Sweet Happiness

37 Capítulo 37 - Uma velha amiga


Notas iniciais
Olá o/ Como vocês estão? Então, demorei, mas cheguei u.u Hoje esse capitulo é dedicado a uma garota que adoro muito e que está completando mais um aninho de vida. *----* Mandy (Mandelicia para os mais íntimos) meu amorzinho meus parabéns, que esse dia se repita por mais e muito mais anos e que tudo dê certo na sua vida, e se não der, você tem forças e coragem o suficiente para tentar mais uma vez. Todas nós te adoramos muito, muito, muito mesmo. Espero que você goste do capítulo ♡. E não só a Mandy, espero também que vocês gostem do capitulo. Bjinhos ♥♥ Ps: Eu irei responder vossos comentários do capitulo anterior agora.

– Pára com isso, Killian, me deixe em paz! — esbraveja Emma irritada com a constante insistencia do amigo em retirá-la da cama.

Puxa de volta o cobertor cobrindo novamente todo o corpo.

– Não meu bem, eu respeitei os dois primeiros dias e esperei pacientemente você sair dessa cama por livre e espontânea vontade, mas não posso suportar um dia a mais vendo você desse jeito largada no escuro desse quarto, anda, saia logo daí.

– Não, obrigada, eu estou muito bem assim! — replica com a voz abafada por conta do cobertor que a cobria completamente.

– Você pode estar tudo nesse momento, menos bem assim. Ande, deixe de manha. Dessa vez você não fica nessa cama, você vai sair por bem ou por mal, e o meu mal você sabe que é bem mal mesmo.

– Não, eu não vou sair.

Depois disso Emma não mais ouvira a voz de Killian, e por breves instantes acreditou ter livrado-se dele e de sua cretina insistência, no entanto mal teve tempo de raciocionar o que estava acontecendo quando sentiu-se ser puxada pelas pernas brutamente para fora da cama e logo sendo tomada no colo por braços fortes e firmes que a jogaram por cima dos ombros feito um pesado saco de batatas, a conduzindo para fora do quarto.

Irritou-se mais ainda.

– Já basta, Swan! — disse ele dando leves palmadas na bunda de Emma, afim de fazê-la parar de estapear suas costas.

– Killian?! Me solta! Desde quando você ficou tão bruto assim com as garotas? — perguntou incomodada com aquele tipo de situação.

– Desde o momento em que elas precisem de um chega para lá para acordar para vida. Você está asquerosa, Swan. — disse rindo quando a pôs de pé no chão da sala. — Há quantos dias você não penteia o cabelo? Tá parecendo aquelas bonecas largadas na rua.

– Não enche! — Emma bufa empurrando o outro e jogando-se no sofá cobrindo o rosto com uma das almofadas. — Vá pra sua casa viver a sua vida e deixe a minha paz, nunca te pedi para que viesse para cá.

Killian balança a cabeça indo até o estofado sentando-se na ponta erguendo as pernas de Emma e as colocando sobre seu colo começando uma singela carícia de ir e vir por toda a extensão delas, e embora Emma estivesse à sua frente usando apenas uma blusa regata e nada mais que uma pequena calcinha, não havia malícia em nenhum de seus gestos e nem em seus olhos. Emma era como se fosse aos seus olhos uma irmã pequena que justamente naquele momento não estava sendo nada mais que uma pessoínha bem rebelde e mal criada.

– Venha Swan, vamos dar um jeito nisso. — disse ele. — Você não pode ficar assim, cadê a Emma Swan que eu conheço? Cadê o leão que tem dentro de você?

– Foi baleado. — murmura.

Killian solta uma gostosa e limpa risada.

– E porque eu ainda estou vendo a juba dele em você? É sério Emma, você tem que pentear esse cabelo, tá me assustando.

Emma retira a almofada do rosto e acerta em cheio o rosto de Killian afim de calar o sorriso zombeteiro dele, porém isso teve efeito bem contrário já que este não tirou um segundo sequer aquele sorriso de palhaço dos lábios.

– Eu te odeio, Jones. — entrecerra os olhos erguendo o tronco e sentando-se o mais corretamente possível.

– Mentira, você me ama! E me ama tanto que vai fazer o que eu estou pedindo, vai tomar banho, lavar o cabelo, trocar de roupa, comer alguma coisa e vai ficar linda para sairmos juntos essa noite.

– Killian, olha para mim e ver se eu tenho cara de alguém que quer sair, por acaso eu tenho?

– Não, mas é olhando para a sua cara que eu decidi que você vai sair comigo, você precisa sair... precisa divertir-se um pouco, agitar o esqueleto, ver gente bonita, e eu estou falando isso para o seu bem, eu sei que tudo o que aconteceu pesou feio para você e ainda está pesando e sei também que está doendo e que não deve estar sendo nada fácil enfrentar tudo isso, mas olha, você não está sozinha nessa e nunca estará. Você tem a mim e todas as pessoas que te adoram pra caramba desejando de todo o coração assim como eu te ver bem. Não seja contraditória, porque se bem me lembro antes de ontem mesmo você disse que não iria ficar pelos cantos sofrendo, então faça isso, erga esse rostinho lindo e vamos viver... a vida é curta demais para gastarmos a tôa as poucas horas que temos a cada dia. — sorriu doce conseguindo com que Emma também correspondesse o sorriso.

– O que você está tramando hein Killian? Quando você fica assim todo meigo alguma coisa você quer.

– O que eu quero nesse momento é somente te ver bem, nada mais que isso. O que custa?! Já entrei em cada cílada sua, agora é sua vez de retribuir, hum? — ele passa o braço por cima dos ombros dela a trazendo delicadamente para deitar-se em seu colo penteando os cabelos selvagens de Emma com os dedos.

Emma suspira fechando os olhos deixando-se levar pelo carinho do amigo.

– Se eu disser que não vou, você provavelmente não vai me deixar em paz até que eu diga sim, não é verdade?

– Provavelmente?! Eu irei encher o seu saco até que você diga que vai comigo aonde eu levá-la essa noite com toda a certeza.

– Então eu não tenho muitas opções. — deduziu o óbvio.

– Você não tem nenhuma opção, querida.

– Você é insuportável. — murmura.

– E ainda assim você me ama.

– E ainda assim eu amo você.

E sem mais escapatórias, Emma deu ínicio à aquele tão conhecido ritual de arrumar-se para sair, porém dessa vez seu ânimo para cada coisa era nulo, sentia-se até preguiçosa para colocar a roupa no corpo, mas uma coisa era certa, não podia deixar de dar razão a Killian, ela não poderia mais continuar naquele corpo mole. Não poderia ir contra suas próprias palavras, iria tentar por essa noite esquecer-se dos problemas e distrair-se um pouco, tentar sorrir, tentar conversar mais e que tal até beber um pouco para dar corda ao corpo? Iria desapegar-se de tudo por essa noite.

Já devidamente pronta, Emma sai do quarto a procura de Killian que por sua vez a esperava com um prato e um copo de suco nas mãos.

– Uau! Agora sim esta é a Swan que eu conheço. Agora senta aí e come! — diz ele entregando o prato e suco para Emma.

– Você andou revirando minha cozinha?

– Nem tanto, não é dificil preparar um suco de laranja e um sanduíche. Onde está seu celular?

– Para quê você quer meu celular? — pergunta erguendo a sobrancelha.

– Por que você não vai levá-lo, para que evitemos imprevistos como talvez você acabar ligando para uma certa pessoa no meio da noite.

– Nem se preocupe com isso, tem mais de vinte quatro horas que ele está descarregado e perdido dentro do meu quarto. Nem se eu quisesse levá-lo iria fazer diferença. — diz terminando de comer e beber o suco apressadamente, nem sabia por que estava comendo assim dessa forma, mas queria livrar-se daquilo logo.

– Hum... melhor assim por enquanto. — diz ele, que ainda encarava Emma com preocupação.

A volta de Graham para a cidade já não era novidade para os mais próximos e principalmente para o ciclo de amizade que envolviam Killian e Emma, no entanto dada as circunstâncias, ele sabía que Emma ainda estava alheia à essa notícia e que provavelmente ao saber disso a situação só iria piorar para ela, pois evidentemente o medo de perder Regina só cresceria dentro do coração. Mas o que fazer quando contar parecia ser o certo e errado ao mesmo tempo? O engraçado e irônico desta história é que Killian sempre estava metido nessas situações em que contar algo importante parece ser certo por um lado e errado por outro, errado por que tinha conciência que com isso acabaria machucando a principal interessada no assunto como foi no caso da traição de Graham e Ashley, que pelo visto ainda estava debaixo do tapete.

Estava tão reflexivo que nem percebeu que havia congelado seus olhos sobre Emma, que por sua parte não entendia o por quê de Killian a olhar tanto.

– Por que você tá me olhando assim? — pergunta ela.

– Você. — suspira. — Você come como uma criança, Emma. Borrou todo o seu batom. Tome, limpe-se. — ele rir, retirando um lenço de bolso e estendendo para a loira.

– Eu como da forma que meu estômago dita.

– Hum... sei! termine aí, eu vou ligar para Ester para ela pegar um táxi e vir para cá, imagino que ela já esteja pronta também. — diz ele retirando o celular do bolso.

– Ester? Ela está aqui? — pergunta surpreendida.

– Uhum, está na minha casa. — diz naturalmente.

– E ela vai conosco?

– Vai. — ele oferece um sorriso tranquilo e suave afastando-se de Emma, tanto que já não podia nem ouvir o que ele poderia estar conversando com Ester.

Emma estranhou um pouco aquilo. Killian nunca foi de se esconder ao falar no telefone.

Depois de uns longos quinze minutos, Killian surge mordiscando o lábio inferior, um tanto rubro até.

– Quinze minutos só para dizer para ela pegar um táxi? — inquiriu Emma com os braços cruzados de baixo do peito.

Killian riu.

– Deixe de ser ciumenta, Swan. — ele enlaça sua cintura. — Vamos? Ela já está lá em baixo com o táxi.

– Mas já? Precisou ficar com ela todo o trajeto? Hummm... Killian, Killian! — ela sorriu ao ver Jones rolar os olhos, era engraçado as vezes inverter o jogo com ele.

– Vejo que já está bem animadinha, hum? Vamos logo de uma vez porque eu tou doido para balançar o esqueleto.

Ela nada disse, sairam trancando o apartamento e pegando o elevador em seguida para irem ao encontro de Ester e juntos dar ínicio a essa noite que prometia muito.

[…]

Quando Killian disse que estava louco para balançar o esqueleto, ele realmente não estava brincando nenhum pouco com aquilo, Emma pensou.

Com um dry martini na mão sentada no balcão de um dos bares da boate, ela observava Killian e Ester tornarem-se aos poucos o centro das atenções na pista principal de dança, principalmente Ester por acabar atraindo olhares lascívos por conta de sua perfomance pra lá de sensual seguindo o ritmo da batida musical.

Emma também estava lá minutos atrás acompanhando os dois naquele tipo de dança tão única deles, mas logo preferiu por momento dar uma pausa e beber algo.

Haviam tantas pessoas alí dentro que nem parecia Storybrooke ser uma cidade pequena. Tantos da sua idade e tantos outros mais velhos, pareciam ser pessoas tão despreocupadas, tão bem resolvidas.

Levou o drink aos lábios saboreando a bebida vagarosamente e fechando seus olhos para alguns casais que via em algum canto daquele lugar. Não queria ver nada que pudesse deixá-la nostálgica naquela noite.

Viu Ester aproximar-se dela e estava claro em suas feições o quanto aquele garota estava empolgada. Emma sorriu para ela ao tê-la de frente.

– Vem Emma, não viemos para você ficar aí sentada. Killian disse que se você não for para lá, ele mesmo vem pegar você no colo. — disse bem próxima de Emma para que ela pudesse ouvir com mais nitidez.

Emma colocou a mão na nuca de Ester e a trouxe para mais perto levando seus lábios bem próximos ao ouvido da garota morena e diz entre risos:

– Diga à ele que a noite só está começando. Voltarei para a pista logo logo, você quer beber algo? — oferece.

– Não, obrigada! Eu não bebo.

– Hummm... boa menina!

– Nem tanto. — sorri marota. — Você sabe onde é o banheiro? Eu preciso fazer xixi.

A loira coloca o drink sobre o balcão, pega na mão de Ester e sai conduzindo-a para fora daquele barulho todo atrevessando a pista para a parte mais afastada, onde o som já não era tão pertubador para as pessoas que queriam dialogar.

– O banheiro feminino fica para a direita conforme aquela setinha aponta. — diz mostrando com o indicador onde havia dois corredores opostos.

– Ah sim, você vai ficar aqui?

– Não, eu vou voltar para dentro.

– Okay então.

Então Emma volta pelo mesmo caminho até o bar onde já estava pedindo outro drink.

Estava de costas observando distraidamente o bartender preparar a bebida quando sentiu alguém chegar por trás pressionando o corpo com o seu e pousar um par de mãos macias e cheirosas sobre seus olhos e sussurrar sensualmente em seu ouvido:

– Não estraga a surpresa, loirinha, você vai ter que advinhar quem é.

Emma sentiu um gostoso arrepío percorrer pelo corpo com aquela voz aveludada e aquele corpo claramente feminino estar fazendo a cada segundo que passava mais pressão ainda no seu, encurralando-a contra o balcão.

– Mas que palhaçada é essa? — pergunta colocando suas mãos sobre as da outra que estavam sobre os seus olhos retirando-as dalí virando-se rapidamente fazendo ficar com o rosto rente ao da mulher misteriosa.

– Tão ansiosa Emma Swan! eu disse para você não estragar a surpresa. — repreende a outra colocando as mãos no quadril fingindo estar indignada, porém seu grande sorriso no rosto derrubava essa imagem.

Emma abriu os olhos espantada com a figura daquela que já não vía a tanto tempo.

– Não!!! — abriu a boca. — Não acredito!

– Ah! Agora é você quem está de palhaçada, Swan, feche essa boca, eu não mudei tanto assim. — sorriu colocando a mão no queixo de Emma.

Sem nem saber o por quê, talvez o pouco de álcool que tinha ingerido tenha ajudado nisso, mas ao reconhecer a bela morena a sua frente, prontamente lançou-se em um apertado abraço com ela e agora contagiando-se com o sorriso da outra.

– Hey garota, o que você faz aqui? Digo, em Storybrooke? — perguntou perto do ouvido.

– Vim visitar minha mãe e aproveitando a noite resolvi me divertir um pouco. — respondeu toda agitada. — Menina, você não sabe o quanto eu fiquei chocada quando eu vi você passando alí na pista e eu fiquei tipo "Oh meu Deus, eu não acredito, aquela é a Emma? Minha nossa, como ela tá gostosa!" Você cresceu tanto, garota.

Gargalharam juntas.

– Pelo visto você nunca deixou de ser maluca, Lily. — disse finalizando o abraço. — Fico feliz de poder revê-la mais uma vez. — sorriu sincera.

– Não mais que eu, loirinha. — compartilha aquela alegria arrumando uma mecha de Emma atrás da orelha.

Neste instante, Killian se faz presente pondo-se ao lado de Emma com uma expressão intrigada; em um minuto Emma estava com Ester e em outro estava aos abraços e risos com uma baita morena que ele não identificou quem ser.

– Está tudo bem por aqui? — questiona passando seus olhos de Emma para Lily que era só sorrisos para o lado da loira.

– Ah não, nenhum. — Emma diz rapidamente ao amigo e já que ele estava alí, ela resolve esclarecer as coisas. — Kill, essa aqui é a Lily. Lembra dela? A filha da Morgana? Estudava até na sua turma no último ano do colegial.

Killian passa a observar melhor a mulher buscando no mais profundo de suas recordações alguma coisa que conectasse a imagem dela a alguém do passado de sua escolaridade. Estreitou os olhos forçando um pouco mais até que a parte de 'a filha de Morgana' associou-se em sua mente com uma lembrança onde Emma confessava-lhe que seu primeiro beijo com uma garota foi com uma que chamava-se Lilith Paige, filha da Morgana.

Ele pisca os olhos entreabrindo os lábios e volta a olhar para Emma um pouco surpreso.

– A dragãozinho?

– Isso!

– Nossa, ainda me chamam assim? — Lily fez uma careta.

– Não, é que tipo... você mudou pra caramba viu? Você está muito bonita, não que você já não fosse naquela época, mas é que agora tá bem mais. — diz Killian desconcertado, o que causou risos nas duas.

– Eu entendo.

– Enfim... esse é o Killian, Lily.

– Eu sei, eu me lembro dele. Me lembro bem de todos vocês pra falar a verdade, mas enfim... chega de conversa, vamos dançar?

– Ah claro, vamos! Vem Kill. — disse Emma puxando Killian pela mão, que estava bem hétero naquela noite a julgar pela forma como ele encarava Lily.

Foram para o meio da pista, nem sabiam ao certo que música estava tocando no momento, o que sintiam eram apenas as boas vibrações da batida eletrônica estimulando o corpo a seguir o movimento.

Estavam dançando soltos e livres, soltando sorrisos acompanhando com bastante entusiasmo e de forma aleatória a letra das músicas.

Em um determinado momento, Lily agarrou a mão de Emma levantando no ar e a girando em torno do próprio corpo para depois puxá-la e abraçá-la por trás sem parar de movimentar os dois corpos.

As mãos da morena pousaram no quadril de Emma e puxou mais para sí e pediu baixinho no ouvido:

– Rebola, se solte mais.

Se Emma estava envergonhada? Nenhum pouco. Ao contrário, sorriu com malícia jogando todo o cabelo para um lado e coordenou o corpo naquela parte baixa movimentando o quadril de um lado para o outro impinando a bunda esfregando-se em Lily.

Se estava solta? Estava mais que isso, estava sentindo-se livre.

Se ela conseguiu o próposito de desapegar-se? Estava conseguindo até melhor do que isso, estava limpando o coração de toda aquela negatividade que apoderou-se dele nesses últimos dias.

Ambas roçando o corpo uma na outra sem pudor algum.

Estavam divertindo-se juntas, bailando conforme a música pedia.

Em uma troca de música, Lily beijou beijou a bochecha de Emma.

– Vamos sair daqui? — perguntou ela, e Emma assentiu sem questionar virando-se para ela.

Entrelaçaram as mãos e sairam topando em algumas pessoas eufóricas pelo caminho. Emma estava um pouco tonta, fazia tanto tempo que não frenquentava um lugar assim. Estava entorpecida, sentia-se novamente viva, mesmo que por algumas breves horas.

Quando deu-se por sí, estava no estacionamento da boate com Lily oferecendo-lhe uma garrafa de água e destravando as portas de um carro vermelho que deduziu ser dela.

– Por que estamos aqui? — perguntou encostando-se no carro.

– Por que eu prometi ao meu noivo que depois da meia noite eu ligaria para ele para desejar boa noite. — respondeu com um sorriso tão grande que poderia rasgar a face.

E Emma reconheceu aquele sorriso. Era o sorriso bobo que todo ser visivelmente apaixonado carrega nos lábios sempre que pensa naquela pessoa mais que especial ao coração.

– Você vai casar. — não foi uma pergunta, foi uma afirmação, principalmente quando Emma pousou seus olhos na mão de Lily e pôde ver um delicado anel no dedo anelar.

– É, eu vou. — confirmou. — Daqui a dez meses.

– Poxa, isso sim é surpreendente.

– Eu também me surpreendi com isso, sabe? mas quando você tem certeza de que ama e é amada da mesma forma não tem como evitar. Pra quê esperar por mais? Oportunidades tem que serem aproveitadas e não disperdiçadas. E eu mais que aproveitei a minha, afinal vou me casar com ela. — vai dizendo enquanto esperava pacientemente ser atendida do outro lado da linha, o que não aconteceu fazendo-a bufar frustrada.

Emma suspirou pesadamente. Foi inevitável não pensar em Regina naquele instante. Contorceu o lábio inferior respirando fundo encarando agora o chão. Sentia tanta falta dela que podia sentir que a qualquer momento poderia despencar em mais um compulsivo pranto. Um choro dolorido e tão desesperado que já podia sentir os efeitos dele na pele. O corpo pareceu pesar.

Percebendo a mudança brusca de humor da colega, Lily colocou a mão sobre o ombro da loira atraindo a atenção de Emma para ela.

– Aconteceu algo? Você está sentindo alguma coisa? — perguntou preocupada.

– Eu acho que... a bebida não me caiu bem, eu estou um pouco tonta. — riu de sí mesma.

– Minha nossa Emma, você está tremendo e ficando muito quente. — disse assustada ao passar a mão pelo rosto de Swan e sentir o quanto ela estava com a temperatura alta.

– Estou? Que engraçado porque eu estou sentindo frio até. — disse em um fio de voz.

– Você está ficando com febre, Emma, é melhor eu te levar para um lugar mais confortável... vem cá, entra aqui no carro, eu vou te levar para minha casa.

Com gentileza, Lily conduziu Emma até o banco do carona passando o cinto de segurança pelo corpo dela.

– E o seu noivo?

– O que tem ele?

– Não vai falar com ele?

– Eu adoraria, mas acho que ele já dormiu, devia de estar cansado. — deu um sorriso comedido. — Não preocupe-se amanhã eu falo com ele.

– Lily, espera... me leva para o meu apartamento, eu vou me sentir melhor lá.

– Você tem certeza?

– Absoluta.

– Tá bom então, mas você vai me ditando o caminho, está certo?

– Sem problema algum.

Lily fechou a porta do carona dando a volta no carro e entrando do outro lado.

– Você não quer avisar ao seu amigo que está saindo comigo? Ele pode ficar preocupado com seu sumisso repetino.

– Eu avisarei quando estiver em casa.

– Okay! Está bem assim então. — balançou a cabeça sem mais opções e deu partida no carro.


[…]

Emma abriu os olhos lentamente com um certo medo do que pudera ver de verdade. Lembrava-se vagamente de ter chegado ao apartamento com Lily e logo depois deitando-se naquela cama e de resto... de resto não sabía quase nada, como por exemplo o fato de ela estar só de calcinha e uma blusinha de algodão cobrindo-lhe apenas os seios e deixando boa parte da barriga exposta. E também, talvez o mais intrigante, Lily ainda estar alí sentada na beirada da cama com os cabelos molhados, vestindo unicamente um blusão que ela reconheceu de cara ser de Regina e estampando um sorriso tão acolhedor e brilhante que mal pode crer que era real.

– Bom dia, Emma. — diz ela.

Swan afastou o cobertor do corpo e ergueu-se sentando na cama e encostando-se no espelho. Esfregou bem os olhos.

– Você dormiu aqui? — perguntou confusa.

– Claro, você acha mesmo que eu iria te deixar sozinha da forma como você estava? Óbvio que não.

– Da forma que eu estava?

– Uhum, você estava muito febril, Emma. Eu tive que tirar sua roupa para que sua pele respirasse melhor e como de uma hora para outra você não estava falando coisa com coisa, e eu não sabia o que dar para você afim de baixar a febre, eu recorri aos ensinamentos da vovó e depois de um tempo que eu consegui controlar sua temperatura, você acabou adormecendo. — explica Lily sem saber já respondendo as perguntas que Emma havia se feito quando acordou.

De repente Emma sente-se um pouco constrangida.

– Lily, eu agradeço muito, mas você não tinha que se dar tanto ao trabalho comigo, eu acabei atrapalhei a sua noite, me desculpe mesmo por isso.

– Não tem com o que se preocupar, minha noite de nada foi atrapalhada e quando vemos um amigo mal é nossa obrigação ajudá-lo. Fiquei preocupada por você, então não pensei nem duas vezes.... — sorriu. — vem, Killian e Ester prepararam um gostoso café da manhã para nós. Você já está sentindo-se melhor, não é?

– Sim, eu estou, mas espera, quando eles vieram para cá? Minha nossa, eu nem avisei eles. — Emma arregala os olhos passando a mão pelo rosto.

Lily acha graça daquele cena.

– Não se angustie com isso também sua bobinha, eu achei o seu celular jogada em cima do lavado e eu coloquei pra carregar, depois encontrei o número do seu amigo e enviei uma mensagem explicando o corrido. Daí pouco mais das duas horas da madrugada eles chegaram preocupados por você, mas ficaram tranquilos quando viram você dormindo em paz e com a temperatura normalizada, depois acampamos lá na sala.

Emma enterra o rosto entre as mãos.

– Ai que vergonha. — murmura.

– Tá tudo bem, Emma, isso acontece. Levanta daí, eu vou colocar minha roupa de volta. — disse bem animada.

– O que aconteceu para você estar toda saltitante? — arqueou a sobrancelha e só compreendeu bem quando Lily fez sinal de um coração com as mãos. — Ahhhh claro, falou com sua oportunidade.

– Falei sim, e sabe o que mais? Ele vem para Storybrooke nesse final de semana, resolveu perder o medo e decidiu conhecer a minha mãe. — responde retirando o blusão e começando a vestir o vestido que estava usando na noite passada. Nesta hora Emma desviou o olhar para outro canto do quarto. Lily prosseguiu: — Sabe, Emma?! Falando de oportunidades, você deveria ir falar com a sua que atende por Regina, não?

– Como? — Emma voltou a olhar pra Lily, que por sorte já estava devidamente vestida.

– Enquanto eu tentava baixar sua febre, você repetiu muitas vezes o nome Regina e o curioso é que eu ainda não tinha me dado conta de que você mora com mais alguém aqui, eu só não entendo o por quê de Regina não estar aqui com você e também o por quê de muitas coisas de bebês estarem bem a vista por todo o apartamento.

– Ai eu não quero falar sobre isso, Lily, não agora.

– Não tem problemas, sem pressão alguma.

– Obrigada!

Um tempinho mais tarde ambas estavam compartilhando um farto café da manhã com Killian e Ester, que não perdiam a oportunidade de fazer perguntas à Emma com respeito ao seu estado de saúde, e ela afirmava com toda uma segurança de que se encontrava muito bem, pronta para outra até.

Poderia ser até coisa da mente de Emma, mas ela notava vez outra Killian e Ester trocarem olhares iluminados, uns sorrisos acanhados e por quê não dizer cúmplices? Poderia sim ser só a imaginação de Emma acompanhada do pequeno ciúmes ao ter a atenção do amigo compartilhada, mas também poderia ser algo bem real já que ela não recordava-se de ver Killian tão aéreo e distraído em todos esses anos.

Lily contou sobre sua vida desde que saíra da cidade e começara outra em Boston. Contou sobre seus estudos, seus planos e sobretudo sobre seu noivado. Não faltou sorrisos e suspiros ao enumerar adjetivos ao noivo. Era notável o quanto ela estava feliz com ele. E Emma sentiu-se verdadeiramente contente por sua colega estar tendo êxito na vida em quase todos os aspectos, e principalmente nos mais importantes.

Logo Killian propôs uma ida ao cinema. Lily não recusou o convite, porém disse que precisava voltar para casa, dar notícias de vida para a mãe e trocar a roupa. Disse também que eles poderiam ir na frente que logo depois ela se encontraria com eles dentro do cinema.

Emma relutou afirmando que precisava descansar mais um pouco, contudo Killian foi firme dizendo que ficar em casa não era uma opção para ela e que ela mesmo já havia descansado por demais nesses três últimos dias, então nada de preguiça.

– A última vez que eu fui ao cinema foi com a Ariel, liga para ela e ver se ela não quer ir conosco, ela adora tanto cinema. — diz Emma quando já estavam a caminho.

– Eu duvido muito que ela queira trocar estar com a namorada lá no restaurante do que ir com a gente para o cinema. Ela só iria se Belle fosse, mas como as coisas andam tensas... é difícil. — diz Killian suspirando ao volante.

– É... tem isso também. — afunda-se no banco de trás.

Os três ficaram em silêncio por quase todo o restante do trajeto até que em um descuido de Killian ao pousar a mão sobre a perna de Ester, Emma solta se enfiando no espaço entre os dois bancos da frente:

– Vem cá, vocês estão ficando, é isso?

Eles se sobressaltaram com a pergunta direta da loira ganhando um tom avermelhado em ambos rostos.

– Que idéia, Swan! De onde você tirou isso? — pergunta Killian aparentemente nervoso.

– De vocês mesmos. — responde com os olhos entrecerrados, mas não por estar chateada, mas por estar divertindo-se com a péssima maneira de mentir de Killian. — Desde ontem a noite que vocês andam dando pistas, e agora vejo você colocando a mão na perna da Ester e isso só se faz quando duas pessoas compartilham uma grande intimidade. — vira o rosto buscando os olhos daquela que já tinha perdido completamente a cor. — Vai negar, Ester?

– Eu... Eu acho que você está vendo coisa onde não tem, Emma.

– É isso mesmo! — completa Killian.

Emma rir.

– Aham, eu sei, uhum! Mas olha, se vocês querem esconder algo aconselho que sejam mais sutis, viu? Por que isso aí tá muito na cara.

Killian estaciona o carro, e mesmo com Emma o atormentando com essa história de romance entre Ester e ele, sentiu-se alíviado e bem contente por ver que naquelas brincadeiras estava a Emma de sempre, sem nenhuma vísivel sombra daquela agoniante depressão.

E como de costume, ao adentrarem para comprar os ingressos, ele passou seu braço pelos ombros de Emma bagunçando de leve os cabelos dourados da amiga.

Por outro lado, Emma realmente estava mais leve, no entanto sua mente estava longe de estar essa calmaria toda que ela, a todo custo, tentava trasparecer aos amigos. Não parava de pensar em como poderia estar Regina e o bebê e no quanto também sentia vontade de poder vê-la.

Esse tempo parecia algo tão estúpido. Por que para Regina acreditar nela parecia ser algo tão dificil mesmo com provas contudentes em mãos?

Por que parecia que Regina não estava sentindo essa dor no coração como ela se antes ela afirmava que a amava de igual intensidade e necessidade?

Eram tantas perguntas sem respostas.

Emma inspirou fundo acompanhando os passos de Killian e Ester, entretanto antes de entrar na sala de cinema viu um furacãozinho moreno correr em sua direção com uma empolgação tremenda e agarrando-se a sua cintura com uma força que era totalizada em toda a saudade que ele sentia e na grande alegria de a estar vendo.

– Emma!!! — diz ele apertando-a.

A principio com a dificuldade de entender as coisas, Emma fica parada sem corresponder o abraço, mas ao reconhecer aquela carinha linda lhe olhando com aquele sorrisão encantador, ela logo aperta também o garoto da mesma forma entusiasmada.

– Henry, meu Deus! Que saudades de você, meu amor. — ela diz colocando-se na altura dele e o enchendo de beijos por toda face, ele era só sorrisos.

– Eu também, Emma, mas pára com isso, eu já sou um homem. — ele protesta contra o ataque de beijos molhados da loira.

– Ah não me diga? Eu dormi por quantos anos então? Por que eu ainda te vejo como um bebê, o meu bebezão! Vem aqui.

Ela levanta e ergue o menino no colo.

– Você vai ver que filme? — ele pergunta.

– Nem eu sei, Henry. — diz sorrindo, e aí se dá conta de que havia se separado de Killian e Ester. Mas algo a mais chamou-lhe a atenção. — Henry, você está aqui com quem?

E a resposta veio, mas não por Henry.

– Comigo, Emma. — diz uma voz rouca atrás da loira.

E como todo bom coração apaixonado que reconhece seu dono, no caso dona, o de Emma ganha uma louca carga de batidas desenfreadas e descontroladas ao reconhecer a voz de Regina atrás de sí.

Vira-se ainda com Henry em seus braços e sua voz pareceu ter sumido ao ver Regina toda linda oferecendo-lhe um sorriso ainda mais lindo.

"Ah! aquele sorriso."

– Regina. — sussurra o nome da amada podendo agora corresponder o mesmo sorriso.

– Oi Emma. — ela morde o lábio aproximando-se da loira. — Senti saudades de você!

Notas finais
Notas finais: Eu queria dar um recado para as garotas que esperam atualização de Crazy e andaram me perguntando se eu a abandonei, então... eu não abandonei Crazy, gosto muito dela para ter que fazer isso e acredito que vocês que começaram acompanhá-la também. No entanto e infelizmente por momento eu deixarei ela quietinha e darei prioridade à Sweet já que estamos na última fase dela. Eu pensei, eu realmente acreditei que poderia escrever as duas ao mesmo tempo, porém eu mesma esqueço que tenho vida fora daqui e que ela é completamente corrida e exaustiva, tenho tempo somente a noite, e esse tempo eu uso para estudar mais um pouquinho fazendo recapitulações, e também ao final dar atenção à alguém muito especial que vem preenchendo cada dia mais meu coração, então me desculpem por Crazy, eu voltarei com ela ao final de Sweet, estamos combinadas assim? Bjo gigante! ♡