Sweet Happiness
14 Capítulo 14 Há momentos de só ouvir
Notas iniciais
Silêncio era a palavra que definia-se naquele momento. Após a revelação, ninguém conseguia falar nenhuma palavra sequer pela ansiedade do que poderia sair dos lábios do Prefeito e esse silêncio realmente se tornava incômodo a cada minuto que se passava.
Henry separou-se de Regina lentamente segurando-a pelos ombros. Ninguém conseguia ler suas expressões além da seriedade que ele apresentava buscando o olhar da filha mais velha. Novamente ele ergueu o rosto da filha para encarar seus olhos, mas estes estavam fechados, indicando o medo que ela estava em ver nos olhos do pai algum rastro de decepção ou raiva.
– Regina Mills, abra os olhos. — ele ordenou.
Ao ouvir a voz do pai, a morena soltou um soluço apertando ainda mais os olhos. Tinha tanto medo.
– Regina, abra os olhos por favor. — pediu enquanto tratava de enxugar todas as lágrimas que caiam do rosto dela.
Com o toque, Regina foi abrindo os olhos com temor encontrando os olhos de seu pai sobre si. Ele a encarava com seriedade e não soube dizer o que poderia estar passando na cabeça dele.
Henry desviou seus olhos dos de Regina para poder tirar seus óculos de grau e em seguida coça-los mexendo o corpo para sentar-se mais confortavelmente no sofá. Seus braços agora repousavam sobre suas pernas e ela fitava um ponto perdido na sala. Sentia tantas coisas dentro do seu peito. Girou seu rosto novamente para encontrar o olhar conflituoso da filha que não haviam deixado de lhe observar desde o momento que os abriu.
– Você está grávida? — colocou a mão no queixo para repousar sua cabeça.
– Estou. Fiz exames dias atrás, mas foi somente para confirmar porque eu tenho certeza que espero um bebê. — sua voz era tão fraca que suas palavras saíam falhadas.
– Hum. — Henry novamente apartou seu olhor de Regina e levantou-se do sofá colando ambas as mãos nos quadris respirando profundamente absorvendo toda aquela informação. Deu alguns passos pela espaço entre o sofá até a cadeira em que Cora encontrava-se sentada a contra-gosto. — Devo supor que essa informação não deva ser de toda nova para você, não é?
Cora fixou seus olhos nos de seu marido cruzando os braços em uma pose altiva.
– Ao contrário de você querido esposo, meus olhos não enxergam o que apenas está a minha frente, eles enxergam bem mais além.
– Posso considerar como um sim então. Desde quando?
– Menos de 24 horas. — respondeu e nesse momento seu olhar cruzou com o de Regina.
– Suponho então que essa seja a razão para que tudo desencadeasse a esse ponto, não?
– Analise você mesmo meu querido.
Naquele momento Emma sentiu que deveria mais que nunca demonstrar seu apoio á sua amiga e então sutilmente deslizou sua mão pelo curto espaço no sofá que as separavam até encontrar a mão de Regina e entrelaçar seus dedos nos dela apertando carinhosamente. Regina não moveu seu corpo para encontrar o par de esmeraldas que eram os olhos de Emma, sentia-se tão petrificada na espera de alguma resposta vinda de seu pai que o único gesto que fez para assegurar a Emma que havia gostado do carinho foi apenas apertar também sua mão.
"Pare de se comportar como uma menina assustada Regina, você já não é assim, erga a cabeça." — se repreendia a todo momento.
– Realmente você vai ter um bebê? — A voz de seu pai a trouxe de volta.
Henry havia voltado a sentar-se ao seu lado e ali estava ele novamente com aquele olhar ilegivel encarando-a tão profundamente analisando-a, que Regina duvidou por longos segundos em respondê-lhe.
– Sim, realmente irei ter um bebê.
Henry colocou a mão no rosto da filha retirando alguns fios de cabelo que haviam colado em sua bochecha por conta das lágrimas e ternamente acariciou-lhe naquela região.
Ele sorriu. Um sorriso afetuoso, um sorriso com emoção. Um sorriso sincero. Um sorriso que só um pai dedicado daria á sua tão amada filha.
– Eu vou ser avô? — perguntou sem desmachar seu sorriso.
Regina quando viu aquele sorriso não pode conter sua emoção e sorriu igualmente ele.
– Sim, terás um neto.
– Ou neta. — adicionou o Prefeito que naquele momento era apenas um pai emocionado e preocupado com a filha.
– Ou neta. — repetiu.
Então acompanhado com um suspiro de alívio, Regina balançou seu corpo até está inteiramente envolvido pelos braços do Prefeito em um abraço apertado e carregado de tanto carinho que naquele momento todos os medos e incertezas de Regina saltaram para fora de seu coração fazendo-a relaxar seu corpo completamente.
Cora levantou-se da cadeira e então começou a aplaudir conseguindo a atenção de todos para si.
– Bravo, mais uma vez você está passando a mão na cabeça dela. Mais uma vez você está fechando seus olhos para mais um erro dessa garota ingrata.
Henry separou-se de Regina e seus olhos se estreitaram na direção da esposa.
– O que você quer que eu faça? Quer que eu grite, que eu faça um escândalo e que despreze minha própria filha por um deslize cometido? O que está feito está feito, Cora. O que podemos fazer nesse momento é mostrarmos que somos uma familia de verdade e oferecermos sem condições nosso apoio. Eu apenas cumpro e vou continuar cumprindo meu papel de pai com ela.
– Sua filha vai ter um filho de um rapaz que nem mesmo quis saber desse... desse bebê. Nossa familia vai está com o nome na boca do povo, Henry.
– Já chega, mãe. — Regina esbravejou. — Quem vai ter o filho sou eu e quem vai cuidar dele sou, portanto sua opinião já não é mais válida. Ontem você já deixou bem claro sua posição á respeito disso e hoje mais uma vez eu digo, meu filho está em primeiro lugar e como você bem disse, eu já não sou sua filha, então deixe-me em paz e vá embora, sua presença está se tornando algo pesado aqui.
– Regina, acalme-se por favor. — Emma pediu tentando puxar sua amiga de volta, mas esta recusou o toque da loira e caminhou até a porta do apartamento abrindo-a violentamente.
– Saia Cora, saia e não ouse mais voltar.
Exibindo uma pose totalmente inabalável, Cora tranquilamente pega sua bolsa e de lá retira seus óculos de sol colocando-os sobre seus olhos em seguida, seus pasos pareciam ser contados até parar no meio do espaço da porta e dizer:
– Na vida tudo vem com um preço, uns mais baratos outros mais caros... Espero sinceramente que não se arrependa de suas escolhas, querida, porque eu no seu lugar temeria o que estar por vir.
Respirando fundo e sem olhar sequer uma vez para Cora, Regina fecha a porta da mesma forma que a abriu e logo depois, como uma menina precisando de afago, ela deixou-se ser abraçada pelo Prefeito que a sustentou com todo o cuidado.
– Preciso que me conte tudo Regina, desde o começo. Necessito acreditar que minha filha confia o suficiente em mim e que eu não errei na sua educação como eu acredito fielmente que isso não é o caso.
Regina assentiu ainda no abraço. Seu coração estava aliviado porque embora não tenha o apoio de sua mãe nessa nossa jornada na vida, seu pai, o homem a quem sempre admirou, respeitou e amou cegamente estava ali a seu lado, cuidando-lhe e agora apoiando-a.
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– Sabe, existe vida além desses projetos e da tela do seu notebook, não quer tentar prová-la uma horas dessas como... agora? — disse Ariel soando irônica sentada em uma das mesas do restaurante da Granny com Belle.
As duas haviam combinado de se encontrar no local para um descanso e uma possível conversa pessoal que estavam planejando em tê-la há alguns dias, mas a primeira coisa que Belle fez ao chegar foi conectar seu notebook e depositar um enorme bloco de anotações no qual realizava cálculos intermináveis na opinião de Ariel, que já estava cansada de ficar á espera de alguma atenção de sua companheira.
– Eu já estou terminando Ari, falta só eu calcular o valor dos produtos que eu pedi esta manhã. — Dizia Belle encarando a tela do computador teclando algumas coisas que somente ela poderia entender.
– Gostaria muito de saber porque me chamou para cá quando sua atenção está totalmente voltada para o seu trabalho. — disse enquanto bebericava um copo de suco. — Se eu soubesse que seria assim, teria ficado na biblioteca ao invés de ficar segurando vela para você e seu explendoroso computador.
Belle parou de teclar e deslizou a tela do notebook para baixo desligando-o e então dirigiu seu olhar para Ariel.
– Me desculpe, eu... eu só não quero que Regina se decepcione ou se arrependa por ter me escolhido para ajudá-la na organização do restaurante dela. Me desculpe, eu acho que estou me preoucupando demais, eu sei... E ainda tem nós...
– Ainda não tem um nós. — cortou suavemente. — Se você deixar isso por um instante e conversamos sobre o que houve á uns dias atrás, poderemos tentar descobrir se futuramente poderá ter um nós. Regina não se decepcionará por ter te escolhido, porque se ela escolheu você, é justamente porque ela sabe o quanto você é capaz de realizar essa tarefa e divinamente bem.
Belle sorriu sentindo suas bochechas corando.
– Você tem razão.
– Diga-me uma coisa que eu não sei. — brincou.
– Nós duas.
– Mas não por muito tempo.
Ariel colocou sua mão sobre a de Belle, que por sua vez aceitou entrelaçar seus dedos nos dedos da ruivinha á sua frente.
– Estarei disposta a ser verdadeira com você, contanto que você também seja verdadeira comigo... em tudo.
– Não tenho motivos para não ser.
– Muito bem. — seus olhos fitaram suas mãos unidas por alguns segundos antes de tomar bastante ar e deixar deslizar para fora de seus lábios o que tanto queria saber naquele momento, desde que a palavra "nós" foi jogada sobre a mesa. — O que Eric representa para você agora?
– Muitas coisas.
– Define-as.
– Definirei-o em somente uma palavra, carinho. — disse sincera. — Eric foi alguém muito importante na minha vida e continuará marcado nela como o menino em que dei meu primeiro beijo aos treze anos, meu primeiro namorado aos quinze e meu primeiro homem aos dezesseis. Ele foi meu companheiro em todos os sentidos durante todos esses cinco anos em que estivemos juntos e teria sido bem mais se a rotina e o afastamento por ambos não tivesse conseguido desgastar o relacionamento, levando-o assim a buscar em outras o que já não encontrava em mim.
– Você ainda o ama?
– Eu amo o que ele representou na minha adolescência. Amo o que ele me deu e o que eu dei á ele enquanto estávamos juntos, amo o namoradinho perfeito que ele foi, tornando assim minha juventude algo muito agradável de se lembrar no futuro, mas hoje é diferente. Eu fiquei chateada por ele ter se envolvido com outra enquanto namorávamos pelo simples fato de que tudo poderia ter se resolvido em uma conversa, uma vez que o namoro já estava frio.
– Porém você e Killian inventaram um namoro com único objetivo de dar uma lição em Eric, o que eu devo pensar sobre isso?
– Em uma ex-namorada que estava magoada e triste á sua vez por finalmente ter que deixar uma longa história para trás, mas não porque quisesse revivê-la, mas sim porque o fim dela não foi contada da melhor forma.
– E qual deveria ter sido a melhor forma?
– Uma conversa em que ambos fossem sinceros um com o outro e que no fim resultasse em uma relação no mínimo amigável.
– Porém houve um fim. — sussurrou incerta e esperaçosa enquanto brincava com os dedos de Ariel.
– Um fim para o começo de uma nova história, uma que poderá ser mil vezes melhor.
Nesse momento as duas ergueram os olhos. Azuis e verdes se encontraram tímidamente deixando que em seus rostos desenhassem um sorriso igual.
Um click.
As duas quebraram o contato visual quando conseguiram ouvir um click de um flash de uma câmera fotográfica.
– Essa aqui vai direto para a pasta de "Amigos bobões com caras de apaixonados." — Ruby disse animada e travessa visualizando a foto que acabara de registrar.
– Ruby, isso é invasão de privacidade. — reclamou Ariel levantando-se e tentando tomar o câmera das mãos da morena. — Ai me dá isso aqui.
– Nops. — Ruby erguia a câmera com seus braços no alto. — Se quisessem privacidade estariam trancadas em um quarto e não em um lugar público... eu preciso muito mostrar isso para a Emma. — sorriu já imaginando a cara de impactada que possivelmente Swan fará.
– Ruby. — repreendeu fazendo biquinho. — Não faz isso.
,- Hehe, me paguem duzentos mil doláres e eu apago a foto e não posto em nenhuma rede social.
– Se eu tivesse esse valor disponível, eu pagava para cortarem a sua língua por ser tão metida nos assuntos alheios. — disse Belle visivelmente chateada levantando-se da mesa recolhendo todas as suas coisas. — Ariel, depois continuamos com nosso conversa, eu tenho que ir agora.
– Oh, tudo bem. — disse um pouco decepcionada.
Belle gentilmente deixa um beijo na bochecha de Ariel e logo se vai do restaurante.
– Viu o que você fez?! — Ariel se volta para Ruby com uma expressão irritada.
– Ai amiga, calma. Belle que anda muito estressadinha últimamente, mas olha, eu estou muito contente que as coisas enfim entre vocês duas estejam se acertando, eu já vinha sentindo esse cheirinho de paixão desde uns meses, mas pensei que vocês iriam demorar um século para perceberem isso. — Ruby empurrou Ariel para o canto da mesa até sentar-se ao seu lado. — Deixa eu te mostrar a foto. — rolou as imagens pela tela da câmera até encontrar a foto procurada. — Aqui! Ficou linda, a luz que vinha contra o vidro da janela resultou em ótima moldura, é possível enxergar o quanto vocês se gostam. Esse olhar e esse sorriso que ela te dedica não deixa dúvidas... Vocês nasceram uma para a outra como Adão e Eva, só não vá comer o fruto proibido de outra hein... — cutucou com o braço a outra que por sua vez revirou os olhos e deu um leve tapinha na garçonete.
– Palhaça. — resmunga. — Me envia essa foto, eu gostei dela.
– Claro. — diz piscando o olho. — Mas me fala, como vocês... chegaram a esse ponto?
Mordendo o lábio inferior e sentindo-se ficar corada, Ariel responde:
– Nos beijamos.
– Aaaaaah conta, conta, conta... Conta tuuudo.
– Ruby, por Deus, não seja inconveniente. — disse sorrindo.
– Ah não, por todo amor e glamour de minha Jolie, pode ir desembuxando, começou agora tem que terminar. Você atiçou minha curiosidade, agora é obrigação sua me revelar nos mínimos detalhes.
– Você não tem que atender as outras mesas?
– Você não tem uma história para me contar? — rebateu. — e ademais hoje todos os ajudantes estãos presentes no restaurante, portanto posso ficar aqui e te ouvir, então comece a relatar.
– Está bem, te contarei.
– Já pode começar.
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Enquanto Regina e Henry Mills conversam sozinhos na sala de estar, Emma, August e o pequeno Mills estavam no quarto de Emma jogando jogo de cartas.
– 09 — disse Henry jogando uma carta em un monte que se centrava entre os três que estavam sentados no tapete do quarto formando um círculo.
– 10 — foi a vez de August que por sua vez suspirou de alivio ao ver que a carta que jogara tinha um valor menor.
– 11 — Emma jogou a carta e lamentou que a carta sacada fosse um valéte, valor exato do número da vez.
– Xii Emma, vai ter que comer todo o montinho. — Henry zombou sorrindo.
– Aii cansei desse jogo. — Emma disse frustrada se jogando no chão e deixando as cartas espalhadas ao redor.
– Ah não seja mau perdedora Swan. — cutucou August também deitando no chão ao lado de Emma.
– Não é isso, é só que estou cansada e ao mesmo tempo preocupada.
– Eu também estou preocupado. — ele colocou as mãos por debaixo da cabeça fitando o teto. — Preocupado com o que enfretarei quando chegar em casa. Tia Cora é muito imprevisível.
– Eu não me preocupo com ela, não totalmente. Estou preocupada com todo esse desenrolar. Logo todos saberão que Regina está grávida. Tenho medo do que Cora possa fazer para afetar ela.
– Minha irmã vai ter um bebê? — Henry perguntou se arrastando entre Emma e August e deitando praticamente sobre a sua loira favorita, posicionando sua cabeça sobre o peito dela.
– Você gostaria disso? De ter um bebê na familia, um sobrinho seu? — perguntou enquanto alisava os cabelos do menino.
Ele ficou em silêncio por alguns minutos parecendo refletir.
– Eu gostaria sim, mas não como um sobrinho, eu sou muito pequeno para ser chamado de tio.
Tanto Emma quanto August sorriram com a declaração do garoto.
– E como seria?
– Como um irmão. — disse seguro. — Um irmãozinho para jogar video game comigo.
– Mas como assim, Henry? Regina é sua irmã, logo então seria sobrinho. — August fez a observação.
– Depende de com quem ela vai ter o bebê.
Emma ficou confusa, levantando-se e trazendo Henry para sentar em seu colo.
– Eu não entendi, poderia me explicar como seria isso?
– Claro. — ele assentiu. — Se a Gina tiver um bebê com alguém que eu não conheça ou quem eu não goste muito, poderei até considerar o bebê como sobrinho, mas se ela tiver o bebê com você, eu vou considerar ele como meu irmão ou irmã.
– Como assim comigo?
– Porque a Gina é minha irmã e você também é como se fosse minha irmã, então irmã com irmã dá em um irmão. — ele respondeu como se aquilo fosse o mais lógico.
Emma sorriu beijando o topo da cabeça do garoto.
– Você tem razão garoto, então acho que logo você terá um irmão.
– Maneiro.
– Eu estava pensando... O que vocês me dizem de irmos amanhã para a praia? Eu, vocês dois, Regina e mais alguns amigos. O que lhes parecem?
– Ah eu não sei, eu tenho muitos trabalhos para fazer. E eu acho que vou começar a procurar um emprego.
– Emprego? Para que? Você já torrou toda aquela enorme fortuna que seu avô te deixou? Eu não acredito Emma, aquele dinheiro dava para uma vida inteira e ainda sobrava para a reencarnação.
– Eu ainda não toquei um só centavo daquele dinheiro, eu só uso o dinheiro que meus pais continuam me mandando todo mês.
August se surpreendeu com aquela noticia.
– Mas como não, Emma? Já se passaram cinco anos e você ainda não tocou naquela dinherama?
– Porque é dinheiro dele, eu não... Eu não quero. — aquele assunto estava deixando-a incomodada e se continuasse poderia acabar passando mal como toda vez que acontecia com a menção do nome de seu avô.
– Eu sei que vocês dois não se davam bem, mas Emma, ele já se foi, não existe mais... E esse dinheiro tem que ser usado.
– Mas eu não estou preparada para usá-lo tá legal? É tão dificil entender isso?
Emma levantou-se colocando Henry sobre sua cama e já sentindo-se enjoada e uma leve falta de ar.
– Eu realmente não entendo,você tem que usar, você é jovem... Poxa, eu com um dinheiro desses estava viajando o mundo inteiro. Isso se chama desperdício, sabia? Seu avô te deixou esse enorme presente, aproveite-o.
– Mas eu não quero, eu não preciso. — Emma disse respirando com dificuldade.
– Seu avô te amava Emma, sempre achei estúpido o modo como você o tratava. — acusou o rapaz aproximando-se da loira.
Atônica com o que ouvira, Emma se vira para o rapaz tendo já seus olhos cheios de água.
– Estúpido? Você achava estúpido? — gritou enfurecida pegando assim o jovem de surpresa e deixando um Henry assustado que nunca tinha presenciado Emma com aquela expressão.
– Sim, estúpido. Ele fazia de tudo para te agradar, comprava tudo o que você precisava e o que não precisava, te tratava como uma verdadeira princesa.
A cada palavra do amigo, Emma sentia que seu ar se acabava mais e mais e suas mãos esfriarem. Estava nervosa, completamente nervosa. Seu coração batia sem controle e tudo parecia girar.
– Você não sabe de nada, você não pode me acusar quando não tem conhecimento de nada, do que... do que eu vi-via.
E tudo aconteceu muito rápido. Como uma queda de energia, Emma só conseguiu ver quando suas pernas lhe trairam e August aproximar-se de si rapidamente com o intuito de segurá-la para então tudo se voltar silencioso e escuro.
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