Sweet Happiness

30 Capítulo 30 - Onde está Henry?


Notas iniciais
Hey, olá meninas... Como estão? *--* Nossa, chegamos ao cap. 30, foi rápido né? Muito obrigada pelo apoio que vocês me dão :3 DamnitGriffin, nossa... Eu nem sei como agradecer a sua linda recomendação porque dizer que gostei, adorei e amei é pouco para expressar tudo o q senti ao ler. Muito obrigada mesma, eu não esperava... Foi uma bela surpresa

– Eu procurei por todas as praças, parquinhos, lanchonetes, fui na casa de todos os amigos mais próximos dele e nada, ninguém viu ou falou com Henry nas últimas 24h. — diz August desilusionado entrando dentro da sala da mansão Mills.

– Eu acabei de falar com Regina e ele não está com ela e Emma. — diz o prefeito soltando o ar de dentro dos pulmões esfregando os olhos por debaixo dos óculos sentando-se deixando seu olhar vagar por um ponto qualquer. Não ter nenhuma notícia alguma do filho estava deixando-o cada vez mais inquieto e preocupado. — Minha esperança era justamente ele estar com elas.

– Eu até fui no prédio onde elas moram, mas ele não está em nenhum canto...

– Isso não é possível. — exasperou-se Henry Mills levantando-se e se pondo a caminhar de um lado para o outro com o telefone celular na mão buscando qualquer contato que pudesse ajudá-lo com qualquer infomação posítiva sobre o garoto. — Henry nunca foi disso, ele nunca nem ousou sair por essa porta sem avisar alguém... Alguma pessoa deve saber do paradeiro do meu filho.

– Se ele tiver saído de casa mesmo ontem a noite, já tá mais do que na hora de comunicar a polícia, tio. E como se trata do filho do prefeito da cidade não tardariam com as buscas.

Henry jogou a mão no ar balançando-a insistentemente de forma negativa na direção de August.

– Vamos esperar Regina chegar e juntos resolvemos isso, com certeza ela deve saber de algum lugar em que o menino possa estar.

August assente.

– E tia Cora, onde ela está?

– Não sei, ela estava agora pouco comigo ouvindo a conversa que eu estava tendo com Regina, deve ter subido para o quarto.

O celular do prefeito toca e ao ver que se tratava-se de Regina, ele logo atende.

Cora aparece descendo as escadas com os cabelos soltos e usando roupas mais leves e mais claras que o habitual, com pouca maquiagem, apenas as mais básicas para o tom de pele dela e o que mais surpreendeu Ausgut ao vê-la foi que aquela tão conhecida máscara de mulher inatingível parecía ter se rompido, pois o olhar vazío e arrogante perdera espaço para uma perceptível linha grossa de aflição refletida nos olhos castanho escuro da primeira dama.

– E então? — perguntou diretamente ao rapaz, sua voz em um tom totalmente novo aos ouvidos do jovem.

– Nenhum sinal dele. — respondeu. — Olha tia, eu não sei se a senhora vai me achar um abusado ou algo do tipo, mas aparentemente Regina está vindo com Emma para cá, então, mesmo com a situação tensa que se estabeleceu entre vocês duas, eu queria pedí-la que não tente trazer mais desconfortos para ela porque considerando que ela já deva estar nervosa por causa do Henry, ela está grávida e como todo mundo bem sabe um estresse em alto grau para ela pode ser prejudicial à gravidez dela e também...

– Cale a boca, August... Não queira tentar ensinar um padre a rezar uma missa. Eu sei que minha filha está grávida e sei que qualquer tipo de emoção deve ser evitada nesse período, fui mãe duas vezes, meu querido. — disse de forma amarga dando lugar a tão conhecida pose altiva. — Se o que preocupa você são minhas palavras dirigidas à ela, tranquilize-se... Eu não falarei com ela se ela não desejar uma palavra de mim, o que importa nesse momento é apenas encontrar meu filho.

Se August tinha algo a mais para adicionar à seu discurso defensivo ao bem estar da prima, ele já as tinha perdido no exato momento em que ouviu por primeira vez desde que havía retornado para a mansão Cora se referir novamente à Regina como 'minha filha'. Surpreendeu-se de forma posítiva.

– Desculpe.

Naquele instante a porta de entrada é aberta ao mesmo tempo em que o Prefeito retornava para o meio da sala e indo de encontro as visitas recém chegadas que eram em todo caso Regina, Emma e Killian que vinha atrás segurando as bolsas das moças.

– Papai. — a voz de Regina saiu agoniada abraçando o homem.

– Oi meu amor. — ele correspondeu o abraço passando carinhosamente uma das mãos pela extensão das costas da primogênita. — Você está bem?

– Não até saber onde está Henry. — separou-se suavemente segurando as mãos do senhor Mills com as suas. — Como isso foi acontecer, papai?

Ele suspirou negando com a cabeça a levando para sentar ao seu lado na sala.

– Como eu disse à você, meu anjo... Pedi à August que fosse acordar Henry para darmos inicio ao café da manhã e quando ele foi ao quarto dele, tudo estava em perfeita ordem como se Henry não tivesse passado a noite em casa e então passamos a procurá-lo por toda a casa e nenhum sinal dele e foi aí que percebemos que ele não estava aqui e logo pensamos que ele poderia estar com você. — contou passando seus olhos por todos alí dentro da sala.

– Nós não temos notícia de Henry desde a alguns dias... A última vez que eu vi Henry, eu acho que foi naquele dia em que vocês todos estiveram no meu apartamento. — Emma diz estando ao lado de August e para seu desagrado, ao lado de Cora também, que por sua vez olhava com curiosidade para Regina e não fazia questão alguma de desfarçar isso.

– Inclusive eu fui no apartamento de vocês para ver se ele estava por lá... Bati e como ninguém respondia nem na casa e nem no celular, eu precisei ir até à Ruby ver se ela sabia de vocês e foi aí que eu consegui o número do amigo de vocês. — August explicou também.

– Era meu número. — Killian murmura ao colocar a bolsa de Regina e de Emma em uma cadeira próxima a todos. — Meninas, eu vou indo nessa... Eu espero que encontrem o garoto rápido e se precisarem de ajuda não hesitem em me chamar, certo?

– Tudo bem Killian. — Emma diz com um sorriso. — Obrigada por tudo.

– Disponha sempre loirinha. — ele diz verdadeiramente. — Agora vou indo mesmo... Até logo.

– Vocês já tentaram o celular dele? — perguntou Regina.

– Sim, meu amor... Foi a primeira coisa que fizemos, mas ele deixou o celular sobre a cama.

Regina inquietou-se levantando e pondo automaticamente a mão sobre sua barriga, gesto que não passou dispercebido por Cora.

O estranho era que se outras pessoas observassem as duas sem conhecê-las e nem tendo a noção do grau de parentesco existente entre as duas poderiam acreditar que ambas eram completamente estranhas uma para a outra, como se em suas vidas uma nunca tivesse feito parte da vida e desenvolvimento da outra e nem juntas construido uma história.

Para Emma, estar naquela casa e em um mesmo espaço com Cora após os últimos capítulos dessa história em que as envolve, era muito desconfortável e talvez para Regina aquilo também seria se não fosse a preocupação por Henry estar anestesiando qualquer sentimento negativo relacionamento à mulher que lhe trouxe ao mundo.

Com uma mão na testa e a outra agora posta no quadril, Regina diz:

– Não é possível que com tantas pessoas dentro dessa casa nem uma só tenha visto ou ouvido um menino pequeno sair... Vocês checaram em cada quarto?

– Regina, já reviramos a casa inteira... Henry não está aqui.

– E porque vocês estão aqui? Sabiam que ele pode ter pegado um ônibus e ter deixado a cidade e a cada minuto que ficamos aqui debatendo sobre onde ele está, ele agora pode estar cada vez mais longe? — começou a desesperar-se olhando para todos e foi em alguém em que seus olhos se fixaram estreitando-se. — Você! — apontou. — Aposto que você tem dedo nisso... Henry jamais faria isso sem uma razão lógica. O que você fez ou disse para meu irmão, Cora? O quê?

Cora arqueou a sobrancelha

– Escute aqui Regina, se não recorda você está dentro da minha casa e exijo respeito e sensatez nas suas palavras dirigidas à mim. — diz secamente travando uma luta de olhares contra a filha.

– Sensatez? — rir sem humor. — Por um acaso você conhece a definição de sensatez? Porque durante esses anos em que vivi desgraçadamente ao seu lado nunca vi você praticando-a.

Cora passa a língua entre os lábios respirando fundo, ponto força em seus punhos contra a superficie do sofá erguendo o corpo e ficando de pé frente á frente com Regina.

– Henry é a questão do momento, querida... Assuntos que envolvam seu nome e o meu na mesma frase ficarão para mais tarde e com certeza eles virão. — forçou um sorriso afastando-se de Regina e dirigindo-se para à porta da casa.

– Aonde vai, Cora? — perguntou Henry Mills estranhando os movimentos da esposa.

– Vou procurar meu filho do meu jeito.

E tendo respondido ao esposo, Cora abre a porta atrevessando-a e deixando a casa.

Regina inspirou profundamente tentando não prender-se à Cora. A questão realmente era Henry e apenas ele é que estava importando no momento.

Fechou os olhos brevemente e logo sentiu Emma ao seu lado a abraçando de uma forma desajeitada, porém protetora.

– Você está bem? Quer que eu traga um copo d'água?

Ela sorriu de lado olhando para Emma colocando sua mão sobre a de Swan que estava posta sobre seu antebraço.

– Eu estou bem meu amor... Não precisa, só necessito encontrar Henry e logo.

– Nós vamos encontrá-lo você vai ver. — sorriu docemente beijando a bochecha da namorada. — Henry é esperto, aposto que ele deve estar em alguma... — Emma pára de falar refletindo por alguns instantes. — É isso. — diz exaltada afastando-se.

Regina a olha estranhada.

– É isso o quê?

– Eu acho que sei onde Henry possa estar. — sorriu grandemente.

– Onde? — todos olharam para a Emma esperançosos.

Ela lançou um olhar misterioso para eles e disse:

– À um paraíso que nos transporta para diversos mundos sem mesmo sairmos do lugar e perfeito para se passar as horas quando se quer estar sozinho e que fica aberto por vinte e quatro horas aqui em Storybrooke.

[...]

– Eu não disse?! — Emma disse aliviada no exato momento em que seus olhos e os de Regina pousaram sobre uma cabecinha morena entretida em um grosso livro.

– Henry — sussurra Regina sorrindo ao notar que aquele menino sentado no chão cercado por pequenas montanhas de livros era mesmo o seu irmão. Foi até ele quase correndo.

– Henry! — disse mais alto ganhando a atenção do menino que ao ver que a pessoa que lhe chamava era sua irmã levantou-se com um grande sorriso colocando o livro que estava nas mãos juntos aos outros. Abraçaram-se.

– Gina, você veio... você veio mesmo. — dizia entusiasmado apertando fortemente a irmã.

Regina aganchou-se beijando todo o rosto do menino.

– Você está bem meu principe?

– Eu estou sim.

– Hey garoto... Que susto você nos deu hein. — É Emma quem diz ficando na mesma posição que Regina bagunçando os cabelos levemente arrumados do pequeno Mills.

Henry sorriu mais ainda ao ver Emma e também a abraçou.

– Eu sabia que vocês irião me encontrar. — sussurrou ele.

Regina pega o braço de Henry e o puxa para ficar de frente à ela e agora tomando uma expressão séria questiona:

– Porque você fez isso Henry? Desde que horas está aqui nessa biblioteca pública?

Colocando as mãos nos bolsos do casaco balançando o corpo e baixando o olhar ele responde.

– Eu estou aqui desde às 7h da manhã, eu acho... Hum... Eu queria ver vocês, mas quando eu fui no apartamento de vocês duas ninguém me atendeu e eu resolvi esperar vocês aqui. Estava com saudades. — confessa de forma manhosa.

– Henry você saiu sem avisar ninguém, você tem noção do quanto nós ficamos preocupados com você? Você tem noção das mil e umas coisas que passou por minha cabeça? Você não pode fazer essas coisas Henry Daniel Mills. — repreende Regina. — Nunca mais saia de casa sem avisar para onde vai e isso somente se conseguir a permissão de algum adulto responsável.

– Eu só queria ver vocês... — tenta justificar.

– Seja qual for o motivo Henry, não o faça mais. — disse séria.

– Me desculpe, não farei mais. Eu prometo. — disse sentindo-se envergonhado.

Emma sorriu toda boba vendo a pose materna que Regina desempenhava tão bem com o irmão.

– Tudo bem Regina, o importante é que ele está bem.... Devemos ligar para o seu pai avisando que Henry está com a gente.

Regina balançou a cabeça positivamente suspirando deixando um sorriso aliviado desenhar no rosto e tomando o irmão nos braços com carinho.

– Você quase me provocou um cabelo branco... Porque você não esperou na casa da tia Mary, hum?

– Porque eu não sei qual é o apartamento dela. — deu de ombros. — E eu gosto daqui, gosto dos livros que aqui tem... Não queria causar preocupações, Gina, só queria ver vocês, mas como a mamãe não me deixou vir...

– Eu sabia que tinha dedo da Cora no meio disso. — Regina rolou os olhos. — Olha Henry, quando você quiser me ver, peça ao papai, sim? Não incomode Cora com isso, está bem?

Ele assentiu.

– Você vai me levar para casa agora?

Regina trocou um olhar com Emma.

– A Emma vai avisar ao papai que você está conosco para tranquilizá-lo também e mais tarde pedimos para August vim te buscar. Agora nós iremos para o apartamento, o que me diz?

– Maneiro.

Uma hora depois, Emma e Regina já estavam de volta ao apartamento com Henry. Agora que estavam mais tranquilas conversavam com o garoto sobre tudo o que ele queria e perguntava e naquele momento o assunto favorito do menino era a chegada do sobrinho, que para ele, não sería sobrinho e sim irmão.

Ao anoitecer August fez sua aparição no apartamento ficando para o jantar e contando sobre suas últimas novidades e comentando também o quão ficou surpreso ao falar com Ruby e saber que esta, alguns meses mais a frente, iria fazer prova seletiva para o ensino superior.

Em nenhum momento foi-se perguntado onde estavam as duas na noite anterior e porque foi tão dificil falar com elas no inicio da manhã e também em nenhum momento a novidade do relacionamento de Emma e Regina foi mencionada, uma vez que ambas estavam atentas aos próprios movimentos e expressões da outra para esse passo.

Logo depois do jantar August levou Henry para casa mas não sem antes alertá-lo da bronca imensa que ele iria receber dos pais.

Finalmente sozinhas, Regina e Emma trocavam mimos na cama repassando o dia.

– Ela está estranha. — comentou Regina abraçada a Emma enquanto sua mão brincava por dentro da blusa do pijama da loira fazendo uma singela carícia na pele suave da barriga.

– Quem está estranha?

– Cora.

Emma soltou uma baixa risada.

– Ela é estranha por natureza, meu amor. — disse brincando com os fios negros de Regina.

– Mas é diferente, ela me pareceu mais passiva... E isso me incomoda.

Emma riu alto.

– Poxa Regina, você me fez imaginar sua mãe em outro tipo de passividade.

A morena beliscou a barriga de Emma, que logo resmungou.

– Au Regina, não faz isso.

– Pare de ser palhaça então, porque estou falando sério.

Emma trouxe a mão de Regina até a altura dos seus lábios e beijou delicadamente.

– Linda, esqueçamos o assunto Cora Mills e suas estranhas personalidades e vamos nos preocupar com nós duas apenas... Quero dizer, com nós três... Pequeno panda também está incluso nos nossos projetos.

Regina sorriu lindamente acomodando-se melhor em cima de Emma beijando os lábios da loira.

– Eu estava pensando que deveríamos anunciar nosso namoro aos outros, aos seus pais e à minha familia, boa parte da minha familia para ser mais precisa, somente depois da inauguração do French&Mills, o que acha disso?

– Eu não vejo problema algum, por mim fica assim. — passava as mãos pelas costas de Regina indo até a bunda e voltando lentamente.

– Então ficamos assim. — passou a língua contornando os lábios da loira para depois selar um gostoso beijo. — daqui a dois meses todos terão uma grandiosa surpresa.

E realmente a surpresa será grandiosa...

Notas finais
Eu irei postar o cap. 31 na quarta, e posso confessar a vocs q estou mt nervosa pq esse é o cap. que venho esperado a tempos para escrever... E bem... Preparem-se.