-Então está vivo... Já estava entregando meu currículo em algumas empresas. –Essa era a forma de Alexandrina demonstrar sua preocupação com o patrão, e alivio pelo mesmo ter superado a crise.

-É preciso muito mais para me derrubar. Você já deveria saber disso. –Colocou o relógio em seu pulso, finalmente terminando de se arrumar. –Faça o cliente do horário da manhã aguardar. Preciso abastecer o carro e por isso demorarei um pouco a chegar.

-O cliente já está avisado. E o senhor Volturi... –Edward enrijeceu ante aquele sobrenome. -... Está convidando o senhor para um evento do grupo Volturi no saguão do Hilton Hotel hoje. Enviou o convite para o seu e-mail. Estranho... Não é do feitio dele convites em cima da hora. Deve ser algum evento importante.

Edward se viu diante de um dilema. Sempre aceitava participar dos eventos promovidos por Aro, mesmo aqueles feitos em cima da hora, ignorando os convites dos demais clientes. No entanto ele ainda carregava as marcas da surra e não estava nenhum pouco interessado em ver Aro pelos próximos dias, ou de ser visto por todos os homens do dito cujo como uma amostra do que aconteceria aos outros se falhassem.

-Mande a desculpa padrão para o e-mail que enviou o convite. Não estou com saco para eventos sociais. Preciso desligar. Ligue-me se tiver alguma emergência. –Desligou, saindo do quarto e seguindo para a sala de jantar. Encontrou todos os empregados reunidos lá, para o cumprimento matinal. Logo notou a Swan sentada o mais longe possível dele e suspirou.

-Seu lugar é aqui ao meu lado Isabella. –Sentou-se na cadeira de sempre, indicando com o dedo o local onde Bella deveria sentar. A menina prontamente o atendeu, com a cara amarrada.

-E então? Não vai perguntar se eu estou melhor esta manhã? –Quis provocá-la, afinal achava gracioso o rosto feminino quando expressava aborrecimento. O que encontrou em Isabella, todavia, foi de encontro ao seu desejo. Sem sequer olhá-lo, com uma expressão indiferente, ela respondeu:

-Para que eu haveria de perguntar? Não me interessa se está bem ou não. –Tratou de ocupar a boca com a sua xícara de café.

Edward ficou bestificado. Depois dos últimos acontecimentos, esperava por um comportamento mais gentil da menina. Em contrapartida, Bella agia com desdém, mostrando o mesmo ódio que ele vira no primeiro contato dos dois. O seu corpo projetou-se para frente, num claro intento de machucá-la, mas Angla, que assistia a cena, tratou de intervir.

-Senhor Cullen, o que devemos preparar para o jantar? O senhor deseja algo especial? –Perguntou afoita, colocando-se no campo de visão do Cullen.

-Deixo nas mãos de Betha. Ela tem muito mais competência para escolher do que eu. –Levantou-se bruscamente, incomodado com a presença de Bella e desejando estar em seu escritório. A Swan continuou com os olhos fixos no prato, parecendo alheia a presença de Edward.

O que o Cullen sequer desconfiava era de que Bella definitivamente não estava alheia a sua presença. A menina vivia uma confusão sem precedentes, sem saber se deveria sentir-se bem com a pequena melhora no seu relacionamento com o Edward ou não. Ela não sentia nenhum conforto com a rara amabilidade que Edward emanou noite passada, e em como o seu corpo reagiu aos toques carinhosos e atitudes gentis. Não. Ela preferiria o jeito rude e frio, por que assim seria mais fácil odiá-lo; por que o correto era odiá-lo.

Levantou-se após o café, pretendendo ir ao seu aposento e prosseguir com a leitura do livro que o Cullen lhe dera. Foi surpreendida por Angela, que a seguiu discretamente.

-Sim? –Perguntou Isabella a empregada. Sem desviar os olhos, Angela falou:

-Não faça isso. Não o destrate se não houver necessidade. O senhor Cullen estava extremamente sociável hoje, como há muito tempo não víamos, e a senhorita o destratou. Se tratá-lo bem, ele certamente irá devolver tal tratamento. Com licença.

Bella poderia e deveria replicar as palavras de Angela, dizendo que ela era abusada por Edward e maltratada física e principalmente psicologicamente. Não falou. Viu a empregada desaparecer em direção a sala de jantar onde estivera.

...

O mau humor de Edward era quase palpável. Não cumprimentou Alexandrina ao entrar em seu escritório e intimidou o cliente que o aguardava. Coube a secretária amainar a situação, atendendo ela mesma alguns dos clientes e resolvendo assuntos destinados apenas ao Cullen. Enquanto isso, Edward trabalhou como um louco, ainda tentando descobrir quem era o responsável pelo roubo no Brasil do dinheiro de seu patrão.

Lá pelas tantas resolveu dar uma pausa, comendo a refeição pedida por Alexandrina ao patrão. Enquanto mastigava seu Foie Gras, mastigava também a atitude irritadiça da Swan. Por que aquele tratamento para com ele? Logo ele que agiu de uma forma cavalheiresca que poucas tiveram a chance de experimentar! Sentiu-se engasgado, parando de comer. Quase experimentou sentir-se como o falecido ganso que fora engordado a força para então surgir o prato que degustava.

-Senhor Cullen? –Alexandrina adentrou a sala, para desgosto do Cullen que pedira a secretária total privacidade.

-Eu falei a você que... –Começou.

-Senhor Volturi na linha. –Disse, pegando o telefone sem fio da mesa do Cullen e dando-o a Edward. O rapaz fitou o aparelho na sua mão por um tempo muito longo, ponderando se deveria ou não atender. Por fim, ignorando os tremores que assaltaram seu corpo ainda débil pelas feridas provocadas por Felix, Edward atendeu ao telefonema.

-Edward falando.

-Ah Edward, estou realmente desolado! Minha secretária avisou que você recusou o meu convite para hoje. Sei que foi algo em cima da hora, mas eu contava com a sua presença. –A voz de Aro, simpática como sempre, fez todos os pêlos do corpo de Edward se eriçarem. Queria mandá-lo para o inferno, mas não podia. Precisava ser cauteloso com Aro, mesmo que tivesse todos os motivos para trucidá-lo.

-Eu não estou bem o suficiente para esse evento. Não estou recuperado do... Incidente ocorrido entre eu e Felix. Você deveria saber disso. –Não conseguiu conter-se, dando um tom sarcástico a sua voz. Não que isso fosse afetar de algum modo Aro, polido como ele era.

-Ao menos estará no evento daqui a alguns dias no saguão do Hilton Hotel. Confirmou a sua presença neste evento há semanas! Não pretende fazer uma desfeita para comigo, não é? –Embora o tom fosse agradável, quase paternal, Edward podia tranquilamente associar a uma ameaça.

-Eu certamente irei. Não é todo o dia que o mais velho dos Volturi, Marcus, vem aos Estados Unidos. –Queria dizer que não poderia comparecer e refugiar-se em algum lugar, mas o mais sábio era tentar interagir com os Volturi o máximo possível, e não esconder-se como uma ratazana com medo do gato.

-Ah, será um prazer tê-lo em nossa companhia! E há questões importantes que serão tratadas nesse evento, como de pras, e é necessário o meu braço direito estar presente. E leve a graciosa Isabella com você. Preciso desligar. Tenha uma boa tarde. –Desligou.

Afrouxando a gravata azul marinho e sentando-se mais confortavelmente em sua poltrona de couro, Edward sentiu um cansaço esmagá-lo. Não era apenas o cansaço físico que drenava as suas forças, mas acima de tudo cansaço psicológico.

Não era fácil ser Edward Cullen, concluiu, mas não havia ninguém na face da Terra capaz de carregar o seu julgo.

-Alexandrina... –Chamou, sendo prontamente atendido. A loira apareceu, segurando uma prancheta. –Traga duas doses de uísque.

...

Comeu o contecchino Italiano preparado por Betha com o livro de Stieg Larsson nas mãos. Olhou para o assento vazio a sua esquerda, especulando. Não era do feitio de Edward faltar ao jantar sem comunicar antecipadamente a algum empregado. Por que motivo ele estaria demorando? Seria por estar atarefado demais no trabalho ou...

Bella lembrou o modo como o tratara pela manhã e suspirou. De fato ela o tratou rudemente sem nenhum motivo, causa esta que fez com que Angela a repreendesse sutilmente. Mas como ela deveria proceder? Mesmo que o Cullen estivesse sendo um pouco mais gentil, ele ainda a mantinha em cárcere privado, abusando de Bella quando bem entendesse.

-Não devo ter pena. –Murmurou, dando uma última garfada na comida, antes de se recolher para o seu quarto.

...

A estafa o consumia, atrapalhando seus sentidos na hora de dirigir. Mesmo assim conseguiu chegar ao seu luxuoso apartamento na zona de Tribeca, em Manhattan. Consumido pelo trabalho, esqueceu-se de avisar que jantaria fora. Não que seu ato fosse um pecado capital, afinal de contas não havia naquela morada alguém que se preocuparia com o seu atraso.

Entrou em seu apartamento a meia noite em ponto, desejando apenas um bom banho e a sua cama. Foi diretamente ao seu aposento, espiando antes a biblioteca, acreditando que Isabella poderia estar lá; não estava. Era bem provável que a Swan já estivesse dormindo, feliz por ter passado boa parte do dia sem olhar para a carranca de Edward Cullen.

Edward suspirou. Talvez fosse melhor desaparecer por uns tempos, viajar, e de preferência, sem a companhia alguém. Enquanto cogitava a possibilidade, o rapaz entrou em seu quarto e estacou. Sentada em sua cama recostada na cabeceira, segurando um livro, estava Isabella.

Ao ouvir o barulho da porta, Isabella desviou os olhos do livro e fitou o rapaz. Tinha uma expressão plácida no rosto, bem diferente do rosto indiferente de outrora.

-Você demorou. –Disse após alguns instantes apenas encarando-o. Edward, lembrando-se do modo como fora tratado pela manhã, decidiu revidar.

-Não tenho que dar satisfações a ninguém. –Seu tom de voz era frio. Acreditou que a Swan ficaria temerosa com o seu modo de agir, mas ela continuou na mesma posição, olhando-o com tranqüilidade desconcertante.

-Não estou pedindo nenhum tipo de satisfação. Apenas... Betha fez mais comida do que o necessário. Os empregados estiveram a sua espera. –Os olhos castanhos acompanharam Edward entrar no aposento, fechando a porta atrás de si, e sentando na beirada da cama a fim de retirar os sapatos e algumas peças de roupa.

-Como eu disse, não preciso justificar a minha ausência, ainda mais para reles serviçais. –Voltou a olhar para Bella, notando o livro nas mãos pequeninas. –E deixe o livro no seu quarto! Já não bastou passar o dia inteiro a toa, lendo? –Pegou o livro com brusquidão, deixando-o em cima do criado mudo. –Tomarei um banho.

Estava estressado e cansado, mas apenas como punição ele decidira tomar Isabella para si. Precisava apenas de um banho a fim de recarregar as energias e então ele pegaria Isabella de jeito e...

-Desculpe. –A voz sem nenhuma potencia falou, fazendo o Cullen estacar. Edward virou-se abruptamente, olhando a menina, confuso.

-Por que está se desculpando? –Depois da forma como ele a estava tratando, a última coisa esperada pelo Cullen era um pedido de desculpas da Swan.

Isabella fitou os próprios pés, cobertos minimamente pelo seu hobby de seda salmão. Passou a tarde remoendo o que Angela dissera e relembrando o modo como tratara Edward. Uma parte da arredia menina negava-se ao pedido de desculpas, julgando Edward ser o merecedor de tal tratamento. Bella, todavia, acabou por deixar o seu lado mais humano levar a melhor.

-Eu o destratei sem nenhum motivo pela manhã. Esse é o motivo do pedido de desculpas.

Edward, chocado com as palavras da Swan, caminhou lentamente até a cama, sentando-se e olhando para Isabella.

-Posso saber o porquê? –Como ela o olhou, desnorteada, ele completou. –Por que me tratou daquele jeito? Ok é uma pergunta idiota. Eu sei que, diante de tudo o que eu faço, mereço ser tratado daquela forma. –Um lampejo de tudo o que fizera com Bella passou pela mente do rapaz e achou até bobagem ele ofender-se com a rudeza da Swan.

-É, você merece. Mas não mereceu hoje de manhã, principalmente depois de ter me presenteado com um livro e me levado noite passada até o meu quarto. Eu sequer agradeci o favor. –Os olhos achocolatados encontraram os orbes esmeraldinos e Edward parou.

Aro Volturi era o único a intimidar Edward. Nem mesmo os outros irmãos Volturi e os capangas de Aro conseguiam essa proeza. Mas agora, diante daquela menina, Edward sentiu-se acuado.

“Que contraditória ela é e tão... Intensa!” –Edward pensou. Isabella era um quebra-cabeça difícil de entender e, por algum motivo insondável, Edward queria desvendá-la. Levantou-se da cama mais uma vez.

-Eu tomarei um banho. –Não ordenou que Bella permanecesse. Ela poderia ficar ou ir embora. Tocado como estava, Edward não se aborreceria se a menina o rechaçasse essa noite.

Enquanto a água morna escorria pelo corpo delgado, Edward embebeu-se com a sensação de ter em sua companhia uma estranha garota, que parece lutar contra o bom coração que possui, mas falha miseravelmente. E como é bom vê-la falhar! Ter para si cuidados que experimentou apenas quando tinha a mãe ao lado, sendo dados sem nenhum interesse material por detrás. O mais impressionante era como um gesto singelo da Swan operou de forma milagrosa no humor antes sombrio de Edward, fazendo-o sentir um bem estar sem igual.

Ao final do banho, cobriu o corpo nu com um roupão, enquanto tentava secar os cabelos acobreados com uma toalha de rosto. Encontrou Bella deitada na cama, os olhos serrados enquanto parecia concentrar-se no livro que lia.

-Ei, disse para dar uma pausa na leitura do livro. –Seu tom de voz ao dizer isso, dessa vez, era bem mais comedido, levemente divertido. Retirou o livro das pequenas mãos, deixando-o em cima do criado mudo. Os olhos de Bella eram apenas duas fendas, tentando enxergar ao seu entorno sem sucesso. A garota estava absurdamente cansada e era provável até que já estivesse dormindo, embora os olhos não estivessem totalmente fechados.

Pensou em deixá-la em paz, dormindo ao lado dela, mas descartou a ideia tão logo ela se formou. Desde Jessica, ninguém dormia em sua companhia. Embora a Swan não representasse nenhum perigo, as lembranças ruins eram poderosas demais, enchendo o Cullen de manias na tentativa de proteger-se.

Levaria a Swan até o quarto dela, decidiu. Só não havia decidido o que faria após acomodá-la em uma cama. Por via das duvidas, pegou em uma gaveta dentro do seu closet um preservativo, colocando-o no bolso do roupão, e voltou até a sua cama.

Edward pegou a menina nos braços, conduzindo-a ao quarto ao lado. Deitou Bella na cama, acendendo a luz de um dos abajures que decoravam o ambiente.

Não saiu do aposento após acomodar a sonolenta Bella na cama.

O corpo masculino estava quente e faminto por algum conforto, necessitando de satisfação naquele momento. Ignorou o cansaço e bom senso, retirou o roupão azul marinho que o cobria, pegando o preservativo no bolso, e deixou escorregar a toalha azul marinho de rosto, que enxugou os cabelos e deixara em volta do pescoço. Colocada a camisinha no pênis ereto, Edward virou-se para a Swan.

Os dedos de Edward acariciaram o rosto de Isabella, descendo pelo pescoço até um dos ombros, descobrindo-o. Abriu a fenda do hobby de seda, desfazendo com uma mão o laço que o mantinha fechado. Encontrou, após abrir aquela peça, uma pele exposta e coberta por uma camisola curta cor salmão.

Uma corrente de ar se infiltrou por uma das persianas abertas e Bella despertou diante daquele frio. Viu então o seu algoz sentado na cama, nu, curvando sobre ela. Instintivamente a Swan fechou os olhos, tentando pensar em Jacob e ignorando a pessoa que estava de fato lá. O corpo da Swan, antes relaxado, ficou rígido como o de um cadáver.

Essa era a Bella em seu estado normal, repudiando Edward de todas as formas possíveis, muito embora nada falasse. E o coração do rapaz novamente se encheu de trevas.

-Eu me condeno por ter dado a ideia de fechar os olhos. Essa prática tornou-se irritante! –Esbravejou enquanto uma mão infiltrava-se por dentro da camisola, acariciando a barriga lisa e capturando um seio.

-Se quer que eu aceite você, terá de se acostumar a isso! –Replicou Isabella com azedume.

-Desta vez quero você de olhos bem abertos. –Murmurou o Cullen no ouvido da menina, mordiscando-o enquanto deitava-se sobre a Swan. E ela apenas negou o pedido com a cabeça, ainda com os olhos bem fechados.

Edward precisava ser astuto, como fora quando a menina ficou em estado catatônico após o estupro. Uma ideia rapidamente surgiu na sua mente e tratou de colocá-la em pratica.

-Poderá ver o seu pai novamente se abrir os olhos. –Propôs, acreditando que dessa forma Bella acataria a sua determinação sem titubear. A menina, no entanto, o surpreendeu.

-Já fiz sacrifícios demais por Charlie. –E continuou com os olhos fechados.

-Um sacrifício a mais, um a menos, não faz tanta diferença assim. –Rebateu o Cullen, começando a retirar as peças que cobriam o corpo feminino lentamente, aproveitando para acariciar com a ponta dos dedos aquela convidativa pele. Vendo que a Swan não cederia, Edward tentou uma nova abordagem.

-Poderá sair. Comigo, é claro. Tenho certeza que está necessitando respirar um ar puro. Basta abrir os seus olhos. –Terminou de despi-la, acariciando a barriga lisa com uma mão, enquanto a outra ele enlaçava nos cabelos marrons, puxando-a para um beijo.

Roçou os seus lábios nos dela, não demorando a aprofundar o beijo. Bella correspondeu timidamente aquele óculo, abrindo os lábios e permitindo que Edward o invadisse com a língua. O rapaz tratou de aproveitar aquela pequena concessão, acariciando cada pedaço da cavidade bucal da Swan. Tentou compeli-la a participar mais ativamente do beijo, mas Bella parecia resoluta em tornar aquele momento desagradável, deixando para Edward todo o trabalho de buscar o próprio prazer.

-E então? –Perguntou ao afastar-se. –O que me diz? Eu deixarei o meu bichinho respirar ar puro, desde que ele me obedeça. –A fim de causar algum temor na menina, apertou rudemente a delgada cintura com uma mão. Bella, ao contrário do que imaginou, riu.

-Faça o que veio fazer e pare com essas tentativas idiotas de me fazer abrir os olhos! Não vai funcionar. –As palavras atrevidas fizeram o sangue do Cullen ferver e novamente a racionalidade do jovem se esvaiu. Com uma mão, segurou o pescoço de Bella, apertando-o. Assustada com a súbita agressão, a menina levou as próprias mãos ao pescoço, cobrindo a mão de Edward, tentando afastá-lo de si. Não era forte o suficiente para conter aquela agressão, restando apenas pedir que o Cullen parasse.

Edward tinha a mente enevoada, alheio ao fato de estar esganando a pobre Swan. Mas uma voz, ecoando no fundo da sua mente, o despertou.

-Pare! -Isabella pediu. Edward estacou, afastando a mão que antes envolvia o fino pescoço. Devido o choque, os orbes cor de chocolate estavam abertos, olhando com pavor para o rapaz.

Desesperado pelo ato imprudente que cometera, Edward olhou aflito para a menina, acariciando o pescoço com a ponta dos dedos, notando o quão vermelho ficou o lugar. Com esse ato, o rapaz deixou a menor ainda mais chocada do que estivera ao seu esganada.

-Me desculpe! Machuquei muito você? –Perguntou desesperado. Bella, diante daquela atitude tão humana, apenas negou com a cabeça. Suspirando aliviado, Edward fechou os olhos, colocando sua cabeça na curvatura do pescoço da Swan. Ficou deitado sobre o diminuto corpo, esperando acalmar-se do susto. Enquanto isso, Isabella ficou parada, perplexa com toda a cena.

Logo sentiu os lábios de Edward roçar o pescoço, acariciando-o. Beijos foram distribuídos ali, enquanto as mãos grandes e fortes voltaram a acariciar a pele nua com a leveza de uma pluma. Edward não iria parar até alcançar satisfação e Isabella ficou surpresa por não se sentir incomodada com essa constatação. Ela estava, afinal de contas, acostumada com o calor em brasa daquele corpo, o seu peso, o seu cheiro, a textura macia da pele, e tantas outras coisas.

Isabella retraiu seu corpo ao sentir os dedos de Edward a estimularem, massageando-lhe o clitóris em movimentos frenéticos. Fechou os olhos, mais pelo prazer sentido do que pela lembrança de mantê-los fechados e, desse jeito, lembrar-se mais facilmente de Jacob. Gemidos, a cada instante mais audíveis, escaparam dos lábios róseos, para a alegria de Edward.

Pouco a pouco Edward estava quebrando a parede de gelo que servia como um invólucro da Swan, a fim de protegê-la. Não mais tinha a sensação de estar fazendo sexo com uma boneca que em nada correspondia aos seus anseios. Era verdade que Isabella tinha muito que aprender, mas o pouco que fazia era o suficiente para deixar o Cullen razoavelmente satisfeito.

Parecendo não se aperceber dos seus atos, e como Edward os interpretaria, Bella entrelaçou os dedos nos cabelos acobreados, puxando-os. Não foi um ato de agressão, absolutamente. E Edward interpretou exatamente como Bella queria: aquela era mais uma concessão da tímida Swan. E a exigente moça não parou por ai. Empurrou a cabeça de Edward na direção dos seios, como que desejosa de que aquela região fosse acariciada pelos lábios do rapaz. O Cullen não desapontou, beijando-os, lambendo-os, mordiscando-os até deixá-los com pequenas marcas aqui e ali, principalmente nos mamilos intumescidos.

Como as caricias na feminilidade de Bella não cessaram, logo a menor sentiu o corpo ser tomado por um violento orgasmo. Edward, satisfeito por ter proporcionado prazer à menina, abriu os pernas da mesma com as suas, encaixando-se entre elas. E não demorou aos dois estarem conectados, algo que ocorreu facilmente graças a entrada da Swan estar suficientemente lubrificada.

-Ah... –Instintivamente Bella migrou as mãos para as costas de Edward, arranhando-as. Foi um incentivo e tanto para ele investir fortemente contra ela, aumentando o seu ritmo a fim de alcançar o tão desejado gozo. Ele, todavia, não deixou a Swan de lado. Sentindo o corpo abaixo de si serpentear com a aproximação de mais um orgasmo, Edward procurou manter um ritmo que fizesse com que o prazer chegasse a ambos.

Conseguiu.

Gemidos saíram de ambas as bocas e o próprio Edward fechou os olhos após a chegada do gozo. Seu corpo caiu e comprimiu o corpo de Bella na cama. A respiração entrecortada e os batimentos erráticos do coração quase podiam ser ouvidos no quarto, de tão altos que estavam. Notando a crescente dificuldade da menor de respirar, Edward saiu de cima dela, deitando ao seu lado. Sem pensar no que fazia, puxou a menina para os seus braços, acomodando-a naquela prisão. Felizmente Bella estava cansada demais, e entorpecida pelo recente orgasmo, para protestar.

A respiração quente de Edward chocava-se nos cabelos da Swan. Sentiu inesperadamente lábios em sua testa e um beijo ser depositado ali.

Sem saber como proceder, Bella manteve os olhos fechados e todo o seu corpo enrijeceu. Uma parte dela queria afastá-lo de si, ainda mais depois do que Edward fizera em seu pescoço. Havia outra parte dela, porém, que parecia necessitar de calor humano, não importando a fonte. Não correspondeu aquele abraço, mas também não repudiou o Cullen, o que era um avanço.

Ela esperava que Edward fosse embora ao acabar, mas, para a sua surpresa, ele ficou por vários minutos naquela posição. Restou para a Swan se pronunciar.

-Vai dormir aqui? –A sua voz veio carregada de toda a reprovação caso a resposta fosse positiva; Edward notou isso. Tentando afastar a letargia do sono, afastou-se de Bella, pegando o roupão deixado no chão. Não pretendia dormir ali, mas também não gostou do “chega para lá” dado por Bella. Achou melhor retirar-se, ou poderia perder novamente a cabeça. Mas antes de ir embora...

-Sairá comigo daqui a uns dois dias. –Edward comunicou.

-Eu não abri os olhos. Então não há por que eu sair.

-O que? Quer mesmo ficar trancada nesta casa o tempo todo? –Edward olhou Isabella com descrença enquanto a menina tentava cobrir o seu corpo com um lençol.

-Para onde nós iremos? –Perguntou curiosa. Edward deu um meio sorriso, antevendo a resposta da Swan.

-Vamos a um evento promovido pelos Volturi. –E como Edward imaginou, Bella reagiu negativamente à determinação do Cullen.

-NÃO! –Gritou, olhando-o com fúria. –EU NÃO PRETENDO IR A NENHUM LUGAR ONDE ARO VOLTURI ESTEJA!

A explosão da menina não comoveu Edward nenhum pouco. Caminhou tranquilamente até a porta, mas, antes de sair do aposento, deixou um recado.

-Ah, você vai! A beleza de ser o seu dono, é que não tem escolha alguma! –Fechou a forte atrás de si, deixando uma Bella completamente desamparada.

Notas finais
Oi pessoas! A promoção continua! Deixem um review caprichado e os melhores reviews receberão antecipadamente o próximo capítulo, como tem ocorrido. Agradeço a todos que comentam, divulgam e dão sugestões. Obrigada também a todos que sugeriram músicas, tem sido muito útil para mim. Agradecimentos especiais a Larauine, que teve a cara de pau de me ligar da Bahia e agora descobriu tudo sobre a fic! Ha ha ha ha! Beijos miga!
Agora uma propaganda básica. O livro a Lenda de Fausto da Samila Lages, um dos meus livros favoritos, está em promoção! Para saber como comprá-lo e a sinopse da história, acessem o blog da escritora:
http://samilalages.blogspot.com/2012/02/fim-da-promocao-e-comeco-de-uma-nova.html
Ok, eu prometo me dedicar a fanfic O contrato e finaliza-la de uma vez por todas!