Sweet Carollina.
1 The end of the World.
Notas iniciais
Carolinna esfrega os olhos e salta da cama quando sua mãe abre as cortinas do quarto e grita que está na hora de acordar. Arrasta-se até o banheiro e fica se encarando no espelho até a vontade de fazer xixi vir. Depois de escovar os dentes, toma seu banho matinal e então começa a se aprontar pra mais um dia de escola. Escova seus cabelos negros e prende-os num alto rabo de cavalo, passa um pouco de maquiagem nos olhos, pra ressaltar seu lindo olhar verde, coloca uma camiseta horrível chamada 'uniforme escolar'.
Vai até a mesa e começa a comer seu café da manhã. Nada surpreendente, aquele mesmo pão com manteiga e seu leite com achocolatado de sempre. Aparentemente tudo esta normal como todos os outros dias de sua vida. Sua mãe continua reclamando das contas, seu pai esta muito ausente por trabalhar muito e receber tão pouco.
Carol é comum como todos as outras meninas. Com tão poucos 16 anos de vida já se sente vivida, acha que sabe tudo do mundo e muito das coisas da vida. O que Carolinna mais gosta é de filmes de terror. Ela é uma louca alucinada por tais filmes, esse sim é um assunto do qual ela sabe tudo.
A garota vai esperar o ônibus escolar exatamente as 6:40 da manhã, infelizmente o dia está esfriando e ela esqueceu o agasalho, 'mais não é o fim do mundo' ela pensa. O ônibus chega e ela parte rumo à tão odiada escola.
O dia segue normalmente, na hora do almoço ela se senta com o mesmo grupo ao qual esta acostumada. Jaqueline a garota mais morena e com cabelos curtos é a mais animada e sempre esta a procura de festas, Izabella só pensa nos meninos e tem vários namorados, Sthephanny é quieta e ninguém sabe muito sobre ela. Carolinna fazia o tipo mais nerd, mais sempre estava com as garotas. Naquele dia elas iriam sair depois da aula ver algum filme no cinema. E no meio do intervalo os alarmes da escola começaram a suar.
Todos tumultuando muito, correndo para sair da escola, quando se deparam com vários carros do exército e um homem velho estava em cima de um dos carros com um megafone e falava com sua voz rouca e grossa:
- Vão todos para suas casas e não saiam de lá, liguem as suas televisões e entenderão o motivo, não podemos dar mais informações, não confiem em ninguém a não ser seus pais e parentes próximos e por favor não entrem em pânico!
Ok. Imagina que ninguém ia ficar em pânico, Carollina pensa sozinha ' É claro que todos vão ficar calmo' e da um sorriso sarcástico.
Izabella chamou as meninas para irem para casa dela, e as três estavam indo em direção ao ponto de ônibus quando o celular de Carolinna começa a tocar.
- Carol? É a mãe, você viu as noticias? Quero que você venha para casa agora.
-Mais mãe, liberaram todos da escola e nós estavamos pensando em ir pra casa da Bella.
- Negativo Carollina. Eu sei que liberaram vocês, mais é pra você vir imediatamente pra casa, você não tem noção do que está acontecendo.
Carol assustada se despediu das meninas e pegou o ônibus que passaria na rua de sua casa.
As ruas estavam uma confusão, todos corriam para mercados e farmácias. Postos de combustiveis estavam lotados. O ônibus então empacou. Não tinha como seguir em meio a todo o trânsito, a garota decidiu saltar do ônibus e seguir o resto do caminho a pé, afinal o caminho não era tão longo.
Logo que saiu do ônibus uma pequena garotinha, não muito mais nova que Carol perguntou se tinha visto sua mãe, Carolinna negou e continuou andando cada vez mais depressa e assustada. Muitas pessoas corriam na direção contrária e acabavam trombando com a menina.
Nesse ponto ela já em pânico e sem ar parou pra respirar. Assim que olhou para o lado direito viu uma senhora muito velha de cabelos brancos ralos e óculos redondos, gritando no meio da rua, fazendo que os carros buzinassem:
- O mundo está acabando. Fujam, Corram.
Carol falou pra ela mesma 'Só pode ser brincadeira.'
Continuou a caminhada agora não tão depressa pois estava observando as pessoas, foi quando parou de frente à uma loja onde vendem eletrônicos, e na vitrine haviam tv's ligadas.
No jornal de notícias estavam dizendo algo sobre o fim do mundo, uma mulher séria segurava folhas em sua mão e seu rosto tinha a feição de preocupação que Carol não queria ter visto, enfim ela não pode entender bem pois a gritaria e o tumutuo eram muito altos. Até que as tv's sairam todas do ar de uma só vez, assumindo em sua tela uma imagem com riscos coloridos.
A garota mais uma vez disse a si mesma, 'Que brincadeira de mal gosto.'
Seguiu em frente, novamente depressa, pois mesmo tentando negar a si mesma ela estava com muito medo. Quando estava chegando perto de seu bairro, o tempo começava a esfriar, pois era fevereiro e a época fazia isso com o tempo. Mais mesmo com o frio ela começou sentir um calor muito forte. Estava quase insuportável correr, a menina suava e sentia muita sede.
A cada passo seu corpo parecia pesar mais, efeito de sua pressão muito baixa devido ao stress.
Estava em uma rua completamente deserta e parou em uma casa para pedir um pouco de água, quando deu a primeira batida a tontura à derrubou para frente, sua sorte foi alguém ter aberto a porta no mesmo instante.
Carolinna acordou alguns minutos depois totalmente perdida.
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