Sweet Blood

15 Capítulo 15 - The Ball


Notas iniciais
Então gente, lembra quando eu falei que novos capítulos de 6.000 palavras viriam, pois é, esse iria ser um desses, se, quando eu me desse conta e olhasse o "medidor" de palavras do word, não estivesse lá, bonitinho "10.106 palavras", então, não, não se preocupem por que não sou nem louca de deixar 10 mil palavras para vocês, eu me vi obrigada a dividir ele em dois capítulos de 5 mil cada (dã, olha que surpresa, a Beeah é inteligente!). Então, sinto muito pela demora para postar, não era minha intenção. Como passaram de ano novo? Bem? Espero que sim, por que eu passei ^-^ Bem, gente, o 16 eu devo postar logo já que, bem, ele está terminado, kkkk. Acho que é isso, tenho certeza de que vão amar o capítulo, mas saibam desde já que eu sou horrível com cenas de susto, etc, então, tentei dar meu melhor, KKKKK. Kissus, nos vemos nas notas finais, Beeah.

Capítulo 15 — The Ball

Narradora

Andou calmamente pelo caminho de pedras, respirou fundo observando a casa logo depois. Estava ansiosa, o por que, nem ela mesmo sabia.

Finalmente chegou perto da porta e bateu na mesma, vendo-a ser aberta por Jeremy.

– Hey, Jer, Bonnie está ai? — Bella perguntou, ansiosa demais.

– Ela está no banho, quer esperar? — ele propôs.

– Quero sim. — aceitou o convite e passou pela porta.

Deu de cara com a sala a qual ela já conhecia tão bem, andou vagarosamente até o sofá mais perto e ali se sentou, estava esperando Bonnie sair do banheiro, pediria para ela arrumá-la para o baile.

Era impossível negar que tinha esperado um convite de Damon para ir ao tal baile a semana inteira, mas aquele convite não chegara e o Salvatore ainda tinha sumido; faziam exatos sete dias que ela não o via, imaginava o que ele estava fazendo. Da última vez que Edward sumira, fora por causa de seu sangue, mas esse era Damon, Damon era diferente de Edward, sabia se controlar, então por que sumira?

Olhou pra o móvel da TV e focalizou um quadro de Damon, ele não parecia confortável na hora de tirar a foto, sorriso forçado, mãos no bolso da calça jeans, jaqueta de couro sobre o ombro e ao seu lado, um pouco mais a frente, na verdade, um casal, o mesmo casal da foto de papel de parede do celular de Bonnie. Era um garoto de cabelos cor de mel e olhos verdes, usava uma blusa branca regata e tinha um dos braços ao lado do corpo enquanto o outro rodeava a cintura de uma linda garota morena, seus cabelos eram cacheados e tudo o que Bella pôde ver é que ela usava uma blusa verde de mangas, ela sorria abertamente, bem como o outro de cabelos cor de mel.

– Não me preocuparia com Damon se fosse você. — Jeremy se pronunciou.

– Como você... — ela ia questionar.

– Você está encarando a foto dele desde que entrou, Isabella, não sou cego. — riu ao interrompê-la.

Bella revirou os olhos, rindo e apoiou melhor as costas no sofá.

– Acha? Da última vez que sumiram assim os motivos não foram dos melhores. — riu fraco.

– Você está generalizando, Bella, não é por que uma maçã está estragada, que as outras também irão ficar, tudo o que você precisa fazer é separar a estragada das outras e não deixá-la lá. — ele suspirou. — Damon é um idiota, literalmente, as vezes eu tenho vontade de enfiar uma estaca no coração dele, sou um caçador, como ele já deve ter te falado, então seria fácil para mim, mas ele já me salvou e salvou várias pessoas que conheço e gosto das piores coisas, salvou desde minha irmã, até suas melhores amigas e, claro, o irmão dele. Então, não, Damon não é nada igual ao seu ex.

Bella respirou fundo.

– Está certo, Jer, eu generalizei.

O Gilbert apenas piscou.

– E, se ajuda, Damon disse que saiu da cidade por uns dias para resolver uns assuntos pendentes com uns amigos em Mystic Falls, ele deve chegar em breve, enquanto isso, acho que você deveria parar para pensar e ver quando vai contar para ele. — Jeremy passou por ela e foi em direção as escadas.

– Contar o que? — Isabella questionou, alarmada.

– Que você gosta dele, muito provavelmente o ama, mas relaxe, seu segredo está seguro comigo. — e depois dessa, ele subiu as escadas e desapareceu da sala, deixando uma garota desesperada para trás.

Precisava beber, urgentemente.

Levantou-se do sofá e foi até a mesa de bebidas, pegou uma das garrafas de whisky, destampou-a, deitando levemente o objeto e vendo o líquido dourado cair dentro do copo de cristal.

Colocou a garrafa de volta na mesa e pegou o copo, levou-o a boca. Ia dar o primeiro gole, mas percebeu que estava com algo nas mãos, mais especificadamente, a tampa da garrafa.

Virou-se e ia tampá-la, mas percebeu estava caindo, viu o acidente correr na frente dos seus olhos, os cacos de vidro sobre o chão, o líquido dourado escorrendo pelo tapete, até a porta, quase como um riacho, molhando tudo e deixando apenas o cheiro de álcool pelo caminho e ela, com certeza, se cortando ao tentar juntar os pedaços de vidro que estariam enfeitando o chão.

Porém, antes que pudesse sequer soltar um grito de surpresa, uma mão segurou a garrafa, antes que ela colidisse contra o chão.

– Da próxima vez, não coloque-a muito na ponta. — a voz soou detrás de si e ela sentiu os pelos da nuca eriçarem.

Voltou a olhar para frente e o viu. Damon. Ele estava perigosamente perto de si e sua mão direita ainda segurava a garrafa sobre a mesa, o que a prendia entre ele e o objeto de madeira atrás de si. Colocou as duas mãos para trás e apoiou-se, jogando as costas levemente para trás, estufando o peito e respirando um pouco rápido demais, mas ainda assim silenciosamente, seu coração também batia mais rápido, era como se estivesse na defensiva, e ela estava.

– V-Você sumiu. — observou, olhando para qualquer coisa que não fossem os olhos dele.

O Salvatore sorriu malicioso.

– Sentiu minha falta? — ergueu a sobrancelha direita.

– Não seja idiota! — exaltou-se e franziu o cenho com raiva.

– Hm, estive pensando, soube que vão fazer um baile, hoje. — mordeu o lábio inferior, semicerrou os olhos e respirou fundo logo depois. — O acha de vir comigo?

Ela arregalou os olhos, chocada pelo convite, dividida entre respondê-lo ironicamente (como ele merecia) ou dar pequenos pulos de alegria pela sala.

Nenhuma das opções lhe pareceram viáveis e logo ela já sabia o que fazer.

Endireitou o postura, ergueu a cabeça e olhou-o diretamente nos olhos azuis. O choque havia passado, bem como o ataque de pânico que geralmente dava quando ainda era o brinquedinho dos Cullen, não parecia mais Isabella, parecia outra garota, uma daquelas corajosas que ela sempre admirou em segredo.

– Eu adoraria. — respondeu sem pestanejar e, surpreendendo a si mesma, com a voz rouca.

Ao que o Salvatore respondeu com um de seus sorrisos tortos.

– Te pego as oito. — avisou, afastando-se dela logo depois e virando de costas, indo em direção a cozinha.

– Na verdade... — Ela disse, fazendo-o parar no meio do caminho. — Não será necessário, me espere na escada as oito. — piscou e passou por ele, subindo os degraus e indo até a porta do quarto de Bonnie.

Damon não pôde fazer nada mais do que sorrir em antecipação.

Aquela era Isabella, sua Isabella.

Pensou e voltou a andar até a cozinha, disposto a pegar uma de suas bolsas de sangue.

(...)

– Bem, eu soube o fiasco que foi seu último baile em Forks, Bella, eu não sou fútil, sabe disso, mas o que foi aquele vestido azul que te fizeram usar? — Bonnie exclamou, assim que a Swan adentrou seu quarto e sentou-se na cama.

A Bennett estava no armário, de costas para ela, revirava cada canto a procura do vestido que queria, não um vestido qualquer, mas sim o vestido, um vestido que ela sabia que iria cair perfeitamente na garota.

– Alice foi quem o separou para mim, Bonnie, eu nem queria ir ao baile, foi alguns dias após o incidente com James, eu estava com o pé quebrado, ainda usei leggin com o vestido e uma bota ortopédica. — ela riu, lembrando de como estava e vendo o quão ruim tinha sido a escolha de Alice.

– Bem, não vamos deixar isso se repetir, o que acha deste aqui? — a Bennett virou-se repentinamente, um sorriso gigante estampado na cara, enquanto ela segurava o que provavelmente era o vestido mais lindo que Bella já havia visto em seus dezoito anos.

– Eu... — ela arfou. — Eu amei, Bonnie! Mas é lindo demais para mim. — suspirou.

– Não seja ridícula, Isabella! Ele ficará lindo! Nem parece que você já... — e então Bonnie se calou. — Vamos lá, se não ficar bom, eu pego um outro que tenho aqui e você usará ele, pode ser? Mas pelo menos hoje deixe-me te usar de barbie? — mudou de assunto rapidamente e depois riu. — Garanto que ficará mais linda do que já é!

Isabella assentiu, tinha percebido a troca de assunto, mas deixou quieto, preferiu pensar na roupa que usaria, ela confiava em Bonnie, então por que não tentar?

A Bennett bateu pequenas palmas e murmurou sobre o quão ela pareceu Caroline ao praticar tal gesto, mas riu nasalmente logo depois e foi para o banheiro, voltando com uma maleta de maquiagens.

Ela instruiu Bella a se sentar na cadeira que estava na escrivaninha e assim a morena o fez.

Bonnie colocou a maleta na superfície e abriu-a, tirando o batom de dentro, era uma vermelho não muito escuro, que combinava com o tom de sua pele, passou-o levemente, tomando o cuidado de não borrar, então, ela aplicou um pouco de base pelo rosto da garota.

Pegou o lápis e passou nos olhos dela, o que apenas destacou as o castanho chocolate presente neles. Passou uma sombra bege, delineador e então rímel.

Tudo o que Isabella fazia, enquanto isso, era colocar uma pulseira que Bonnie indicou-a.

Era uma daquelas indianas, tinha um anel delicado e várias correntinhas que ligavam a pulseira, colocou-a com cuidado e terminou ao mesmo tempo que Bonnie fechava a maleta.

– Agora você põe o vestido e me diga, o que acha desses brincos? — ela disse, ainda de costas, fechando as coisas.

Quando virou-se mostrou os brincos dos quais falava: O primeiro era um cruz, então tinham dois circulares, sendo um preto e o outro branco, uma pena, pequena, meio acobreada e duas argolas.

– Posso pôr sim, faz um tempo que não uso um brinco. — sorriu e respirou fundo. — Aonde está o vestido?

– Ali. — apontou para o cabida pendurado no pegador do armário.

Bella foi até ele, soltou-o e depois de pegar os brincos foi para o banheiro.

– Só mais uma coisa, Bella. — pôde ouvir Bonnie gritar, antes de fechar a porta do banheiro. — Não se olhe no espelho!

Fechou a porta.

Era difícil, mas ela conseguiu pôr os brincos olhando-se no espelho o mínimo o possível. Com todo o cuidado, passou o vestido pelas pernas e arrumou-o no corpo.

Mesmo sem ver, sentia-se bonita de uma forma que nunca havia sentido antes.

Saiu do banheiro.

Bonnie estava de lado, na escrivaninha, ela tinha um espelho pequeno e oval a sua frente e maquiava-se, enquanto assoviava o ritmo de alguma música que ela tinha posto no celular.

– Ah, Bonnie? — chamou a atenção para si.

A Bennett virou-se cautelosamente e arregalou os olhos de surpresa ao ver a amiga.

– Você está linda, Bella! Agora falta só o cabelo, e a unha, venha. — ela a chamou e voltou a sentá-la na cadeira da escrivaninha.

O espelho menor tinha sido removido de lá mais uma vez.

Sentiu Bonnie pentear seu cabelo, depois passar alguns cremes e então ela ouviu a outra falando algo sobre cachos e que provavelmente iria demorar.

(...)

Realmente, demorou, levara uma hora até Bonnie terminar todo o cabelo de Isabella. E demorou mais um pouco para fazer a unha, com certeza.

– Nem sei como agradecer, Bonnie, eu devo estar linda agora. — sorriu em gratidão e levantou-se da cadeira, ficando de frente para a amiga.

– Você já é linda, Bella, eu apenas ressaltei sua beleza. — piscou. — Agora venha, tenho um espelho de corpo inteiro no armário, você precisa se ver.

Arrastou a outra até o imenso armário de madeira, posicionou-se atrás da porta e a abriu.

Bella levou um susto, aquela definitivamente não era ela.

A mulher no espelho tinha os olhos castanhos destacados pela maquiagem preta, os lábios davam a impressão de serem macios e convidativos por causa do batom.

O vestido em seu corpo não tinha estampas, era simplesmente preto, mas destacava suas curvas e ia até os pés.

Tinha um decote V no tamanho certo e uma pequena abertura a qual ela tinha certeza de que quando andasse iria mostrar sua perna, mas surpreendentemente, ela não sentiu vergonha quanto a isso.

O cabelo era ondulado, caia em cascatas sobre seu ombro direito e algumas mechas estavam delicadamente em seu rosto.

O colar com a pedra em formato de coração destacava-se contra sua pele e chamava uma boa parte da atenção para si; a unha tinha um tom de preto fosco, mas não deixava de ser bonito e chamativo, além de, com certeza, sexy.

– Ainda bem que parei de roer a unha. — cochichou para si mesma, mas a outra pareceu ouvir, pois riu fraco.

Quando fez o comentário sobre a unha e viu a boca da mulher se mexer ao mesmo tempo que a sua, a ficha caiu.

Aquela era ela! E pela primeira vez em anos, alguém havia arrumado-a e ela havia gostado do resultado.

Bonnie sabia arrumá-la perfeitamente, não era como Alice e seus vestidos exageradamente caros e chamativos! Provavelmente eles funcionavam nela, mas não consigo. Bella e Alice tinham um tipo diferente de corpo e Bonnie se perguntava quando diabos a Cullen enfiara na cabeça que suas roupas ficariam boas na outra.

– Bem, agora os sapatos. — a Bennett coçou a garganta. — Sei que não gosta de saltos, mas esses são confortáveis e eu particularmente os amo! — confessou animada.

– Okay, vou tentar. — ela disse tensa, sentando-se na cama.

Colocou o primeiro pé e abotoou-o, rapidamente arrumando-o no seu pé. Depois de pegar confiança o suficiente, colocou o outro e repetiu o processo.

Tinha que admitir, sentiu-se bem usando salto, poderosa, bonita, quase como se ela dominasse o mundo.

Riu da maneira que se sentiu, pensar que sempre havia enojado os saltos.

Levantou-se num rompante e surpreendentemente, não caiu. Sorriu confiante.

Aquele era o início de uma nova Isabella, e ela podia acostumar-se mais fácil do que imaginava com isso.

Respirou fundo e sorriu para Bonnie, um sorriso que ia de uma ponta a outra de seu rosto.

– Obrigada, Bonnie... Sério, ninguém nunca me arrumou tão bem antes, ninguém nunca faz-me sentir bonita desse jeito, é como se... bem, não sei explicar e muito menos como agradecer! — ela riu sem graça e correu abraçar a outra.

Porém, foi impedida de concluir o ato, por duas mãos retas em seu ombro.

– Não. — ela riu. — Vai amassar seu vestido e se tem algum apreço pelo que fiz, não o amace até chegar a festa. — a Bennett piscou.

Bella gargalhou com a atitude da amiga, enquanto as mãos de Bonnie saiam de seu ombro e caiam ao lado do próprio corpo.

– Ah... Dane-se. — revirou os olhos e abraçou a Swan.

Assim que se soltaram, Bonnie coçou a garganta e sorriu ansiosa.

– Damon já deve estar lhe esperando lá embaixo, tenha uma ótima noite, Bells.

E, como se uma luz tivesse sido acesa em um cômodo completamente escuro e sombrio, ela lembrou-se de Damon e com isso, toda uma avalanche de pensamentos que ela vinha contendo, vieram à tona.

Engoliu em seco e tentou sorrir normalmente, tentou sorrir como quando sorria para os Cullen e eles acreditavam, achando que tudo estava realmente bem.

– Hey... — Bonnie deixou o sorriso ansioso se esvair e se tornar compreensível. — Não precisa fingir que está tudo bem, que não está nervosa, é só ser você mesma. — ela aconselhou-a.

Aparentemente, aquilo não funcionava com Bonnie e de certa forma ela até gostou disso, de que a garota pudesse entendê-la dessa forma. Sorriu involuntariamente e depois de murmurar um "mais uma vez, obrigada", saiu pela porta e parou no começo da escada, observando o que acontecia lá em baixo.

Damon bebia um copo de whisky, bem em frente ao último degrau, ele usava um terno, preto, que contrastava com o azul de seus olhos. A Swan não se impressionou com a escolha de roupas, a festa iria reunir todas as pessoas de Forks, o prefeito, vereadores e toda uma "elite" social (que, até ontem, ela não sabia da existência), então, no convite (cujo qual todos os moradores receberam), estava explícito o pedido (quase ordem) para que usassem roupas mais formais... Se bem que ela não se importaria em ver o Salvatore com sua casual jaqueta de couro e calça jeans.

Bella suspirou e coçou a garganta, chamando a atenção do outro para si.

Não tinha como negar, ela estava linda e Damon soube disso assim que a viu na escada.

Um sorriso se apossou de seu rosto quando a viu descer as escadas.

Estava definitivamente linda, ele tinha que admitir.

Ela desceu lentamente as escadas até ele, parando exatamente na sua frente.

– Está linda, se me permite dizer. — sorriu torto.

– Obrigada, também não está nada mal. — ela respondeu de qualquer jeito, o tom brincalhão em sua voz.

Damon riu e estendeu o braço para ela, que o aceitou prontamente.

Os dois sairam da casa e foram para o carro, o Salvatore abriu a porta para que ela entrasse, mas antes que fizesse isso Bella parou de frente para ele.

– Eu menti. — soltou de repente, tão próxima a ele que podia sentir sua respiração. — Está lindo. — dito isso, voltou a ajeitar-se e se sentou no banco.

Damon sorriu convencido e surpreso ao mesmo tempo, deu a volta e sentou-se rapidamente, dando partida no carro logo depois.

O céu estava estrelado, lindo, Isabella ousava dizer. Fazia um tempinho que ela não via tantas estrelas no céu, quanto a brisa, ela soprava, quente, mas boa.

O caminho fora silencioso, mas não um silêncio ruim e sim um que ajudara Bella a repensar toda a sua conversa com Bonnie ontem e a com Jeremy, mais cedo.

No fim das contas, eles diziam a mesma coisa e estavam certos, ela tinha certeza de que estavam. Respirou fundo.

O resto da viagem foi calma e rápida. Bella olhava constantemente pela janela, vendo a paisagem passar rápido por si.

Damon não ousava falar nada, talvez por que ele não soubesse o que falar, ou por que ele simplesmente não queria falar nada, mesmo.

Sorriu fraco quando viu que haviam chego.

A festa seria na FHS, uma vez que nem um salão digno eles tinham em Forks e a casa do prefeito ficava há quilômetros de distância (mentira, provavelmente era perto e ele somente não queria abrí-la para um bando de desconhecidos).

Um tapete vermelho gigangte levava até a frente da escola, que estava toda enfeitada, haviam pequenas luzes douradas na frente do prédio e um gigante cartaz escrito "Feliz aniversário, Samantha".

Damon saiu do carro e deu a volta, abrindo a sua porta e ajudando-a a sair do automóvel. Assim que ela o fez, ele trancou-o e estendeu o braço esquerdo e ela rapidamente enlaçou o seu direto no dele.

Bella precisou chegar mais perto e ir até o começo do tapete para ver que várias fotos da vida da garota foram dispostas pelo caminho em grandes suportes de metal.

Os dois caminharam lentamente, até que Isabella parou, reconhecendo uma foto.

Eram duas garotinhas brincando de boneca na frente de uma imensa casa branca com telhado marrom. As duas estavam sentadas em cima de uma lençol amarelado que havia sido posto por cima da grama, pareciam risonhas e felizes com suas bonequinhas de pano trajadas com vestidos cor de rosa e suas chupetas penduradas na roupa. A casa ela era a do prefeito, isso ela entendeu prontamente, mas e as garotinhas? Quem eram?

Uma era Samantha, certeza, mas e a outra, era... ela?

E então o entendimento passou por seus olhos. Era aquela Samantha?! A garota que costumava brincar com ela quando tinham 4 anos e conviveu com ela até os 11? A garota que se mudara para Nova York por causa de problemas com o pai e seu relacionamento precoce com os garotos?

Arregalou os olhos.

– Está tudo bem? — a voz rouca de Damon soou próxima a seu ouvido.

– Está sim, acontece que eu conheço ela Damon, costumava brincar com Samantha quando tínhamos quatro anos! Sou eu naquela foto!

O Salvatore esticou-se levemente e encarou a fotografia com curiosidade nos olhos, sorriu logo depois.

– E isso é motivo para se assustar? — riu.

– Não é que... não a vejo há anos. — confessou.

Damon riu e beijou o topo da cabeça da garota. Os dois voltaram a andar logo depois.

Passo a passo, até adentrar o corredor vazio (meio assustador, ela admitiu) e logo depois o refeitório.

Abriram as enormes portas de madeira e então deram de cara com a tal festa.

Havia uma música baixa tocando, um globo de luz em cima de uma pista vazia, algumas pessoas sentadas conversando e outras em pé, segurando taças de uma bebida qualquer.

A decoração era bem bonita e clássica. Foi impossível para Isabella não pensar no quanto Alice iria adorar e surpreendentemente, o simples pensamento de que a Cullen amaria, a fez criar uma repulsa instintiva.

Infelizmente a primeira pessoa a qual fizera contato foram Jéssica e Lauren. As fofoqueiras se aproximaram de si com olhares de inveja e curiosidade.

– Está tudo bem, Isabella? — Lauren perguntou, sem nunca desviar os olhos de Damon.

Uma súbita raiva cresceu em seu peito. Ciúmes? Não, isso seria infantil. Bella tinha certeza de que era apenas a mesma vontade de matá-las de sempre.

– Estou ótima, Lauren, já você deve estar com algum problema, pois eu estou aqui, não no colo de Damon. — sorriu torto. — E se me dão licença, precisamos ir falar com a aniversariante. — falou e puxou-o até a direção contraria das duas.

– O que foi aquilo? — o Salvatore perguntou divertido, enquanto iam em direção a mesa em que Samantha estava.

– Minha vontade de matar aquelas duas aflorando. — sorriu inocente.

Damon fingiu acreditar e deu o assunto por encerrado.

Finalmente chegaram a mesa em que a doce Samantha esperava com uma cara entediada.

Ela estava sozinha na mesa, não fosse por um rapaz de terno e óculos escuros, seu segurança, se Bella não estivesse errada.

– Sam? — ela arriscou.

A loira olhou para cima e sorriu rapidamente ao ver a morena.

– Isabella! — ela exclamou. — Achei que não viesse... soube do que houve com os Cullen, pois é menos de uma semana na cidade e duas garotas já me fizeram o favor de contar. — revirou os olhos. — Sinto muito, mas esses filhos de médicos todos se acham, acredite! — riu.

Isabella riu nasalmente, quem era ela para por papas na língua de Samantha Hudson?

– E esse seu amigo? — ela apontou para Damon sorrindo maliciosa e com a sobrancelha esquerda levantada.

– Esse é Damon Salvatore, meu... — o que ela iria dizer? Não tinha a mínima noção do que tinha com Damon.

Eles haviam se beijado, ela se sentia diferente junto com ele... existia alguma classificação para isso? Se existisse, alguém, por favor, a fale!

Namorado. — Damon terminou a frase rapidamente, aparentemente ele tinha pensado em uma classificação.

E então, pegando a mão estendida da garota, depositou um pequeno beijo nela.

– Samantha Hudson, é uma honra. — ela sorriu. — Por favor, esqueça o meu “Sinto Muito”, Bella, você está ótima, ainda mais com esse rapaz ao lado! — gargalhou.

Mas a Swan não estava com a cabeça naquela conversa, nem naquele mundo, mas sim na cena que vivenciara. Damon acabara de se auto-nomear como seu namorado, ou ela havia escutado errado?

Seja como for, havia gostado da forma como a palavra havia saido da boca dele.

– Bem, e esses últimos anos, como foram? — Sam parecia animada com a pergunta.

– Bons, agitados, eu diria. — Bella os descreveu em duas palavras, não é como se pudesse sentar e contar para ela que tinha sido atacada por vampiros e que, a propósito, o rapaz que estava ao seu lado também era um.

– Sei. — Samantha a encarou desconfiada. — Só vou fingir acreditar por que gosto de você. — riu. — Mas os meus também não tem sido grande coisa. Tenho levado a vida mais fútil que pode imaginar e de certa forma senti muita falta daqui. — confessou, olhando para baixo levemente.

Bella riu e então elas continuaram o assunto. Foi boa a forma com a qual desenvolveram a conversa tão rapidamente, até Damon pareceu gostar da louca garota loira de olhos verdes.

E então, uma música lenta começou e Damon olhou para Isabella, deixando um sorriso torto abrir em seus lábios

Samantha não era burra e entendeu o que o Salvatore pretendia fazer, então logo tratou de inventar uma boa desculpa para sair de lá.

– Bem, é hora das músicas lentas, fiquei de dançá-las com meu pai. Tenham uma boa noite e se divirtam, ainda quero falar mais com vocês. — e dito isso, ela se levantou e saiu da vista dos dois.

– E então, ela disse para nos divertimos, o que acha de dançar comigo? — Damon virou totalmente para Isabella e manteve a sobrancelha esquerda erguida, junto do sorriso torto.

– Vai adiantar algo se eu disser que não sei dançar? — ela questionou.

Damon gargalhou e negou com a cabeça.

– Foi o que pensei. — Bella revirou os olhos e deixou-se ser guiada até a pista de dança.

Damon escolheu um lugar no canto, sabia que Isabella não gostaria de chamar atenção. Assim que os dois pararam, ele colocou sua mão esquerda na cintura dela, enquanto a esquerda dela ia para o ombro dele, e as direitas dos dois se encontravam. Bella não queria levantar a cabeça e encará-lo nos olhos, então olhava para qualquer ponto atrás dele, desde as mesas vazias –devido ao fato de todos estarem dançando-, até os convidados, mas então sentiu a mão direita de Damon sair de sua cintura e segurar seu queixo, empurrando-o leve e delicadamente para cima.

E então, seu pesadelo se concretizou e seus olhos castanhos se cruzaram com as órbes azuis completamente intensas dele. Era como se só existissem eles dois naquele salão e bem ou mal, ela havia adorado aquela sensação.

– E o que me diz, está sendo tão mal dançar? – ele sussurrou no ouvido dela, por causa da música alta.

– Até que não, poderia estar pior. – ela assumiu.

– Você poderia estar aqui sem a minha companhia, verdade. – debochou.

Bella revirou os olhos.

– Vai dizer que não seria ruim? – desta vez o sussurro fora rouco e não fora por causa da música alta. Seu hálito batendo contra a bochecha dela.

Damon voltou a encará-la nos olhos, esperando uma resposta, qualquer uma, menos a que ele recebera.

Isabella soltou a mão do ombro dele e levou-a até o rosto, enquanto a outra emaranhava-se aos poucos em seu cabelo, aproximaram-se vagarosamente, até os lábios se tocarem depois de tanta espera.

O beijo não fora calmo, mas fora lento o suficiente para ambos perceberem o desejo que estava ali, por baixo dele... Quando língua de Damon pediu passagem, ela fora cedida por Bella, que se sentia nas núvens enquanto o Salvatore puxava sua cintura, fazendo com que ela ficasse ainda mais perto de si. Ainda assim não parecia suficiente, era como se quão mais perto eles ficassem, mais longe se sentiam, precisavam de mais, mais toques, mais beijos. As roupas estavam começando a ficar desconfortáveis e a ideia de tirá-las dançava livremente pela mente de Isabella. Ela não pareceu se importar com o caminho os quais seus pensamentos percorriam, tudo parecia certo, não parecia nada demais pensar no corpo de Damon em cima de si, ambos suados e ofegantes.

– Caham... – alguém limpou a garganta perto dos dois.

E contra a vontade, Isabella fora puxada devolta a realidade.

Encarou Damon por dois longos segundos antes de a ficha cair e dar atenção a pessoa que estava ao lado dela.

– Mike? – ela murmurou, surpresa.

– Desculpem-me atrapalhar o momento de vocês, mas precisamos de ajuda. – ele disse seco, como se estivesse com raiva.

Espera, ele estava com raiva por que ela havia beijado Damon? Bella não era uma vadia, sempre dissera de cara limpa que Mike não era nada mais que um amigo para si.

Revirou os olhos internamente e franziu o cenho.

– Em que? – fora Damon quem questionara, parecendo tão ou mais nervoso do que o Newton.

Aparentemente, o tom de raiva do Salvatore fora suficiente para Mike voltar a ser o filhotinho acoado que era, engolir em seco e voltar a falar normalmente, obrigando-se a não gaguejar.

– É Jéssica, ela, bem... ela sumiu.

– E? – tentou controlar a raiva que subira em sua voz, Mike tinha atrapalhado um dos melhores beijos da sua vida para ir atrás de uma garota a qual ela nem ligava?

– Bem, Ângela pediu para que apenas incomodássemos você quando não tivéssemos saída e... parece que esse momento é agora. – ele respirou fundo. – Olhamos os banheiros, cada pequeno canto da escola, mas não achamos nada. Lauren disse que te viu por aqui e achou que seria melhor vir te pedir para ligar para Charlie.

Claro, tinha que ter dedo da Lauren nessa história, mas de certa forma uma preocupação não muito boa assolou imediatamente... por que tinha a leve sensação de que o que havia acontecido com Jéssica não era a melhor coisa do mundo?

– Okay, vamos ajudar a procurar. – Bella prometeu.

– Vamos? – Damon retrucou incrédulo, ao que Bella o repreendeu com o olhar. – Vamos! – concertou.

Os dois foram atrás de Mike. Ele disse que Ângela, Ben e Lauren estavam em uma mesa do outro lado da pista e que era melhor irem até eles para resolver o que fariam.

Estavam a dois passos da mesa, Bella já podia ver Ângela e Bem com a feição preocupada, enquanto Lauren não parecia dar a mínima, mas a Swan decidiu ignorar e dar atenção as pessoas que estavam ao seu lado, elas dançavam uma música agitada agora e pareciam felizes. Bella ainda pôde ver Sam dançando com um garoto alto de olhos castanhos, eles pareciam se divertir, ela também estava se divertindo e iria se divertir mais, com certeza aquilo era uma brincadeira de mal gosto de Lauren e Jéssica.

Mas então, a teoria dela se provou errada.

Numa questão de segundos as luzes foram apagadas, tudo ficou escuro, negro, tenso e Isabella se sentiu insegura. Procurou incessantemente pelas mãos de Damon e ficou feliz quando as sentiu, infelizmente, não pararia ali. Outro susto. As janelas foram abertas; agora a luz da lua iluminava o local, mas não de uma forma romântica.

O ventro soprava ruidosamente e as cortinas balançavam sem pudor. Estava tudo silencioso. Não se ouvia um choro de criança ou grito assustado das garotas e mulheres, apenas respirações aceleradas e corações igualmente descompassados.

Porém era diferente para Bella. Começara de repente e fora quase tão baixo quanto o ruido do vento, mas ela entendera.

– Isabella.

A voz soprava, aparentemente, em seu ouvido.

Olhou para os lados, mas apenas deparou-se com um Damon com as costas arqueadas, ele estava tenso, preocupado.

– Isabella.

A voz soou novamente, desta vez, porém, em direção a porta da cantina, que se encontrava escancarada.

Ela pensava seriamente em ir até lá, mas não lhe parecia uma boa ideia.

– Precisamos achar Jéssica, sabe-se lá o que houve com ela! Precisamos encontrá-la. – Bella ouviu Mike dizer temeroso perto de si.

Bingo, era a desculpa que precisava para ir atrás daquela voz, tão desconhecida, mas ao mesmo tempo... melódica e assustadora.

– Nesse escuro, acha que encontraremos algo? – Damon rebateu.

– Ele está certo, Damon. – Bella respondeu, antes que Mike falasse algo ou concordasse com Damon. – Vamos atrás de Jéssica.

Nesse meio tempo, percebeu que Ângela, Ben e Lauren se aproximaram.

– Vamos todos para o corredor, disseram que checaram cada canto, mas vamos revisar, as vezes ela pode ter se escondido em alguma sala. – ela explicou seu plano.

– Mas as salas estão trancadas. – Lauren discordou, agora ela parecia assustada.

– As chaves ficam na sala do diretor e ela está aberta, eu pude ver quando entrei com Damon. – Bella argumentou, erguendo a sobrancelha esquerda. – Ângela, fique em algum lugar visível, pode ser que Jéssica reapareça. – pediu. – Agora vamos, não temos muito tempo.

E assim os cinco andaram até a porta da cantina, passando pelas pessoas assustadas e paradas feito estátuas. Quando chegaram lá, se separaram em dois, Ben e Lauren, Mike e Damon. Apenas Isabella ficara sozinha, mas apesar da insistência de Damon em dizer que Mike e ele poderiam acompanhá-la, ela conseguiu convencê-lo do contrário, dizendo que Jéssica poderia estar justamente no caminho que lhe era resignado.

Isabella foi para o canto direito, em direção as escadas que davam ao segundo andar, Damon e Mike seguiram reto, enquanto Lauren e Ben foram na direção contrária da Swan, perto de onde ficava o depósito nenhum dos cinco tinha uma boa sensação sobre o que estava por vir, principlamente Isabella...

Notas finais
Eai, Eai? Quem gostou do momento Bella e Damon levanta a mão? Eu amei escrever, achei tão amorzin, e bem caso o hiperlink não tenha funcionado, essa é a roupa da Bella: http://www.polyvore.com/look/set?id=142776573. Eu disse que não sei ser assustadora, minha onda é romance e comédia, então me deem um desconto, KKKKK. Mas acho que é isso, o 16 vem logo, logo, trust me. Deixem reviews, por favor, por que esses dois estão sendo trabalhosos para mim, nem imaginam o quanto e eu amaria saber a opinião se vocês, sério! Até as leitoras fantasmas, runf, por que sou dessas, KKKKKK Bem, é isso lindas, Kissus! Até o próximo!!