Sweet Happiness
31 Capítulo 31 - Verdades Secretas
Notas iniciais
«Dois meses depois»
– O que você está fazendo?
– Eu estou tentando terminar um video surpresa para a Gina.
– Uma homenagem?
– Isso, quase isso. — sorriu virando a tela do notebook em direção à Belle. — Eu só estou com medo de estar parecendo bobo ou simples demais...
Belle deu play no video assistindo-o em seguida.
– Bobo? Bobo vai ser o sorriso que ela vai colocar no rosto depois de ver isso, tá muito lindo, Emma, parabéns. — disse sinceramente para a loira, que alargou mais ainda o sorriso.
– Quero apresentar quando todos já estiverem presentes hoje a noite no restaurante, e falando nisso... Todos já confirmaram?
– Todos sem tirar e nem pôr, ser filha do prefeito pode dar alguns créditos quanto à isso. — ambas sorriram. — Inclusive ele mesmo já confirmou que irá vir.
– Óbvio que ele vem, não seria louco de não estar ao lado da Regina hoje nessa realização... O que me preocupa é se a Coral vem também.
– Coral? — perguntou franzindo o cenho.
– É, a mãe da Regina... Coral... Cobra Coral. — respondeu simplesmente mantendo seus olhos na tela do computador salvando o arquivo para o pen-drive.
Foi inevitável Belle não gargalhar com esse trocadilho.
– Porque eu ainda me surpreendo hein? Ai Emma só você mesma... Acho que Cora não nos será um problema, nada hoje pode estragar a nossa felicidade, principalmente a de Regina.
– Uhum, e onde ela está?
– Na cozinha com os funcionários revisando pela milhonésima vez se tudo está certo, checando os uniformes e acho que ditando a ordem de entrada e saída... Eu não entendo bem essas coisas, mas sei que eles estão todos sorridentes lá dentro. — disse passando seus olhos pela quarto de descanso que foi projetado justamente para Regina nas noites cheias que o restaurante certamente com muita frequência obterá. — Emma?
– Sim?
– Quando pretendem contar sobre vocês duas à todos? Digo, as pessoas que tem o direito de saberem como seus pais.
Sentando-se da melhor maneira que se podia sobre a cama de solteiro, Emma responde à amiga:
– Regina e eu planejamos comunicar à eles nesse domingo... falando nisso, quero que você e Ariel estejam também conosco amanhã nesse almoço.
– Tudo bem, mas quero que saiba que talvez não vá ser fácil para que tantos seus pais como os de Regina aceitem, vocês terão que estar mais ainda seguras do amor uma da outra.
– E estamos. — assegurou com firmeza. — Nada do que eles possam dizer vai mudar alguma coisa entre nós duas, vamos apenas comunicar e não pedir permissão.
Belle sorrí doce para Emma apertando a mão da loira.
– Você me orgulha e estou verdadeiramente feliz por ser você a pessoa que devolveu os mais lindos sorrisos da minha amiga.
– Eu a amo muito.
– Eu sei disso, vejo vocês se adorando todos dias vindo para esse quarto se pegarem quando eu não estou vendo.
Emma sorriu.
– Boba.
– Olha só Regina, estão nos colocando chifres debaixo do nosso próprio nariz. — Ariel aparece abrindo a porta com uma falsa entonação de surpresa e chateação. — Que ousadía!
– Nunca imaginei isso vindo de você, Belle. — Regina resolveu também brincar colocando a mão na cintura ficando ao lado de Ariel.
– Ah sabe como é Regina, às vezes a Emma fica assim carente e eu venho aqui consolá-la um pouco não é meu docinho? — Belle pisca para Emma, que não aguentando mais, explode em uma limpa gargalhada gostosa, que imediatamente contagia as outras.
– Definitivamente isso foi estranho. — disse Emma tentando recuperar-se. — Docinho? Nossa, lembrei das meninas super poderosas agora.
– Ah é... Nós brincávamos disso. — comentou incerta Regina sentando-se ao lado de Emma e roubando-lhe um selinho.
Emma passou seus braços pela cintura da morena.
– Uhum... A Ariel era a Florzinha, você era a docinho, eu era a lindinha e... — dizia Emma realmente achando bobo aquilo. — Belle era...
– ... O macaco louco. — disse não muito orgulhosa disso fazendo careta.
Riram mais uma vez.
– Nossa infância juntas foi sem dúvida incrível. — disse Regina suspirando.
– Totalmente. — disseram as outras três.
– Então acho que Ariel e eu já vamos indos nos preparar para a noite. — Belle levanta-se com Ariel abraçando-se à sua cintura.
– Certo, nos vemos apartir das 19h30.
O casal assentiu retirando-se depois do quarto, deixando Emma e Regina mais a vontade à sós.
– Eu tenho uma novidade. — contou sentando de frente à Emma.
– Conte.
– Eu estava no telefone com Zelena agora pouco e....
– ... Ela vem? — interrompeu.
– Sim, vem, mas não é isso o que eu quero contar.
– Oh, certo... Continue.
– Como eu estava dizendo, eu estava com ela no telefone e eu perguntei à ela quando já podíamos ter com certeza qual é o sexo do bebê e ela me disse que no próximo mês, quando eu estiver no final do quarto mês de gestação já é possível termos essa resposta. — disse muito empolgada com um brilhante sorriso e olhar.
– Sério?
– Uhum, sérissimo.
– Wow, finalmente vamos poder definir que cor pintar aquele quarto que era seu.
– Eu também pensei nisso, mas pensei em fazer uma outra coisa, algo mais criativo para sabermos o sexo do neném.
– Como o quê? — perguntou curiosa.
– Eu estava pensando em fazermos um chá de revelação, o que acha disso? Podíamos mandar preparar um bolo com o recheio tendo a cor que representa o sexo do bebê... Se for menino, o recheio será azul e se for menina o recheio será rosa, o que me diz?
Emma ficou calada por alguns segundos pensando.
– Mas no caso Zelena teria que participar disso também, não?
– Sim, ela estaria mais envolvida nisso que nós mesmas...
– Eu gostei. — sorriu carinhosamente. — Planejaremos isso com mais tempo nas próximas semanas, está bem?
– Claro. — suspirou acariciando gentilmente o rosto da namorada. — Vamos para casa? Preciso descansar um pouco antes de retornar para cá.
– Vamos sim, quando chegarmos em casa vou fazer aquela deliciosa massagem nos pés que você tanto adora.
– Humm — gemeu Regina. — Aii Emma cada dia você me deixa cada vez mais apaixonada.
Emma sorriu segurando-lhe a mão.
– Isso é totalmente recíproco, docinho. — beijou rapidamente os lábios e logo depois tomaram caminho para o apartamento.
*SH*
– Eu não sei mamãe, mas se eu fosse você eu iria sim... hoje Regina está dando um grande passo para a vida totalmente independente dela, seria de grande importância para ela contar com a presença de toda a familia lá, mesmo que vocês ainda estejam brigadas. — disse calmamente Zelena entregando uma xícara de chá para Cora.
– Não irei me sentir confortável, Lena... entenda isso.
– Eu entendo o desconforto, o que eu não entendo é essa relutância em não querer ir agora, porque semana passada mesma você estava dizendo que iria acompanhar o seu esposo nessa inauguração.
– Eu pensei melhor, apenas isso. — bebericou o chá respirando fundo para logo deixar a xícara repousar sobre a mesinha de vidro. — Eu realmente não sei fazer isso...
– O que exatamente?
– Uma reaproximação. — respondeu cruzando as pernas. — Regina me decepcionou muito e quando a vejo, nas raras vezes que eu a vejo, tudo o que eu senti naquela noite em que ela foi embora...
– Que você a mandou ir embora e disse com todas as letras que já não mais a considerava como filha, devemos deixar isso bem claro antes de tudo. — corrigiu.
Cora revirou os olhos.
– Que seja! O ponto é que ainda não consigo perdoar totalmente o que ela me fez... O que ela fez a nossa familia.
Zelena sorriu sem humor abandonando também o chá.
– Você está sendo egocêntrica, mamãe. — disse séria, mas sem abandonar o ar sereno do rosto. — Regina não fez nada a você, nem a ninguém... ela já é uma mulher feita e não uma menininha desprotegida que ainda precisa de orientações de como atrevessar a rua. Com quantas mulheres não acontecem o mesmo? Quantas mulheres no mundo ficam grávidas por um pequeno descuido? Milhares! Regina não foi a primeira e com certeza não será a última. Vivemos em um mundo moderno, querida, a surpresa de hoje em dia é ver uma mulher chegar aos 30 e ainda não ter tido um filho.
– Mas não era isso o que eu tinha planejado para ela.
– E desde quando conseguimos controlar a vida alheia? Entenda que não cabe e nunca coube a você o destino de sua filha. Acostume-se com as escolhas que ela tomou, porque acredite, se tem uma característica muito de você em Regina é o gênio forte e a cabeça dura, portanto as decisões dela não mudarão só porque você quer.
Cora respirou fundo desviando os seus olhos dos olhos azuis de Zelena aderindo uma expressão dura ou ao menos tentando.
– E o bebê? — perguntou tentando não demonstrar real interesse na pergunta.
– Perfeitamente bem, logo poderemos saber se é menina ou menino. — respondeu sorrindo levemente. — Seu netinho ou netinha está chegando dona Cora, para amolecer de uma vez por todas esse coração de pedra. — brincou.
– Ora essa, pare de falar asneiras, Lena. — tentou repreender, mas sem sucesso porque sem perceber um pequeno sorriso se formava em seus lábios.
– Viu? O bebê nem nasceu e você já tá derretida... Ah Cora, a mim você não engana, nem se tentasse. — comentou aproximando da mulher mais velha e beijando-lhe os cabelos. — Eu tenho uma consulta agora, então infelizmente vou ter que encerrar nossa conversa.
– Tudo bem, eu também tenho que me arrumar. — disse vagarosamente não olhando diretamente para Zelena.
Zelena abriu um grande sorriso olhando com curiosidade para Cora.
– Você vai?
Puxando o ar e sorrindo torto, Cora responde:
– Tenho que apoiar a minha filha mesmo que seja indiretamente.
Orgulhosa de ter ouvido isso da mãe, a ruiva abraça bem forte Cora.
– Fico feliz que tenha tomado a decisão certa. — sussurrou ainda no abraço, beijou delicadamente a bochecha da mulher mais uma vez. — Eu te amo, mãe.
– Eu também amo você, querida. — passou as costas dos dedos pela bochecha macia da ruiva.
– Eu sei disso, mas nesse momento duas pessoas muito importantes precisam urgentemente ouvir isso de você. Deixe Regina e Henry saberem isso... Deixe que eles descubram que a mãe deles também tem um coração, sim?
Cora assentiu afastando-se.
– Eu farei o possível para isso. — murmurou.
– Eu sei que sim.
*SH*
– Você está muito charmoso, querido. — Mary diz muito ternamente ao esposo enquanto terminava de apertar a gravata nele.
– Obrigado, Mary. — ele sorri. — Você também está muito charmosa.
Trocam um demorado selinho.
– Tem como vocês evitarem isso na minha frente somente por hoje? — Emma interrompe o momento adentrando a sala já devidamente arrumada.
David e Mary se separam e ficam maravilhados ao ver a figura da filha.
– Como você está linda meu amor. — elogia Mary. — E como você cresceu rápido.
Emma usava uma calça preta de cintura alta combinando perfeitamente com uma singela blusa social branca com os três primeiros botões abertos. Os cabelos soltos estavam dessa vez completamente lisos sem nenhuma onda, e para finalizar, saltos alto.
– Realmente eu cresci rápido e você nem viu. — Emma diz em um leve tom acusatório, que tão logo teve efeito em Mary.
– Emma, por favor... — sussurrou cansada.
– Vamos nos focar somente na maravilhosa noite de hoje, okay? — David interveio prevendo que dalí talvez mais uma vez saísse uma conversa que seria capaz de cortar o clima entre os três como sempre acontecia.
Emma deu de ombros ajustando os brincos.
– Vocês viram minha bolsa? — perguntou passando os olhos por cada pedacinho da sala.
– Você deixou no quarto, Emma, toma. — a resposta veio por Regina que apareceu trazendo tanto a sua bolsa como a de Emma.
Regina estava usando um vestido branco liso na altura do joelho e um casaco preto aberto acentuando o volume da barriga. Os cabelos presos em um perfeito coque prendendo lateralmente a franja, e dessa vez optando por usar sapatos mais baixos que o normal.
– Obrigada, linda. — agradece gentilmente admirando descretamente Regina.
– Hoje vocês resolveram combinar, pelo visto. — comentou Mary referindo-se às roupas de Emma e Regina.
– Nem foi intensional. — foi Regina quem disse não dando real atenção na sogra. — Eu acabei de falar com Belle e ela me disse que tudo está indo bem, mas ainda sim me sinto terrivelmente nervosa. — confessa enquanto termina de arrumar as mangas no casaco nos pulsos em frente ao espelho da sala.
Emma aparece por trás de Regina colocando suas mãos nos braços da morena massageando-os vagarosamente.
– Tudo vai correr muito bem, você vai ver. — aproximou sua boca ao ouvido da namorada e sussurrou. — E além disso eu tenho uma surpresinha para você.
– Hum, é? E o que seria? — perguntou olhando para o reflexo do espelho.
– Se eu dissesse agora já não seria surpresa. — piscou sorrindo afastando-se. — Então vamos?
– Ok, vamos. — sorriu virando-se também pegando a bolsa e unindo-se aos Nolan que já estavam na porta as esperando.
[...]
As portas do The French&Mills foram abertas exatamente às 18:00 em ponto e por volta das 19:40 o local começou a preencher-se ocupando pouco a pouco as mesas do primeiro piso. As mesas do segundo piso estavam reservadas unicamente para os convidados especiais de Regina e Belle, que baseiavam-se em familiares e amigos mais próximos de ambas.
Tudo estava saindo como o planejado desde o príncipio; os garçons estavam devidamente alínhados, concentrados e dignamente atenciosos aos novos clientes que se firmavam.
Vez ou outra Belle conversava com alguns conhecidos que vinham-lhe cumprimentar pelo belo trabalho e esta agradecía humildemente dizendo que isso tudo era puramente obra de Regina e que ela era a verdadeira gênia e digna de todos os elogíos referentes ao estabelecimento.
Ás 20:30 Regina chega com Emma e os Nolans e logo de imediato ao ver o sucesso que estava obtendo o restaurante e no quão todos pareciam apreciar muito bem o ambiente, a recepção e a comida, seus olhos encheram-se d'água completamente orgulhosa e realizada do seu mais sonhado projeto estar dando certo.
– Regina! — Belle aparece bastante sorridente em direção à Mills, e sem esperar mais, a abraça fortemente. — Parabéns!
Regina sorri também correspondendo o abraço.
– Parabéns para nós duas.
– Todos vieram, nossa... todos estão elogiando o restaurante, Regina, estão apostando que French&Mills com toda a certeza vai ser um dos melhores de Storybrooke. — disse animada.
– Pois estão apostando mal, porque com toda a certeza French&Mills vai ser o melhor de Storybrooke. — Emma disse compartilhando a alegria das outras duas.
– Eu só desejo que ele continue funcionando bem. — diz Regina satisfeita e muito admirada.
– Isso não tenho nenhuma dúvida, vamos para cima? Tem algumas pessoas que querem te parabenizar pessoalmente. — sugeriu referindo-se a parte das mesas reservadas.
– Quem já está lá?
– Quase todo mundo. — disse, olhou para mais ao fundo e viu os pais de Emma. — Boa noite senhor e senhora Nolan.
– Boa noite, Belle. — responderam juntos sorridentes.
A cada mesa que iam passando pelo caminho, Regina acenava desejando boa noite para os presentes e muitos em troca a parabenizavam pela obra e conjunto.
Ao subirem os poucos degraus da escada curvilínea que levava ao segundo piso, Regina foi surpreendida por um afoito Henry a abraçando.
– Oi meu amor. — disse carinhosamente passando a mão por seus cabelos. — Com você está? Veja só que elegante você está hoje.
– Eu estou bem, foi a mamãe que me arrumou assim. — disse após terem dado fim ao abraço.
Ela abaixou da maneira que podia e beijou-lhe o rosto.
– Ela fez bem então. — piscou para ele, que em troca sorriu mais ainda.
David e Mary sentaram-se nas mesas que tinham as plaquinhas com seus respectivos nomes, e grande foi a surpresa para Mary quando seus olhos avistaram Cora à uma mesa mais a frente.
– David?
– Hum?
– Olha só quem está alí. — fez gesto com o olhar mostrando a mesa da familia Mills.
Sutilmente David olhou na direção apontada e ao contrário da esposa não ficou nenhum pouco surpreso com a presença da senhora Mills.
– Cora Mills. — sussurrou o nome da primeira dama. — Acho que devíamos ir cumprimentá-los, não?
– Sim, mas não agora.
A conversa foi interrompida quando um garçon muito bem vestido e educado lhes entregou o cardápio.
Como o momento era inteiramente de Regina e Belle, Emma e Ariel uniram-se à Ruby e a Killian.
– Sério, Emma... Agora somos inimigos comerciais. — brincou Ruby.
– Deixe Regina ouvir isso viu para você ver a inimiga comercial. — repreendeu divertidamente Emma. — Mas me diga, estão gostando?
– Amando, eu provei um prato assim que cheguei e minha nossa, eu preciso roubar a receita. — sorriu gesticulando com as mãos.
– Eu que o diga. — emendou Killian suspirante. — Aqui é tudo tão refinado, mas tão simples ao mesmo tempo... Me sinto em casa.
– Essa é a idéia.
– Boa noite. — August chega na mesa puxando uma cadeira bem perto de Ruby.
– Acho que você errou de mesa meu querido, os Mills é mais a frente e não aqui. — espeta Ruby.
– Não seja amarga Ruby, vim apenas ver como vocês estão e falar com minha adorada prima postiça. — ele fala olhando para morena.
– Estamos todos bem, August. — diz Emma passando a mão pelo braço do rapaz. — E você? Resolveu o que fazer da vida finalmente em Storybrooke?
Ele sorri de lado.
– Eu decidi envestir em algo que eu sei fazer bem... Escrever.
– Vai morrer de fome, então. — murmura uma Ruby achando realmente aquilo ridículo. August sendo escritor? Isso certamente para ela era o cúmulo.
– Ruby! — repreende Emma.
Ruby deu de ombros.
– Olha, eu acho que vou cumprimentar a mãe do meu sobrinho agora, depois eu volto. — diz após ver Regina livre conversando com o prefeito e o irmão.
– Está bem, não demore muito... Vou sentir saudades. — provoca August abrindo aquele sorriso que tanto Ruby odiava.
– Pare de provocar a menina, Gus, assim você nunca vai reconquistá-la.
– Eu nem sei do que você está falando. — se faz de desentendido e logo procura mudar de assunto. — Então, você me apoiaria se eu resolvesse escrever um romance?
– Claro que sim, não tenha dúvida disso.
– Romance do tipo os que a Sylvia Day escreve? — perguntou Killian divertido.
Ariel e Emma sorriram.
– Que safado.
– Ahm... Definitivamente não. — diz August negando com a cabeça.
[...]
– Eu realmente estou muito satisfeito com o seu trabalho, meu amor.
– Obrigada, papai, sem seu apoio isso tudo não seria possível.
– Eu sempre irei apoiar você em qualquer coisa decisão sua. — sorri doce passando a mão pelo rosto da filha.
– Eu sei disso e por isso agradeço verdadeiramente por ter você na minha vida. — diz abraçando o homem. — Eu amo muito o senhor, papai.
– Oh meu amor, eu também amo muito você. — beija-lhe o topo da cabeça.
Logo o momento foi interrompido por Ruby que cumprimentou Regina a abraçando também, elogiando com fervor e dizendo o quanto estava feliz pela amiga. Falaram de assuntos aleatórios desde a ansiedade que a jovem carregava em sí pelo resultado das provas seletivas até a descoberta que logo irião poder saber se o sexo do bebê. Ruby confessou que adoraria que fosse menino, pois assim ela iria chamá-lo de mini Brad.
Cora observava sentada a interação da filha com os demais, reunindo coragem para fazer o que todos já haviam feito e quando pareceu enfim ter conseguido, Mary aparece sentando-se ao seu lado.
– Olá.
– Olá Mary, como tem passado?
– Bem e você?
– Igual que você, querida.
Um breve silêncio se estabelece entre as duas, era notável o desconforto que Cora estava sentindo com a presença de Mary, no entanto não iria deixar a oportunidade passar e não perguntar algo que a muito tempo estava incomodando-a.
– Então quer dizer que agora anda me representando na vida de Regina?
Mary rapidamente a olhou sem entender.
– Como?
– O que realmente pretende, Mary?
Ainda sem entender, Mary devolve a pergunta:
– O que você acha que eu estou pretendendo?
– Não seja sonsa, querida... Isso não combina com você; fiquei sabendo que em todas as consultas que Regina teve até agora você esteve presente... Porquê? Com que direito você se mete nisso? — perguntou calmamente sem deixar transparecer de verdade o quanto a aproximação de Mary e Regina nos últimos tempos tem deixado um dolorido desconforto em sí.
– Eu me pergunto com que direito você vem me reclamar algo quando na verdade foi você quem abandonou sua filha, eu apenas me sinto no dever de cuidá-la quando você quem devia não o faz.
Cora a olha espantada estreitando os olhos, logo arqueando a sobrancelha e soltando um curto sorriso irônico.
– Se vamos começar a falar sobre mães que abandonam filhas vamos ao número um delas que no caso é você, eu pelo menos sempre participei da infância e adolescencia da minha filha e a entreguei ao mundo completamente adulta, já você... Você não sabe nem com quantos anos sua filha menstruou por minha vez ou será que sabe? — desafiou.
Sentindo-se ofendida, Mary responde:
– É claro que eu sei, ela teve sua primeira menstruação aos 14 anos.
Corra sorriu dobrando o guarda-napo no colo.
– Emma teve sua primeira menstruação aos 12 anos, em uma tarde de dezembro enquanto brincava no jardim com Regina... Eu estava na cozinha quando ela veio chorando dizendo que tinha se machucado, mas não sabia como e reclamava da barriga que doía muito... Quando ela me mostrou onde ficava o machucado, logo entendi do que se tratava, sorri para ela e expliquei que o corpo dela apartir daquele momento iria passar por algumas transformações e que naquele momento ela já estava oficialmente tornando-se uma mocinha. — contou com vitória ao notar a cara de passeio que Mary fazia.
– Eu... eu pensava que tinha sido aos 14.
– Aos 14 anos foi Regina, querida e coincidentemente foi em dezembro também. — suspirou. — Eu fui mãe tanto para a minha filha como para a sua quando você a deixou na minha casa para desbravar o mundo.
– Eu não pedi que você cuidasse dela, eu a deixei nas mãos do meu pai e eu não fui desbravar o mundo, fui atrás de um futuro melhor para ela.
– Mary, eu posso agora estar sendo uma péssima mãe ao me manter de fora da vida da Regina nessa nova fase dela, mas eu jamais trocaria meus filhos por uma melhoria profissional, ou eles irião comigo ou não teria nenhum contrato de emprego que pudesse me convencer e vamos ser sinceras minha querida, não coloque a desculpa de ter feito isso para um futuro melhor à Emma... Você nunca precisou de dinheiro, herdou uma boa herança de Eva e tanto você como David tinham um excelente emprego em Boston, portanto você só aceitou essas propostas porque claramente ficou deslumbrada em conhecer o mundo a fora e isso não incluía uma criança pequena na bagagem. — acusou sem receio algum. — E digo mais, se não fosse por mim, Deus sabe o que teria acontecido com Emma nas mãos de Leopold.
– Você está sendo totalmente injusta comigo, Cora... Eu sempre amei a Emma e não foi fácil para mim deixá-la para trás e o que você quer dizer com isso à respeito do meu pai? — perguntou sentindo-se enraivecida pelas palavras de Cora.
– Dificil é que não foi. — disse entre um suspiro levantando-se. — Sobre o cretino de Leopold... ele não era o homem perfeito que você imagina, meu bem, um dia você descobrirá, mas isso não vai ser por mim, irá ser por outras pessoas.
– Aonde vai?
– Ao toallet, essa conversa me cansou um pouco. — respondeu afastando-se de Mary, realmente precisava manter-se por algumas horas ou quiçá dias longe da mãe de Emma, ou talvez não iria conseguir segurar tudo o que estava intalado há anos na garganta e vomitar tudo o que sabia e viu sobre o amado ex-prefeito da cidade na cara de Mary.
Para o bem de Zelena e Emma, certas coisas ainda precisavam ficar caladas.
[...]
– Para quem disse que já não precisava dos meus serviços, você está sendo bem abusada. — Robin comenta ao descer do carro e gentilmente abrindo a porta do passageiro estendendo a mão para Elsa tomar com a sua e sair de dentro do automóvel.
Elsa Frozen saiu do carro de uma forma totalmente elegante e bela. Após esses meses, Elsa resolvera mudar o look cortando os longos fios loiros em um moderno chanel desfiado, deixando o rosto mais suave, com um toque de ousadía e acima de tudo com uma impressionante sensualidade combinada com seus chamativos olhos azuis.
Usava um vestido vermelho um pouco mais acima do joelho sem muito decote, mas muito justo realçando suas curvas, e deixando completamente visíveis seus tão conhecidos saltos agulha.
– Apenas quero que veja de perto o meu triunfo sobre Regina Mills — sorriu maldosamente sendo acompanhada por Robin.
– Desfrutemos então de seu grandioso triunfo. — ofereceu-lhe o braço, que logo foi aceitado por Elsa entrelaçando o seu e respirando profundamente fazendo o peito subir e descer vagarosamente olhando com vitória o nome do restaurante.
– Parece que as coisas vão esquentar em French&Mills. -murmurou ao passo que já era conduzida para dentro por um convencido Robin, que se vangloriava ao ter uma mulher tão sexy como Elsa em sua companhia.
[...]
– Já são quase 22:00, Emma... Quando pensa em dar a Regina aquela surpresa? — pergunta Belle.
– Daqui a vinte minutos, aliás onde fica o sistema técnico para eu poder plugar meu notebook, baixar um pouco a luz e reproduzir o video no telão?
– Fica na sala de controle das câmeras de vigilância. — informou.
– Aquele rapazinho está lá?
– Uhum.
– Ótimo, vou atrás do meu notebook... Peça para Regina e todos os outros virem para cá em vinte minutos, está bem?
– Claro.
Dito isso, Emma atravessa o primeiro salão de mesas adentrando a parte interna e privado do restaurante onde somente as donas tinham acesso. Pegou o notebook como pretendia e subiu mais alguns degraus procurando a porta onde por trás dela estaria a sala de controles.
E ao achá-la, entrou de sopetão assustando o rapaz que estava concentrado na grande tela onde cada quadradinho representava o ponto de visão de cada câmera instalada por cada quadrado do restaurante.
– Senhorita Swan, que susto. — disse o rapaz com a mão no peito deixando quase cair o sanduíche que estava comendo.
– Hey Jeffrey, desculpa... — sorriu achando graça do desconcerto do rapaz.
– Tudo bem, senhorita Swan. — disse recompondo-se. — Em que posso ajudá-la?
– Me chame só de Emma, está? — pediu aproximando-se. Ele assente. — É o seguinte, eu quero que daqui a dez minutos, você baixe as luzes do salão principal, abra a tela 1 e reproduza esse arquivo que está armazenado no pen-drive. — explicou mostrando com detalhe tudo o que estava apontando. — É o único arquivo que tem, não tem como errar. Estamos Entendidos?
– Sim, senho... Ops... Emma. — ele faz um carinha engraçada.
– Obrigada, Jeff. — ela suspira. — Daqui a dez minutos, não se esqueça hein?!
– De forma alguma.
Satisfeita, Emma sai da sala retornando pelo mesmo caminho que fizera. Estava tão ansiosa e distraída que nem percebeu um homem passando por ela e uma certa loira aproximando-se a passos firmes dela, só notou quando esta inesperadamente segurou-lhe pela mão.
– Mas o quê...
– Olá Emma.
Ao pousar diretamente seus olhos na loira a sua frente e reconhecendo com perfeição a doce voz que provenía dela, Emma abriu a boca exageradamente impactada.
Era Elsa Frozen.
– Elsa?
– A própria.
– Você está... diferente. — disse sussurrando.
– Ah, você notou?! Resolvi mudar um pouco o visual. Gostou? — mexeu nos cabelos bagunçando-os um pouco acentuando as pontas desfiadas.
Emma sorriu fraco desfazendo do agarre de Elsa delicamente.
– Ficou muito bem em você.
– Obrigada.
– Mas... ahm... O que faz aqui?
– Vim prestigiar sua amiga pelo brilhante talento que ela tem, isso sem dúvidas é incontestável e parabenizá-la pela gravidez, ou por um acaso eu não posso?
Emma ficou tensa ao imaginar Regina vendo Elsa alí dentro.
– Elsa, talvez não seja uma boa idéia que Regina te veja, ela pode se estressar e...
– Deixe de besteiras, Emma... Eu não vim brigar com ninguém, vim somente desfrutar da noite.
Emma olhou para Elsa sem saber muito o que dizer, a verdade é que a presença da sua ex estava de algum modo preocupando-a.
– Tudo bem... Eu preciso ir agora, depois nos falamos.
– Claro. — disse a loira olhando para Emma com pouco interesse.
– Ok.
"Isso realmente é muito estranho." — pensou Emma voltando à caminhar e já visualizando Regina e os outros em pé onde tinha indicado à Belle que os levassem.
[...]
– Hey pretty. — Regina virou-se ao ouvir a voz de sua obstetra.
– Zelena!
Se abraçaram trocando dois beijinhos na bochecha.
– Menina, como aqui está cheio... Felicidades meu bem. — a abraçou mais uma vez.
– Obrigada, estou feliz que veio.
– Ah eu não iria perder essa inauguração por nada. Onde está Emma?
– Eu não sei, deve está com a Ariel por aí... Como você está?
– Eu estou bem. — sorriu passando a mão pelo braço de Regina, e sorriu mais ainda ao ver que cuidadosamente uma Cora nervosa se aproximava das duas. — Olha, eu vou alí falar com uma conhecida, volto já, está bem?
– Claro, mas volte mesmo.
– Pode deixar. — disse beijando rapidamente a bochecha da filha de Cora.
Ao aproximar-se de Regina, Cora respira fundo tentando manter a pose de mulher rigorosa.
– Me parece que está conseguindo grande êxito, não? Fotógrafos do jornal não param de tirar fotos suas... Logo mais todos da cidade estarão a par que a filha do prefeito exibe uma gravidez fora do casamento. Tudo o que eu tanto trabalhei por anos jogados no lixo. — comentou ficando ao lado de Regina, que espantou-se ao ouvir a voz da mãe e ao perceber também que a iluminação havia baixado e a tela a frente abria-se lentamente.
– Pensei que toda a cidade já soubesse disso. — sorriu aos outros desfarçando as farpas que estava trocando com a mãe. — Se isso a incomoda tanto, o que faz aqui? Não me lembro de ter a convidado.
Logo Mary, David, Ruby, Killian, Ariel, Henry Mills, August, Zelena, Belle e outros conhecidos reuniram-se no mesmo espaço para assistirem o que quer que iria passar na tela principal.
– Vim parabenizá-la, porque afinal de contas, você ainda continua sendo... minha filha. — disse engolindo a seco.
Regina a olhou inquieta, iria dizer algo, mas foi impedida quando Emma aproximou-se metendo-se entre as duas e segurou as duas mãos de Regina puxando-a para mais o centro do salão.
Todos os presentes as observavam com curiosidade, e Regina parecia confusa.
– ATENÇÃO. — Emma pediu elevando a voz.
– Emma, o que raios você está fazendo? — sussurrou a pergunta.
A loira beijou-lhe na bochecha.
– Atenção à todos, quero que por breves minutos prestem atenção no video que irá passar na tela e saibam o porquê adoramos e amamos verdadeiramente essa mulher maravilhosa, talentosa, guerreira e incrivelmente especial que atende por Regina Mills. Uma deliciosa homenagem que dedicamos especialmente à você, Gina, e eu espero sinceramente que goste. — revelou sentindo-se contente por ver um maravilhoso sorriso formar-se nos lábios da mulher amada.
Alguns aplaudiram com euforía e só calaram-se quando o video finalmente pareceu começar a reproduzir.
Uma calma música ainda em tela negra começou a tocar, apenas contando com o arranjo.
Todos mantinham seus olhos curiosos atentos na grande tela.
Emma começou a estranhar, pois não lembrava de ter editado aquela música no video que fizera.
O que veio a seguir, fez o ar de Emma e Regina prenderem no pulmão e os olhos de alguns arregalarem-se.
Em modo de slide, algumas fotos de Emma e Regina aos beijos apareciam e desapareciam no visor.
– Emma...? — Regina sussurrou sentindo o coração acelerado, não era bem assim que planejava que todos soubessem do seu romance com a loira.
– Regina... eu não... não...
– O que significa isso Regina? — perguntou Cora extremamente tensa.
– Eu... bem...
Logo o video fez um grande barulho quebrando a imagem de Emma e Regina beijando-se como em um espelho partindo-se em mil pedaços dando agora espaço para uma cena em que duas pessoas se enroscavam debaixo de cobertas, rolando de um lado para o outro na cama. O que se vía nitidamente eram apenas fíos loiros se mescalando, uns mais dourados e outros mais claros. Era puramente uma reprodução de duas pessoas tendo relações sexuais. Duas mulheres. Duas loiras. Ao final, a loira que se pôs em cima da outra ergueu o rosto tomando os lábios da outra com bastante avidez e impaciente com aquele cobertor, a loira que estava embaixo o retira de uma só vez revelando assim a todos que assistiam espantados aquela cena pornográfica a identidade das belas protagonistas.
Elsa e Emma.
E assim o video se encerrou.
Regina respirava rapidamente com o coração super acelerado, a boca aberta e os olhos cheios de água.
Já Emma tremía tanto que estava sendo quase impossível manter-se sobre seus joelhos.
O silêncio tomou completamente conta do espaço quando as luzes voltam ao normal.
– Emma, por Deus, o que significa aquilo? Céus, minha filha com uma mulher... Isso é asqueroso! — exclama Mary descontrolada, não podendo acreditar no que seus olhos acabaram de ver.
– Mary acalme-se. — David segurou Mary, também mal acreditando no que viu.
– Me acalmar? Eu exijo uma explicação Emma, responde! E o que foi aquelas fotos com Regina? Por Deus, isso é pecado... Ela é como se fosse sua irmã. SUA IRMÃ! — continuava a gritar frizando suas palavras.
Regina caiu sentada em uma cadeira mais próxima com a mão na testa chocada, envergonhada, triste e completamente decepcionada. Não aguentou o que estava sentindo e vomitou, vomitou tudo o que estava lhe embrulhando o estômago. Chorava em meio a tudo.
Isso pareceu acordar Emma, que de imediato foi ao socorro da namorada.
– Regina...
– NÃO ME TOQUE! — gritou zarfando-se das mãos de Emma.
– Deixe-me ajudar... eu posso explicar... eu...
– NÃO ME TOQUE, EMMA! — gritou soluçando entre as lágrimas. — Era essa a sua surpresa? Me humilhar diante de todos, estragar minha reputação e acabar com o meu sonho? — disse ao ver como todos os clientes iam embora pouco a pouco contrangidos pelas desagradáveis cenas visualizadas.
Emma também já chorava, tremendo, perdida e morrendo por dentro ao ver a expressão de dor e raiva nos olhos de Regina
– Não, não, não meu amor... Me escute, fizeram algo errado... Não era esse video.
Zelena apareceu trazendo um copo de água para Regina
– Por favor, Regina tome isso e tente se acalmar, pense no bebê.
Regina pegou o copo e o arremessou no chão em fúria levantando-se.
– Você está me destruindo, Emma... Logo você... Porque você fez isso comigo? Porquê? Por que você me traiu com ela? Eu não fui o suficiente?
Vendo que a conversa tinha que acontecer somente entre as duas, Killian foi arrastando todo mundo para mais longe. Mary estava desolada, sentada em uma cadeira mal conseguindo manter-se em pé. Cora já não estava mais por lá e nem o pequeno Henry.
August e Ruby olhava espantados as duas ainda absorvendo tudo aquilo.
Zelena, embora não soubesse de nada, parecia ser a única não tão surpresa.
– Eu não traí você, jamais faria isso com você... Eu te amo.
Um enorme estalo fez eco fazendo todos olharem mais assombrados ainda para as duas no centro constatando o tapa que Regina acabara de desferir em Emma.
– Não minta mais, Emma, pois eu já posso acreditar nessas falsas palavras... Falsas.
Com a mão no rosto, Emma se deixa cair aos pés de Regina abraçando suas pernas.
– Me bata, por favor me bata, mas não diga que meu amor por você é mentira... Eu te amo sim... Amo com toda a minha alma.
Regina tenta afastar com força a loira, não conseguindo muito resultado.
– É isso o que você diz também para ela quando estão transando? É isso? Responde Emma! — Exige colocando sua mão por dentro do cabelo da loira e puxando com força para cima, fazendo assim Emma levantar-se.
– Nãooo! — responde. — Eu só amo você.
– Ah sim, acredito... — sorriu irônica empurrando Emma.
Criando forças, Regina começa a caminhar esbarrando em alguns.
Emma levanta-se do chão indo atrás da morena.
– Regina, espera... não é assim como você está pensando... Me deixa explicar por favor, eu juro que posso explicar.
Regina vira-se para Emma e diz friamente:
– Nojo! Essa é a palavra que define perfeitamente o que estou sentindo nesse momento... Nojo de você... Nojo de você ter me tocado. Eu odeio você, Emma Swan... Te odeio com a mesma intensidade que te amei, acabou! Ouça bem o que eu estou dizendo... Acabou tudo o que existia entre a gente.
– Regina, não diga isso, por favor. Fica comigo, não me deixa. — implorou de maneira agoniada. As lágrimas já haviam desfeito totamente toda a maquiagem.
Quando ela tentou se aproximar, Regina ergueu a mão no ar.
– Para o seu próprio bem e o meu também, fique longe de mim ou eu sou capaz de matar você, não duvide disso.
Não podendo mais ver aquela cena e temendo realmente pelo bem estar da sobrinha, Zelena aproxima-se de Emma a pegando pela mão enquanto Belle fazia o mesmo com Regina a levando para fora do restaurante.
– Vem comigo Emma, não insista mais, não por agora... isso só vai piorar a situação. Deixe os ânimos se acalmarem.
Emma nega com a cabeça.
– Eu não posso deixá-la ir assim sem uma explicação... Ela vai me odiar.
– Olha, acredite em mim... Deixe que ela esfrie a cabeça primeiro, se você continuar tentando se explicar com ela nesse estado, tudo só vai piorar e isso não ser bom para o bebê. — puxou Swan para os seus abraços a apertando.
Com uma expressão fechada, Mary aparece a duros passos, puxando Emma com força e dizendo com a voz firme:
– Agora você vai me ouvir querendo ou não, Emma Swan.
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