Sweet Poison
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Numa noite de chuva intensa, ventos alarmantes no meio de uma escuridão abraçada a trovões, perto de uma cabine telefónica, ouve-se alguém dentro desta, a colocar moedas no telefone e de seguida a marcar um número neste com bastante determinação.
“Informação, como o posso ajudar?”, questiona a voz de uma mulher.
“Boa noite, gostava de encontrar o número de telefone e morada de Amy M. Brook, se possível”
“Aguarde um momento por favor.”, responde a mulher que entretanto procura os nomes enquanto o sujeito espera, “Na nossa pesquisa encontramos uma Amy Monica Brook e outra Amy Michelle Brook, sabe qual destas é a pessoa que pretende?”
“Amy Michelle Brook”, retorquiu a voz ao telefone com um certo alívio.
Estava um fim de tarde de Verão perfeita. Caminhava num antigo passeio, com a saca de compras na mão, maravilhada pela cor à qual estava sujeita o céu, respirei fundo com paz. Não tinha este sentimento já há algum tempo. E era muito raro de o finalmente sentir. A leve brisa era perfeita ao fundir-se com o calor que por tanto teimava em incomodar.
Subitamente ouço o meu telemóvel tocar. Não conhecia o número, mas resolvi atender à mesma.
“Estou? Estou? Estooooou?”
Ninguém respondeu.
Desliguei a chamada sem hesitar. Detesto estas brincadeiras parvas.
Fechei os olhos, tentando esquecer todos os pensamentos que não compunham a minha sensação anterior. Troquei a saca das compras para a outra mão, e continuei o meu caminho.
Fui colocar as compras em casa, e vesti-me para me dirigir ao meu local de trabalho, onde estou já há vários meses, como forma de resistir no meu árduo dia a dia. Trabalho num bar não frequentado por muitos bons ares, mas ideal para os solteiros mais velhos, onde tinha que usar roupas mais curtas, maquilhagem exagerada e conseguir o máximo de gorjetas, isto tudo como consequência de ter um patrão que explora todas as mulheres que lá trabalham, devido ao seu extremo machismo.
Não encontrei algo melhor, e não é algo que me orgulhe. Mas preciso deste dinheiro para sobreviver. Não há outras palavras para descrever o meu desespero.
Subitamente, quando finalmente tinha começado a servir bebidas ao balcão, dei uma olhadela para a televisão, pois ainda dava para ouvir as notícias devido aos poucos clientes que estavam no bar. Esse relance tornou-se uma fixação ao deparar-me com uma notícia de última hora bastante alarmante.
“…na prisão mais segura de todo o país, vários reclusos escaparam de Fox River, e para vossa segurança deixamos aqui os vários nomes e fotos dos fugitivos; Lincoln Burrows, Michael Scofield, Fernando Sucre, Theodore Bagwell…”
Não consegui ouvir o resto dos nomes devido ao ruído das pessoas que chegavam ao bar, mas mesmo assim fiquei incrédula, petrificada, ao ver tal notícia. Não estava em mim.
Terminei o meu turno, e despachei-me a ir para casa. Tudo o que precisava neste momento era de tomar um duche rápido, e descansar no bem-estar da minha casa.
Cheguei à paragem do autocarro, e sentei-me. Como de costume, comecei a pensar na minha vida, e a voar com o tempo, apenas à espera que o autocarro chegasse.
De repente, o meu telemóvel toca. Às horas que eram, preocupou-me um pouco, mas mal vejo o visor, vejo novamente o número privado. Ignorei a chamada e o número ligou-me de novo. Resolvi atender.
“Estou?”, perguntei incomodada.
“Estou? Amy? ”, diz-me uma voz masculina que eu tão bem reconhecia.
“Michael?”
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