Sweet Nothing (HIATUS)
3 Danos parciais a Ashtons Martins alheios
Notas iniciais
Muitíssimo obrigada a todas vocês que estão lendo, desde as que comentam ás fantasminhas, e também as leitoras novas. Eu curto vocês demais! ♥
Esse capítulo deu um trabalho danado e não está tão bom quanto achei que ficaria, mas espero que não se decepcionem tanto.Tem POV Alec, mas não é como os POVs masculinos da maioria das fics que leio. O Alec, nesse, não fala as mesmas coisas que a Nessie só mudando o interlocutor. Ele conta mesmo a história dele. E tem o Jake no finaaal! Não morram de ansiedade! kkkkkkkkk Beijocas e boa leitura!
POV ALEC
Eu a conhecera quando tínhamos catorze anos. Eu me mudara com meus pais e minha irmã da cidade de Washington e não tínhamos ninguém em Los Angeles. Amigos, parentes, nada. Meu pai recebera uma proposta de trabalho no West LA Hospital e passamos a ser vizinhos dos Cullen.
Eu me apaixonei assim que a vi. Ela era tão linda! Eu estava de saída para a escola, tinha acabado de cruzar a soleira da porta, e tremia de receio por ser o aluno novo. A primeira coisa que encontrei foram seus grandes olhos me fitando com curiosidade e um brilho estranho. Aquela pele tão alva que parecia brilhar, aqueles cabelos acobreados que refletiam tons esquisitos em contato com a luz solar. Seu aparelho dentário a deixava tão garotinha... Pequena e magrinha. Seu corpo gritava “FRÁGIL” e, naquele momento, eu soube que queria protegê-la pelo resto de minha vida.
Logo nos tornamos amigos, eu não podia ficar longe dela. Era o meu bibelô, aquela pedra bonita que você cata na praia e guarda bem guardado pra que ninguém a roube de você. Durante todo um ano, eu mantive meus sentimentos em segredo. Eu até ficava com outras garotas, tudo para disfarçar minha paixão platônica por ela.Ela era tão linda! Podia ter qualquer garoto que quisesse. Eu tinha medo de me declarar e ela me rejeitar, ou mesmo parar de ser minha amiga. Eu não podia perdê-la.
Foi um ano de agonia total. Nessie ficava mais inteligente e atraente a cada dia, e eu estava enlouquecendo. Eu era um garoto de catorze anos descobrindo o primeiro amor, eu estava uma pilha de nervos!
Aos quinze, fomos convidados para uma festa na casa de um amigo da escola. Passei dias reunindo coragem para executar o plano que tinha bolado. No meio da coisa toda, chamei-a para o jardim. Jasper, o anfitrião, disse que ali era o lugar mais bonito de sua casa, principalmente á luz da lua, como naquela noite. Renesmee me acompanhou de imediato.
Assim que chegamos, perdi a coragem de falar. Então fiz o que podia fazer. Beijei-a. E foi a melhor coisa que já fiz na vida. Quando terminei o beijo com selinhos, ela sorria lindamente, e eu soube que eu tinha feito a coisa certa. Declarei todo o meu amor e a pedi em namoro.
Aos dezesseis, perdi minha irmã, Jane, num acidente de carro. Ela voltava de uma noite das garotas na casa de sua amiga Ângela com os pais da colega quando um idiota bêbado dirigindo um caminhão entrou na contra-mão e atingiu em cheio bem o lado de Jane. Foi a época mais negra da minha vida. Entrei em depressão profunda. Depois de Nessie, Jane era a pessoa que eu mais amava no mundo. Perdê-la assim tão nova e tão inesperadamente foi um baque muito grande. Renesmee ficou ao meu lado todo o tempo. Ela me convencia a tomar os remédios, e a fazer coisas simples como tomar banho e comer. Ela era tudo o que eu tinha. Eu era grato a ela por ter me trazido de volta á vida.
Aos dezessete, prestamos vestibular. Não passei de primeira e fiquei louco por uma semana, implicando com todos e gritando aos quatro ventos que era burro. Nessie ficou ao meu lado todo tempo e me garantiu que nada daquilo era verdade. Recusou-se a entrar antes de mim na faculdade, mesmo tendo passado em quarto lugar, e esperou até o próximo vestibular para que fizéssemos novamente. Enfim conseguimos, juntos. Eu, Administração. Ela, Direito.
Aos dezoito, resolvemos morar juntos. O circo ficou armado quando contamos para nossos pais. Os meus insistiam para que nos formássemos antes, a mãe de Nessie queria que nos casássemos e o pai dela que esperássemos mais. Negamos todas as alternativas e juntamos nossas escovas de dente.
Aos vinte, planejei pedi-la em casamento. Passei quase quatro meses tentando achar uma maneira que a emocionasse e que fizesse com que ela se lembrasse daquele momento pelo resto de nossas vidas. Nessie era fissurada na França. Tinha uma tara louca por Paris e achei que o mais surpreendente seria pedi-la lá. Champanhe, violinos e Torre Eiffel. Eu a pedi do jeito que eu lera uma vez em seu diário, quando tínhamos quinze anos, que ela queria ser pedida em casamento.
Nós éramos felizes, éramos mesmo, mas, quando Renesmee chegou em casa do trabalho aquela tarde, eu sabia que havia algo errado. Seu olhar era muito duro, parecia que algo a cortava de dentro para fora. Eu fiquei preocupado. Detestava ver minha Nessie assim. Ela era meu bem mais precioso, eu a amava. Tudo que a feria, feria também a mim.
Tentei abraçá-la, passar algum conforto para ela, garantir que estava ali para o que ela precisasse, e então ela se esquivou. Minha testa se franziu automaticamente. Não consegui entender. Renesmee nunca recusara meus carinhos.
Ela rumou para nosso quarto e começou a puxar malas atrás de malas, a buscar sacolas de lixo e enfiar tudo o que era dela dentro. Eu me desesperei. O que ela estava fazendo? O que estava acontecendo?
Renesmee não queria me contar, e angustiava-me ver que estava á beira das lágrimas. Ela gritou comigo pela primeira vez em nossas vidas naquele dia e eu temi pelo motivo. Nessie parecia tentar controlar-se ao máximo e eu podia sentir o frio cortante subir por minha espinha.
Ela estava indo embora de casa. Estava terminando comigo. Não, não podia ser! A minha Nessie não! Ela era tudo o que eu tinha, era a mulher da minha vida! Ela não podia me abandonar sem uma explicação!
E então a bomba explodiu! Renesmee, minha doce e pequena Nessie, descobrira meu segredo sujo. Senti-me a pior das pessoas quando encarei seus grandes olhos nublados e só vi dor. A angústia apertou meu peito. Eu era um idiota! Um perfeito e completo imbecil!
Rosalie não significara absolutamente nada para mim. Eu só sentira tesão por ela. Convenhamos, uma loira tão gostosa dando mole todo dia na minha sala era uma tentação e tanto! Mas eu devia tê-la ignorado! Eu devia tê-la colocado em seu lugar ou despedido logo de uma vez! Mas não! Eu fui cair no jogo de sedução de Rosalie!
E eu fora ainda mais covarde, ainda mais canalha, por ter mantido isso por tanto tempo. Cinco meses era o tempo da minha infidelidade. Cinco meses em que traí a única pessoa que sempre amei e que sempre amarei. A parte mais doentia disso tudo era que eu nem pensei um minuto se quer que Renesmee poderia descobrir. Eu escondi conscientemente. Sabia que ela me largaria se soubesse, e eu pretendia esconder essa história dela o resto de nossas vidas. Eu a amava demais para perdê-la, mas era fraco demais para não ceder ás tentações.
Ela era tão perfeita, ela ia me fazer uma surpresa! Tinha encomendado um almoço especial no meu restaurante favorito, tinha comprado uma lingerie nova, e eu a traí na nossa cama! Eu era um fodido filho da puta! Saber que ela descobrira da pior forma foi desesperador. Ela viu tudo, na nossa cama!
Renesmee sempre fora incrível, ela nunca merecera o que eu fiz com ela. Eu não podia nem dar aquela velha desculpa "Minha mulher não era boa o suficiente, eu precisava procurar fora de casa o que não tinha dentro", porque Nessie era tudo o que eu precisava. Ela era gentil, educada, sexy e fogosa. Ela dava sim conta de todo o recado. Ela era incrível na cama, eu nunca me cansava dela. Eu é que fora um completo imbecil e perdera a mulher mais perfeita que eu poderia encontrar no mundo inteiro!
Quando o entregador da comida me disse que eu tinha sorte de tê-la, eu senti uma culpa tão grande que mal cabia no peito. Mas eu ignorei, eu sempre ignorava. Eu preferia fingir que Renesmee nunca desconfiaria, que eu poderia ter meus fetiches de sexo selvagem com minha secretária e ainda manter minha fiel e doce noiva ao meu lado pelo resto da vida. Eu era um cretino!
Eu traíra minha Nessie, a única coisa boa que eu tinha na vida. Eu jamais me perdoaria, ela jamais me perdoaria. Eu teria que conviver com o vazio que viver sem ela seria. Eu sabia que o único “crime” que Renesmee considerava hediondo era traição. Ela sempre deixara muito claro. Eu sabia que perdera meu lugar em seu coração.
Ela foi embora de nossa casa, de minha vida, me dizendo o quanto tinha nojo de mim. Eu nunca sentira tanta dor na vida. Saber que seu amor, que era a coisa mais pura que eu já vira, tinha se transformado em mágoa e rancor, me doeu mais que qualquer surra que eu pudesse ter levado. Eu a endurecera, eu partira seu coraçãozinho em um milhão de pedaços e nunca me perdoaria por tê-lo feito.
Aquela noite fora a mais perturbadora que eu já tivera. Eu rolava pela cama, tentando sentir o calor do corpo dela, mas não havia nada lá. Eu sentia o cheiro dela em uma robe de seda preto que eu achara no piso do guarda roupa enquanto tentava estancar o sangramento em meu coração. Ela levou consigo a minha vida e eu não podia reclamar, porque eu causara tudo isso a nós dois.
Nossas fotos, espalhadas pelo apartamento, eu as juntei todas e virei a madrugada velando enquanto chorava. Eu não tinha vergonha de derramar todas as minhas lágrimas por ela. Eu realmente a amava, eu só fora burro o bastante para forçá-la a ir embora.
No outro dia pela manhã, fui até o escritório. Eu tinha que tocar o negócio. Só de pensar na agência, lembrava de quando Renesmee investiu quase todo o dinheiro dela ali, no começo de tudo. Ela confiara tudo em minhas mãos: seu dinheiro, seu corpo, sua família, seu amor. E eu a destruíra.
Não sabia como tinha chegado ali, só entendi que já estava na Sunset quando girei a maçaneta da porta do meu escritório. Tinha muitas reuniões aquele dia, eu só pegaria minhas pastas e seguiria para a sala de conferências.
Aquela reunião estava maçante! Há duas horas discutíamos as mesmas coisas, eu já estava farto. Estava a ponto de encerrar aquilo aos gritos quando o telefone na mesa tocou. Rosalie, que eu ainda não tivera a oportunidade de demitir, me informava que Nessie estava lá. Eu parei de ouvir assim que ela disse “Renesmee”. Saí em disparada, deixando o pessoal na sala sem entender nada. Eu não acreditava que ela estava lá. Parecia uma piada para me iludir. Preferi tirar a prova dos nove.
Quando cheguei a minha sala e me deparei com ela, eu não pude acreditar. Tinha vontade de correr até ela e abraçá-la, aconchegar seu corpo ao meu como fiz por tantos anos e dizer que a amava. Mas eu não podia. E quando tentei, tive a prova. Ela afastou-se de mim como se afastaria de um leproso.
“SAI! VOCÊ ME DÁ NOJO!”- seus gritos do dia anterior no apartamento ainda ecoavam em minha cabeça.
Ela explicou rapidamente que só tinha ido até ali para pegar as chaves do apartamento. Ela iria tirar suas coisas de lá. Meu peito apertou. Eram as únicas lembranças que eu tinha dela. Era tudo o que me restara. Tudo o que garantia que esses sete anos não tinham sido um sonho. Isso e a dor, mas a dor eu teria de qualquer modo.
Tentei argumentar, tentei me explicar. Talvez fosse a última chance que eu tinha de fazê-la me ouvir. Eu passara o dia e a noite ligando e mandando mensagens para seu celular e ela não atendia nem respondia. Apostava que só lera, no máximo, duas. Eu a conhecia.
Tentei dizer que a amava e que entendia a sua dor, mas a conversa acabou tomando um rumo contrário ao que eu esperava. Nessie me perguntou há quanto tempo eu mantinha meu caso, quantas mulheres tinham passado por nossa cama, e se fora sempre em nossa cama. Eu gelei. Sabia que uma hora ela quereria saber, mas não esperava que tão cedo.
Eu contei a ela, com a maior vergonha do mundo. E ela me deu um soco. Não que eu não merecesse, eu merecia sim, mas saber que Nessie, que nunca matara uma barata, me dera um soco tão carregado de ódio, mexera com todos os meus sentidos. Eu sentia que a estava perdendo.
Ela foi embora. Eu fui atrás, não podia deixar que dirigisse daquele jeito, ela acabaria se acidentando. Eu não queria pensar nem na hipótese. Ela tinha que estar segura. Chamei por ela uma dezena de vezes e não fez efeito.
Renesmee atravessou a porta e a fechou, deixando-me na Sunset, trancado com meus erros e minhas mágoas.
POV RENESMEE
Droga! Droga! Droga!
Olhei para o homem todo músculos e sorrisos que fechava a porta de seu Ashton Martin atrás de si e caminhava em minha direção. Minha mente não conseguia processar ainda as coisas. Ele era incrivelmente lindo e eu tinha batido no carro dele. Eu era uma estúpida. Xinguei-me mentalmente de todos os piores nomes que conhecia.
“Por quê, meu Deus, por quê?”! Eu estava descabelada pela corrida, suava como uma porca e rangia os dentes (vício de quando estava nervosa). Não que eu estivesse cogitando algum interesse, nem da minha parte e muitíssimo menos da dele. Eu não conseguiria ver um homem de forma realmente interessada, eu amava Alec. Por mais que aquele cretino não merecesse, eu não podia negar. Eu só não queria parecer uma louca perto de um cara tão... Sexy. Essa era a palavra.
“Ora, quem você quer enganar?! Você ama Alec, mas não está morta! Esse homem exala sexo por todos os poros! Você sabe que sua calcinha já está em estado crítico só de vê-lo!” – minha mente alertou, estando certa em vários aspectos, inclusive o último. Era vergonhoso, mas estava muito excitada. Aquele estranho era sedutor. E olhe que ainda não tínhamos trocado uma palavra!
E agora, pra completar minha carga de idiotice, eu teria que pagar pelo prejuízo! “Imagina só quanto o conserto de um carro como esse deve custar, Renesmee? Você vai estar falida quando terminar de pagar!”, minha mente garantiu.
Analisei-o nos breves segundos que ele levaria para atravessar a passos curtos os poucos metros que nos separavam. Seus olhos eram de um negro tão profundo, pareciam descobrir minha alma. Em contrapartida, seu sorriso era tão descontraído, como se tivesse acabado de ser pego fazendo alguma traquinagem. Meu sexo fisgou.
“Mas que inferno, Renesmee!”. Não consegui me concentrar em minha voz interior, aquele homem roubava toda a minha atenção.
Os cabelos pretos e curtos, arrepiados, davam-lhe um ar selvagem. Sua pele morena com o fundo avermelhado era tão provocante...Tão instigante. Peguei-me pensando em como seria macia, em como era tentadora a idéia de passar a língua por cada centímetro daquela pele, que ficava ainda mais atraente em contraste com a camisa branca grudada nos gominhos definidos de sua barriga tonificada.
As veias saltavam de seus braços malhados e suas coxas pareciam querem partir o tecido da calça. Falando em querer rasgar tecidos... Sua calça jeans realçava muito uma parte importantíssima que não pude deixar de notar. Eu não era nenhuma tarada, eu só não pude evitar olhar. Era grande demais. Parecia enorme. Não que eu tivesse experiência nesse tipo de avaliação, o único pênis que eu já tivera visto era o de Alec. Era bom, mas o daquele moreno parecia prometer a melhor noitada da minha vida. Era melhor. Muito melhor.
“Céus, quando foi mesmo que começou a ficar tão quente aqui?”, eu me abanava mentalmente. “Para, Nessie, para! O que é isso? Que pouca vergonha é essa? Dê-se o respeito, mulher!”.
Pisquei os olhos uma, duas, três vezes até recobrar o juízo. Foi então que percebi que ele estava postado em frente a mim e encarava-me, divertido.
“Merda! Ele percebeu!”
Ruborizei. Sim, eu ruborizei! “Nossa, Renesmee! Vai voltar a ser uma pimenta adolescente? Você não fica vermelha na frente de um cara desde que perdeu sua virgindade, mulher! Aja como uma pessoa madura!”
Pigarreei para enfrentar o desconforto.
Ele deu uma olhada no estrago que eu tinha feito em seu carro, franziu a testa e pareceu considerar se ficava bravo ou não. Olhou para mim, e sorriu. Ele não brigaria comigo.
– Desculpe pelo prejuízo. Mesmo. Eu pago o conserto. – ofereci, já que eu fui quem tive a brilhante idéia de sair amassando conversíveis pela manhã.
Ele sorriu mais abertamente, divertido, e se encostou á lataria da porta traseira á minha direita. Parecia achar engraçado o meu desconserto, o meu incômodo com a situação. Ele já devia ter passado por situações parecidas. Ele era excepcionalmente lindo, afinal. Mulheres deviam ficar assanhadas desse jeito na presença dele todas as horas de seus dias.
Seu sorriso era o mais branco que eu já tinha visto. Era como comercial de pasta de dente, ou de clareamento de consultório de dentista. Era ofuscante.
– Não precisa, juro. Estou num ótimo dia hoje. – sua voz rouca causou uma fisgada dolorosa em meu sexo. Minha mente se nublou por um segundo. Ele estendeu a mão – Jacob Black.
Hesitei. Pessoas normais não acordam tão felizes pela manhã. Ninguém tem tantos motivos pra distribuir sorrisos e deixar consertos milionários para lá. “Oh, acorde, Renesmee! Olhe só para ele! É lindo, rico, educado! Você acha mesmo que ele não tem motivos para ser feliz na manhã de hoje? OU QUALQUER OUTRA MANHÃ NA VIDA DELE?!”
– Renesmee Cullen – retribui o aperto. Suas mãos eram quentes e fortes. Seu aperto era firme. – Eu faço questão de pagar. Ao contrário do seu, meu dia não está muito bom, e descontar isso no seu carro foi maldade. – tentei descontrair, mas meu sorriso ficou preso quando fitei sua boca carnuda.
Ele seguiu meu olhar e deu risada. “SUA IDIOTA!”.
– Que tal um jantar e fica tudo resolvido? – Jacob sugeriu. Provavelmente estava com pena de mim. Tantas mulheres no mundo para ele chamar pra um encontro e ele me convida: uma mulher descabelada, suada, rangendo dentes e ruborizada (agora mais de excitação que de vergonha) e completamente oferecida. “Que vergonha de você, Renesmee!”
– Não acho que seja uma boa idéia. Mas obrigada pela consideração. – abri a bolsa e retirei minha carteira. – Vou lhe dar meu cartão. – ele ergueu uma sobrancelha, que eu sabiamente ignorei. — Assim que tiver o orçamento do conserto, por favor, não hesite em me ligar. Estarei com um cheque pronto para ressarcir seus danos. Agora, se me der licença. – gesticulei para seu carro atrás de nós, bloqueando minha saída – Tenho que ir para o trabalho.
– Claro, claro. – Pegou o cartão de minha mão, deu uma olhada e logo depois enfiou-o no bolso da calça. Ele passou a mão pelos cabelos e eu segui seu movimento com os olhos, notando o quão pronunciados ficavam seus bíceps. – Também tenho que ir, sessão de fotos agora. – ele deu de ombros. “Bingo! Modelo!” “Mas é claro, Renesmee, estava estacionando no privativo da agência e é podre de lindo, o que você acha que ele seria? Fornecedor de roupa?”, ironizou minha sarcástica e maldosa mente.
Droga, por que modelos tinham que ser tão lindos? Não, não era qualquer modelo. Era ele. Jacob era incrivelmente sensual e eu não sabia como lidar com isso. Eu sempre esbarrava com os modelos da Sunset e nunca havia me sentido tão... Acesa. Isso, eu nunca tinha me sentido atraída, excitada, por nenhum deles, por mais que fossem perfeitos. Mas Jacob despertara um tesão adormecido dentro de mim, algo que eu só sentira com Alec. Senti uma pontada de culpa. Alec... Eu o amava e estava excitada por outro. “Você está louca, mulher?! Ele te traiu na sua cama por cinco meses com a secretária! Está com pena dele ou o quê?”. Abanei a cabeça e voltei a atenção para o moreno delicioso á minha frente.
– Se você vai se sentir melhor pagando, tudo bem. Assim que eu tiver um preço, eu ligo pra você. – ele justificou, os olhos tomando um brilho diferente na última parte. Quase parecia ansioso por isso.
Assenti, incomodada pela constatação de que estava flertando com um estranho em que bati o carro na garagem da agência do meu ex-noivo que me traiu por cinco meses com a secretária.
O silêncio desconfortável pairou no ar. Eu queria dizer alguma coisa, mas não sabia o quê.
– Apesar do estrago no meu carro, e do fora que levei, foi um prazer conhecê-la, Renesmee. – eu sorri, sem graça — Espero que seu dia melhore.- “Já melhorou, meu bem! Já melhorou!” – Quando o Ash estiver pronto, eu te ligo. Quem sabe você não acaba mudando de idéia e aceitando meu convite? – Jacob sorriu aquele sorriso Colgate, mas dessa vez com um quê de expectativa maliciosa, e eu corei ainda mais. Que droga! E ofereceu-me a mão.
– Até outra ocasião, Jacob. Foi um prazer conhecê-lo. – eu acenei com a cabeça, deixando sua mão vazia no ar, esperando por um cumprimento que não veio. Eu tinha medo de tocá-lo e surtar. Eu não podia testar meu corpo agora. Eu estava em chamas e não podia chegar mais um milímetro perto dele ou poderia atacá-lo. Jacob assentiu, constrangido, abaixou a mão e rumou até o carro. Tirou-o e estacionou na vaga ao lado da minha.
Entrei apressada no carro e dei a partida, buzinando quando já tinha tirado o carro do estacionado. Ele saiu do carro, encostou-se em seu Ashton Martin, agora parcialmente destruído, e retribuiu minha buzinada acenando (dando-me a visão perfeita dos músculos durinhos se flexionando embaixo de sua camiseta).
Saí do estacionamento antes que eu batesse em algum outro carro. “Que calor é esse, meu Deus?!”.
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