Sweet Carollina.
2 Good Son Returns Home.
Notas iniciais
Uma nuvem cinza encobria seus olhos e então a garota se sentou, perdida e desorientada a tontura já era pouca e em compensação ganhou uma forte dor de cabeça.
- Meu dia de sorte. — pensou em voz alta.
Quando finalmente abriu os olhos, assim que eles desebaçaram viu na sua frente um garoto, não muito mais velho que ela, aparentemente uns 19 anos. Sua beleza era um tanto intimidante. Seus cabelos eram negros azulados, seu corpo era forte mais não deformadamente. Seus olhos eram tão verdes quando se podiam ser e seu rosto era belo, tinha um formato quadrado e quando ele notou que ela estava acordada sorriu, e então ela quase desmaiou novamente. O garoto à segurou e perguntou se ela estava bem.
- Tão bem quanto se possa estar nessa confusão. — Ela respondeu. Ele riu.
- Você sabe o que está acontecendo?
- Não. Só sei como vim parar aqui, a propósito meu nome é Carolinna, e eu preciso ir. — A menina ia levantando quando ele a empurrou carinhosamente devolta ao sofá.
- IR? desculpa mais não posso te deixar sair daqui, incrivelmente em poucos segundos o mundo lá fora esta um caos, e meu nome é Lucca.
- Como assim Lucca? Você tem que me deixar ir. Minha mãe me espera e ela deve estar completamente pirada, tudo pra ela é o fim do mundo.
- Oh garota! Você realmente não sabe o que esta acontecendo né? Espere meu pai voltar que nós levaremos você até sua mãe, pode ser?
- E eu tenho outra opção?
- Não!
- Ótimo! Acho que agora você pode me contar o que esta acontecendo né?
- Você já ouviu falar em loucura? É quase isso, só que pior. Pessoas estão ficando completamente malucas! Elas simplesmente comem umas as outras e claro o governo quer que nós mantenha-mos a calma. E óbviamente todo mundo esta em pânico.
- AHN? Você ta falando tipo de zumbis? Ou tipo canibais loucos?
- Bom... no jornal falaram que é um vírus e que não devemos nos precipitar, mais meu pai e eu estamos indo pra casa da vovó que é afastada de tudo... é muito longe daqui mais lá concerteza é um lugar seguro. Se você quiser pode vir com a gente, você e sua mãe!
- Não, eu acho que não vai ser necessário. Acho que isso vai passar logo, eu vou acordar desse terrível pesadelo e vão rir da minha cara quando eu contar com o que estava sonhando.
- Ok. Se é isso que você quer acreditar... Mais olhe lá fora. Olhe na tv. O mundo esta um Caos, e isso apenas acabou de começar, em breve os que não estão infectados vão ser a minoria. — A menina em pânico começou tremer e sentia sua cabeça querendo explodir.
O garoto ligou a televisão e os dois sentaram de frente a ela.
A casa era simples, não havia muitos móveis e era um pouco suja. A garota logo imaginou que era a falta de uma imagem feminina na casa. Um ronco de uma caminhonete soou e o menino correu até a janela.
- Meu pai chegou, fique ai.
Carolinna nem deu atenção, nesse momento ela estava olhando a tv e chorando desacreditando de tudo o que via. Seus tão queridos filmes e séries haviam se tortado reais. Um turbilhão de pensamentos invadiu sua cabeça que agora estava a ponto de explodir de verdade. Aquilo não era bom, nada bom, muitas vezes pediu por aquele momento mais agora ela estava totalmente apavorada. Lembrou neste momento de que sua mãe estava a esperando e pegou seu celular pra ligar a ela. Na tela embaçada estava escrito 'NO SERVICE'. Ah! Otimo, tudo que ela mais precisava era NÃO conseguir falar com sua mãe neste momento.
Então Lucca e seu pai entraram correndo carregando caixas e sacolas.
- Vem, ajuda aqui. — Disse o velho homem.
Ela ajudou-os a descarregar o carro e então trancaram a porta e o pai do garoto arrastou alguns móveis e usou como uma espécie de barreira.
O homem não era tão bonito quanto o filho, na verdade era horrível, tinha cabelos longos e negros com alguns fios brancos, amarrados em um lenço preto, sua barba era comprida, não muito mais ainda assim fazia Carol lembrar a barba do papai noel. Haviam rugas pelo seu rosto e ele vestia uma camiseta do AC/DC, muito surrada. Lucca explicou o que estava havendo e o homem se ofereceu pra ajudá-la.
O menino a chamou pra ajudá-lo, ele pegou algumas peças de roupa, sabonete, papel higiênico e um perfume pela metade que cheirava muito bem.
O menino jogou tudo em uma mochila bem velha e esquisita. Enquanto Carol estava na cozinha pegando comida, algumas garrafas de água que estavam estocadas, separando tudo e colocando em caixas. Procurou pelos armários e encontrou uma caixa com remédios e suprimentos de primeiros socorros. Juntou tudo e esperou sentada na sala. O pânico apenas a fazia pensar em muitas possibilidades ruins.
A menina se assustou ao ver o homem carregando algumas espingardas, riffles e algumas maletas também. Ele disse a ela pra segui-lo com alguma caixa e ela o fez.
Eles entraram por uma porta que dava à garagem e lá havia uma pirua, meio velha mais ela pensou que daria pro gasto. Ele abriu a porta que correu sem muito esforço, e eles começaram colocar as coisas dentro da pirua, em pouco tempo tudo que dava pra carregar estava lá. Ele pediu pra que ela procura-se pela casa coisas que dessem pra matar zumbis, ela riu.
- É serio! — Disse o homem velho rudemente.
E ela então foi em busca, sem hesitar. Achou no quintal uma enxada e um machado. Na cozinha algumas facas grandes.
Quando chegou na sala viu os dois conversando:
- Eu vou na frente com a caminhonete e você vai atrás com ela na pirua. Tome cuidado não quero ter que atirar na sua cabeça. — Dizia o velho homem.
Lucca correu até a menina e mandou ela ir com ele. Os dois entraram na pirua apertaram o botão que abria a garagem e foram atrás do pai de Lucca.
Era muito para a garota processar em tão pouco tempo. Aflita e em silêncio seguiram.
As ruas estavam desertas, ali sempre foi um bairro tranquilo, mas estava deveras sossegado. 'O silêncio prepara golpes mortais' pensou a menina. Quando dobraram a esquina da rua de Carol se depararam com a pior visão que se podia ter nesse momento. Carol lembrou de algum filme vendo aquela cena, mais estar participando dela fazia com que a menina estremecesse por dentro, seus olhos se encheram de lágrimas e ela começou a rezar para que encontrasse seus pais bem.
A rua estava cheia de pessoas deformadas, verdes e mortas. Muitos corpos no chão, mutilados e amputados. Havia sangue, muito sangue espalhado e pedaços de corpos para todo lado. A caminhonete do pai de Lucca ia atropelando tudo o que estava na frente.
Os carros passavam por cima dos restos humanos, como se fossem pequenas lombadas, a menina mordia o lábio. Mordeu tanto que começou a sangrar. 'Ótimo. Mais sangue.'. Sentiu seu coração saindo pela garganta, seus ossos efraquecendo e sua cabeça pesando ainda mais.
Então o movimento cessou. Os carros pararam e ela então reconheçeu sua casa do lado direito da pirua. Lucca mandou ela não sair, pegou uma espécie de granada no porta-luvas.
Ele abriu a porta e saiu correndo até em cima da caminhonete, lançou a granada pra tão longe que a garota não conseguiu ver onde ela tinha ido parar, só ouviu um barulho e uma fumaça a muitos metros dali. O plano pareceu funcionar pois todos estavam caminhando em direção à explosão. Lucca mandou a menina ficar atrás dele e os dois foram até a porta da casa da garota.
Lucca levava um revólver na mão e mirava para todos os lados, cauteloso.
Bateram na porta e nada, teimaram e bateram novamente. Nenhum sinal.
A garota deu uma chave na mão do menino que colocou-a no buraco da fechadura, virou-a para o lado em sentido horário. Segurou a maçaneta e empurrou a porta.
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