Sweet Happiness

38 Capítulo 38 - Me perdoe


Notas iniciais
Boa noite meninas! Desculpem a demora pelo capítulo, é que a laly conseguiu escreve hoje, pois nao esta bem! E quem esta falando com vocês é a BabyCute, queremos agradecer de coração por nos favorita, e muito obrigada mesmo por lerem a SH! E a laly esta mandando um grande beijo para Artemis, que recomendou a fic e que adorou muito e beijos para todos os que acompanham a SH! Boa leitura!

Naquela mesma manhã, Regina também já estava dando ínicio aos seus planos para aquele dia, e o primeiro deles era peitar de frente o receio de regressar para o local em que um dia foi uma de suas maiores ambições e que agora trazia consigo uma de uma de suas piores recordações, mas acima de tudo, esse mesmo local era de sua responsabilidade e carregava o seu nome juntamente com o de Belle, portanto já não podia evitá-lo por mais tempo.

Não surpreendeu-se e nem ficou apreensiva com o pouco movimento dentro do restaurante, sabia que por enquanto, devido à aquele desastroso episódio, essa sería uma das consequências, mas sabia também que isso seria questão de tempo para reverterem aquele quadro; Confiava em sí mesma e na equipe mais que competente que foi montada especialmente para aquele restaurante.

E após um longo tempo de conversa profissional com Belle, Regina vestiu o avental de Chef e se aventurou com outros que compunham a equipe culinária, na cozinha. Em nenhum momento o assunto sobre aquela noite foi levantado, ao menos na presença de Regina; todos sem excessão estavam respeitando-a mutuamente e quando o assunto parecia que iria recorrer a esse caminho, algum ou outro funcionário encaminhava a linha para outro rumo onde os risos eram fartos. Estavam maravilhados com Regina, pois ainda mantinham em suas mentes a idéia de ela ser uma mulher completamente inacessível e talvez até superior por ser a dona majoritária, porém ao terem-la alí com aquela empolgação e disposição em ministrá-los, sem falar do respeito e amizade que ela os estava dando, essa imagem distorcida foi totalmente quebrada.

Pouco tempo mais tarde, Regina chamou Belle para tomarem café no segundo piso.

Sentaram-se e, Belle não parava de comentar o quão bem parecia estar Regina, e na forma exemplar como ela estava lidando com o regresso depois de todo o acontecido.

Logo depois embaracaram no assunto em que, para Regina seria o que fecharia com chave de ouro o seu dia.

– Então, já está mesmo decidida a me deixar? — disse protagonizando uma carinha triste, que fez Regina sorrir de forma meiga para ela, pois sabia que Belle estava apenas fazendo cena.

– Sim, estou mesmo decidida a voltar para casa hoje mesmo. Já demorei muito para executar essa decisão.

– Não pensa em avisá-la primeiro?

– Não. Eu pretendo fazer uma surpresa.

– Eu tenho certeza que realmente vai ser uma surpresa, uma enorme e feliz surpresa para ela. — diz Belle. — Entretanto...

– Entretanto...? — instigou a continuar.

– Há o retorno de Graham, e sinceramente Regina, eu estou bem inquieta com a presença dele aqui e nos prováveis efeitos que ele possa causar no realionamento de vocês duas, porque como bem disse ele, vocês inevitavelmente tem algo em comum e que muitas vezes as forçarão ter encontros com ele quase como algo regular.

– Eu sei, e eu não vou mentir, Bel, eu também tenho pensado muito nisso. Queria poder não estar preocupada, mas eu estou; porém não quero e não vou tomar nenhuma atitude com respeito à Graham sem conversar com Emma primeiro. — Regina diz revelando apreensão em seus olhos castanhos. Pensar nas dores de cabeça que seu ex-namorado iria com toda a certeza causar já tirava-lhe toda a calma que havia reunido para aquele dia.

– Não quero que fique aflita, Regina, só desejo que tomem cuidado com ele, está bem? Eu fiquei muito orgulhosa de você naquele dia e quero continuar sentindo esse orgulho. — deu um sorriso leve apertando a mão da amiga por cima da mesa. — Mas sabe, tem alguém que misteriosamente anda muito sumida. — lembrou-se mudando parcialmente de assunto.

– Quem?

– Ruby. — respondeu. — Há dias que eu não a vejo.

– Nossa, é verdade! Tem bastantes dias que eu não a vejo também, mas se bem que se formos analisar com atenção, vamos acabar encontrando os motivos para esse sumisso dela.

– Como o quê? Por que eu não estou vendo motivos algum.

– Ela morre de amores pela Emma e talvez tenha se chateado por acabar descobrindo que ela estava namorando comigo e não compartilhou a novidade com ela da mesma forma que a Ruby sempre faz, e ainda tem essa história da volta do irmão dela para completar toda essa confusão, então é bem possível que ela esteja bem ocupada com ele.

Belle solta uma risada.

– Se ela estiver chateada mesmo por isso, posso dizer com toda a segurança que ela está sendo bem infantil, nem eu soube assim de imediato.

Regina deu de ombros.

– Não sei, mas quer saber? Tenho problemas muito maiores para me preocupar agora, se ela quiser um dia uma conversa esclarecedora eu estarei a disposição dela e tenho certeza que não vai ser diferente com Emma. — se pôs de pé recolhendo a bolsa e outros objetos.

– Vai à prefeitura?

– Sim, eu vou. Já está quase na hora marcada. — foi até Belle inclinando-se e deu um gostoso beijo na bochecha da amiga. — Depois eu ligo para você, está bem?

– Está certo, tome cuidado!

– Pode deixar. — pisca o olho. — Amo você!

– Amo você também.

Na noite anterior, Regina havia recebido uma chamada de seu pai e este pediu gentilmente para que ela comparecesse no escritório na manhã seguinte para que pudessem conversar calmamente. Regina aceitou, afinal levava dias querendo ter mesmo uma conversa com seu pai e saber do próprio os motivos de sua ausência nestes últimos dias, tendo em vista que até mesmo sua mãe apareceu e ele não.

Não tardou em chegar, e Abgail lhe sorriu ternamente ao vê-la alí e já informando que o prefeito já estava dentro do escritório somente a esperando.

Ao entrar, viu seu pai sentado confortavelmente sobre a cadeira com o nó da gravata frouxa e com uma das pernas do óculos de leitura entre seus lábios enquanto ele segurava e admirava um porta-retrato do qual trazia a fotografía da familia Mills completa, e só desviou o olhar quando ouviu a porta bater indicando a presença de mais alguém dentro da sala.

– Regina! — disse ele, em tom suave.

– Olá, papai.

Ele levanta-se devolvendo o porta-retrato ao seu lugar e saindo detrás da mesa abriu os braços acolhendo Regina entre eles em um grande e apertado abraço caloroso.

– Que bom que veio, meu amor. — afastou-se um pouco colocando as duas mãos no rosto da filha dando um beijo na testa de Regina.

– Não recusaría um pedido seu.

– Isso me alegra muito. — sorriu-lhe carinhosamente e abriu ainda mais o sorriso quando sua mão pousou sobre o volume da barriga de Regina. — E esse pequeno? Crescendo forte e firme?

– Está sim, graças a Deus!

– Muito bem, como um verdadeiro Mills. Venha, vamos nos sentar.

Regina seguiu os movimentos de Henry Mills, sentando-se na cadeira a frente da mesa do escritório.

– Deseja tomar alguma coisa? Se quiser peço que Abgail traga. — oferece já pegando o telefone.

Regina nega balançando a cabeça.

– Não, obrigada, papai!

– Tem certeza? — insiste.

– Absoluta

– Pois bem, então... Conte-me como tem passado.

– Venho estado bem a medida do possível e o senhor?

– Preocupado.

– Com o quê?

– Com você, minha filha. — revela ele com o olhar fixo em Regina.

– Foi? Não me pareceu muito.

– Eu sei que deve está chateada comigo por ter ficado ausente esses dias, mas não quero que pense que fiz de propósito, eu só ainda não estava sabendo lidar com essa situação. Eu já sou um homem de cabelos brancos, minha filha, muitas coisas ainda vão me impressionar, ainda mais se envolvem meus próprios filhos. — diz ele terminando de tirar aquela gravata e se acomodando melhor na poltrona. — Ainda está sendo dificil assimilar as informações daquela noite. — disse gesticulando.

– Eu entendo, para mim também ainda está sendo dificil.

– Eu acredito, mas em nenhum momento eu deixei de pensar em você, meu anjo, em como você estava enfrentando tudo isso... Me perdoe, por favor. Mas é que aquelas cenas foram bem fortes e convenhamos que eu sou um senhor com o coração já não tão forte assim. — sorriu.

Regina sorriu também.

– Tudo bem, papai, eu não estou chateada com você, eu só fiquei preocupada com a possibilidade de o senhor estar decepcionado comigo pelo que houve.

– Não, não, não! Você continua sendo perfeita aos meus olhos, meu amor. — disse sincero. — Nada vai mudar isso, eu só preciso de tempo para me acostumar com essa novidade e que talvez eu nunca vá entender vocês que são jovens.

Regina franziu a testa.

– Novidade?

– Bem, sim, essa de que... de que você e Emma... Hum... São um casal?! — ergueu os dedos indicadores unindo-os no ar. Regina achou graça do jeito embaraçoso do pai.

– Surpreendente, não é mesmo?!

– Se para você é surpreendente, imagine para mim que vem de uma época em que isso era quase inexistente ou ao menos pouco visto. Mas o importante não sou eu, e sim você e meu neto estarem bem e felizes e se isso depende de uma união mais especial com Emma, estarei totalmente feliz com essa evolução na relação de vocês duas. E falando nisso, vocês conseguiram resolver o problema em que aquele video causou? — perguntou verdadeiramente interessado na resposta encostando-se mais na poltrona giratória.

– Se você se refere ao restaurante, estamos a cada dia trabalhando mais e mais para a melhoria e algo me diz que logo teremos bons resultados. Mas se você está também se referindo à Emma e eu, já resolvemos boa parte desse problema com respeito a nossa relação e hoje mesmo eu pretendo dar fim a essa agonia de uma vez por todas. — diz, e Henry pôde notar um brilho nos olhos da filha ao falar de Emma.

– Você a ama tanto assim? — questiona em tom baixo e suave.

– Sim! Eu a amo como nunca pensei amar alguém, a amo de um jeito tão forte e intenso que chego a me assustar às vezes, mas é real, papai, é de verdade. — Confessa Regina abertamente.

E para Henry, de acordo com as expressões que Regina fazia ao falar de seus sentimentos, aquilo já não precisava mais ser explicado, era notável o quão era mesmo real, e sendo bem sincero consigo mesmo, ver sua filha e Emma juntas não era algo tão surpreendente assim, arriscava dizer até que era bem lógico.

– Eu posso ver, Gina. — diz ele. — E fico bem alegre com isso, entretanto, pedí para que viesse, além de me retratar por minha ausência, eu quero também pedir que volte para a mansão, não quero que fique na casa da sua amiga, você precisa de mais cuidados, e nós podemos oferecer isso com mais atenção. Lá é sua casa.

Regina comove-se com o pedido do pai, no entanto em seus planos não existia essa possibilidade.

– Fico agradecida, papai, mas eu terei que recusar esse pedido, e não se preocupe, tenho planos de hoje mesmo voltar para o apartamento de Emma, que no caso também é meu.

– Ah é mesmo?! Então perderei mais uma vez você para a senhorita Swan? Isso está começando a me desanimar. — sorriu em tom de brincadeira. Regina o acompanhou; e ele prosseguiu na pergunta. — Tem certeza mesmo que não quer voltar para a casa?

Regina o olhou de forma terna conciente de o que iria dizer a seguir era a coisa mais certa nesse momento, não só nesse, mas também nos próximos momentos que viriam acalentá-la na vida.

– Minha casa é onde o meu coração está e o meu coração está com Emma. — disse com ar apaixonado do qual não deixava dúvidas sobre a certeza de suas palavras.

Henry balançou a cabeça positivamente ao terminar de ouvir a filha, não iria contestar, porque se tinha uma coisa que ele entendia bem era sobre amar alguém e estar ao lado dela onde quer que estivessem, porque não há nada melhor do que dividir uma vida e futuro com quem se ama incondicionalmente, e ele, mesmo com o passar dos anos ainda sentia bem vivo o amor por sua esposa, então compreendia bem sua filha e respeitaria sua vontade como sempre vem feito ao longo desses mais de vinte anos.

– Você só me traz orgulho, meu amor. Foram belas as suas palavras e compreendo muito bem, só desejo que de agora por diante seja mais presente e nos visite mais vezes já que agora você e sua mãe estão tentando reconstruir a amizade.

– Eu prometo tentar, papai. — sorriu doce.

E como quase sempre em suas visitas e chegando no momento mais oportuno, Cora adentra a sala com o pequeno Henry, que ao ver e identificar a pessoa que conversava com o pai se tratava de sua irmã, apressou-se em entrar no campo de visão de Regina todo eufórico.

– Gina! — disse ele ficando abobalhado com o volume da barriga da irmã que para ele já tinha crescido horrores. — Uau!!

Regina não pôde conter o grande sorriso ao ver o irmão. Levantou-se da cadeira e o abraçou delicadamente beijando-o nos cabelos.

– Olá, meu pequeno principe.

Cora também aproximava-se aos poucos um tanto incerta sobre como agiria com Regina. Se tinham feito as pazes? De certa forma sim, mas não tinha total segurança sobre isso.

– Sua barriga tá ficando uma bola, Gina! Maneiro! posso pegar? É o bebê? — perguntou ele todo excitado admirando a barriga de Regina.

Os três adultos sorriram.

– Pode sim, meu amor. — Regina pegou as mãozinhas de Henry e colocou sobre o ventre. — E sim, é o bebê, o seu sobrinho.

– Quando ele vai sair daí de dentro? — perguntou verdadeiramente curioso sobre aquilo.

– Em breve, daqui a cinco meses.

– Mas... — ele juntou as sobrancelhas olhando para a barriga de forma interrogativa. — Como ele vai sair? Não tem porta em você. — e ele disse bem sério alisando a extensão da barriga de Regina como se procurasse pela tal porta.

– Henry, venha cá! — Cora interveio. — Você não disse que queria ver o seu pai para contar a novidade? Então... você nem ao menos o cumprimentou quando chegamos. — disse acariciando o rosto do filho sinalizando onde o esposo estava sentado, o que fez o pequeno lembrar o real motivo de ter insistito tanto para que sua mãe o levasse até lá.

Imediatamente correu para o colo do pai contando da viagem de férias que faría com a turma e que estava bem feliz por Cora ter assinado a carta de liberação.

Enquanto os varões conversavam, Regina e Cora se olharam e aquela insegurança da primeira dama teve fim quando Regina lhe sorriu como a muito tempo ela já não o fazia.

– Então quer dizer que esse ano você permitiu essa viagem? — arqueou a sobrancelha incrédula.

Todo ano a escola em que Henry estuda oferece uma viagem de férias de quinze dias, algo semelhante à um acampamento, e todas as vezes a carta de liberação era recusada por Cora, que acreditava que aquilo não passava de uma grande estupidez, pois ela poderia oferecer melhores viagens para o filho com condições muito mais vantajosas e com muito mais conforto. Contudo, durante a semana, ao ver Henry indo diretamente à lixeira com a carta entre as mãos já acostumado com a não permissão, o coração apertou e resolveu que esse ano faria diferente e daria esse presente ao pequeno.

– Ele queria tanto e, e eu não pude dizer não... desta vez.

– Desta vez. — repete puxando o ar. — Desta vez estou feliz por você ter feito a escolha certa.

Cora esboçou um sorriso lateral enquanto olhava os dois homens da sua vida interagindo animadamente. Olhou de volta para Regina.

– Eu também estou. — disse com o coração.

– Mamãe. — Henry salta do colo do pai e vai até Cora.

– Sim, querido?

– Podemos ir no cinema? Você, eu e a Gina? Agora?

– E a mim você não convida? — pergunta o prefeito unindo-se ao círculo familiar.

– Você quer ir com a gente?

– Hum... Adoraria, mas não posso, ainda tenho muitos compromissos durante o dia. — bagunçou os cabelos do filho. — Que filme você quer ver?

– Hotel Transilvânia 2. — respondeu bastante empolgado. — Meus colegas disseram que esse filme é bem legal e eu quero muito ver.

– Eu não posso, mas com certeza sua irmã e sua mãe podem levá-lo. — olhou rapidamente para o relógio de pulso. — A conversa está realmente muito boa, mas eu preciso me ausentar para um compromisso, infelizmente.

Cora aproximou-se do esposo arrumando a gravata e moldando a gola da camisa social com bastante cuidado e gentileza.

– Eu não estou com tempo, mas se Regina desejar ir com ele por mim está tudo bem. — disse Cora com suavidade.

– Sério, mãe? — indagou Henry surpreendido.

– Sério, querido. Você pode fazer isso, Regina? — perguntou diretamente para a filha mais velha.

– Bom, eu não tenho nada planejado para daqui a duas horas, então acho que podemos passar um bom momento no cinema só você e eu, Henry. — diz inclinando-se e tocando a ponta do nariz do irmão, que por sua vez sorriu largo completamente animado.

[...]

Regina andava com Henry de mãos dadas pela praça de alimentação, ele não parava de tagarelar um segundo sequer e ela não sentia-se nenhum pouco incomodada com isso, estava adorando passar esse tempo com o irmão e ouvir cada novidade que ele tinha para contar, e de certa forma isso era um ensaio para o seu lado maternal.

Iam comprar pipocas e refrigerantes quando Henry cutucou a irmã e apontou com o dedo indicador uma certa loira na fila da bilheteria.

Era Emma.

Regina sentiu todo aqueles gostosos sentimentos aplaudirem e saltitarem dentro do coração ao ver a amada alí. Ela estava tão ou mais linda do que o costume.

Sentiu Henry a puxando pela mão, mas aparentemente ele estava mais ansioso e apressado que ela para aquele encontro. Ele soltou-se e saiu correndo para o encontro de Emma.

E a pequenos passos, Regina foi chegando mais perto de Emma e Henry que naquele momento estava sendo alvejado com beijos. Ouviu quando Emma perguntou com quem Henry estava alí no cinema e essa, essa foi a deixa para que ela fizesse a loira perceber sua presença.

– Comigo, Emma. — respondeu a pergunta, estava sentindo-se nervosa.

E então Emma virou-se e foi nítido o quão surpresa ela estava por ver Regina.

Ao cruzarem o olhar, Mills sorriu abertamente.

– Regina. — sussurra o nome da amada podendo agora corresponder o mesmo sorriso.

– Oi Emma. — ela morde o lábio aproximando-se da loira. — Senti saudades de você!

A loira levanta as sobrancelhas e depois as une enrugando a testa.

– Mesmo?

– Sim. — responde honestamente, estava até tímida. — Você não?

– Foi você quem decidiu sair de casa. — alfineta, mas arrepende-se no segundo seguinte ao perceber a expressão desolada de Regina.

Um breve silêncio se instalou entre elas, Regina desviou o olhar fitando os pés e Emma continuava a encarar. Havia sim sentido saudades da sua morena a cada minuto de cada hora que se passava em cada dia e tê-la alí na frente toda linda novamente era maravilhoso, no entanto isso não precisaria ficar tão explícito.

– Emma, você já pode me colocar no chão. — pediu Henry, chamando assim a atenção das duas.

– Oh claro! Me esqueci que você já é um homem. — diz e aproveita para deixar mais um beijo estalado na bochecha do menino no momento em que o devolve ao chão.

– Não se esqueça mais. — ele adverte como um lembrete com aquele doce e sincero sorriso infantil.

Emma assente passando a mão pelos cabelos dele arrumando os fios rebeldes.

– Estarei atenta à isso. — diz com delicadeza à ele.

– Então... — começa Regina buscando Emma com o olhar. — Você está aqui com o Killian?

– Uhum, eu estou e com Ester também. — responde a loira olhando para todos os lados menos para Regina.

– Ela está aqui? — pergunta surpresa pela possibilidade de ver Ester também por alí.

– Está sim. Desde ontem.

– Hum... Compreendo.- murmurou. — Emma, será que podíamos conversar mais tarde, só você e eu?

– Sobre? — pergunta agora olhando Regina nos olhos.

– Sobre nós duas. — diz diretamente, sem enrolar.

– Hum... Okay, quando você quiser.

Ficaram se encarando timidamente em busca de algo que pudesse prolongar a conversa, mas ambas estavam evergonhadas concientes de seus próprios erros que fizeram ferir quem menos desejavam machucar. Atos precipitados e palavras ditas sem pensar e que pesavam bastante para não consiguirem sustentar o olhar.

Henry que observava as duas calado estranhou muito a falta de carinho e cumplicidade nas ações de cada uma. Era muito estranho ver suas duas heroínas assim afastadas quando, em toda a sua vida, sempre foi espectador principal das grandes e muitas demonstrações de afeto entre as duas, então porque até o presente momento elas não conseguiam nem se olharem direito?

– Gina, você não vai abraçar a Emma? Eu abracei, então é a sua vez. — diz ele.

Emma e Regina se entreolharam sem saber o que dizer para o menino, de certo, ainda não estavam prontas para algo assim, não sem antes colocarem as cartas sobre a mesa.

– Henry, eu...

– Vai logo! — ele pegou a mão dela ao mesmo tempo em que pegou a de Emma puxando-a e deixando as duas frente a frente. — Por que estão demorando tanto? É só um abraço. — ele diz impaciente revirando os olhos.

– Não revire os olhos, Henry. — Ralhou Regina.

– Henry, acho que não é o momento. — Emma disse sem jeito.

– Como não? — ele pergunta sem entender, afinal era só um abraço e não um sacrificio de vida. — Vai logo, anda.

Regina olhou para Emma como se pedisse permissão para fazer aquilo, o que parecia bem irônico e surreal já que nunca precisaram disso para ter esse contato que ao logo dos anos era mais que habitual. Mas agora elas tinham o fator coração apaixonada no meio dessa história.

Emma balançou positivamente de maneira sutil a cabeça dando espaço para que Regina fizesse o abraço acontecer, entretanto, esse quase abraço foi interrompido no caminho por uma Lily bastante ofegante chegando já envolvendo a cintura de Emma com os seus braços.

– Desculpe pelo atraso. — se desculpou beijando Emma na bochecha.

Emma ficou uns segundos sem reação procurando entender direito os acontecimentos. Tinha se esquecido completamente de Lily. Virou-se para a colega e sussurrou-lhe um "tudo bem" o que rendeu um enorme sorriso da garota.

Se Emma estava sem reação, Regina estava muda e surda. Estava dificil processar. Emma recebendo beijos de uma desconhecida. Emma deixando-se ser abraçada por uma desconhecida. Emma sorrindo para uma desconhecida. Emma conhecia a desconhecida. Uma mulher desconhecida estava abraçando Emma. Sua Emma.

– Quem é ela? — perguntou assim que encontrou sua voz.

– É, quem é ela? — Henry também quis saber cruzando os braços e tentando se enfiar entre Emma e Lily. Não sabia o porquê, mas não gostou da proximidade das duas. Descruzou os braços abraçando possessivamente a cintura da loira.

– Ah, essa é Lilith, uma antiga colega de escola. — disse respondendo aos dois Mills. Virou-se para Lily. — E Lily, esses são Regina Mills e Henry Mills, filhos do prefeito da cidade.

Lily abriu a boca surpresa pousando os olhos em Regina.

– Oh claro, meu Deus, você é Regina. Como eu pude não reconhecê-la? Poxa vida, vocês mudaram um bocado, viu?! Você cresceu tão linda e... e você está grávida! Meus parabéns! É menino ou menina? — Lily desparou toda sorridente e empolgada, era bom ver seus colegas de escola todos bem formados.

– É, eu não sei ainda, vamos saber no próximo mês. Olha, eu não queria ser descortez, mas eu não me lembro de você. Me desculpe! — disse seca intercalando olhares entre Lily e Emma.

– Ah sem problemas, eu não era mesmo muito popular na escola, mas enfim, esse é o seu irmãozinho?! Como cresceu.

– É lógico, os anos passam e eu não ficaria pequeno eternamente. — o menino deu um sorriso forçado.

– Henry! — Regina o repreendeu.

– O que foi? Não disse nenhuma mentira. — deu de ombros.

Emma sorriu com sutileza afagando os cabelos do garoto.

– Me desculpe por ele.

– Tá tudo bem. — disse realmente despreocupada. — Então vamos Emma? A sessão já deve está para começar. Killian já está lá dentro?

– Está, aposto que aproveitando muito bem. — soltou-se de Henry o beijando na testa. Parou em frente à Regina e disse: — Se você quiser, ao final do filme, você, Henry e eu podemos ir para casa e lá conversamos, o que acha disso?

– Acho uma ótima idéia. — disse sentindo o coração reagir forte com o tom doce que Emma usou com ela.

– Okay. A gente se encontra na praça de alimentação.

– Certo. — sorriu lateralmente. — Eu te espero.

Emma suspirou assentindo.

Lily deu um tchauzinho para os dois Mills e entrou com Emma na sala indicada para o filme escolhido pela turma.

– E bem, vamos comprar suas pipocas e o refrigerante? — perguntou Regina à Henry, que instantaneamente abriu novamente aquele sorriso entusiasmado.

– Vamos sim. — disse pegando a mão de Regina. — Sabe, eu não gostei daquela mulher. Ela é muito...

– Atrevida?

Ele virou a cabeça para ela a olhando com curiosidade.

– Atrevida é alguém que atrapalha algo?

– De certa forma sim.

– Então sim, ela é atrevida. Muito atrevida. Você acha isso também?

– Acho, e eu também não gostei dela. — disse com um suspiro pesado.

– Não gostei do jeito que ela abraçou a Emma. A Emma é nossa, não é? Ela não devia deixar aquela mulher abraçá-la daquele jeito. — disse fazendo bico emburrado.

Regina riu assentindo.

– Daqui a pouco você e eu vamos descobrir o porquê ela deixou aquilo acontecer. Agora, vai lá e escolhe sua pipoca.

Enquanto isso, dentro da sala de cinema, Emma mal conseguia prestar atenção no filme, estava ansiosa, nervosa, sentia vontade de sorrir, sentia também aquele costumeiro frio na barriga acontecer a cada vez que repassava a cena do momento em que esteve com Regina lá fora; mordia os lábios apreensiva já desejando que aquele filme acabasse de uma vez e pudesse saber o que Regina queria conversar exatamente com ela. Sentia frio, sentia calor, sentia todas as sensações mais esquisitas do mundo, estava a ponto de um ataque de nervos e estava perfeitamente conciente disso.

Lily que estava sentada ao lado põe uma mão sobre a perna de Emma fazendo uma leve pressão para baixo, fazendo assim Swan acabar com aquele incômodo tremilique nas pernas.

– Porque você parece nervosa? — questionou casualmente sussurrando sem tirar os olhos do filme.

– Acho que não gostei do filme. — sussurrou também.

A morena negou com a cabeça rindo fraco pela péssima forma de mentir de Emma ao querer enrolá-la.

– Acho que nem o nome do filme você sabe, Emma. — disse baixo. — Fala a verdade, o que está te provocando tudo isso? Porque você tá em todos os lugares menos aqui.

– É que eu preciso falar com alguém. — diz em um único fôlego.

– Oh, isso explica muita coisa. Por acaso esse alguém é alguma morena de cabelos curtos e grávida que atende pelo nome de Regina Mills? — deduziu com paciência.

Mesmo atravéz do escuro, Emma sabia que Lily estava com um olhar analítico sobre sí julgando suas reações ao dizer o nome de Regina.

– Talvez.

– Vem. — deu duas palmadas na perna de Emma e logo levantando-se da cadeira.

– O quê? — perguntou sem entender olhando para Lily que já estava em pé atravessando as fileiras. Olhou para trás onde Killian estava sentado, mas este estava tão concentrado no filme que mal tinha tocado nas pipocas ou percebido olhares de adoração provindos de Ester para ele.

Voltou a procurar Lily e a viu fazendo sinais para que a acompanhasse e, sem mais alternativas, o fez.

– Onde vamos? — questionou, já fora da sala escura.

– Vamos esperar a Regina. — disse tranquilamente arrastando Emma para uma das mesas da praça de alimentação. — Aquele filme realmente está bem chatinho, prefiro ficar aqui fora.

Emma solta uma curta risada.

– Você é mesmo maluca, Lilith.

– Esse é o meu charme, Swan. — ergueu o queixo toda convencida.

– Charme? Que charme? — resolve brincar com a colega.

– O mesmo que te fez querer me beijar anos atrás. — ergueu a sobrancelha. — E beijou.

Emma corou de leve com a vaga lembrança.

– Pensei que você já tinha se esquecido disto.

– Eu não. Você esqueceu? Você foi a primeira e única garota que eu beijei.

– Eu não poderia esquecer por que também você foi a minha primeira, mas não a única.

– Ahhh que safadinha! Quer dizer que já andou selando outras bocas femininas? Quem diria hein, Swan. Me conta, quem foram? Aposto que uma delas foi aquela que vivia colando posters da Jolie nos armários da escola.

– A Ruby? — Emma riu alto. — Não, por céus, não! Que isso?! Ruby sempre foi uma grande amiga, nunca passou disso, até porque ela só é lésbica pela Jolie, segundo ela.

– E quem não seria? — comentou risonha. — Mas falando sério agora, quem foram as outras?

– Eu acho que uma delas já tá bem na cara. — mordeu os lábios sorrindo maroto.

Lily até demorou um pouco para entender, mas ao ver aquele sorriso não foi dificil ligar A+B.

– Não!!! — arregalou os olhos teatralmente. — Você e a Regina... Claro! Isso faz tanto sentido agora. Mas que danada você é hein, Swan!

– Você é bem exagerada.

– Ah é que você só vem me surpreendendo desde ontem a noite, é cada novidade. — replicou divertida. — Acho que temos uns cinquenta minutos até que o filme acabe, então temos bastante tempo para você me por a par das coisas. Eu suponho que ela foi assistir algum filme infantil por causa do irmão, não?

– Eu acho que sim.

– Então logo a sessão de lá acaba, filmes infantis não costumam durar muito. Agora me conte.

Com um longo suspiro, Emma começou a contar, parcialmente, os acontecimentos desde a formatura do colegial até os dias atuais. Contou sobre o seu amor por Regina desde quando era uma mocinha, a forma como, ao longo do tempo, foi tentando tirá-la do coração; contou também a estúpida escolha de se envolver com Elsa Frozen na mais maluca tentativa de se apaixonar por outra e no que isso causou. E não pôde deixar de fora o relacionamento com Regina, o ínicio, o durante e o agora, o agora que não passava de suposições e algo incerto.

Lily ouvia aquilo com muita atenção; sem dúvidas toda aquela história era mil vezes melhor do que aquele filme que estavam assistindo. Estava alí diante de sí uma história de amor e uma história de amor totalmente real e encantadora. Sofrida, mas encantadora e verdadeira.

Sentía e vía nos olhos de Emma o amor por Regina transbordar a cada vez que mencionava o nome da Mills com total doçura e delicadeza, e delicadeza mais ainda quando se refería ao bebê.

– E então ela te pediu um tempo? — perguntou ao final do relato.

– Isso! E depois disso eu não tinha mais visto e nem falado com ela. Até hoje!

– Uau! Que novela! — exclama realmente impressionada.

– Nem me diga.

– Mas foi você bem idiota mesmo, Emma. Um relacionamento é basicamente mais confiança que amor, eu sei que você julgou não contar sobre essa tal Elsa algo sem importância, mas quando estamos segurando o coração de outra pessoa, devemos deixar de pensar um pouco em nós para pensar um pouco mais na outra também, porque veja bem, você escolheu não contar porque sentiu medo de estragar o que vocês tinham se chagasse a contar, mas viu que isso foi bem o contrário, e ainda mais pela forma como as coisas vieram a tona; se você tivesse contado, as coisas com certeza seriam diferentes, porque para ela ouvir isso de você mesma, ouvir você sendo honesta desde o principio era importante. Era importante para ela você provando que a ama tanto que mesmo com a possobilidade de ela ficar bastante decepcionada com você, você se arriscaria e seria honesta e sincera sempre. Você pisou na bola, minha amiga.

– Eu sei disso, e venho sofrendo as consequências na pele.

– Mas independente de como as coisas ocorreram, eu acho que ela também errou com você. Se bem entendi, vocês se conhecem desde sempre, então, na minha humilde opinião, acho que ela foi exagerada ao julgar você. Ela foi humilhada? Foi. Mas você foi bem mais porque não foi o corpo dela sendo exposto naquele video, não foi ela quem teve uma cena intima sendo exibida para todos os que estavam alí dentro e sim você! Não foi ela quem foi julgada erroneamente pela familia. Sua mãe é outra é que ao meu ver merece uns bons tapas pelas idiotisses que ela disse, segundo o que você me contou. — respirou fundo rolando os olhos. — Acredito eu, novamente na minha humilde opinião, que Regina, embora estivesse cega pelo raiva e mágoa, não deveria ter agido dessa forma bruta. Deveria ter te dado ao menos uma oportunidade para explicar-se e não fugir de você como se você fosse algo repulsivo. Você foi idiota, ela foi idiota e estão sofrendo por idiotisse.

– E novamente, eu sei disso tudo. — disse Emma passando a mão pelo rosto enfadada, não com Lily, mas com toda essa situação e esse tema mal resolvido entre ela e Regina.

– Pois já que sabe, tente resolvê-lo. Agora disfarça porque tem uma morena linda gravidíssima chegando até você a pouco menos de quinze passos. Vou comprar milk shake, depois nos falamos. — disse levantando-se e beijando rapidamente os cabelos de Emma.

– O quê? — Emma não compreendeu a príncipio, até que olhou para trás e viu Regina aproximando da mesa onde estava.

E dizer que Regina não gostou nenhum pouco de logo de cara ver Emma com a mesma tal Lily novamente foi pouco, e foi pior ainda quando viu a mulher beijar Emma nos cabelos. Chegou a rolar os olhos e semicerrá-los apressando até mesmo os passos.

– Ao parecer, você e essa Lily são bem amiguinha agora. Não me lembro de ter visto isso na época da escola. — disse um pouco amarga sentando-se.

Emma mordeu a parte interna da bochecha reprimindo um sorriso percebendo bem os evidentes ciúmes da morena a sua frente.

– Tem muita coisa que você não tem visto, Regina. — alfinetou, o que fez Mills comprimir os lábios.

– É mesmo?

– É. — ampliou um sorriso sínico. Nem sabia o porquê estava fazendo isso, mas gostou. No entanto não queria prolongar essa provocação preferindo mudar de assunto. — E onde está Henry?

– Foi ao banheiro. — respondeu. — Então... reencontrando velhos colegas de turma?

E alí estava de novo o assunto Lily.

– Sim, para você ver, não é? Fizemos até mesmo festinha do pijama no meu apartamento essa noite. — disse como se aquilo fosse algo habitual dando de ombros.

Regina fechou a expressão.

– Como? Eu acho que não entendi isso de festinha do pijama. Quem esteve lá?

– Killian, Ester e a Lily.

– Você deixou aquela mulher dormir no apartamento? Sério, Emma? — indgnou-se sentindo os ciúmes a corroendo.

– Ué, por que eu não deixaria? Não vejo problema algum.

– Não ver o problema algum? — subiu o tom. — Minhas coisas estão lá, as coisas do meu filho estão lá!

Emma a olhou com falsa surpresa.

– Sério?! Nossa, juro que eu nem tinha percebido isso. — foi irônica. — Quem sabe daqui a pouco eu vejo se ela não levou o jogo de mamadeiras e chupetas coloridas para traficar no submundo dos negócios ou quem sabe seus livros para vender pela metade do preço. Nossa! — colocou dramaticamente a mão sobre o peito.

– Emma!

– Ah Regina, faça-me o favor, né?! — revirou os olhos. — Tudo está no seu devido lugar conforme você as deixou.

– Tudo mesmo? — dessa vez o tom da pergunta foi baixo.

– Tudo. — disse com certeza.

– Até o meu lado na sua cama e participação na sua vida? — perguntou sentindo o peito apertar.

Emma baixou os olhos, o coração também apertou-se.

– Você sabe que isso não depende só de mim.

– E de quem mais depende?

– De você!

Rompendo o medo de talvez ser rejeitada, Regina pula de uma cadeira para a outra ficando mais perto de Emma e com cuidado põe sua mão sobre a da Swan, que por sua vez, sente o peito queimar, o estômago esfriar, e a pele arrepiar-se com aquele toque. Aquele toque tão gostoso de pele sobre pele, não qualquer pele, e sim, a pele da mulher que tanto ama.

Sorriu ternamente tendo os olhos presos alí naquela bela imagem.

Regina também não estava diferente.

– Eu quero... — começou a dizer entre suspiros. — Eu quero novamente sonhar com você. Eu quero novamente poder criar planos e realizar projetos com você. Quero voltar a sorrir ao te ver a cada dia toda atrapalhada com a cozinha e poder te ajudar. Eu quero poder ter a chance de novo ouvir você cantarolando as músicas que você diz que foram feitas para nós duas. Eu quero poder brigar com você toda vez que você erra o seu shampoo e usa o meu. — sorriu. — Eu quero poder voltar a sentir ciúmes de você, mas com a certeza de que ninguém vai te roubar de mim, porquê você é minha. Eu quero dar ouvidos ao meu coração e me entregar novamente para você, eu quero poder acreditar em você e você em mim, eu quero você de volta para mim, mas acima de tudo eu quero que você me perdoe. Me perdoe por ter sido estúpida demais, grossa demais, ácida demais e absurdamente cega. Quero que me perdoe por ter machucado você, eu agi impulsivamente. — respirou fundo tentando segurar as lágrimas. Passou a mão trêmula pela face de Swan. — Quero confiar em você assim como quero que você confie em mim e não volte a me esconder nada. Seja o que for, não me esconda. Você pode me perdoar? — pediu de todo o coração.

– Aii Regina... Eu... — Emma estava atordoada com os muitos sentimentos invandindo agressivamente o seu coração. Estava sufocada com o choro que começou a se desfazer por meios de lágrimas. Não queria chorar, mas depois das palavras de Regina foi dificil não dar vazão as emoções e principalmente ao amor. — Eu... Eu não sei o que dizer...

– Você quer que eu me ajoelhe? Eu faço isso. — disse abaixando-se da cadeira.

– Não, Regina, as pessoas...

Já era tarde.

Regina estava de joelhos frente à ela com lágrimas nos olhos e pessoas que passavam as olhavam com curiosidade.

– Me perdoa? — disse ainda de joelhos segurando as mãos de Emma com a sua. — Eu faço qualquer coisa para que me perdoe, eu juro.

Emma abaixou-se e ficou de joelhos também. Sorriu docemente para Regina secando as lágrimas com os polegares.

– Você realmente gosta de chamar a atenção, não é? — brincou, recebendo um sorriso lindo da parte de Regina. — Mas eu não tenho nada que perdoar você, eu é quem devo pedir perdão à você. Eu que não fui honesta, escondi coisas importantes de você e com isso, como consequência quase destruí o seu sonho.

– Não foi você, foi aquela vagabunda que ainda vai me pagar, isso eu tenho certeza. Você só queria me proteger, só queria proteger o nosso amor, e eu de um jeito bem ridiculo duvidei dele, duvidei do seu amor por mim, do nosso amor. Me perdoa por isso, por favor.

Emma sorriu carinhosamente levantando-se e puxando Regina para cima e em seguida a abraçou.

– Eu perdôo e se você me perdoar. — sussurra no abraço.

– Eu acho que estar aqui te pedindo perdão já indica que eu já te perdoei, não?

– Acho que sim. — diz separando-se.

– E então...?

Emma coloca as duas mãos no rosto de Regina e, sem se importar com quem estivesse vendo ou não, aproxima o seu rosto ao de sua amada e pressiona com suavidade seus lábios sobre os lábios de Regina em um demorado selinho.

– Eu perdôo. — sussurra ainda com os lábios colados aos de Regina. — Sempre.

Regina não resiste e abraça Emma com bastante força e saudades.

– Eu amo você. — declara emocionada.

– Eu também amo você.

E assim, ao final do abraço em meio a risos apaixonados, ambas são surpreendidas com uma salva de palmas provindas de Killian, Ester e Lily que estavam juntos em um canto assistindo a cena de reconciliação com grande alegria.

– Ah finalmente! — exclama Killian com um grande sorriso. — Agora deixem de ser burras e não permitam que nada separe vocês duas de novo. Que tal uma comemoração regata de uma boa cerveja?

– Eu não bebo. — disse Ester fazendo careta.

– Ué, você toma refrigerante. — diz o rapaz sem perder a empolgação.

– Você também não vai beber. — diz ela, olhando-o de forma séria.

– E por que não? — questionou sem entender.

Emma deu um leve tapa nas costas do amigo.

– Querido, aprenda que em uma relação, a mulher é quem manda, e se ela diz que você não vai beber, você não vai. Acostume-se.

– Mas que relação? — inquere ele coçando a cabeça.

– Mas o que tá acontecendo? — é Regina quem pergunta colocando-se na conversa. — Que relação?

– Killian e Ester estão namorando, mas eles não admitem. — responde Emma divertindo-se com os olhos arregalados tanto de Jones como os de Ester.

– Hum? Ué, Killian? Você com uma garota? A última vez que te vi namorando uma garota foi com a Ariel e foi um namoro de mentira.

– Acho que vocês deviam se preocupar mais com vocês duas do que comigo. — ele disse cruzando os braços sobre o peito.

Todas riram, inclusive Ester.

Após algum tempo, cada grupo foi para um lado. Killian, Ester e Lily resolveram aproveitar o resto do dia em outros lugares; Emma juntamente com Regina e Henry foram para o apartamento da loira.

Ao chegarem, o trio se aventurou na cozinha para prepararem um almoço rápido, embora nem estivessem com tanta fome, queriam estar juntos nessa tarefa.

Só tinha poucos dias que Regina estava afastada daquela casa, mas a saudade a fazia entender que tinha passado anos. Olhava cada detalhe com nostalgia e jurava para sí mesma que jamais voltaria a deixar aquele lar que a muito tempo era tão seu.

Ao final do almoço, Henry adormeceu e Emma o levou para a cama de solteiro que ficava no antigo quarto de Regina.

E agora, estavam as duas deitadas de lado sobre a cama de Emma, uma de frente à outra com as mãos entrelaçadas.

– Prometa que nunca mais vai me deixar. — pediu Emma.

– Eu prometo. Mas prometa também que nunca mais vai me esconder algo, nem que isso possa me deixar bastante irritada.

– Eu prometo. — suspirou profundamente. — Apartir de agora você vai saber tudo.

– Que bom. — sorriu levantando a cabeça e beijando os lábios de Emma. — Me conte tudo, sempre.

– Sempre. — repetiu contente.

– Eu quero que confie em mim o suficiente para me deixar conhecer seus segredos, assim como eu confio em você. Está bem?

– Uhum.

De repente Emma perdeu o sorriso que tinha erguendo o corpo e sentando-se na cama. A respiração ficou irregular de repente.

Regina estranhou aquela mudança brusca de humor da namorada.

– Há algum problema? — sentou-se ao lado colocando as mãos sobre os ombros da loira.

– Eu tenho um segredo que você não sabe, o único que você não sabe. — disse, e Regina viu um grande pavor nos olhos verdes de Emma.

Pegou na mão de Emma e a sentiu gelada.

– E ele é tão pesado assim para você se sentir dessa forma? — perguntou preocupada.

– É, bastante. — diz respirando forte. — Mas eu quero dividi-lo com você.

– É sobre o quê?

Emma Swan passou a língua entre os lábios, puxou todo o ar existente nos pulmões e a coragem necessária para revelar o maior de seus fantasmas do qual nenhuma pessoa, além de Cora Mills, sabia.

– Meu avô, Leopold White, tentou me violentar na minha festa de 15 anos.

Notas finais
É isso meninas! Esperamos que todas vocês tenham gostado do capítulo de hoje! E e para a alegria de vcs, no próximo capítulo, vai ser inteiro so de Flashback ! Hum... Ansiosas pelo próximo cap? Eu estou e vcs tmbm claro ne! E desculpem se o cap de hj, nao alcançou as expectativas, que vcs queriam! E que a laly nao esta bem fisicamente! Beijos de Laly e BabyCute!