Sweetest Nightmare
1 S01E01 - Transition
Notas iniciais
Trevor sempre dava as ordens.
E naquela chata e tediosa aula de história não foi diferente. Estavam reunidos no grupo de sempre: Trevor, Matt, Elijah, Kyle e a namorada, Taylor, e claro, eu, Patrick. Geralmente os grupos eram de no máximo 5 pessoas, mas Trevor sempre dava um jeitinho de incluir mais um quando preciso.
– Eu odeio fazer maquetes. – resmungou Matt, olhando feio para o plano que eu havia feito da pirâmide que o grupo deveria construir. Eu sou o melhor amigo de Trevor, e o estranho é que sou gay, não, eu ser gay não é estranho, mas sim caras como Trevor, que fazem o estilo bad boy serem amigo de caras como eu, mas na verdade ele é bem legal e diferente do que quem não o conhece pensa, é como se diz: Nunca julgue um livro pela capa.
A verdade é que todos na escola acham que Trevor é o vilão da história, o destruidor de corações, mas na verdade – como praticamente só eu sei, e sim, eu me orgulho de ser seu melhor amigo – ele só não namora alguma garota porque não encontrou a pessoa certa, então ele “sai comendo todas”, como dizem. As vezes parece que só eu consigo ver o quão humano Trevor é, quem não o conhece pensa que ele é apenas um garoto mimado e superficial com roupas caras, mas Trevor sempre teve uma vida difícil, sua mãe morreu enquanto ele ainda era criança e seu pai não quis ficar com o garoto pois ficou devastado com a morte da esposa, Trevor então foi criado por uma tia, que segundo ele era muito cruel, em seguida esta também veio a falecer e o pai de Trevor finalmente assumiu o filho, mas a relação dos dois nunca foi muito boa porque Trevor não conseguiu perdoar o pai por tê-lo deixado com a tia.
Sim, eu pensava sobre tudo isso que sabia da vida de Trevor no meio da aula.
— O que você acha, Patrick? – questionou Trevor, sorrindo, o resto do grupo também o olhava.
— Ér... O que? – retruquei um tanto perdido, não prestei atenção na conversa do grupo.
— O cara ta viajando. – Elijah brincou, dei um sorriso meio constrangido.
— Isopor ou Madeira? – explicou Trevor.
— Hum... Isopor, é mais fácil, e foda-se esse trabalho idiota. – brinquei, todos apoiaram sorrindo.
* * *
No mesmo dia, Trevor deu uma notícia no intervalo. Seu pai estaria fora de casa o fim de semana e ele queria fazer uma social lá. Com praticamente só nosso grupo, apenas para bebermos, falarmos bobagem e nos divertimos, nada muito grande, pois ele já havia feito a mesma coisa ano passado e acabou com a casa parcialmente destruída, depois de uma briga de Trevor com um cara do colégio – que a propósito saiu do colégio e nunca mais sabemos notícias, Trevor brinca que deu um fim nele. – Como seu pai não ficou nem um pouco feliz, dessa vez não vai ser uma grande festa, eu admito que fiquei meio chateado, a festa do ano passado foi muito foda, apesar de tudo, eu não lembro nem da metade de tanto que bebi, lembro principalmente depois da briga, do cara desmaiado, a polícia chegando, telefonando para o pai de Trevor, eu cuidando dos machucados dele, depois ele vomitando, eu vomitando, enfim, coisas assim, tipo flashes.
— Então vocês já sabem né? Sábado lá na minha casa, por volta das 22hrs. – explicou ele. – Vocês podem levar alguém se quiser, óbvio, só não espalhem se não já sabem a maldita confusão que vai dar se todo mundo inventar de ir, isso não é uma “Parte 2” da festa do ano passado. – brincou ele, apesar de que todos sabíamos que era uma brincadeira com fundo de verdade, do tipo que fazem para o clima não ficar pesado.
— Vai levar o boy, Patrick? – Taylor perguntou ironicamente, ela sabia que eu não tinha namorado nem ficante e tinha dificuldade em achar alguém que prestasse.
— E o seu namorado, já sabe quem ele vai levar pra festa? – retruquei da mesma maneira irônica que ela, não era nenhum segredo que Taylor era corna, Kyle a traiu diversas vezes, eles sempre terminavam por alguns dias, mas de algum jeito ele sempre a convencia de voltar, ou ela era apenas burra mesmo.
O clima ficou pesado, Taylor corou e me fuzilou com o olhar, Kyle ameaçou abrir a boca e falar alguma coisa, mas Trevor o olhou, censurando-o e o mesmo fez comigo.
— Desculpa. – pedi, não pra Kyle e nem muito menos para Taylor, mas para Trevor.
— Tá, esqueçam isso... – Trevor começou, mas nesse momento o sinal que indicava o fim do intervalo tocou e nos dirigimos para a sala de aula.
* * *
Sábado.
Tragédia para todos nós.
O dia estava, tipo, MUITO chuvoso mesmo, não parava de chover nenhum momento, e a previsão do tempo nem indicava isso, mas óbvio que pelo menos eu, Elijah e Matt iríamos, provavelmente Kyle nem fosse com Taylor depois do que eu falei no colégio três dias atrás, muito menos agora com esse tempo, bom, eu já havia falado com meu pai e ele me daria uma carona até a casa de Trevor, que não era assim tão longe, mas com essa chuva não dava pra encarar uma caminhada.
Dentro do carro avisei Trevor que estava na frente de sua casa, ele me informou que havia destrancado a porta e era só eu entrar, óbvio, ele não me buscaria com um guarda-chuva, Patrick idiota.
Corri o mais rápido até a porta e abri, Trevor se encontrava ao pé da escada sentado, estava chateado, percebi na hora.
— Ei, o que houve? – perguntei, passando a mão por meus cachos loiros, que agora já começavam a deixar de ser cachos pela chuva que peguei só até a porta da casa de Trevor.
— Ninguém vai vir, cara. – disse ele, emburrado sem me olhar.
— Como assim? Você disse que o Elijah e o Matt viriam certo.
— Eu menti, tá legal? Eu não queria ficar sozinho sem porra nenhuma pra fazer e falei isso porque se não eu sei que você não viria. – explicou Trevor, ainda sem me olhar, acho que estava envergonhado apesar da raiva.
— Ah... – foi o que saiu da minha boca, era verdade mesmo, eu não estava mais a fim de ir na tal social desde que começou essa chuva e não parou mais, Trevor que me convenceu de vir dizendo que Elijah e Matt viriam, e que eles iriam ficar chateados se eu não fosse, então eu vim, e agora estava só eu e Trevor aqui. — Tudo bem, a gente ainda pode beber, né? – sorri para aliviar o clima.
Trevor sorriu de volta, aliviado, ele era tão querido, não sei como os outros não viam isso, ah, pensando bem eu sei sim, porque ele não deixava que elas vissem.
Sentamos no sofá, começamos a ver TV e a beber vodca com energético, meu favorito. Depois de alguma conversa Trevor começa a me encarar, eu o encaro de volta.
— O que foi? – pergunto, sorrindo.
— Sua camisa tá meio molhada, porque você não tira. – ele dá a ideia com um sorriso diferente no rosto, na hora não consigo interpretá-lo.
— E o que eu vou vestir se eu tirar isso? – questiono, com o mesmo sorriso, imitando-o. – Eu não trouxe nenhuma roupa para trocar.
— Bom, eu tenho uma ideia, você pode ficar simplesmente sem. – agora ele fala sério, o sorriso só aparece no final da frase, e eu fico meio confuso então apenas sorrio de volta.
— Ah, qual é, Patrick? Olha só... – Trevor então se levanta e tira a camisa, e nossa... Acho que nunca tinha visto-o sem camisa, acho não, tenho certeza, porque se tivesse visto eu certamente lembraria. Trevor tinha um abdômen perfeito, muito definido, tal como o peitoral e os braços fortes, não consegui evitar de ficar encarando.
— Hum, gostou do que viu? Quer tocar? – propõe ele me olhando fixamente.
— Ah, não, obrigado seu idiota. – apresso-me a responder sorrindo, estico a mão para pegar o copo de bebida mas antes que eu consiga, Trevor segura meu pulso e me olha nos olhos, ele puxa meu braço com força até que eu levante e fique de frente pra ele, eu o olho surpreso mas não consigo falar nada, ainda segurando minha mão Trevor a leva até seu abdômen e mexe-a, fazendo com que eu explore seu corpo, ele solta minha mão, mas eu acho que já bebi o suficiente para continuar sem a ajuda de Trevor, começo a passar a mão pelo corpo dele, o peitoral, os braços e fico excitado na hora, céus, óbvio que eu já tinha reparado o quanto Trevor era lindo, moreno, olhos e cabelos negros, a maioria das garotas caiam aos seus pés, mas eu sabia que ele era restritamente hétero então eu o respeitava como tal, mas agora... Tudo que eu queria era me jogar nele, passar meus lábios por todo aquele corpo, aquele pescoço...
— Vá em frente... – encorajou ele num sussurro, como se lesse meus pensamentos. Eu o encaro, seu olhar me excita ainda mais, ele está tão confiante, tão...poderoso.
Passo minhas mãos por suas costas enquanto meus lábios e língua exploram seu peitoral, meu pênis lateja e a tesão é tanta que eu tenho que controlar para não gemer mais alto, Trevor então puxa meu cabelo e põe meu rosto na altura do seu, eu tenho que ficar na ponta dos pés, já que ele é bons centímetros mais alto que eu, por um instante ele me olha como se eu fosse seu brinquedo, e isso me excita mais ainda, eu provavelmente o olho exatamente como seu brinquedo, pronto para obedecer. Então ele me beija, forte e violentamente, enquanto nos beijamos ele também explora meu corpo com as mãos, minha bunda, minhas costas, meu pescoço, o beijo é entrecortado por gemidos de prazer que eu não consigo não deixar escapar.
Paramos de nos beijar, Trevor me olha do mesmo jeito, dominador.
— De joelhos agora, garoto. – diz ele como uma ordem, e obviamente eu obedeço.
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