Sweet Happiness
19 Capítulo 19 Para este momento.
Notas iniciais
– Meu amor, eu acho que a Emma não toma mais isso, não nesses potinhos visívelmente infantís. — David diz, segurando-se para não rir dos muitos potinhos de iogurtes que Mary havia colocado dentro do carrinho de compras, pegou-os e devolveu ao frizzer do supermercado.
– Mas ela tomava quando era pequena. — Mary retrucou. — Não acho que os gostos dela tenham mudado tanto.
– Exatamente, quando era pequena, hoje o que temos é uma menina bem crescida. — com uma das mãos posicionadas nas costas da esposa, ele a incetivou a voltar a circular pelos corredores do supermercado, guiando com a outra mão o carrinho.
– Odeio admitir isso. — entraram em mais um corredor.
– O quê querida? — parou em frente à uma prateleira de produtos para limpeza doméstica, e colocou alguns na parte inferior do carrinho. — Desculpe. — pediu quando seu ombro bateu com o ombro de um rapaz que passava pelo espaço apertado do corredor.
– Tudo bem? — Mary perguntou, David assente e juntos voltam a caminhar. — Eu queria dizer que ainda me custa acreditar que Emma tenha crescido assim tão rápido e muito pouco do crescimento dela foi presenciado por nós dois.
– Foi o preço que tivemos que pagar, não é mesmo?! Um preço que eu não queria pagar naquela época em que você insistiu para aceitarmos a proposta de trabalho. — expôs quando entraram na parte mais a fundo do comércio, onde situava-se os frios.
– David, não vamos começar de novo com esse assunto. — murmurou sentindo-se incomodada, pois toda vez que tocavam nessa tecla da vida deles sempre acabavam em briga.
– Não estou querendo iniciar uma briga meu amor, se é isso o que está pensando, apenas estou relembrando à você o porquê de não termos acompanhado o crescimento de nossa única filha. Não lamente por uma escolha no qual poderíamos ter ido por outra. — apesar de sua voz sair mansa, por dentro era doloroso saber que infelizmente perdera quase todas as fases de crescimento de sua pequena. Sua única pequena. Percebendo a culpabilidade formar-se no rosto de sua mulher, David resolve colocar outro assunto entre os dois. — O que você acha de já levarmos massa pronta? Vai ser mais rápido.
Mary negou com a cabeça.
– Eu gosto do tempo que passo na cozinha preparando tudo, ainda mais para nossa filha. — suspirou enfiando suas duas mãos dentro dos bolsos do sobretudo. — Como você é melhor do que eu para escolher o que levar, eu vou esperar você no caixa, está bem?
– Tudo bem, eu não demorarei.
Deram um rápido selinho antes de Mary entrar por outro corredor.
Não conseguia deixar de dar razão á David. Se não fosse por sua insistência em dizer que a proposta seria o ponto alto de suas carreiras profissionais -e de fato foi- se aceitassem e se não fosse pela grande emoção em mostrar seu trabalho para outros países como tanto desejava desde o tempo de faculdade, não teriam perdido tantas coisas importantes da filha. Nem poderia defender a sí mesma, mas não se arrependia cem por cento, porque o que fez foi pensando no melhor de toda a familia, da independência completa de seu pai. Queria muito dar orgulho á ele, queria muito ver seu pai ver nela a herança de sua mãe, Eva.
Andava tão profunda dentro de seus pensamentos que acabou esbarrando em uma jovem apressada que vinha no sentido contrário falando ao celular; ou melhor, discutindo pelo celular.
– Me desculpe. — Mary disse quando olhou para a jovem, que com o esbarrão teve seu celular caindo sobre o chão. Mary agachou-se para pegar o aparelho e a entregou. — Espero que não tenha danificado com a queda.
– Não tem problemas. — A jovem disse sem olhá-la, pois naquela manhã havia acordado tarde e infelizmente tinha uma reunião com os sócios da imobiliária e estava levando cinco minutos de atraso. — Me desculpe também.
– Tudo bem. — Mary disse, sentindo uma leve impressão de que conhecia aquela jovem, que em sua concepção não deveria ter mais que três ou quatros anos a mais que sua filha.
A Jovem deu as costas indo até o caixa de número três passando por alguns que estavam na fila. Mary não deixava de mirá-la, tinha quase certeza que conhecía aquela loira. já a tinha visto, talvez só não a estava reconhecendo porque deveria ter a visto em sua fase de criança.
– Aaah claro! Como é que eu fui me esquecer desses olhinhos azuis?! É ela. — disse consigo mesmo quando algumas imagens brindaram em sua mente. Acelerou o passo ao ver a jovem praticamente correr para entrar de volta no carro, mas por sorte conseguiu alcansá-la no momento em que abria a porta do carro. — Hey, espere por favor.
– Desculpe, Há algum problema? — perguntou a loira sem paciência alguma. Olhou para o relógio de pulso mais impaciente ainda.
– Elsa, seu nome é Elsa não é? Você tem que ser a Elsinha. — A empolgação vísivel da mulher de cabelos curtos deixou a loira um tanto confusa. Estranhou porque não conhecia a mulher ou não era capaz de lembrar se a conhecia. A verdade é que não tinha tempo algum para perder com aquela senhora.
– Porque?
– Sim, você é a Elsa. — Mary respirou controlando-se, ver Elsa tão crescida e aparentemente tão bem depois de toda a tragédia que atingiu sua familia a deixava muito contente. — Deixe-me fazê-la recordar quem eu sou. Eu sou Mary Margareth, esposa de David Nolan e mãe de Emma Swan.
– Mãe da Emma? — perguntou agora focando-se bem na mulher.
A última vez que tinha visto a mãe de Emma foi no enterro de seus pais. Ela passara todo o tempo abraçada á ela amparando seus soluços e tentando confortar tanto à ela quanto a Anna. Talvez não a reconhecera porque a última imagem guardada na mente de Mary era uma mulher com longos cabelos negros e um pouco mais delgada do que agora.
– Sim, querida. Como você está? — queria abraçá-la, mas sentia receio pois agora que a tinha tão perto não conseguia ver a mesma meiguísse e timidez que aquela frágil menina trazia sempre em seus olhos.
– Eu estou bem. — ainda nem podia acreditar que aquela à sua frente era a mãe de sua adorada loira, estava bem surpresa, olhou para dentro do carro onde exatamente estava o envolope cheio de fotos de Emma. Olhou para Mary de volta. — A senhora está na casa da Emma?
– Não, não exatamente. Estamos no mesmo prédio, mas em pisos diferentes. — respondeu. — E Anna, como ela está? Deve está bem crescidinha, não é? Queria muito vê-la também.
– Acabei de deixá-la na escola. Agora ela é uma mocinha de dezessete anos muito bonita. — sorriu. — Mary, eu gostaria muito de conversar um pouco mais com você, mas eu estou atrasada para uma reunião importante e o dever me chama.
– Eu imagino. — Mary mais uma vez analisou Elsa. Talvez ela ainda conservava a menina meiga dentro de sí. — Você sabe onde fica o prédio em que Emma mora?
"Ah se sei." — pensou a loira.
– Eu sei sim, fica perto do meu trabalho.
– Venha jantar conosco esta noite,você e sua irmã são minhas convidadas e eu não aceito um não como resposta. — Mary disse quando Elsa entrou no carro, mas sem fechar a porta totalmente.
– No apartamento da Emma? — somente em pensar na possibilidade de ver Emma, Elsa sentiu seu coração pulsar fortemente, para logo sentir um frío correr pelo seu estômago.
– Sim, serei eu que cozinharei hoje. — mordeu o lábio orando mentalmente para que a loira aceitasse. Gostava muito de Elsa e queria muito saber com tranquilidade do que se deu sua vida e de Anna com o passar do tempo.
– Eu não sei, talvez Emma não goste de me ver chegar em seu apartamento. — suspirou frustrada sabendo bem o porquê e ao ver a cara de confusa da mulher, adicionou. — Nós duas não somos muito amigas.
– Ah! que bobagem. — Mary jogou a mão no ar. — Venha, Emma sempre falou muito bem de você quando eu perguntava à ela por telefone sobre você. Esperamos vocês duas às 20h, está bem?
– Sim, estaremos lá. — disse nem tão certa disso. Metade de sí gritava para ela ir, mas a outra metade dizia que iria acabar arrependendo-se se caso aparecesse, pois evidentemente sua presença para Emma seria contubadora, ainda era recente os acontecimentos entre as duas. — Até mais Mary.
– Até hoje à noite. — Mary afastou-se quando Elsa fechou a porta e com cuidado foi tirando o carro da vaga do estacionamento.
Quando retornou ao caixa, David já estava pagando as compras. Olhou-a preocupado.
– Onde estava? — perguntou agora aliviado. Quando não a viu em nenhuma fila dos caixas, não duvidou que ela tivesse ido embora.
– Você recorda-se de Elsa Frozen?
– Claro, porque?
– Eu estava com ela, conversando. Ah David, ela está tão diferente e tão mulher. — Mary dizia enquanto acompanhava o marido a guardar as compras dentro do automóvel do casal. — E ah, eu convidei-a para o nosso jantar.
– Nem quero ver a cara da Emma quando souber que você está planejando se infiltrar na cozinha dela e ainda mais que fez convites para o apartamento dela sem a própria saber. Aliás, apartamento este que agora é compartilhado com Regina.
– Saberei convencer minha filha. — disse convicta, para logo assumir uma expressão preocupada. — Temos que conversar com Regina... Não que eu duvide do que Cora nos disse por telefone, mas eu quero saber pela boca dela, aliás... das duas.
David coloca a mão no rosto da esposa, dedica-lhe um sorriso apaziguador e a beija no topo de sua cabeça dizendo:
– Eu prefiro confiar na palavra de Emma, e seguramente na de Regina também, não se preocupe com isso agora. — sua mão escorregou para o ombro dela e ali massageou suavemente. — Vamos?
– Vamos.
*SH*
Eram 8h15 da manhã quando Regina acordou. Assustou-se muito quando percebeu as horas. E para completar, assim que entrou no banheiro para tomar banho e fazer toda a sua hígiene matinal, os enjôos lhe atacaram e atacaram-na com tudo dessa fez a fazendo vomitar o que tinha e até o que não tinha dentro do estômago. Fez uma nota mental de perguntar a Zelena na próxima consulta se esses enjôos durariam por muito tempo, pois não saberia se iria aguentar tanto.
Pouco tempo depois de estar arrumada, resolveu que tomaria café na Granny's e logo depois passaria na prefeitura para ver seu pai, já que acordara tarde, não tinha mais como ir a faculdade naquela manhã. Últimamente sentía-se muito cansada e sonolenta e não culpava Emma por não ter a acordado, afinal sempre brigava com a própria loira quando ela fazia isso. Gostava de acordar por conta própria, mas aparentemente dessa vez teria que contar com a ajuda da amiga.
"Emma" — suspirou sorrindo.
Os acontecimentos do dia anterior lhe chegaram em cheio. Os beijos de Emma. Tinha provado os lábios de Emma de todas as maneiras possíveis e incontáveis vezes naquela tarde e naquela noite. Não recordava com exatidão a hora que caiu no sono, mas a última coisa que lembrava com perfeição era o seu corpo por cima de Emma a beijando com tanta sede que parecia que sua vida dependia daquilo.
Sentou na cama passando as mãos pela saia do vestido tentando agora controlar seu nervosismo, pois agora, sem a euforía do momento do dia anterior lhe preenchendo o coração, pôde deixar a ficha cair completamente. Ela beijou Emma. Ela beijou sua melhor amiga. Ela sentia algo forte pela loira e Emma disse que a amava. Amava como mulher. Emma gostava de mulheres e inclusive já esteve com outras. Mas e agora, o que fariam juntas? Porque era óbvio que a amizade não seria a mesma, soube disso no momento em que sentiu o sabor dos lábios da amiga por primeira vez, pois se negava a deixar de prová-los mais uma vez, ao contrário, queria mais e muito mais. O estranho para ela, era que ela estava vendo isso de uma maneira muito natural, estava levando isso tão fácil que a surpreendia, porque seria esperado de si mesma um ataque de dúvidas e incertezas pelos simples motivos de que nunca se imaginou com uma outra mulher e nunca havia ficado com uma outra mulher, já que seu histórico -não muito largo- só constavam relações heteressexuais.
Não queria levar o que tinham descoberto juntas de uma maneira ocasional. Precisava conversar com Emma e decidirem juntas como levariam agora a relação das duas.
Pegou uma de suas bolsas colocando o que tudo o que precisava. Deu uma última olhada no espelho checando o cabelo e a maquiagem para então sair do quarto. Sobre uma das mesinhas do corredor dos quartos, ela encontrou seu tablet, o que a fez lembrar de Belle e consequentemente na conversa que tiveram dois dias atrás. Lembrou-se de sua confisão sobre os jogo de batalha de polegares, talvez ela também só gostava desse jogo porque Emma gostava.
Colocou o tablet dentro da bolsa e quando passou pela porta do quarto de Emma, ouviu a voz da loira cantarolando uma música. Não esperava que Emma estivesse em casa, pois recordava-se muito bem da amiga comentar que tería seminário para este dia.
Abriu a porta tentando ser o mais silenciosa possível. Emma estava sentava sobre a cama de costas para a porta com os fones de ouvido conectados no celular lendo algo na tela do seu notebook.
Regina nunca tinha reparado muito bem nas roupas da amiga, mas ao ver o quão curto era o short que a loira estava usando sentiu um incômodo ao imaginá-la saindo na rua assim e outras pessoas fixando seus olhos nas longas pernas de Swan, e sentiu seus próprios olhos não querendo desgrudar delas. Emma sem dúvidas era uma mulher muito bonita e desejada por muitos. E se perguntou mais uma vez quem teria sido a segunda mulher que esteve com Emma, e se a tocou bem mais do que deveria. Não queria ter que pensar nisso, nem deveria pensar nisso, pois bem como disse Emma no dia anterior, isso já fazia parte do passado. Mas algo dentro de si tinha essa pequena curiosidade de saber a identidade dessa outra mulher.
Ficou atrás da amiga sem fazer com que sua presença fosse notada. E então começou a ouvir o que Emma cantarolava baixinho, mas não um baixinho que não pudesse ser ouvido.
– You're the reason I believe in love. And you're the answer to my prayers from up above. All we need is just the two of us. My dreams came true because of you.
Adorou ouvir aquela parte da música, e era tão sugestivo para aquele momento em que as duas estavam começando a viver. Seria esse o motivo de Emma estar ouvindo essa canção? Quando iria esboçar alguma reação para chamar a atenção da amiga, a loira continuou com seu cantarolar, e para Regina seria um pecado cortar isso, porque raramente ouvia Emma cantar, já que dizia que sua voz era horrível, o que se mostrava ser bem ao contrário.
– From this moment as long as I live, I will love you, I promise you this. There is nothing I wouldn't give. From this moment, I will love you as long as I live. From this moment on. — terminou de cantarolar e quando a tela do notebook desligou, Emma viu o reflexo de Regina através da tela atrás de sí, virou-se. — Regina, há quanto tempo está aí? — perguntou desconcertada.
Com um sorriso tímido, Regina aproxima-se da cama afastando o notebook para mais pra lá da cama e senta-se perto de Emma.
– Não o suficiente para ouvir você cantar a minha parte favorita dessa música. — disse suavemente, e sentindo derreter-se com aquele par de esmeraldas a fitando com tanto afeto, e claro, ela correspondeu o olhar da mesma forma. Era engraçado que agora tudo parecia mais intenso.
Ainda sentindo-se desconcertada por ter sido pega no flagra cantando uma das músicas em que muito a fez recordar sua amada, Emma perguntou:
– E qual é a parte?
– I do swear that I'll always be there. I'd give anything and everything and I will always care.Through weakness and strength,happiness and sorrow, for better, for worse, I will love you with every beat of my heart. — não cantou, apenas recitou sem abandonar em nenhum segundo os olhos de Emma. — A introdução.
Se pudesse descrever como era morrer e ainda estar respirando, Emma com certeza descreveria, porque sentiu que seu coração e seu cérebro haviam parado de funcionar com somente ao ouvir o tom usado por Regina ao recitar cada palavrinha daquela canção. Poderia significar tantas coisas. Existia sentimentos, existia de verdade sentimentos naquelas palavras.
– É linda. — conseguiu enfim dizer depois de um longo silêncio. Para ela ainda era inacreditável tudo o que estava acontecendo, os beijos do dia anterior, o carinho que sentiu em cada um deles e agora, ao contrário do que pensara, Regina parecia não querer fugir ou fingir que nada do que houve aconteceu.
– Linda é você, Emma.
Quando Regina deu-se por sí, já tinha seu rosto muito próximo de Emma. Desde que entrara naquele quarto, ansiava tocar aqueles lábios rosados de sua melhor amiga com os seus.
– Regina... — Emma virou o rosto quando a morena tentou unir seus lábios, mas o que aconteceu foi um beijo na bochecha.
– O que foi Emma? — perguntou sem se afastar, aproveitou que seus lábios pressionaram a bochecha de Emma e não a boca como tensionava, deu outros beijos naquela região desafiando a si própria a descer seus beijos por aquela suave pele. — Não quer mais me beijar? — passou levemente seu nariz pelo ombro nú da loira.
– Você... sabe o que está... fazendo? — perguntou levando suas duas mãos ao rosto de Regina a trazendo para o mesmo.nivel de seus olhos. — Você sabe a quem beijou ontem e a quem pretendia beijar agora pouco?
– Emma, eu não sou cega. Eu sei quem eu beijei ontem, e eu sei quem eu quero beijar agora. Eu quero beijar você, Emma.
Ouvir aquilo fez todo o corpo de Emma estremecer. Isso era tão bom para estar acontecendo de verdade.
– E você não acha isso... errado? — perguntou sentindo uma pontada no coração.
– Não. — respondeu segura. — Eu sei que estou surpreendendo, até mesmo estou surpresa comigo mesma, mas eu não acho isso errado Emma. Errado seria se eu não me deixasse sentir tudo o que sinto quando você me beija. Sou egoísta demais para não me permitir sentir esse prazer, essa explosão toda vez que meus lábios tocam você. — confessou pegando as mãos de Emma com as suas e as beijando. — Eu não sei como será daqui para frente, pois está bem claro que eu não consigo mais ficar sem tocar você, sem sentir você. Mas eu também não quero rotular nada ainda e nem ser preciptada, mas não quero deixar de viver essas sensações, essas emoções e esses sentimentos que estou sentindo.
Agora foi Emma quem aproximou seu rosto do rosto de Regina. Beijou a ponta de seu nariz e deslizou seus lábios para o lado esquerdo beijando também a bochecha.
– E se somente deixarmos levar, sem nos privar do que sentimos? Sem rótulos ou etiquetas para esse nosso novo momento, para essa nova descoberta, bom, descoberta para você, porque eu sempre soube que te queria bem mais que uma amiga.
Regina mantinha os olhos fechados apreciando os lábios de Emma tocando cada parte de seu rosto, ansiando e desejando ser beijada onde mais queria. Suspirou.
– Nos deixar levar? E para onde isso vai nos levar?
– Eu não sei, geralmente é o tempo que dá uma resposta para essa pergunta. Deixe que ele nos diga onde ele nos levará, mas no devido tempo. — beijou a ponta dos lábios e mais suspiros escaparam. — Vamos seguir o rítmo das batidas dos nossos corações, eles também sabem dar ótimas respostas.
– Nos deixar levar. — Repetiu a morena, saboreando a frase.
– Uhum. — sussurrou quando seus lábios roçaram nos lábios carnudos da morena. — Você pode fazer isso?
– Eu já estou fazendo isso. — entrelaçou seus dedos entre os cachos loiros de Emma e a puxou para seu encontro. Mordeu com certa força o lábio inferior da loira dando-lhe a entender que já não suportava esperar. Emma soltou um grunhido manhoso. — Me beija. — pediu.
– Com todo o prazer.
E sem mais nenhuma espera, Emma beijou Regina como tanto queria naquele momento. Para esse momento e para muitos outros, o delicioso sabor das duas bocas se misturando era a melhor resposta para o que o coração já sabia.
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