Sweet Nothing (HIATUS)

5 Primeiros encontros


Notas iniciais
Caramelas, o que ta acontecendo? O número de reviews caiu drasticamente! A história está ruim? Não tô escrevendo direito ou não está no rumo que vcs querem? Qué que ta pegando?
Detesto ter que cobrar de vocês, mas estou desestimulada pela falta de comentários. Próximo capítulo só sai se eu tiver uma quantidade razoável de reviews, pq assim não dá, né, gente? Comentem, please!
O capítulo de hoje está curto porque não tive ânimo pra escrever nada muito elaborado.

PVO Renesmee

O telefone tocou, me despertando de minhas perguntas. Eu atendi, um pouco trêmula.

– Dra. Cullen. – eu o saudei habitualmente, como se atendesse qualquer cliente, como se não soubesse quem era.

– Renesmee? – sua voz soou rouca e incrivelmente erótica do outro lado. Sem permissão, imaginei sua boca pronunciando meu nome. Era tão... Pornográfico. Senti minha pele se arrepiar e meu sexo dar uma fisgada dolorosa. Sacudi minha cabeça, e segurei o gemido.

“Esse homem ainda vai te matar, Renesmee!”

Segurei a respiração por alguns milésimos e rezei mentalmente para não gaguejar.

- Sim, quem deseja? – tentei soar blasé, mantendo minha pose de “não sei quem é você e sua ligação não me afeta em nada”.

- Renesmee, sou eu, Jacob. – sua voz rouca enviou ondas poderosas de excitação por meu corpo, vindo do alto de minha coluna até meu baixo ventre, que fisgou novamente.

- Desculpe, quem? – eu fiz que não o conhecia. Não queria que ele pensasse que eu fixara sua imagem na cabeça e pensara nele desde a hora que o vi. Era a mais pura verdade, mas eu ainda tinha minha dignidade e a manteria a qualquer custo.

- Jacob – ele repetiu, parecendo sem jeito com a minha “falta de memória” – Nos conhecemos pela manhã. Você destruiu meu carro – ele deu uma risada pelo nariz.

- Ah, sim. Claro. – tentei soar como alguém que se lembrava agora da cena. Eu estava me saindo bem nesse negócio de fingir não saber quem ele era. Acho que era a convivência com Alec, a gente aprende a mentir por osmose.

Sacudi a cabeça. “Não acredito que você está conversando com um moreno delicioso e excitante e fica pensando naquele canalha!” – ralhei, mentalmente.

- Já tem um orçamento? – mudei o foco da conversa.

- Ahn... Bom, não. – ele parecia ainda mais sem jeito. Imaginei-o corando. Aquelas ondas vieram mais fortes ainda. Roçei as pernas, procurando por algum alívio para a excitação crescente no ponto alto entre minhas coxas. Não pude impedir o arfar baixo que veio seguido de um arquejo de costas.

“Meu Deus, eu teria um orgasmo em menos de um minuto de ligação só com a voz dele falando coisas banais?”. Eu era uma fodida filha da puta. “Onde está o seu respeito, Renesmee? Virou vadia agora, foi?” – vociferei. Droga, Black! Por que você tem que ser tão apetitoso?!

Resolvi contornar a situação e levar as coisas na brincadeira. Pus meu melhor tom de inocência e controlei meus batimentos ao máximo. Era tudo o que eu podia fazer agora.

- Então a que devo a honra do telefonema, Sr. Black? – ouvi sua respiração ficar pesada do outro lado. Havia um farfalhar ao fundo e parecia que ele arquejava. E nada de a resposta vir.

- Senhor Black? – nada ainda, apenas respirações entrecortadas – Jacob?

- Sim, estou aqui – sua voz parecia ainda mais rouca, como se tivesse acabado de acordar. Ou de transar. Gemi com o pensamento e tentei abafá-lo com a mão no telefone. Céus, será mesmo que ele estava se masturbando enquanto falava comigo ao telefone? – Desculpe, Renesmee. – ele fez uma pequena pausa e pigarreou — Bom, o motivo da minha ligação é tentar convencer uma certa senhorita que amassou meu carro mais cedo me deve um jantar de recompensa – Jacob disse, divertido.

Arfei. Então era isso? Ele estava mesmo interessado em mim?

Bufei. “É claro que não. sua idiota. Ele só não está acostumado a ter seus convites negados por mulheres esquisitas. Quando ele sair com você, vai perder esse súbito interesse”.

- Eu já vou pagar o conserto do seu precioso carro, ainda quer um jantar? Não acha que isso está saindo caro demais para uma simples batida? – eu tentei soar leve, mas ainda irônica, desfazendo o convite de Jacob sutilmente. Eu não precisava de outra decepção com um outro homem lindo. Eu já tinha problemas demais. Se eu saísse com Jacob, provavelmente me encantaria por ele e ele me daria o fora. Ou pior, eu não agüentaria de tanto tesão e o agarraria, e ele me recusaria. Iria ser lindo pra minha cara. “Não, Renesmee, você definitivamente não precisa de mais uma decepção amorosa” – afirmei, veementemente.

Jacob bufou do outro lado da linha.

- Essa é a sua desculpa pra não sair comigo, Renesmee? Sério? – ele disse, um tanto irritado. Aquele tom... Nossa! Sabe as fisgadas? Eu já estava cheia delas! Só de imaginar Jacob usando aquele tom comigo na cama me deixava encharcada. Aquele torso nu, minhas unhas rasgando a pele de suas costas, seu membro entrando fundo em meu canal. Gemi baixinho. – Por mim, você esquece essa coisa de pagar meu carro. Eu já disse que não precisa, que não quero. Só preciso que aceite jantar comigo. Apenas um jantar. Eu juro que não mordo. – murchei. Não morde? Nem se eu pedir?

Rosnei. “MAS QUE PORRA É ESSA, CULLEN?! Para com isso e se concentra no teor original da conversa!”

- Jacob, eu estou atarefada demais. Tenho toneladas de processos e acordos para analisar. Eu agradeço o convite, mas tenho que recusar. – fui educada, porém evasiva. Não podia negar que a vontade era de atravessar a linha do telefone e fazê-lo me foder fundo e forte naquele instante. Mas eu não podia. Eu já estava quebrada demais por Alec, não precisava de mais cacos do meu coração sendo espalhados por aí por Jacob também.

- Renesmee, por favor, é só uma noite – ele sussurou. Senti meu tesão elevar-se a cem por cento. Deus, o que era aquele homem?! – Você pode deixar seus santos papéis sozinhos por uma única noite, não pode? – ele continuou naquele tom sexy. Eu não podia mais me controlar. Era golpe baixo. Desci minha mão até a parte interna de minhas coxas e alisei minha intimidade coberta pela calcinha. Eu podia sentir toda a umidade que tinha se formado ali. Maldito Black!

- Jacob... – eu ainda tentei manter minha pose firme, mas aquela aura toda de sexo estava de desestabilizando. Seu nome saiu mais como um gemido do que como uma frase eloqüente.

- A que horas eu passo pra te pegar? – ele me cortou. Jacob sabia que tinha ganho a causa assim que eu pronunciei seu nome. Era tão injusto! Ele sabia o poder que exercia sobre o sexo feminino e sabia como usar isso a seu favor. Eu estava em desvantagem ali!

Suspirei.

- Não vai adiantar eu negar, não é? – eu disse, já um tanto cansada de relutar comigo mesma. Eu queria sair com Jacob. Meu corpo todo ansiava por aquilo. Mas minha mente gritava para desligar o telefone e fugir dali o mais rápido possível.

Ouvi Jacob soltar uma risada leve pelo nariz.

- Não, não vai adiantar. E eu vou levar isso como um consentimento. – ele falou, colocando um ar de superioridade divertida na voz. – Que horas eu te pego? Aliás, pode ir passando o endereço, mocinha! – ele disse, e eu lembrei de Carlisle.

Ught! Não, Nessie, não estraga a imagem do rapaz com uma do seu pai, peloamordeDeus!

Passei o endereço da casa dos meus pais e combinamos ás oito.

- Aonde vamos? – eu questionei. Estava curiosa. Eu não fazia idéia do tipo de lugar que Jacob poderia freqüentar. Ele parecia além de qualquer convenção e de qualquer expectativa. Adivinhar estava fora de questão.

- Ah, Renesmee... – seu tom era de reprovação – Você acha mesmo que depois desse trabalhão pra te convencer a sair comigo eu iria estragar o clima contando a surpresa? – ele riu, debochado.

“1. 2. 3. Está fora!” – minha mente berrou, como num jogo de baseball.

- Está bem. – eu falei baixo, meio ressentida. Deboche não era algo que eu aceitasse muito bem. – Tenho muitos processos para analisar agora, Jacob. Se me der licença... – eu deixei o final restando. Para um bom entendedor, meia palavra basta.

- Ok, ok, não precisa expulsar, Cullen. – ele riu. – Nos vemos á noite.

- Até mais tarde, Black. – coloquei o telefone no gancho.

Esperei alguns minutos até minha respiração se estabilizar e então veio o baque.

MAS QUE PORRA FOI ESSA?! Eu quase gozei numa conversa normal ao telefone com um cara que só vi uma vez na vida!

“Mas que droga você estava pensando, Renesmee?” – eu gritei mentalmente, esmurrando a mesa.

Esse era o ponto. Eu não estava pensando. Eu não pensava quando a questão envolvia Jacob Black. Eu era só sentimentos. Só tesão e excitação. Eu me deixava levar.

E de tanto me deixar levar eu agora tinha um encontro com o dito cujo.

Sacudi a cabeça, eu não pensaria em nada daquilo agora. Eu estava no meu ambiente de trabalho e iria me comportar como a profissional competente que eu era. Ali eu era a advogada e me portaria como tal.

Puxei o telefone do gancho e disquei o um.

- Jéssica, por favor, esta tarde eu não quero interrupções. Nada mais de ligações e não vou a reuniões. Por favor, anote os recados e repasse ao fim do dia. Se houver algo urgente, por favor, bata na porta.

- Claro, Renesmee. Pode deixar.

“Pronto, Cullen. Vá trabalhar, ande!” – minha mente ralhou. É, Renesmee, vamos trabalhar!

Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Girei o trinco da porta, contendo a ansiedade.

Meu sangue que martelava nos ouvidos e eu me perguntava porque eu tinha mesmo aceitado aquilo.

Escancarei a madeira e ele estava lá, impecavelmente lindo. Seus braços trabalhados apertados numa camisa verde escura encoberta por uma jaqueta de couro bege e suas coxas espremidas num jeans de lavagem escura. Fora aquele instrumento potente que nem todas as camadas de tecido do mundo podiam encobrir. Um deus do sexo pronto para foder meu pequeno corpo por horas e horas até a exaustão.

Seu sorriso, aquele branco tão forte, era dirigido a mim. Seu cabelo estava espetado para todos os lados, e aquele ar selvagem que tanto me contagiara pela manhã ainda estava ali.

Eu já estava hiperventilando quando ele encostou-se á parede e eu pude ouvir sua voz rouca.

- Não vai me convidar para entrar, Cullen? – ele perguntou, zombeteiro. Provavelmente para chamar a atenção de volta para o diálogo que deveria existir, já que eu me concentrava em observar cada detalhe de seu corpo másculo.

- Não vai precisar, Black – eu ironizei na parte de seu sobrenome. Odiava que me chamassem de Cullen quando estava fora do escritório. Detestava essas formalidades que as pessoas julgavam necessárias ao tratarem de algo com um advogado. – Espere só um instante.

Caminhei em passos largos até o sofá e agarrei minha bolsa. Não precisava gritar para Esme ou Carlisle porque já os deixara de sobreaviso.

Suspirei, involuntariamente.

Papai e mamãe ficaram muito assustados por eu ter um encontro. Acho que pelo tempo de separação entre eu e Alec. Quatro dias era pouco para já sair com outra pessoa, mais ainda pelo fato de que eu e meu ex noivo passamos sete anos juntos. Acho que Carlisle e Esme esperavam que eu entrasse em depressão, sofresse de alguma espécie de luto, e ficasse chorando pelos cantos enquanto remoía a traição.

Não vou negar que era exatamente isso que eu queria fazer, mas não podia. A Renesmee Cullen que eu sempre fora me impedia de fazer isso. Eu era forte e não deixaria Alec ou qualquer outro me abater. Mamãe e papai que reclamassem e achassem ruim o quanto quisessem, eu tinha direito de fazer o que bem entendesse da minha vida. Eu era adulta e vacinada, e eu não estava fazendo nada de errado.

Marchei de volta até a porta, o som dos saltos ecoando no piso de madeira.

Eu me vestira especialmente para Jacob esta noite. Não pensara em Alec, em mim ou em outras pessoas, apenas no que eu achava que talvez Jacob pudesse achar atraente. Considerando que ele tinha ME achado atraente, eu não tinha lá muitas opções. Obviamente, ele não tinha bom gosto, então eu teria que atirar no escuro.

Eu vestira um lady like azul marinho justo, com um decote generoso em triângulo invertido nas costas, que acentuava minhas curvas e meu tom de pele pálido. Sexy e elegante na mesma proporção. Eu fizera uma maquiagem leve em tons dourados e bege, e arrumara meu cabelo num rabo de cavalo alto e desleixado.

Eu queria que ele se sentisse tão excitado por mim quanto eu me sentia por ele. Chegava a ser extremado. Eu sentia tanto tesão estando perto dele que era como se eu pudesse entrar em combustão instantânea a qualquer minuto.

Enquanto caminhava até ele, vi os olhos de Jacob caírem sobre mim. O brilho da luxúria tomou conta de suas orbes negras e eu soube que tinha feito meu trabalho direito. Cruzei a soleira da porta e pigarreei, tentando fazê-lo voltar ao presente.

Jacob me estendeu o braço no ato mais cavalheiro e antigo do mundo.

- Vamos, senhorita Cullen? – ele perguntou, todo cortês.

Passei meu braço no seu e caminhamos em direção ao Ashton Martin.

Minha boca se abriu num estalo. Como assim?!

Não havia nem 24h completas eu destruíra a frente inteira do conversível e ele já estava aqui inteirinho da Silva Pereira? Eu não conseguia processar.

- Como? – eu não precisei completar. Ele abriu um sorriso convencido e estendeu a mão.

- Jacob Black, modelo em tempo integral e mecânico nas horas vagas. – correspondi ao aperto, ainda catatônica.

Uau! Ele era mesmo muito bom.

Chegamos ao carro e ele abriu a porta para mim. Sentei e coloquei o cinto de segurança, o nervosismo voltando com toda a força ao aspirar o cheiro dele impregnado em todos os cantos do interior do automóvel.

Como eu conseguiria ficar trancafiada num cubículo minúsculo com Jacob ao meu lado? Eu surtaria de tesão. Não sei se seria capaz de me conter. E se eu o atacasse? Por Deus, não!

“Controle-se, Renesmee!”

E, num átimo, ele estava ocupando o banco do motorista. Lançou-me um daqueles seus sorrisos Colgate de tirar o fôlego, colocou o cinto e começou a dirigir. Meus olhos percorriam seus músculos contraídos pelos movimentos e o canto de seus lábios, que pareciam querer se abrir em um riso. Senti um arrepio correr meu corpo e parar em meu baixo ventre. Oh Deus, ele era tão... comestível! Era isso, ele era incrivelmente apetitoso, delicioso, e altamente pornográfico!

Era impressão minha ou a temperatura do carro tinha subido um ou dois graus?

- Sabia que ficar encarando o motorista enquanto ele dirige desconcentra a pobre alma, Renesmee? – ele riu, debochando.

Corei.

DROGA, DROGA, DROGA!

Ignorei o comentário e virei o rosto para a janela, tentando concentrar-me nas luzes da paisagem que passavam como um borrão por meus olhos.

Eu não sabia para onde estávamos indo. Já havia uns bons vinte e cinco minutos que andávamos em silêncio e nos afastávamos cada vez mais da casa de meus pais.

O padrão de casas e prédios começou a se modificar. Eram tão suntuosas agora, tão majestosas. Eu sabia que aqui era o lado nobre da cidade, eu só não sabia porque estávamos ali. Eu não tinha dinheiro para pagar conta em um restaurante ali, e achava que Jacob, com o salário de modelo, também não podia. Não que ganhássemos mal, longe disso, mas as coisas ali eram exorbitantemente caras, a nível de multimilionários.

Jacob foi diminuindo a velocidade até estacionarmos na frente de um estabelecimento estilo francês, que tinha as melhores recomendações do país, Bistrô Denevieve. Eu já tinha passado muitas vezes pela fachada do restaurante, mas nunca entrara porque não tinha dinheiro para pagar a refeição.

Franzi a testa.

- Jacob...

Ele sacudiu a cabeça.

- Só vem, Renesmee. – saiu do carro e deu a volta, abrindo a porta e segurando minha mão. Caminhamos a passos largos e o mâitre o cumprimentou, chamando-o pelo sobrenome, como velhos conhecidos.

Franzi ainda mais a testa. Eu não entendia nada daquilo. Que íamos jantar ali eu já tinha compreendido, como iríamos pagar a conta é que eram outros quinhentos. Jacob, em resposta, sorriu.

– O restaurante é da minha mãe, Renesmee. Aliás, ela está hoje aqui. Disse que cozinharia para nós dois. – ele comentou, como se não fosse nada demais.

Ó CEUS?! Como assim a mãe dele estava aqui? Como eu iria conhecê-la no primeiro encontro? Que espécie de loucura era aquela? Eu nem tinha nada com ele e já seria apresentada á família?

Gelei. Senti minhas mãos suarem e meu corpo tremer levemente. O início de uma crise de pânico se instalando no meio do meu primeiro encontro com o cara perfeito no restaurante perfeito... Com a sogra.

“Bem feito, Renesmee!”

Notas finais
Comentem, Caramelas, ou eu sinto muito, mas capítulos suspensos... Beijocas,