Sweet Happiness
33 Capítulo 33 - Acertando as contas com Frozen
Notas iniciais
Quando alguém consegue concluir seu objetivo, seja ele qual for, o sentimento de vitória entorpece o coração de tal maneira que é impossível não expressar externamente por meio de pequenos gestos corporais a gloriosa sensação de poder absoluto finalmente obtido.
E assim estava Elsa sentada em uma cadeira giratória com as pernas cruzadas girando lentamente a bebida dentro da taça enquanto ouvia em um volume baixo uma música clássica. Tinha um sorriso lateral untada com a expressão vitoriosa e completamente relaxada.
Parecia verdadeiramente contente.
Anna observava a irmã pelo marco da porta a quase dez minutos e se perguntava mentalmente o que teria acontecido para a loira parecer tão feliz e estar sorrindo daquele jeito tão estranho, pois nos últimos tempos sorrisos no rosto de Elsa vinha se tornando a coisa mais rara dentro daquele apartamento.
Elsa parecia ter abandonado o corpo e congelado-o naquela posição, seus olhos vagavam pelos cantos daquela mini biblioteca, que antes havia sido o quarto de brinquedos da pequena Anna, mas quando a garota completou quinze anos pediu para que a irmã se livrasse dos brinquedos e transformasse o espaço em uma mini biblioteca e assim com o maior prazer, Elsa o fez, porém com mais modernidade e tecnologia.
Viu a irmã suspirar, levando a taça com whisky aos lábios e novamente aquele sorriso estranho foi posto e algo incomum à ela aconteceu, ouviu por entre os lábios bem desenhados da irmã um nome muito conhecido ser pronunciado.
"Emma"
Anna enrugou a testa.
Cansada de ficar só observando resolveu saber o que se passava com a loira, afinal foi a procura da irmã apenas para dar boa noite para então dormir.
– Elsa? — chamou parando de frente a loira.
– Anna! — Elsa exclamou suavemente abrindo mais ainda o sorriso ficando de pé diante da morena, deixando a taça sobre o móvel mais próximo e inesperadamente pegando a caçula em um apertado abraço.
Se antes Anna estava achando a irmã estranha, agora não só estava achando como tinha plena certeza de que Elsa realmente estava muito estranha.
– Ahm... Elsa, você poderia me dizer o que está fazendo?
– Abraçando minha irmãzinha, não é óbvio?! — respondeu apertando mais ainda a jovem entre os braços.
– Não me refiro exatamente à isso, mas no que você tem feito para estar tão... feliz?
Elsa afastou finalizando o abraço e beijando carinhosamente a testa de Anna.
– Ainda não estou feliz, mas sim satisfeita... Satisfeita por finalmente o que venho planejado para reconquistar a minha felicidade estar dando certo.
– Reconquistar?
– Sim, ter de volta. — respondeu simplesmente virando-se e pegando de volta a taça e a garrafa de whisky. — Me acompanha até a cozinha?
– Claro. — assente. — Mas isso tem alguma coisa haver com a Emma? Essa tal reconquista?
– Porque teria alguma coisa haver com ela? — perguntou com cautela.
– Só me responde se tem ou não, e não minta... Nada de mentiras e segredos entre nós duas, lembra? — diz fazendo menção à uma promessa que as duas fizeram uma à outra quando se viram sozinhas no mundo tendo somente a outra para agarrar-se.
Elsa ponderou alguns segundos apoiando-se no balcão de madeira da cozinha.
Olhou rapidamente nos olhos da irmã.
– Talvez.
– Talvez sim ou talvez não? — perguntou não satisfeita com a resposta da loira.
– Anna, só talvez, okay? Não quero conversar sobre isso agora com você... Amanhã você não tem aula? Já deveria está dormindo.
– Eu não sei se você percebeu, mas hoje é sábado e claramente amanhã será domingo e no meu mundo não temos aulas em dias de domingo. — disse rolando os olhos. — Amanhã eu vou na casa da Valentina, ela disse que tem uma coisa muito séria para me mostrar, aposto que é algum e-mail bobo do idiota do ex-namorado dela e que provavelmente vai me fazer ficar irritada, mas eu vou porque passar o dia trancada aqui é deprimente. — suspirou.
– Se você quiser eu posso deixar você na casa dela.
– Ou se você quiser já pode me dar um carro e me deixar dirigir para onde eu desejar. — arriscou a indireta.
– Já conversamos sobre isso Anna, e não... Você ainda é muito nova para ter um carro, não tem responsabilidade para isso. — diz fracamente passando as mãos pelos curtos cabelos coçando de leve a nuca enfadada pelo rumo que a conversa iria tomar.
– Mas todo mundo tem, Elsa... Eu já passei dos 16 anos, já tenho responsabilidade para isso sim, poxa!
– Você não é todo mundo, Anna. — diz respirando fundo. — Não importa se você já completou seus 16 anos e muito menos 17... Não vou permitir que você saia por aí dirigindo, não invente.
– Eu já não sou uma criança.
– Para mim você continua sendo uma criança, não insista nesse assunto descabível. Vá para o seu quarto e não encha mais minha paciência com isso.
Anna fecha a cara.
– Argh, você é detestável! — solta dando as costas para a irmã.
– Eu também amo você, querida.
Da porta da cozinha, Anna volta e diz:
– E ahhh não pense que eu esquecerei o assunto sobre esse seu "talvez" sobre a Emma viu? Eu irei descobrir, uma hora ou outra... Boa noite! — diz por fim saindo.
– Boa noite! — fala, não dando importância ao que Anna dissera.
Vai até a última porta do armário que era chaveada guardando a garrafa de whisky e colocando a taça de cristal sobre a pia.
Saiu da cozinha e entrou no próprio quarto despindo-se do vestido e das roupas íntimas enrolando-se na toalha. Prendeu da forma que podia o cabelo em uma fina liga, nessas horas sentia falta do antigo comprimento.
Pegou o celular checando a hora e tomou um leve susto ao ver que já passava da uma da madrugada, as horas naquela noite para ela praticamente voaram.
"Ai droga!"
Saiu do quarto indo até a sala de estar, havia esquecido completamente de ligar para a sua secretária mandando-a notificar o seu agente bancário para uma reunião privada na primeira hora da manhã de segunda feira, então teria que fazer isso ela mesmo.
E de fato teria feito isso se não fosse por alguém bater na porta justamente no momento em que estava começando a digitar as primeiras linhas do e-mail.
Grande foi a sua surpresa ao ver pelo olho mágico a pessoa que esperava ser atendida do outro lado da porta.
Não preocupou-se em pôr alguma roupa decente e assim mesmo ainda enrolada de toalha destraca a porta e a abre com uma mão no quadril, a outra sobre a maçaneta e erguendo um olhar desafiante.
– Ora ora e não é verdade que o bom filho sempre à casa volta?! Swan, que bons ventos a trazem uma hora dessas a minha casa?
Emma arqueou a sobrancelha mordendo de leve o lábio inferior.
– Posso entrar?
– Naturalmente. — deu espaço.
– Obrigada! — Emma sorriu brevemente entrando dentro do apartamento.
– Então...? — perguntou sem enrolações.
– E Anna?
– Obviamente já está dormindo. — respondeu cruzando os braços sobre o peito sustentando melhor a toalha.
– Ótimo. — sorriu maliciosa. — Vamos para o seu quarto? — aproximou-se de Frozen descruzando os braços dela deixando que as mãos se encontrassem.
Elsa abandonou a pose de total segurança sobre sí e afastou-se de Emma estranhando aquelas atitudes vindas por Swan.
– Para quê?
– Tenho planos para nós duas dentro dele.
Elsa sorriu forçosamente colocando as mãos na cintura.
– Querida, eu não sou trouxa como você imagina... Acha mesmo que vou acreditar que do nada você aparece aqui na minha casa toda oferecida à mim sem algum motivo? O que é exatamente o que você quer?
– Você! — deu de ombros voltando a se aproximar. — Sabe, hoje aconteceram coisas bastante horríveis para mim, coisas que me deixaram bem arrasada, porém ver você assim toda linda, sexy e ousada me fez ter boas lembranças do passado... do nosso passado. — deu enfâse.
Elsa arqueou a sobrancelha.
– Ah não me diga?!
– Uhum, digo sim... Só que eu ainda não havia me dado conta que eu sentia falta disso. — colocou a mão exercendo força na cintura de Elsa e a puxando com brutalidade para sí fazendo os dois corpos se chocarem deixando os rostos a poucos centímetros um do outro.
Elsa sentiu todo o corpo arrepiar-se com o toque rude de Emma e embriagar-se com o doce aroma da loira que tanto sentiu falta.
– Disso... disso o quê? — pousou as mãos sobre ombros da loira Swan.
– De sentí-la. — sussurrou aproximando sua boca ao ouvido de Elsa roçando de leve os lábios. — Sabe o que me fez tomar a decisão de vir procurar você?
– O... O quê? — perguntou com a voz se perdendo pouco a pouco.
– Um video de nós duas transando... Você sabe... Aquele que você colocou para reproduzir no French&Mills para todos verem.
– Hum... Foi?
– Foi. — passou a lingua entre os lábios separando-se de Frozen. Viu a loira de olhos azuis levemente corada e isso a agradou. — Me leva para o seu quarto.
– Porquê?
– Não acha uma boa idéia revivermos aqueles momentos? — colocou os dedos ao redor da toalha penetrando entre o espaço da pele suave de Elsa e do tecido tentando puxá-la, porém isso pareceu despertar Frozen.
– Awn Swan, você já foi mais convincente em seus joguinhos de sedução... O que foi? Regina te deu um pé na bunda? — sorriu irônica desfazendo-se das mãos de Swan no seu corpo.
Emma respirou fundo.
– Não quero falar sobre ela.
– E porquê não? O paraíso virou inferno, foi?
Emma cruzou os braços olhando para Elsa com os olhos levemente semicerrados.
– Como sabía que Regina e eu estávamos juntas?
– Oh, então realmente estavam juntas? Então eu sinto muito se o barco afundou, mas brincar de casinha nunca combinou com você, querida. — encarou os olhos verdes de Emma, por fora poderia estar parecendo indiferente, mas por dentro o coração batia a mil só por ter Emma ali na sua frente, por ter tido seu corpo junto ao dela mesmo que por poucos minutos.
– Você tem razão, brincar de casinha nunca combinou comigo... e eu pude exergar isso com clareza quando Regina, na primeira oportunidade me deu as costas e não confiou em mim... Enfim, ela e tudo que a envolve agora são águas passadas na minha vida. — sentou-se no sofá. — Tem whisky aí?
– Me acompanhe até a cozinha. — falou e Emma levantou-se acompanhando Elsa. — Então... não estão mais juntas?
– Não e tudo por causa do seu video. — respondeu como se aquilo não a afetasse.
Elsa virou-se para Emma.
– E quem disse que eu tenho algo haver com esse video?
– Ah não?
– Claro que não. — tirou do armário duas garrafas de whisky e colocando sobre o balcão juntamente com duas taças de cristal. — Como eu iria conseguir um video como aquele? Você me ofende acusando-me assim.
– Pois eu poderia apostar que tinha dedo seu nisso, sabia? — forçou um sorriso sentando-se em uma das cadeiras altas.
– Pois estaria apostando muito mal. — ofereceu uma das taças. — Acho que tenho que até comunicar a polícia pois certamente invadiram meu sistema de vigilância e roubaram-no.
Emma franziu a testa juntando as sobrancelhas.
– Você tem câmeras aqui?
Elsa se chuta mentalmente por ter deixado aquilo escapar.
"Idiota"
– Foi apenas modo de dizer já que se trata de um video. — tentou reparar. — Mas a questão é, o que você realmente quer aqui na minha casa, Emma? Não estaria você tentando explicar a sua namoradinha que o que houve entre você e eu aconteceu há muito tempo? Não sei...
– Elsa, não quero mais saber de Regina... Estou muito ferida por ela ter jogado tudo o que a gente veio construindo assim no lixo sem se importar com nada, sem me dar uma chance para explicar, sem me escutar, ao invés disso me deu um tapa, disse que sou mentirosa e terminou tudo... Então, porque diabos eu estaria correndo atrás dela quando obviamente ela não consegue acreditar nas minhas palavras? Não sou idiota a tal ponto. E assim, pensei que talvez se fosse você a responsável por aquele video é porque tinha o objetivo de me separar dela para me ter de volta, então... juntando isso com aquele desejo que você despertou em mim quando te vi resolvi encurtar essa espera e procurar você. — deu a volta no balcão ficando cara a cara com Elsa, que parecia ter os olhos levemente marejados. — Eu vim aqui para dizer que é você quem eu quero Elsa, é você a mulher certa para mim... E que me arrependo de ter deixado você, porque percebi que você sim me ama, pois não se detêm e luta para ter de volta quem quer e eu admiro isso.
– Oh Emma! — Elsa decide ceder e joga-se nos braços de Emma a abraçando forte. — Finalmente você exergou o óbvio.
Emma não correspondeu o abraço, não imediatamente.
– É...
Elsa beija o pescoço de Emma e quando faz menção de beijá-la na boca, Swan vira o rosto fazendo com que o beijo seja dado na bochecha.
– O que foi? — pergunta sem entender.
– Anna pode aparecer. — diz. — Que tal se formos para o seu quarto, levarmos essas duas garrafas e aproveitarmos lá dentro, hum? — piscou.
– Acho uma excelente idéia.
– Eu venho dizendo isso desde que cheguei.
Já dentro do quarto, Emma e Elsa sorriam por besteiras a todo momento devido aos efeitos que o álcool já estava provocando, pelo menos em Elsa. Fazia cerca de meia hora que estavam nisso, Frozen tentava a todo minuto ter um contato com Emma, mas essa parecia evitar, mesmo dizendo a Elsa que precisavam primeiro relaxar a alma para então depois relaxarem o corpo da forma mais gostosa e Emma a todo momento incentivando mais ainda Elsa a beber.
–... daí ela disse que já tem idade para dirigir um carro, vê se pode isso? Depois que eu disse não, ela ficou com aquele biquinho fofo que me fez lembrar quando ela tinha sete anos. Nenem da mana!
Sorriram.
– Sua taça tá vazia, bebe mais. — Emma pegou a garrafa e encheu a taça de Frozen.
– A sua também. — apontou para a taça vazia de Emma que estava sobre a penteadeira.
– Estou bebendo mesmo na garrafa. — disse dando de ombros.
– Emma...
– Sim?
– Olhe...
Com um pouco de dificuldade, Frozen fica de pé frente a Emma e sem prévio aviso deixou a toalha deslizar no corpo caindo no chão revelando sua nudez. Sorriu descarada.
Emma olhou para o corpo de Elsa e logo parando nos olhos azuis da loira.
– É, você sabe como impactar as pessoas. — levantou-se ficando na mesma altura que Elsa, retirou o celular do bolso da calça o colocando sobre a mesinha de cabeceira. Correspondeu o sorriso descarado de Elsa.
– Faz amor comigo, Emma. — sussurou enlaçando seus braços no pescoço de Swan.
Emma colocou as mãos na cintura da Elsa girando lentamente os corpos e conduzindo-as para a cama.
– Vamos fazer um jogo de perguntas e respostas antes para entramos no clima, certo? Cada resposta satisfatória sua, eu tiro algo do meu corpo, e a cada resposta satisfatória minha, eu beijo uma parte do seu, o que acha da idéia?
– Eu topo.
Emma pegou a taça de whisky e colocou na boca da empresária.
– Beba... beba tudo para já irmos esquentando as coisas. — Emma tinha um olhar tão maldoso que fez Elsa por uns segundos assustar-se, mas a excitação do momento e os efeitos do álcool nublavam completamente seu raciocínio.
Deitou Elsa bem no meio da cama sentando-se em cima da barriga dela e apoiando as mãos em cada lado da cabeça loira de Frozen.
Sentiu Elsa mover-se sultimente.
– Eu comecarei — avisou. — Como soube que Regina e eu estávamos juntas?
– Eu suspeitei naquele jantar... Vocês se olhavam diferente e depois sua mãe disse que ela estava morando no seu apartamento... Então foi fácil juntar as peças. — respondeu sentindo seu corpo vibrar quando sentiu Emma mudar de posição e colocar uma perna entre as unhas, pressionando de leve sua coxa contra a intimidade de Frozen. — Satis...feita?
– Uhum. — Emma retirou o colar que estava usando.
– Ah isso é trapaça. — protestou.
– Não, não é. — rebateu um tanto seca. — sua vez.
– Não tenho perguntas, mas quero que me beije.
Emma não fez questão e foi até a bochecha de Elsa e a beijou.
– Okay, nesse quarto tem câmeras?
Elsa riu.
– Eu me rendo, mas somente se você prometer não contar para Anna hein? — sorriu boba, era claro que já estava bêbada.
– Prometo, agora conte. — exigiu não mais se importando se estava sendo grossa.
– Quando eu comecei a trabalhar... e tinha que deixá-la nas mãos de alguma babá... Eu... Eu... Sem ninguém saber mandei instalar um sistema de vigilância no apartamento inteiro.
– Porquê?
– Porque eu não iria confiar minha irmã... nas mãos de qualquer pessoa... Então... Então eu monitorava tudo o que acontecia aqui dentro lá da minha sala na imobiliária.
– Então aqui tem câmeras? Aqui no quarto?
– Óbvio, só que ninguém percebe porque são muito pequenas e se confudem com a decoração. — suas mãos subiram pelo corpo de Emma parando nos seios. Notando isso, Swan pega as mãos da outra loira e as joga acima da cabeça aprisionando-as.
– Então posso deduzir que foi assim que você conseguiu aquele video e jogou no restaurante para que Regina visse e terminasse comigo, certo?
– Você não tirou nada do seu corpo ainda. — resmungou.
– Ainda não me sinto satisfeita com a sua resposta, então responda direito. — disse aumentando a força nos pulsos de Elsa.
– Evidentemente querida. — respondeu sorrindo travessa. — Quer saber? Sim, Foi assim que eu consegui o video e foi assim que eu coloquei aquela bela obra para a sua namoradinha vê-lo e perceber que você sempre foi minha e que somos perfeitas uma para a outra. Você é somente minha, Emma.
Swan levou uma das suas mãos ao pescoço de Elsa fechando-a sobre ela e apertando de leve.
– O que eu devo fazer com você hein Elsa? Você é realmente um gênio do mal pois conseguiu o que queria. Regina terminou comigo por sua causa, por sua causa ela poderá perder o restaurante e por sua causa meus pais sentem repulsa porque obviamente não foi prazeroso ver a filha deles em um video de pornografía lésbico. — aproximou o rosto a altura do rosto de Elsa. — Por sua causa Regina acha que eu a enganei.
– Você tem a mim, você não precisa de mais ninguém.
Emma sorriu nervosa apertando agora com mais força o pescoço de Elsa e aderindo a verdadeira face de ódio e repulsa sobre ela.
– Você me dá nojo. — diz entredentes.
– Emma... Você está me deixando sem ar. — reclama Elsa tentando tirar a mão de Swan do seu pescoço, pois a cada segundo a pressão aumentava.
Emma ignorou.
– E como você acha que eu fiquei quando aquele video foi mostrado diante de todo mundo e principalmente à Regina? Como acha que eu fiquei quando ela disse que não me queria mais e que sentia nojo de mim? Como acha que eu fiquei quando eu vi decepção naqueles olhos castanhos? Hum? Eu também fiquei sem ar, fiquei sem chão... Fiquei destruida e tudo por sua causa. — dizia com raiva apertando mais ainda e agora com as duas mãos. — Eu tenho vontade de matar você!
Elsa sentiu um arrepio percorrer sua coluna e com as mãos livres começou a debater-se afim de livrar-se de Emma, naquele momento o efeito do álcool pareceu ter sumido.
– Emma... Me solta. — gemeu sentindo dificuldade para falar e respirar.
– Não meu amorzinho, você já quer se ver livre de mim?! Não era você que me queria assim colada a você? Agora você tem. — sorriu com uma expressão sádica. — Você é muito ingênua mesmo... Como pôde acreditar que eu voltaria aqui e me lançaria na sua cama depois do episódio dilacerante que você me fez passar? Nunca! Eu sinto nojo de você Elsa Frozen... Sinto nojo por suas atitudes, por sua cara de pau, por sua maldade, por usar de truque muito baixo para destruir minha relação com Regina... Você é baixa, suja... Você não imagina o quanto eu me arrependo de ter me envolvido com alguém tão imunda como você... O quão eu me arrependo de não ter dado ouvidos à Regina quando ela me alertava sobre você. Você me causa enjôos.
Elsa já estava ficando completamente vermelha perdendo o ar pouco a pouco.
– E-Emma...
– Como você é idiota de achar que eu deixaria Regina ir embora da minha vida e correria para os seu braços... — sorri irônica arranhando com força o pescoço alvo da Frozen. — Depois do que você fez, nem que você fosse a única pessoa da face da terra... Eu odeio você com todo meu coração. Você nunca mais me terá, nunca mais irá me tocar, porque diante disso eu prefiro a morte e porque a única mulher que eu amo chama-se Regina Mills, eu sou apenas dela, fui feita somente para ela... Eu nunca, nunca fui sua... Sabe porquê? Porque mesmo transando com você naquele tempo, era nela que eu pensava, era a imagem dela que eu criava em você, nunca estive nem cinquenta por cento com você.
Sem saber como, Elsa consegue inverter as posições separando-se de Emma e saindo da cama recuperando o ar sentindo-se tonta e apoiando-se contra a parede tossindo.
– Você está... Louca? — pergunta completamente machucada tanto por fora como por dentro. Estava doendo cada palavra dita por Emma.
A loira saltou da cama e sem dar chance a Elsa desfere um tapa no rosto de Frozen fazendo-a cair no chão e imediatamente colocando-se sentada por cima da empresária.
– Sim, querida... Eu estou louquinha para devolver cada dor que você provocou em mim hoje e isso foi pelo tapa que a Regina me deu. — disse. — E esse aqui é pelo tapa que Mary também me deu. — e dito isso desfere outro tapa, que com o atrito do anel da mão direita da mão contra o lábio de Elsa, acabou cortando superficialmente o canto do lábio inferior causando um leve sangramento.
Elsa chorava.
Emma chorava.
Ambas por motivos diferentes, mas com a mesma dor.
– Por..que você está fazendo isso comigo? — pergunta Elsa com o rosto virado, não tinha coragem de cruzar seus olhos com os de Emma.
– Porquê você mexeu com a minha familia e isso para mim é imperdoável. — responde armagamente.
– Emma, por céus, o que você está fazendo? — Zelena entra no quarto e coloca a mão na boca ao ver a cena das duas loiras.
Elsa completamente nua, ferida e Emma por cima com um olhar sombrio.
– Acertando as contas...
Zelena meteu-se entre as duas puxando Emma com força de cima da outra loira.
– Já gravou o que precisava? Se sim, vamos embora de uma vez. — disse sentindo-se aterrorizada enquanto via Frozen completamente derrotada levantar-se a duras penas do chão.
Sentiu compaixão, pois Elsa embora tivesse feito aquilo tudo, parecia ser uma mulher muito frágil aos seus olhos.
Emma pegou o celular e colocou de volta no bolso.
Sem destinar algum outro olhar para Elsa, Emma sai do quarto a passos firmes e duros.
Zelena pega a toalha do chão e gentilmente oferece à Frozen.
Ficou triste ao ver o lábio machucado e as marcas vermelhas no pescoço da outra que provavelmente no dia seguinte iriam ficar roxas.
Pegou sua bolsa e de lá retirou um pequeno tubo e colocou sobre a mesinha de cabeceira do quarto. Olhou para Elsa que tinha o olhar perdido já enrolada de volta na toalha. Estava completamente vermelha, tanto pelo choro como pelas agressões.
– Olha, tome um banho... e depois passe esse creme no seu pescoço e no canto do lábio, vai melhorar a aparência e o inchaço. — disse sem nem saber porque estava se preocupando. Elsa nada respondeu. — Bem, ahm... cuide-se.
Saiu do apartamento fechando a porta.
"Cuide-se? What?" — Zelena se repreendeu.
Aparentemente Emma parecia mais calma enquanto esperava por Zelena encostada no carro da doutora.
– Emma, temos que conversar. — Zelena declarou logo que ficou mais perto de Emma.
– Não queira defendê-la, Zelena.
– Não quero defendê-la, mas olha o que você fez?! Você a agrediu... Você prometeu que iria se segurar e manter a calma, foi porisso que deixei você entrar sozinha... Eu confiei em você.
– Eu tentei, tentei muito... Encenei muito bem o meu papel, mas quando ela confessou o que fez, eu não aguentei... Eu queria matá-la. Você acredita que ela tem câmeras no quarto dela? É uma louca!
– E mesmo sabendo disso você ainda a agrediu? Sabia que ela pode usar isso contra você prestando uma queixa e iniciando um processo? Pelo amor de Deus, Emma... Tudo era tão simples, era só você enganá-la, gravar a confissão dela e pronto, e agora tudo pode ficar mais complicado.
Emma negou com a cabeça.
– Ela não faria isso.
– E o que te dá a certeza disso?
– Anna.
– Quem é Anna?
– A irmã mais nova dela. — respondeu. — Talvez ela não queira manchar o papel de boa irmã mais velha.
As duas entraram no carro.
– De qualquer forma não aprovo o que você fez, agressão nunca leva a nada.
Emma revira os olhos nenhum um pouco arrependida do que fez.
– O importante é que eu consegui a gravação e assim eu vou poder provar para a Regina que eu não tenho nada haver com o que aconteceu no restaurante. — disse aliviada mas também enormente triste ao relembrar o que ouviu da sua morena, palavras que certamente a cortaram.
Zelena coloca a mão na perna da Emma em um gesto carinhoso.
– Espero muito que vocês se acertem.
– Eu também.
– Você quer ir para a sua casa ou para a minha? Eu não vou deixar você dormir sozinha hoje.
Emma colocou a mão por cima da mão de Zelena e apertou de leve.
– Obrigada Zelena, você realmente está fazendo muito por mim, nem sei como agradecer.
– Sendo feliz. — disse sinceramente. — Sua felicidade será minha recompensa.
– Obrigada! — inclinou-se e beijou a bochecha de Zelena. — Vamos para a casa da Belle.
– Como?
– Não posso esperar mais para mostrar essa gravação, então por favor vamos para a casa da Belle.
– Mas Emma já é quase 3h da manhã, certamente estão dormindo.
– Não importa a hora, por favor vamos, se bem conheço a Regina, ela não está conseguindo dormir, então está muito bem acordada.
– Emma...
– É sério Zelena Sophie, eu sei o que estou fazendo.
– Okay então, vamos lá, mas você vai ter que ir dando a direção porque eu não sei onde é a casa dela.
– Tranquilo. — Emma diz quando Zelena dá partida no carro.
No mais profundo do seu coração, Emma desejava muito que Regina acreditasse no que ela tinha a dizer e mostrar, dar uma oportunidade para que pudesse explicar como realmente as coisas aconteceram e como de fato são... Que Regina pudesse exergar o quão errada estava quando disse que o seu amor por ela era falso, esperava muito mesmo que as coisas fossem diferente dessa vez, diferente das palavras amargas que recebeu da mulher que prometeu amar por toda a vida, pois caso contrário... não teria outra opção do que aceitar que tudo o que viveu com Regina no fim das contas foi realmente apenas um sonho, um maravilhoso e curto sonho do qual teria que acordar e seguir a vida na mais dura e cruel realidade de um amor perdido
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