Sweet Happiness

8 Capítulo 8 Segure minha mão


Notas iniciais
Boa noite meus amores...

Regina e Ariel estavam em frente ao espelho do banheiro. Enquanto uma tentava mudar o penteado, a outra retocava o delineador labial. Ariel bufava em descontentamento a cada vez que mexia no cabelo e elaborava um novo penteado, no qual nunca agradava totalmente.

– Ariel, deixe-o solto mesmo. Ele é lindo assim livre. — disse Regina abrindo sua bolsa que estava em cima da barra da pía do banheiro, colocando de volta seu delineador.

Ainda de frente ao espelho, Ariel se apoiou na barra olhando seu reflexo e o de Regina ao mesmo tempo. Inclinou sua cabeça para um lado deixando cair sobre seu próprio ombro.

– Regina?!

– Diga.

– Você não me convenceu, sabe?

– Sobre? -

A ruiva vira seu corpo se desencostando da pía e ficando quase de frente á Regina.

– Na mesa. Você não estava com calor, certo? Quero dizer, Storybrooke não é a cidade conhecida como namoradinha do frio á tôa e a última coisa que faria seria calor. Não do jeito que você estava. Vermelha.

De um forma desconcertada, a morena olha para Ariel e desvia ao mesmo tempo que ela termina de falar. Não havia mentido para ela quando disse que só estava sentindo calor. Só não especificou que tipo de calor era esse.

Fechou os olhos se repreendendo mentalmente e se questionando o porque de quando Emma fez o comentário á respeito da cama, uma imagem nada cabível para uma relação de amizade lhe veio a mente. Aquilo nunca havia se passado antes, não da forma como veio. E muito menos depois de tanto tempo.

– Regina, você está ai? — a ruiva perguntou balançando sua mão no ar e estalando os dedos de frente á morena a fim de buscar sua atenção, porque parecia que a amiga havia deixado seu corpo ali e navegado em algum plano astral.

– Ahm? Ah sim, sim, eu estou. — disse voltando a sí. — O que você disse mesmo?

– Regina, o que está acontecendo? Estou te achando muito estranha. Por um acaso o mané do Graham fez alguma coisa?

– Vamos voltar para a mesa, sim?

Regina começou a andar pelo banheiro afim de sair do mesmo, porém insatisfeita com a falta de respostas da amiga, Ariel se põe na frente da morena segurando-a pelos ombros.

– Eu sei que eu não sou a Emma, sei que não ocupo o posto de sua melhor amiga e de sua confidente, mas eu me preocupo com você tal como a Emma, bom, talvez ela se preocupe mais, porque você também é melhor amiga dela e vocês estão sempre juntas, seja na faculdade ou...

– Ariel pare de divagar. — interrompeu revirando os olhos.

– Okay okay, mas o que quero dizer é que também sou sua amiga e me preocupo com você. Não me esconda se algo de errado estiver passando com você. Então, Again... O que está acontecendo com você, Regina?

Passando a mão em seus cabelos, em claro atitude de perda de paciência, Regina responde:

– Ariel, agradeço por sua preocupação, mas é sério, eu estou bem e se estiver acontecendo algo comigo logo você saberá. Tranquilize-se, está bem?

Mesmo ainda insatisfeita com a resposta, Ariel assente com a cabeça e logo as duas saem de dentro do banheiro. Ela sabia que jamais conseguiria saber o que estava acontecendo se a pressionasse, então decidiu que esperaría pela boa vontade da morena. Ainda que custasse muito tempo.

Assim que voltam para o salão de mesas, elas veêm Killian no balcão com Ruby aparentemente pagando a conta.

– Ué, não sería a Emma quem pagaría a conta do almoço de hoje? — perguntou a ruiva.

– Sim, sería. Mas resolvi eu mesmo pagar. — respondeu Killian colocando sua carteira no bolso de sua calça.

Regina que estava a ponto de seguir o caminho de volta a mesa para encontrar-se com Emma, se detêm ao ver que sua melhor amiga estava em companhia de uma certa loira que não lhe caia nem um pouco bem. Vira-se para Killian com um olhar fechado em busca de uma resposta.

– Mas o que ela faz alí? — aponta discretamente para a mesa onde uma Emma estava sentada com uma Anna á sua frente e Elsa em pé do lado de Swan.

– Conversando, eu suponho. — quis brincar o rapaz, mas ao receber mais um olhar mortal da morena, ele desmancha o sorriso brincalhão. — Ah qual Regina?! Elas são amigas. O fato de você e a Elsa não se darem bem desde aquele incidente, não significa que ela não pode se aproximar de Emma.

– Incidente? Você acredita mesmo que foi um incidente? Porque eu não. — disse entre-dentes um pouco alterada, mas percebendo que podería atrair alguns olhares e que seu estado de nervos poderia fazer mal ao seu bebê, ela vai contando mentalmente até 10 respirando vagarosamente. — Eu não suporto Elsa frozen. Não suporto nem falar o nome dela e não suporto que ela tenha alguma amizade com a Emma.

Percebendo o estado que Regina estava ficando, Ariel toma a palavra chegando um pouco mais perto da morena.

– Regina acalme-se. A Elsa não é mais como ela era antes, acho que a perda dos pais dela e a mudança que a vida deu para ela, a fez ser outra pessoa. Por favor fique calma. — Ariel falava suavemente buscando acalmar sua amiga que parecía um leão armado á ponto de atacar e estrassalhar sua presa.

– Isso Regina, eu concordo com a Ari, veja, até eu me tornei amigo da Frozen. Não se chatei por tão pouco. Venha, eu já paguei a conta, vou chamar a Emma para irmos para casa. — disse Killian que já estava se propondo a ir á mesa buscar Emma, porém sentiu uma certa morena puxando-o pelo braço.

– Não. Deixe que eu vou. Nos esperem no carro, eu vou chamar a Emma. — disse Regina assim que soltou o braço de Killian.

Tanto Killian como Ariel olharam para a Regina duvidativos. Sempre que Regina e Elsa se encontravam era normal que saísse troca de farpas e indiretas, resultando em uma calorosa discussão.

– Regina...

– Fiquem tranquilos, eu só vou chamar a Emma. — assegurou.

– Se você está dizendo... Vem Killian. — chamou a ruiva entrelaçando seu braço com o do rapaz, os tirando de dentro do restaurante.

Regina por sua vez colocou sua melhor cara de relaxada e se pôs a caminhar em direção á mesa onde tería que controlar seus impulsos fortemente.

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– Regina, por Deus, assim você vai me arrancar o braço. — reclamou Emma assim que as duas já se encontravam fora do Granny's e próximas aos outros amigos que as estavam esperando encostados no carro da morena.

Regina solta Emma e se vira para ela com a expressão fechada.

– Quantas vezes eu vou ter que dizer para você não se aproximar dessa mulher, Emma? Que parte do PERIGOSA, você nunca entendeu?

– A parte de que ela nunca foi perigosa comigo. — respondeu Emma um pouco chateada por Regina está quase gritando com ela no meio da rua.

– Mas eu não quero você perto dela, Emma. Ver se entende isso.

– Olha, eu não sou criança para você ter que me dizer o que eu tenho ou não de fazer e com quem eu devo andar e pare de me gritar, eu odeio quando você banca uma de Mary Margareth. — disse se afastando de Regina e caminhando em direção ao carro. Não é que ela caísse de amores por Elsa, mas tinha um grande apreço pela loira e não via mal algum em estar em uma amizade com ela. Mesmo que no intimo ela tivesse bem mais que só uma amizade com a Frozen.

– Você não é criança, isso é verdade, mas as vezes parece com uma. Não é por mim, Emma, e sim por você. Pessoas como a Elsa são as que mais surpreendem e não é para o melhor lado. — disse assim que entraram no carro.

– Ah sim, pessoas como Graham você quer dizer não é? — perguntou rindo com ironia batendo a porta do carro com força, porém arrependeu-se no mesmo instante ao ver que não obteve resposta da morena e que a mesma estava com os olhos levemente marejados. Sua expressão de irritada ao mesmo tempo transformou-se em preocupação. — Oh me desculpe, eu sinto muito, eu sou uma tonta Regina, me desculpe, me desculpe... Eu não queria de verdade... — Emma tentava pegar na mão da morena, mas essa mesma recusou qualquer toque vindo da outra.

– Tudo bem Emma. — disse levantando a mão no ar, gesto que indicava que não queria mais nenhuma conversa naquele momento. — Você vai para seu apartamento ou você quer que eu te deixe em algum outro lugar?

Percebendo o tom áspero de sua melhor amiga, Emma se encolheu no banco do passageiro decidindo que por hora, era melhor melhor deixar aquele assunto quieto.

– Vou para meu apartamento, pode me deixar lá de frente.

– Ótimo. — respondeu simplesmente arrancando com o carro.

Ariel e Killian estavam no banco transeiro apenas escultando a discussão das duas. Raramente as viam tendo algum desentendimento, mas quando isso acontecia, compreendiam desde a época do colegial que o melhor era deixar que elas por si só se resolvessem. Caso contrário a briga só aumentaria e ainda levaria junto quem tentasse se meter.

Ariel ao ver o modo como Regina se colocou ao ouvir Emma falar de Graham e da maneira como a loira falou, concluiu que o que estivesse passando de errado com a morena, tinha nome e sobrenome: Graham Humbert.

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Após ter deixado cada um de seus amigos em suas devidas casas, Regina chegou em casa mais exausta que os dias anteriores. Sabia que talvez sua gravidez lhe deixaria um pouco mais cansada que o normal, por sua alimentação — a falta dela — e os muitos enjôos que já estava sentindo e sem falar que discultir com Emma, sempre a deixava cansada. Emma tinha esse efeito sobre ela, mexer com seu emocional e lhe cansar muito quanto esta a irritava.

Estava praticamente se arrastando pelas escadas quando algo lhe chamou atenção na casa. Ouviu gargalhadas vindas da cozinha. Estranhou, afinal naquela casa não havia muitos motivos para se gargalhar da forma como ela estava ouvindo. E movida pela curiosidade, ela resolveu verificar indo até a cozinha.

A cada passo que dava as gargalhadas pareciam aumentar e aos poucos sendo identificadas, algumas ela tinha certeza que pertencia ao seu irmão, mas as outras a estavam pondo em dúvida.

Foi abrindo a porta da cozinha lentamente, e pela fresta da porta já era possivel ver o que se passava na cozinha. O que viu a fez abrir um sorriso genuíno. Um senhor de cabelos grisalhos aparentando não ter mais que 50 anos estava em frente ao fogão usando avental cor-de-rosa, gesticulando com as mãos imitando com perfeição os trejeitos de sua esposa quando esta se encontrava na cozinha.

– "Minha cozinha, minhas regras. Meta-se com seus politicos, Henry Mills. Porque quem manda aqui sou eu." — o homem dizia fazendo uma voz fina afim de alcansar o timbre de voz de sua esposa.

Após dizer isso, o pequeno garoto que estava nos braços de outro homem que Regina até o momento não conseguia identificar, começou a rir e a concordar com o pai.

– Vejo que além de administrar bem a nossa cidade, meu excelentíssimo pai ainda encontra tempo para fazer um showzinho de humor ás custas de minha mãe. — diz rindo a morena entrando por completo na cozinha pegando os três de surpresa.

O Senhor Mills virou-se ao ouvir a voz da filha e dedicou-lhe um enorme sorriso e abriu seus braços para que ela vinhesse ao seu encontro. E Regina não demorou nem um pouco em abraça-lo como todas vezes desde quando era pequena.

– Ah minha moreninha, que saudades eu senti de você. — disse ele acariciando suas costas e cabelo.

– Eu também senti saudades de você, papai. — respondeu-lhe deixando um suave beijo na bochecha do homem. — Mas eu pensei que você viría somente daqui á uns dois dias, você nunca vem tão rápido. Aconteceu algo?

– Aconteceu. Este rapaz aconteceu. — disse apontando para o outro homem que ainda seguranva Henry em seu colo afagando seus cabelos. — Você lembra de seu primo August?

Regina olhou para o homem ao lado estranhada. Lembrava-se sim de August, mas da última vez que o viu, ele era um garoto magrelo que usava aparelho e cheio de espinhas pelo rosto e muito nerd. E a última vez que o tinha visto de fato, ele estava de mudança para Portland e apartir de aí nunca mais haviam se visto.

– Sim, eu lembro dele. — disse ela vagamente analisando bem o rapaz a sua frente.

– Este aqui é o August, Gina. — foi Henry quem respondeu pulando do colo do homem e puxando a morena para mais perto. — Ele está diferente, não é?

Regina literalmente abriu a boca. Esse sem dúvidas não parecia em nada com o August que ela conhecia. Este era mais alto, musculoso, trazia no rosto uma barba ainda para fazer e um olhar que o seu antigo primo jamais teve, um olhar sedutor.

– Gust, é realmente você? — disse tocando os braços do rapaz.

– Em carne e osso, tampinha. — respondeu ele lançando um sorriso á Regina.

Sem esperar por mais, Regina abraçou August um tanto emocionada. August de toda a familia Mills, tirando seu pai e seu irmão era o único em que confiava plenamente, o único em que podia chamar de amigo e o único que a compreendia de uma maneira absurda e muitas das vezes ele servia como confidente e testemunha de muitas coisas que Regina era obrigada a fazer para agradar sua mãe.

– Seu idiota, porque não avisou que viria? Eu tería chegado mais cedo. — disse assim que saiu do abraço.

– Eu sou imprevisível, esqueceu disso gatinha? Mas eu avisei ao tio Henry que viria para cá, e é por isso que ele teve que cortar suas mini férias da tia Cora para me receber. — disse zombeteiro.

– E isso me faz lembrar que você me deve uma meu rapaz. — disse o Senhor Mills também em forma zombeteira. — Mas agora vamos saindo da minha cozinha para eu poder terminar de fazer o jantar.

– E falando nela, onde está a mamãe? — perguntou ao notar que de fato a única que estava faltando na casa era a Senhora Mills.

– Não sei, deve está tomando chá com alguma senhora da sociedade. Agora vão. — disse empurrando os três para fora da cozinha.

Em meio á risadas, os três foram para a sala de estar. August como bem conhecia sua prima e apesar dos poucos anos que se passaram, ele podia notá-la tensa através daqueles sorrisos que ela lhe estava dando, que algo a mais a estava atormentando. Algo não estava no devido lugar.

– Henry, você disse que tem vários quadrinhos da marvel, porque não sobe e os traz para mim ver? — perguntou o rapaz

– Ah é, vou pegar pra você ver. — o garoto saiu da sala sorridente e correndo pelas escadas.

– Henry não corra pelas escadas. — tentou dizer, mas o garoto já havia sumido de vista. — Ai esse menino ainda vai me fazer levar ele no hospital por causa dessa escada.

August sorriu se aproximando mais da prima e pegando na mão dela delicadamente.

– Não pense nisso prima. — disse ele apertando a mão dela em sinal que ambos sabiam qual era. — Me conta.

– Você já percebeu. — não era uma pergunta, mas duvidou que seu primo fosse capaz de captar algo dela assim tão rápido.

– Desde o momento em que você me abraçou. — revelou ele baixinho só para que ela ouvisse. Usou sua mão esquerda para tocar o rosto de Regina e atrair o olhar dela para sí. Sempre que algo pesado acontecia, Regina sempre evitava um contato visual quando tinha que tratar do assunto e isso só fez confirmar a August que algo sério estava acontecendo á sua prima e fosse o que fosse, ele estaria disposto a ajudar.

– Estou aqui como sempre estive para você Regina. Sempre que quiser, serei seu apoio. Sempre que quiser serei sua ponte e sempre que quiser serei sua tábua de salvação. Lembra disso?

Regina assentiu com a cabeça e riu deixando escapar uma lágrima de nolstagia.

– E sempre que quiser se perder em uma floresta, lembre-se de levar o radar do batman para que eu possa te encontrar e dizer o quanto estúpido você foi por não ter me levado junto. — completou a frase o tomando nos braços mais uma vez. — Muitas coisas aconteceram August, mas prefiro te contar amanhã, certo?

– Quando você decidir que estará pronta para me contar, eu estarei aqui para te ouvir quantas horas for necessárias priminha. — disse acariciando suas contas com carinho.

Henry desceu as escadas novamente — correndo- com uma caixa azul repleta de quadrinhos. E os primos assim que ouviram passos do menor se separaram sorrindo e olhando para um Henry todo eufórico com seus heróis.

– Agora deixe-me ver os quadrinhos desse pequeno rapaz. — disse August trazendo Henry para seu colo e recebendo a caixa de revistinhas.

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Já se passava das 22:00 quando Emma, que estava em seu quarto assistindo um jornal policial de outro estado, ouviu seu celular vibrar. Sinal que alguém lhe havia mandado mensagem de texto. Ignorou por uns segundos imaginado que podesse ser mais uma mensagem boba da operadora lhe propondo serviços promocionais, nos quais ela nunca se interessava, mas um flash de memória da pequena briga que teve com Regina durante a tarde a fez quase saltar para o outro lado da cama, imaginando agora que poderia ser uma mensagem de sua melhor amiga.

Pegou seu celular e abriu a mensagem em questão de segundos, porém a mensagem não era da pessoa que ela estava esperando.

"Você estará disponível amanhã?"

Emma leu e releu a mensagem. Não sabia se devia responder ou não. Receber uma mensagem de Elsa era a coisa mais dificil de se acontecer e quando acontecia já sabia bem para qual propósito sería.

"Depende. Amanhã tenho aula durante a manhã e a tarde eu tenho um compromisso."

A resposta não demorou a chegar.

"Que compromisso, Swan?"

Emma revirou os olhos. Não tinha que dar explicações para Elsa.

"Algo particular, mas não foi para isso que você me proucurou. Se durante a noite eu estiver livre, eu te ligo."

Bocejando, Emma envia a mensagem se deitando novamente na cama. Desligou a TV e acomodou-se melhor entre os travesseiros. Puxou o cobertor para cobrir-se e lentamente foi fechando os olhos. Com a resposta que havia mandado a Elsa, não esperava que esta lhe mandasse uma nova mensagem, porém novamente ela ouve seu celular vibrando.

Tateia a cama por debaixo do cobertor em busca do celular, o encontra já abrindo a mensagem.

" Okay ;) E ah, eu gostei muito de te ver hoje. Beijos "

Emma sorriu. Adorava a Elsa e muitas vezes era surpreendida por ela. Adorava o jeito que ela tinha. E lamentava não conseguir sentir nada mais forte por ela. Desde que se descobriu apaixonada por sua melhor amiga, nunca conseguiu dar espaço ao seu coração para mais ninguém e não foi por falta de tentativas. Elsa foi mais uma dessas tentativas, mas como em todas as outras, não obteve sucesso. No entanto Elsa conseguiu algo bem mais que os outros com quem Emma esteve. Tempo e amizade.

"Eu também gostei de te ver. Agora durma. Beijos"

Suspirou abandonando mais uma vez o celular em um canto qualquer da cama. Ajeitou-se ficando de barriga para cima com seus longos cabelos espalhados pelos travesseiros e suas mãos sobre sua barriga. Fechou os olhos e uma solitária lágrima dançou em seu rosto escorrendo lentamente por sua bochecha e morrendo em sua boca rosada.

– Se eu pudesse escolher... — sussurrou em meio ao silêncio daquele quarto ligeiramente escuro antes de se perder em um profundo sono.

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Após o fim das aulas, -que Emma jurou que especialmente no dia de hoje, o relógio simplesmente estava de sarro com sua cara, porque cada minuto ou cada segundo parecia uma eternidade e os professores então, pareciam estar mais chatos e tediosos que o de costume- Swan foi em busca daquele que lhe devia muitas explicações.

Avistou Killian encostado em uma das colunas da faculdade conversando com alguns calouros com seu tão conhecido sorriso faceiro no rosto. Sem nenhuma calma, Emma se aproxima deles e sem pedir licença ou algo do tipo, puxa o rapaz pela camisa até o jogar contra uma parede, tudo sob os olhares dos outros estudantes.

– Que isso menina? Ficou louca? — pergunta Killian tentando se desfazer do agarre da loira. — Emma, você está amassando minha camisa... Dá para fazer o favor de me soltar? Não há necessidade disso.

– Só vou soltar quando você me contar tudo o que sabe sobre aquilo que você deixou escapar no Granny's. — disse apertando ainda mais seu agarre na camisa dele.

– Tenha calma e me solte. Eu vou contar. — disse o rapaz se sentindo um tanto acuado pelo olhar ameaçador da loira. Sabia que cedo ou mais tarde seria colocado contra a parede por ela, mas não da forma literária.

– Ok. — disse respirando fundo e soltando-o em seguida e se afastando poucos centímetros dele. — Agora, desembuche.

Tentando recompor sua camisa da melhor forma que podia, Killian diz:

– Céus, o que deu nessas meninas hoje?! Primeiro foi a Belle que quase me atropelha no corredor da biblioteca, depois foi Regina que nem respondeu meu bom dia, o que já é quase normal vindo da Evil Queen e agora você amassando minha linda camisa. Isso tudo é TPM?

– E eu vou quebrar a sua cara se você não parar de me enrolar.

Killian voltou seu olhar para Emma, visualizando-a com suas sobrancelhas franzidas, os braços cruzados e o pé batendo no chão frenéticamente. Isso em conjunto indicava que ela estava a ponto de explodir por impaciência e nervosismo. Ele já havia percebido que tudo que era relacionado á Regina, deixava Emma em um estado de nervos incompreensível para alguns, mas não para ele que já havia encaixado cada peça desse jogo.

– Swan, você crer que aqui é o melhor lugar para eu te contar tal coisa?

Emma olhou em volta, entendendo que realmente aquele não era o local exato para tratar de um assunto como o que ela estava prestes a tratar com Killian. Direcionou seu olhar de volta ao rapaz suavizando sua expressão e deixando um meio sorriso envergonhado escapar.

– É, você tem razão. Me desculpe pelo mal jeito que eu te puxei para a conversa.

– Puxar não é bem a palavra certa, você literalmente me arrastou pelos corredores e ainda interrompeu meu flerte com um calouro bem interessante. — disse divertido passando seu braço pelos ombros de Swan. — Que tal se formos para a sua casa e lá falarmos sobre isso?

– Por mais que eu esteja louca para saber com riqueza de detalhes o que você tem para me contar, eu não vou poder. Combinei de ir com Regina á um lugar hoje ás 14hrs.

– Que lugar? — perguntou ele girando o rosto para Emma.

– Ah, ela e eu vamos para... — a loira sente seu celular vibrar no bolso traseiro de sua calça jeans. Desfaz do abraço lateral com Killian e retira o celular lendo em seguida a nova mensagem de texto que havia chegado.

"Espero que não tenha esquecido do nosso compromisso de hoje. Estou te esperando no estacionamento."

– É ela?

– Sim, é ela. — diz jogando o celular de qualquer jeito dentro da sua bolsa. — Bom, eu tenho que ir agora. Depois eu te ligo combinando o melhor horário para você ir na minha casa.

Dá um rápido beijo na bochecha do rapaz se despedindo, com ele apenas assentindo com a cabeça.

Depois de uns 5 minutos, Emma chega no estacionamento. E logo consegue ver Regina encostada na lateral do carro.

– Oi.

– Oi. — Regina desenhou um sorriso no rosto assim que viu Emma.

E para Emma esta era a resposta para a pergunta que ela se fazia por todo o trajeto até encontrar a morena. Se perguntava se Regina ainda estava chateada com ela pelo ocorrido de ontem. Ela conhecia como ninguém o gênio temperamental da estudante de gatrononomia, mas muitas vezes ainda conseguia se surpreender com ela, uma vez que Regina era completamente imprevísivel nessa questão.

Sorriu também, dando como finalizado o assunto do dia anterior. E como sempre, abraçaram-se fortemente concluindo com um beijo de cada lado das bochechas, deixando suas mãos se encontrarem e por fim entrelançando-as.

– Como você está? — perguntou Emma.

– Bem e você?

– Muito bem. — respondeu sorrindo. — Vamos então? Zelena odeia atrasos.

– Vamos, mas antes, tome. — diz tirando de dentro de seu sobretudo preto a chaves do carro. — hoje você dirige.

Emma recebe as chaves e então sem mais esperas, as duas entram no carro com a loira na direção. Nenhuma palavra sobre a pequena discussão que tiveram foi dita durante o caminho para o consultório médico. O Silêncio foi preenchido por Regina contando sobre o retorno de seu primo August na cidade e no quanto a casa Mills parecia mais leve agora. Emma, claro ficou contente em saber que August voltara, pois ele também era uma das poucas pessoas em que confiava e havia sentido falta dele durante os anos que este passou fora. E estava louca para revê-lo e reviver as muitas loucuras que viveram com Regina na pré-adolescência.

Pouco mais de 15 minutos, as duas chegaram no consultório. Uma assistente do consultório indicou o local em que deveriam esperar para serem chamadas.

Regina encontrava-se terrivelmente nervosa. Mordia seu lábio inferior e piscava algumas vezes sem até se dar conta. Estava inquieta no seu assento e de vez enquanto passava a mão por seu rosto, tendo a respiração acelerada.

– Regina, por Deus, acalme-se. Assim você vai me deixar mais nervosa do que eu já estou também. — disse segurando uma das mãos da morena e apertando.

– Você sabe que eu fico assim toda vez que eu tenho que falar com um médico.

– Eu sei, mas mantenha a calma. Nós vamos entrar naquela sala e quando você menos perceber nós já vamos estar fora dela. Vai ser super rápido.

– Não fale comigo como se eu fosse uma criança com medo de tomar injeção. — disse cruzando os braços.

– Sabe, você fica ainda mais linda quando faz carinha de brava.

Emma tinha um sorriso meigo nos lábios, e leva sua mão até o rosto da morena afastando algumas mechas de cabelo atrás de sua orelha. As duas estavam sentadas lado a lado, o que dava uma maior proximidade.

Delicamente, Emma, com a ponta de seus dedos, gira o rosto de Regina segurando seu queixo, fazendo assim o olhar das duas se encontrarem. As bochechas da morena estampavam um leve tom corado.

– Porque está dizendo isso?

– Porque é a verdade. — responde acariciando com as costas de seus dedos a bochecha direita da amiga. — E mais, tudo em você te deixa muito mais linda.

Emma desvia seus olhos dos olhos de Regina e recai-os para os lábios da morena e seus dedos que fazia carinho na bochecha da outra, escorrega vagarosamente pelo rosto chegando também assim pelos lábios traçando suavemente cada linha daquela perfeita boca carnuda.

Com os toques de Emma, Regina sente seu corpo arrepiar de forma nova. Sente seu coração saltar de uma maneira quase indescritível. Estava nervosa, mas não sabia se estava nervosa pela conversa médica que teria a seguir ou se era pelo que Emma estava fazendo. E assim que viu o olhar de Emma ganhar outro foco em seu rosto, foi quase impossivel também não ganhar foco em outra parte do rosto da loira a seu lado. Nunca havia percebido o quão lindo eram os lábios de Emma e no quão naturalmente rosados eles eram. Chegavam a ser tão belos que sentiu um forte desejo de tocá-los, mas tocá-los com seus próprios lábios.

"O quê?" — pensou assim que caiu em si sobre seus pesamentos.

– Emma... — sussurou pegando a mão da loira que brincava com as linhas de seus lábios.

– Sim... — por algum modo, o coração de Emma quase parou quando esta voltou seu olhar para o olhar de Regina. Havia algo de diferente neles.

A Respiração das duas esta inregular, e as mãos que se encontravam pegadas aos poucos iam suando frio. As duas estavam de uma forma tão captadas uma na outra que pareciam que na sala de espera só estavam as duas. As duas sentiam que naquele local não restavam mais ninguém além delas.

– Eu...

– Regina Mills.

Uma voz ao fundo desperta as duas.

– Quem é Regina Mills, por favor? — a voz da jovem soa novamente.

– Sou eu. — consegue responder Regina levantando-se de uma forma desajeitada.

A Jovem sorrir de maneira hospitaleira escrevendo algo em um bloco de anotações que carregava nas mãos. Abriu a porta de uma das salas na qual havia escrito uma plaquinha "Zelena Müller".

– A Dª está aguardando-a, pode entrar.

Regina respirou fundo ajeitando melhor sua bolsa em seu braço, virando-se para Emma e suplicando:

– Por favor, entre comigo.

– Você nem precisava pedir, eu iria de qualquer jeito. — diz Emma a todos sorrisos levantando-se e tomando a mão de sua amiga, entrando assim as duas dentro da sala da Doutora.

Ao entrarem na sala, Regina que até então não conhecia Zelena pessoalmente, surpreende-se muito ao vê-la, não era bem como ela imaginava. A doutora não deixava a desejar em nada quanto a sua beleza. Uma ruiva com longos cabelos ondulados, pele clarissíma que chegava a ser rosada e um par de olhos verdes admiráveis.

– Olá, boa tarde. Sentem-se por favor. — cumprimenta a doutora apertando educadamente a mão de cada uma.

– Boa tarde. — responde ao cumprimento, sentando-se em uma das cadeiras que se encontravam em frente a mesa da doutora.

– Zelena, como você está? Á quanto tempo hein?! — pergunta Emma após sentar-se também.

– Nem me fale. — diz sorrindo. — Mas respondendo a sua pergunta, eu estou bem sim, Emma. E seus pais? Soube que embarcaram em mais uma viagem de lua-de-mel. Onde estão agora, em veneza?

– A última vez que falei com eles, me disseram que estavam no aeroporto com passagem para Guadalajara. — sempre era uma graça falar de seus pais com Zelena. — Mas enfim... Esta é Regina, a que eu te falei por telefone.

Zelena lança um agradável e gentil sorriso para a morena que gradativamente ia acalmando-se.

– A famosa Regina Mills. Emma fala sempre de você. Acredite, de cada dez palavras que essa loira fala, nove são seu nome.

– Zelena. — repreende Emma.

– O que foi? Eu só estou dizendo a verdade querida. — Zelena pisca o olho para a loira. — Agora fique quieta que meu assunto é com sua amiga.

Regina apenas observava a interação das duas e vez ou outra sorria de canto.

– Então Regina... Emma me contou que você está com suspeitas de uma possível gravidez, me diga... á quanto tempo você está atrasada?

Enquanto falava, Zelena retira de dentro de uma gaveta de sua mesa papéis nos quais anotaria as informações que seriam dadas por Regina.

– Hum... A pouco mais de um mês.

– Certo. E o que fez você acreditar que talvez estivesse grávida? Cite o que você vem sentindo desde seu atraso menstrual.

– Bem, alguns perfumes me fazem ter ânsia de vômito, meus seios... Eu os sinto um pouco maiores que o normal e nos últimos dias eu venho sentido enjôos.

– Hum... Sente cansaço?

– As vezes.

– Quantas vezes tem urinado durante o dia?

– Muitas vezes.

– Certo, certo. — Zelena ia anotando cada palavra que Regina ia dizendo.

A ruiva por fim levanta-se chamando Regina com a mão, indicando á ela uma outra cadeira de ferro, branca, enorme e reclinada.

– Sente-se nessa cadeira, estenda o braço aqui e relaxe.

Assim Regina fez. O nervosismo que havia sumido minutos atrás, retornou com força no mesmo instante que ouviu a doutora dizer "relaxe", ela tinha certeza que esse "relaxe" era uma preparação para algo que não iria agradar nenhum pouco.

Percebendo a tensão no semblante da amiga, Emma aproxima-se de Regina e aperta a mão livre dela sorrindo-lhe amorosamente.

– Vou sorrir muito disso depois quando estivermos bem velhinhas. — sussurrou rindo.

– Nem se atreva. — Regina apertou fortemente a mão da outra.

– Bom, você tem fortes indicios de estar realmente grávida, Regina, mas para uma maior confirmação vamos ter que fazer um exame Beta hCG sanguíneo para checarmos os valores de mIU/ml. — vai dizendo Zelena limpando com um algodão e álcool uma zona do braço de Regina. — Vai ser super rápido.

E realmente foi, tão rápido como um piscar de olhos, Zelena colheu um pouco do sangue de Regina.

– Fiquem aqui, eu volto em um minuto. Vou levar ao laboratório sua amostra de sangue. — informou a ruiva etiquetando o recipiente de sangue e saindo em seguida fechando a porta atrás de si.

As duas assentem.

Emma nota Regina um pouco mais calada do que deveria.

– Aconteceu algo?

Regina trazia no rosto uma feição distante.

– Dá para acreditar nisso? — perguntou rindo sem graça. — É quase certo que eu estou grávida e no entanto o pai do meu filho fugiu das responsabilidades como pai e como homem. O homem que eu acreditei ter ao meu lado em todos os momentos, inclusive nesse. Dá para acreditar que eu fui tão burra em acreditar que eu teria meu "felizes para sempre" com ele? — perguntava com a voz embargada.

– Regina, não pense mais nesse idiota. Pense agora na felicidade que essa criaturinha vai dar a você. Não só a você, á nós. — disse a loira por primeira vez acariciando o ventre de Regina.

Emocionada com o gesto da amiga, Regina a olha e põe sua mão sobre a mão de Emma que ainda estava pousada em sua barriga.

– Você vai ficar comigo?

– Hoje e sempre.

Notas finais
Esperamos que vocês tenham gostado do capitulo de hoje! Comentem e dee suas opiniões... Ate sexta gente.... Beijos Laly e BabyCute