Sweet Happiness

17 Capítulo 17 Chuva parte 01


Notas iniciais
Queria dizer que os comentários que eu não respondi, irei responder ainda hoje, certo? É que eu estava muito ocupada escrecevendo esse enorme capitulo que inclusive foi divido em dois pq caso contrário iria ficar grande demais. Bjos e espero vcs nos comentários.

– Qual é o problema, Swan? — perguntou Killian ao perceber a amiga com o semblante tenso aparentemente tendo uma pequena discussão com o próprio celular.

– Regina não me atende ou melhor dizendo não liga o celular, porque parece está desligado e nem me mandou uma mensagem avisando se tinha mudado de planos. — disse, mais uma vez tentando falar com a melhor amiga, mas sempre resultando no mesmo.

– Estranho, vocês sempre estão grudadas.

– Isso está me preocupando. — desistiu jogando o celular sobre a mesa. — Eu nem ao menos vi ela quando saímos da faculdade, acabei esquecendo de mandar uma mensagem para ela avisando que já estávamos chegando ao Granny's.

– Eu sei bem como você esqueceu. — maliciou Killian levando o garfo á sua boca dando um meio sorriso. — Para quem via Neal como um problema, você estava bem receptiva à esse problema quando te encontramos no corredor.

– Ai Jones nem comece, nem comece viu. — falou revirando os olhos enquanto voltava a pegar o celular. — Vou ligar para o Henry, talvez eles estejam juntos.

– Não se preocupe. — Ariel disse mostrando uma mensagem no seu celular. — Ás 12h30, eu recebi uma mensagem de Belle dizendo que almoçaria com Regina para conversarem sobre o restaurante, provavelmente estejam juntas porque até agora eu não recibi nenhuma outra mensagem dela.

– Hum... Ela nem me avisou. — Emma soltou um muxoxo. — Ela sempre me avisa.

– O celular dela deve ter descarregado. — Ariel tentou acalmar a amiga. — O que vocês vão fazer depois daqui?

– Bom, eu vou praticar meu hobby no parque central da cidade. — respondeu Killian.

– Eu devo fazer as compras de casa, mas estou com tanta preguiça de ir no mercado e enfrentar fila. — resmungou soltando um suspiro fadigado. — Porque?

– Iria convidá-los para irmos no cinema, estreou um filme que eu quero muito assistir, iria chamar Belle, mas ela anda muito ocupada com esses assuntos da Regina e o restaurante.

– Que filme é?

– Simplesmente acontece. — disse super animada. — Por favor, vamos?

– Pode ser. — piscou para Ariel. — Killian, que horas você vai chegar do parque? Porque quando sairmos do cinema quero ir direto para sua casa para mim não ter que chegar muito tarde no meu apartamento.

– Estarei em casa antes do anoitecer, por volta das 17h.

Depois do almoço, após despedirem-se de Killian, Ariel e Emma foram ao cinema mais próximo. Pegaram a sessão das 14h30, e como chegaram antes de liberarem a sala, Ariel aproveitou para comprar pipoca, chocolates, jujubas e refrigerantes, pois para ela todos essas goloseimas eram indispensáveis na hora de ver um filme.

– Céus Ariel, você vai ter um ataque diabético com tantas doces, você comprou todo o estoque de jujubas, foi? — falou a loira rindo assim que sentaram-se lado a lado nas poltronas da sala de cinema.

– É que eu gosto de misturar tudo isso com pipoca, você já provou jujuba com pipoca e chocolate? — ofereceu o balde de pipoca totalmente colorido por doces agora.

– Não, obrigada! Me mantenho satisfeita somente com a pipoca e o refrigerante. — falou quando o filme já estava começando.

– Não sabe o que está perdendo. — deu de ombros arrumando-se confortavelmente na poltrona quando todas as luzes se apagaram.

– Ah eu sei, estou perdendo um bom ataque diabético querida.

Ariel apenas sorriu, não disse nada. Queria muito que mais uma pessoa estivesse alí do seu lado para poder segurar-lhe a mão durante aquele escurinho onde tudo parecia ser imensamente gostoso quando se estar com quem se ama.

O filme teve duração de quase duas horas. Ambas pareciam exaustas quando entraram no carro de Emma, mas não pararavam de sorrir e comentar sobre o filme.

*SH*

Quando Emma estacionou em frente à casa de Killian, já se passavam poucos minutos depois das 17h. Tocou a campaínha e esperou.

– Swan! — Killian abriu a porta dando espaço para a amiga. — Entre!

– Obrigada.

– Como foi no cinema?

– Legal, e no parque?

– Fascinante! — respondeu cordialmente á amiga.

– Você está estranha, aconteceu algo?

– Não, nada aconteceu. — respondeu sentando em um dos sofás da casa. — Apenas quero logo resolver esse assunto com você.

– Eu não entendo porque de tanta urgência em saber sobre os pulinhos de Graham, não seria o mais conveniente deixar isso por debaixo do tapete, já que ele e Regina não estão mais juntos?

– Killian, você sabe o quanto eu gosto da Regina, e no quanto eu não gostaria de vê-la sofrer, mas se tem algo que ela deva saber, eu não exitarei em contá-la.

– Mas para quê? O que você ganha com isso? Isso é coisa que envolva eles dois, então acho que nem você e nem eu devemos nos meter.

– Quero que ela enxergue o idiota que o Humbert foi, que aparentemente ele nunca a amou como deveria, nunca a respeitou como ela o respeitava.

– Mas se eles terminaram deve ser porque ela já percebeu o quanto ele não servia para ela, certo? Caso contrário eles estariam juntos até agora. — fez uma pausa. — O que há por trás disso, Emma?

Respirando fundo, Emma inclina seu corpo para frente encarando bem Killian.

– Só me conte o que você sabe. — pediu. — É só isso o que eu quero saber à momento.

Ele analisou Emma, sabia que tinha mais coisas por trás daquele interesse. Sua amiga tinha um instinto protetor muito intenso quando qualquer assunto que envolvesse Regina vinha á tona, mas dessa vez com mais claridade pôde ver algo diferente, uma ansiedade diferente que das outras vezes.

– Você sabe que toda manhã eu corro para exercitar este meu corpinho, certo?

Emma assentiu atenta ás palavras de Killian.

– Pois bem, eu não me recordo bem se foi há um mês atrás ou se foi antes, mas o que me lembro com clareza foi que durante uma dessas minhas corridas matinais, eu me surpreendi vendo Graham saindo de dentro da casa de Ashley e quando ele subiu na moto, eles trocaram um longo beijo e ela estava enrolada em uma toalha.

– E o quê mais?

– Como assim o quê mais? Eu continuei minha corrida e voltei para casa.

– Só isso?

– E o que você queria que eu tivesse feito? Entrado na casa da garota e gravasse ela dizendo que estava pegando o namorado da filha do prefeito da cidade? Não era problema meu, então o assunto também não era meu.

– Mas você deveria ter contado para Regina. — Emma disse quando levantou-se ficando em frente á Killian. — Poderia ter evitado muita coisa.

Ele a olhou sem entender.

– Emma, eu não sou tão amigo assim da Regina se você não recorda, como eu iria dizer isso á ela? E quem me garante que ela acreditaria? Você só está sabendo disso agora porque eu deixei isso escapar na semana passada quando você me disse que eles terminaram e imeditamente a cena que eu vi de Graham e Ashley me veio à mente.

– Killian, para que você entenda de uma vez por todas, eu vou te dizer algo, presta atenção, mas bem atenção mesmo: Regina está grávida e ela brigou com a familia por causa disso! Você tem idéia de quanta dor poderia ter sido evitada se você tivesse dito dessa canalísse dele assim que viu?

Killian abriu a boca em surpresa com aquela novidade.

– Grávida? Oh meu Deus. — olhou para a loira bem surpreso e bem perdido agora, mas logo tomou uma feição séria. — Mas espera, você está querendo me culpabilizar por isso, por eu não ter contado?

– Não, claro que não. Eu só estou dizendo que poderiamos ter evitado toda essa confusão que se tornou a vida dela.

– Talvez não, talvez ela já estivesse grávida quando isso aconteceu, talvez ela nem acreditasse e ele poderia sair como vítima nessa história, uma vez que provavelmente ele negaria até a morte.

Suspirando frustrada, Emma se joga no sofá afundando-se completamente nele. Talvez Killian estívesse com a razão. Talvez certas coisas não poderiam ser evitadas.

– Mas e se fosse eu quem tívesse contado á ela, ela acreditaria, certo?

– Eu não sei minha amiga, talvez sim ou talvez não. — sentou do lado de Emma a puxando para seus braços. — Ela era muito apaixonada por ele, talvez ela se faria de cega e acreditasse nele. Não é assim quando gostamos de alguém, sempre procuramos ver somente o melhor e não acreditar nos erros?! Então...

– Mas ela é diferente. — murmurou deitando sua cabeça sobre as pernas do rapaz.

– Não se engane baby, mas agora me conte sobre tudo o que você disse.. Sobre ela estar grávida, briga com a familia e a estadia dela na sua casa.

Emma ajeitou-se no sofá dobrando as pernas e então começou a relatar todo o que aconteceu até aquele presente momento.

*SH*

Eram quase 23 horas quando Emma entrou no apartamento. Esperava encontrar em sua frente assim que entrasse uma Regina totalmente enfurecida por tê-la deixado boa parte do dia sozinha,mas ao contrário disso; o apartamento estava em um completo silêncio.

– Regina? — chamou olhando por toda a sala.

Deixou seus pertences sobre a mesinha de centro, para em seguida procurá-la nos quartos. A buscou em seu quarto, pois das últimas vezes, Regina sempre a esperava alí, mas também tal como a sala, estava vazio.

Uns passos mais a frente, a loira entrou no quarto de Regina. Sorriu alíviada ao encontrá-la alí deitada sobre a cama. Duvidou se devia entrar para tentar uma conversa com a amiga, talvez ela realmente estívesse dormindo, mas quando estava a ponto de fechar de volta a porta, recordou que nem com um forte sonífero faría Regina dormir antes da meia noite.

Entrou por completo, fechando devagarinho a porta para não fazer tanto barulho, era incrível como durante o dia as portas não façam tanto barulho quanto fazem a noite e principalmente quando não se quer nem um ranger.

Regina estava deitada de lado com o cobertor cobrindo-lhe somente a parte de seus quadris e nada mais. Suas pernas bem torneadas estavam completamente expostas. Usava uma camisola de ceda branca curta demais para os olhos de Emma, que sentia sua respiração engatar quando se fixava demasiado nessas pernas morenas.

Sacudiu a cabeça tentando afastar pensamentos nada católicos que estava tendo com o corpo de sua amiga, amiga que amava profundamente.

– Regina, eu sei que você não está dormindo, você nunca dorme antes da meia noite. — disse enquanto sentava na ponta da cama onde começou a brincar com seus dedos sobre as pernas desnudas de Regina, sem até se dar conta. — Vamos, diga alguma coisa. Eu sei que você deva estar chateada comigo por eu ter estado fora todo esse tempo, mas eu acabei nem vendo o tempo passar, me desculpa.

Em resposta, Regina virou-se para o outro lado da cama tendo agora o cuidado de cobrir todo o seu corpo com o cobertor.

– Eu estou com sono Emma, vá para seu quarto.

Emma sorriu concluindo o que já imaginava.

– Ah não, eu sei que você não está com sono. — engatiou sobre a cama até ficar sentada em frente á Regina com as pernas cruzadas tirando sutilmente o cobertor do rosto da morena. — Não faz assim, não foi porque eu quis.

– Emma, me deixe em paz eu estou cansada, será que você não ver? — reclamou pegando de volta o cobertor e voltando-se para o outro lado da cama.

– Não vejo isso, está com forças suficientes para me expulsar do quarto, então não está cansada. — zombou enquanto engatiava ficando novamente de frente a Regina. — Me conte como foi o seu dia.

– Excelente, um dos melhores de toda a minha vida. — ironizou, desistindo enfim de lutar contra aquela loira abusada.

– Ah foi? — deitou-se roubando também o cobertor para sí. — Soube que esteve com Belle organizando os últimos detalhes do seu empreendimento, me conte sobre isso... Você nunca me deixa de fora.

– Você também não costuma passar o dia longe de mim, e veja só... Ás vezes acontece não é mesmo?!

– Eu precisei repor um assunto com Killian.

– Haha! O dia todo? Ah, não minta, querida. Onde realmente você esteve todo esse tempo, Emma?

Por debaixo do cobertor, Emma procurou a mão de Regina com a sua e quando a encontra a puxa entrelaçando seus dedos com os delas, a principio queria Regina não ceder, mas era inevitável quando sentia aquela delicadeza que Emma dedicava á ela em cada toque que trocavam uma com a outra.

– Ariel me convidou esta tarde para irmos ao cinema. Ela estava tão animada que eu não vi problema em não acompanhá-la, e quando saímos de lá, eu a deixei na casa dela e logo depois eu fui para a casa do Killian repor o assunto que eu perdi na semana passada por ter faltado algumas aulas, e demoramos porque como você bem me conhece, eu sou uma pedra tentando entender matemática. — disse com os olhos centrados em suas mãos entrelaçadas, porque sabía que se encarasse os olhos de Regina naquele momento poderia acabar denunciando suas próprias mentiras ou boa parte delas, no caso.

– E porque vocês não vieram para cá? Eu poderia ter te ajudado também. — sua voz agora era mais suave, todo aquele incômodo por imaginar que Emma pudesse estar com algum desconhecido foi-se desaparecendo aos poucos.

– Eu não pensei nisso. — sorriu quando notou agora que a amiga estava mais receptiva.

– Você nunca pensa, Emma. Não me admira que seja loira. — brincou também sorrindo.

– Hey, você para com isso hein?! — empurrou o ombro da morena mostrando sua língua.

– Muito maduro da sua parte, Emma Swan. — suspirou abandonando de vez todos os sentimentos ruins que estava sentindo. Ergueu seu tronco ficando agora sentada. — Você está atrasada para o Jantar.

– Eu sei, estou terrivelmente atrasada. Posso recompensar isso amanhã, que tal? Seu café da manhã será a primeira coisa que verá quando acordar amanhã. — sugeriu animada.

– Ah mas você vai me recompensar com certeza, amanhã quando sairmos da faculdade a senhorita aqui vai me acompanhar até o consultório da doutora Müller.

– Porque? Já estão prontos os exames?

– Sim, hoje eu recebi uma notificação da parte dela avisando que já podemos pegar. — respondeu sorridente enquanto voltava a deitar-se. — Agora, vá para a sua cama.

– Ué, porque eu não poso ficar? Eu sei que você adora dormir comigo.

– Acontece que minha cama só cabe uma pessoa e esta sou eu.

– Não é o que estou vendo, porque eu estou aqui deitada e até agora eu não caí.

Quando Emma terminou de fechar a boca sentiu o impacto de seu corpo contra o piso do quarto, ouvindo sua amiga gargalhar com o 'acidente'.

– REGINA! — reclamou ainda jogada no chão, porém contagiando-se com os risos da amiga.

– Desculpe querida, mas sério... hoje não dormiremos juntas, quero ficar sozinha esta noite, pode ser?

– Meu bem, depois dessa vou temer dormir com você mais uma vez. — ergueu-se do chão, aproximou seus lábios em Regina e deu-lhe um rápido beijo na testa. — Boa noite tampinha.

– Boa noite loira abusada.

*SH*

– Anna, pelo amor de Deus, assim você chegará atrasada e eu também.

Elsa estava em frente á porta do quarto de Anna a cerca de dez minutos batendo e chamando a irmã que sempre tinha o mal costume de deixá-la trancada. A paciência da loira estava pouquíssima para já cedo começar uma discussão com adolescente. Estava tentando a todo custo não explodir diante daquela porta.

– Anna...

– Calma, eu já estou pronta. — saiu do quarto colocando a mochila sobre suas costas. — Eu estava arrumando meus livros na mochila, não precisa se estressar assim.

– Eu ainda não estou estressada, mas não procure por isso. — passou pela sala pegando a bolsa e as chaves do carro. — Está com tudo o que precisa?

– Acho que sim. — respondeu incerta passando em sua mente tudo o que precisaria para aquele dia na escola e para a excursão até o museu arquiológico em que toda a sua turma participaria no fim da manhã.

– Ótimo.

Elsa trancou o apartamento quando as duas já estavam no corredor do prédio. A loira naquela manhã estava uma pilha de ansiedade, havia falado com Robin na noite anterior combinando de se encontrarem nesta manhã, ele informou ter algo que poderia ser do interesse da loira sobre Emma, o que a deixou bem apreensíva imaginando muitas possíveis respostas para essa informação que Robin guardava á ela. Temia ouvir a confirmação de que Emma já estava com outro ou outra e que suas chances de retorno com ela eram quase nulas. Coração apertado era a frase perfeita para defini-la naquele momento.

– Tenha um bom dia meu amor. — Elsa beijou a bochecha da irmã em clara demonstração de afeto público quando as duas desceram do carro. — Quer que eu te acompanhe até a sua sala?

– Obvio que não. — respondeu olhando a irmã como se ela estivesse perguntando-lhe o maior absurdo de todos os tempos.

– Porque? Eu sempre fazia isso com você.

– Primeiro, você disse certo, "fazia", já não faz mais, Segundo, eu não sou mais uma criança e terceiro, odeio como os idiotas desses garotos ficam olhando para você, me dá nojo imaginar que eles ficam fantaseando com você, então esse aqui é o limite para você nessa escola. — apontou para entre o portão de entrada da escola e a calçada.

Elsa sorriu com os ciúmes evidentes de sua pequena.

– Querida, são somente adolescentes.

– Por isso mesmo, são adolescentes e eu sei o que se passa na cabeça deles quando veêm uma mulher assim como você. — respondeu empurrando a irmã de volta para o carro. — Nos vemos à noite, tchau. — beijou a loira como despedida e logo atravessou os portões da escola.

"Uma mulher assim como eu." — ficou alí encostada no carro pensando no que poderia ser uma mulher como ela. O que definiria uma pessoa como ela.

– E eu me pergunto cada dia mais como a Swan pôde ter sido capaz de deixar uma mulher assim como você escapar.

Elsa assustou-se quando ouviu a voz de Robin muito próxima a seu ouvido.

– Ai que susto! — exclamou com a mão posta sobre o peito. — Não poderia chegar com mais sutileza?

– Você estava aí toda linda concentrada não sei bem em quê que foi impossível não me aproximar mais. — a sua voz deixava claro suas intensões, segurou firme a cintura de Elsa encostando seu corpo no dela a pressionando contra a porta dianteira do automóvel da empresária, que por sua vez deixou escapar um curto gemido por ter sido pega de surpresa. — Sabe, eu posso ser mil vezes melhor que a sua loirinha capa de revista, eu não sou ciúmento, podemos nos divertir de um jeito todo gostoso. — roçou seus lábios contra a orelha da loira.

– Eu fico lisonjeada por sua 'amável' proposta, mas eu terei que recusar porque meu corpo pertence somente à minha loirinha capa de revista, como você bem definiu. Agora faça o favor de me soltar e irmos ao que interessa.

– Um dia eu ainda a terei em minha cama. — afastou-se lançando um olhar malicioso.

Ela no entanto revirou os olhos, nunca iria deixar-se ser tocada intimamente por ele. Só de imaginar tamanho absurdo, seu corpo erijeceu completamente enojado.

Entram no carro e Elsa conduziu o veículo para um ponto mais isolado da cidade.

– E então? — perguntou quando deslisgou o carro e retirou o cinto.

Robin retirou um envolope amarelo do bolso de sua calça e entregou á Elsa.

– Não consegui muitas coisas, mas aí tem muitas fotos de tudo o que a sua garota tem feito até agora.

Elsa abriu o envelope retirando as fotos passando uma á uma. Haviam fotos de toda a familia Mills entrando e saindo de dentro do apartamento de Emma, fotos de Ruby, fotos do que parecia ser Emma e Regina caminhando juntas, sentadas em uma cafeteria que por sinal Elsa conhecia bem, fotos das duas saindo da garagem do prédio no carro da Swan, fotos de Emma com Killian e Ariel almoçando no Granny's, fotos novamente de Emma e Ariel no cinema e logo depois mais fotos de Emma entrando na casa de Jones e por último fotos de Emma saindo da casa do rapaz já bem tarde da noite e para fechar a coleção de fotos, viu fotos de Emma e Regina dentro do mercedez da filha do prefeito.

– Nossa, quantas fotos em apenas poucos dias. — disse enquanto olhava bem as fotos, se fixando no rosto de Emma, só tinha quatro dias que não a via, mas já sentia uma enorme saudades dela. Queria tanto vê-la, ouvi-la, sentir a pele macía de sua amada. — Ela é tão linda.

– E muito fotogênica, não tem uma foto que ela não tenha se saído mal, parece que nasceu para ser fotografada de todos os ângulos.

– É porque ela é perfeita. — sorriu quando encontrou uma foto da loira sozinha caminhando pela rua com as mãos enfiadas nos bolsos traseiros da calça aparentemente perdida na música que estava ouvindo através dos fones de ouvido. — Mas porque tem tantas fotos da Regina? Eu sei que elas são bem amigas, mas isso não implica elas estarem vinte quatro horas juntas.

– Eu também estranhei, mas aparentemente ela está passando alguns dias com a sua loira. — disse Robin sem dar muita atenção.

– Eu detesto essa mulher. — rasgou uma foto em que via Regina sorrindo. — Ela sempre atrapalhou minha aproximação com Emma, mas de uma coisa é certa, eu não exitarei em passar por cima de qualquer um que se coloque em meu caminho para obter minha princesa de volta.

– Wow. — Robin sorriu. — Cuidado querida, o amor pode ser como uma arma engatilhada nas mãos de quem não sabe manejá-lo.

Elsa sorriu desdenhosa.

– Que poético! me surpreenderia muito essa frase se eu não estivesse ouvindo isso de você, logo de você... — ficou séria quando viu uma foto de alguém desconhecido muito próximo de sua loira amada. — Quem é esse aqui?

Robin olhou para foto quando praticamente a jovem empresária jogou a foto na sua cara.

– Hum... Era sobre isso que eu queria conversar com você.

A loira sentiu seu coração ficar apreensivo agora.

– Quem é esse rapaz, Robin?

Ele resolveu brincar um pouco com o desespero de sua 'chefe'.

– Esse... Esse rapaz é nada mais e nada menos que o primeiro amor de sua preciosa loirinha capa de revista. — respondeu divertindo-se com as expressões da loira ao seu lado. — Dizem que o primeiro amor é o que fica gravado para sempre no coração, adormecido esperando somente o momento de despertar para haver aquela enorme explosão colorida no céu. Vai ver... sua loirinha está querendo reviver o passado.

– Diga o nome. — exigiu sentindo uma enorme vontade de estapear Robin por estar debochando de sua cara assim tão descaradamente.

– Neal Cassidy, filho do diretor da faculdade em que a maioria dos nossos conhecidos estudam.

– Como conseguiu essa foto?

– Meu bem, onde há uma porta aberta, há um homem meu deslizando por ela. — disse orgulhoso de si. — A questão é, o que deseja que eu faça com essa nova informação?

Olhou para a foto fixando-se em Neal. Nos olhos do rapaz podia ver que havia desejo, tesão e outros sentimentos. O sorriso de ambos notava-se algo nostálgico, poderiam facilmente ser confundidos como um casal.

– Eles... se beijaram? — perguntou sentindo o coração acelerar temendo uma resposta que não tinha certeza se queria ouvir.

– Não. Se isso tivesse acontecido, com certeza haveriam fotos de todos os ângulos dessa carícia passional.

Suspirou sentindo-se aliviada.

– Mantenha um de seus homens sobre esse rapaz, se ele tocar em Emma, você tem total liberdade de fazer com ele o que quiser. — disse com bastante segurança enquanto colocava de volta todas as fotos dentro do envelope.

– Certeza?

– Absoluta. — respondeu sem deixar margem para dúvidas. — Emma é minha e nada toca no que é meu sem sofrer as consequências devidas.

Robin olhou por primeira vez de uma maneira séria para Elsa.

– Você realmente gosta dela, não é?

– Você não tem noção do quanto, é impossível comparar o comum quando você já descobriu a perfeição. — disse sentindo um nó na garganta. Sentia muito a falta de Emma, dos beijos e do calor de seu corpo. Não iria conseguir ficar por mais tempo sem ela, precisava agir de uma forma mais presencial para reconquistar a neta do ex-prefeito da cidade.

– Certo. — Robin disse. — Eu preciso ir agora, nos vemos quando eu obter alguma informação importante, ok?

– Não faz mais que o seu trabalho. — disse sem olhá-lo.

– Ok, até mais. — saiu do carro já ligando para alguém, provavelmente ordenando á algum de seus homens para buscá-lo, já que se encontrava em um lugar bem afastado de tudo e de todos.

Dessa vez Elsa não deixou nenhuma lágrima escorrer por seu rosto, pelo contrário estampou um sorriso quando uma idéia veio a sua mente, idéia que iria pôr em prática o mais rápido possível.

*SH*

Na mansão Mills, August estava tendo um maior trabalho para convencer Henry à levantar-se da cama e arrumar-se para deixá-lo na escola. O garoto chorava negando-se a ir, negando-se a sair da cama. A noite anterior teve vários pesadelos e desesperou-se quando correu para o quarto da irmã e não a encontrou lá, chorando sobre a cama que muitas vezes foi a base de seu refúgio nas madrugadas. Sentia imensamente a falta da irmã mais velha, a queria de volta em casa, na verdade queria estar morando com ela, só com ela. Adorava seu pai e seu primo, mas ninguém ocupava o coração de Henry como Regina ocupava. Nunca se sentiu protegido nos braços de alguém que não fosse nos braços da irmã. Respeitava Cora como a mãe que ela era para ele, mas estranhamente não a amava como amava Regina, talvez porque nunca se sentiu cuidado por ela como sentíasse cuidado pela heroína de seus contos de fadas.

– Vem Henry, levanta! — pediu August amavelmente.

– Não, eu não quero. — esperneou. — Eu não quero ir para aquela escola chata.

– Mas é necessário garoto, vem... Sou eu quem vai te deixar hoje. — tentou animar. — Vai conquistar as gatinhas chegando de moto estilo bad boy... O que me diz hein?! Vai ser maneiro.

– Não, eu não quero. — gritou empurrando August para fora da cama com os pés.

– Henry, não grita porque assim você vai...

– Que escândalo é esse? — a voz de Cora encôou pelo quarto.

–... Acordar sua mãe. — suspirou frustado sabendo que agora sim a situação se complicaria.

– O que você ainda faz deitado nessa cama, Henry? — foi até a cama e puxou todos os cobertores da cama revelando o menino todo encolhido na cama. — Deixe de mal criancísse e levante-se agora. — ordenou.

– Não! — sussurrou com a voz falhada pelo choro.

– Henry, querido.- tentou soar calma para não perder o controle. — Não me faça perder a paciência logo de manhã cedo, porque você sabe o que acontece quando eu perco a paciência, não é?

Deu leves tapinhas nas costas do garoto para que ele pudesse entender o recado.

– Mas eu não quero ir, me deixa ficar só hoje mãe, por favor. — pediu com a carinha toda amassada e molhada sentando próximo à sua mãe.

– Você é um Mills, tem que cumprir suas responsabilidades e a única que você tem até agora é frequentar a escola e dedicar-se a ser o melhor da turma. — levantou-se da cama. — te dou vinte minutos para estar totalmente pronto, caso contrário tenho certeza que você não irá querer que eu mesma arrume você. — avisou lançando um olhar firme para o garoto e logo em seguida saiu do quarto.

– Você ouviu, né? Melhor não contrariar a senhora toda poderosa, vem que eu te ajudo. — pegou Henry colocando o menino em pé no chão.

– Eu odeio a minha mãe. — declarou batendo o pé no chão chateado.

– Olha, não diga isso Henry, eu sei que a tia Cora é dificil, mas você não deve dizer isso... Ela é sua mãe e é pecado falar isso. Quer que eu te ajude no banho? — perguntou quanto puxou a camisa do pijama do garoto para cima.

– Não, eu sei tomar banho sozinho, a Gina me ensinou.

– Hum.. Muito bem, e falando em Gina... — sorriu travesso abaixando-se um pouco só para ficar na mesma altura que o garoto. — O que me diz de irmos vê-la hoje á noite? Você só tem que se comportar bem diante da fera.

Henry abriu um largo sorriso, contente por saber que poderá ver a irmã.

– Pode deixar.

– Certo, agora vá antes que sua mãe apareça e nos arranje mais problemas.

– Tá' bem.

O menino praticamente saiu correndo para dentro do banheiro bem mais animado. O dia para ele não começara bem, mas tinha a promessa de terminá-lo da melhor maneira que ele encontrava, passando um bom tempo junto á sua irmã e com Emma, que em sua opinião eram as melhores pessoas do mundo inteiro.

*SH*

Na faculdade, Regina caminhava apressada entre os alunos. Já havia passado-se das 13h, combinou com Emma de se encontrarem no consultório de Zelena ás 14h, segundo Emma, ela tinha que passar em casa primeiro para trocar de roupa, pois a que estava usando durante a manhã havia sido manchada graças a Aurora que estava comendo pizza em pleno auditório e acidentalmente deixou cair mostarda em cima da blusa vermelha da loira.

– Regina Mills, isso é você?

A morena parou de caminhar quando ouviu seu nome ser dito por um rapaz parado á sua frente.

– Sim, sou eu. E quem é você? — passou seus olhos por todo o rapaz tentando reconhecê-lo. Tinha uma vaga impressão de já tê-lo visto, só não sabia onde.

– Digamos que somos velhos conhecidos. — deu um daqueles sorrisos galanteadores enquanto pousava seus olhos descaradamente no decote da morena. — Ah! Como eu me arrependo de ter sumido por tanto tempo, todas vocês ficaram extremamente gostosas.

– Desculpe? — chateou-se com o atrevimento do jovem.

– Neal Cassidy, recorda?

– Neal? — forçou os olhos trazendo de sua mente imagens de um certo Neal que conheceu na juventude. — Neal Cassidy? filho do direto Gold e...

– Sou eu mesmo. — interrompeu passando a língua entre os lábios. — Emma não falou de mim para você? Estamos na mesma turma agora.

– Como? Você está na mesma turma que ela? Já falou com ela? Quando voltou?

– Calma aí gatinha, são muitas perguntas. — colocou uma mão sobre o ombro de Regina. — Estamos no mesmo curso, voltei a estar entre vocês ontem mesmo, e sim, eu falei com ela... Falei com ela ontem no corredor. Ela está muito linda e acho que talvez eu recupere o tempo perdido.

E foi ai que a ficha caiu para Regina. O rapaz com quem vira no dia anterior com Emma se tratava de Neal. O mesmo garoto que detestou por muito tempo por ter fugido do que poderia ser o primeiro namoro da vida da loira, mas que muito tempo depois agradeceu aos céus por ele ter ido embora, pois só assim conseguiu ficar mais perto de Emma, sem ter que dividi-la com mais ninguém. Sim, desde jovenzinha era possessiva com as amizades, bom, só com uma amizade para ser mais precisa. Mas porque Emma não mensionou sobre Neal? Porque não lhe contou que o rapaz estava cursando o mesmo que ela e principalmente em sua sala?

– Com licença, eu estou atrasada. — foi ríspida com o rapaz voltando a caminhar deixando-o para trás sem muito o que entender.

– Nos vemos depois gata. — gritou quando viu Regina atrevessar o portão principal da faculdade. Sorriu ao ver que nem tudo havia mudado, Regina continuava com o mesmo gênio de quando era somente uma menina, mas sem dúvidas bem mais atraente.

Ao entrar dentro do seu carro, Regina mandou uma mensagem á Emma avisando que já estava indo para o consultório e que desejava muito que ela não se atrasasse. Resolveu esquecer o assunto Neal, não tinha o porque de se preocupar com ele. Aparentemente ele havia se tornado mais insuportável e convecido do que já era na adolescencia. Nunca entendeu o que Emma tinha visto nele, ele nem era atraente, não era inteligente, e não era nenhum pouco gentil. Claro, era filho do homem mais arrogante da cidade, não poderia ser diferente.

Como o consultório não era tão longe da faculdade, não demorou muito para chegar. Entrou encontrando a mesma secretária que vira na primeira vez que esteve ali, e como da primeira vez sentou em uma das cadeiras na sala de espera. Faltava cinco minutos para 14h e Emma nem sequer havia lhe respondido a primeira mensagem. Decidiu que dessa vez iria ligar.

– Mas o que será que essa garota está fazendo? — perguntou para sí mesma quando a chamada caiu para a caixa de recado pela segunda vez.

Odiava estar em consultórios, e lá estava ela sozinha balançando o pé freneticamente e vez ou outra trocando de uma perna para a outra. Respirou fundo mais uma vez tentando ligar para Emma, e mais uma vez a chamada caiu na caixa de mensagens.

– Ah, eu vou matar essa loira! — rosnou jogando de qualquer jeito o celular dentro da bolsa. Nem estava acreditando que estava passando por aquilo sozinha.

– Regina Mills.

Ouviu seu nome ser chamado pela secretária. Respirou fundo levantando-se e se pondo a caminhar para entrar mais uma vez naquela sala com a plaquinha escrita com o nome de sua provável futura obstetra. Olhou uma última vez para trás com esperança de ver Emma vindo ao seu alcance, mas isso não aconteceu.

Empurrou a porta entrando por completo dentro da sala, onde viu Zelena sentada da mesma maneira que a viu da primeira vez.

– Regina. — Zelena educadamente levantou-se e estendeu a mão para cumprimentar a morena. — Tudo bem com você?

– Olá doutoura. — Regina cumprimetou-a. — Eu estou bem e a Senhorita?

– Muito bem, sente-se por favor. — sinalizou a cadeira quando voltou a sentar-se atrás da sua mesa. — Emma não veio com você?

– Era para ela estar aqui, mas eu não sei o que aconteceu. — respondeu sem muito humor sentando-se.

– Talvez seja o trânsito, uma hora dessas fica insuportável trafegar. Ela só deva estar atrasada. — disse gentil. — Como tem passado? Voltou a sentir enjôos e os outros sintomas que me relatou na visita passada?

– Praticamente todos os dias e principalmente durante a manhã. — respondeu tentando relaxar, embora estivesse ali sozinha, Zelena lhe passava tranquilidade.

– Com mais intensidade?

– Nem todos são fortes, algum me causam apenas um breve incômodo, mas tem outros que me levam ao banheiro.

– Hum, compreendo. — disse a ruiva destrancando uma de suas gavetas e de lá retirando os exames de Regina. — Você quer abrir agora ou deseja esperar mais um pouco por Emma?

Houve um silêncio, no qual Zelena esperava pela resposta de Regina, e Regina buscava uma resposta dentro de sí. Claro que queria que Emma estivesse alí com ela para ouvir o resultado dos seus exames, mas aparentemente para Emma isso não era tão importante já que a loira não estava com ela. E nesse momento uma imagem de Neal lhe veio a mente, não precisou mais para dar a resposta.

– Não, pode abrir agora.

– Tudo bem. — Zelena pegou o que parecia ser uma lixa de metal e foi retirando os grampos que lacravam os exames.

Completamente ansiosa, Regina inclinou o corpo para frente observando Zelena ler aqueles exames, que por ela já teria pulado logo para a última linha onde dizia se era positivo ou negativo.

– Então?

– Quando o exame foi feito os valores de mIU/ml estava muito acima de 25, o que provavelmente agora tenham triplicado consideravelmente contando desde o dia em que realizamos os exames até agora. — disse a doutoura ainda com os olhos postos sobre os papeis.

– Certo, e o que isso quer dizer?

– Regina alguma vez você duvidou que estivesse grávida? — perguntou a doutora agora fitando os olhos confusos de Regina.

– Não... Bom, eu sempre me sentía como se estívesse grávida. Eu estou grávida, não estou?

Zelena sorriu, mas não foi qualquer sorriso, foi o mais tranquilizador que ela pôde dar. Pegou a mão de Regina para afastar as dúvidas da morena.

– Com toda a certeza, minha querida. Sua gravidez ainda é inicial, tendo apenas cinco semanas.

Regina sorriu emocionada ao ouvir Zelena confirmar sua gravidez. Já sabia que estava grávida, mas ouvir a confirmação foi muito melhor do que ela poderia imaginar, uma emoção bem maior do que imaginou que sentiria.

– Meus parabés futura mamãe. — parabenizou Zelena.

– Obrigada. — agradeceu enquanto fazia carinho em sua barriga.

– Bom, agora começaremos com os exames do seu pré-natal. — Zelena mostrou á Regina uma pequena agenda rosa. — Durante esses noves meses essa agenda será sua nova melhor amiga, é aqui onde vamos anotar todos os exames que faremos, e anotar tudo o que está acontecendo com seu bebê, todo o seu desenvolvimento e saúde. Agora eu serei sua obstetra, e já para começar agendaremos aqui para a semana que vem, quando você entra na sexta semana de gestação, uma ultrassonografía transvaginal para verificarmos como anda o embrião dentro do seu últero e também faremos outros exames de sangue. — falou enquanto anotava tudo na primeira página da agenda.

– Mas isso tudo é somente na primeira consulta? — perguntou incomodada ao imaginar se vendo mais uma vez entre uma agulha.

Zelena sorriu.

– E esse é só o começo. Você irá me ver muito durante esses noves meses. — colocou os exames dentro da agenda e entregou para Regina. — Tudo ocorrerá muito bem, não se preocupe.

– Obrigada doutora. — disse recebendo a agenda e a colocando dentro da bolsa. — Bom, então até semana que vem, certo? — levantou-se.

– Estarei esperando-a. — levantou-se conduzindo sua gestante até a porta de sua sala. — Tenha uma boa tarde Regina, e lamento por Emma não ter conseguido chegar à tempo, mande beijos meus á ela.

– Eu também lamento, mas com certeza ela deve ter uma boa explicação. — e realmente esperava que Emma tivesse uma excelente explicação. — Tenha uma boa tarde para você Senhorita Müller.

*SH*

Faltava 15 minutos para as 14h e Emma estava desesperada dentro do apartamento procurando as chaves de seu carro que na pressa, quando chegou para trocar imediatamente de roupas, jogou-as em um canto qualquer da sala. Canto esse que parecia ter sigo tragado por um buraco. Não queria se atrasar porque tinha plena conciência do quanto atrasos desagradava Regina e que consequentemente sua melhor amiga iria matá-la se por acaso não chegasse a tempo. Sabia que Regina odiava estar em consultórios médicos e pricipalmente sozinha, sabia que tudo isso a deixava nervosa e ansiosa.

Depois de desarrumar completamente a sala, encontrou debaixo do sofá o que tanto procurava. Agora só precisava mandar uma mensagem para Regina dizendo que já estava à caminho. Mas onde estava seu celular?

Grunhiu frustrada mais uma vez por seus olhos não encontrarem seu celular em nenhuma parte. Hoje parecia não ser seu dia.

Olhou para o relógio da sua mesinha e viu que faltava cinco minutos para as 14h e naquele momento soube que estaria perdida, pois mesmo que saísse voando daquele apartamento gastaria no mínimo vinte minutos até chegar no consultório de Zelena. Decidiu que não iria gastar mais tempo, já tinha o que necessitava. Pegou sua jaqueta e apressadamente correu até a porta para sair. Abriu a porta quase sem respiração, mas foi quando abriu a porta por completa que realmente ficou sem respiração alguma. Sua boca abriu e fechou algumas vezes tentando dizer algo, mas nada saiu ao ver em sua frente duas pessoas que não esperava ver em frente á sua porta naquele momento, não naquele momento que já estava completamente ferrada. Definitivamente aquele não era o seu dia.

– Não vai nos convidar para entrar? — o homem perguntou baixando o punho, que tinha erguido com intensão de tocar a porta quando esta fora aberta.

– Pai, mãe. — a loira conseguiu dizer ainda absorvendo a surpresa. — Ahm.. É que eu... eu...

– Seja o que quer que fosse que você iria fazer, já não vai mais. — disse Mary entrando no apartamento de mãos dadas com seu marido. Franziu o cenho quando seus olhos pousaram-se sobre a sala. — Mas que bagunça é essa Emma Swan?

– Mãe. — Emma respirou fundo indo atrás de sua mãe. — Não começa, tá?

– Como assim não começa?! Uma moça não pode viver em um ambiente assim bagunçado Emma. O que aconteceu aqui? Uma festa? — virou-se para filha com os ohos semicerrados.

– Mary, deixe a menina respirar. — David saiu em defesa da filha. — Venha aqui minha princesa, eu estava morrendo de saudades de você minha pequena.

Ele trouxe a filha para os braços e começou a deixar rastros de beijos por todo o rosto da única filha.

– Pai, para... Eu já estou bem crescida para esse tipo de tratamento. — Emma reclamou sorrindo, mas no fundo adorando o carinho do pai.

– Você pode ter oitenta anos e sempre vai ser minha pequena. — apertou-a no abraço. — Temos uma novidade para você meu amor.

– Que novidade? — perguntou assim que se viu livre do abraço-urso de seu pai.

– Compramos um apartamento no andar debaixo, agora seremos seus vizinhos. — disse David muito animado.

Emma abriu os olhos exageradamente com a notícia. Ter seus pais tão perto não poderia ser um bom sinal.

– Mas é somente para quando vocês vierem me visitar, né?

– Não minha querida, dessa vez nós víemos para ficar. Decidimos que já ficamos muito tempo longe de você e que agora vamos cuidar da nossa filha bem mais de perto. — foi Mary quem respondeu um pouco mais calma abraçando a filha. — Mas agora vamos arrumar essa bagunça.

– Mãe, eu amei ver vocês... mas eu tenho que ir a algum lugar nesse exato momento.

– Não Emma, você ficará conosco... E ademais preciso saber como anda minha pequena, quero matar as saudades de você.

– Não só você meu amor, eu também quero muito essa loira pra mim. — puxou mais uma vez Emma para os braços voltando a beijar cada canto da cabeça loira de Emma, arrancando risos contidos da filha.

– Ai pai, você não toma jeito. — devolveu o abraço apertando gostosamente o pai

– Quando o assunto é você, eu sou um caso perdido. — brincou. — E os namoradinhos?

– PAI! — beliscou com suas unhas o homem.

– Ok, Ok, não está mais aqui quem falou.

Durante bom tempo a familia Swan ficaram abraçados matando as saudades que por sinal eram muitas, tinham quase um ano que os três não se encontravam. Emma estava contente por ver os pais, mas estava triste e decepcionada consigo mesmo por não ter conseguido se livrar de seus pais para ir ao encontro de Regina. Mentalmente já estava se preparando para o que iria enfrentar, pois como não encontrou o celular teve certeza que Regina a estava odiando mortalmente. Não queria de jeito nenhum ter deixado Regina sozinha, Deus sabe como ela não queria isso. Sentíasse muito chateada consigo porque queria muito contemplar o rosto e o sorriso de Regina quando a gravidez fosse confirmada, sabia o quanto isso era importante para Regina, e sabia o quanto sua presença faria diferença para ela. Ela mesma queria estar lá porque não queria perder nenhuma etapa dessa nova fase de sua amada.

Por volta das 16h, os pais de Emma deixam o apartamento, prometendo voltar depois para falarem com Regina, depois que Emma contou das novidades, bom, ela achou que para eles isso era uma novidade, mas acontece que tanto Mary como David já estavam inteirados e esse era um dos principais motivos que os levou ao regresso. Depois que Emma contou as 'novidades', eles prometeram conversar com a morena e explicar os motivos da ausência da filha.

Emma encontrou o celular sobre a sua cama e não surprendeu-se quando viu mais de sete chamadas e três mensagens de Regina. Estava muito ferrada, inteiramente ferrada com sua melhor amiga. Quando tencionava ligar para a morena para saber onde estava, preoucupando-se porque uma fina chuva começava a cair do céu, e chuva em Storybrooke nunca era uma simples chuva, ouviu a porta do apartamento sendo aberta. Era sem dúvidas Regina.

Regina entrou no apartamento sem nenhum humor de ver ou falar com Emma, mesmo sabendo que isso era inevitável já que agora dividiam o mesmo teto. Tirou seu saltos, colocando a bolsa sobre uma cadeira e logo depois sentando sobre o sofá deixando as chaves do seu mercedez em cima da mesinha de centro. Estava indisposta e a qualquer momento uma bela dor de cabeça poderia surgir. Bela dor de cabeça loira, de olhos verdes e que denominava-se Emma Swan.

– Regina. — e ela apareceu bem mais rápido do que imaginava.

– Olá Emma. — respondeu sem olhá-la.

– E ai, como foi no consultório? — perguntou receosa sentando ao lado da amiga.

Regina sorriu sem graça, admirando a cara de pau de Emma.

– Bem.

– Você está grávida, certo?

– Uhum.

– Quanto tempo?

– Eu estou com sede. — levantou-se do sofá indo para a cozinha sem responder a pergunta de sua amiga.

Emma pôde sentir que Regina estava de mal com ela, mas não iria se deixar abalar com isso. Seguiu a morena até a cozinha.

– Quando começa os exames?

– Breve. — respondeu a contra-gosto enquanto despejava água dento de um copo.

– Breve quando? — insistiu.

– Logo.

– Quer parar de ser monossilabática e me dar respostas satisfatórias? — perguntou cruzando os braços começando a frustrar-se com aquele joguinho de palavras.

Regina bebeu toda a água do copo. Virou-se para Emma com um olhar nada amigável e disse:

– Não tenho nada a dizer a você senhorita Swan. — e saiu da cozinha.

– Regina, para com isso.. Me desculpa por não ter aparecido, mas é que...

– Me poupe de suas desculpas esfarrapadas querida, sempre é assim não é? Eu já deveria estar acostumada com suas negligências.

– Regina eu sinto muito de verdade, não foi porque eu quis.

– Nunca é porque você quer, me conte uma novidade Swan. — debochou voltando a sentar-se no sofá.

– Mas realmente dessa vez não foi porque eu quis.

– Dessa vez? Então as outras foram propósitais? Ah que genial querida.

– Claro que não, quer deixar eu completar minhas frases? — deslizou pelo sofá ficando de joelhos sobre ele. — Escuta Regina, quando eu cheguei aqui em casa, eu fiquei um bom tempo perdida na casa procurando as chaves do carro, olha para mim, eu tou falando a verdade. — pediu quando puxou o rosto de Regina para que ela encarasse seus olhos. — Quando eu encontrei as chaves e me preparava para sair, eu fui surpreendida com a visita de...

– Neal?

– Ahm? Que? O que tem o Neal?

– Porque você não me contou que ele estava de volta?

– Porque não era importante e o assunto aqui não é o Neal. — disse confusa, a última coisa que queria falar naquele momento era sobre Neal.

– Ah não era importante? Pois não foi o que eu vi ontem. — riu ironicamente cruzando as pernas. — Aposto que você estava com ele esta tarde relembrando os bons e velhos tempos, se é que já não fizerem isso ontem.

– Do que é que você está falando Regina? Eu não estou entendendo nada. — juntou as sobrancelhas ficando mais confusa ainda. — Olha, me deixa explicar sobre o que aconteceu, o porque de eu não ter ido.

– Eu não quero saber Emma. — gritou enraivecida. — Eu não quero ouvir nenhuma mentira sua. Poxa vida! você sabia o quanto era importante para mim que você estivesse ao meu lado; para você pode até parecer besteira, mas para mim era importante e significativo. O que você estava fazendo que não atendeu nenhumas das minhas ligações?

– Eu estava procurando as chaves do carro. — respondeu revirando os olhos. — Para mim também era importante, e eu fiz o que pude para ir, não seja injusta comigo.

– Injusta? Agora eu sou injusta? Você só tinha que estar comigo e nada mais... Eu sei que você não tem nenhuma obrigação comigo para isso, mas você se comprometeu aparecer, prometeu estar ao meu lado em tudo isso, mas olha só como você pode ser controversa não é mesma?

Emma olhava para Regina boque'aberta, sabia que a amiga estava chateada por sua quebra de compromisso não intensional, mas era evidente que Regina estava exagerando.

– Regina, eu sempre estive para você, sempre que você me chamou, eu fui ao seu encontro.. Sempre que você necessitou de mim, eu apareci. Eu sempre tentei ser a melhor para você, sempre tentei ser tudo o que você precisava.

– Não estou dizendo que não foi, mas hoje.. Somente hoje eu precisava bem mais de você, precisava compartilhar minha alegria com a única pessoa que eu pensei que... que valesse a pena. — os olhos encontravam-se levemente marejados.

– Me desculpa Regina...

– Eu me cansei de suas desculpas. Pedir desculpas não vai me fazer esquecer que você trocou estar me acompanhando em algo importante para passar esse mesmo tempo com seu namoradinho... Aliás, que belo gosto você tem hein.

– Regina você está se ouvindo? Porque aparentemente você não está. De que namoradinho você está falando?

– Do Neal, Emma.. Do seu ex-namoradinho que ontem mesmo você estava toda derretidinha por ele lá na faculdade. Foi por causa dele que você não foi pro consultário, não foi? Foi porque ele estava aqui com você ocupando todo o seu tempo com beijinhos e abraços colocando em dia o que não viveram anos atrás. Vai, pode dizer a verdade.

– E se tiver sido, qual é o problema? Não posso viver colada com você eternamente, não é? — explodiu sentindo-se ofendida pelas suposições errôneas da amiga.

– Exatamente, não podemos viver coladas eternamente... Sabe porque? Porque cada uma tem a sua própria vida e parece que na sua vida alguém já tem bastante espaço. — pegou as chaves do carro e se dirigiu a porta abrindo-se violentamente. — Seja feliz com o idiota do Neal. — debochou.

– Hey, para onde você vai? não ver que está chovendo? — tentou segurar a amiga, mas essa recusava qualquer toque. — Porque você está assim? Eu nunca impliquei com o seu namoro com o retardado do Graham.

– Não, Imagina! Só faltava escrever nas estrelas o quanto detestava ele, o quanto o achava idiota. — apertava sem parar o botão do elevador, mas como estava sem paciência para ficar ouvindo Emma, resolveu então descer os lances de escada, mas a loira quando queria, sabia ser insuportavelmente insistente. — Não me siga Emma, me deixe em paz, será que é pedir demais?

– Eu não vou deixar você sair na chuva, nem que para isso eu te coloque no meu colo e te leve de volta para dentro do apartamento.

As duas discutiam enquanto desciam as escadas, para a sorte de Regina, e para o azar de Emma, elas viviam no 3° piso, o que as fez chegarem a portaria bem mais rápido do que imaginavam.

– Não se atreva a tocar em mim Emma. — esbravejou quando sentiu a mão de Emma tocar-lhe o braço, mas logo conseguindo soltar-se.

– Regina, isso é loucura... pare com isso.

Viu Regina nem dar ouvidos á ela quando saiu do prédio sem nem se importar com a chuva que caia fora dele. Uma senhora que acabava de entrar no prédio foi assaltada pela loira assim que a viu.

– Com licença, eu devolvo já. — disse pegando o guarda-chuva nem dando tempo de uma reação negativa da senhora.

Com o guarda-chuva protegendo a sí da chuva, Emma foi diretamente ao estacionamento onde conseguiu visualizar Regina tentando encontrar a chave que parecia ter escorregado de suas mãos. Ela estava completamente molhada.

– Vem Regina, vamos voltar para dentro e tentarmos conversar como pessoas civilizadas. Meus pais querem te ver. — disse tentando cobrir as duas debaixo do guarda-chuva.

Quando Regina lhe encarou, pôde perceber que a morena estava chorando, suas lágrimas se confundiam com as gotas da chuva que se misturavam naquele lindo rosto.

– Seus pais? — perguntou sentindo um misto de sentimentos.

– Sim, meus pais, eles foram a causa do meu desaparecimento... Eles apareceram justamente na hora que eu iria para o consultório. — aproximou-se bem mais da amiga, seus olhos também já estavam banhados em lágrimas. Odiava brigar com Regina, odiava fazê-la sentir raiva, odiava gritar com ela e odiava mais ainda quando via aqueles lindos olhos castanhos deslizarem lágrimas, principalmente sabendo que ela era a causa da existência delas. — Não foi porque eu quis, não existe Neal algum na minha vida Regina, será que você não entende?! Na minha vida só tem espaço para você, só você e sempre foi você.

– Porque você está dizendo isso? — perguntou invadindo o espaço pessoal da amiga, sentindo seu coração bater descompassado pelo o que poderia ouvir e pela grande proximidade entre as duas — Porque?

– Porque é a verdade meu amor. — a mão trêmula — não sabia se estava trêmula pelo frio ou por fim ter tomado a coragem de dizer o que viria a seguir- de Emma foi até o rosto da morena retirando as mechas negras coladas. — Porque ninguém mexe comigo como você mexe. Porque ninguém faz meu coração desparar como você faz, porque ninguém me faz sorrir feito boba só com uma mensagem como você faz, porque eu não sou capaz de amar ninguém como eu amo você Regina, porque ninguém é...

Não pôde continuar seu discurso pois no instante seguinte foi surpreendida pelos lábios de Regina pressionando os seus.