Sweet Nothing (HIATUS)

6 Rabo de cavalo e pronto-socorro


Notas iniciais
Oi, Caramelas! Decidi não abandonar a fic! Levanta a mão quem gostou! o//////// E ainda tô postando mais cedo, ó só! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Meus sinceros agradecimentos a todas as coisas fofudas que comentaram e apoiaram esta pobre escritora, e em especial para Gleicy Black e Gabi Mathias, que recomendaram Sweet Nothing. Vamos seguir o exemplo?
É o seguinte... Eu não abandonei a fic, mas vou exigir números de reviews para postar agora. São 68 leitoras, e só vinte e poucas comentam. Assim não dá, né, gente? Pro próximo capítulo sair, vocês terão que comentar até a marca de 200. Estamos em 151 agora. Boa sorte, Caramelas! Beijocas e aproveitem o POV Jake!

POV Jacob

Inferno!

Eu seria demitido! Alec, o dono da Sunset, a agência onde eu trabalhava como modelo, me alertara que mais um atraso e eu estaria fora. Não que eu precisasse trabalhar, já que eu tinha uma conta bancária bem gorda devido ás empresas em meu nome que meu pai, Billy Black, administrava, mas eu adorava trabalhar. Billy me ensinara que um homem que não trabalha não é um homem digno de respeito, e eu sempre seguira suas palavras á risca.

Eu trabalhava desde os 16 anos como modelo, quando fui descoberto por uma agente que vira potencial em mim enquanto eu passeava no shopping com alguns amigos. Dos 16 para cá, aos 25, eu tinha feito fama e carreira. Eu era muito bem conceituado no ramo, e sempre haviam desfiles ou campanhas para mim.

Eu vivia para a Sunset! Esse era um dos motivos para eu não ter uma namorada há uns bons três anos. Meus casos de uma noite eram sempre consensuais. Eu explicava que não tinha espaço para um relacionamento na minha vida. Eu era só trabalho.

O segundo motivo era eu ainda não ter encontrado a mulher certa. Eu não era desses de toda a semana apresentar uma mulher diferente para os pais. Quando eu levasse uma namorada para casa, ela teria que ser incrível. Eu não apresentaria qualquer uma á Dona Sarah, minha mãe. As moças com quem eu saía eram todas muito bonitas e inteligentes... Mas eram tão fáceis! Bastava eu abrir os lábios num sorriso e elas estavam na minha cama de pernas abertas prontinhas para que eu as fodesse. Eu não apresentaria uma mulher assim á minha família!

O terceiro motivo tinha nome e sobrenome. A única com quem eu tivera um relacionamento sério fora Leah, cinco anos atrás. Era linda, divertida e inteligente. Parecia um anjo. É, só parecia mesmo. Ela me traía com o porteiro do prédio dela. Com o encanador. Com o mecânico. Com o entregador de pizza. Ninguém escapava do radar da Cleawater. Eu fora o maior corno de todos durante dois anos inteiros e não sabia. Eu me arrependia fielmente de ter estado com ela, de ter deixado que ela convivesse com a minha família e com os meus amigos, de ter deixado que ela fizesse parte da minha vida.

Sacudi a cabeça, espantando os pensamentos e concentrando-me em dirigir. Acelerei, apressado, tentando desviar dos outros carros e pegar atalhos que me levassem mais rápido até a agência. Cruzei um ou dois sinais fechados e rezei mentalmente para que o radar não estivesse ligado, ou eu pagaria multas exorbitantes.

Faltava vinte minutos para a sessão de fotos do catálogo da Calvin Klein quando eu entrei apressado com o carro no estacionamento privativo da Sunset. Estava tão atordoado que só fui acelerando, até sentir meu corpo se chocar contra o painel do carro num baque.

DROGA! EU BATI O ASH!

Respirei fundo três vezes e tentei focalizar o carro á frente. Era um Bugatti Veyron. Nada mal. Forçei um pouco mais a vista e pude observar o motorista sair do veículo e encostar-se na lateral.

PUTA MERDA! QUE MULHER GOSTOSA!

Ela devia ter uns vinte anos, no máximo vinte e cinco. Sua pele era muito branca, parecia brilhar ao sol. Era quase translúcida e apostava que eu poderia ver as veias azuis se eu chegasse perto. Sem que eu pudesse impedir, minhas mãos coçaram com a idéia de marcar aquela pele tão alva.

Apesar do coque desarrumado, eu podia perceber que seus cabelos eram longos e ruivos, num tom acobreado quase loiro. Era perfeito para um rabo de cavalo para que eu pudesse fodê-la de quatro por trás. Aquela bunda arrebitada devia ser uma tentação jogada de joelhos na minha cama! Eu quase podia ouvir o barulho da pele do seu traseiro se chocando com as minhas bolas! Eu a comeria tão forte, tão fundo, que ela jamais quereria outro pau na bocetinha apertada dela!

Ah, e aquele corpo?! Aqueles seios tão firmes numa camisa de seda azul me faziam salivar com a vontade de mamá-los á exaustão... E as coxas roliças espremidas numa saia-lápis cinza faziam meus dentes rangerem de vontade de tecer mordidas por toda aquela extensão... A barriga parecia lisinha e vontade de chupá-la até deixá-la roxa era enorme.

Senti meu pau se retorcer dentro da calça e ficar semi ereto. Esvaziei a mente, eu não podia sair daqui todo duro e assustá-la. Ela conheceria meu amigo na hora certa.

Prendi a respiração e um sorriso se abriu em meu rosto, sem que eu pudesse contê-lo. Abri a porta do carro e caminhei em sua direção. Ela pareceu assustada, e me analisava de um jeito que me fez acreditar que ela também se interessara.

Eu não sabia se isso era bom ou ruim. Eu esperava que ela não fosse uma das vadias fáceis que eu pegava, mas também esperava que não fosse tão difícil convencê-la a ir pra cama comigo. Eu estava subindo pelas paredes por aquela ruiva e não trocamos uma palavra ainda!

Ela não parecia perceber minha aproximação e eu fiquei feliz em saber que minha presença nublava a mente dela. Parecia absorta nos detalhes de meu corpo e rosto e, quando parei á sua frente, sorrindo divertido com a situação, ela demorou alguns segundos para se tocar.

E então ela corou. Sim, ela corou! Não me lembrava da última vez que encontrei uma mulher que corara a minha frente. Todas elas eram atiradas demais para sentir vergonha. E foi aí que eu percebi que essa estranha era diferente.

Renesmee Cullen era seu nome e ela tentou á todo custo me convencer a deixá-la pagar o conserto do meu carro. Mal sabia ela que o Ash não precisaria ir á oficina nenhuma. Eu era muito bom com carros, era um passatempo muito produtivo. Eu o consertaria em poucas horas, já que eu tinha peças sobressalentes em casa.

Ela parecia incomodada com algo, e eu tentava a toda hora deixá-la confortável. Não gostava de saber que ela não se sentia á vontade comigo. Ela era interessante demais para que eu deixasse passar. E, se eu queria que ela ficasse, eu tinha que criar um ambiente agradável para ela.

Sugeri um jantar. Parecia uma ótima oportunidade para vê-la novamente. Só não contava que ela fosse recusar. Ela simplesmente declinou minha oferta e eu fiquei catatônico. Realmente Renesmee era uma mulher diferente. Eu não me lembrava de uma única vez na vida que uma mulher ou garota houvesse me recusado. Elas sempre se deslumbravam com meu corpo. Eu não precisava nem abrir a boca e elas já estavam aceitando tudo o que eu propusesse. Mas a Cullen não.

Eu sabia que ela sentia algum tipo de atração por mim, seus olhos me analisando deixavam claro isso, mas ela era das que não davam o braço á torcer. Ela era difícil. Exatamente o tipo de mulher que realmente me interessava. Eu queria ter a chance de conhecê-la melhor, de saber mais sobre ela. Ela parecia uma mulher incrível. Era engraçada, ria de si mesma, mas era séria e compenetrada. Renesmee era o tipo “dama na rua, vadia na cama”. Eu estava louco para descobrir todas as facetas da Cullen.

Ela me entregou um cartão para quando eu tivesse um orçamento. Eu menti, dizendo que eu ligaria para ela quando o tivesse. Esse orçamento nunca iria chegar, mas eu mal podia esperar algumas horas para convidá-la novamente para jantar. Eu tinha que ter uma nova chance com Renesmee. Eu tinha que ter aquela mulher. Eu não sabia que espécie de praga, de macumba, ela tinha jogado em mim para me fazer tão enfeitiçado, mas eu estava. Estava louco por aquela mulher.

Ela disse que tinha que trabalhar. Segundo o cartão, era advogada. Isso explicava o vocabulário e as roupas sérias. Ela ficava tão sexy espremida naquela roupa! Era uma tentação enorme! Eu sentia o impulso de jogá-la nos ombros e fodê-la gostoso no banco de trás do carro, de marcá-la como minha e de deixá-la toda assada, para que toda vez que caminhasse, ela soubesse que eu tinha estado dentro dela. Ela parecia tão quente e apertada! Podia apostar que seu canal era úmido e aconchegante! Eu podia imaginar comer Renesmee, seria como estar no paraíso!

Ela entrou no carro e foi embora, buzinando quando passou pela abertura do estacionamento. Eu acenei, sentindo o vazio que a falta de sua presença deixou. Renesmee parecia preencher todos os meus espaços quando estava por perto, e eu estranhei sentir tanto a falta de uma desconhecida quando ela se foi.

Sacudi a cabeça e segui para a Sunset.

O resto da manhã passou voando e eu não conseguia tirar o sorriso idiota do rosto. A sessão de fotos teve que ser repetida várias vezes porque eu não conseguia parar de pensar nela. Renesmee Cullen.

Fui para casa e esperei o horário do almoço passar. Lá pelo começo da tarde, liguei para ela. Eu precisava de sua presença o quanto antes. Parecia estranho, mas ela era como uma droga para mim. Depois que experimentei, não consigo ficar sem. Depois de conhecer Renesmee, eu adquirira uma espécie de dependência dela. Eu queria mais e mais da Cullen. De preferência, algo que envolvesse meu pau batendo fundo e forte no canal quente dela, nossos gemidos ecoando pelo quarto e suas unhas cravadas em minhas costas.

Tive que passar por uma secretária que me impedia de falar com Renesmee. A moça simplesmente se negava a passar a ligação. Dizia que “Dra. Cullen não se encontra no momento”. Foda-se! Eu precisava ouvir a voz dela! Eu ligaria a tarde inteira até que ela estivesse presente. Quando ela já estava quase desligando o telefone, disse que Renesmee tinha chegado.

Não pude conter a euforia que senti. Droga, eu me sentia como um adolescente virgem! A linha ficou muda por alguns instantes.

– Dra. Cullen. – era ela! Sua voz melodiosa encheu meus ouvidos, fazendo meu pau dar um pulo na calça. Merda! Como ela conseguia me deixar tão excitado somente com uma saudação formal?

– Renesmee? – eu perguntei, mesmo sabendo que era ela. Sua voz era reconhecível em qualquer lugar do mundo.

- Sim, quem deseja? – ela respondeu. Aquela indiferença me fez quase gozar. Eu quis estar lá para dar umas palmadas naquele traseiro gostoso e ensiná-la que não podia me tratar daquele jeito. Claro que eu sabia que ela não fazia idéia de quem era mesmo ao telefone, mas não podia conter meus pensamentos incoerentes.

- Renesmee, sou eu, Jacob. – tentei conter os gemidos que queriam escapar por minha garganta. Meu pau ficava cada vez mais duro, e eu sentia a glande ficar dolorida. Puta merda! Essa mulher vai me enlouquecer!

- Desculpe, quem? – WOW! Essa doeu! Eu passei o dia inteiro pensando nela e ela sequer lembra de mim! Eu sou mesmo um idiota!

- Jacob – eu repeti. Estava sem graça pelo esquecimento de Renesmee. Parecia que eu realmente não era grande coisa, já que ela nem se dera o trabalho de aprender meu nome. Não. Peraí. Eu não vou desistir agora. Dane-se! Eu vou tirar sarro da situação e vou seguir com o plano. – Nos conhecemos pela manhã. Você destruiu meu carro – eu ri pelo nariz, lembrando da careta que ela fez quando viu o estrago que havia feito no Ash. Eu quase podia adivinhar que ela estava calculando o prejuízo que teria que pagar.

- Ah, sim. Claro. – ela disse, sem muito entusiasmo. Quase murchei. Era broxante estar tão entusiasmado com uma mulher que não demonstrava nenhum interesse. Afastei esses pensamentos. Se eu não era interessante para ela agora, eu seria. Eu a teria e ela gostaria muito de ser minha.

- Já tem um orçamento? – ela emendou.

Droga! Eu não tinha pensado nisso! Quando liguei para ela, mal me passou pela cabeça o que dizer.

- Ahn... Bom, não. – eu fiquei ainda mais sem jeito. Ela iria pensar que eu era um imbecil!

- Então a que devo a honra do telefonema, Sr. Black? – Renesmee falou, divertida. “Sr. Black”, PORRA! Era tão pornográfico ela dizer “Senhor Black”! Eu quase podia vê-la falar. Sua boca carnuda e vermelha se movendo deliciosamente e pronunciando meu nome lentamente. Era como uma carícia direta no meu pau. Este, por sua vez, latejou muito forte e minha respiração ficou pesada.

Não aguentei e pus meu pau pra fora da calça. Ele estava em ponto de bala, tão duro quanto era humanamente possível. Comecei a manuseá-lo, sentindo a pele subir e descer em toda a extensão.

- Senhor Black? – outro latejo. Eu não tinha forças para encontrar minha voz. Minha respiração estava entrecortada e falha. – Jacob? – ela perguntou novamente. Parecia preocupada.

- Sim, estou aqui – eu respondi, ouvindo minha voz ainda mais rouca, me denunciando. Esperava que ela não ligasse os pontos e percebesse o que eu estava fazendo. – Desculpe, Renesmee. – eu fiz uma pequena pausa. Coloquei meu pau ainda duro dentro da calça, mesmo que ele protestasse pelo espaço reduzido. Pigarreei para normalizar a voz. — Bom, o motivo da minha ligação é tentar convencer uma certa senhorita que amassou meu carro mais cedo de que me deve um jantar de recompensa – tentei descontrair o clima mudando o foco da conversa, para que Renesmee não tivesse tempo para descobrir o que os farfalhares e as respirações profundas significavam.

- Eu já vou pagar o conserto do seu precioso carro, ainda quer um jantar? Não acha que isso está saindo caro demais para uma simples batida? – Renesmee disse. Eu já sabia que ela tentaria declinar novamente da minha oferta, mas não pude evitar o gosto amargo da rejeição. Eu não gostava de ser recusado por Renesmee. Era como se ela me dissesse que eu não era homem suficiente para ela. Irritei-me, quantas vezes mais ela me negaria antes de me dar uma chance?

Não pude conter a bufada que soou do outro lado da linha.

- Essa é a sua desculpa pra não sair comigo, Renesmee? Sério? – eu disse, sem conter a irritação.– Por mim, você esquece essa coisa de pagar meu carro. Eu já disse que não precisa, que não quero. Só preciso que aceite jantar comigo. Apenas um jantar. Eu juro que não mordo. – assegurei, na esperança de que ela pudesse então reconsiderar.

- Jacob, eu estou atarefada demais. Tenho toneladas de processos e acordos para analisar. Eu agradeço o convite, mas tenho que recusar. – Renesmee recusou novamente. Agora era pessoal, eu iria convencê-la nem que fosse a última coisa que eu fizesse. Agora não se tratava apenas de interesse pela personalidade dela e de tara por seu corpo, eu agora tivera meu ego ferido. Isso não podia ficar assim.

Eu teria que apelar. Não era possível que ela fosse tão insensível a mim!

- Renesmee, por favor, é só uma noite – ele implorei, baixinho, aos sussuros. – Você pode deixar seus santos papéis sozinhos por uma única noite, não pode? – eu continuei, tentando persuadi-la.

- Jacob... – ela gemeu. Caralho! Ela gemeu! Então a senhorita “não sou afetada por você” está excitada do outro lado da linha? Interessante...

- A que horas eu passo pra te pegar? – eu a cortei, antes que ela se recuperasse. Eu tinha que ser rápido com ela, não podia dar tempo para ela mudar de idéia, nem para que ela arranjasse desculpas.

Ouvi seu suspiro do outro lado da linha.

- Não vai adiantar eu negar, não é? – ela disse, soando vencida. Eu sorri automaticamente. Até que enfim!

- Não, não vai adiantar. E eu vou levar isso como um consentimento. – eu falei, sentindo-me um tanto convencido – Que horas eu te pego? Aliás, pode ir passando o endereço, mocinha! – eu disse, tentando divertir um pouco o clima.

Renesmee me passou o endereço da casa dos pais e combinamos ás oito. Achei meio estranho que ela, sendo a advogada bem sucedida que era, ainda morasse com os pais. Talvez fosse muito apegada aos progenitores, ou talvez seu apartamento estivesse em reforma. Eu teria muito tempo para questioná-la sobre isso.

- Aonde vamos? – ela perguntou. Estava curiosa.

- Ah, Renesmee... – coloquei o máximo de reprovação fingida na voz – Você acha mesmo que depois desse trabalhão pra te convencer a sair comigo eu iria estragar o clima contando a surpresa? – e ri, debochado.

- Está bem. – Renesmee falou baixinho, meio ressentida. Merda! Será que eu a tinha ofendido? – Tenho muitos processos para analisar agora, Jacob. Se me der licença... – ela deixou o final restando. Droga, mil vezes droga! Ela realmente tinha se chateado!

- Ok, ok, não precisa expulsar, Cullen. – eu tentei descontrair, para que ela esquecesse desse pequeno deslize. – Nos vemos á noite.

- Até mais tarde, Black. – e desligou.

Sorri. Então ela realmente sairia comigo. Ponto pra mim!

Disquei o número de minha mãe e esperei que ela atendesse. Quatro toques após, sua voz soou maternal na outra linha.

- Jacob, querido, o que houve? – Sorri. Dona Sarah, sempre preocupada.

Ponderei as palavras. Eu não tinha um encontro há três anos, quando terminei com Leah. Se eu dissesse isso assim, minha mãe acharia que já era algo muito sério. Mas eu não podia mentir para ela. Renesmee era realmente especial.

- Tenho... – pigarreei – Tenho um encontro, mãe.

Pude ouvir seu arfar e quase pude vê-la escancarar a boca em susto.

- Meu Deus, filho! Como isso aconteceu? – ela parecia eufórica – Quem é ela? Quando se conheceram? – ela metralhou, sem me dar tempo para responder.

- Mãe! Calma! Ela se chama Renesmee Cullen. É advogada. É nosso primeiro encontro, e preciso que seja especial. Tem algum espaço no seu restaurante hoje á noite? – perguntei, vacilando. Depois que fiz a pergunta, soube que tinha sido burrada.

3, 2, 1!

- JACOB BLACK, SEU DESNATURADO! AQUELE RESTAURANTE É SEU TAMBÉM! VOCÊ ACHA QUE EU NEGARIA MESA PARA MEU FILHO E A NAMORADA? EU NÃO TE CRIEI BEM MESMO! LARGUE DE SER IDIOTA, MENINO! – ela ralhou, e eu desencostei o telefone do ouvido. Dona Sarah sabia ser bem grossa quando queria.

- Mãe, por favor, não foi isso o que eu quis dizer... – eu tentei contornar.

- Mas disse! – mamãe disse, parecendo magoada — Esteja lá ás nove. Eu cozinho. – ela disse, retomando o tom habitual.

- Mãe, Renesmee vai se assustar com isso! Ela é muito reservada! E é nosso primeiro encontro! –eu tentei dissuadi-la.

- Não discuta comigo, Jacob Black! Que restaurante seria melhor que o meu? E que comida seria melhor que a minha? Diga se é homem de verdade, ande! – eu fiquei calado. Mamãe sabia ser bem ameaçadora. – Renesmee vai adorar! E eu não vou ficar sentada com vocês, pelo amor de Deus! Eu só quero conhecer a moça! Não é todo dia que você resolve se envolver com alguém! Essa moça deve ser realmente fantástica.

Eu ri. Não ia adiantar discutir com Dona Sarah. Ela provavelmente ia dar chiliques até que eu cedesse.

- Tudo bem, mãe. Estaremos lá. Te amo. – despedi-me.

- Também te amo.

Desliguei.

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Caralho, Renesmee!

Ela estava tão gostosa naquele vestido justo azul! As pernas brancas e roliças estavam á mostra e faziam contraste com o tecido. Nos pés um salto alto que a deixava muito feminina. Seu cabelo estava naquele rabo de cavalo que eu sonhara em fazer, e sua maquiagem era quase natural. Os seios dela quase saltavam do decote, e estava extremamente difícil me concentrar na estrada.

Ainda bem que eu estava de jaqueta, porque senão seria vergonhoso Renesmee notar o volume protuberante na minha virilha.

Seguimos o trajeto quase todo em silêncio. Depois de eu brincar dizendo que ela me desconcentrava por me olhar enquanto eu dirigia, ela ficou calada e se virou para a janela. Senti-me idiota. Eu sempre falava coisas que a aborreciam. Eu devia mesmo ficar quieto.

Quando estacionei na frente do Bistrô Denevieve, senti Renesmee se retesar ao meu lado. Quase podia ouvir as engrenagens em sua cabeça tentando processar como pagaríamos a conta com o salário que ganhávamos. Quase sorri diante de seu pânico.

Arrastei-a porta adentro e cumprimentei Jarbas, o mâitre. Ele nos guiou até uma mesa reservada.

– O restaurante é da minha mãe, Renesmee. Aliás, ela está hoje aqui. Disse que cozinharia para nós dois. – ele expliquei, antes que encontrássemos com Dona Sarah e a Cullen surtasse. Falei do jeito mais sutil que pude, tentando quase que convencê-la a não fugir de mim.

Eu sabia que era muito paranóico apresentar uma moça á mãe no primeiro encontro, mas não podia fazer nada. Sabia que Renesmee se desesperaria, mas não esperava que ela pudesse ficar mais branca do que já era. Suas mãos ficaram geladas e ela começou a suar. Eu podia sentir os tremores percorrerem seu corpo.

Será que eu mataria a mulher no primeiro encontro? Eu planejava matá-la de prazer, não de susto. Será que eu devia levá-la a um pronto-socorro?

Notas finais
Beijocas, e até sábado que vem! Lembrem-se 200 comentários!