Notas iniciais
Oi, minha gente! *-*
Fic nova no Nyah!
Já que This Is My Life, a parceria com a incrível CasalBlack (que por sinal foi quem fez essa capa super foda), entrou em hiatus, eu resolvi tirar esse projeto solo da gaveta. Espero que gostem de Sweet Nothing! Beijocas!
*Vou postar sempre aos sábados.

Nessie POV

As lágrimas escorriam grossas por minhas bochechas e eu reprimia a vontade de berrar. Eu era masoquista demais pra encerrar meu tormento. Quanto mais eu via, menos acreditava.

Torturada, passei as mãos pelas paredes de madeira que me acolhiam, que guardavam minha dor. Eu lembrava de quando escolhemos esse guarda roupa. Foi na tarde seguinte ao dia em que resolvemos morar juntos, quatro anos atrás, e eu insisti que o guarda-roupa velho ia cair em cima da gente enquanto dormíamos se colocássemos todas as nossas roupas amarrotadas ali dentro. Lembro de termos entrado na primeira loja por que passamos e de ter me apaixonado por aquela madeira escura assim que a vi. Lembro também de ter aberto todas as portas e pulado no chão dele, fazendo a idiotice daquele “teste de resistência” que eu me negava a deixar passar... Ele riu aquela sua risada rouca em meu ouvido e disse que sabia que era tudo uma desculpa pra eu fazer uma reforma, que mais tarde estaríamos pagando quase a loja inteira. Ele me conhecia bem demais. No fim do dia, ele gargalhava dizendo que eu estourara nossos cartões de crédito. Era verdade. E eu ri com ele, porque era tudo tão perfeito que eu mal podia acreditar.

Outro tempo, uma época mais feliz.

Ri baixinho, amarga.

É, agora eu mal podia acreditar também, mas por um motivo diferente. Eu estava nesse mesmo guarda roupa, assistindo toda a cena que se desenrolava á minha frente por uma fresta, e sentindo aquela felicidade que eu conhecia se esvair de mim como suor por poros.

Os barulhos eram ensurdecedores, martelavam meu juízo. Os gemidos de prazer, o som dos corpos se chocando. Era demais pra mim, e ainda assim eu continuava lá. Eu não movera um único músculo, eu não tinha forças.

Eu ainda não acreditava. Claro que eu sabia que o que meus olhos registravam era verdade, mas ainda não entendia como ele pudera fazer aquilo comigo. E a única coisa que me vinha á mente era “Por quê?”.

Foram sete anos. SETE ANOS! Como ele pôde se desfazer tão fácil assim? Não houve nada esse tempo todo que valesse um pequeno esforço dele para se manter fiel? Nada?

Ele a tocava como me tocava, cada movimento era igual. Cada sussurro, cada aperto. Eu sentia um nojo tão grande de mim mesma! Como eu pude não perceber? Não, eu não podia perceber mesmo. Eu o amava. Eu confiava nele. Eu jamais pensaria isso. Até aquela manhã eu jamais acreditaria se alguém me dissesse que ele poderia me trair. Eu provavelmente debocharia dessa hipótese e acharia descabida. Tola, tão tola!

E na minha cama! Na nossa cama! Ele descera tão baixo. Eu não era digna de respeito nem nisso? Ele não poderia tê-la levado a um motel? Tinha mesmo que ser onde nos amamos tantas vezes, onde fizemos promessas e juras de amor eterno?

Soltei o ar, exasperada. Quando eu ia imaginar que, ao sair do trabalho mais cedo para fazer uma surpresa ao meu noivo, eu era quem a teria, a maior e pior surpresa da minha vida?

FLASHBACK ON

Apertei o botão do viva voz do telefone.

— Jéssica, cancele todas as reuniões do resto dessa manhã. Vou pra casa mais cedo e só volto amanhã. Qualquer recado, anote. Se for urgente, ligue pro meu celular ou mande uma mensagem, ok?

— Claro, Dra. Cullen. Assim que voltar, tem uma papelada enorme esperando pela senhora.

Sorri, Jéssica era uma ótima secretária. Discreta e confiável, e tinha bom humor.

— Obrigada pelo aviso, virei preparada – brinquei – Até mais tarde.

Recolhi minha bolsa e alguns papéis. Ser advogada de uma multinacional com apenas vinte e dois anos era maçante, mas me rendia muito prestígio e uma vida confortável. Eu não tinha muito o que reclamar. E tinha lá minhas regalias, como me dar folga quando queria a companhia deliciosa do meu noivo. Claro, ele não estaria em casa uma hora dessas, mas era exatamente o que eu queria.

Eu tinha encomendado um almoço incrível no restaurante favorito dele e a entrega seria ás 12:30h, e ainda eram 09:43h. Eu tinha feito minha depilação semanal ontem, então teria muito tempo para comprar uma nova lingerie, tomar um banho gostoso e estar pronta pra ele quando chegasse da empresa.

Ele sabia que eu ia tirar a tarde de folga, mas não sabia que eu chegaria pela manhã em casa. Eu faria uma surpresa e tanto tirando quase o dia inteiro de folga pra ficarmos juntos!

Alec era dono de uma agência de modelos bastante conceituada que ficava á quarenta minutos de nosso apartamento. Alto, branco bronzeado, com belos olhos azuis e cabelos castanhos sedosos, Alec era o sonho de consumo de qualquer mulher, e eu me sentia imensamente orgulhosa por tê-lo. Ele não era só um rosto bonito e um corpo invejável, ele era um homem incrível. Atencioso, gentil, educado e trabalhador, além, claro, de bom de cama.

Conhecemo-nos aos catorze anos, quando ele se mudou com a família para a casa ao lado da dos meus pais. Ele disse que foi amor á primeira vista. Eu não acredito muito nisso, afinal, quem se apaixonaria por uma menina magrela de aparelho?

Tornamo-nos melhores amigos e, durante todo um ano, eu guardei minha paixão adolescente pra mim. Ele era tão perfeito, e eu sonhava com ele todas as noites, mas ele jamais iria me querer. Ele ficava com garotas lindas, e eu nunca sequer tinha tido um garoto.

Aos quinze, numa festa de um colega de colégio, Alec me chamou para o jardim. Eu fui. Eu sempre iria. Qualquer lugar com ele era o paraíso. Ele então me beijou, e eu juro que vi fogos de artifício estourando atrás de minhas pálpebras. Começamos a namorar no mesmo dia, quando ele se disse apaixonado por mim. A felicidade era tanta que parecia que eu ia partir ao meio.

Aos dezessete, entramos pra faculdade. Eu, Direito. Ele, Administração. Aos dezoito, resolvemos morar juntos. Foi uma confusão. Meu pai disse que era muito precipitado, os pais dele insistiram para que nos formássemos antes e minha mãe queria que pelo menos nos casássemos. Fomos contra tudo e todos.

Aos vinte, o desejo de mamãe começou a se tornar realidade. Alec me pediu em casamento em Paris, no restaurante no alto da Torre Eiffel. Ainda não marcamos data nem nada, mas estamos felizes assim.

Saí da sede e entrei no carro. Dirigi apressada até uma loja especializada em peças íntimas. A atendente sugeriu um conjunto preto, rendado. A calcinha era minúscula e o sutiã tinha transparências. Eu sabia que Alec iria gostar. Ele sempre dissera que ruivas ficam incríveis de preto, e que meu corpo ficava delicioso em peças pequenas.

Segui até em casa, afobada. Queria que tudo fosse perfeito. Já havia um tempo que Alec vinha agindo estranho, e todas as vezes que algo passava por seus olhos e eu lhe perguntava, ele mudava de assunto e lhe vinha uma animação súbita que eu achava incrivelmente falsa. Eu sempre soube quando ele tentava mentir pra mim, e ele sabia que não conseguia me convencer com aquelas conversas fiadas, mas eu deixava pra lá. Ele me falaria quando se sentisse á vontade.

Entrei e joguei as coisas dentro do armário da sala, afinal, quando chegasse, ele não poderia saber que eu estava aqui. Era uma surpresa, oras.

Escovei os dentes, prendi os cabelos e tomei um banho. Penteei as madeixas, deixando-as soltas, como Alec gostava. Eu estava tão nervosa. Já estava quase na hora. Enxuguei-me e vesti a lingerie, colocando um robe para cobrir o corpo enquanto ele não chegava.

Deixei a porta do quarto aberta, assim poderia escutar quando Alec entrasse na sala.

12:03h, o relógio no criado mudo apontava. Sorri. Ele vai chegar a qualquer momento.

Ouvi a chave na porta e o trinco girando. Preparei-me para sair ao seu encontro.

— Alec, gostoso, tem certeza que a sua mulher não está em casa, não é? – uma voz fina soou da sala, me fazendo congelar no lugar e meus olhos marejarem.

— Você sabe que não, delícia. Renesmee está na empresa agora, só chega daqui a uma hora e meia. Temos muito tempo. – Alec disse, malicioso. E uma risadinha aguda foi silenciada.

Olhei pela fresta da porta e meu coração ficou pequeno no peito. Alec estava esticado sobre uma loira alta, beijando-a com fome. Ela, pelo visto, tinha muita liberdade com ele, porque o apalpava sem pudores.

Ajustei a vista, os olhos já cobertos de água, e tentei focalizar seu rosto. NÃO! Não podia ser! Era Rosalie! A secretária de Alec, sempre tão inocente e puritana?! Meu Deus, em que mundo eu vivia e não sabia?

Alec gemeu e a puxou pela mão. Apavorei-me. Ele viria pra cá com ela? O que eu faria?

Corri pro guarda roupa.

- Ai, gostoso, faz assim, vai! Mais forte! – Rosalie gemia.

FLASHBACK OFF

O relógio do criado mudo marcava 13:09h. Acho que eu estava aqui já há uma hora ou talvez um pouco mais. Jeremy, o cara da entrega do almoço, já tinha vindo, e eles aproveitaram bem todo o meu esforço para fazer uma refeição com meu noivo. Agora ex-noivo. Assisti Alec se retesar quando o rapaz disse que era uma entrega especial.

— O senhor é um homem de sorte. A Dra. Cullen, além de gostosa, é uma mulher incrível. Quando ligou para fazer o pedido, disse que precisava que fosse entregue exatamente no horário porque o senhor não gostava de comida fria, e ela queria ver um sorriso gigante quando chegasse em casa. – o rapaz comentou, franzindo o cenho para a loira que ele sabia não ser eu. Algo passou pelos olhos de Alec, mas não consegui identificar. Culpa? Acho que não. Pessoas que fazem o que ele fez, e está fazendo nesse momento comigo, não tem espaço em suas mentes para sentir remorso.

Alec e Rosalie estavam curtindo o pós-foda deles na minha cama e eu me remoía, pensando em como sair desse armário, afinal, já era para, tecnicamente, eu estar chegando do trabalho.

Ainda escondida no guarda roupa, peguei uma muda qualquer e vesti, torcendo para que ele não notasse a mudança no vestuário.

— Rose, a Renesmee vai chegar daqui a pouco, você tem que ir agora.

Rosalie fez bico, a que Alec respondeu mordendo-o.

Eu não sabia o que ainda fazia ali. A bile subia e descia por minha garganta. Eu não sabia o que faria com eles, mas sabia que, quando “chegasse em casa”, a primeira coisa que faria era arrumar minhas coisas e ir embora daquele antro. Eu não podia mais ficar naquele lugar, não era mais o meu lar. Tudo de feliz que eu já tinha vivido ali foi embora hoje.

— Tudo bem, mas amanhã nos vemos de novo, não é? Ou você ainda vai voltar pra agência hoje e me comer mais uma vez? Eu iria adorar! – ela tentou sensualizar. A única coisa que eu pensava era “vadia”. Não sei como consegui me iludir tanto com ela. E não só com ela, com ele, principalmente.

Rosalie se apoiou no peito de Alec e ele passou a mão pelas costas dela.

- Não, tenho que ficar com minha mulher hoje. Ela disse que ia tirar a tarde de folga. Mas nos vemos amanhã.

Alec se levantou e foi até o banheiro. Ouvi o barulho da água caindo.

- Quando eu sair desse banho, Rose, espero que já tenha ido embora, ou eu vou me aborrecer muito. – ele disse, em tom de ameaça fingida.

Rosalie riu pelo nariz, se vestiu rapidamente e saiu do apartamento.

Esperei alguns poucos minutos e saí, passando rapidamente pela sala e pegando meus documentos e minha bolsa no armário.

Enfiei-me na escada de emergência e parei. Meu coração martelava nos ouvidos. Era coisa demais para processar. Há quanto tempo Alec vinha me traindo? Havia outras, além de Rosalie? Seus encontros eram sempre na nossa casa, na nossa cama? O que ele sentia por mim? Porque ainda não tinha pedido o divórcio?

As lágrimas continuavam caindo, eu sentia meus lábios inchados, e eu tinha que parar. Daqui a poucos minutos eu teria que entrar naquela sala e ainda não sabia o que faria, mas tinha certeza de que não passaria por aquela porta chorando. Eu não daria a ele esse gostinho. Eu agüentaria minha humilhação de cabeça erguida.

Dei-me mais um tempinho para me recompor e empurrei a porta de incêndio, cruzando o corredor e logo em seguida parando á frente daquele pedaço de madeira que, por tantas vezes, eu fiquei feliz em ver, mas que, agora, me dava repulsa.

Segurei os pensamentos antes que eu recomeçasse a chorar, e girei o trinco.

- Oi, meu amor. Como foi seu dia? – Alec, sentado no sofá da sala, já devidamente limpo e vestido, com seu melhor sorriso, perguntava-me. A bile subiu minha garganta novamente e eu senti que vomitaria a qualquer segundo. Como ele podia ser tão cínico?

Ele levantou-se e, em um átimo, estava me abraçando. Senti o calor de seu corpo me envolver e lembrei de que esse mesmo corpo envolvia uma outra mulher minutos atrás. Retesei meu corpo e o afastei. Seu cenho se franziu.

- Algum problema, Nessie? – ele fez-se de preocupado.

Eu o evitei. Saí caminhando a passos duros até o quarto que costumava ser nosso e peguei minhas malas em cima do bendito guarda roupa. Olhar para ele fez com que as lembranças de mais cedo voltassem com tudo á minha mente, e meus olhos começaram a arder. Passei a mão pelas lágrimas em minhas bochechas, tentando esconder minha vergonha, e joguei as malas em cima da maldita cama — que ele pelo menos tinha trocado os lençóis.

Alec me seguiu e me olhava, horrorizado, sem nada entender. Escancarei as portas com toda a força do meu corpo e fui pegando minhas roupas. Joguei o que deu dentro das malas e fui até a cozinha pegar sacos de lixo para colocar o resto das coisas que precisava agora. As coisas que sobrassem eu contrataria alguma empresa ou pediria a alguém para vir buscar.

Eu tentava ao máximo não pensar. Sabia que a partir do momento em que liberasse minhas idéias, meus pensamentos, eu desabaria. Era tanta dor, tanta decepção, que eu não sabia como ainda não tinha caído dura no chão.

- Por Deus, Nessie, o que está fazendo? – Alec soava desesperado. Eu ri, amarga. Desesperado! Até parece que ele se importava! Era uma maldita atuação! – Nessie! Pára! – ele agarrou meus ombros e me sacudiu – O que está acontecendo com você?

- Me. Larga. AGORA! – Alec deu um pequeno pulo, assustado com minha súbita onda de ódio. Eu nunca havia gritado com ele. Acho que agora ele se dera conta de que a coisa estava séria mesmo.

Continuei arrumando minhas coisas, eu queria ir embora o quanto antes. Não agüentava mais a hipocrisia deste homem, o homem que eu amei e que pensei que me amava também, o homem a quem dediquei sete anos da minha vida e que me traiu na maior cara dura.

- Pra onde você vai? Por que está indo? Por que está arrumando as suas coisas? – Alec jogou os braços para cima, um ato claro de exasperação — Eu exijo uma explicação!

Eu ri alto, debochadamente. Eu nem pretendia rir nessa situação, mas depois dessa, eu não pude me conter.

- Você é muito cara de pau mesmo, não é? Quem você pensa que é pra exigir alguma coisa de mim? – a essa altura, eu já berrava. Ouvia o eco da minha dor em cada palavra que dizia.

- O que deu em você? Eu não fiz nada! Você disse que queria passar uma tarde romântica, só nós dois, como era lá atrás! Se eu soubesse que você ia tirar o dia de folga pra dar piti, eu tinha ficado na agência! – Pronto, a menção áquele nome me fez lembrar da loura fingida que ele COMERA mais cedo NA MINHA CAMA! Ele pegou seu casaco e as chaves do carro em cima da mesinha e, quando virou-se para ir embora, eu não aguentei e despejei tudo o que estava na minha garganta.

- Sabe, Alec, acho que você devia mesmo voltar para lá. Acho que Rosalie adoraria ser comida por você de novo. Acho que seria legal variar o lugar das transas, já que a minha cama já deve estar ficando entediante pra uma vadia como ela! – cuspi, com toda a ironia cortante que eu tinha.

Alec congelou no lugar. A menção ás palavras de Rosalie mais cedo e a descoberta devem ter-lhe gelado o sangue. Virou-se para mim e seu rosto parecia horrorizado. Ele perdera toda a corpo do corpo. Eu quase podia ouvir o cérebro dele estalando, tentando descobrir maneiras de eu ter descoberto sobre o seu caso.

- C-como? O que disse, Renesmee? Não sei do que está falando.

- Ainda tem coragem de negar? Não é homem o suficiente pra assumir o que faz? Está achando que eu sou burra? – eu disse, já estarrecida. Não queria ficar mais tempo naquilo do que o necessário.

Ele ficou calado, e abaixou a cabeça.

- Eu só tenho algumas perguntas para te fazer. Há quanto tempo? Por que? Quantas houveram? Comeu todas na minha cama? – eu não derramava uma lágrima. Á essa altura, o ódio já tinha nublado minha mente, e eu não tinha espaço pra nenhuma outra emoção.

- Nessie, meu amor, não é isso que você está pensando, eu juro! – Alec apelou pro sentimentalismo, achando que eu talvez pudesse ser convencida com uma chantagenzinha barata – Eu caí na tentação, foi um erro, mas eu te amo. Você é a mulher da minha vida – ele se jogou aos meus pés.

- SAI! VOCÊ ME DÁ NOJO! – sacudi minhas pernas, tentando me livrar de seu corpo. – E pensar que desperdicei sete anos da minha vida com você, que deixei você tocar meu corpo, que te deixei fazer parte da minha família! E pensar que te amei! Meu Deus, como eu fui burra! – eu joguei minhas mãos pro alto – Você não merecia nada disso. Nem um grama do meu esforço. Nada! – eu cuspi as palavras nele.

- Nessie, por favor, me perdoa! Eu não sei viver sem você! – ele chorou.

Juntei minhas coisas no quarto e arrastei-as até a porta da sala.

- Nessie... – Alec murmurou.

Olhei para trás. Eu não sabia se as lágrimas que pendiam de seus olhos eram de arrependimento ou de deboche. Eu acreditava mais na segunda opção. Ele fingiria até o último segundo e depois iria até Rosalie rir de mim, de como eu fora idiota e acreditara no seu teatrinho.

– O resto das coisas eu mando alguém aqui para buscar. Por favor, não toque em nada meu. Já basta ter tocado em tudo o que eu tinha até hoje. As pessoas encarregadas disso farão por mim. Até nunca mais, Alec. Espero nunca mais na minha vida ter que cruzar com você de novo. – e atravessei a porta, trancando atrás de mim todas as decepções que sofri.

Segurei minhas malas e arrastei-as até o elevador. Apertei o botão do térreo e as portas se fecharam. E eu liberei toda a minha dor. Chorei como nunca, e, ao ouvir o barulho indicando que as portas já iriam abrir-se novamente, eu jurei baixinho.

- Forte, Nessie. É isso que você vai ser. E jamais um homem vai te fazer de trouxa novamente.

Notas finais
Até sábado que vem!