Sweet Nothing (HIATUS)
9 Droga, é o Berry!
Notas iniciais
Sábado passado não teve capítulo, eu sei, mas a culpa não foi minha (antes que me apedrejem). Não atingimos a meta e ficou pendente. Só conseguimos os 310 reviews no domingo, sinto muito.
Enfim, esse capítulo não é pervo. Eu sei, dá dó, né? Mas a hora do casal ta chegando, pessoas, não fiquem malucas antes da hora!
O próximo só sai com 385 reviews. Por isso, vamos colocar esses dedinhos para trabalhar, Gangue Black!
Ah, e eu tenho que agradecer á Paloomah, que mandou uma recomendação muuuito hot e cheia de calores! KKKKKKKK Obrigada, Caramela! Sigam o exemplo!
Beijocas e ENJOY PEOPLE!
POV Renesmee
Cruzei a porta do edifício da multinacional e apertei a bolsa mais junto ao corpo. Dei mais uma mordida no bolinho de morango que segurava e puxei o ar para os pulmões, suspirando exasperada. Estava sendo um dia daqueles!
Eu tivera duas audiências pela manhã logo cedo e, quando pensei que tinha resolvido todas as pendências do dia, deparei-me com uma tonelada de outros processos e contratos da empresa para analisar e dar entrada.
Minha cabeça já estava latejando naquela dorzinha aguda quando, depois de quatro copos de café com canela e açúcar, eu resolvi fazer uma pequena pausa para o almoço. Havia um restaurante seguindo duas ruas abaixo e a comida era ótima. Não como a do Bistrô Denevieve, mas era do tipo que você ainda conseguia estalar a língua no céu da boca enquanto degustava.
Sarah, Jacob. Fazia exatos três dias do nosso encontro desastroso, onde eu pagara o maior mico da minha vida inteira. Chorar e falar do ex pro cara super gostoso com quem você está saindo enquanto estavam quase se comendo não era exatamente o meu plano para aquela noite.
“Ou qualquer outra noite, você quer dizer!” – minha mente ironizou, sempre simpática. Mas ela tinha razão, e eu não tinha tido oportunidade de saber exatamente o que Jacob pensara de mim após esse episódio.
Eu não tinha seu número, ele tinha o meu por causa do cartão que entreguei-lhe quando bati em seu precioso carro. Ainda assim, ele não me ligara. Uma única vez sequer. E olhe que no bendito cartão tinha número da empresa, número de casa, número do celular, e-mail, contato do facebook e skype — o que me deixava de orelha em pé.
Se ele não ligara ou mandara, sei lá, um sinal de fumaça, foi porque tudo o que ele dissera naquela noite não passou de palavras soltas para me fazer parar de chorar, ou talvez pra me levar pra cama. Se a intenção era a primeira, ele realmente conseguiu. Depois do berreiro, eu realmente me acalmara e até trocamos mais alguns beijos, dessa vez sem muito calor, antes que ele me deixasse na porta de casa e se despedisse com um singelo selinho e um carinho em minha bochecha. Se a intenção era a segunda, bem, a primeira é autoexplicativa.
Talvez Jacob tivesse pensado melhor, ao deitar em sua cama, e tivera concluído que eu não era tão desejável assim para que ele gastasse tanto tempo e esforço comigo. Eu concordava, e não o culparia por isso. Eu tinha plena consciência de que era um beco sem saída, e de que Jacob merecia coisa melhor.
Em contrapartida, eu queria que ele lutasse por mim, que ele investisse. Eu queria que Jacob Black me quisesse, que ele me conquistasse e me curasse. E eu ainda esperava por um sinal. Meu coração, idiota como ele só, ainda esperava que a tela do computador piscasse em um e-mail dele ou uma janela se abrisse no facebook numa conversa entre nós dois. Fiquei horas conferindo todos os meus contatos. Jéssica até estranhou que eu pedisse a ela que checasse tudo de meia em meia hora e anotasse cada detalhe dos recados que me repassava. Mas nada aconteceu. Nenhuma mensagenzinha sequer.
Era frustrante, mas eu entendia. E até apoiava, olhe só! Tanto é que, nas últimas trinta e seis horas, foquei-me no trabalho como nunca antes. Foram horas e horas á fio vivendo á base de cafés com canela e açúcar e bolinhos de morango, analisando pilhas e pilhas de documentos.
Sacudi a cabeça, tentando livrar-me dos pensamentos. Eu tinha pouco tempo para comer, havia ainda mais papelada para olhar quando voltasse para meu escritório. Dei dois passos até sentir o celular vibrar no bolso da calça.
Digitei o código de segurança e deslizei o dedo sob a tela, abrindo a caixa de mensagem. Um número desconhecido enviara um sms.
“Está particularmente linda hoje, Srta. Cullen. Para onde vai com tanta pressa? Ah, antes que eu me esqueça, estou com uma vontade absurda de ser esse bolinho de sorte... Será que posso ganhar uma mordida assim também?”.
Senti o sangue se esvair de meu corpo. De repente a temperatura pareceu cair uns dois ou três graus e minha pele inteira se arrepiou. Meus olhos esbugalharam-se. Assustada, olhei em volta, minhas orbes percorrendo toda a área á minha frente, vasculhando o território. Todos os pontos pareciam viáveis para alguém se esconder. A padaria, a empresa de contabilidade, o shopping. Minha mente trabalhou rápido, como numa descarga de adrenalina, e, num instante, milhares de rostos vieram á cabeça.
Eu já trabalhava com a hipótese de algum maníaco me seguir quando outra mensagem vibrou no telefone.
“Calma, Cullen! Não queremos que tenha um infarto, não é? Está procurando no lugar errado, só isso. Dê uma olhadinha no belo homem sentado no banco da praça á sua esquerda.”
Virei-me, imediatamente, e um sorriso involuntário brincou no canto de meus lábios.
Jacob estava recostado junto a um banco de madeira escura, e uma menininha de talvez cinco anos olhava atenta e divertida em minha direção enquanto ele apontava pra mim e dizia-lhe algo.
Ele vestia uma camiseta verde escura e uma calça preta, um óculos escuro estilo aviador pendia do V de sua camisa. Seus músculos estavam flexionados pela posição em que estava, de cotovelos nos joelhos. Sua pele tinha uma coloração invejável sob os raios solares e seu sorriso Colgate, aquele pelo qual eu era fissurada, combinava com os olhos negros e profundos que brilhavam numa excitação diferente da que ele já direcionara a mim. Suas coxas estavam incrivelmente apetitosas sob o tecido da calça, e eu, vergonhosamente, senti minha boca salivar.
Eu caminhei um pequeno espaço até que, subitamente, a garotinha correu em minha direção. As pernas grossas, apesar de pequenas, eram ágeis. A pele morena avermelhada, que em muito lembrava-me Jacob, tinha um leve brilho ao sol. Os curtos cabelos pretos balançavam lisos com o vento e a franja na altura das sobrancelhas lhe conferia um ar de boneca. As bochechas estavam coradas pelo esforço quando ela finalmente parou na minha frente e fez sinal com o dedo para que eu me abaixasse. Era uma criança realmente adorável.
- Você é a Renesmee? – ela inquiriu, fazendo uma careta ao soletrar meu nome esquisito, demorando-se ao tentar acertá-lo. Eu ri suavemente de sua testa franzida e concordei com a cabeça. Ela fungou um risinho e mostrou-me uma fileira de dentes de leite branquinhos ao sorrir em minha direção.
- Eu sou a Rachel. Sou irmã do bocó ali. – ela sorriu, sapeca, apontando para Jacob. Este,vindo não sei da onde, apareceu num instante atrás de Rachel e pegou-a nos braços, jogando-a para cima somente para, no segundo seguinte, pegá-la nos braços novamente, dando-lhe um susto.
- Quem é o bocó agora, hein, mocinha? – ele provocou, lançando-me um sorriso malicioso que Rachel não podia ver. Apesar do momento inapropriado, senti meu sexo fisgar. Ó Deus!
Eu tinha que manter o autocontrole, estávamos num lugar público. Pelos céus, estávamos com a irmãzinha dele no parque!
“Que espécie de tarada você é, Renesmee?!” – minha mente ralhou, quase entre dentes.
Ele esfregou o nariz no cabelo da pequena e ela deu um gritinho agudo.
- Jakeeeeeeeeeeeee! O meu cabelo! – ela protestou, e seu irmão logo encheu-a de cócegas,a que ela retribuiu rindo tanto que grossas lágrimas pendiam de seus olhos. – Não, Jake, nãããão! – ela pedia, em meio aos risos — Minha barriga, Jake! – ela arfou, contorcendo-se nos braços do moreno — Para!
Finalmente, Jacob resolveu dar um descanso á menina e colocou-a no chão. Rachel arrumou seu cabelo e o vestido bege rodado com uma faixa azul marinho na cintura e saiu bufando. Seguiu marchando até o banco em que os dois estavam sentados, pegou sua boneca, que parecia de porcelana, e caminhou até um grupo de outras crianças que se divertiam num canto da praça.
Ri de sua irritação e balancei a cabeça negativamente. Ela lembra-me de mim quando era mais jovem. Impetuosa e obstinada. Coitadinha, se ela tivesse o mesmo destino... Não, ela não teria. Eram casos completamente diferentes aqui.
Esperei até que Rachel estivesse longe o suficiente e direcionei meu olhar á ele: Jacob Black. Eu não sabia exatamente o que esperar de sua súbita aparição, então preferi ficar calada até que ele informasse a que veio. Eu não cometeria o erro de falar besteira sem tê-lo ouvido antes.
- Ela é incrível, não é? – ele disse, ainda admirando a irmã, que dava ordens ás outras crianças para formarem filas. Seu sorriso era uma mistura de deslumbramento e nostalgia. Parecia estar lembrando de algo. – É um milagre que tenha nascido, minha mãe quase teve um aborto espontâneo. Não achávamos mais que ela pudesse engravidar, a idade já era tão avançada... – sua voz foi morrendo.
Assenti, um pouco receosa em dizer algo inapropriado. Eu não sabia exatamente o que dizer. Ficava feliz por Rachel ter nascido, mas, pelo tom de Jacob, parecia que ela sofrera muito antes de vir ao mundo. Eu não sabia se parabenizava pelo nascimento ou lamentava pelo que quer que ela tenha passado. Pelo sim e pelo não, resolvi me abster.
Black, enfim, resolveu acordar do transe. Sacudiu a cabeça e focou sua atenção em mim. Seus olhos perderam-se nos meus e eu senti-me afogando naquele breu de suas orbes. Senti suas mãos cobrirem as minhas e seu calor percorrer minha pele, enviando ondas rápidas de excitação por meus braços até meu sexo, que encharcou-se num só golpe. Segurei o gemido.
“PELO AMOR DE DEUS, RENESMEE, CONTENHA-SE!” – minha mente berrou, contendo minha perversão. Eu não podia bancar a sociopata ninfomaníaca na frente de cinqüenta crianças, não é? Arrancar as roupas de Jacob e ficar de quatro, mandando ele foder-me fundo e forte, não era uma opção viável naquele momento.
- Desculpa. Eu sei que você deve ter pensado um milhão de coisas a respeito desse meu sumiço. – ele respirou fundo – Tive que viajar. Havia um desfile para a Armani em Paris e eu era modelo principal. – ele explicou. Quase bufei. Aquilo não justificava ele ter ficado sem ligar ou mandar uma mensagem, apenas dizia por que não veio pessoalmente. Parecendo entender meu olhar inquisidor, ele prosseguiu – E minha bagagem foi extraviada. Meu celular foi roubado enquanto eu tirava um cochilo nas poltronas do saguão antes do vôo. Eu tive que resolver tudo ás pressas e ainda tinha que ir ao ensaio do desfile, á prova de roupa, e ao próprio desfile. – ele disse tudo num fôlego só. Prendi o riso. Era azar demais até mesmo pra mim. – Pode me perdoar? – ele inquiriu, lançando-me o olhar mais inocente que eu já tivera visto vindo dele.
Senti meu coração se aquecer. Isso vinha acontecendo muito quando eu pensava em Jacob.
“Então ele não te dispensou, hein, Renesmee?” – minha mente ditou, toda insinuadora. – “Quer dizer que ainda estamos no páreo?”.
Quase sorri com isso. Eu podia sentir meu olhar se iluminando, meu rosto corando. Meu estômago se revirava, agitado, e parecia que alguém dançava nele. Um misto de nervosismo e alegria se alastrou por meu sistema. Eu não sabia exatamente o que pensar.
- Claro. – eu respondi – Não foi culpa sua.
Assisti os lábios de Jacob se arreganharem em um sorriso gigante como eu tinha vontade de arreganhar minhas pernas para sentir o membro dele entrando fundo em mim. Foi contagiante, e eu não pude evitar sorrir de volta.
Senti suas mãos deslizarem de meus braços para minha cintura, puxando-me em sua direção. Seus lábios, antes abertos num sorriso de exultação, curvavam-se num de malícia. O espaço ficou pequeno entre nós, e eu sentia seus olhos queimarem minha pele.
Uma de suas mãos trilhou o caminho até meus cabelos, onde senti-la se prender. O rastro de fogo que deixou alastrou-se rapidamente até meu sexo, fazendo-o inundar-se. A tensão sexual tão constante entre eu e ele se fez presente novamente.
Só deu tempo de segurar o gemido, pois, no segundo seguinte, senti seus lábios esmagarem os meus. Entreabri minha boca com fome, dando passagem para sua língua. Seu gosto era algo de que eu nunca me cansaria. Hortelã e algo mais, era inebriante!
Senti o frenesi, e tive que parar o beijo. Eu não podia começar a tirar a roupa dele no parque. Havia umas quarenta crianças ali! E era ao ar livre!
Terminei o beijo com alguns selinhos e me encostei a seu corpo, dando-lhe um abraço meio desajeitado. Apoiei minha cabeça no vão entre seu pescoço e seu peito e respirei fundo seu cheiro, guardando-o na memória. Depositei um beijo ali e ouvi Jacob suspirar, retesando seu corpo.
Respirou fundo e deu uma mordidinha no lóbulo da minha orelha. Senti o arrepio correr minha pele e suspirei.
- Que tal se deixássemos Rachel com a minha mãe e fôssemos ao meu apartamento? – ele sugeriu, seu hálito fazendo cócegas excitantes em meu ouvido. Quase gemi.
- Não posso. Tenho milhares de processos para analisar. – Jacob gemeu em protesto. Abriu a boca e eu o interrompi, prevendo sua pergunta – E não, eu não posso adiar. Sinto muito, Jacob.
Ele bufou baixinho e eu quase ri. Era bom saber que eu também o afetava.
- Tudo bem, tudo bem. – ele disse, um pouco mais controlado. – Mas você vai jantar na minha casa hoje. – abri a boca. Ele não escutou uma palavra do que eu disse? Eu tinha toneladas de papéis para ler! – E eu também não aceito não como resposta. – ele sorriu, presunçoso.
Bufei.
- Chantagista. – falei, baixinho. Jacob riu.
“Ao que parece, não tão baixo assim” – minha mente ironizou.
- Tudo bem, eu vou. – dei-me por vencida. Eu sabia que não adiantaria dizer não. Jacob era muito persuasivo quando queria.
Dei uma olhadela no relógio. Caramba, já eram 13:02h!
- Jacob, tenho que ir. Mande um beijo para Rachel. – dei-lhe um selinho, que ele aprofundou um pouco.
- Esteja pronta ás nove. – ele advertiu, sorrindo. Acenei com a cabeça e saí andando, apressada.
Teria que ligar para o restaurante e pedir que mandassem quentinhas para o escritório.
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- Boa noite, Jacob. – ouvi Esme cumprimentando-o.
Eu chegara ás 20:23h na casa dos meus pais e, desde então, corri contra o relógio para ficar pronta. O que não deu muito certo, já que agora, ás 21:00h (sim, Jacob é pontual), eu ainda não sabia que roupa vestir ou que sapato usar. Pelo menos a maquiagem já estava feita e o cabelo penteado.
Ele dissera que iríamos jantar em seu apartamento. Eu não sabia se estaríamos sozinhos ou se Rachel e outros familiares estariam presentes, afinal, sempre que nos encontramos, algum parente dele está lá.
- Renesmee chegou ainda a pouco da empresa. Sente-se, ela não vai demorar muito. – mamãe fez as honras da casa. Eu pedi a ela que fizesse sala para Jacob enquanto eu terminava de me arrumar. De início, ela protestou, disse que não era certo eu já estar investindo em outro relacionamento agora, que eu provavelmente só estava com “esse rapaz” porque acreditava na premissa de que só se cura um amor com outro. Eu declinei de suas acusações e pedi que ela fosse gentil com Black. Depois de alguma insistência, ela suspirou e cedeu.
Carlisle estava no hospital, em mais um de seus plantões, e disse que eu fazia da minha vida o que eu quisesse. Ele era um dos grandes apoiadores de eu seguir em frente e deixar Alec no passado.
Alec, droga!
“Esquece isso, Renesmee! Já deu! Tem um homem super gostoso na sala te esperando, trate de deixar o bocó do seu ex pra trás e se concentrar em ficar igualmente gostosa pra Jacob!” – minha mente ordenou. Permiti que meu corpo tomasse as rédeas e catei algumas peças de roupa.
Não queria parecer desesperada ou vulgar, e, como era um jantar simples na casa dele, vesti um jeans skinny de cintura alta azul escuro e uma blusa de gola rolê creme. Os sapatos eram saltos 15 perolados e um cardigã rosado. A maquiagem clara ajudou a deixar o look descontraído, e eu apostei só no batom coral um tanto avermelhado. Não deixei, porém, de colocar uma lingerie azul marinho provocante. Eu não podia descartar a possibilidade de acontecer alguma coisa. E se eu fosse com uma daquelas calcinhas gigantes horrorosas e o clima esquentasse? Deus me livrasse de Jacob me vir com aquela coisa!
Olhei uma última vez meu reflexo no espelho antes de catar minha bolsa de mão azul e descer as escadas.
Ouvi as risadas lá embaixo e rumei para a sala.
Jacob estava sentado no sofá e minha mãe na poltrona. Os dois pareciam entretidos em alguma conversa maluca que os fazia rir como hienas.
Sorri, encostando-me na parede. Esme, a tão durona Doutora Esme, tinha sido ganha por Jacob Black. Eu não teria mais problemas com ela.
Olhei para Jacob, e ele ainda não tinha me percebido. Estava perfeito. Sua pose relaxada, os braços apoiados no encosto do sofá, o maxilar solto. O sorriso Colgate estava ali, aberto e franco. Os cabelos escuros arrepiados e os músculos ressaltados por uma camisa de mangas cumpridas preta e calça igualmente escura. Um pecado de tão quente!
Jacob levantou os olhos e me fitou. Seus lábios curvaram-se num sorriso admirado e algo faiscou em suas profundas orbes negras.
- Com licença, Esme. – Jacob ditou, levantando-se e caminhando em minha direção. Cada passo firme era como uma carícia direta em meu sexo. Ele caminhava como um caçador, era um felino pronto para o bote.
“Linda”, seus lábios carnudos murmuraram para mim, sem som. Pegou minha mão e depositou um beijo, sorrindo malicioso ao olhar fundo em meus olhos.
Sorri de volta, sensual, e desviei a mira para minha mãe, suavizando o olhar.
- Já estamos de saída. – eu avisei. Ela concordou com a cabeça.
- Foi um prazer conhecê-la, Esme. – Jacob caminhou até ela e depositou um singelo beijo em sua mão.
— Volte sempre, Jacob. – minha mãe, assustando-me, retribuiu com gentileza.
Black repousou sua mão esquerda no centro de minhas costas e rumamos para a porta.
O vento morno chicoteou meus cabelos enquanto caminhávamos a passos largos até o Ashton Martin estacionado no meio-fio da calçada de meus pais.
Jacob abriu a porta para mim, no ato mais antigo e cavalheiro do mundo. Entrei, sentindo o ar condicionado misturar o cheiro de couro do banco ao cheiro amadeirado de Jacob. Eu sentia um frenesi crescer em meu corpo e tive que me segurar para não atacar o motorista, que já estava, com toda aquela sensualidade, sentado ao meu lado.
Serpenteamos por algumas avenidas até o mesmo bairro rico do Bistrô Denevieve. A paisagem me deixava nervosa. Eu sabia que eu não era pobre, mas todo aquele luxo, aquela riqueza, me fazia sentir o tamanho da distância entre o dinheiro de verdade e eu. Sentia-me diminuída, como se tudo o que eu já conquistei até hoje fosse pouco, não valesse lá muita coisa. E se tinha uma coisa que eu detestava era sentir-me inferior.
Continuamos o caminho em silêncio. Jacob sorria enquanto afagava minha coxa com o polegar direito. Eu sorria de volta e tentava concentrar-me no Tchaicovisky que soava nas caixas de som, percebendo que seria uma missão impossível por conta do contato de Black com meu corpo.
Estalei a boca, sentindo meus olhos arregalarem. OH, DROGA! Se eu ainda tinha alguma dúvida de que Jacob era milionário, eu deixei de ter assim que entramos na garagem subterrânea do Palace Berry – o mais caro e renomado condomínio de luxo de Los Angeles.
Gelei. Eu devia ter me arrumado melhor.
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