Sweet Happiness
18 Capitulo 18 parte 2
Notas iniciais
Um beijo sería a melhor forma de resposta para dizer que se sentia da mesma forma, um beijo que há muito tempo desejava e que muitas vezes também faltou-lhe coragem. Um beijo que definiria suas vidas apartir desse contato, porque sem dúvidas retroceder ao que somente tinham antes desse beijo seria impossível, que sería impossível não desejarem aqueles lábios mais e mais. O quanto sería impossível agora viver sem sentir essas sensações e emoções que ambas estavam tendo em um simples beijo.
Dizem que fogos de artíficios
e um terremoto acontecem dentro do corpo quando um beijo é verdadeiro em todos os aspectos. Ambas poderiam estarem até sentindo essas emoções explosivas, mas o que tornava especial naquele momento, na beleza daquele primeiro beijo, era que o céu derramava sobre elas um dos seus elementos naturais, sobre suas cabeças as banhando, as unindo e dançando sobre aqueles lábios que se moviam um sobre o outro de maneira tímida.
Quando Emma sentiu os lábios de Regina tocarem os seus, sentiu como se tudo ao redor delas tivessem congelado, pois tudo o que conseguia ouvir naqueles segundos era a respiração agitada de sua melhor amiga se misturando com a sua e sentir os lábios macios dela sobre os seus. Sentía-se como em seu primeiro beijo temendo que fizesse de maneira errada, que não soubesse corresponder à altura. Fosse o que fosse, ela teria que corresponder e da maneira correta.
O guarda-chuva foi o primeiro a escorregar de suas mãos e ser carregado para longe das duas. Separou seus lábios de Regina apenas pouquíssimos centímetros. Suas mãos pousaram-se sobre a cintura da morena e com muito cuidado e sultileza foi empurrando a amiga até que esta sentisse suas costas tocando a lateral do seu carro. Os corpos molhados se uniram mais uma vez.
– Regina...
– Palavras são desnecessárias nesse momento, Emma. Só me beija! — pediu quando seus lábios roçaram nos lábios rosados da loira.
Emma não se fez de rogada e dessa vez foi ela quem buscou os lábios de Regina. Um beijo doce, calmo e sem pressa. Um beijo no qual ambas puderam saborear perfeitamente a boca uma da outra. Beijo que tinha gosto de chuva mesclado com o sabor natural de ambas, uma deliciosa fusão de maçã com chocolate, do perfeito e maravilhoso, do desejo e do querer. Da deliciosa mistura que era esse amor.
– Vem, vamos para dentro. — Emma sussurrou quando separam seus lábios, mas mantinham-se ainda abraçadas. — Você não pode pegar chuva por muito tempo. — uma de suas mãos que estavam ainda não cintura da morena deslizou até estar sobre o ventre da amiga. — Eu vou cuidar de vocês dois, eu prometo.
Ambas sentiam vontade de chorar e sorrir ao mesmo tempo, cada uma sentindo uma emoção inexplicada dentro de sí. Um desejo de que no mundo só exístissem as duas para estarem longe de possíveis problemas e de possíveis quebras de momentos como as que estavam vivendo agora.
Emma tomou sua mão com a de Regina para conduzi-la de volta para dentro do apartamento, mas antes Regina parou para pegar do chão a chave do carro e Emma aproveitou para pegar o guarda-chuva que tinha sido trazido de volta para mais perto. Não havia mais necessidade de usá-lo, uma vez que as duas já estavam completamente banhadas pela chuva. Riram quando se deram conta disso. Um sorríso tímido e agora um pouco envergonhadas. Sentíam tantas coisas que era até dificil dar nome á tudo isso.
Entraram de volta no prédio. A Senhora cuja havia sido assaltada por Emma, estava sentada sobre uma das cadeiras e ao contrário do que Emma imaginou, ela estava sorrindo e a olhou de uma maneira apaziguada.
– Me desculpe pela forma como... Peguei emprestado seu guarda-chuva. — disse entregando o guarda-chuva já fechado para a senhora, que olhando-a bem agora, pôde reconhecê-la como uma de suas poucas vizinhas que falava, ou melhor, que dedicavam-lhe um bom dia.
– Não se preocupe meu bem, entendi que era para algo importante, mesmo agora eu não vendo o porque de querer usá-lo sendo que você e sua amiga voltaram molhadas de qualquer forma. — abriu o guarda-chuva e colocou no chão para que escorregasse toda a água dele. — Assim fica mais fácil para secá-lo querida. — explicou.
– Bom, de qualquer forma.. Obrigada e me desculpe dona... dona... Hm.. Me desculpe, mas eu esqueci seu nome. — ficou desconcertada com aquela pequena gafe.
A senhora sorriu.
– Ruth, eu me chamo Ruth minha querida, e aconselho a subirem o quanto antes e trocarem essas roupas molhadas.
– Faremos isso. — Emma apertou a mão de Regina, a olhou por uns segundos e pôde notar que sua amiga tinha as bochechas em um leve tom de rosa. Sorriu pois apostaria que tal como ela, não parava de repassar o beijo das duas em sua mente. Voltou a olhar para a senhora. — Obrigada dona Ruth, e até mais.
– Por nada minha querida. — a senhora subiu no elevador acenando um tchauzinho para as duas.
– Acho que vamos de escadas novamente não é?
– Aparentemente!
Subiram de volta os lances de escadas, ao contrário de alguns mínutos atrás o barulho de suas vozes alteradas não ecoaram por aqueles andares que subiam de volta, agora um silêncio reinava entre elas, não um silêncio desagradável, mas um silêncio permitido no qual ambas o ultilizavam para pensarem e refletirem sobre o que disseram e fizeram durante aquela tarde chuvosa. O quão irônico poderia ser que uma briga fosse finalizada com uma declaração e um beijo. Um não, dois beijos.
– A porta ficou aberta. — Sorriu dando-se conta de que realmente nem se importou com aquele detalhe quando saiu atrás de Regina.
– A culpa não foi minha, eu falei para você não vim atrás de mim. — entrou dando de ombros e sorriu quando viu a falsa carinha de indignada que a loira pôs.
– Eu não iria deixar você sair na chuva.
– Mas não só como deixou como você saiu também.
– Simplesmente porque você é uma cabecinha dura.
– E você uma loira abusada.
"Loira abusada que você beijou." — pensou Emma mordendo o lábio para não deixar que esse pensamento escapasse por seus lábios.
– Certo, acho melhor irmos tomar banho. — disse, porém girou seu corpo para deixar mais claro sua frase. — Eu no meu quarto... E você no seu... Separadas, era isso o que eu queria...
– Eu entendi. — interrompeu a morena enquanto passava por Emma e adentrava em seu próprio quarto.
Quando Regina entrou no quarto foi como se toda a realidade tívesse chegado junto no momento em que fechou a porta atrás de sí. Mal podia acreditar que tinha feito aquilo e que não se arrependia nenhum pouco. Emma havia dito que a amava e ela como resposta a beijou, a beijou e foi beijada de volta.
Mordeu seu lábio inferior e fechou os olhos em seguida. Seus lábios ainda tinha o gosto dos lábios de sua loira. Sentiu borboletas sambarem dentro de sua barriga ao relembrar o beijo, ou melhor dizendo, os beijos. Era diferente de todos os beijos que já havia provado, neste continha doçura, cuidado e carinho, carinho de verdade.
O coração parecia querer sair da boca toda vez que recordava as palavras de Emma. Realmente tudo era verdade? Emma de verdade a amava ou foram apenas palavras de momento? Não poderia ser, pois viu sinceridade naqueles olhos verdes que tanto gostava. E os beijos foram a prova de que aquilo era de verdade.
Depois de quase uma hora, já com banho tomado e uma roupa confortável no corpo aquecendo-a, Regina sai do quarto e vai para a cozinha onde sabia que encontraria Emma preparando algo, provavelmente o seu tão conhecido chocolate quente. Precisavam conversar, precisavam esclarecer as coisas.
– Oi. — disse assim que a viu, aparentemente a ponto de sair da cozinha trazendo duas canecas de chocolate quente.
– Oi. — disse com um meio sorriso. — Preparei uma para você. — entregou uma das canecas. — Vamos para o meu quarto?
– Obrigada. — recebeu a caneca e por alguns segundos ficou alí com os olhos presos nela. Chocolate lembrava o sabor dos lábios de Emma, e com ela alí tão perto já sentia essa vontade de beijá-la mais uma vez. Isso estava certo? Esses sentimentos todos estavam certos? Será que não era errado gostar de sua melhor amiga mais do que deveria a ponto de querer beijá-la e não parar até que seus pulmões reclamem? Será que era possível tudo isso? A verdade é que agora com tudo isso, ela pôde perceber que sempre gostou de Emma mais do que deveria, só não tinha entendido antes até que grau esse gostar estava. Bastou apenas sentir-se ameaçada em perdê-la para outra pessoa que tudo enfim se encaixou.
– Regina?
– Ahm... Oi?
– Você quer sentar?
Viu quando Emma apontou para seu lado na cama. Sua mente estava tão longe que nem tinha percebido que já estavam dentro do quarto. Sentou-se, suspirou e mais uma vez ficou encarando aquela caneca em suas mãos. Precisava criar coragem para perguntar o que queria saber.
– Não gostou?
Regina olhou para Emma confusa.
– Do que?
– Do chocolate quente. — respondeu apontando para a caneca. — Eu ainda não vi você tomando nada daí de dentro.
– Ah! — suspirou mais uma vez. — Na verdade... — colocou a caneca sobre a mesinha do lado e ficou de frente á Emma dando o mesmo destino para a caneca das mãos dela que a sua teve. — Eu não quero nenhum chocolate quente nesse momento, o que eu quero é saber se o que me disse no estacionamento é sincero e verdadeiro.
Emma já estava esperando por aquilo. Conhecendo Regina como ela conhecia, sabia que seria questão de minutos para ser questionada sobre o que disse. E agora depois dos últimos acontecimentos, não tinha como e nem queria negar mais. Fugir seria tolisse, sendo que pôde sentir na troca de beijos com Regina, que ela não era indiferente à esses sentimentos.
– Não tenha dúvidas disso. — disse olhando-a nos olhos. Sabía que para Regina essa era a melhor forma em que ela conseguia ter certeza nas palavras de alguém, principalmente com a própria loira.
– Desde quando?
Respirando fundo, Emma respondeu:
– Desde os meus 17 ou 18 anos.
Isso pegou Regina completamente de surpresa. Emma gostava dela a mais tempo do que imaginou.
– Mas porque você nunca me disse então?
Emma soltou um sorriso forçado lembrando do porque nunca revelou seus sentimentos.
– Fica dificil dizer quando a garota que você ama passa vinte quatro horas falando e elogiando um garoto patético e depois ela anuncia namoro com ele para toda a escola e praticamente grita ao mundo o quanto apaixonada por ele estar. — gesticou e mordeu o lábio inferior ao aproximar-se mais de Regina. — Eu não queria confundí-la, Regina. Eu não queria perder sua amizade se caso eu revelasse que te vía muito mais do que só minha melhor amiga, eu não queria estragar sua felicidade com Graham, porque eu notava o quanto aquele idiota retardado te fazia se sentir bem, e eu não queria ser a responsável para um possível problema entre vocês dois. Ver você bem era o que me fazia bem também, não me importava se era comigo, não completamente. Eu só não queria ter você distante de mim.
– Mas era meu direito saber. — os olhos voltavam a ficar marejados. — Você não tinha o direito de me ocultar o que sentia por mim. Você deveria ter me contado, eu nunca iria me afastar de você, Emma.
– Não Regina, você estava bem com Graham. Me apaixonar por você foi algo que só deveria ficar comigo, um problema que deveria ser somente meu.
– Como assim um problema só seu? Era meu também apartir do momento que seu coração escolheu a mim para amar. Se você tivesse me dito, poderia ser que juntas tivéssemos... dado um jeito.
– Um jeito? Que jeito? Me levar para a igreja para tentar me fazer encontrar os caminhos de Deus e me libertar desses sentimentos? Nem com muitas orações esse amor que eu sinto por você acabaria, e olha que eu orei muito para deixar de te amar.
Revirou os olhos e empurrou Emma contra o colchão da cama sentando sobre a barriga da loira.
– Sua loira idiota, o que estou querendo dizer que talvez poderíamos ter conversado e talvez resolveríamos da mesma forma como estamos resolvendo agora. — Sentiu Emma erguendo-se mas ainda mantendo-a sentada sobre as pernas da loira.
– Como Regina? Você gostava do Humbert. — colocou suas mãos sobre os quadris de Regina a puxando para mais de si. — Eu iria me machucar e iria machucar você também.
– Talvez ele tenha sido somente minha válvula de escape. Você sabe o quanto sou intensa, se você tivesse me dito que gostava de mim bem mais do que se limitava nossa amizade, claro, eu iria ficar confusa, mas eu iria também questionar meus sentimentos sobre você da mesma maneira que estou fazendo agora. Bom, não da mesma forma porque agora é um pouco diferente e eu tenho mais claro o que eu sinto, mas naquela época talvez eu iria me perguntar se eu não deveria dar uma chance para nós duas para vermos se o que tanto você como eu sentíamos uma pela outra era verdadeiro.
– Mesmo nós duas sendo meninas?
– Como se a mim gênero importasse. Você deveria saber pela maneira como reagi quando Belle revelou a nós que gostava de meninas. — olhou para Emma, e notou naqueles olhos tanto carinho, tanto amor que se viu perdida naquelas íris esverdeadas. — Eu ainda não sei que nome dar ao que sinto por você Emma, mas meu coração doeu muito quando imaginei você retomando o namoro com Neal. — confessou.
– Eu ainda nem sei como você conseguiu imaginar isso e principalmente quando praticamente gritou dizendo que eu preferia ficar com ele do que com você, que o motivo de minha ausência em sua consulta foi porque eu estava aqui no nosso apartamento aos beijos com ele. — não pôde conter soltar um sorriso, e Regina em resposta vendo como Emma parecia debochar dela, beliscou o braço da loira. — Outch! Isso doeu.
– Esse era o objetivo. — disse sem arrepender-se. — Agora quanto à Neal e minha imaginação... Bom, eu encontrei ele hoje na faculdade e daí com a cara mais lavada que só ele tem, começou a relatar que vocês estão juntos na mesma turma e que provavelmente iriam recuperar o tempo perdido. O que você queria que eu pensasse ainda mais com sua falta no consultório?
– Deveria imaginar que algo muito inusitado estava acontecendo comigo para que eu não pudesse estar presente com você. Jamais iria trocar um momento com você para ficar com Neal. Somente você tem espaço na minha vida. — Sua mão acariciava levemente o rosto da morena.
Regina fechou os olhos aproveitando aquele carinho. A pele de Emma era tão suave, tão gostosa de sentir. Abriu seus olhos encontrando agora seus rostos muito próximos. Fixou seus olhos nos lábios de Emma e a loira fez o mesmo, porém esta além de fixar-se nos lábios carnudos de Regina, passou a língua entre seus lábios ansiando imensamente o sabor daquela boca misturando-se com a sua.
– Você beija tão bem. — Regina diz roçando seu nariz com o nariz de Emma.
O coração das duas batiam tão rápido que lhes pareciam que iriam lhes faltar o ar dentro de seus pulmões.
– Eu sempre me imaginei beijando você, mas jamais pude imaginar o quanto perfeito seria. Isso vai bem mais além da minha imaginação. — levou suas duas mãos ao pescoço de Regina, dedilhanho cada pedacinho.
– Para quê imaginar então se agora você já pode fazer isso no mundo real... Hum?! — foi um convite e esperou muito que Emma entendesse.
E Emma entendeu.
Cuidadosamente Emma foi cessando aquela pequena distância entre elas. Seus lábios selou os lábios de Regina pressionando-os à principio.
Entre-abriram os lábios para encaixarem-se e juntas começarem mais um beijo daquele dia, daquele finzinho de tarde e comecinho de noite. Moviam suas cabeças de um lado para o outro de maneira sicronizada mantendo um rítmo calmo no beijo, ainda estavam se conhecendo e reconhecendo naquele novo contato. Não havia exigências e nenhuma urgência para intensificamentos até aquele momento, até o momento em que distraidamentemente Emma inseriu sua língua para dentro da boca de Regina, tendo como consequência a sua língua tocando a língua dela, fazendo com que a morena soltava um curto suspiro.
– M-Me desculpe... eu não tive a intensão... — tentou desculpar-se porém Regina a empurrou novamente contra o colchão deitando-se sobre ela.
– Cala a boca Emma e não peça desculpas para isso. — a voz dela saiu baixinho, estava apreciando demais aquele beijo para ter que acabá-lo, e havia adorado sentir a língua de Emma tocando a sua, sendo assim sem deixar margem á dúvidas voltou a encaixar sua boca na de Swan.
Dessa vez foi Regina quem pediu acesso à boca de Emma com sua língua sendo concedida imediatamente pela própria. Emma estava muito surpreendida pelo que estava acontecendo entre elas, esses beijos, essas caricias a estavam deixando louca. Regina era intensa em tudo o que fazia, e a loira estava provando tudo isso com todo um gosto.
Gentilmente a loira guiou sua mão até a nuca ajudando a intensificar o beijo. A respiração de ambas estava acelerada e muitas vibrações percorriam os corpos das duas quando uma sentia a lingua da outra tendo aquele delicioso encontro dentro das bocas. Bailavam juntas numa dança sensual, sem uma briga por controle, apenas uma conhecendo a maciez da outra. Regina mordeu o lábio inferior de Emma puxando-o com delicadeza com os dentes sem apertar em demasia, para logo beijá-lo e retomar ao maravilhoso beijo.
Emma conhecia seu corpo, sabia quando ele já dava sinais de alerta vermelho exigindo controle. Soube que se não parassem com aquele beijo tão intenso as coisas poderiam sair do scripit, principalmente quando suas mãos já estavam apertando demais o corpo de Regina o empurrando para mais perto, sentindo a necessidade de tê-la mais colada a sí. Girou os corpos na cama ficando agora no lugar de sua amiga, agora tendo o controle. Tendo também sempre uma nota mental de não colocar totalmente o peso de seu corpo sobre o de Regina, tinha um certo medo de machucar o bebê.
Separou seu lábios dos de Regina finalizando com um beijo na bochecha da amiga e rolou para o outro lado da cama, ficando de barriga para cima fitando o teto. Precisava acalmar o calor de seu próprio corpo. Já Regina ainda tinha os olhos fechados vivenciando as últimas sensações dos beijos. Um sorriso bobo pintava-se facilmente em seu rosto. As bochechas coradas e uma alegria incontrolável, e ainda se perguntando como tudo isso era somente efeitos de beijos.
Ficaram em silêncio por um bom tempo, uma deitada do lado da outra. Já havia anoitecido e ainda não acreditavam que aquilo estava acontecendo. Acordaram de um jeito e aparentemente iriam dormir de outro bem diferente. A chuva já tinha acabado à algum tempo e elas nem haviam se dado conta disso.
– Emma? — Regina girou o corpo ficando de lado.
– Oi. — Emma ficou na mesma posição que Regina.
Sorriram quando seus olhos se encontraram. Pareciam duas adolescentes que haviam dado seu primeiro beijo.
– Eu sou a primeira mulher que você beijou ou existe outras antes de mim? — perguntou sentindo-se realmente curiosa sobre isso.
– Não. — respondeu tentando não transparecer o quanto aquela pergunta a deixou receosa pois suas respostas poderiam levar a outros caminhos. — Antes de você houve duas.
Regina sentiu-se um pouco decepcionada pois queria muito ser a primeira tal como Emma era a primeira mulher que seus lábios tocaram. E logo sentiu-se enciúmada por imaginar outras tocando sua loira.
– Quem são essas duas? Eu conheço?
– Eu acho que é melhor deixarmos esse assunto para lá, não vai nos levar a nada e ademais já é parte do meu passado. — desviou seus olhos dos de Regina, e sentou-se na cama.
– Mas qual é o problema para que eu saiba o nome das duas mulheres com quem você esteve? Diga-me ao menos o nome da primeira. — insistiu também sentando-se e se colococando na frente da loira. — ou diga-me se eu a conheci.
– Sim, você a conhecia. Foi na época em que nós duas estávamos cursando o último ano do ensino médio, e foi na festa de formatura que ela e eu nos beijamos. Eu precisei beijá-la para saber se eu gostava de meninas de verdade, e ela me beijou de volta porque dizia que me achava atraente, e apartir daí nunca mais eu a vi, acho que ela foi morar em Boston. — disse com o cuidado de deixar bem claro que não via mais a primeira menina da sua vida. Abraçou sua melhor amiga a trazendo para seus braços. — E que tal se agora você me contar direitinho como foi com Zelena, hein?
Regina resolveu não mais cutucar aquele assunto. Não tinha mesmo porque querer saber das garotas do passado de Emma, se elas estavam no passado, não tinha com o que se preocupar, mas bem no íntimo adoraria saber o nome delas, queria descobrir o nome dessas duas que saborearam os lábios de Emma antes dela. No momento não queria colocar complicações para o que estavam tendo, queria somente aproveitar sem se preocupar com os demais. Aproveitar as novidades que esta deliciosa tarde e noite estavam dando á ela.
Se deixou ser abraçada por Emma.
– Claro, mas antes me conte sobre o retorno de seus pais. — pediu e sem pedir pemissão alguma roubou um selinho da loira.
Emma sorriu depois do selinho e assentiu. Nem em seus melhores sonhos poderia imaginar isso acontecendo de verdade. Para ela, Regina era totalmente inalcansável nesse sentido. Se aquilo fosse um sonho, acordar seria a última tecla que apertaria.
– Claro, contarei tudo e mais um pouco.
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