentro da sala, era um homem negro alto, na casa dos 40, meio gorducho.

— Patrick, cai fora daqui, eu vou resolver isso. – Trevor mandou.

— Não vai resolver nada, moleque, eu vou comunicar isso ao diretor e...

Trevor puxou ele pela gola da camisa, fazendo-o calar a boca.

— Patrick, já mandei sair caralho! – ele gritou.

— Mas... – comecei.

— Agora porra!

Então obedeci, saí da sala à caminho da saída, a escola estava vazia, presumi eu, aquele funcionário fazia parte da limpeza e ficava até depois de todos terem ido embora.

Na volta para casa, ansioso e com medo, depois de ler o histórico de Trevor, não pude deixar de pensar o que Trevor queria dizer com “Eu vou resolver isso”.

Notas finais
Yeey! Espero que tenham gostado desse capítulo, comentem sua opinião, o que vocês acham que vai acontecer e etc. que eu adoro ler e responder vocês, seus lindosss *-* Infelizmente o próximo capítulo não chega daqui a 2 dias como vocês já estavam acostumados, o 6º capítulo será postado no dia 13/03. E junto com ele, mais algumas surpresas que tenho para vocês e colocarei nas notas do próximo hahahah Vejo vocês sexta :3