Notas iniciais
Como prometido, estou aqui!
Olá, Caramelas! Um pequeno desabafo, ta ficando meio difícil escrever a fic. Tô com a perna quebrada *tradução literal: morrendo de dor*, cheia de problemas pessoais, e atolada de provas e trabalhos na universidade. Ajudaria se vocês dessem uma força e comentassem de verdade. Fantasminhas, eu não mordo, ok? Só se pedirem e forem homens, pq eu não curto a outra fruta!
Próximo capítulo só sai com 310 reviews!
É, isso, ENJOY PEOPLE!
E meus profundos e sexys agradecimentos á Feh_Bueno, que deixou uma recomendação ardente pra SN! Obrigada, Caramela! Sigam o exemplo!

POV Renesmee


“Oh, é agora!” – gemi baixinho, em antecipação.

Senti sua mão forte espalmar o meio de minhas costas e pressionar meu corpo ainda mais contra o seu. Cada nova investida dele contra mim fazia-me sentir seu membro milagrosamente grande e duro contra a pele lisa de minha barriga, incitando-me.

As velhas borboletas no estômago voltaram, acendendo-me de um jeito nervoso.

Minha respiração tornou-se pesada, e eu continha a vontade crescente de revirá-los de prazer.

Senti como se pequenas línguas de fogo lambessem minha pele. Um calor absurdo me aqueceu e senti meus bicos dos seios enrijecerem-se contra o vestido. Jacob pareceu perceber também, pois seus olhos fixaram-se naqueles pontos por alguns instantes.

Suas orbes pareciam terem sido atingidas por aquelas mesmas línguas de fogo, pois seus olhos ardiam. Eu quase podia sentir seu olhar perfurante sob meus seios rígidos. Ele, então, passou a língua vagarosamente em seus lábios e lançou-me o olhar mais malicioso que eu já recebera dele até agora.

Senti meu sexo inundar-se de um modo que eu nunca sentira antes. A excitação escorreu por minhas dobras, encharcando toda a extensão de minha feminilidade, fazendo-me arquear de encontro a seu membro coberto, inconscientemente procurando por alívio.

Minha calcinha nunca estivera em estado mais crítico. E ela era tão minúscula... Daqui a pouco, minha excitação escorreria através dela e desceria por minhas pernas. Eu só esperava que Jacob não achasse aquilo tão ridículo a ponto de broxar.

“Broxar não, pelo amor de Deus, Black! Eu definitivamente preciso desse seu pau enterrado fundo em mim!” – minha mente rosnou, berrando alto, como em uma discussão. Mudando para um tom completamente insinuante e provocador, completou – “Preciso que você entre forte e grosso em meu canal molhado e apertado... Pode perceber o quão pronta para você eu estou?” – eu quase ri, até minha mente queria ser fodida por ele.

Jacob levou a outra mão até minha nuca, onde seus dedos agarraram firmemente uma mecha grande de cabelo, permitindo que uma dor fininha se alastrasse deliciosamente em ondas rápidas até meu sexo.

Ele desceu sua boca, arrastando a carne macia em direção a meu pescoço, maltratando-me. Senti sua língua roçando a pele fina de meu pescoço, tecendo longos e excitantes beijos molhados. Jacob arranhou-me naquele local com os dentes e mordeu indecentemente. O arrepio subiu e desceu por minhas pernas, perdendo-se no ponto alto entre elas, fazendo com que a outra rodada de excitação escorresse vigorosamente por minhas dobras.

“PORRA, O QUE ESSE HOMEM FAZ COMIGO?” – eu questionei, mordendo os lábios com força para conter um gemido longo que queria saltar de minha boca.

Jacob estendeu a ponta de sua língua até meus lábios, pressionando-a contra meus lábios franzidos. Passou aquele músculo molhado sobre eles e eu os entreabri, permitindo que ele fizesse o que quisesse comigo.

Ele, finalmente, tomou minha boca para si, tocando meus lábios com os seus, sua língua invadindo minha cavidade no beijo mais quente e delicioso que eu já provara. O beijo de Jacob era algo sem igual. Seus lábios eram de uma maciez incrível, e seu gosto era o mais apetitoso que eu já sentira. Era forte e doce, tinha o doce do vinho que tomamos e o hortelã de seu hálito. Uma combinação altamente perigosa e tentadora.

Percebi que caminhávamos em direção a algum lugar e senti quando minhas costas repousaram em algo macio. Acomodei-me no sofá e senti o corpo firme e tonificado de Jacob deitar-se sobre mim, sustentando seu peso numa das mãos que o erguia no braço do móvel.

Arquejos arranhavam minha garganta e saíam por minha boca, sem permissão. Gemidos profundos e arrastados eram sussurrados em seus ouvidos. Milagrosamente, as mãos dele começaram a passear por meu corpo.

Seus dedos apertavam minha cintura e subiam por minhas costelas, parando em cima dos seios cobertos pelo vestido, onde ele roçava os dedos em meus mamilos intumescidos. Minha respiração acelerava e pesava, tornando-se escassa e rápida, como a de um corredor de maratona. Seus lábios tomaram meu colo descoberto e suas mãos desceram para minha bunda, pressionando meu quadril contra seu volume gigantesco.

Não conseguia mais aguentar tantas camadas de tecidos separando nossas peles. Desajeitada e desesperadamente, arranquei sua jaqueta do corpo, jogando-a longe. Sua camisa branca teve o mesmo destino. O desejo era palpável entre nós, era quase como se houvesse uma camada fina de eletricidade no pequeno espaço de ar entre eu e Jacob.

Parei alguns instantes para admirar seu peitoral tão definido e sua barriga esculpida. E gemi com a visão. Jacob sorriu, do jeito mais sacana que eu já vira um homem sorrir. Ele era incrivelmente pornográfico, era quase crime que ele sorrisse daquele modo. Jacob era tão inumanamente perfeito que eu não precisava de muito para enlouquecer com ele.

Subi minhas unhas para o ponto alto de suas costas e desci, arranhando com força e com todo o fogo que tinha a sua pele, marcando-o como meu. Cruzei minhas pernas ao redor de seu quadril e rocei nossas intimidades, arrancando arfares ofegantes de ambas as partes.

Ouvi um urro grave e baixo, extremamente sensual, e fitei as orbes negras, profundas, de Black, que continham todo o desejo carnal que um homem pode sentir, e percebi que ele perdera as estribeiras. Senti um orgulho impressionante preencher-me. Eu tinha um homem incrivelmente gostoso em meus braços e eu o fizera perder o juízo!

“Nem tudo está perdido afinal, Renesmee” – minha mente quase aplaudiu, regojizada, em meio a aura de sexo – “Então você realmente sabe seduzir um homem, hã?” – ela riu, cheia de segundas intenções e sentidos duplos.

Um poder que eu desconhecia se fez sentir em meu corpo. Eu agora sentia-me uma mulher poderosa, capaz de realmente saciar um homem.

E então meus pensamentos me venceram, tomando um rumo completamente diferente e absurdamente inesperado.

Contra a minha vontade, pensar em saciedade masculina me fez lembrar de Alec, de como eu pensara que fora minha culpa ele ter procurado por outra. Se eu fosse mulher suficiente, talvez ainda estivéssemos juntos, talvez ele não tivesse me traído. Se eu fosse boa de cama o suficiente. Mas não, eu não era.

Senti a excitação ir se esvaindo de meu corpo. Eu não era mulher o suficiente para Jacob também. Era só uma questão de tempo até que ele percebesse e fizesse o mesmo que Alec. No fim, todos descobriam que eu não era essa Coca Cola toda. Eu era péssima, eu não era capaz de ser sensual ou gostosa. Eu era desengonçada, eu era esquisita. Nenhum beijo quente mudaria isso.

Sacudi minha cabeça e retesei meu corpo. Jacob sentiu a mudança. Suas mãos afrouxaram um pouco o aperto e seus olhos inquisidores e preocupados encontraram os meus.

– Aconteceu alguma coisa? – sua voz rouca deixava claro que eu não tinha sido a única a me animar com aquilo, mas eu precisava parar. Se eu fosse longe demais com ele e no dia seguinte o escutasse dizer que eu era a pior que ele já comera, eu me sentiria a última das mulheres. Eu não precisava de outra humilhação, eu já tinha uma cota imensa delas.

– Eu... – minha voz saiu fina demais, quase inaudível. Pigarreei para encontrá-la, também dando-me um pouco de tempo para criar coragem de recusar Jacob Black. Eu o queria tanto! Ele era incrivelmente apetitoso, gostoso como nenhum outro, e eu tinha uma chance com ele ali, agora. Eu talvez estivesse desperdiçando a única chance que eu teria com ele na vida.

Sacudi levemente a cabeça e forcei minha mente a lembrar-me o motivo de estar fugindo dele.

“Você não é boa o suficiente. Nunca foi. Jacob só ainda não descobriu isso. Mas ele vai descobrir, acredite! Alec descobriu, o que te faz pensar que com Jacob seria diferente?” – minha consciência ergueu as sobrancelhas e soltou um sorriso de pena, quase escárnio em minha direção.

Foi a gota d’água. Eu sentindo pena de mim mesma! Jamais pensei que pudesse me encontrar numa situação dessas.

Afastei meu corpo do dele e levantei-me do sofá, ajeitando a roupa no processo. Jacob franziu a testa. Já de pé, reuni as palavras que teria de pôr para fora.

– Eu preciso ir embora. – falei, colocando toda a determinação que tinha na voz. – Tenho toneladas de processos para analisar em casa. Não precisa me levar, eu pego um táxi. – tentei sorrir, mas não consegui mover os cantos dos lábios para cima. – Obrigada pela noite e agradeça a Sarah pelo jantar. – eu falava sem parar, sem dar tempo para que Jacob assimilasse direito as coisas. Ele podia enfurecer-se pela recusa e eu não queria enfrentar sua fúria por conta da frustração sexual que eu estava lhe proporcionando.

Não fitei seus olhos uma única vez, mas pude ver de relance sua boca escancarada num “O” perfeito e sua expressão de incredulidade, de quem não estava entendendo o que se passava. Peguei minha bolsa de mão e caminhei em passos largos até a porta de madeira da sala.

Engoli as lágrimas, os pensamentos tomando forma de um modo assustador.

Eu nunca seria eu novamente. Eu sempre teria medo de ser rejeitada novamente, de ser traída. Eu nunca saberia o que era ser novamente uma mulher que sabia que era suficiente, que satisfazia seu homem. Eu nunca me sentiria á vontade de novo com um homem, a ponto de confiar nele e de confiar em mim. A Renesmee que acreditava em si e em seu companheiro havia morrido no instante em que ouvi as vozes de Alec e Rosalie na sala do nosso apartamento.

Jacob não tinha culpa de nada, mas talvez viesse a ter. E se ele fosse como Alec? E se eu dormisse com ele e na manhã seguinte ele dissesse que fora uma perda de tempo ter investido em mim? E se ele me trocasse na primeira oportunidade?

Não! Já chegava disso! Já chegava de ser rebaixada! Nenhum homem pisaria em mim de novo. Eu não seria idiota mais uma vez. Jacob era igual a Alec, todos os homens eram iguais. Eu não entregaria meu coração e meu corpo nas mãos de um homem outra vez.

Imagens dolorosas de Alec e Rosalie em nossa cama voltaram com toda a força, passavam por trás de meus olhos como um filme. Eu podia ouvir o barulho de seus corpos se chocando, seus gemidos ecoando como se eu estivesse dentro daquele armário de novo.

Senti meu coração se apertar no peito, ficar pequeno de uma forma doentia. Minha temperatura corporal parecia ter decaído uns três graus. Eu tremia em espasmos involuntários que convulsionavam levemente minha estrutura óssea.

Eu achei que podia ter um encontro normal com um cara normal, que eu poderia somente ir para a cama com ele, sem envolvimento, mas eu estava enganada. Eu era uma tola! Eu não era tão forte quanto pensava que era, e o fantasma da traição ainda me atormentaria por muito tempo.

Eu não pude segurar mais as lágrimas, eu as senti descer pelos cantos dos meus olhos e passei as mãos sobre elas, numa vã tentativa de limpar a vista.

Girei o trinco da porta de madeira, mas não pude dar outro passo. Senti uma mão quente envolver a minha sob a bola maciça de ferro. Antes que eu pudesse protestar, uma outra mão girou meu corpo contra a porta e de frente para Jacob.

Abaixei a cabeça o máximo que pude. Eu não queria que ele me visse chorar. Aquilo já fora humilhante demais.

– Renesmee, está chorando? – Jacob soou preocupado, sua voz subindo um ou dois oitavos. O desespero era palpável em sua voz. Senti-me mal por estragar sua noite. Ele poderia estar com alguém melhor, alguém que fosse boa de verdade, que pudesse satisfazê-lo, mas não, ele estava aqui, aturando os acessos de uma mulher traída que não sabia segurar um homem.

Sacudi a cabeça em negação a sua pergunta. Eu não podia confiar em minha voz agora.

Senti dedos em meu queixo, fazendo pressão para erguê-lo. Tentei livrar-me, mas Jacob era forte e insistente demais, então, depois de alguns instantes, cedi.

Assim que nossos olhos se cruzaram, vi a pena estampada nos seus. Isso despertou algo triste em demasiado dentro de mim. Não contive a rodada de histeria que se seguiu, e Jacob pegou-me nos braços, ninando-me, e sentando-nos no sofá novamente.

Meu peito subia e descia com os soluços, e eu convulsionava em seu abraço, a cabeça apoiada no vão macio de sua clavícula. Ele apenas balançava-me levemente de um lado pro outro e balbuciava suavemente um “Vai ficar tudo bem, Cullen. Vai ficar tudo bem.”, enquanto passava as mãos por minhas costas.

Não sei quanto tempo durou meu acesso de choro, mas, quando cessou meu ataque de histeria, soltei-me de seu aperto e sorri amarelo. Saí de seu colo e Jacob também se pôs de pé. Seu peito nu estava cheio de rastros secos de lágrimas. Senti meu rosto ruborizar e dei-me conta da situação. Eu acabara de dar um showzinho no meu primeiro encontro com Jacob! Eu era mesmo uma idiota!

“Você tem que sair logo daqui, Renesmee!” – minha mente alertou, prevendo mais alguma situação escabrosa.

– Renesmee, o que houve? – Jacob perguntou, do modo mais suave que parecia ter. Para ele, era como se eu pudesse iniciar outra rodada á menção de qualquer mera palavra errada. Ele parecia ter acionado o modo protetor, estava todo cauteloso e gentil.

Eu sabia perfeitamente o que estava acontecendo. Eu estava liberando tudo o que guardara desde minha última crise quando cheguei á casa de meus pais, logo após descobrir a traição de Alec. Eu estava despejando em Jacob — a pessoa errada, no momento errado — minhas frustrações e dores. Mas não era algo que eu pudesse explicar a Jacob. O que eu diria?

“Jacob, querido, desculpe por esse vexame. É que eu descobri, faz pouco tempo, que meu noivo me traiu por cinco meses com a secretária na nossa cama. Eu percebi que não sou mulher o suficiente para homem nenhum, e, se você for esperto, vai perceber também”? Não, eu não iria decair a esse ponto!

– Não foi nada, Jacob – eu disse, num fio de voz – Não precisa se preocupar. Eu já estou de saída. Obrigada por tudo e desculpe. – eu fiz menção de sair, mas ele prendeu-me pela cintura.

– Renesmee, você não vai embora daqui assim – ele falou, calmamente. Senti um arrepio subir por minha coluna. – Quer um copo de água? Sentar, talvez? – ele mostrava-se prestativo, novamente.

– Não, obrigada. Eu realmente tenho que ir. – eu tentei sair de seu aperto, mas ele tocou um dedo no meu rosto e aproximou o seu do meu, encostando seus lábios em minha bochecha, sugando uma lágrima que ali ainda escorria.

Jacob começou um processo secativo de lágrimas com seus lábios até que todas as lágrimas que eu tinha houvessem ido embora com seus beijos. Meu coração se amoleceu com seu carinho, sua gentileza, sua paciência.

Assim que terminou, tomou meus lábios outra vez, de forma doce, casta, mas, ainda assim, acendendo-me. Mas eu não estava tão entregue quanto antes, e minha consciência piscava em letras berrantes “ELE VAI TE DAR UM FORA PELA MANHÃ!”.

– Jacob, eu não... — tentei dizer entre os beijos que não podia fazer aquilo, mas mal comecei a falar e Jacob me cortou.

– Renesmee, eu não sei o que há de errado. Não, na verdade, acho que faço uma idéia. Mas eu não sou como ele. Eu não vou te machucar, eu prometo. Confia em mim. – ele pediu, sustentando firmemente meu olhar. Senti vontade de chorar novamente, mas engoli o choro. Como Jacob sabia?

Sacudi a cabeça. “Confia em mim”, repeti suas palavras em minha mente. Como eu explicaria a ele que jamais poderia confiar nele? Que jamais poderia confiar em qualquer homem novamente?

– Jacob, eu não posso confiar em você. Nem em mim eu confio mais. – eu murmurei baixinho, meio que rezando para que ele não escutasse. Eu queria que Jacob continuasse atrás de mim, eu queria que ele se mostrasse interessado, que provasse que era diferente, mas não podia pedir, e não podia retribuir. Eu tinha que ser sincera, mas podia torcer um pouco pelo meu egoísmo.

– Eu vou provar que pode confiar em mim. Vou fazer isso. Só preciso que me deixe tentar. Eu vou ser o que você precisar: um amigo, um irmão, um protetor, um amante. É só deixar eu entrar na sua vida. Você é especial, Renesmee, e só você não enxerga o quão incrível você é. Eu fiquei louco desde o primeiro momento em que pus meus olhos em você, mulher! Eu quero te ter, e pode parecer absurdo, mas eu sinto que você é exatamente o que eu preciso. – ele falou com uma firmeza tão absurda que, por um momento, permiti-me acreditar. Senti uma onda de ternura me inundar, e uma fagulha de esperança se acendeu em meu peito. – Só uma chance, Cullen... – Jacob pediu, com os grandes olhos cheios de uma promessa velada.

– Você pode tentar, mas eu não posso garantir que vou corresponder do mesmo modo, ou mesmo que eu vá acreditar. – senti seus olhos meio ofendidos depois disso, e pousei minha mão em sua bochecha, fazendo um leve afago, e tratando de acrescentar, olhando fundo em seus olhos – Tenho que ser honesta, Jacob, você tem que saber exatamente em que está se metendo. Eu estou quebrada, não posso ser consertada. Sou uma casa vazia, e talvez eu nunca seja habitada de novo. – eu disse, num tom tão melancólico que quase não me reconheci.

A expressão de Jacob tornou-se compreensiva e seus olhos ficaram nervosos um instante.

– Quem é ele, Renesmee? – ele perguntou baixo.

– O nome dele é Alec. Fomos namorados por sete anos, ele foi meu primeiro beijo, meu primeiro homem. O único até você aparecer. Nós morávamos juntos. Ficamos noivos havia um tempo. – eu falei, com certa nostalgia na voz. Senti Jacob enrijecer á menção do nome de Alec, mas achei que era normal, essa coisa de “não gosto que fale dos seus exs pra mim” que todo homem tem, e não dei muita atenção. – Num belo dia de sol, tirei folga do trabalho e cheguei em casa mais cedo, disposta a passar um dia romântico com ele. – continuei, tentando conter as lágrimas quando as imagens ameaçaram voltar – E então o peguei na nossa cama com a secretária. Ele me traía há cinco meses com ela. – eu completei, engolindo o bolo que se formara em minha garganta.

Jacob fechou seus braços ao meu redor e eu apoiei a cabeça em seu ombro, respirando seu cheiro amadeirado para me acalmar.

Fiquei com medo de seu silêncio. Ele não demonstrara nada em sua feição. Pronto, eu agora tinha realmente afastado o cara. Era esse o momento em que ele dizia “Sinto muito, mas não posso tentar lutar com isso.”.

“É, Renesmee, fadada a ficar sozinha...” – minha mente murmurou, pela primeira vez com uma ponta amarga.

– Alec Volturi? – ele perguntou, sua voz parecendo um rosnado.

– Sim, o seu chefe. E a secretária você também conhece, é Rosalie Hale. – eu confirmei, num fio de voz. Eu sabia que ele trabalhava para Alec, afinal, eu o conhecera no estacionamento da Sunset e ele era modelo, mas, talvez, Jacob descobrir que estava se envolvendo com a ex-mulher de seu superior fosse demais e ele me desse o fora. Ele era tão focado em seu trabalho que poderia querer preservar sua carreira. E eu compreendia perfeitamente. Era absolutamente aceitável.

Jacob retesou todo o seu corpo e eu ouvi um trincar de dentes. Ele me apertou mais contra seu corpo e respirou em meus cabelos, parecendo querer absorver minha fragrância.

– Eu vou cuidar de você, Renesmee. – ele prometeu.

E eu me senti protegida, como há dias não me sentia.

Notas finais
Comentem, Caramelas! Lembrem-se, só sai outro com 310 reviews! Beijocas,