Sweet Prisoner

19 Desconhecido


Notas iniciais
E eu apareci novamente! Divando como sempre! >.

Quando você seqüestra uma pessoa, por mais estranha e anormal que ela possa ser, existe limites... Não é mesmo?

Porque — Pelo amor de Deus — Um refém não poderia fazer ou ter escolhas, preferências, e muito menos exigências... Certo?

Então, por que diabos, ele estava se sujeitando aquilo agora?

Sempre fora um homem bem resolvido, nunca teve uma mulher perto de si por muito tempo, o mais perto que chegara disso fora Chyo, e ela era tão ou mais, bem resolvida do que ele, nunca precisando de sua ajuda para grande coisa, quando se encontrava com uma pessoa do sexo oposto, era apenas por algumas horas, somente para satisfazer certas necessidades, nada jamais, em momento algum, fora uma coisa que pudesse ao menos tentar considerar de maneira falha e idiota “algo a mais”.

E agora, nesse exato momento, sentia-se casado a mais de dez anos com uma mulher mal humorada, irônica e respondona, e ele, nem ao menos tinha sexo.

Que grande merda ele havia se metido.

Só faltava agora aparecer um bando de pirralhos chatos, amargos, céticos e mal educados como a Haruno, lhe chamando de papai, enquanto destruíam suas preciosas marionetes as utilizando de forma errante como brinquedo, ainda por cima lhe fazendo perguntas desgastantes e vergonhosas sobre reprodução humana, botando a casa abaixo com suas artimanhas astutas e desobedientes, e claro, não poderia esquecer-se de deixar tudo impecavelmente encardido com seus dedinhos que, de uma forma que especialistas não conseguiam explicar, estavam sempre cheios de alguma substancia viscosa que poderia facilmente colar o mais caros dos tapetes na parede clara.

Mas... Uma coisa ele teria de admitir.

As pestes seriam as crianças mais lindas e fofas que poderiam haver.

Suspirou resignadamente enquanto batia, pela quadragésima milésima vez na porta muito bem esculpida de madeira da suíte de seu próprio quarto.

— Não adianta de nada bater nessa droga, Seu surdo! — Brandiu furiosamente a Haruno que estava trancada dentro dele — Já disse que não irei abrir a porta! Você tem algum tipo de problema para entender?

Segurou-se para não dar um único golpe e jogar aquela porta longe, adentrar a droga do banheiro e arrastar aquela Rosada impertinente de lá.

Que mulherzinha mais temperamental.

— Ouça bem, Haruno — O Ruivo sibilou em um tom de voz ameno, que apenas incrementava ainda mais a letalidade que se escondia feito uma cobra por baixo — Como eu vou saber que porcaria de coisa é um absorvente? Tenho cara de garota? Por acaso esta escrito “Consultoria Feminina” na minha testa? — Ele bufou irritadamente.

— Como, caralho, você não sabe o que é um absorvente? — Ela retorquiu com sete vezes mais irritação — Em que universo você vive afinal, Akasuna?

— No que eu não tenho que lidar com uma mulher louca, bizarra e anormal, que não sabe passar um dia sem arranjar um problema de razões questionáveis e sair gritando pela casa! — Ele já estava começando a ficar irritado, odiava quando não queriam lhe contar algo, como a maldita Haruno estava fazendo naquele exato instante.

— Se você nem sequer sabe o que é um absorvente, em seu maldito universo só deve haver homens bem sarados sem camisa, apenas de boxer! — Ouviu muito claramente a respiração pesada de Sakura após ela terminar a sentença, e um calor indescritível subiu por seu corpo com isso.

— Essa visão te excita, Haruno? — Sua voz estava vários decibéis abaixo dos quase gritos de antes, quase sussurrando, no entanto, tinha certeza que ela estava ouvindo com perfeição, e foi isso que lhe fez sorrir lateralmente.

O silêncio predominou.

Ate mesmo a respiração pesada havia sumido, se aquilo fosse um jogo — O que o mais provável no momento, é que fosse mesmo — Ele apostaria que ela estava chocada com aquela pergunta de tal saliência em meio a uma discussão como aquela.

E ele simplesmente adorou poder fazê-la ficar sem palavras.

Essa com toda certeza era uma oportunidade muito rara.

E por alguma razão, ele tinha quase certeza de que não se repetiria tão cedo, então era melhor aproveitar ela enquanto podia.

Aquele homem, ou sabe lá o que fosse, não poderia ser real.

Porque, por favor, era impossível não saber o que era um misero absorvente.

Se ela não conhecesse o tenebroso passado do Ruivo do outro lado da porta, poderia facilmente afirmar de forma mais do que convicta que ele passara a vida inteira em um mundo de fadas e unicórnios, onde mulheres não tinham uma hemorragia concisa por entre as pernas durante sete dias concretos e não morriam, e onde dores latentes e alucinantes não se apoderavam do útero das mesmas nesse intervalo de tempo horrivelmente doloroso.

— Qual o seu problema, Akatsuki? — A Rosada cuspiu as palavras lentamente, como se realmente esperasse um resposta plausível para o que ela descreveria como um gravíssimo transtorno de bipolaridade com um toque de esquizofrenia.

— Você — Ele respondeu de maneira simples, como se realmente fosse a resposta mais obvia e clara que poderia existir — E, estranhamente, você também me parece à solução.

Sakura sentiu um calafrio quando ele entonou tais palavras, sim ela sentiu.

Fitou o próprio reflexo no enorme espelho.

Oh, sim, com toda, completa e convicta certeza ela era um problema, não somente ao Ruivo estressadinho, mas as outras dezenas de pessoas também, entretanto...

Solução?

Sim, quando estava no hospital ela poderia ser considerada solução — Muitas vezes mais remédio que solução — Mas, solução para uma pessoa, ainda mais um homem? Adulto, e, ao que tudo indicava apesar dela suspeitar incontáveis vezes do contrario, sem necessidade de nenhum tratamento medico?

Ao que tudo apontava, ele era quem queria brincar de medico com ela, isso sim.

E apesar de ser uma proposta soberbamente tentadora aos seus olhos, prazeres e vaidade feminina, não estava disposta a aceita-la... Talvez mais tarde.

Em uma dimensão paralela muito distante onde ela fosse uma hiena.

— Vá para o inferno, Sasori — Ela praticamente regurgitou as palavras, estava mais do que irritada com toda aquela palhaçada — E quando voltar me traga absorventes.

— EU NÃO SEI O QUE É A PORRA DE UM ABSORVENTE! — Agora sim o Ultimo membro do clã de Escorpiões, estava gritando, e alto, mas muito alto mesmo.

— NÃO QUERO SABER! — Retorquiu a Rosada ainda mais alto do que o Ruivo, aquilo já estava parecendo uma competição “Gritante” — DESCUBRA E ME TRAGA DOIS PACOTES!

Sasori bufou mais uma vez, agora um bilhão e meio de vezes mais irritado que em qualquer outro momento em sua vida, ele deveria ter interrompido diversas oferendas e orações de Hidan a seu tão querido e merecedor Jashin para merecer estar sofrendo daquele jeito nas mãos daquela maldita — E muito gostosa — Rosada.

— Onde eu irei encontrar um maldito pacote de absorventes? — Sasori murmurou, com sua paciência por um fio, sua voz estava mais baixa do que nunca, borbulhando de uma forma insana a raiva presa dentro de si, sentia suas mãos tremendo, talvez acabasse com a vida da Haruno em questão antes do prazo estipulado.

— Em qualquer mercado ou farmácia — Sakura respondeu revirando os olhos — Meu Deus! — Ela brandiu exasperada — Você realmente não sabe o que é um absorvente? Nenhuma mulher com quem você já se relacionou usou um perto de você?

— Nunca me relacionei com uma mulher por mais de algumas horas — A voz ainda era baixa, mas agora tinha uma entonação de indiferença extremamente predominante — Não preciso saber mais do que qual é o formato de uma Lingerie e quantos centímetros é preciso para uma garota se mexer e sua saia subir.

A Haruno sentiu-se “honrada” estava provando ao maldito Ruivo filho de uma Karin que mulheres se erguiam muito alem de uma saia de meretriz e uma retratação de prazer.

Ele que se foda-se procurando absorventes.

Alguns longíssimos minutos de silêncios seguiram-se, Sakura, por um misero momento acreditou de maneira vemente que o Ruivo dos Infernos não acataria aos seus pedidos e simplesmente a mandaria ir se ferrar, no entanto, antes desse pensamento tomar alguma base de real concretude, ela levou um pequeno susto com a voz masculina sobressaindo-se a sua fronte.

Ele havia feito um jutsu de tele-transporte, o que não seria grande coisa já que o Ruivo simplesmente amava intrometer-se onde não era chamado, o único problema era que ela estava mergulhada na banheira com apenas uma fina e não confiável camada de espuma cobrindo as formas de seu delicado corpo de boneca.

— Eu vou — O Akasuna replicou naquele tom calmo que ela realmente abominava e a deixava irritadiça ao extremo — Mas, nem adianta você sequer tentar fugir, a dezenas e mais dezenas de armadilhas espalhadas onde você menos pode esperar, você não conseguira passar nem do gramado, estamos entendidos, Haruno? — Os orbes avelãs eram severos, deixando claro que mais uma vez... Que dessa vez, não haveria perdão para uma eventual fuga dela.

— Por que eu faria isso? — A Haruno indagou em um tom ingênuo, mas os orbes verdes queimavam em perversidade — Quero estar aqui quando voltar e tiver descoberto o que é um absorvente.

Sasori torceu o nariz, com a imaginação já lhe adiantando que pacote poderia lhe esperar com o nome “Absorventes” escrito na lateral.

Mas, mesmo assim, ele não saiu do banheiro, seus olhos desceram de forma vagarosa do rosto para a espuma semitransparente da banheira, fixando-se nas curvas indefinidas pela água morna da Kuinochi de Konoha, demorando-se muito mais do que o suficiente ali, os orbes emanavam aquela malicia pura e tão sexy que Sakura já conhecia muitíssimo bem.

Bem ate demais.

— Quando eu voltar — Sasori disse de modo lento e profundo, Sakura sentia como se cada palavra vinca-se em sua pele leitosa e a marcasse feito uma tatuagem — Seremos obrigados a tratar de alguns assuntos pendentes, Rosada.

Sakura sentiu um calafrio mais do que congelante transpassar seu sangue e espinha quando ele disse aquilo, mais uma vez ele havia lhe chamado daquele apelido tão infame e infantil.

E mais uma vez ela sentira seus hormônios trabalharem mais rápido apenas por isso.

— Não sei do que você esta falando — Sakura disse convicta, sua face demonstrava a expressão desentendida mais convincente do mundo.

Não para o Ruivo.

Ele curvou-se sobre a banheira, os olhos fixos nos dela, sérios de uma forma sensual, quase felina.

— Ah, Sabe — A voz dele era quase um sussurro, e mesmo estando embaixo da água ela arrepiou-se por completo, um dos braços do Akasuna penetrou na nuvem de bolhas, sua mão apertou forte e firmemente o alto de sua coxa, a Haruno cerrou os lábios, seus olhos continuavam impassíveis, ela não gemeria, quando o Ruivo percebeu isso a mão de dedos longos tencionou-se ainda mais, a Herdeira Haruno estava mais do que convicta que deixariam marcas em sua pela de porcelana — Tenho certeza que você sabe muito bem do que estou falando. E espero que saiba que eu vou cobrar por cada um desses seus joguinhos idiotas e redundantes... Com juros bem altos.

Sakura engoliu em seco.

Sasori desapareceu na sua frente, deixando para trás algumas poucas folhas outonais âmbar e um perfume amadeirado masculino, que era uma coisa quase divina.

Estava fodida.

E não conseguia decidir se isso era bom ou ruim.

Notas finais
Carmaaaaaaaaa! O hentai ta mais perto do que vpcê imaginam! e.e Tenho uma nova fic, minha Delicias! O nome é "Red" E é uma adaptação bem dark de "Chapeuzinho Vermelho" Pra quem quer da uma conferidinha: http://fanfiction.com.br/historia/440860/Red/ Ate mais! P.S.: Akiko sua Rosada! APARECE, CRIATURA! Kissus Moon H