Sweetest Nightmare
2 S01E02 - Desire
Notas iniciais
Caio de joelhos e começo a passar a boca no pênis de Trevor sem abrir a calça, eu o sinto pelo tecido da calça e quando eu tento abri-lá, Trevor bate na minha mão, me repreendendo para que não abra.
— Você quer isso? Me mostra o quanto você quer. – provoca ele, eu o olho de cima e nisso parece que um toque em meu pênis vai me fazer gozar, sem abrir as calças de Trevor, eu tento chupar seu pênis, passo a língua no tecido da calça, que nesse momento parece delicioso, então quando ele parece se dar por satisfeito de me torturar, abre a calça e abaixa a cueca, eu não consigo me controlar nem por um segundo qualquer, coloco seu pênis na minha boca e começo a chupá-lo, paro alguns momentos para passar a língua na cabeça de seu membro e Trevor geme de tesão, ele pega seu pênis e o bate na minha cara, isso me dá tanto tesão que nem sei explicar, Trevor pega minha boca com uma mão e manda eu parar, e então senta no sofá.
— Tira meus tênis. – ele ordena enquanto coloca seus pés na mesinha de centro da sala.
Prontamente o obedeço, tiro seus tênis e as meias.
— Beija meus pés, lambe, faz como se fosse meu pau aí. – o modo como ele diz as coisas parece que já foram ensaiadas várias vezes, como se ele quisesse fazer isso há tempos, ele se sente um deus, comigo ali, aos seus pés, pronto para acatar qualquer ordem que for me dada.
Eu nunca tive fetiche por pés, mas naquele momento os pés de Trevor parecem lindos e deliciosos e eu faço tudo que ele mandou, chupo seus dedos como se fosse seu próprio pau e seu olhar de satisfação, de poder me tendo nessa posição me dá muito tesão. Fico alguns minutos literalmente nos pés de Trevor, até que ele ordena que eu pare.
— Quero meu escravo de quatro agora. – ordena Trevor, já se levantando do sofá.
Droga. Penso, não me preparei pra isso, tento começar a explicar isso para Trevor e ele me dá um tapa na cara.
— Não lembro de ter deixado meu escravo falar. – repreende ele, muito sério, então resolvo ficar calado como ele mandou.
Trevor pega um tubo de lubrificante que eu deixei passar despercebido do lado do sofá e tira uma camisinha do bolso, ele passa bastante lubrificante antes de me penetrar e eu o agradeço por isso, seu pênis é bem grande, e mesmo com todo o lubrificante, e mais a camisinha, a dor de quando ele me penetra ainda é forte, mas aos poucos ela diminui e dá lugar ao imenso prazer de estar transando com Trevor. Mudamos de posição várias vezes, minhas favorita é a que fico de frente pra ele e consigo ver seu rosto, ele coloca uma mão no meu pescoço, sem força suficiente para me sufocar, mas apenas para me lembrar que ele manda ali e fico excitado, enquanto ele está dentro de mim, Trevor começa a me masturbar com a outra mão, e céus, vou ter que me controlar muito para não gozar antes dele e acabar estragando tudo, meu pênis está explodindo de tesão, Trevor faz mais rápido ainda, e então dá um grande gemido, quase um grito, indicando que gozou, e nesse momento não aguento mais, com Trevor sem parar um segundo de me masturbar, também gozo, sai tanta coisa que voa em todo meu peito, Trevor tira seu membro de dentro de mim e me joga no sofá, então ele passa a língua por onde eu gozei em mim mesmo, e juro que meu pênis ameaça ficar ereto novamente, mas isso acaba não acontecendo.
— Eu to exausto. – Trevor anuncia depois de estarmos limpos.
— Imagina eu então... – e realmente estou cansado pra caralho, eu não transo assim desde... bom, desde sempre, pois nunca fiz um sexo tão bom quanto dessa vez, não que eu tenha feito muitas vezes também...
— Você faz uma massagem para eu dormir. – Não, não era uma pergunta, era mais uma ordem.
— Sim, senhor. – respondo meio que brincando e Trevor devolve com um meio sorriso satisfeito do que ouviu. Subimos para o quarto.
* * *
7:00
Estamos dormindo quando ambos acordamos com o célular de Trevor tocando persistentemente por vários minutos, até que, resmungando, Trevor decide atende-lo.
— Alô? – atende ele, muito mal humorado.
Alguém fala do outro lado da linha.
— Hã? Como assim? – Trevor parece acordar de uma hora para outra e arregala os olhos, involuntariamente eu também fico alerta.
— Não, não tem nenhum problema, pai. Tchau. – e desliga.
— Pai? – pergunto.
— Você tem que dar o fora, meu pai vai chegar daqui a pouco, aconteceram uns problemas por causa da chuva, ele nem conseguiu viajar e ficou num hotel ontem, mas disse que já está voltando. – explica ele rapidamente enquanto se veste.
— Ah... – é o que respondo. Fico meio chateado, Trevor e eu transamos loucamente noite passada e ele simplesmente está agindo como se nada tivesse acontecido, e é impossível ele ter feito tudo aquilo por causa da bebida, ele não bebeu mais do que três copos. Isso me deixa frustrado, mas não falo nada. Continuo pensando nisso tudo enquanto visto minhas roupas.
Eu e Trevor descemos as escadas e ele abre a porta para mim.
— Te vejo na escola segunda? – pergunta ele.
— É... Acho que sim... – respondo com a intensão de perguntar mais alguma coisa, mas eu espero que ele diga, qualquer coisa, pelo amor de Deus.
— Bom, então tchau, até mais, desculpa por isso, eu não fazia ideia que ele voltaria hoje, principalmente tão cedo. – Trevor sorri, ele só pede desculpas por obrigação, ele não se importa. Na verdade talvez até esteja feliz por ter uma desculpa para se livrar de mim. Sei lá.
— Hum... Claro, sem problemas. Tchau. – eu espero por apenas um tolo segundo que ele vá me dar um beijo, pelo menos um abraço, mas nada, então eu dou as costas para ele e vou a caminho de casa.
Andando, as lembranças de noite passada não saem da minha cabeça, o que foi que fizemos? Céus, como aquilo foi acontecer? Caralho, era Trevor, não qualquer cara, eu transei com Trevor, eu transei... com meu melhor amigo. Qual o meu problema? Isso não deveria ter acontecido, mas foi tão bom. Não, não foi, e ele está certo em ignorar isso e fingir que nunca aconteceu, estragaria completamente nossa amizade, e outra, todos sabem que eu sou gay, mas Trevor, ele nem é gay, bi no máximo, sei que ele já transou com várias garotas, a maioria lá do colégio mesmo. Então faça o mesmo Patrick, ignore isso, como se tivesse sido apenas um sonho.
Isso que vou tentar fazer, não, isso é o que farei.
* * *
Segunda-feira de manhã.
Eu juro que tentei, juro mesmo, mas não consegui deixar de pensar em Trevor e no que aconteceu entre nós.
Porra. Não tem como esquecer um sexo maravilhoso com um cara maravilhoso daqueles. Só de fechar os olhos e lembrar o que aconteceu na noite de sábado já me deixava excitado e tudo que eu queria era ser o “escravinho” de Trevor de novo, mas isso evidentemente não aconteceria, então eu teria que dar um jeito em meus pensamentos, sei lá, sair com outros caras, fazer qualquer coisa pra tirar Trevor da cabeça, até porque tudo que tivemos foi sexo.
E pensando nisso tudo eu peguei o ônibus para a escola, mal prestando atenção em que música estava ouvindo, até que percebi que já chegava perto da minha parada. Desci do ônibus, entrei na escola, falei com algumas pessoas e nada de Trevor chegar, o sinal para o primeiro período tocou e nada ainda, bati papo furado com Matt, que sentava atrás de mim enquanto a professora não chegava.
Passaram-se 10 minutos e Trevor ainda não havia chegado, a aula de português já era entediante o suficiente, mas hoje parecia que o período ia ser infinito, Profª Sonia falava e falava sobre verbos, classes gramaticais, e coisas que eu não tinha o mínimo interesse e só decorava pra ir bem nas provas, mas agora eu só pensava em Trevor, porque ele não veio, se estava com vergonha, sei lá, milhares de coisas passaram pela minha cabeça, até que quando o sinal para o segundo período tocou, Trevor passou pela porta, sorrindo e acenando para nós, inclusive para mim. Nesse momento não consegui conter o frio na barriga.
Óbvio, seu estúpido – pensei comigo mesmo, é claro que ele vai agir como se nada tivesse acontecido.
Acenei de volta e Trevor se sentou em um lugar atrás de Matt, a aula passou voando, e no intervalo estávamos reunidos em nosso grupo de sempre, quando tocou o sinal de que o intervalo tinha acabado, éramos os últimos a subir para a sala de aula, a coordenadora de turno sempre tinha que nos correr do pátio, as vezes alguns de nós nos escondíamos na biblioteca para matar aula, mas dessa vez, quando começamos a subir, Trevor disse.
— Vão indo na frente, eu e Patrick já alcançamos vocês. – Gelei nessa hora, Trevor iria falar a sós comigo, quase toda escola já havia subido.
— Hã... O que foi? – perguntei, depois de alguns segundos que ficamos em silencio. Então Trevor deu um longo suspiro, olhou para os lados, e numa estúpida esperança, achei que fosse me beijar, já que constatou que não havia ninguém perto, mas ao invés disso, ele me empurrou contra a parede, pondo o antebraço em meu pescoço.
— Trev... – engasguei, tentando respirar.
— Olha Patrick, eu gosto de você, mas você não vai gostar do que vai acontecer se alguém souber o que aconteceu entre a gente. – Ele sussurrou perto de meu rosto com um olhar sério e perigoso.
— Trevor... Eu não vou... Contar... Eu juro. – falei entre uma respiração cortada e sufocada. Trevor me analisou por um momento e então me soltou. Depois disso ele deu um sorriso e puxou meu braço de forma amigável para que subíssemos, o acompanhei, mas não retribui o sorriso, estava assustado demais para qualquer coisa, o que foi isso? Que Trevor é esse que ameaça seu melhor amigo? A frase quase escapou de minha boca, mas o medo da reação de Trevor diante disso me conteve.
Os outros períodos restantes passaram voando e pra ser sincero eu novamente não prestei atenção em nada, ainda pensava em Trevor, não como antes, agora eu estava assustado e tentando decifrar porque ele agiu desse jeito comigo, bastasse pedir que eu não falasse, de qualquer jeito eu não falaria mesmo, como meu amigo ele deveria saber disso, ele deveria ter sido gentil comigo, ele deveria...
Quando parecia que a tortura de estar no colégio seria infinita, o sinal indicando o fim da aula soou, coloquei minhas coisas na mochila roboticamente e caminhei para a saída, sem falar com ninguém, queria que Trevor percebesse o quanto foi estupido comigo e o quanto eu estava magoado com isso, então o ignorei quando se dirigiu de seu lugar, um depois do meu, para irmos até a saída juntos, coloquei a mochila nas costas e me apressei em sair da sala. Ouvi um “O que houve com ele?” do Elijah, mas ignorei e continuei meu trajeto para fora da escola.
Enquanto eu esperava o montinho de pessoas que saiam pela pequena saída do colégio – falando sério, quem foi o animal que criou esse portão minúsculo? – Trevor apareceu nas minhas costas.
— E aí, apressadinho, tá atrasado pra alguma coisa? – perguntou ele sorrindo.
— Sim. – respondi, rispidamente, sem fazer contato visual.
Trevor me encarou por um momento, depois deu um meio sorriso sedutor.
— Minha casa, hoje, 15:00, não se atrase. – Então, sorrindo, começou a empurrar as pessoas e abrir passagem para a saída.
15:00 em sua casa? Achei que Trevor não quisesse mais nada comigo, qual o problema dele?
Óbvio que eu não vou. – menti para mim mesmo enquanto voltava para casa.
Fale com o autor