Sweet And Bitter.

1 Prólogo - ou quase isso.


Notas iniciais
Ooi... Esse é só um projeto que eu resolvi tentar. Esse prólogo não fala muito da historia em si. É mais pra vocês verem a narração, o estilo da Jonah, etc. Espero que gostem e me deixem saber disso. Eu quero opniões, ok? Enfim, aí vai...

-Dá pra devolver meu celular King Kong?! – Gritei pro armário alto e gordo, com a barba mal feita e um charuto na boca que estava na minha frente.

-Acho melhor ficar quieta pirralha! – O cara me ameaçou com o pedaço de pau que tinha na mão. Quem esse filho da mãe achava que era pra falar comigo assim?!

-Olha como fala seu brutamonte! Se não devolver a merda do celular logo eu vou enfiar esse pau aí onde você não cai conseguir tirar tão cedo! – Eu tava quase pulando na cara daquele cara quando senti duas mãos fortes agarrarem os meus ombros e me puxarem mais pra trás.

-Jon, quer morrer?! – Reconheci a voz de Erin sussurrando pra mim. Ah, então tinha sido ele que tinha me puxado! – Olha cara, leva logo a droga do celular ok? Esquece essa louca, ela sofre de retardação psicológica e desfibrilação sintética dos neurônios.

-É o que?! – Que merda era aquela que ele tinha falado?!

Bom, de qualquer forma, funcionou pra fazer o ladrão tamanho GG sair correndo com o meu celular. Que ótimo. Assim que o cara sumiu de vista senti Erin me soltar e suspirar.

-Seu filho da mãe! Por que fez aquilo? – Me virei e comecei a tentar dar socos no idiota a minha frente enquanto ele tentava se desviar. – Você o deixou levar meu celular, seu idiota!

-Ele ia te matar! Viu o pedaço de pau que ele tinha na mão?! – Ele gritou de volta pra mim quando finalmente conseguiu segurar meus pulsos.

-Eu ia enfiar aquele negócio nele! Mas quer saber? – Consegui me soltar dele e sai pisando forte pela rua escura em direção a minha casa. – Acho que vou pedir emprestado pra ele pra enfiar em você!

Mas ele não me deixou em paz. Seria bom demais que isso acontecesse.

-O que estava fazendo aqui agora? – Ele perguntou enquanto me seguia.

-Me prostituindo. – Falei ironicamente. – Tava negociando com um cliente, mas você o assustou dizendo que eu tinha desfibrilação sintética dos neurônios. Aliás, o que foi aquilo?

-Nem eu sei. – Ele riu. Cara, tem como caber mais retardadice dentro de uma só pessoa? – Não me respondeu onde ia de verdade.

-Não te interessa. – Bufei.

Chegamos em casa e tudo ainda estava escuro, o que significava que não perceberam nossa falta. Que bom.

-Acho bom não abrir o seu bocão pra ninguém sobre o que aconteceu. – Eu o ameacei assim que paramos em frente a porta de casa. – Sei que você também não tinha permissão pra estar fora, fazendo seja lá o que quer que fosse. Ah, está me devendo um celular.

A porta finalmente foi aberta e eu subi o mais rápido e cuidadosamente as escadas que levavam ao meu quarto. Troquei de roupa, substituindo os meus Chuck Taylors desgastados, minha calça jeans desbotada e minha camisa preta básica por um short folgado e uma regata do Frajola engolindo o Piu-Piu. Me joguei na cama e senti uma vontade imensa de gritar por ter perdido o meu celular pra um gorila que fumava charuto, tudo por culpa do retardado do Erin!

Entrei no computador e mandei um email pra Belly:

"Hey, foi mal mas não vou poder ir. Erin adora estragar a minha vida. Me conta amanhã na escola. xoxo"

Fechei o computador, troquei de roupa e me joguei na cama dormindo logo em seguida.

Ok, acho que ta na hora de começar a explicar:

“Olá fofurinhaaaas... Estou aqui pra contar a minha mágica e maravilhosa história de amor e... NÃO.

Eca. Isso me deu vontade de vomitar.

Reformulando:

“Olá diabinhos, meu nome é Jonah ( É, eu sei, nome de homem. Mas meu pai queria um homem e já tinha escolhido o nome quando eu nasci. Então ficou com preguiça de trocar e deixou esse. Mas vamos deixar bem claro que eu sou muito hétero ok?), tenho 17 anos e moro – não por muito tempo – com meu pai, minha madrasta e meu meio irmão gato e idiota que assombra a minha vida.

Então você pensa: Ah, fala sério. É só mais uma daquelas histórias em que ela fica com o meio irmão no final, apesar deles se odiarem no início.

Ai eu digo: ECA!

Um “Mega ECA!” pra isso.

Claro que não. Pelamor... Eu e Erin crescemos juntos, já que meu pai se casou com a mãe dele quando eu tinha 6 anos, um ano depois de minha mãe ter morrido. Ai Erin veio no pacote. Um pacote estragado, devo dizer. Os dois são um saco. Erin é lindo, não tem como negar. Mas eu continuo dizendo: Eca!

Enfim. Hoje eu estava indo pra casa da minha melhor amiga Belly quando o King Kong resolveu roubar o meu celular e Erin dar uma de herói fajuta. É, eu sei, eram 2 horas da manhã. Mas ela tinha me chamado urgente para me falar alguma coisa super importante que graças ao Godzilla eu não descobri qual é. Vou ter que matar minha curiosidade amanhã na escola.

É, escola. Aquela prisão fria e cinzenta na qual os pais nos colocam quando temos cerca de três ou quatro anos, em que você é submetido a torturas psicológicas, em que eles implantam no seu cérebro, por osmose, informações diversas que te levam a loucura. Sem contar das gangues que são formadas. Se você não tiver uma, tá ferrado. Somos submetidos a uma hierarquia determinada pelo o que eu chamo de BBB. Bruxas, Bonitas e Burras. Garotas que tem dinheiro suficiente para pagar plásticas e silicones, sem nenhum tipo de inteligência e um gênio maléfico. A única coisa que salvava aquele lugar era Belly. Sério. Mas por sorte, aquele já era o meu ultimo ano de tortura e ele já estava quase acabando. Podia quase ouvir o coro de aleluia. Logo eu estaria terminando o ensino médio e ingressando em alguma faculdade de jornalismo que eu ainda não decidi, para o desespero do meu pai. Mandei o meu histórico e fiz um teste para concorrer a uma bolsa pra Columbia, NY, mas até agora não recebi resposta alguma. Mas quem é que aceitaria uma maluca skatista e rabugenta?

Minha historia não é nem um pouco emocionante, se quer saber. Por isso estou avisando com antecedência. Não to te obrigando a ficar e nem sequer pedindo. Se não ta afim de ler isso é melhor ir embora. Não me responsabilizo se você tiver de repente uma overdose de tédio e morrer em frente ao computador. Se aparecer um policial na minha porta dizendo que eu to presa pelo seu homicídio pode ter certeza que eu vou xingar ele, você e o resto do mundo e simplesmente bater a porta na cara de quem tiver do outro lado dela.

Pronto, você já sabe dos riscos. É por sua conta agora. Boa sorte com isso.

Ou não.