Sweet Happiness
12 Capitulo 12 Limites parte 02
Notas iniciais
Durante todo a noite e a metade da manhã de sábado, Elsa manteve-se trancada em seu quarto vivendo e revivendo em sua mente tudo o que havia acontecido no apartamento de Emma. Cada palavra que havia escutado de sua agora ex-amante ficaram fixadas em sua cabeça. E cada palavra ela repassava mentalmente afim de entender o motivo real que levou Swan ao término da relação. Não acreditava nenhum pouco de que o motivo era que a própria Elsa merecia alguém melhor, isso não justificava porque para Elsa não havia pessoa melhor para ela que não fosse Emma. Seu coração só batia por ela e seu corpo só desejava ser tocado somente pela estudante de jornalismo.
Agora sentada em uma das mesas de um bar afastado dos limites da cidade, Elsa colocava sua mente para raciocionar. Tinha que haver algum motivo, porque por mais que Emma sempre deixa-se bem claro que a relação das duas era somente algo sexual e não por amor da parte dela, Elsa acreditava que com o tempo poderia sim fazer Emma se apaixonar por ela, que poderia conquistá-la completamente, pois as duas se davam muito bem na cama e estavam cultivando uma gostosa amizade e por algumas vezes, podia ver Emma a olhar com possessividade mesclada com ciúmes quando propositadamente ela colocava uma roupa bem mais ousada e alguns olhares recaíam sobre seu escultural corpo. Ela podia jurar que estava no caminho certo para adentrar o coração de sua loira lunar. Não conseguia entender, não podia entender e jamais poderia aceitar perdê-la assim tão facilmente. Não iria se contentar com tão pouco quando já havia se deliciado com o sabor da perfeição. Emma era sua e não desistiria de obtê-la de volta e isso era uma promessa a sí mesma.
Suspirou deixando que algumas lágrimas fizessem caminho por seu rosto. Já estava ali naquele bar pouco movimentado a mais de uma hora e já havia bebido duas taças de Wisky. Não fora para embebedar-se e nem fora para mergulhar em suas dores, fora únicamente para dar inicio á sua luta para recuperar a mulher por quem se apaixonara inteiramente.
Sua beleza não passava despercebida naquele ambiente, ambiente este que seus frequentadores na maioria se tratavam de homens rústicos e que lançavam olhares lascivos destinados á ela a cada momento que circulavam pelo local. Ela, por sua vez, notava todos esses olhares, mas pouco se importava e ademais sabia muito bem como se proteger.
Secando suas últimas lágrimas daquele momento, ela levantou o olhar para a porta de entrada do bar e ficou satisfeita quando finalmente a pessoa que estava a espera á mais de uma hora resolvera aparecer.
Um homem alto, com um corpo atlético, olhos castanhos claros e cabelos igualmente castanhos lisos e molhados aproximava-se a cada passo de sua mesa, ele trazia um sorriso de canto e um olhar inigmático que faria qualquer jovem suspirar. Usava uma camiseta branca deixando bem á mostra seus braços busculos e uma calça jeans na cor preta, aparentemente um pouco maior do que seu número, pois esta mesma deixava bem vísivel o elástico de sua cueca.
– Perdoe-me pelo atraso, mas algo em minha cama me impediu de sair dela no horário combinado. — disse ele passando a língua entre seus lábios, piscando o olho esquerdo e abrindo um sorriso malicioso, dando a entender o que este "algo" significava.
– Não se cansa de enfiar prostítutas em sua cama? — perguntou seca levando a taça de Wisky á boca e tomando todo o liquído de uma vez só.
– E você não cansa de ser tão antipática? — perguntou encarando a loira e percebendo os rastros de recentes lágrimas em suas bochechas que estavam rosadas, talvez fosse pelo efeito do álcool. — Qual é o problema dessa vez que eu tenho que resolver?
Inspirou fundo a jovem, olhando para dentro da taça e por fim soltou a respiração fixando seus olhos nos olhos do homem á sua frente.
– Eu me apaixonei.
– Elsa Frozen, apaixonada? Me custa a acreditar, querida. — ele disse sem dar muita importância, olhou para o balcão do bar e sinalizou para que lhe trouxessem mais uma garrafa para a mesa.
– Ainda que custe acreditar, eu tenho um coração.
– Eu pensei que devido ao seu título de rainha do gelo, seu coração fosse algo congelado. — disse recebendo a garrafa do rapaz que vinhera lhe entregar, dispensando a taça e tomando a bebida na boca da garrafa sem cerimônia alguma e ao tomar um generoso gole, ele prossegue. — Elsa, querida, eu não me importo que tenha se apaixonado ou algo do tipo, quero que somente me diga qual é o servicinho da vez que tenho que realizar.
– Esse é exatamente o seu serviço, seu idiota. — cuspiu as palavras cerrando os dentes em uma expressão fechada.
O Homem olhou para Elsa e soltou um sorrisinho debochado inclinando-se um pouco mais sobre a mesa.
– Querida, eu não trabalho como cupido ou mensageiro romantico, meu trabalho está mais para destruir do que para construir, portanto diga-me de uma vez quem tenho que... eliminar. — disse fazendo gesto com as mãos.
– Não quero que elimine ninguém... ainda. — torceu o lábio encarando o homem que incentivava ela a continuar através do olhar. — Quero que você passe a seguir os passos de uma determinada pessoa.
– A pessoa cujo seu coração está enfeitiçado?
– Exato.
– E porque, eu poderia saber?
– Eu e ela tínhamos um caso e ontem ela colocou fim no que tínhamos sem motivos aparentes, quero que você siga cada passo dela e relate á mim tudo sem me ocultar sequer uma mínima infomação, por mais tola que seja.
Ele novamente sorriu levando a garrafa a boca e escorregando o liquido garganta á baixo.
– Ela? Você se apaixonou por uma mulher?
– É isso o que o pronome "Ela" quer dizer.
– Pois bem minha querida, mas te adianto que para o que você está me pedindo não é necessário nenhuma investigação elaborada, porque se vocês tinham algo e ela decidiu por um fim, fica evidente que existe outra pessoa na jogada.
As palavras do homem golperam-lhe o coração de uma maneira tão intensa que se ela já não estivesse sentada com certeza teria caido. Sua respiração ficou pesada e sua mão direita que segurava a taça forçava o vidro. Seus olhos se escureceram e sentiu seu corpo tremer ao imaginar Emma sendo tocada por outra.
– Investigue, descubra... Mas do que nunca quero que você mantenha seus homens atrás de qualquer passo de Emma Swan. Quero saber com detalhes o que ela faz e com quem ela anda, com quem ela se encontra, e as pessoas que a visitam com seus devidos horários e o tempo de cada visita.
– Emma Swan? — Ele olhou para Elsa com seriedade. — Emma Swan por um acaso não é uma loirinha de olhos verdes e neta do falecido ex-prefeito Leopold White, é?
– É essa sim, posso saber de onde a conhece, Robin?
– Estudávamos na mesma escola quando éramos crianças. Agora entendo seu fascínio por ela, se quando ela era novinha já era uma belezinha, imagine agora.
– Então creio que não é necessário que eu te passe informações sobre ela, porque pelo visto você já tem o suficiente.
– Para este servicinho não será necessário, tem anos que eu não piso por aquelas bandas de Storybrooke, mas ainda conheço cada canto como a palma da minha mão e acredito que meus rapazes saberão... se adaptar.
– Ótimo, mas de qualquer forma eu vou te entregar uma foto atual de Emma para que possa reconhecê-la com mais facilidade e assim você tirar cópias e entregar á seus "rapazes" — Elsa fez sinal de aspas com os dedos e de dentro da bolsa tira uma foto no qual Emma aparecia deitada em um sofá dormindo profundamente. — Hoje em dia ela é assim.
Entregou a foto.
– Nossa, que mulher gostosa ela se tornou hein... Você tem um excelente gosto querida, não há como negar. — Robin mirava cada traço daquela imagem. — Meu bem, por mim começaremos amanhã mesmo.
– Ótimo. — Elsa suspirou satisfeita levantando-se da mesa. — Sendo assim, acredito que não temos mais nada o que tratar por hoje.
Elsa retirou de sua bolsa uma nota de cem dólares e colocou sobre a mesa.
– Só tem algo que eu gostaria de saber antes. — disse ficando de pé em frente para a loira Frozen.
– Diga então.
– Se eu descobrir que Emma Swan está se envolvendo com outra pessoa, o que é bem possível... O que farei com esta outra pessoa? Devo... eliminá-la? — perguntou esboçando um sorriso sádico.
Elsa ficou pensativa por uns segundo olhando para Robin. Deu alguns passos aproximando seu rosto do dele invandindo o espaço pessoal do contratado e sussurrou-lhe:
– Primeiro descubra a identidade desta outra pessoa e daí poderemos ver o que faremos com ela, está bem?
– Sim senhora, é você quem manda. — sussurrou aproveitando a aproximação dos dois e roubando um curto selinho de Elsa.
Por sua vez, Elsa sorriu em cumplicidade afastando-se de Robin e saindo do bar sem olhar uma única vez para trás e já encontrando-se perto de seu carro, ela esfrega com força suas mãos contra seus lábios com o objetivo de eliminar os rastros da boca de Robin da sua. E novamente deixa suas lágrimas derrabar, golpea algumas vezes o volante do carro, -uma vez que já estava dentro do veículo- e em sua mente, as palavras de Emma vem á sua mente.
" Mas eu não posso te corresponder como tal porque eu não sinto o mesmo, eu não te amo desse jeito."
– Não meu amor, você não pode ser de outro alguém, não, não pode. Eu não posso permitir. — disse secando suas lágrimas mais uma vez naquele dia.
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– O que você está fazendo? — pergunta Emma ao entrar no quarto de Regina e a ver sentada sobre o tapete com as pernas cruzadas com um travesso sobre elas que estava sendo usado como apoio para um bloquinho no qual Regina se encontrava muito concentrada escrevendo algo.
– Uma lista de nomes. — responde ela fazendo sinal com a mão para que Emma se juntasse á ela.
– Para a inauguração do restaurante? Falando nisso, você já foi ver como está ficando?
– Ainda não tive tempo com tudo isso acontecendo ultimamente, mas Belle tem me mantido bem informada, todo dia ela me manda fotos de cada detalhe que vão empregando no restaurante, eu deixei tudo sob supervisão dela, você sabe que quando se trata de decoração não há pessoa melhor para isso que ela. — disse riscando um nome na tal lista e escrevendo outro nome. — O que me diz de Thiago?
– Thiago? Eu não conheço nenhum Thiago. — falou confusa agora pondo seus olhos na lista.
– Não estou perguntando se você conhece algum Thiago, quero saber o que você acha do nome.
– É um nome bonito, mas porquê?
– Estou fazendo uma lista de possíveis nomes para o meu filho. — dizia ela circulando os nomes que para ela era os mais bonitos e mostrando para Emma. — Qual desses você mais gosta?
Emma pega o bloco e começa a citar os nomes escritos e circulados.
– Jorge, Douglas, Matheus, Danilo, Pedro, Josué, Samuel, José e por fim Thiago. — ela leu todos estranhando um detalhe. — Mas aqui só tem nomes para meninos... e se for menina?
Regina sorri pegando o bloquinho e virando para a próxima página e depois entregando novamente para Emma.
– Só tem três porque eu não consigo pensar em nomes para meninas que sejam bonitos.
– E nem para meninos, porque sinceramente Regina, esses nomes que você escreveu só me fizeram lembrar de gente idosa. — brincou sorrindo enquando cruzava suas pernas.
– Imagino que você deva ter nomes melhores, não? — perguntou fazendo biquinho fingindo está ofendida.
Emma rir achando aquele biquinho terrivelmente fofo, sentia uma vontade imensa de selar aquele biquinho com seus próprios lábios, mas infelizmente tinha que conter-se. Suspirou desviando os olhos e se fixando na lista.
– Nesse passo até Henry deve saber de nomes bem mais bonitos que estes. — começou a dizer. — Débora, Cecília e Coraline? Coraline, Regina? Cora? Sério? — perguntou ela mesma pegando a caneta e riscando o nome.
– Porque não? É um nome bonito. — não, Regina não achava aquele nome bonito, o escreveu na lista somente para ver qual seria a reação da amiga ao se dar conta da ligação do nome á sua mãe.
– Porque querida, nosso bebê não vai ter um nome que lembre aquela mulher que foi capaz de renegar a própria filha, não mesmo. — Emma estava tão preocupada em rabiscar aquele nome que nem havia se dado conta do que havia falado, mas Regina sim deu-se conta.
– Nosso? Nosso bebê? — Regina perguntou suavemente sorrindo. Havia gostado de ouvir Emma dizer "nosso". Seu coração deu um salto ao ouvir tal expressão vindo dela.
– O quê? — Emma parou de rabiscar e olhou para Regina agora recobrando as palavras que havia deixado escapar.
– Você disse nosso. Nosso bebê. Você o considera como seu também? — Regina perguntou se aproximando um pouco mais de Emma.
– Ahm... Bom, eu não sei... Acho que... Já que você mora aqui e conquentemente o bebê também... Eu acredito que... Sim, ahm.. Vamos cuidar juntas dele, não é? — Emma balbuciava sentindo um nervosismo incomum, e Regina estar tão perto em uma situação assim não a ajudava em nada.
– Nosso bebê, não soa estranho para você? Como se fôssemos... um casal?
Emma engoliu seco ao ouvir a palavra "casal". Era tudo o que mais queria desde os seus 17 anos, mas sabia o quanto isso era impossível de acontecer, principalmente quando Regina assumiu para ela o romance com Graham e então passou a acompanhar cada momento amoroso entre eles. Momentos em que obrigava a sí mesma a desempenhar seu melhor lado de atriz e esconder o quanto aquilo era doloroso. Maquiar sua tristeza toda vez que via os dois em fortíssimas declarações de amor.
– É, soa estranho... Se você quiser... Eu não falo mais desse modo. De qualquer forma eu acho que ainda é cedo para escolher nomes.
Emma levanta-se entregando o bloquinho de anotações, pois havia ouvido alguém chamar na porta do apartamento.
– Acho que temos visitas. — deu um sorriso sem graça sem mostrar os dentes.
– Emma, espera. — Regina levanta-se também pousando o travesseiro e o bloco em cima da cama. — Mesmo que soe estranho, eu gosto. Eu gosto disso... mesmo que para os outros pareça estranho, para mim parece lógico chamarmos o bebê de nosso. Nosso bebê.
Regina pega a mão de Emma fazendo carinho por uns segundos e logo depois a coloca sobre a sua barriga. Ambas sorriam de um jeito único e em seus olhos continham uma emoção sincera, e neste mesmo instante foi inevitável para Regina não recordar do fatídico dia em que fez o mesmo gesto com Graham e esperou dele o mesmo que agora Emma lhe presentiava. A mesma alegria que buscou nos olhos dele, e a mesma emoção de compartilharem um laço. Sentimentos que ele negou em primeira oportunidade e que agora Emma os dedicava de uma forma tão verdadeira, tão única e tão intensamente que a cada minuto Regina tinha mais certeza do que estava sentindo.
Ainda com a mão de Emma entre as suas sobre sua barriga, a morena vai dando curtos passos aproximando-se bem mais de Emma até que as duas estejam a poucos centímetros uma da outra.
Seus olhos novamente se cruzam. Seus corações batendo freneticamente. Emma estava a ponto de deixar de respirar com tamanha aproximação da outra.
Tendo totalmente a certeza de que já não estava pensando corretamente, Emma leva sua mão livre até a cintura de Regina, apertando delicadamente e puxando de encontro ao seu corpo, que por sua vez fez o mesmo imitando o ato da amiga. Ambas estavam com os corpos encostados um no outro. Seus narizes roçavam um no outro.
Emma podia jurar que sentira seu coração parar quando viu Regina fechando os olhos lentamente indicando que o momento tão esperado enfim havia chegado, que finalmente ela provaria daqueles lábios que durante três anos desejou como um pobre coitado desejando água em um deserto escaudante. A mão que estava posta sobre a barriga de Regina foi subindo por entre os corpos até pousar na nuca da morena, que deixou escapar um suspiro.
Tal como Regina, Emma foi fechando seus olhos para poder enfim colar seus lábios nos lábios da mulher que vem amando em silêncio por tanto tempo, porém novamente ouvem batidas na porta, fazendo as duas terem um choque de realidade, no entando um choque de realidade duplamente pois enfim seus sentimentos estavam desnudos uma para a outra.
– Melhor eu atender. — foi Emma quem conseguiu dizer afastando-se de Regina sentindo-se um tanto envergonhada.
– É, eu também acho. — Regina desviou os olhos dos de Emma, estava desconcertada, nesse momento não conseguia encará-la direito.
– Hum, isso... Eu vou. — Emma sentindo as pernas um pouco trêmulas, gira seu corpo tentando caminhar da melhor forma possível.
Assim que Emma deixa seu quarto, Regina se deixa cair na cama respirando fundo tentando assimilar que esteve a um passo de beijar sua melhor amiga. A um passo de passar dos límites de qualquer amizade. A um passo de beijar uma mulher. E o curioso para ela, era que lamentava profundamente por não terem ido adiante. Queria sim beijar Emma, queria sim sentir os lábios dela nos seus. Se isso era errado ela não sabia, mas tinha certeza que nunca havia sentido tantas coisas em apenas um minuto só com a possibilidade de ser beijada por alguém.
Fechou os olhos balançando a cabeça. Aquilo a estava muito deixando confusa. E isso iria acabar deixando-a louca.
– Gina? Você está dormindo? — ouviu uma voz infantil que ela conhecia muito bem.
Abriu os olhos encontrando os olhos de um certo garotinho que a olhavam sorrindo.
– Henry. — sentou-se na cama. — O que você faz aqui?
Ele subiu na cama e como de costume se colocou sentado no colo da irmã mais velha que o recebeu com o maior carinho.
– August me trouxe. — respondeu ele. — Porque você está com as bochechas vermelhas como tomate?
Com suas duas mãozinhos, ele começou a passar pelas bochechas da irmã.
– Eu estou com as bochechas vermelhas?
– Está. — afirmou. — Gina, porque a mamãe disse que você não é mais minha irmã?
Regina parou de fazer carinho na perna do irmão e o olhou seriamente, parando só para ver se havia ouvido e entendido direito o que tinha saido da boca do irmão.
– Como é?
– É, ela não queria me deixar vim ver você porque disse que você não é mais minha irmã e que não é mais da familia. Porquê?
Regina estreitou os olhos imaginando Cora dizendo as mesmas palavras que seu irmão estava dizendo. Não queria acreditar que Cora além de renegá-la estava tentando afastar seu irmão dela.
– Existe momentos que falamos coisas sem pensar meu querido, você sabe como a Cora é quando está chateada.
– Vocês brigaram?
– Sim, brigamos, mas isso são coisas de adultos, por enquanto vamos manter você fora disso. — disse beijando a testa do menino. — Você me disse que veio com August, onde ele está?
Antes que Henry pudesse responder, o próprio August responde:
– Eu estou bem aqui. — ele entra no quarto, inclina seu corpo e deposita um suave beijo na bochecha da prima. — Boa tarde tampinha.
– Oi August.
– Eu acho que temos uma conversa pendente, não é mesmo? — perguntou ele arrastando uma cadeira do quarto e sentando-se bem a frente de Regina.
– Realmente temos. — disse respirando fundo. — Henry...
– Já sei, já sei. — ele pula do colo da irmã. — Eu vou brincar com a Emma.
Regina rir para o irmão.
– Tudo bem, tenha paciência com a Emma.
– Claro.
O pequeno Mills sai do quarto deixando os dois primos se encarando.
– O que houve entre você e a tia Cora? — indaga August.
– Nós duas nos desentendemos ontem a noite.
– Isso eu pude perceber quando ela disse que você já não era uma Mills, algo que me pegou de surpresa, nunca imaginei ouvir a tia Cora dizer isso de você, logo de você. Conclui que algo muito sério aconteceu para ela ter falado aquilo para o Henry.
– Pra ela sim, não para mim. — ela levantou da cama fitando o chão e logo depois cruzou os braços parando bem em frente a janela do quarto. — Você se recorda de Graham Humbert?
– Hum... Não é o irmão daquela garota que vivia colada na Emma? Como é o nome dela mesma... Babí... Rose? — ele estava com os sobrancelhas franzidas tentando encontrar na mente o nome exato da tal garota.
– Ruby. O nome dela é Ruby.
– Ah essa aí mesma. — disse ele. — Pois bem, prossiga. O que tem o Graham?
– Quando você saiu da cidade, meses depois ele e eu começamos a namorar. — virou o corpo para manter contato visual com o primo.
– Você começou um namoro com o Graham? Mas como, se a tia Cora detesta a famila dele? Como ela permitiu?
– Ela não permitiu, porque nosso namoro foi ás escondidas. Namoramos por dois anos sem meus pais saberem, isso eu acreditava até ontem.
August levanta-se da cadeira e se encosta na janela ficando frente á frente com a prima.
– Você passa dois anos namorando com um cara ilegalmente e acha que a tia Cora não iria saber? Regina, eu pensei que você fosse mais inteligente. Esse é o motivo do desentendimento de vocês duas?
– Em parte sim. — suspirou. — desse relacionamento ilegal, como vc diz, saiu um bebê.
August pousa seus olhos em Regina e logo desce para a barriga dela.
– Regina. — ele descruzou os braços da prima e a pegou pela mão conduzindo até a cama onde ambos sentaram um de frente ao outro. — Você está grávida?
Regina assentiu com a cabeça sentindo um nó formar-se em sua garganta, mas não queria chorar.
– E onde está o pai do seu filho, suponho que seja esse Graham, certo?
– No dia que eu contei sobre o bebê, ele rejeitou a possibilidade de ter um filho e foi embora da cidade.
August levantou-se da cama com os punhos fechados, sentindo agora uma raiva descontrolada.
– Mas que tipo de homem faz uma covardia dessas? Regina você sabe para onde ele foi? Porque eu vou atrás desse babaca e vou fazer ele arcar com as devidas responsabilidades.
– Não, eu não sei, eu também já quero mais saber dele. — Regina levanta-se da cama e se lança nos braços do primo afim de acalmá-lo. — Foi melhor assim, eu me enganei, quebrei a cara, errei em me apaixonar por ele, mas antes tarde do que nunca.
August aperta a prima no abraço.
– Mas isso não pode ficar assim, Regina. Você vai ser mãe e essa criança vai precisar de uma familia.
– E vai ter. — ela separa-se dele. Nem havia percebido que algumas lágrimas tinham escapados de seus olhos. — Meu filho vai ter a mim, e muitas pessoas que vão mimá-lo e amá-lo e até onde sei amor é a base principal de uma familia, não importa se tem um pai ou não, tendo amor é o que basta e isso meu filho vai ter de sobra vindo de mim, da tia dele e da Emma.
Gentilmente, ele beija o topo da cabeça de Regina massageando o braço dela.
– Conte comigo também. Vou ser o primo mais legal. — ele sorriu fazendo com que a prima sorrisse também.
– Obrigado.
E durante alguns segundos os dois ficaram em silencio apenas apreciando aquele momento de carinho entre os dois como a muito não faziam até que vozes alteradas vindas da sala do apartamento os fizeram quebrar o momento.
– O que está acontecendo? — August perguntou quando separou-se do abraço.
– Eu não sei, parece a voz da Emma e... — Regina parou um segundo quando ouviu uma outra voz feminina. — Ai droga, eu não acredito.
Regina saiu do quarto apressada em direção á sala para ver o que estava havendo e por qual motivo parecia que estava ocorrendo uma briga. Quando seus olhos pousaram no centro da sala, levou um susto ao compreender a cena que ocorria bem a sua frente.
– Mamãe. — gritou.
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