Sweet Blood
16 Capítulo 16 - Revenge.
Notas iniciais
Capítulo 16 – Revenge.
Narradora.
Enquanto andava ao lado do namorado de Ângela, Lauren bufava, não havia gostado da escolha de “parceiros” e então teve uma ideia, ela só precisaria usar sua habilidade de atriz.
– Ben, por favor! Preciso ir ao banheiro! – ela implorou. – Não devia ter tomado tantos drinks.
– Lauren! Ouviu o que Isabella disse! Precisamos achar Jéssica e voltar para a cantina, não sabemos o que está acontecendo... e esses corredores escuros me assustam. – ele confessou.
Ela revirou os olhos, ótimo, um frouxo.
– Por favor! – implorou. – Eu realmente preciso... ér... emergência feminina. – tentou uma última vez.
E desta vez havia funcionado, pois Ben havia se alarmado.
Os dois voltaram para o caminho que fizeram e foram até o corredor que levava ao banheiro, que, no caso, era justamente o que Damon estava.
Pediu para que Ben a acompanhasse até o banheiro, mas ele preferiu ficar perto da luz de emergência. Lauren, por sua vez, continuou andando até que Ben não a visse por causa da escuridão. Aproveitando que ele não a via, continuou reto, procurando qualquer vestígio do Salvatore. O plano estava dando certo.
Tinha que agradecer a Jéssica, por ter topado ajudá-la. Fingir um sumisso para que Lauren ganhasse a atenção de Damon por causa do desaparecimento de sua melhor amiga fora uma de suas melhores ideias e esse lance de cortar as luzes, aparentemente, Jéssica não brinca em serviço. Lauren relaxou, sabendo que a essas horas a garota já deveria estar em casa, em baixo dos cobertores, vendo a maratona de filmes que passaria na TV.
A Mallory estava ensaiando a desculpa que usaria para dar um motivo a sua aparição, o melhor era dizer que havia visto algo, alguém, mas não era Jéssica e que se perdera, sem se esquecer, lógico, das lágrimas.
E então, ela realmente ouviu algo, passos.
– Damon? – chamou.
Ninguém respondeu.
– Damon? – agora o pânico a antingia e o escuro parecia bem mais assustador do que outrora. – Mike? – tentou, pela primeira vez, queria muito que fosse ele.
Mas infelizmente não era e um pensamento surgiu em sua cabeça rapidamente.
Talvez não tenha sido Jéssica quem cortara as luzes e talvez não fosse Jéssica que estava na sua frente...
(...)
Andando pelos corredores, Isabella percebeu uma pequena coisa: O quão burra tinha sido em não aceitar a companhia de Damon.
O escuro era bonito quando ela o via da janela do seu quarto, de noite, protegida. Aquele escuro que a rondava era assustador e ela queria distância.
Respirou fundo, a voz continuava a soar, cada vez mais alto, porém, em determinado ponto, mais especificadamente, quando ela passou perto do banheiro dos professores, ela parara de soar e não aparecera desde então.
Isso a fez pensar.
Por que ela estava fazendo aquilo mesmo? Poderia ser tudo uma brincadeira de Lauren, mesmo, por mais que aquela voz tivesse sido real demais e não parecesse nada com a de Jéssica.
Bufou.
– Ah, sabe o que mais? Dane-se. – revirou os olhos e parou.
Não estava muito distante da saída lateral da escola, poderia passar por ela, ir até o carro e mandar uma mensagem de texto para Damon, pedindo para que fosse até ela.
Quer saber, era isso que faria.
Arrumou os saltos na mão, os havia tirado há séculos e começou a fazer o caminho contrário ao que tomava.
Estava passando pela porta da livraria, a segunda, um pouco menor do que a oficial, que ficava no corredor central, quando novamente ela ouviu a voz, depois de tanto tempo.
– Não quer mesmo saber o que ouve com sua amiga Jéssica?
E então Bella gelou, a voz tinha falado mais alto ainda e ela podia jurar que conhecia aquele tom.
Não. Iria embora. Chega, já estava cansada.
– Pena, sério que vai desistir tão fácil do nosso joguinho, Isabella?
Ficou parada no lugar, conhecia aquela voz.
– Ótimo.
E então, a vontade de voltar ao caminho original a atingiu, não era como se fosse a hipinose de Damon, era algo mais forte, era sua curiosidade falando mais alto, junto de seu desespero.
Virou-se e continuou a andar o mais rápido que pôde.
E então ouviu algo batendo contra o chão, podia jurar que eram passos, mas estavam leves demais.
Estava no meio do corredor vazio, em frente a algumas salas que ela não pôde indentificar por causa da escuridão.
A FHS era tão boa que nem as luzes de emergência funcionavam, apenas as do corredor principal, que maravilha.
Respirou fundo duas vezes antes de continuar a andar em direção ao tal barulho. Era corajosa, sabia que sim, do contrário não teria se entregado por sua mãe para um vampiro, tudo bem que Renée não estava lá, mas aquilo era apenas um detalhe, bem doloroso, mas ainda assim um detalhe.
– Prometo que será tão fácil quanto jogar baseball...
E então Isabella correu, como se não houvesse amanhã e parou apenas metros depois, para pegar ar.
Curvou levemente as costas e apoiou a mão esquerda no armário ao seu lado.
Quando conseguiu recuperar-se se levantou e levou um susto ao perceber que havia parado em frente ao armário que pertencera a ele, Edward, quão irônico aquilo poderia ser?
Tomou fôlego e iria voltar a andar, correr, ou que fosse melhor para salvar sua vida, mas mais uma vez a voz se fez presente.
– Ou, tão fácil quanto praticar balé...
Seus olhos se arregalaram, os músculos se retesaram e ela ficou tensa.
Aquilo não era uma brincadeira.
Não era uma pessoa qualquer que tinha pego Jéssica.
Era Victória.
(...)
Damon andava despreocupado pelo corredor, mas apenas ia e voltava, nunca saindo de perto do banheiro masculino.
Mike era um idiota? Era, mas ainda assim era um humano e ele não sabia o que exatamente estava acontecendo naquela escola.
Parou de andar e apoiou as costas contra a parede ao lado da porta do banheiro, encostando a cabeça logo depois e fechando os olhos, mas ainda assim com os sentidos alerta a qualquer movimento.
Sua cabeça foi parar em Isabella. E no beijo que trocaram mais cedo. Sentir os lábios dela contra os seus era uma das melhores sensações que já experimentara, porém, infelizmente, ele não podia ir mais além, apesar de ser explícita a sua vontade de torná-la dele de todas as formas possíveis, ele ainda não podia, teria que esperar, por ela.
Entretanto, de qualquer foma, ele estava um tanto quanto nervoso.
Só por que hoje ele pretendia contar tudo para ela, esclarecer uma boa parte das coisas e deixá-la menos confusa, algo tinha que acontecer.
Era quase como se o universo estivesse conspirando para que ele não a ajudasse.
Tudo bem que ele mesmo disse a ela que ela saberia de tudo sozinha – o que não era mentira, ela tinha as visões consigo -, porém, ele não aguentava mais esperar e não aguentava mais vê-la sofrer. Tudo bem, tudo bem, talvez fosse melhor que ele a deixasse saber de tudo sozinha e aos poucos, mas ele queria ao menos contar para a garota que já tinha plena consciência de todas as visões e faria o impossível para ajudá-la.
Abriu os olhos levemente quando teve a impressão de ouvir o barulho de algo sendo arrastado. Olhou para os lados, mas não havia nada perto de si, forçou um pouco a vista e com certa dificuldade viu uma pequena abertura na porta da sala de história.
Pensou em avisar o Newton, mas ele parecia distraído demais em usar o celular para jogar Street Fighter, enquanto usava o banheiro e falava sozinha gritando coisas do gênero “Ganhei!” e “Não! Eu usei meu melhor golpe”... infelizmente, ele estava sendo obrigado a escutar, naquele momento, daria de tudo para não ter a adição de vampiro.
Saiu de perto da parede e andou calmamente até a porta. Ele não estava com medo, era um vampiro, não precisava temer um apagão e o sequestro de uma adolescente.
Chegou perto e segurou a maçaneta, empurrando a porta para dentro, abrindo-a, num impulso, ele apertou o interruptor, mas depois riu de si mesmo.
Olhou a sala e a princípio não viu nada de errado, estava quase saindo da sala, porém, algo chamou sua atenção, era quase como se fosse um toque, uma melodia de um celular.
Aproximou-se e ligando a tela jogou a luz para o lado esquerdo, porém, a verdadeira surpresa veio do lado direito.
Pendurada pelo pescoço ao ventilador que ficava em cima da mesa do professor estava ela, Lauren, o corpo flácido, as roupas rasgadas, havia um corte profundo acima de onde a corda estava, também havia outro corte no braço e alguns machucados espalhados por todo o corpo.
O Salvatore aproximou-se mais do corpo para checar e percebeu o chão seco, mais perto e ele viu algo que o deixou mais tenso do que antes... dois pequenos furos na lateral esquerda do pescoço.
Lauren não morrera nas mãos de um serial killer, morrera nas mãos de um vampiro e se ele não fosse rápido, Jéssica seria a próxima vítima, na verdade, ele não estava ligando muito para Jéssica, sua mente girava em torno de apenas uma pessoa, Isabella, e do que ele seria capaz de fazer caso algo acontecesse com ela.
Saiu rapidamente do lugar, fechando a porta atrás de si.
Respirou fundo, sabia que não poderia deixar o corpo de Lauren ali, mas tinha maiores preocupações por hora.
Tipo Mike Newton no banheiro jogando Street Fighter.
Revirou os olhos e foi até o local, abriu a porta e, como não era louco de abrir as portas dos sanitários, olhou pelas fendas das portas, procurando pelos pés do garoto.
Mas não achou nada.
Levou um susto, queria dizer que não se importava... tá, ele não se importava, realmente, mas não queria outra responsabilidade em seus ombros.
Saiu do banheiro e olhou ao redor. Nada. Sua mente o levou até Isabella, não pensou nem em hesitar sobre o fato de ir atrás de Mike, queria apenas saber de Bella, sua Bella.
Desencostou-se e começou a andar pelo corredor vazio, os olhos atentos e os ouvidos mais ainda, colocou as mãos no bolso da calça, tentava transparecer calma, mas era quase impossível quando a única imagem que lhe vinha a cabeça era a de Isabella no lugar de Lauren.
Virou o corredor, iria a esquerda, atrás de Bella e então se deparou com Ben parado do outro lado, com medo de seguir em frente.
E então ele olhou mais para frente. Ouviu barulhos de coisas caindo ao chão, fechou os olhos e andou em direção a Ben, rezando para que não fosse Isabella a quem ele olhava com terror.
Parou ao lado dele e postou uma mão em seu ombro.
– Está tudo bem? – murmurou.
Ben deu um pulinho pelo susto e então assentiu, mas apontou para frente.
– S-Sim, mas... ouvi algo mais para frente.
– Vou ver o que é. – ele se afastou levemente.
– Salvatore. – ele chamou e Damon virou para trás. – Cuidado, Jéssica já sumiu e eu perdi Lauren de vista.
Damon apenas assentiu e seguiu em frente.
Passava pelo décimo armário cinzento quando finalmente chegou ao local onde os barulhos vinham, ele estava completamente tenso, mas não pelo que encontraria e sim pela possibilidade do que houve na sala de história se repetir.
Abriu a sala, era a de Matemática, e então jogou a luz do celular.
– Parado ai! – gritou a voz.
E Damon riu, riu diante a hilariante situação que era ver Mike Newton no canto da sala segurando um bastão de baseball como se sua vida dependesse daquilo.
– Você! Você me deixou no banheiro! – ele começou a acusar, indo na sua direção. – E quando sai eu ouvi barulhos e então tive que sair correndo, essa sala estava aberta e ai eu vim correndo para cá, achei esse bastão e...
– Espera, ouviu barulhos e essa sala estava aberta? – sua cara se tornou séria. – Temos que sair daqui, Ben está nos esperando no corredor, e então iremos atrás de Isabella.
– Por que apenas Isabella? E Lauren, Jéssica? – ele parecia assustado.
– Temo que não tenhamos tanta sorte em achá-las, encare isso aqui como um esconde-esconde, Newton e pense que quando te acharem, a consequência não será você ter que ir contar e ir achar os outros, mas sim algo pior. – Damon disse sombrio e saiu da sala, com um Mike assustado em seu encalço.
(...)
– O que você quer, Victória? – Bella desparava a gritar, enquanto saia da escola, optou por usar a saída lateral.
– Victória! – ela gritou uma última vez, ainda dentro da escola.
Com certeza era idiotice de sua parte sair da escola, mas voltar para a cantina naquele escuro também não a apetecia.
Por fim, saiu no jardim que havia atrás da escola.
– O que acha que quero?
A voz de Victória soou mais longe e ela foi atrás.
– Acho que vingança pela morte de James... não sabe o quão prazeroso foi para mim assistí-lo morrer! Queimá-lo numa fogueira foi a melhor parte do show!
E então se sentiu sendo jogada contra uma árvore.
– Escute aqui, sua humanazinha insignificante, quem pensa que é para falar de meu James dessa maneira! Recolha-se em sua insignificância! – Victória finalmente aparecera, seus cabelos vermelhos voavam com o vento e havia um brilho maníaco em seus olhos vermelhos vivos.
Ela havia acabado de se alimentar, mas algo dizia na cabeça de Isabella que não adiantaria nada.
– Eu tenho um jogo perfeito para nós, Isabella. Primeiro ataquei suas amiguinhas, a mais irritante eu torturei um pouco e deixei como surpresa para qualquer um que decidir aprender um pouco sobre a nossa... história, já a outra, eu me alimentei mais fácil do que imaginava que seria, me livrei do corpo e agora, que te tenho como refém, estou apenas esperando seu querido lobinho nos achar, acho que ele vai amar meu exército de recém criados. – ela riu. – Por hora, vamos dar um passeio pela floresta, creio que a clareira seja o lugar perfeito para uma batalha, mas nunca sem nos esquecer dos rastros, claro.
Victória foi até ela e cortou dolorosamente sua perna, pegando-a no colo de qualquer jeito logo depois.
A ruiva a carregou pela floresta por um longo trajeto, nunca se importando com os gemidos de dor da garota, pelo contrário, era como se ela criasse cada vez mais vontade de terminar o plano a cada pequena lamúria.
Quando finalmente chegaram a clareira, Victória a jogou de qualquer maneira no chão, fazendo com que ela machucasse as costas.
Isabella tentou arrumar-se contra a árvore mais próxima, mas logo viu Victória em cima de si, segurando-a pelo pescoço, pendurando-a.
– Agora só temos que esperar seu lobinho e meus amigos, e você, você vai assistir seus entes queridos morrerem, depois eu mesma irei te matar e vou fazer questão de dar essa notícia ao seu purpurina.
– Meio atrasado esse seu plano. – Isabella cuspiu, tossindo. — Quero dizer, Edward me deixou, não me ama mais, o que significa que você tem uma falha no plano, ele não ligará para o fato de eu estar morta e você vai ter gastado suas energias á toa.
– Ou eu posso simplesmente tomar seu sangue e fazer de conta que isso nunca aconteceu, seu sangue é realmente atraente, Isabella, caso nunca tenham lhe dito isso. – ela comentou e soltou a garota, fazendo a cair contra o chão e ralar as costas contra a árvore.
– Oh, você não sabe quantas vezes eu já disse isso para ela. – ela ouviu uma voz, aquela voz e respirou tranquila.
Era Damon.
– Damon... – Bella murmurou e o ato não escapou da vista da vampira.
– Quem é você? – Perguntou, exasperada.
– Sou a segunda falha nos seus planos, mia cara. – ele debochou.
– Um humano... Como você pode ser uma falha nos meus planos? – a ruiva ironizou.
– Tem certeza de que sou humano? – ele transformou o rosto.
As veias ao redor dos olhos ficaram mais visíveis, o branco dos olhos ficou vermelho e haviam presas em sua boca.
Victória se assustou levemente, mas tentou não demonstrar.
– Bem, de qualquer forma, vai ser ótimo matá-lo, parece ser bem importante para a minha querida Swan aqui, ou seria melhor mudar meus planos e matar Isabella primeiro? – Victória pensou. -
– Para matar Isabella terá de passar por cima de mim. – outra voz conhecida, seria esse...
– Jacob? – mais uma vez o nome escapou por seus lábios.
– Oh! O lobinho e sua matilha, que maravilha. – comentou a ruiva, debochada. – Acho que é uma boa hora de apresentar meus amigos a vocês. – ergueu o queixo e sorriu vitoriosa.
E mesmo jogada contra a árvore, Bella foi capaz de ver um grupo de pessoas adentrando a clareira. Todos vampiros, todos recém criados, todos ali para matar aqueles que ela amava.
Jacob deu um passo para frente também e vários lobos surgiram atrás dele.
Damon foi para o lado dela.
– Preciso que me escute. – ele pediu. – Bonnie e Jeremy estão chegando, consigo escutar as vozes deles. – ele respirou fundo. – Vá com eles e não olhe para trás.
– Não. – ela teimou. – Não vou deixar você sozinho, aqui!
– Isabella. – ele ralhou.
– Não, eu me afasto, mas não saio. – ela resistiu.
– Estão atrasados. – Damon olhou para o lado, Bonnie e Jeremy. – A afastem daqui, e só saiam se ela pedir. – explicou e voltou ao lado de Jacob.
Bonnie pegou um ombro de Isabella e Jeremy o outro, eles se afastaram o suficiente para não serem vistos pelos outros vampiros, mas ainda assim o suficiente para assistirem.
– Então, vamos acabar logo com isso, globo de luz, eu tenho uma garota machucada ali que eu adoraria levar para a minha casa, então... – sorriu torto.
Jacob olhou para o cara ao seu lado, Damon, era esse o nome dele? Ele não parecia um vampiro, nem nada do gênero, então por que ele se garantia tanto?
– Ele é um vampiro. Outra espécie. Longa história. – Seth, que estava ao seu lado, vendo a confusão no rosto do amigo, explicou.
– Como você...
– Sam. – ele simplesmente explicou e Jacob assentiu, entendendo tudo.
E ao invés de retrucar a ironia de Damon, Victória fez algo melhor, simplesmente deu a ordem de ataque.
Tudo o que Isabella conseguia ver eram pequenos focos de fogo espalhados pela clareira e os lobos dando seu melhor para matar os recém criados, entretanto, seus olhos trabalhavam mil vezes mais para foca em Damon.
O Salvatore se mantinha convicto, já havia desmembrado quatro vampiros e estava no seu quinto, sempre mantendo o sorriso vitorioso no rosto.
Parecia tão fácil para ele pegar o tal vampiro desatento, arrancar-lhe a cabeça e tacá-la no fogo.
Jacob, por sua vez, tinha desmembrado dois, mas parecia perfeitamente acostumado com o cenário.
Ele mordia a cintura, empurrava ao chão e mantinha o vampiro retido enquanto o desmembrava.
Depois disso, Bella não pôde mais reconhecer ninguém.
Eram socos, cabeças sendo arrancadas, lobos correndo de um lado para o outro...
– Eles vão ficar bem. – Jeremy garantiu. – Aliás, ele vai. – riu.
Bella riu com ele e depois voltou a olhar, mas não foi a melhor cena que ela vira.
Um vampiro recém criado surgira da floresta, um pedaço de madeira em mãos, furioso, feriu quatro lobos até chegar no alvo desejado. Damon.
Tudo o que Isabella conseguiu destinguir foi a hora em que o vampiro enfiou, sem demoras, a estaca no Salvatore e até aonde ela pôde ver, fora no coração.
– Damon! – ela exclamou e tentou se soltar do aperto de Bonnie e Jeremy.
As lágrimas desceram pelo rosto da garota, enquanto ela era obrigada a apenas observava o resto da cena.
Paul havia acabado de desmembrar e queimar Victória, a luta fora intensa, mas Isabella não havia prestado atenção, tudo o que ela queria era ir atrás de Damon, foi então que ela viu Seth se jogar em cima do vampiro que atacara o Salvatore.
Ele iria machucar o mais novo, mas Jacob se jogou em cima e num golpe rápido, arrancou sua cabeça e ateou no fogo.
O casal finalmente soltou Bella, que correu em direção a Damon.
Ele estava ajoelhado no meio da clareira, todos observavam prendendo a respiração, exceto por Bonnie e Jeremy, não estavam acostumados com a cena, os Cullen eram impenetráveis, tecnicamente falando, nunca os haviam visto sofrer um corte.
Bella chegou até ele e ficou na sua frente, ficando de joelhos também, encostou a cabeça do vampiro em seu colo. As lágrimas caiam e ela apenas esperava que ele secasse como deveria ser, mas isso estava demorando e ela não entendia o por que.
E então ela ouviu alguém tossindo.
Surpresa, segurou a cabeça de Damone levantou-a na sua direção, ele abriu seus olhos aos poucos e o sorriso tão conhecido por ela se abriu.
– Achou que tivesse se livrado de mim?
Bella riu, riu de nervosísmo e sem mais nada a fazer, apenas o beijou e um coro de “oh!” pôde ser escutado.
(...)
– Tem noção do susto que me deu? – Isabella ainda insistia.
Os dois estavam no carro de Damon, parados na frente da casa dela.
– Ficou preocupada comigo? – ele debochou.
– Você não imagina o quanto. – riu nervosa.
Damon sorriu e deu-lhe um selinho.
– Bote uma coisa na sua cabeça, Isabella, eu não vou te abandonar, só se você me pedir.
– Então nunca sairá do meu lado. – ela sorriu sincera e voltou a beijá-lo. – Sério que sumiu por uma semana para ajeitar as coisas com os quileutes?
– Sim, eu ouvi Victória passar por mim enquanto estava na floresta, procurando meu próximo almoço. – Bella semicerrou os olhos para ele, mas Damon ignorou. – E então decidi deixar as coisas claras com os quileutes e pedi para que me ajudassem e pedi para que, caso você perguntasse sobre mim, eu tinha ido para Mystic Falls. – explicou e passou o braço envolta dela.
– Convencido, tinha tanta certeza assim de que eu te procuraria? – riu, chegando mais perto.
Ao que Damon apenas respondeu com um sorriso irônico.
– Eu lhe conheço Isabella, mais do que imagina.
– Mas você não me explicou, o que houve com Ben e Mike? Eles não estavam contigo?
– Hipnotizei Mike e Ben para irem para dentro e ficarem com Ângela... Você sabe que...
– Lauren e Jéssica morreram, sei sim. – ela respirou fundo. – Não que me importe muito, mas o que fez com elas? Digo, depois que melhorou, quando chegamos em casa, você saiu por um bom tempo antes de voltar.
– Peguei o corpo das duas e taquei fogo numa área da floresta depois de deixá-los apresentáveis, ninguém, nem o mais profissional perito possível, vai conseguir identificar como elas morreram. – explicou. – E então, o resto, é só deixar o os policiais e os jornais de Forks, eles vão fazer seu trbalho.
– Como assim? – Bella parecia confusa.
– Você verá, pelos jornais com certeza teremos um novo serial killer em Forks, os policias serão bem limitados nas informações, vão negar a todo custo, mas no fim vão determinar que elas foram atacadas por animais e o fogo eles não vão mencionar. – explicou.
– Pareceu um profissional agora. – ela riu.
– Eu sou profissional. – piscou.
– Ah, é? – Bella duvidou.
Damon assentiu e então ela o beijou.
O que eles tinham ela não sabia mais ao certo, ele tinha dito “namorado” para Samantha, mas ela já não tinha certeza de queria algo classificado, certinho, por que não experimentar algo bagunçado, imprevisível, impulsivo? Era assim que ela se sentia com Damon e ao contrário de achar isso ruim, como ela faria antigamente, isso apenas a excitava mais e mais para ficar ao lado dele.
Fora o próprio Salvatore quem quebrara o beijo.
– Você deve ir, Jacob está te esperando lá dentro. – ele explicou. – Nos vemos amanhã. – piscou.
Bella assentiu, lhe deu um selinho sem que ele esperasse e finalmente saiu do carro.
Atravessou a rua e esperou o carro sair de sua vista antes de entrar em casa.
O céu estava estrelado, a noite silenciosa e o vento calmo, nem parecia que ela havia quase passado por uma experiência de quase morte.
Abriu a porta, fechou-a e jogou os sapatos no canto.
Andou até a sala e deparou-se com um Jacob cabisbaixo e concentrado em bater os pés no tapete.
– Eu limpei ontem, então espero que seu sapato esteja limpo. – ela chamou a atenção dele para si.
Jacob riu nasalmente e se levantou, indo até ela.
– Bella... – colocou a mão em seu rosto.
– Se vai falar o que eu acho que vai, nem comece! – ela ralhou e tirou a mão dele de lá enquanto se virava de costas para ele.
– Você já sofreu uma vez por causa de um, Bella, agora outro? – ele dizia.
– Com Damon é diferente, Jacob! – voltou a encará-lo, um brilho excitante no olhar. – Eu sinto que posso ser impulsiva, por que ele também é, posso ser a adolescente louca que queria ser ao lado dos Cullen, mas não podia, posso ser feliz, posso agir sem pensar, tudo bem, nem sempre, mas entende? Eu gosto disso nele, por que eu sempre tive que ser tão controlada, Jacob, fosse por causa da minha mãe, que era a criança da casa e não eu, fosse pelos Cullen que me prendiam feito uma boneca de porcelana, eu sempre tive que agir feito a adulta responsável e uma hora eu acabei me fartando de tudo isso! – ela suspirou. – Eu gosto disso no Damon, do jeito de ele agir, pensar, ser... – engoliu em seco. – Eu não gosto, eu amo... eu o amo... – riu e mordiscou o lábio inferior, sorrindo logo depois.
– Você... você o ama. – ele sussurrou.
Foi o suficiente para ele.
– Tem certeza disso, Isabella? – encarou-a seriamente.
– Mais certeza impossível.
– Talvez eu deva me transformar, parece que você tem certa tara por seres imortais! – riu seco. – Mesmo assim, seja feliz, mas lembre-se... Se um dia ele te magoar, não espere que eu esteja aqui para servir de step. – dito isso, ele saiu da casa.
A raiva atingiu Isabella aos poucos, o que havia dado nele, afinal? Quem ele pensa que era? Tara por seres imortais, Step?
Ele era só um garoto de quinze anos guiado pelos hormônios e que não sabia ouvir um não. Mimado!
Bella correu até a porta da casa e a abriu, Jacob estava descendo as escadas da varanda.
– Jacob. – ela o chamou e ele se virou. – Vá a merda. – sorriu contente e fechou a porta, voltando para dentro.
Respirou fundo e subiu para o quarto, a cama parecia tão convidativa, a noite tinha sido longa, ela merecia um descanço.
Apenas colocou seu baby doll e pendurou o vestido na cadeira do computador, jogando-se na cama logo depois.
Ela queria dormir, mas não iria conseguir, infelizmente a verdade é que ela precisava dele.
Foi até a janela e a abriu, tinha um tempo que ela não fazia isso.
Finalmente foi se deitar, observava atentamente o teto, quando os olhos ficaram pesados e foram se fechando lentamente, mas não sem antes de ela sentir o outro lado da cama pesar. Ele havia entendido o convite, então?
Sorriu ao perceber que sim, depois de pousar a cabeça em seu peito e sentir que ele fazia um leve carinho em seus cabelos, se entregou ao mundo dos sonhos...
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