Sweet Happiness

15 Capítulo 15 Alguém está de volta


Notas iniciais
Boa noite meninas, quanto tempo né? Eu sei, eu sei... Nos sumimos por muito tempo, podem descer a lenha na gente, mas existe explicações... Eu, Laly, na semana passada fiquei muito doente e com isso meu ânimo para escrever também adoeceu... :( Eu sinto muito. Até tentei postar antes, mas houve outros problemas que nos tomaram tempo, principalmente o meu. Bom, quero dizer uma coisa á vocês, mas antes quero agradecer á Alexia, Swan Queen Shipper, Damis Castle, Miss Morrison, Tamara Az e Gaby Linn por terem favoritado a fic. Bem, o que eu quero dizer para vocês é que eu sei que vocês anseiam muito que Emma e Regina se envolvam logo de uma vez e que talvez eu esteja conduzindo a fic de uma maneira muito lenta, mas eu não consigo fazê-las se pegando ainda, não é algo que vá demorar muito a acontecer, mas não posso prometer que isso já acontecessa no próximo capítulo porque tenho que ajustar coisas entre elas antes das duas se deixarem levar pelos seus sentimentos. Tenha só mais um pouquinho de paciência pleeeeease. Agora as deixo com o cap. beijinhossss ;)

"Durante uma das tardes de Janeiro do ano de 2004 toda a cidade de Storybrooke era banhada por uma intensa massa chuvosa sem previsões definidas para baixos níveis, impossibilitando assim algumas crianças que normalmente se divertiam correndo por toda cidade saírem de seus lares, causando tédio e frustração. E Uma das mais inquietas delas, estava nesse momento sentada sobre suas pernas encarando com desânimo como as gotas da chuva deslizavam violentamente.contra os vidros das Janelas de seu quarto.

– O que você tanto olha, minha pequena?

– A chuva. — respondeu sem vontade alguma.

– Porque?

– Não tenho nada melhor para fazer.

– Ah isso não é verdade. — o homem sentou-se ao lado da pequena fazendo o mesmo que ela, encarando aquelas janelas completamentes molhadas do lado de fora. — A casa é enorme, você poderia fazer muita coisa, basta usar a beleza mais pura de uma criança que é a imaginação.

– Não me sinto animada para usá-la. — respondeu suspirando com pesar tirando seus olhos de seu ponto adorado até aquele momento e fitando os olhos de seu avô.

– Seu tédio e desânimo... não são causa principal por estar chovendo, não é? — ele perguntou afastando os fíos dourados da franja da pequena que cobriam os lindos olhinhos esmeraldas de sua única neta. — Eu vi o que aconteceu entre vocês duas esta manhã; ela não fez por mal meu amor.

– Eu sei. — disse Emma virando seu rosto para o outro lado tentando se esquivar do contato físico com seu avô. — Eu sei que ela não quis.

– E porque ainda estão brigadas? — perguntou, novamente tentando aproximar-se de Emma, agora com uma mão nas costas da neta deslizando de cima á baixo, e lhe sorrindo de uma maneira bem inigmática. — Olhe para mim quando eu estiver falando Emma, gosto de ver seus olhos, eles me lembram muito os olhos de sua avó.

Emma ergueu a cabeça voltando a olhar nos olhos de Leopold. Os ventos da chuva vez ou outra arremessavam alguns finos galhos de árvores contra os vidros da janela, fazendo Emma assustar-se com o barulho.

Com a falta de resposta da neta, Leopold prosseguiu:

– Você realmente é a cópia fidedigna de minha falecida esposa, Emma. Nem Mary tem tamanha semelhança. — Percorría com seus dedos cada traço do rostinho de Emma. — Ah! como eu amei Eva, como eu a adorava... Você teria gostado muito de tê-la conhecido, pois ela era a mulher mais maravilhosa de todos os tempos, assim como eu acredito que um dia você será.

Mais uma vez Emma desviou seus olhos de Leopold e este por sua vez sem nenhuma delicadeza puxou o rosto de Emma para sua direção, deixando a garota um tanto assustada pela atitude inesperada do pai de sua mãe.

– Eu já disse para você me olhar quando eu estiver falando com você. — ordenou mantendo sua voz em um volume baixo para que só sua neta o ouvisse. — Seus olhos podem ser a perdição de qualquer um minha querida.

– Vovô, o senhor está me machucando desse jeito. — Emma disse se sentindo confusa por aquela situação, um brilho diferente tomava conta dos olhos de seu avô, brilho este que ela não pôde identificar.

Leopold subiu seus dedos acariciando a bochecha rosada de sua neta e em seguida marcou aquela região com um beijo, causando certa repulsa na menina quando a grossa barba do homem foi roçada em suave pele.

– Você é uma princesa, Emma. Você terá tudo o que quiser, basta me pedir que eu darei com o maior prazer.

– Então eu quero voltar para a minha casa, voltar a morar com meus pais. — disse tentando conter seu choro levantando-se do chão.

O Prefeito fez o mesmo que ela acompanhando os mesmos movimentos de sua neta, claro, com um pouco de dificuldade pela idade já se avançando.

– Sinto lhe informar que isso durará muito para acontecer, e mesmo que não fosse o caso, eu não poderia mais deixar você partir.

Emma encarou o avô com tristeza e tal como ele, o olhou com uma ponta de desafío.

– Porque? — indagou.

– Por muitos motivos minha querida, muitos. "

*SH*

A cada palavra do amigo, Emma sentia que seu ar se acabava mais e mais e suas mãos esfriarem. Estava nervosa, completamente nervosa. Seu coração batia sem controle e tudo parecia girar.

– Você não sabe de nada, você não pode me acusar quando não tem conhecimento de nada, do que... do que eu... vivia.

E tudo aconteceu muito rápido. Como uma queda de energia, Emma só conseguiu ver quando suas pernas lhe trairam e August aproximar-se de si rapidamente com o intuito de segurá-la para então tudo se voltar silencioso e escuro.

– Emma! — ele chamou erguendo a loura nos braços e a conduzindo até a cama onde a deitou mais confortalvemente possível. — Droga, Emma acorde. — dava leves tapinhas no rosto da amiga no intento de despertá-la. — Henry, chame a Regina agora.

Mesmo assustado e perdido com tudo aquilo, Henry obedece o primo e vai em busca da irmã.

– Acorde sua loira marrenta, você está me deixando preocupado e de verdade, pare com essa brincadeira. — insistia o rapaz com a mão no rosto da loira enxugando as lágrimas que haviam sido deixadas no calor da discussão. — Eu sei, eu sei... eu exagerei. Se você quiser eu retiro tudo o que eu disse, e ainda mais, eu deixo você me chamar de Pato Donald da mesma forma de quando éramoa crianças, lembra? Agora acorde por favor, você sabe que eu me desespero fácil com essas coisas. — pediu ele baixinho.

– Oh meu Deus o que aconteceu? — era Regina entrando de supetão na porta afastando com urgência August da cama e sentando-se no lugar onde antes ele estava. — O que aconteceu? Como ela desmaiou?

– Eu não sei bem, estávamos falando sobre o avô dela e quando dei por mim, ela já estava caindo no chão. — tentou explicar August sentindo-se agora culpado pelo olhar intimidador que recebeu da prima.

A morena ouviu a explicação de August e no mesmo instante sentiu uma forte vontade de socar a cara dele. Todos sabiam que Emma não gostava de falar sobre o avô, que aquilo virara um assunto tabú, que para Regina, o motivo disso seria por conta do acidente que pôs fim a vida de Leopold White e que lamentavelmente ocorreu bem diante dos olhos de sua melhor amiga. Uma infeliz noite que jamais poderiam esquecer, principalmente Emma.

– Seu idiota, você não deveria ter falado nele, você sempre foi conciênte de que ela não reaciona bem quando se é mensionado o nome do avô. — reclamou tomando as mãos de Emma nas suas e as acariciando. Algumas vezes aquilo já havia acontecido em sua presença e Regina sabia que desesperar-se de nada ajudaria, então estava fazendo o que sempre fazia quando isso acontecia com Emma, uma leve massagem nas mãos da amiga á espera de qualquer reação.

– Eu pensei que ela já havia superado isso, afinal isso já vai fazer seis anos. — disse baixinho entristecido pelo ocorrido. — Não seria melhor levá-la á um hospital?

– Não, não é necessário. — respondeu em um leve tom seco evitando olhar para o primo. — Você poderia nos deixar à sós?

– Claro. — se pôs de pé. — Se precisar de mim basta me chamar.

– Eu sei, fique tranquilo quanto a isso. — disse sem desviar os olhos do rosto de Emma, não é que estivesse culpabilizando o rapaz do ocorrido, mas no momento sua única preocupação era o bem estar da amiga. Sua atenção estava toda voltada para ela.

– Ok. — foi a última coisa que August disse antes de abandonar o quarto, deixando as duas a sós conforme a prima havia pedido.

Assim que se deu conta que estava sozinha com Emma, Regina subiu um pouco mais na cama sentando-se bem mais próxima á ela. Separou alguns fíos de cabelo que estavam colados na testa da loira com as pontas dos dedos exercendo um maior cuidado. Escorregou seu dedo indicador pela curva do nariz impinado da amiga, deslizando-o em seguida pela bochecha direita seguindo a linha do maxilar descendo pelo pescoço e trançando um caminho curvilíneo até voltar a ter sua mão sobre as mãos de Emma. As apertou.

– Já pode abrir os olhos, não tem mais ninguém aqui além de mim. — disse suavemente esperando a amiga abrir os olhos, sabia que há algum tempo Emma já estava conciente. — Confie em mim.

– Eu sei. — sussurou Emma ainda de olhos fechados.

Regina sorriu aliviada.

– Então porque não abre os olhos?

– Porque eu ainda não ganhei meu beijo. Só posso despertar quando eu ganhar um beijo da minha salvadora. Não é assim que acontece nos contos de fadas?

Regina sabia que Emma estava tentando fugir do assunto que lhe causou o mal estar. Sempre era assim quando isso acontecia, ela fazia como se nada tivesse acontecido e mesmo que tentassem abordar o assunto e desenrolá-lo, o clima sempre pesava e Emma se fechava mais e mais, não dando outra alternativa á Regina que não fosse somente esperar pacientemente pela boa vontade da amiga de abrir-se á ela livreme de qualquer pressão.

– Não vivemos em um conto de fadas, Emma.

– Eu sei disso, não existe finais felizes no mundo real, mas ainda sim eu quero o beijo da minha salvadora.

Regina revirou os olhos negando com a cabeça.

– Vamos Emma, abra os olhos logo de uma vez ou eu vou te encher de cocégas até você não resistir mais. — disse dando empurrões na loira que por sua vez forçava os lábios para não deixar escapar seus risos.

– Eu dúvido. — provocou no fim torturando seu lábio inferior o mordendo.

Não ouviu uma resposta vinda de Regina, o que obteve foi uma morena que com uma certa agilidade se colocou sentada sobre o abdômen da loira com um joelho de cada lado.

– Regina o que...?

– Foi você quem pediu por isso.

E antes que Emma pudesse reacionar, sentiu os dedos hábeis de Regina lhe atingirem em seus pontos mais sensíveis. Gargalhou se contorcendo debaixo da morena, que contagiada pela deliciosa e sonora gargalhada da amiga também sorria.

– Pára... Por favor... Pára. — falava entre os risos. — Ok, Ok! Você venceu.

– Oh não! — fez uma falsa carinha de surpresa. — Meus dedos criaram vida própria, eu não consigo detê-los.

Com a movimentação dos corpos, a blusa de Emma já tinha subido deixando grande parte da sua barriga exposta e parte de seu sutiã também. As duas ainda não haviam se dado conta disso.

– Oh God. — Emma ofegava tentando conter suas risadas. — Chega Regina, eu já estou com os olhos abertos, tão abertos... que é capaz de saltarem para fora.

– Não, ainda não é o suficiente sua loira abusada.

As mãos de Regina mais apalpavam do que faziam cócegas. Emma estava vermelha e a respiração já estava inregular.
– Abusada ahm? — impulsionou o seu quadril desiquilibrando sua melhor amiga para o outro lado da cama, fazendo a morena cair de costas no colchão. Sentou sobre a barriga de Regina tenho o cuidado de não forçar todo o seu peso sobre ela. — Já chega tá' legal? — segurava os dois pulsos da amiga um de cada lado da cabeça.

Desfazendo pouco a pouco seu ataque de risos, Regina balançou a cabeça positivimente.

– Ótimo. — disse vitoriosa, mas ainda mantendo o sorriso.

– Seus olhos... Gosto dos seu olhos.

– Eu nem tanto. — saiu de cima de Regina deitando-se do lado respirando fundo. — Uma vez me disseram que meus olhos eram parecidos com os da minha avó Eva.

– Eu não conheci sua avó então eu não posso opinar. — virou-se para a loira arrastando seu corpo aninhando-se ao corpo da estudante de jornalismo enlaçando firmemente seu braço na cintura dela. Era tão bom sentir o corpo de Emma pegado ao seu.

– Eu também não a conhecí. — disse fazendo carinho no braço de Regina, descendo e subindo seus dedos por todo o cumprimento. — Regina?

– Hum?

– Como foi a conversa com seu pai?

– Ai meu Deus, eu esqueci do meu pai. — deu-se conta de que havia esquecido-se completamente da presenças de outros na casa. Estar com Emma sempre a deixava com a sensação de estar sobre uma nuvem. Sorriu enquanto tratava de levantar-se da cama. — Vem, vamos comunicar á eles que você já está bem.

– Oh não, eu estou com preguiça, fica aqui comigo só mais um pouquinho. — falou manhosa tentando puxar de volta a amiga.

– Não Emma, levanta daí, tem pessoas alí na sala realmente preocupados com você e um deles estava a ponto de chorar quando foi me avisar que você estava passando mal.

– Quem? — perguntou abandonando as gracinhas e ficando séria saindo da cama.

– O Henry. — respondeu enquanto arrumava o vestido que tinha ganhado algumas ruguinhas por conta da gostosa brincadeira das duas.

– Ele ainda está aqui?

– Sim, esperando uma notícia sua.

– Então não vamos fazê-lo esperar mais.

– É isso o que estou tentando fazer. — estendeu sua mão. — vem.

Agarrou a mão de sua amiga e juntas reuniram-se aos que as esperavam na sala, provocando alivio nos três rapazes que estavam tensos com todos os acontecimentos daquele nada calmo e cheio de conflitos dia de sábado.

*SH*

Durante o dia de domingo, ambas ainda se recuperando dos eventos que se sucederam no dia anterior, Emma sugeriu uma caminhada até a praia e na volta ambas tomassem o café da manhã na cafeteria que ficava próxima ao apartamento. Sem nenhum motivo para rejeitar, Regina aceitou a proposta da amiga. A caminhada foi silenciosa para ambas, pois cada uma estava concentrada em seus próprios problemas e temores. Regina refletia no quanto a sua vida havia mudado radicalmente em questões de dias. Refletia no quanto tudo que havia acreditado em todo sua vida não passava de apenas ilusões e meros sonhos bobos e no quão pesada poderiam ser as consequências da vida por escolhas erradas que ela havia tomado, não que fosse tão erradas em partes, mas sabia que poderia ter evitado muitas dores se não tivesse se envolvido com quem não deveria.

Já Emma tinha a mente repleta de dúvidas bem diferentes de Regina. Durante a madrugada havia recebido um mensagem de sua mãe avisando-a que em poucos dias estaría de volta á cidade com seu pai, e que provavelmente dessa vez sería para ficar, e por bem conhecer sua mãe, notava-se na mensagem que a Senhora Nolan aparentava estar séria e brava por motivos desconhecidos por parte de Emma. Na mensagem não havia nenhum dos apelidos melosos que Mary usava ao se referir á filha e nem uma saudação, apenas existia a noticia de retorno. O que teria acontecido com seus pais para essa inesperada volta para a cidade? Essa era a grande pergunta que não saia da cabeça da loira.

E conforme planejado, quando fizeram a volta para retornar ao apartamento, passaram na cafeteria onde tomaram a primeira refeição do dia. O silêncio entre as duas se desfez e juntas ainda no café decidiram o cardápio que fariam para o almoço.

O dia seguiu tranquilo, sem nenhum momento conturbador dessa vez. Durante a noite receberam a visita de Ruby trazendo consigo sua maravilhosa coleção de filmes de sua estrela de cinema favorita. A jovem surpreendeu-se ao ver Regina alí e principalmente quando soube que agora a morena dividia apartamento com a amiga loira, e depois de saber os seguintes motivos para isso, sentiu seu sangue ferver e uma enorme vontade de estapear a mãe de Regina tomou seu ser.

–... Mas quem ela pensa que é para sugerir que retire meu sobrinho? Ela é louca ou que? Desculpa Regina, eu sei que ela é sua mãe, sinto muito dizer isso, mas se antes eu já detestava essa mulher hoje e agora eu declaro ódio eterno por ela e quando eu a ver, ela que se prepare pois ela vai me ouvir. Ah! Se vai. E ainda mais expulsa você de casa, que velha cretina! — Ruby falava andando de um lado para o outro com os dentes cerrados e completamente nervosa.

– Ruby, acalme-se! Não vale apena. — dizia Emma enquanto arrumava a mesa do jantar para as três.

– Ela não vale apena, mas meu estresse vale e se eu não fazer ela ouvir tudo o que eu tenho entalado desde o dia que ela fez pouco caso da minha familia há cinco anos atrás, eu vou explodir e descontar em alguém que não merece.

– Eu me envergonho até hoje por aquele dia Ruby, me desculpe por ela. Minha mãe não tinha o direito de ter feito aquilo com vocês. — disse Regina enfiando o rosto entre as mãos relembrando o momento constrangedor que sua mãe fez ela e metade de seus amigos, que na época não eram muitos, vivenciarem.

– A culpa não foi sua Regina. — Ruby sentou ao lado da amiga tentando controlar seus nervos. — Nossa adorada primeira dama que não soube se expressar, não foi assim que ela disse para os outros convidados? — ironizou.

– Eu acho deveríamos trocar de assunto, até porque eu fiz um jantar para ser apreciado com alegria e não com desgosto por estarem falando daquela senhora. — veio Emma dizendo colocando sobre a mesa de vidro de jantar uma travessa com lasanha. Cheirava divinamente bem.

– Você quem fez Ahm? — Regina ergueu uma sobrancelha encarando a sua loira abusada.

Emma deu de ombros sorrindo, enquanto sentava-se também na mesa.

– Bom, fui eu quem coloquei no forno e fiquei esperando assar, então sim, foi eu quem fiz. — disse descaradamente.

– Nossa, quanto trabalho você teve né Emma?! O que seriamos de nós sem você não é mesmo?

– Vocês estariam perdidas.

– Ai cala a boca Emma, e vamos comer, todo esse assunto me abriu um enorme apetite. — disse Ruby pegando um prato e servindo-se.

O assunto "Cora" não foi mais tocado durante a noite. Quando terminaram de jantar, as três fizeram uma pequena sessão de cinema no quarto de Emma com os filmes que Ruby trouxera. Brincadeiras não faltaram por parte de Ruby, o que animou mais ainda a noite e fizeram com que as três esquecessem seus problemas por algumas horas. Vez ou outra Regina se pegava fuzilando Ruby quando esta deixava suas mãos escorregarem pelo corpo de Emma. Sentía-se incomodada e tentava convencer-se que aqueles toques não eram a propósito. Tentou não se fixar naquilo, nem tinha porque se fixar. Nem entendia porque aquilo lhe estava incomodando.

Quando deu hora de todas irem dormir, Ruby decidiu ficar e claro decidiu que iria dividir cama com Emma, pois alegava que a cama de Emma era a melhor cama do mundo. Regina concordou com Ruby. A cama de Emma era a melhor do mundo e por isso também desfrutaria daquele leito. Meteu-se entre Emma e Ruby na cama deixando o espaço um tanto apertado para quem estaba na ponta, no caso Ruby.

– Boa noite meninas. — disse a jovem de mechas vermelhas tentando não cair da cama.

– Boa noite Ruby. — Emma disse virando o corpo para o lado puxando Regina cuidadosamente para seus braços, para que assim sobrasse mais espaço na cama. — Boa noite Regina. — sussurrou ao pé do ouvido da amiga.

Regina sentiu seu corpo arrepiar-se só com aquele sussurro suave provindo dos lábios da loira. Nada disse, apenas se deixou levar pelos braços de Emma, deixando um sorriso satisfatório estampar em seu rosto. Nunca tinha dado-se conta até o presente momento do quanto seu corpo parecia ter sido moldado para se encaixar perfeitamente ao corpo de Emma e para sua surpresa, aquilo não lhe assustava nem um pouco.

*SH*

No dia seguinte mais uma semana se inciava e querendo ou não tanto Emma quanto Regina tinha responsabilidades que deveriam dar atenção. Foram para a faculdade como todas as manhãs, cada uma para seu determinado curso. Separaram-se marcando de se encontrarem no Granny's no horário do almoço com os outros amigos, e falando em amigos, Emma tinha um em especial que desejava muito ter uma conversa que fora deixada em aberto alguns dias atrás.

Quando entrou na sala de aula, o professor resposável pela primeira aula ainda não havia chegado, o que lhe deu tempo de abordar Killian logo na porta de entrada.

– Pode ser hoje Killian?

Killian entrara destraido na sala, quase deixa suas coisas cairem com o susto que teve pela forma como Emma lhe pegou.

– Bom dia para você também Swan. — disse revirando os olhos. — E sobre sua pergunta... Aliás do que você está se referindo mesmo?

– Não enrole Killian, você sabe que eu me refiro á Ashley.

Ambos sentaram lado á lado.

– Ah sim, sobre Ashley. — suspirou. — Você realmente quer saber sobre isso? Não seria melhor deixar para lá? Já nem tem importância, afinal Graham e Regina já não estão juntos.

– Killian, para mim tem importância e eu quero saber, então por favor pare de me enrolar com isso.

Killian passou a língua entre os lábios respirando fundo coçando de leve sua sobrancelha esquerda e se amaldiçoando por ter uma boca grande e ter deixado escapar aquele pequeno segredo que ele mantinha.

– Pode ser hoje durante a noite, ás 19 na sua casa?

– Na minha casa não, Regina está morando agora comigo e não quero que ela escute nossa conversa, tem que ser em outro lugar.

Killian franziu o cenho se escorando na cadera fitando a loira.

– O que a Regina faz morando com você?

– Eu te explico á noite. — respondeu diretamente. — Na sua casa?

– Okay, pode ser.

Quando Killian desviou seus olhos de Emma, seus olhos azuis arregalaram-se de uma maneira quase impossível, sua boca abriu em um estado de surpresa pelo que estava vendo bem na porta de entrada da sala. Estranhando a expressão espantada do seu amigo, Emma segue o olhar de Killian e quando encontra o que tanto á ele estava deixando-o surpreso, entende de imediato o porquê.

– Não me diga que... — Emma tentou dizer.

– Neal Cassidy voltou. — finalizou a frase Killian.

Notas finais
As espero nos comentários, pois estou morrendo de saudades de vocês. *---*