Sweet Nothing (HIATUS)
7 Labaredas
Notas iniciais
Ah, e meus sinceros agradecimentos eufóricos á Laiza, pela recomendação fofuda! Thank you, Caramela! Sigam o exemplo, minha gente!
ENJOY, PEOPLE!
POV Renesmee
Estagnei no meio do caminho entre a porta de entrada do restaurante e a mesa que o mâitre nos indicava.
Eu nunca pensei que pudesse ficar tão nervosa á menção de uma palavra. “MÃE” — brilhava em letras garrafais e berrantes atrás de meus olhos.
Ouvir Jacob dizer que aquele estabelecimento caríssimo era de sua progenitora abriu margem para um surto psicótico em minha mente. Meu corpo inteiro reagiu ao susto. Eu já não conseguia pensar direito, minhas pernas convulsionavam, minha estrutura óssea parecia ter virado gelatina. De repente um frio descomunal arrepiou minha pele e eu senti o sangue fugir do meu rosto. Eu não conseguia dar um passo, meus pés pareciam cimentados no chão.
Eu sabia que o Black tinha notado a mudança drástica. Num instante eu estava completamente á vontade – ainda que desconfiada – e no outro estava gelada e estática.
“Ah, Renesmee... E você pensando que sua maior preocupação esta noite seria arranjar dinheiro para pagar a conta ou ter que lavar pratos aqui durante uma semana!” – minha mente, sempre sarcástica, zombou de mim.
Despertei de meus pensamentos quando senti algo em meus dedos. Uma corrente elétrica fina fez meus olhos procurarem sua origem, afoitos. Jacob apertava meus dedos entre os seus e puxava delicadamente meu corpo para a frente, forçando-me a caminhar. Acordei do transe e empurrei minhas pernas em direção ao final do restaurante, á parte reservada e intimista que eu supunha que era nosso destino.
Sacudi a cabeça, tentando colocar ordem nas coisas, enquanto punha um pé á frente do outro.
Até quatro dias atrás, eu era noiva de Alec, meu namorado de um relacionamento de sete anos, com quem eu morava junto. Então eu resolvi fazer uma surpresa romântica á ele e quem se surpreendera fora eu. Alec me traía em nossa cama havia cinco meses com sua secretária, Rosalie. Eu saí do apartamento que costumava ser nosso, mas precisava pegar minhas coisas. Fui até a agência dele e discutimos. No estacionamento da Sunset, bato meu carro no conversível alheio. Então um moreno gostoso se apresenta como dono do Ashton Martin e me chama para sair. Eu recuso, mas ele é insistente. Resolvo ceder e ele me leva para um restaurante incrivelmente caro e bem conceituado. Eu, morrendo de medo de não termos dinheiro para pagar a conta, quase não entro no estabelecimento. E então Jacob solta a bomba de que o restaurante é de sua mãe e que ela cozinhará para nós no nosso primeiro encontro.
Suspirei. Era melhor não pensar em nada por enquanto. Eu deixaria que ele se explicasse. Não podia tirar conclusões precipitadas a respeito de nada ali.
Chegamos ao ambiente que nos era dedicado. Tinha um clima familiar, aconchegante. As paredes eram bege perolado e tinham alguns adornos dourados nas quinas onde se encontravam. Havia dois sofás encostados á elas, um na ala oeste e outro na leste. A iluminação era perene e provinha de um lustre de cristal que pendia acima de nossa mesa, que era a única coisa no meio do cômodo.
Jacob libertou meus dedos e eu quase gemi em protesto. Foi como se eu perdesse uma parte de mim, como se faltasse algo.
“Está louca, mulher?! Não comece, Renesmee! Não comece!” – recriminei-me. Eu não podia ter esse tipo de paixonite. Coisas como sentir falta do contato com alguém, ou até mesmo derreter com um simples sorriso. Já chegava de qualquer coisa que me desestabilizasse. Eu não precisava de nada que me tirasse mais do prumo do que eu estava agora.
“Você só vai foder com ele, está entendendo? Apenas sexo! Uma boa e gostosa foda que te faça ficar assada e te impeça de caminhar por três dias! Nada de ligar no dia seguinte, nem de sonhar acordada com ele! É assim que vai funcionar, Renesmee! Está me ouvindo?!” – minha mente berrava, como se eu não fosse capaz de entender o que dizia para mim mesma.
Ele encaminhou-se em direção ás grandes portas de madeira da sala reservada e as fechou, dando-nos privacidade.
Jacob caminhou de volta até mim, puxou a cadeira e eu me acomodei no assento. Observei-o dar a volta na mesa e sentar-se em seu lugar.
Ele estava particularmente apetitoso á luz daquele lustre. Seu cabelo parecia ainda mais escuro e eu continha a coceira em minhas mãos que pedia para que eu conferisse a maciez de seus fios. Seus cotovelos apoiados desleixadamente na mesa, seu tórax inclinado sobre o guardanapo e seus olhos tão negros ardendo em brasa. Sua pele polida e os músculos flexionados sob o tecido de suas roupas, davam-me um insano desejo de jogar os ornamentos da mesa no chão com um puxão e engatinhar na madeira até o colo dele e sentir aquele membro duro e pulsante em meu canal apertado.
Ele abriu aquele sorriso de lado e eu senti o arrepio correr meu corpo e posicionar-se em meu sexo. Eu podia sentir a umidade se formar ali, no ponto alto entre minhas coxas, e escorrer por toda a extensão de minhas dobras, deixando-me inegavelmente molhada.
Rocei uma perna na outra, disfarçadamente. Tudo o que eu não queria agora era que ele soubesse que eu estava vergonhosamente excitada.
– Então, Renesmee, o que acha do negócio da família? – não pude deixar de perceber que ele parecia um tanto controverso a se incluir no “negócio de família”, como se não fosse exatamente seu, como se ele não participasse.
Dei uma leve pigarreada. Eu precisava encontrar minha voz, perdida há muito com aquela aura sexy que o rodeava. Eu não podia dar indícios do estado deplorável em que se encontrava minha calcinha.
– É bastante interessante. Tem as melhores recomendações do país, é impecavelmente elegante e o cheiro da comida é incrível. Eu só não imaginava que pertencesse á você. – tentei soar leve, não querendo acusá-lo.
– E não é. Como eu disse, é da minha mãe. – ele apressou-se em explicar. Jacob olhou em volta e murmurou – Quase nunca venho aqui.
– Então por que resolveu me trazer aqui? – eu inquiri, curiosa. Se não era um lugar que ele freqüentasse, apesar de ser de sua família, por que levar uma garota desconhecida para o restaurante da mãe? Não fazia lá muito sentido.
Jacob deu de ombros.
– Pareceu certo. – ele olhou fundo em meus olhos — Você parece certa.
Engoli em seco. Minha mente se nublou. Apertei as mãos e rangi um pouco os dentes – manias de nervoso. Contra minha vontade, outra onda de excitação percorreu meu corpo. Contive o arfar que queria espaçar de minha garganta e engoli o gemido. Meu sexo fisgara e se inundara com suas palavras.
Aonde Jacob queria chegar com aquela conversa?
“Na sua cama, né, minha filha? Ô coisinha burra! Misericórdia, Senhor! Renesmee, querida, entenda uma coisa: o lugar onde Jacob quer chegar é na sua boceta, de preferência bem úmida e apertada.” – minha mente alertou.
– Estou falando sério, Jacob. Por favor. – eu repreendi. Nada de cantadas baratas, pelo amor de Deus. Por mais que aquela tivesse funcionado comigo, eu não queria que ele descesse á esse nível.
– Não estou brincando, Cullen. – segurei um arquejo. Eu sei que detestava que ele me chamasse pelo sobrenome, mas ali, naquele momento, com aquela aura de sedução e aquele clima todo de excitação, sua boca carnuda se mover para formar “Cullen” e sua voz rouca e forte soar tão firme, fez meu sexo fisgar.
Quando percebi, já fazia um quadro mental pra lá de excitante com Jacob. Eu estava de quatro sob a cama, meu corpo se contorcendo todo, enquanto minhas mãos estavam atadas á cabeceira. Jacob encontrava-se atrás de mim, bombeando meu sexo com toda a virilidade que tinha. Eu sentia seu membro duro e pulsante ir fundo em meu canal, sentia minhas paredes contraírem-se e a onda de prazer espalhar-se como pequenas línguas de fogo por toda a minha intimidade. Seus testículos batiam de encontro á meu clitóris e eu ouvia seus urros masculinos.
Prendi os olhos no lugar. A vontade de revirá-los de prazer foi grande com a imagem, mas me contive.
– Sua mãe sempre cozinha quando você vem aqui? – eu tratei logo de mudar de assunto. Eu não queria que dali a dois minutos tivesse uma poça de gozo feminino no chão ao redor de minha cadeira. Eu tinha que levar a conversa para outro rumo antes que eu fizesse algo vergonhoso.
“Onde está a sua dignidade, mulher?!” – minha mente rosnou.
– Só em ocasiões especiais – ele alfinetou novamente, dando um sorrisinho de canto de lábios que parecia malicioso. Senti-me acuada. Ele era um sedutor nato e eu, em contrapartida, não sabia como seduzir uma mosca.
Eu nunca precisara fazer joguinhos com Alec, não nos conhecêramos adultos o suficiente para criarmos climas de tensão e tesão. Era tudo muito prático com ele. Amasso, desejo, sexo. Era a ordem natural com Alec. Jacob parecia diferente. Ele parecia apreciar isso que estava acontecendo. Ele gostava de ser o predador, de estar no controle. Jacob era o tipo misterioso que acende as labaredas no sexo de qualquer mulher.
– Quantos anos tem, Jacob? – eu perguntei. Ele não parecia muito mais velho que eu, talvez uns vinte e cinco, vinte e seis anos de idade. Achei que, para exalar tanta sensualidade, ele deveria ter muita prática, então ser muito novo talvez impedisse isso.
“Oras, Renesmee, em que mundo você vive? Desde quando ser novo impede de foder? Por acaso agora existe um limite mínimo de idade para trepar?” – minha mente ralhou. Realmente, ela tinha razão. Eu e meus preconceitos bobos.
– Vinte e cinco. E quanto á você, senhorita Cullen? Não vai me dizer que ainda é menor, não é? – ele riu, zombeteiro. Seus lábios repuxados em um sorriso aberto e presunçoso, aquele sorriso Colgate que me derretia. Uma sobrancelha perfeitamente arqueada que lhe tornava tão... Sexy. Agarrei a cadeira e a apertei, contendo o impulso de saltar dela de encontro á boca de Jacob.
– Tenho vinte e dois, Black. Não sou mais criança, como pode ver. – eu gesticulei para meu corpo, afim de ilustrar minha afirmação. Confesso, também afim de alfinetá-lo. Se ele queria fazer esse jogo, eu também podia brincar.
Jacob desviou seus olhos dos meus e seguiu minhas mãos. Deu uma boa analisada em meu corpo, até onde a tolha da mesa permitia-lhe ver. Seus olhos escureceram um tom e pareciam arder. Um homem em chamas. Senti o arrepio percorrer meu corpo. Eu nunca havia recebido um olhar tão profundo. Jacob parecia me despir com os olhos, como se, em sua cabeça, ele estivesse fodendo comigo agora mesmo.
Senti outra fisgada em meu sexo.
“Deus! O que este homem faz comigo?” – eu perguntei, sem obter resposta.
– Sim, eu vejo – e novamente, como no telefonema, sua voz soou mais rouca que o normal. Isso talvez comprovasse minha teoria de que ele se masturbara naquela ocasião enquanto falava comigo, e que, agora, o quadro mental que ele estava fazendo provavelmente era tão ou mais quente que os que eu já fizera.
Ele era um bom jogador. Definitivamente era. E, obviamente, um bem melhor que eu. Bastava algumas palavras dele, ou somente um olhar, e eu pegava fogo. Labaredas altas se instalavam em meu sexo, que clamava por alívio. Um alívio que somente Jacob podia proporcionar.
– Por que escolheu a advocacia, Renesmee? – ele inquiriu, curioso.
– Eu sempre fui muito esquentada e sustento meus pontos de vista com uma ferocidade enorme. Minha mãe sempre achou que eu seria promotora – eu sorri, nostálgica, com a lembrança de adolescente – E eu realmente seria se não tivesse me apaixonado por defender as pessoas. Mas e você, Jacob, por que resolveu ser modelo? – eu devolvi, inquisitória.
– Eu nunca desejei ser modelo, na verdade. – ele me deu aquele sorriso de lado Colgate – Aos dezesseis, passeava no shopping com alguns amigos e uma agente viu potencial em mim. Na época, eu queria pelo dinheiro. Queria uma pseudoindependência que eu achava que teria se pudesse comprar tudo o que eu quisesse sem ter que pedir dinheiro a meus pais. – ele bufou, divertido, como se dissesse “Coisa de criança. Você entende, não é?” – Depois peguei gosto. É divertido. Sessões de fotos e desfiles são engraçados, e você sempre acaba conhecendo pessoas interessantes.
– Gosta de ser um rostinho bonito, então? – eu perguntei, zombando dos estereótipos.
– Ah, Renesmee, eu realmente aprecio ser tão gostoso á ponto de te deixar acesa. – Jacob disse, fazendo uma voz de falso egocêntrico, zombando de volta.
Engoli em seco.
“Ele está só brincando, Renesmee! Não dê um ataque de pânico agora! Acalme-se, vamos!” – minha mente implorou.
O trinco da porta girou atrás de nós, assustando-nos.
Uma mulher alta e morena atravessou a sala a passos firmes e postou-se ao lado de nossa mesa. Aparentava uns quarenta e tantos anos, talvez cinqüenta, e trazia nos lábios um sorriso singelo. Seu porte era elegante e seus traços muito finos. Indiscutivelmente, uma mulher refinada.
– Boa noite. – ela nos saudou — Deve ser Renesmee. — e eu confirmei com um leve aceno – Sou Sarah Black, mãe de Jacob. Muito prazer em conhecê-la. – ela sorriu e um brilho estranho do que eu achei ser empolgação coloriu seus olhos.
“PUTA MERDA! É A MÃE DE JACOB!” – minha mente berrou, como se eu já não tivesse escutado tudo o que a jovem senhora comunicou. Lembrar-me era como injetar gelo em minhas veias. Todo o sangue fugira do meu corpo e um frio fez meu estômago vazio revirar.
Engoli o vômito e forcei um sorriso simpático. Acho que não deu muito certo, porque, logo em seguida, Sarah franziu a testa.
– Não cheguei em boa hora? – ela educadamente perguntou. Então soltou um sonoro “Ah!”, como se tivesse um insight. – Interrompi alguma coisa, certo? Mil perdões, eu volto mais tarde. – ela apressou-se em desculpar-se.
– Não, Sarah. – eu corri com as palavras, desesperada para que ela não tirasse conclusões erradas á respeito do que estava acontecendo ali. – Não interrompeu nada, fique tranqüila – vi Jacob franzir a testa, e achei que talvez ele desaprovasse minha escolha de palavras. – É um prazer conhecê-la. –acrescentei, antes que ela pensasse que eu não tinha educação. Se Esme soubesse que eu cometera tal gafe, ela provavelmente berraria comigo um dia inteiro, dizendo-me algo como “Não foi assim que eu te criei, menina!”.
Ela deu um sutil afago em minha mão direita, que estava posicionada desconfortavelmente sob a mesa, e sorriu, simpática.
– Se me dão licença.vou até a cozinha. Preciso terminar o jantar de vocês. Devem estar famintos. – ela riu baixo.
– Obrigada por cozinhar para nós esta noite, Sarah. Não precisava. – eu agradeci, meio sem jeito, tentando soar o mais simpática possível. A situação era constrangedora. – O cheiro parece incrível, e, segundo informações, sua comida é ótima. – eu completei.
– Ah, querida, obrigada. Eu me esforço. Espero realmente que goste. – ela sorriu fechado, sem dentes, e o brilho ainda permanecia em seu olhar. – Gosta de ravióli, Renesmee? – eu acenei em afirmação – Ótimo – Sarah sorriu — Eu tenho mesmo que terminar os pratos. Daqui a pouco o jantar será servido. Aproveitem.
– Obrigada, mãe. – Jacob lançou um olhar sugestivo á Sarah, que girou nos calcanhares e saiu porta a fora, batendo-a levemente, acionando o trinco.
Olhei para Jacob, que parecia temeroso com relação a algo.
– O que? – eu perguntei, preocupada. Minha testa se franziu, automaticamente.
– Nada – ele sacudiu a cabeça. E todo o clima de sexo se perdeu.
O silêncio se instaurou durante alguns longos minutos. Era um silêncio desconfortável, que fazia um medo estranho percorrer minha corrente sanguínea. Olhei para todos os cantos da sala e não sabia o que dizer. Não sabia se achava bom ou ruim Sarah ter entrado ali. Tinha lá seus dois lados. O bom era que me impediu de pular no pescoço de Jacob. Eu talvez não me controlasse, e pusesse tudo a perder. A coisa toda estava sexual demais e meus hormônios estavam ebulindo. Jacob era excitante demais. O ruim era que agora ele esfriara totalmente. Toda aquela sedução fora embora. E eu não tinha mais que me preocupar com o fogo, porque ele fora completamente apagado. Broxante.
Jacob soltou um suspiro baixo. Parecia nervoso. Eu nunca o vira tão apreensivo.
“Nunca, Renesmee? Falou a mulher que o conhece há um dia! Ora, não fale como se fosse conhecida de longa data!” – minha mente urrou, sempre simpática.
– Gostei de Sarah. Muito simpática, educada. – eu elogiei. Não era somente para agradar ou para ter algo que dizer. Eu realmente aprovara a mãe de Jacob. Ela parecia uma mulher valorável.
Black pareceu relaxar. Seus músculos, antes tensos, agora não estavam mais contraídos. Sua testa, antes franzida, agora jazia lisa, impecável. Ele respirou, aliviado, e abriu um sorriso genuíno. Toda aquela reação exagerada que estragara o clima entre nós era medo de que eu rejeitasse Sarah? De que eu não fosse com a cara dela?
– Fico feliz que tenha gostado. Ela estava ansiosa para conhecê-la. – ele disse, sua voz rouca contendo um tom tão leve quanto sua expressão.
Ele fez um gesto com o dedo indicador, chamando um garçom que passava. Ele assentiu com a cabeça e desapareceu em uma porta de aço. Demorou alguns poucos minutos e ele retornou, trazendo um vinho dentro de um balde de gelo e duas taças que pareciam de cristal.
Assim que o vinho foi colocado sob a mesa, Jacob deu um aceno com a cabeça e o garçom se retirou. Jacob levantou-se e abriu a garrafa. Seus músculos contraídos ao girar a rolha, seu sorriso zombeteiro, o olhar galante. Sua postura sexy. O fogo voltou com força total.
– Que tal uma bebida quente, Cullen? – ele olhou-me, sugestivo. Senti a fisgada no sexo. Um arrepio fino desceu por minha espinha e minhas pernas roçaram uma na outra em resposta ao latejar em meu clitóris. Jacob sabia me excitar como ninguém.
– Aceito, Black. – tentei soar altiva, mas minha voz saiu frágil, quase um suspiro. Se eu tivesse ficado com um pouquinho mais de tesão, talvez esse sussurro tivesse saído como um gemido. Quase sacudi a cabeça em reprovação. Seria vergonhoso.
Ele serviu minha taça e a dele. Caminhou a passos curtos e firmes até seu assento e acomodou-se novamente.
Ergueu a taça num brinde.
– Á nós! – ele ergueu uma sobrancelha e sorriu, completamente sedutor.
– Á nós! – concordei.
Nossos olhos se conectaram enquanto degustávamos o sabor doce do vinho e parecia novamente que nos despíamos com os olhos. Aquele negro das orbes de Jacob me levava a outro patamar de excitação. Era como se eu fosse transportada a uma dimensão paralela onde eu e ele fazíamos sexo selvagem nesse exato momento. Era algo tão carnal que eu quase podia senti-lo dentro de mim.
Respirei fundo enquanto depositava minha taça na mesa, sendo seguida por Jacob. E então senti sua mão sobre a minha. A corrente elétrica arrepiou minha pele e desceu, concentrando-se novamente em meu sexo, que fisgou. A umidade escorreu por minhas dobras e encharcou minha calcinha. A temperatura ambiente parecia ter subido uns dois ou três graus.
Jacob deu um pequeno afago e levou minha mão a seus lábios. Roçou nossas peles e eu pude sentir a maciez da sua. Como eu queria tocá-lo! Queria testar se minha mão fazia jus a seus lábios, se sua boca era mesmo tão deliciosa. Pensar em beijá-lo me deixou mais acesa. Deus, ele era absolutamente beijável!
– Renesmee, eu... – Jacob foi interrompido por dois garçons que entravam na sala. Traziam consigo uma mesa de aço com pratos e talheres. O cheiro estava impregnando todo o ambiente, e por pouco meu estômago não roncou.
Serviram-nos e comemos em silêncio. A comida era realmente incrível, Sarah era uma ótima chef. Eu teria que agradecê-la depois por aquele manjar dos deuses. Eu quase tivera um orgasmo na primeira garfada.
Nossos olhos não se desgrudavam um só segundo. O clima de sexo voltara, indiscutivelmente. Era quase palpável. Estava no ar como nitrogênio, estava em nossas correntes sanguíneas como glóbulos.
Ao terminarmos, limpei os cantos da boca com o lenço e tomei um gole do vinho, sentindo sua doçura preencher minha garganta. O clima estava tão cheio de tesão, analisávamos cada gesto um do outro, estávamos tensos. Eu não sabia exatamente como lidar com tanta excitação. Eu estava subindo pelas paredes.
Jacob levava meu corpo a níveis extremados. Era como se eu não pudesse controlar minhas reações quando estava perto dele. Eu era toda hormônios e líquidos vaginais quando o via. Minha imaginação corria louca com hipóteses fantasiosas de nós dois em uma cama ou no box de um banheiro, seu membro me preenchendo e estocando fundo em minha feminilidade enquanto eu arranhava suas costas e chupava seu pescoço. Eu estava perdendo o juízo.
Inesperadamente, Jacob levantou-se e caminhou em passos largos até mim, contornando a mesa. Seus olhos continham um brilho feroz e sua postura era felina. Novamente lembrou-me um predador.
Ele arrastou minha cadeira e ergueu-me pelas mãos, puxando-me de encontro á montanha maciça que era seu corpo. Senti minha pele se chocar com a sua, músculos contra músculos. Minha respiração ficou falha, entrecortada. O ar parecia bloqueado, não queria entrar em meus pulmões.
Seu hálito bateu em meu rosto. Hortelã e algo mais. Era... Inebriante. Fiquei entorpecida com aquele cheiro. Sua boca carnuda me chamava e eu queria muito atender aos pedidos mudos que ela me enviava. Seus olhos queimavam minha face e eu podia sentir seu membro já ereto contra minha barriga.
Céus, o que estava acontecendo ali?
Jacob aproximou nossos rostos e pressionou meu lábio inferior com a ponta de sua língua. Quase gemi. Mordiscou meu queixo de leve e eu senti minha respiração acelerar. Um arrepio percorreu minha pele, eriçando-a.
– Tenho permissão para fazer o que estou pensando, Renesmee? – ele sussurrou ao meu pé do ouvido, mordendo o lóbulo em seguida e dando-lhe um pequeno chupão antes de retornar seu foco para meus lábios.
“Cristo, sim! Sim, faça o que quiser! Só aplaque esse fogo em meu sexo! Me prove, me possua! Sou sua, Black!” – minha mente gritou, berrou. Acho que, se ela pudesse, acenaria veementemente e colocaria pinos fosforescentes para chamar a atenção dele.
Jacob viu alguma coisa em meus olhos e sorriu, sacana, aproximando seu rosto ainda mais do meu.
“Oh, é agora!” – gemi baixinho, em antecipação.
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