Sweet Happiness
41 Capítulo 41: George
Notas iniciais
— Oh! Isso é novo para mim. – aponta Ingrid para Rose ao entrar completamente no apartamento, vira-se para Elsa que vinha mais atrás. – Desde quando você recebe amigas em casa?
— Você aqui na minha casa também é novo para mim, e não é algo que eu goste. – retruca a mais nova em um um tom ácido demonstrando com clareza o misto de ansiedade e nervosismo em sí própria.
— Que seja, mas você não me respondeu, quem é essa garota aparantemente adorável? – Ingrid sorriu.
— Eu sou Rose Castillo. – Rose mesma se apresenta levantando-se e estendendo educadamente a mão à aquela mulher possuinte de olhos tão azuis quanto aos de Elsa, isso ela não pôde deixar de reparar.
— Castillo. – observa a mais velha aceitando o cumprimento sem desviar os olhos dos olhos de Rose. – Eu sou Ingrid Frozen.
— Ah então é da sua família, Elsa? – perguntou a loira com um bonito sorriso para a sua nova amiga.
Elsa soltou o ar enfadada.
— Sim, ela é a minha tia. – responde esfregando a pele da testa.
— Hum, então é um prazer conhecê-la, senhora Frozen. – diz sincera.
— Digo o mesmo, querida Rose, porém nada de senhora Frozen, sou muito jovem para isso, me chame apenas de Ingrid e se caso pegarmos amizade eu deixo você me chamar de Didi. – pisca o olho, giro o rosto buscando a imagem da sobrinha mais velha. – Mas onde está Anna?
— Ela não está, foi, como toda adolescente, passear com as amigas. – fala Elsa não aguentando mais a presença de Ingrid dentro de sua própria casa.
— Como toda adolescente? Pois me diga o que você era porque se bem me lembro você não tinha amigas e tampouco saía. – zomba.
— Olha, eu não estou com paciência... — avisa a loira. – Então por favor evite seus deboches direcionados a mim.
Ingrid olha para Elsa com uma falsa expressão de ofensa.
— Eu não estou debochando de você, meu amor, só estou falando a verdade visto que você era uma menina bem estranha, não saía, não tinha amigos, mal saía do quarto, suas únicas interações eram com Anna e seus livros sem graça ridicularmente bem alinhados e sem falar que nunca vi você com um namoradinho, mas acho que agora eu entendo o por quê. – olha para Elsa de canto de olho enquanto fingia analisar o apartamento, mas ela estava mesmo era intrigada com a presença de Rose ali.
— Nem todos os jovens tem a facilidade de desenvolver amizades, alguns são mais retraídos e reservados, o que no caso para mim são os mais inteligente e espertos pois sabiamente desenvolvem com rapidez a arte da percepção, onde conseguem enxergar com perfeição o caminho do certo e o que é errado, o que no caso poucos conseguem. – diz Rose em um ato de defesa à Elsa. – Eu também fui uma adolescente reservada e sinceramente, fui bem mais feliz assim. Então Elsa não esteve fora da normalidade da adolescência por se manter na dela, apenas optou por um mundo menos bagunceiro do qual muitos adolescentes vivem hoje em dia.
Ingrid agora fixou-se atentamente à Rose correndo seus olhos de cima a baixo.
— Oh, então é você agora uma advogada?
— Não. Eu sou psicóloga, mas é por ser psicóloga que conheço bem o assunto. As pessoas não são iguais as outras senhora Frozen, você com certeza não é igual a mim ou a qualquer outra pessoa deste prédio, todos tem seu próprio modo de viver e isso é o que torna as pessoas interessantes e não anormais. – concluiu, não sabia o por quê de estar nervosa e talvez até abusada, mas de algo tinha certeza, não iria voltar a ver aquela mulher que de primeira vista parecia ser tão fútil, então passou a mão pelos curtos cabelos e virou-se para Elsa com um doce sorriso. – Elsa, eu já tenho que ir, não quero deixar a Rafaela sozinha por muito tempo, depois a gente volta a se encontrar, está bem?
— Ah claro, sem problemas, eu acompanho você até a porta. – disse com um sorriso super elevado, havia adorado a maneira como Rose a defendeu, não se lembrava de alguém já ter tido esse trabalho por ela além de Anna.
Rose assentiu e juntas caminharam até a porta.
— Boa sorte com sua tia, ela não me caiu muito bem. – sussurrou Rose já do outro lado.
— Ela também não me cai muito bem, digamos que ela é o peso da minha vida, mas obrigada pela atenção comigo. – sorriu e ficou encarando os olhos verdes da outra loira. – Espero ver você logo. – confessou em um sussurro.
Por uma razão desconhecida, aquilo fez a barriga de Rose contrair-se em um frio gostoso e inesperado.
— Eu também espero. – deu um sorriso tímido e virou-se para a porta do seu apartamento entrando em seguida.
Elsa ficou por mais uns cinco segundos olhando a porta do apartamento em frente fechar-se aos poucos até que ela fez o mesmo também e voltou para a sua sala de estar.
— Você realmente gosta de loiras, hein? Primeiro a do vídeo e agora essa daí. – comentou Ingrid de pernas cruzadas sentada comodamente em um dos sofás da sala. – Você é uma pervertida, Elsa, logo aqui no apartamento onde você mora com a sua irmã! Sinto nojo de você. – olha para a sobrinha mais velha com repulsa.
— Eu que sinto nojo de você, o que te dá direito a vir no meu apartamento sem ser convidada para me insultar? Eu exijo que vá embora!
— Ah mas eu vou sim, minha querida, mas eu só irei sair daqui com Anna, não vou permitir que minha garotinha manche a reputação dela com uma irmã tão imoral quanto você. – repudia.
Elsa sente o sangue ferver.
— Não me venha com falso moralismo, Ingrid, você nunca se importou de verdade comigo ou com a Anna, para quê tudo isso? Fala logo o que você quer e suma das nossas vidas de uma vez por todas.
Ingrid faz cara de ofendida levantando-se e colocando a mão entre os seios em um gesto mais que dramático.
— Isso é a coisa mais absurda que já ouvi em muito tempo, eu amo vocês duas, claro que amo mais a Anninha do que a você, mas sempre estou me preocupando por vocês, se você não tivesse insistido para ficar com a guarda da Anna vocês duas estariam morando comigo.
— O quê? Você nunca quis a guarda da Anna de verdade, você praticamente me vendeu a guarda da Anna já que desistiu na minha primeira oferta de dinheiro. –falou revirando os olhos. – Ahhhh mas é claro, é tão óbvio! Faz todo o sentido agora, você veio atrás de dinheiro!
Ingrid sorriu.
— É como se diz, uma mão lava a outra, e a minha gosta de ser lavada com bastante dólares. – passou a mão pelo rosto de Elsa que expeliu o toque rudemente. — Awn que bruta. – Voltou-se a se sentar no sofá.
— Eu não vou te dar mais nenhum só centavo, Ingrid, você já ganha o suficiente com a filial de Washington.
— Suficiente para quem? Só se for para você porque para mim não dá para quase nada. – revira os olhos. – Sabe, Elsa, você é jovem e muito linda então não tem ainda que se preocupar com a idade, mas eu me preocupo e muito com a minha. Com a minha pele, meu cabelo, meus luxos, e meu prazer e para se ter qualidade nisso tudo precisa-se de muito dinheiro, e aquela filial não me rende o suficiente.
— Como você é fútil, Ingrid. – diz Elsa enojada.
— Que seja! – rola os olhos. – Não vim aqui para que você enumere minhas qualidades e sim para que aumente os números do valor da minha conta bancária.
Elsa rir sem humor cruzando os braços.
— Eu já disse que de mim você não vai receber nenhum só centavo.
Ingrid se levanta.
— Sabe, Elsa, eu realmente não tenho nada a perder, apenas a ganhar, porque vamos analisar bem os fatos. Se você não cooperar comigo, eu darei um jeito de fazer com que Anna veja o quão perversa é a irmãzinha dela, levo ela comigo para Washington e espero ela completar os 18 anos, o que não vai demorar não é? Como responsável por ela, eu iria mexer sem problema algum na herança dela que são o quê? Uns dois milhões apenas? Eu acho que com isso eu daria para viver bem por um tempinho. É, eu não tenho o que perder mesmo. – sorri malevolamente. – Mas tudo isso pode ser evitado se você for boazinha com sua titia querida e dar o que ela pede, olha como as coisas são fáceis de se resolverem.
Elsa fecha os punhos olhando com desprezo para a tia.
— Isso se chama chantagem!
— Não, isso se chama necessidade. — dá um sorriso. – Olha como eu sou boazinha, eu vou dar a você o prazo de até 24 horas para me dá uma resposta definitiva e eu espero sinceramente que seja uma que me agrade bastante e muito. Agora eu tenho que ir, tenho uma amiga me esperando. – afasta-se da sobrinha caminhando lentamente até a porta, olha uma última vez para trás abrindo a porta e diz: – A decisão é sua, querida. – após isso sai do apartamento sem nenhum remorso pelo que estava obrigando Elsa a fazer.
Quando se viu sozinha, Elsa esfregou a mão na face angustiada, sentindo-se encurralada sem nenhum tipo de saída. Não queria que Anna visse aquele vídeo, mas tampouco queria voltar a ser vitima de chantagens da própria tia.
De tanto andar pelo apartamento afundada em suas inquietudes e incertezas que nem percebeu a porta bater e Anna chegar com uma expressão séria e olhos levemente avermelhados, deu-se conta apenas quando essa jogou a bolsa na cadeira fazendo o barulho ecoar e capturar a atenção de Elsa que virou-se de imediato a procura do tal barulho.
— Anna? – correu para abraçá-la. – Por que demorou tanto?
Anna não respondeu e tampouco correspondeu o abraço.
— Anna, querida, o que houve? – perguntou desfazendo o abraço e agora reparando nos sinais expressos no rosto da garota. – você esteve chorando? – perguntou tocando o rosto da irmã com ambas as mãos.
— Quem é você, Elsa? – perguntou a mais nova em uma voz quebrada e chorosa afastando-se lentamente da loira.
Elsa deu um sorriso sem graça não entendendo o comportamento da irmã.
— Como assim, Anna? Eu… Eu não estou entendendo você, eu sou Elsa, sua irmã. – tentou novamente uma aproximação, mas a cada passo dado por ela era outro que Anna dava para trás.
— Não. – diz balançando a cabeça negativamente. – Você não é a minha irmã, a minha irmã é boa, doce, gentil e jamais seria capaz de fazer mal a alguém por puro prazer.
Elsa empalideceu-se com as palavras de Anna, pode sentir o coração parar até.
— Do que é que você está falando?
— Emma. – responde unicamente deixando suas costas encontrarem a parede fria da sala.
Elsa sentiu as pernas tremerem com o nome da Swan sendo dito pela voz de Anna, não queria admitir para o coração o que a razão já gritava a todo pulmões, Anna sabia.
— O que tem a Emma? – resolveu tentar a sorte fazendo-se de desentendida.
Anna irritou-se com tamanha enrolação.
— Pare de tentar me fazer de idiota, Elsa, eu sei que você sabe do que eu estou me referindo. Que droga você fez com a Emma? Me explica aquele vídeo em que você e ela estavam… argh, isso é tão nojento. Porque você fez isso? Por quê? Porque desceu a esse nível tão baixo? Que porra de mulher você é? – jogava sua ira para cima da irmã empurrando-a fortemente para trás fazendo assim que Elsa caísse sentada no sofá.
— Anna… – choramingou, não adiantava negar. – você não entenderia.
— O quê? O que eu não entenderia? A pessoa que você é realmente que mente, manipula e faz armações ou que eu estive errada o tempo todo? Anda, fala.
— Você é uma criança, não entenderia o que eu sinto e os motivos que me levaram a fazer isso. – diz com a voz baixa preferindo ficar sentada. – Você não entenderia. – repete.
— Eu já deixei de ser criança a muito tempo e mesmo que eu ainda fosse eu teria a capacidade de entender que o que você fez foi cruel. – soluçou. – Você expôs a nossa familia e a da Emma, senhor, você é louca? Tinha pelo menos 70% da cidade naquele restaurante, você não pensou na vergonha que eu iria passar após isso?
— Como assim? Eu não fiz você passar vergonha.
— Ah não? Eu fui ridicularizada por um grupo de amigos de uma outra turma do meu colégio que por coincidência também estavam no shopping, eu não entendi a principio o motivo das risadas, deboches e piadinhas até que me mostraram o video do que aconteceu no restaurante da filha do prefeito, era você fazendo sexo com a Emma.
Elsa sentiu todo o seu corpo ficar vermelho com a vergonha de ser repreendida pela irmã, contudo precisava mostrar seu lado, não queria perder Anna deixando que ela continuasse com esses pensamentos embaraçosos sobre ela.
— As coisas não são bem assim, como pôde concluir que foi eu a responsável pelo video? Eu podia ser também vitima, me ouça…
Anna riu de nervoso negando com a cabeça.
— Olha para a minha cara e ver se eu nasci ontem porque só pensando assim para você crer que sou tão burra assim. – fixou seus olhos na irmã. – Tudo aponta para você, não tem como negar. Na noite do ocorrido você estava com uma palpável satisfação pelo o quê até aquele momento eu não sabia, você sussurrou o nome da Emma e horas depois a própria Emma veio aqui, não negue, eu vi, vi e ouvi o que vocês estavam conversando no seu quarto, fiquei tão perturbada com isso que eu mesma fui parar no apartamento dela para saber o que aconteceu, só que ela é tão maravilhosa que decidiu não me contar só para não me por contra você, logo você que fez tanto mal para ela, se fosse outra contava com riqueza de detalhes a sua perversidade. – passa a mão pelo rosto limpando as lágrimas. – Você precisa se tratar.
— O que você está insinuando? Está dizendo que eu sou louca? você não entende nada, então pare de me julgar. Eu não aceito ser trocada, eu não fiz aquilo para afetar a Emma e sim aquela sonsa da Regina que sempre esteve no meu caminho, eu não me arrependo disso.
— Isso foi errado, Elsa, você que não entende a gravidade disso. O que fez você pensar que se fizesse isso a Emma voltaria para você?
— Eu não esperava que ela voltasse, porém a vingança era o que iria me preencher naquele momento, então eu fiz. – respondeu levantando-se. – olha, eu sei que você está decepcionada e me desculpa por fazer você se sentir envergonhada, mas por favor procura me entender, eu amava a Emma, eu queria ela só para mim e quando ela me deixou eu me senti um lixo e quando descobri que ela estava com a Regina eu me senti humilhada e destruída, eu precisava fazer com que ela, a Regina sentisse o mesmo que eu, eu precisava disso.
— Ela está grávida! – grita Anna, completamente enojada. – Já pensou se isso afetasse o bebê dela? Você seria a responsável. As coisas não se resolvem assim.
— Eu sei, me desculpa. Isso não vai mais acontecer, eu vou mudar. – tenta abraçar a irmã, mas essa esquiva o contato.
— Me desculpa? Tem certeza que é a mim que você tem que pedir desculpas? Você foi egoísta, fria e calculista, eu não te reconheço assim e assim eu não posso continuar. – diz saindo de perto de Elsa e caminhando para ir ao quarto.
No instante que Elsa ouviu isso seu corpo inteiro se arrepiou diante do medo em perder o amor de Anna.
— O que você está querendo dizer com isso, Anna? – questionou com aflição indo atrás da menina.
— No momento você saberá, mas agora eu só quero estar quieta e sozinha. – entrou no quarto e sem dar mais espaço à irmã mais velha, fecha a porta se trancando por dentro onde desabou-se a chorar feito criança de colo.
Ainda sentindo o impacto do acontecimento, Elsa voltou para a sala a passos lentos esbarrando-se nos móveis. Não podia acreditar que em apenas algumas horas as coisas pudessem ficar tão intensas. Primeiro a chegada de Ingrid e agora a revolta de Anna sobre ela, se bem que agora com Anna sabendo das coisas ela não tinha mais o porque de temer as ameaças de Ingrid, não tinha que se submeter às suas chantagens, mas agora algo era muito maior e mais assustador para ela, mais que qual ameaça de Ingrid, corria o risco de perder o amor e respeito da pessoa que ela mais ama no mundo. Não sabia como poderia suportar a vida se Anna também desistisse dela.
*SH*
Durante o resto daquele dia, Cora andou pela cidade resolvendo alguns problemas com respeito ao grupo de senhoras da sociedade de Storybooke, nem ela entendia bem o porque ainda estava metida nisso, ao passo que foi se reencontrando como mulher e mãe foi vendo a grande futilidade que era aquilo tudo e conhecendo-se bem não demoraria muito para que acabasse largando isso.
Ao passar por uma loja de moda feminina, encontrou uma sessão destinada à grávidas e foi inevitável para ela não querer levar duas ou três peças para presentear Regina. A intenção era sair só com uma sacola, mas no final se viu carregando no máximo umas seis, já era um fato inquestionável de que estava empenhada mesmo em mostrar que havia mudado.
Já próxima da mansão, ela para o carro ao ver Regina e Henry acompanhados por Emma descendo do carro também, e surpreendendo-se a sí própria, ela sorriu verdadeiramente vendo ambas lado a lado.
— Ei. – ela os chama.
Henry ao ver a mãe sorri animado.
— Mãe. – diz ele com aquele sorriso largo tão característico.
— Oi, querido, como foi no cinema? – pergunta gentilmente.
— Foi maneiro. – respondeu com as mãos nos bolsos da jaqueta.
— Suponho que isso seja bom. – sorri com leveza, ergue os olhos para Regina e Emma que os observavam em silêncio. – Olá garotas. – queria abraçar Regina, mas curiosamente a presença de Swan a inibia, então cessou esse desejo.
— Olá, Cora. Tudo bem? – Emma pergunta, ainda era impossível acreditar que Cora tenha realmente mudado como Regina lhe dissera, estava atenta as expressões e acões da sogra, não iria ceder facilmente.
— Uhum e você? – devolveu a pergunta, notou as mãos entrelaçadas das duas em um rápido olhar que parou em Henry quando este, um tanto receoso, tomava a sua mão com a dele. Sorriu para ele como se o incentivasse a ir adiante.
— Eu estou bem. – respondeu a loira. – Como a muito tempo não conseguia estar. – apertou a mão de Regina.
Regina relaxa o corpo ao ver que a visão dela com Emma para Cora parecia realmente não chocar como imaginava que chocaria.
— Nós viemos deixar o Henry na sua casa, mãe. – informou ela mirando-a. – Já que encontramos você poderíamos juntas tratarmos de assuntos importantes. Pode ser?
— Claro. – concorda balançando a cabeça positivamente. – É bom que já emendam para o jantar, o que acham? Henry deve estar para chegar. – sorriu brevemente ao referir-se ao marido olhando para as duas.
Emma e Regina se entreolharam, Emma maneou a cabeça em positividade e Regina deixou o ar sair lentamente dos pulmões esvaindo toda aquela tensão.
— Nós ficaremos para o jantar. – respondeu pelas duas.
— Que bom! – disse satisfeita. – Meu amor, que tal levar sua irmã e Emma para dentro? E depois vir me ajudar com as sacolas de compras que estão no carro? – pergunta em um tom doce para Henry.
Henry ergueu o rosto admirado com essa nova face tão maternal de Cora com ele, assentiu e enfiou-se entre suas duas heroínas e foi as puxando para dentro de casa. Emma e Regina se entreolharam novamente e desta vez relaxaram o corpo, parece que realmente as coisas estavam mudando.
Completamente concentrada na retirada das compras de dentro do carro, Cora nem percebeu que outro veículo estacionou do outro lado da avenida e um homem sair de lá indo em sua direção com passos decididos e um sorriso sacana no rosto.
— Ora ora se não é famosa primeira dama fazendo serviço de simples mortal?! – zombou ele, encostando-se na lataria do carro da mulher.
Ao ouvir aquele tom grave de voz tão característico, Cora sentiu o corpo inteiro estremecer e o coração parar de bater um segundo para logo bater a mil tirando-a até o ar. E tudo só pirou quando ela virou o rosto e viu que era mesmo a pessoa que ela estava esperando que não fosse.
— George? – sussurrou o nome do homem em uma voz falha.
— Eu mesmo. – ele sorri sinicamente aproximando-se mais. – Surpresa?
— O que você está fazendo aqui? Pensei que nunca mais teria a infelicidade de ver essa sua cara de malandro novamente.
Ele riu coçando a sua barba.
— Isso sim que é amor. – continua rindo. – Eu também senti saudades de você.
Cora entrecerrou os olhos indo até o homem pegando-o pelo braço e o puxando para um ponto mais isolado.
— Ei, calma aí, Cora! Não é assim que as coisas funcionam, primeiro me pague um jantar. – continuou com seus risos, o que irritou mais ainda a primeira dama.
— Não seja ridiculo, George. O que raios você faz aqui em Storybrooke? Você prometeu nunca mais voltar a pisar os pés aqui, seu cretino.
— Bom, eu não ia voltar mesmo, essa porcaria de cidade me causa tédio. – suspirou ele agora com repúdio. – Já tenho dias de regresso e tudo o que eu senti foi tédio e cansaço, essa cidade nunca muda.
— Se acha tão ruim assim porque está de volta? Ninguém te quer por aqui.
— Como que ninguém? Meus filhos me querem muito e agora eu tenho mais um motivo de estar de volta. – ele abre um sorriso travesso colocando a mão na cintura de Cora e puxando-a bruscamente para sí. – Quer dizer que agora seremos parentes? Vamos ter um netinho juntos.
Cora comprime os lábios sentindo nojo da proximidade de ambos, tentou afastar-se, mas George a impediu forçando o agarre em sua cintura.
— Me solta, seu infeliz! – altera o tom com ódio. – Nós não seremos parentes coisa alguma, o fato da minha filha estar esperando um filho do covarde do seu filho não muda em nada nossas relações. Me solta! Seu cheio está me causando enjôos.
Ele passa a língua entre os lábios e ergue a sobrancelha.
— Antigamente esse cheiro te agradava, o que foi agora? Agora que é rica não gosta do cheiro de um homem de verdade? Aquele patético do seu marido usa o quê? Perfume de rosas? – voltou a rir. – E deixa de ser azeda, porque obviamente as relações vão mudar, eu estarei presente na sua vida dia após dia. Isso não é bom? E a sua ruivinha, hum? cadê? tenho tantas saudades dela. Seu marido já sabe que você tem uma filha com o falecido Leopold?
Cora sentiu a raiva aumentar em cada póro de seu corpo e conseguiu separar-se de George o empurrando para longe.
— Cala essa sua boca nojenta, não ouse mencionar Zelena novamente, ela não é da sua conta, deixe-nos em paz e suma dessa cidade de uma vez por todas, eu não suporto ver essa sua cara descarada. – diz isso passando a mão em seus cabelos.
— Uau! – diz ele recompondo-se. – Isso quer dizer que você ainda não contou sobre a garota. – constata ele negando com a cabeça sorrindo de forma misteriosa. – Tantos anos se passaram e você ainda continua a medrosa de sempre, Cora. A mesma fraca e sentimentalista. – fica a observando por um bom tempo, depois ajusta o óculos de sol no rosto. – Quanto será que seu marido me pagaria por essa informação, hum? Eu bem que estou precisando mesmo de um carro novo. – ele coloca a mão no queixo em uma pose pensativa.
Cora cerra os punhos voltando a aproximar-se perigosamente de Leopold.
— Não se aproxime de Henry, George! Você não tem ideia do que eu sou realmente capaz de fazer. – diz entre dentes, o que faz George revirar os olhos.
— Ah faça-me o favor, né, Cora! Eu sou uma das pessoas que mais conhecem você, você se faz de perigosa, mas por dentro é a pessoa mais medrosa que eu já vi, você só tem discurso. Se fosse o contrário você não teria cedido as muitas chantagens que fiz quando descobri sua vida dupla anos atrás. Me poupe disso. – bufa agora sério.
Cora iria responder a altura quando ouve ser chamada por seu pequeno Henry ao longe, ela olha uma última vez para George e diz com uma firmeza nunca vista por ele:
— Eu posso ter cedido as suas chantagens no passado sim como você disse por eu ter sido fraca, contudo agora eu sou uma outra mulher e que é capaz de tudo, não tenha dúvidas. Não se meta com Regina ou Zelena ou você nunca mais sairá dessa cidade, não vivo. Se você for inteligente vai manter o seu filho também longe da minha familia. O lugar que ele ocupava na vida da minha filha agora é pertencente à verdadeira dona dele. – dito isso, ela se afasta e vai ao encontro do Henry que a olha confuso, mas logo ela trata de distraí-lo e juntos entram em casa.
George ainda com uma expressão curiosa fica observando a mansão por um bom tempo até que o seu celular toque e ele ver pelo visor que se tratava de Graham, atende com um sorriso enigmático caminhando rumo ao carro. Ele não tinha dúvidas, Cora continuava a mesma e aquela reação sua só comprovava efetivamente isso e claro, ele não facilitaria para ela um minuto sequer.
Fale com o autor