Sweet Happiness

11 Capítulo 11 parte 01 Limites


Notas iniciais
Olaaaaaaa, cap. surpresa *----* fiquei tão contente pela fic ter recebido mais uma recomendação que resolvi agradar vocês com um pequeno cap. antecipado. *Lua Mills Swan Jones Salvatore, muuuuuuuuuuuuito obrigada pela recomendação, eu adorei a surpresa.. Foi um gosto chegar aki e ver sua ótima recomendação, muito obrigada sua linda. * Marjorie Bellini e ALittleSwen, obrigada por terem favoritado a fic.

Coceirinha no nariz. Era isso o que Regina estava sentindo enquanto dormía. Virou o rosto para o lado franzindo o nariz a cada vez que sentia aquela leve formigação do nariz. Seus olhos estavam pesados de sono relutantes em abrirem-se. E resmungando algumas palavras incompreensíveis, ela leva a mão ao nariz para coçá-lo e ao fazer isso consegue ouvir uma risadinha reprimida.

Não entendendo bem o que estava acontecendo, Regina preguiçosamente abre os olhos lentamente, piscando algumas vezes tentando acostumar-se com a claridade do quarto. Boceja esfregando seus olhos com suas mãos como um comando para que o sono abandone seu corpo. Respira fundo e quando se dar conta de onde estava, ela gira sua cabeça para o lado oposto da cama encontrando uma Emma sentada com as pernas cruzadas olhando-a. Seu rosto trazia uma expressão sapeca unindo a um sorriso travesso e quando Regina olhou bem mais atentamente para Emma, viu qu ela segurava em sua mão uma pena branca.

– Bom dia bela adormecida. — disse Emma ainda sustentando seu sorriso travesso movendo a pena para lá e para cá.

– Bom dia, Emma. — a voz de Regina saiu rouca pelo sono.

Ela foi erguendo seu tronco até encontrar-se sentada e encostada na cabeceira da cama.

– Dormiu bem? — pergunta passando as mãos por seus cabelos e tentando arrumar alguns fios rebeldes.

– Dormi sim e você?

– Dormi como uma pedra. — sorriu e brincou com a pena no nariz da amiga. — E você dormiu feito o Patrick.

Regina tomou a pena da mão da loira.

– Então era isso que estava formigando no meu nariz. — disse sorrindo olhando para a pena. Logo voltou seu olhar para Emma. — O que você faz acordada uma hora dessas?

– Uma hora dessas? Regina, já se passam das 11h da manhã.

Regina arregalou os olhos.

– Mentira... não acredito que dormi tanto... Emma, porque você não me acordou? — perguntou ainda surpresa. Nunca acordava tão tarde, o máximo que conseguiu em toda sua vida foi dormir até ás 09h.

– Talvez eu tenha um motivo para ter deixado você dormir até agora. — disse tímidamente mordendo o lábio.

– Ah é? Qual foi o motivo então? — Regina inclinou-se um pouco na cama e usou a mesma pena que Emma usou nela e fez um desenho circular invisível na bochecha da amiga.

– Ai pára, eu tenho cócegas e você sabe disso. — graciosamente Emma saiu da cama e deu três passos ficando de frente á uma pequena mesa de madeira branca.

Em nenhum momento Regina perdeu o olhar em Emma e abriu um enorme sorisso ao ver que Emma voltava para a cama com uma linda e farta bandeija em mãos.

– Eu preparei esse café da manhã para você como uma forma de dizer sejam bem-vindos á sua nova casa. — ia dizendo tentando equilibrar a bandeija enquanto tentava se sentar de volta na cama. — Óh eu preparei o iogurte com aveia e morangos picados como eu sei que vc gosta, fiz panquecas porque sei que você também gosta, bom.. quem não gosta não é verdade?! Coloquei também o suco de laranja que você sempre diz que é indispensável e... por último porém não menos importante, seu tão adorado melão... Acredita que eu tive que brigar com uma senhora por causa desse melão no mercado? — ia dizendo Emma apontando para cada ítem na bandeja sem nem notar a cara de boba que Regina estava fazendo.

– Emma... Você fez tudo isso para mim? Nunca ninguém trouxe café da manhã para mim na cama. — seus olhos brilhavam e seu sorriso era largo.

– Fiz, queria que você se sentisse bem depois da noite de ontem com sua mãe e se ninguém não fez, não sabem o quão idiotas foram... Porque eu adorei fazer para você.

Regina retirou o cobertor que ainda estava sobre seu colo e se arrastou um pouco na cama só o suficiente para alcançar o rosto de Emma e delicadamente pressionar seus lábios na bochecha de Emma em um gostoso beijo alí. Ambas estavam com os olhos fechados aproveitando o toque.

– Obrigada. — sussurrou no ouvido de Emma, que por sua vez sentiu seu corpo arrepiar.

– Apenas aproveite, vou deixar você tomar seu café da manhã. As suas malas eu já as coloquei no seu quarto só esperando para você desarrumá-las.

Emma se afastou levantando-se da cama e saindo do quarto em seguida.

Regina ficou olhando por alguns segundos a porta que Emma acabara de atravessar. Não conseguia acreditar na sorte que tinha em ter Emma em sua vida. A cada dia sentía que gostava mais e mais dela e surpreendentemente seu coração reagia de uma maneira mais intensa toda vez que estava em sua companhia. Tinha momentos que seu coração batia desesperadamente quando Emma sorria para ela e tinha vezes que seu coração parecia parar de funcionar quando seu corpo recebia qualquer toque vindo de Emma. Era algo extramamente delicioso de se sentir e aos poucos Regina sentia que já era capaz de definir o que eram todos esses eventos sentimentais, mas tinha medo de dar um nome á isso e surpreender-se ainda mais.

Suspirou sacudindo a cabeça para espantar esses pensamentos e olhou para a bandeija que Emma havia preparado para ela. Sorriu maravilhada. Emma sem dúvidas a conhecía como ninguém e era capaz de agradá-la no mais mínimo detalhe e isso a fazia sentir uma emoção inexplicável, uma enorme vontade de abraçá-la e não soltá-la nunca mais.

– Emma. — disse suspirando novamente ao saborear a taça com iorgute.

Ao terminar de provar cada ítem da bandeija, Regina levanta-se da cama e vai em busca de Emma pelo apartamento. Ao longe houve uma voz masculina misturada com as risadas de sua melhor amiga e Regina deduziu que Emma parecia divertir-se muito com quem quer que estivesse com ela.

Sentindo uma enorme curiosidade sobre quem era o responsável por tamanha graça, Regina se encaminha em passos firmes até onde a porta de entrada do apartamento no qual estava aberta, dando a entender claramente que Emma se encontrava com o tal sujeito no corredor do prédio.

Abriu um pouco mais a porta para dar passagem ao seu corpo e ao olhar para o lado esquerdo do corredor, viu Emma encostada na parede sorrindo e um rapaz muito próximo á ela com uma mão enrolando uma mecha do cabelo da loira. Rapaz este que ela nunca havia visto. Moreno com os cabelos lisos na cor castanho e o rosto esguío e o sorriso que ele lançava á Emma deixava claro suas segundas e até terceiras intenções.

Regina sentiu seu estômago revirar e seu coração acelerar brutamente. Estreitou seus olhos quando o tal rapaz ousou colocar a mão que antes brincava com o cabelo de Emma, agora pousar sobre sua cintura.

– Emma, o que você faz aí? — sua voz saiu cortante.

Emma ao ver e ouvir Regina, se sentiu como se estivesse sido pega no flagra fazendo algo de errado, não que estivesse fazendo de fato, mas seu corpo se tensou imediatamente ao ouvir o tom como Regina usou para chamar sua atenção.

– Ah, Regina... Eu estava conversando com Walsh... Ele é... O vizinho novo do apartamento 105 e veio...

– Veio pedir uma xícara de açúcar? — perguntou desenhando um riso irônico enquanto cruzava os braços. — Não acha isso um tanto clichê?

– E-Ele não veio pedir uma xícara de acúcar. — balbuciou Emma passando suas mãos pelas laterais de sua calça, pois bem naquele momento suas mãos decidiram suar.

– Deixe que eu me apresente. — o rapaz disse se colocando de volta ao lado de Emma e lhe sorrindo bobamente, o que fez Regina revirar os olhos. — Me chamo Walsh, como a Emma disse, sou o novo morador do apartamento aqui desse andar e você deve ser Regina Mills, melhor amiga da Emma e filha do Prefeito Henry Mills, estou certo?

Ele estendeu sua mão para Regina, que por sua vez olhou-o dos pés a cabeça e por fim mirou a mão do rapaz estendida e mesmo não estando disposta a socializar com ele, Regina aceitou o cumprimento.

– Exato. — disse seca. — Mas ainda não tenho minha resposta, Emma.

– Ah é, bom... Walsh veio me entregar um pacote destinado á mim que acidentalmente entregaram no apartamento dele.

Regina ergueu uma sobrancelha olhando para Emma e não deixando também de olhar de soslaio para Walsh.

– Acidentalmente?

– Sim. — Emma respondeu. — Wash, te agradeço novamente.

– Não é necessário agradecer loirinha, só fiz o que um bom vizinho faz. Nos vemos em outra ocasião? Quem sabe em algum outro erro de entrega? — perguntou ele deixando escapar um sorriso galantear.

"Que patético." — pensou Regina sentindo uma enorme vontade de puxar Emma logo para dentro de casa.

– Talvez. — Emma disse e logo depois entrou em casa.

Regina fechou a porta seguindo Emma pela cozinha.

– Eu aprecio saber que você se relaciona muito bem com os vizinhos. Eles costumam te fazer visitas constantemente, para tomarem um chá ou vim entregar pacotes errados? — perguntou usando de sarcasmo.

Emma passou sua língua entre seus lábios contendo um sorriso faceiro. Desde pequena Regina se mostrava possessiva na amizade e agora parecia que aquilo havia tomado um pouco mais de intensidade e aquilo fazia todo o corpo de Emma se aquecer de uma maneira toda gostosa.

– Algumas vezes. — disse abrindo a geladeira e enchendo um copo com água e bebendo-o em seguida.

– Bom, agora que eu moro aqui isso vai ter que parar, não acha?

– Porquê? — perguntou deixando o copo vazio sobre a pia e dando dois passos á frente de Regina ficando alí apenas observando-a.

– Não gosto de seus vizinhos e não me caiu nem um pouco bem esse tal de Wolle.

Emma riu.

– O Que foi?

– Walsh, ele se chama Walsh e não Wolle, como você disse.

– Que seja, o nome é feio de qualquer jeito... Tal como ele. — esse último, Regina disse baixinho desviando o olhar do de Emma, para qualquer ponto da cozinha. — E afinal, porque ríam tanto?

– Walsh é um palhaço. — Emma responde pegando Regina pela mão e puxando cuidadosamente para outro cômodo do apartamento.

– Ah, isso eu pude ver claramente.

– Não, Walsh literalmente é um palhaço. Ele trabalha para festas infantis e ele estava me contando algumas piadas que ele estava treinando para usar na festa do filho de um de seus amigos.

– Então devo dizer que não gosto de palhaçadas? — perguntou tentando parecer indiferente.

As duas entraram no quarto de Regina, onde quatro enormes malas estavam postas sobre a cama.

– Acho que devemos deixar o assunto Walsh para lá e cuidarmos do assunto de sua moradia comigo, e porque não começarmos desfazendo essas malas? — Emma ia deslizando o zíper de cada mala e não pode deixar de gargalhar quando a última foi aberta deixando vísivel o que trazia dentro. — Sério, Regina?

– O que foi? Você não acha que eu iria deixar meus bebês lá não é?!

Dentro da mala no qual era o motivo de toda graça da loira, continha várias garrafas de cidras de maçã.

– Você sabe que não vai tomar isso, não é? — Emma deixou o sorriso desaparecer tomando uma expressão séria.

– Eu sei, mas nove meses passam rápido e... eu não iria deixá-las lá.

– Hum.. Então só por segurança, eu vou levá-las para um lugar bem protegido e colocar uma senha para que suas mãozinhas sapecas não as toquem. — Emma pegou como podia cada garrafa enquilibrando em suas mãos e saindo com elas para fora do quarto.

– É injusto. — Regina disse sorrindo enquanto esvaziava suas malas e organizando suas roupas e sapatos dentro do guarda-roupa e novamente voltava a sentir uma onda de sentimentos desconhecidos em seu coração. Quando viu Emma com Walsh não duvidou de que o que estava sentindo se tratava de ciúmes, mas dessa vez seus ciúmes era totalmente diferente do que já sentira antes, dessa vez sentiu raiva. Raiva de ver alguém olhar para Emma com outras intensões. Raiva por ver que Emma percebia isso tanto quanto ela e visilvemente dava corda á ele. Raiva por ver que alguém mais a fazia sorrir, -coisa agora que depois que descobriu que o rapaz era um palhaço na forma literária, não lhe afetava mais tanto-, Raiva por inexplicavelmente sentir vontade de ter magia e jogar bolas de fogo naquele maldito palhaço atrevido.

Não conseguia imaginar Emma tendo um namorado, não conseguia e não queria. Não conseguia e não queria ver Emma envolvida em um romance com nenhuma pessoa que não fosse... ela.

"- Ai meu Deus, o que é que estou pensando?"

Regina de repente congelou dando voltas no que ela própria havia concluído. Não poderia ser o que ela estava pensando, não poderia está sentindo o que ela estava pensando que estava sentindo. Não poderia. Não podia ser, porque caso contrário, teria sido cega demais todo esse tempo para não enxegar o evidente.

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August que já havia percorrido a mansão inteira atrás de sua prima, vai até o quarto do pequeno Mills, dando três batidinhas na porta só para anunciar sua chegada, pois a mesma já se encontrava aberta.

– Olá August. — disse o menino que estava terminando de organizar sua estante de livros. — O que me conta de novo?

– E ai campeão. — August se aproxima do menino dando um beijo no topo da cabeça dele. — Você viu sua irmã? Estou a manhã inteira tentando encontrá-la, mas aparentemente ela não está em casa.

– Eu não a vi, você já tentou o celular dela?

– Sim, já, mas parece que está desligado.

– Já tentou o celular da Emma? Porque se ela não está aqui em casa, deve ser porque ela está com Emma em algum lugar. — ele falou naturalmente dando as costas e apanhando mais uma pilha de livros que estavam no chão.

– Ah, boa campeão. Não tinha pensado na loira. — August retirou de sua jaqueta preta o celular sentando-se na cama de Henry. — Mas há um problema garoto.

– E qual é? — perguntou unido as sobrancelhas.

– Eu não tenho o número da Emma. — disse ele. — Você por acaso não tem?

– Eu nem tenho celular, August. — respondeu sentando-se ao lado do primo.

– A Emma ainda mora no mesmo apartamento no qual ela se mudou quando tinha 16 anos?

– Mora.

– Hum... O que acha de fazermos uma visitinha para a nossa loirinha favorita?

– Manero. — disse Henry sorrindo largamente se colocando de pé e já disposto a sair.

– Então vamos.

Em clima de brincadeira, os dois vão descendo as escadas da casa destraídos e nesse mesmo momento Cora aparece saindo da área da cozinha com um humor todo azedo.

– Para onde vão tão animados? — pergunta séria olhando os dois.

– Vamos dar uma volta. — é August quem responde erguendo o pequeno nos braços.

– Quero que saiba que se pretende adicionar meu filho como uma de suas táticas de conquistas á essas pobres moças iludidas, aconselho a nem tentar, meu rapaz.

– Relaxe tia, só vamos ver se encontramos a Regina na casa da Emma. — ele disse saindo da frente da mulher mais velha.

– Ponha meu filho no chão agora, August. — se o humor de Cora já estava ruim, agora com a mensão do nome de sua filha mais velha, ele praticamente tornou-se terrivelmente insuportável.

August parou seu caminho girando nos calcanhares e olhando para sua tia confuso.

– Porquê?

– Coloque meu filho no chão, ele não vai a lugar algum. — repetiu agora tomando Henry dos braços de August — Henry, vai para seu quarto, isso é uma ordem.

O pequeno estava tão ou mais confuso que August, trocou um olhar com um rapaz e logo devolveu para sua mãe.

– Eu não quero ir para o meu quarto, eu quero ir com August ver a Emma e minha irmã. — falava com a voz denunciando a tristeza que sentiria caso não acompanhasse seu primo.

– Mas não vai, suba para seu quarto. — Ordenou mais uma vez sentindo o estresse tomar seu corpo.

– Não. — O menino se jogou nos braços de August, que estava calado só porque ainda não tinha entendido o motivo de Cora não deixar Henry sair com ele para a casa de Emma.

Cora assumiu um rosto enfadado e sem delicadeza alguma pousou sua mão em um dos braços de Henry, puxando-o sem se importar se o estava machucando ou não. Ela havia dado uma ordem e faria essa ordem ser cumprida.

– Escute aqui Henry, Regina já não é sua irmã, ela deixou de ser uma Mills, tornando-se uma estranha para a nossa familia e portanto não quero te ver com estranhos.

– O que você disse, Cora? Que história é essa de Regina não ser mais da nossa familia?

A voz do Prefeito ecoou pela sala.

Com a voz alterada de Cora, o Prefeito, que estava entrando dentro de casa naquele momento, conseguiu ouvir a última parte da conversa e toda aquela cena era mais que confusa em sua cabeça.

– Papai. — Henry conseguiu se soltar de Cora e correu até o homem abrançando-o fortemente, notava-se o quanto o garoto estava nervoso e assustado, seus olhos estavam banhados pelas recentes lágrimas. — A mamãe não me deixa ir com August ver a Emma e minha irmã.

– Calma meu filho. — o homem acariciava a cabeça do filho afim de tranquilizá-lo. — August, pode levar Henry, afinal Emma é mais que da familia também.

August assentiu.

– Henry Mills não se atreva a passar por uma ordem minha, se eu disse que o meu filho não vai, definitivamente ele não vai. — rosnou Cora colocando as mãos em sua cintura.

O Prefeito negou com a cabeça ainda acariciando a cabeça do filho.

– Vá meu filho, se divirta com sua irmã e a Emma. — ele depositou um beijo na testa do garoto. — Podem ir August, Cora e eu temos uma conversa a tratar.

O pequeno Mills abriu um sorriso em agradecimento e correu para os braços do primo que o pegou com carinho sorrindo e sussurando um "até logo" para seu tio e logo depois ambos deixaram a casa.

– Agora, será que pode me explicar toda essa confusão? — quis saber olhando atentamente para sua esposa. — E que história é essa de Regina não ser mais uma Mills?

– Você não deveria ter me desautorizado na frente do meu filho. — exasperou-se lançando um olhar fuzilante para seu marido.

– Até onde sei, ele também é meu filho e não fiz nada mais que permiti-lo fazer algo que normalmente nunca se foi proibido nesta casa. — dizia calmamente o homem sentando-se no sofá cruzando as pernas e arrumando melhor seus óculos no rosto. — Agora explique-me o que eu ouvi assim que entrei nessa casa.

Cora o olhou com impaciência.

– Se quer saber tanto sobre sua filha, procure-a e pergunte á ela própria, porque falar de sua filha me dar desgosto e só para você ficar sabendo de antemão, sua filha já não mora mais nesta casa. — Cora disse em um tom gélido.

– O que está dizendo? Como não mora mais aqui? — perguntou o Prefeito não entendo nada, levantando de seu assento.

– Exatamente o que você ouviu. — a mulher o olhava com superioridade. — Ela não pertence mais a essa familia, não é digna de estar nela.

Por sua vez, Henry olhava para Cora surpreso. Em mais de 25 anos de casamento, jamais imaginou ouvir sua própria esposa falar de um de seus filhos como ela estava falando de Regina. Era notável a mágua e a decepção em sua voz toda vez que seus lábios deixavam escapar o nome da filha mais velha.

– O que aconteceu entre vocês duas para que Regina tomasse essa decisão de ir embora? O que você fez, Cora? Está louca em falar assim de sua própria filha?

Cora sorriu, um sorriso debochado.

– O que eu fiz? Eu não fiz absolutamente nada meu querido, ao contrário de sua filha e eu acredito que cabe a ela dizer a você o que aconteceu e não eu. Agora se me der licença, tenho coisas mais importantes para tratar. — Cora disse pegando as chaves do seu carro que estavam postas sobre uma mesinha de vidro central.

– E onde ela está agora? Na casa de Emma?

– Provavelmente, mas isso não me importa. — disse de maneira fria caminhando-se para o hall de entrada da mansão.

– Cora, como pode dizer isso de sua própria filha? O que quer que tenha acontecido entre vocês duas não apaga o fato de você ser mãe dela. — disse Henry abismado com a atitude seca e indiferente de sua esposa.

– Espere então ela te contar o que aconteceu para ver se você continua bancando o santo protetor dela. — disse sem olhar para ele. — E mais, ela não é mais minha filha, eu a renego. Eu só tenho agora um filho e este mesmo eu estou indo buscá-lo. — Finalizou saindo e fechando a porta sem esperar mais alguma resposta vinda de seu esposo.

– Cora, volte qui.- chamou Henry sentindo a irritação chegar forte em si e quando foi atrás de sua esposa para detê-la, viu o carro da mesma já tomando rumo pela avenida.

Eram rarissímas as vezes que o Prefeito se irritava, e na maioria das vezes que isso acontecia, sua esposa sempre tinha uma parcela de culpa, mas agora sua irritação era totalmente por causa de sua esposa que definitivamente havia passado de todos os límites ao permitir que a filha deixa-se o próprio lar por um motivo desconhecido até então por Henry Mills, e fosse o que fosse ele traría sua filha de volta, não se importava com o que poderia dizer ou fazer Cora, o amor por seus filhos sempre estaria em primeiro lugar e nesse momento se sua filha precisava de seu apoio, ele lhe daria apoio em dobro ou até mesmo em triplo se caso fosse necessário.