Sutton Hoo - Interativa
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Ah, eu queria dizer que me foi avisado que as fotos estavam dando erro, por isso vou postar nas notas finas TODAS as fotos, incluindo as dos personagens que apareceram nesse capítulo.
Se não me engano acho que dois personagens NÃO aparecerão nesse capítulo, mas com certeza no próximo irão estar. COM CERTEZA. Não fiquem bravas comigo T3T
É isso, vou calar a boca. ^^ Qualquer coisa me digam e boa leitura. :3
- Vem, vamos começar a te mostrar o navio. — Maki pulou do barril e começou a saltitar. — Ah, antes tenho que entregar isso aqui para o Neon. — Ela olhou o papel em suas mãos.
- Seu irmão? — Perguntei enquanto a seguia até a popa do navio.
- É; não somos muito parecidos, mas acredite ou não, somos gêmeos. — Ela sorriu como uma criança. — Mas talvez se eu voltasse ao cabelo preto eu... Uh! — Ela me puxou atrás de algumas caixas de Madeira escura e envelhecida. Claramente haviam garrafas de vidro dentro dela, já que quando batemos nela sem querer ouvimos o barulho de vidro batendo contra o outro.
- Que?! — Eu sussurrei confusa.
- Olha que bonitinho! — Ela dizia enquanto observava algo próximo. Me ajoelhei ao seu lado e observei por sobre as caixas.
- ... E como vai mesmo fazer isso? — Shay estava pendurada em uma das cordas sob a vela e um garoto estava sentado no chão, em frente á ela. Ambos sorriam e era visível que deviam ser mais que amigos.
- São namorados? — Perguntei por casualidade.
- Ah, não. Está na cara que eles se gostam, mas os dois são... Pessoas difíceis e teimosas. — ela soltou um suspiro, mas não tirou o sorriso da cara. — Aqui. Entrega lá! — Me jogou o papel e me empurrou com força. Os dois pararam de conversar olharam para mim.
- Ah... Lucy. — Shay pulou novamente para o piso de Madeira.
- Hm... — Oh não... Cena constrangedora!
- É a faxineira? — O garoto de cabelos e olhos negros, bem bonito por sinal, me olhou de cima para baixo. — Não podemos subestimar o gosto de Elliot; nada mal.
- Então... — Shay deu-lhe uma cotovelada no estômago, o fazendo arfar com o golpe. — o que você queria mesmo, Lucy?
- Ah... Sua irmã me mandou te dar isso. — Entreguei o papel para ele, que ainda envolvia o abdome com um braço. Ele pegou o e assentiu. — Hm... Bom ver vocês, mas preciso ir. A gente se vê depois. — Saí de fininho o mais rápido que podia, voltando até onde Maki esperava com um sorriso infantil e animadinho.
- E ai? — Ela perguntou enquanto voltávamos a caminhar.
- Obrigada por me fazer cortar todo o clima! — Disse irônica.
- Ah, relaxa. Todo mundo faz isso. — Ela disse. — Aqui é a cabine do Leme. — Entramos em uma pequena sala com grandes janelas de vidro, mas suas laterais, onde encontravam a Madeira, haviam riscos e também partes quebradas. — Oh. E você é... ?
Uma garota estava sentada próxima do leme, porém parecia inquieta. Tinha cabelos escuros e ondulados; os olhos eram castanhos e a pele morena que lhe deixava ainda mais bonita.
- Oi! Eu sou Susanna! — Ela disse como se tivesse tirado um peso de sobre os ombros. — Ah, finalmente alguém apareceu aqui! O Alexandre devia vigiar o leme dessa vez, mas aí ele me deixou aqui dizendo que já voltava! Acredita que até agora ele não voltou? Acho que estou aqui tem meia hora. — Ela puxou o ar e voltou a falar. — Fiquei sozinha aqui e ninguém aparecia! Não tinha ninguém pra conversar, sabia?
- Hm... Eu sou a Lucy! — Sorri para ela, que não perdeu tempo.
- Eu sei! — Disse animada. — Sabe, eu estava indo te conhecer quando o babaca do Alexandre me prendeu aqui e desde então fiquei aqui, esperando alguém chegar.
- Ei, O que estão fazendo aqui? — Jun entrou na sala e deixou alguns papeis enrolados em tubos sobre a bancada próxima do leme.
- Oh, o troglodita. — Ele apenas arqueou uma sobrancelha e sorriu como se achasse graça.
- Jun! Eu fui largada aqui e ninguém aparecia pra conversar comigo. Você viu onde o Alexandre foi? Estou com raiva dele. — Susanna cruzou os braços. — Ele me deixou aqui tem um tempão.
- Acho que foi para a cozinha. — Sorriu e voltou-se para os papeis.
- Nos vemos depois! — Ela ia saindo, mas voltou saltitante. — Bem vinda a bordo, Lucy! — Saiu assim que eu acenei de volta para ela.
- Lucy, dê um passo para a esquerda, por favor. — Ele pediu enquanto ainda esticava algum dos papeis. Parecia ser mapas.
- Ah, ok... — Fiz o que me pedia, segundos antes de uma tábua do piso saltar para fora e o parafuso voar contra a parede e rolar até meu pé. Fiquei um pouco... Pasma.
- Como é que você sabia disso, por...Ahn, curiosidade...? — Me afastei daquela tábua assassina.
- Só de entrar já percebi aquele parafuso solto. Pensando sobre a pressão que esta tábua estava exercendo contra ele, não dava mais que cinqüenta segundos para ela soltar.
- Ah... Que bom. — Fiz uma careta. Ele virou o rosto para mim e sorriu, gentil, voltando a marcar as regiões com uma caneta tinteiro.
- Eh... Jun como sempre é muito inteligente. — Maki colocou as mãos atrás das costas. — Bom, vamos continuar então. — Ela agarrou meu braço e começou a me arrastar para fora da sala.
- Ei, diga para seu irmão concertar isso depois. — Jun se virou para nós, que paramos de andar para o ouvir. — Sabe como Elliot é... Vai tropeçar nessa tábua saltada, sair rolando e é capaz de nem perceber o que causou a queda.
- Ok! — Ela disse, me puxando de novo. Mal saímos da cabine do leme e entramos logo na porta a frente; era de madeira grossa, escura e tinha toda corroída a base. — Bom, aqui é a cabine do capitão. — Ela empurrou a porta e me deparei em um escritório cheio de livros empoeirados. No centro havia uma enorme escrivaninha que seguia os padrões de Madeira, mas tinha por sobre sua extensão uma placa de vidro coberta de poeira. Pude perceber algumas fotos jogadas próximas de alguns cigarros já queimados.
Nos aproximamos e pude ver que na foto havia um homem de cabelos loiros, bem, bem claros, com olhos verdes. Ele segurava uma espada e com a outra mão uma garrafa de rum. Sobre seu rosto o pó do cigarro, como se tivesse esfregado sobre a fotografia, que já fora condenada pelo tempo com bordas amareladas e quebradiças ao mínimo toque.
- Acho melhor não mexermos nisso e sairmos. — Comecei a puxar Maki. Saímos da cabine e fechei a porta pesada. Percebi diversas marcas de laminas na Madeira. De fato devem querer sua cabeça como troféu.
- Ei! — Ouvimos a voz estridente de Susanna. Ela correu até um rapaz que caminhava em sua frente e pulou nas costas dele, que se assustou. De imediato tentava se livrar dela. — Alexandre! Estou te caçando tem mais de dez minutos!
- Arg! Susan, sai de cima!
- Devi pedir desculpas! Fiquei horas esperando. O que você foi fazer? Sabia que demorou um milênio pra alguém vir falar comigo? Eu estava quase sufocando, sabia? — Ela continuou tagarelando. Pude ver um sorriso nascer nos lábios do tal garoto, que desistiu de tirá-la de suas costas e apenas prendeu as pernas dela ao lado de seu corpo, carregando-a enquanto a ouvia falar.
- É uma pena, não? Tão gostoso e tão comprometido... — Ouvi uma voz inédita ao meu lado. Sua portadora era ruiva com os cabelos longos e ondulados. O rosto branco e com traços finos e delicados, era coberto por sardas e as sobrancelhas eram grossas, porém lhe davam um aspecto maduro e sutil.
- Alois! — Maki deu alguns pulinhos, animada com a presença da ruiva.
- Você é a Lucy, certo? Adorei sua roupa! Muito sexy, sabia? Se eu fosse um homem ou até mesmo se eu fosse lésbica eu ficaria com você! — Ela dizia essas coisas como se fosse... Normal. — Diz aí, já conhece todos os caras desse lugar? Ah, só é melhor não botar os olhos no moreno gostoso que ele já é da Susan. — Ela arqueou uma sobrancelha, divertida. — Ah, e a Shay com o Neon já é quase oficial, então ele pode até te cantar, mas não vai te comer.
- Ah... Que bom... — Dei um sorriso amarelo. Encabulada... Incômoda... Mas ainda assim ela transmitia positividade e animação.
- Ela é assim mesmo. — Maki disse rindo.
- Só digo a verdade vista de meu par de olhos maliciosos. — Ela piscou, sorrindo.
- Ah, e o Jun também.
- Ele tem uma namorada. — Alois suspirou. — Marry. Os dois são fofos, mas ela é um pouco mais agitada que ele. Só não ganha da Susan.
Segundos depois, a tal Marry me foi apontada. Ao longe eu podia vê-la enquanto escalava as cordas, subindo até dar nós firmes em algumas. Tinha os cabelos castanho claros, ondulados e que corriam até o peito. A franja cobria grande parte da testa e um pouco dos olhos, que eram delineados por um traço grosso e escuro, porém sua iris era extremamente clara, de um azul espetacular. Era, apesar de tudo, baixinha.
- Wow, ela é bonita. — Disse, cruzando os braços.
- Nem me fale. — Alois soltou uma lufada de ar.
- Hey, Lucy! — Shay vinha correndo. — Falar com o capitão, agora. — Me deu um tapa no ombro como quem deseja boa sorte e saiu atrás de algo, continuando seu caminho, apressada.
Hell, no.
Sem mais opções, fui atrás de Elliot enquanto Maki e Alois eram designadas a outras coisas. Desci as escadas que me levavam ao piso inferior e fui andando silenciosamente até o quarto dele.
-... E então podemos contornar essa ilha, considerando que se fizermos isso podemos chegar mais rápido ao próximo Porto. — Jun agora estava curvado sobre a mesa mostrando algumas áreas sobre o mapa com um lápis. Elliot o escutava enquanto sentado na cadeira á sua frente com os pés sobre a mesa e os braços cruzados.
- Isso me parece bom. — Ele suspirou. — Faça como quiser, você está sempre certo. Agora pode por favooor me trazer um pirulito?
- Arg! Você não prestou atenção em nada que eu disse, certo? — Jun cruzou os braços quando Elliot se deitou sobre a mesa com os braços esticados sobre o mapa.
- Ouvi... Contornar a Baia do leste, desviar de passar próximo das águas mais rasas, passar pelas montanhas da ilha menor e contornar a ilha dos Marfins, para assim chegar mais rápido ao próximo Porto, já sei. — Ele repetiu tudo com tom entediado.
- Hm... Capitão. — Bati de leve na porta.
- Lucy! — Ele correu até mim, animado por eu tê-lo tirado de seu "trabalho". — Jun, pode sair agora. — Ele disse enquanto passava o braço por sobre meus ombros.
Jun suspirou e se retirou do cômodo, não sem pressionar a borracha do lápis contra a bochecha de Elliot antes de sair.
Olhei para seu braço ao qual meus ombros sustentavam e o tirei com uma mão.
- O que foi? — Perguntei
- Lute comigo. — Ele sorriu, lançando uma espada em minha direção. A segurei no ar.
- Lutar com você? Quer mesmo isso? — Observei a lamina bem polida e afiada.
- Sim. É mais... Uma aposta.- Ele levantou os olhos e sorriu animado. Esperei ele prosseguir. — Se eu ganhar, você será, além da faxineira do navio, minha empregada e me servirá muito bem.
- Hm. E se eu ganhar... Você vai... Hm... — Coloquei um dedo sob o queixo, pensando. Obviamente eu ia arrasar com ele. Esse cara não deve nem saber segurar uma espada, visto que vive se escondendo em seu quarto ou cabine quando vem atrás dele. Precisava pensar bem no que eu queria. — Você vai ser o faxineiro e eu partirei no próximo Porto
- Ótimo. mas pegue leve, não seguro essa espada tem um certo tempo e acho que perdi minha habilidade; a pouca que eu tinha. — Arqueou uma sobrancelha com um sorriso sedutor nos lábios. franzi o cenho, mas sorri de volta.
- Sabe, eu manejo uma espada desde os quatorze anos.
- Hm. E quantos você tem agora? — Ele retirou sua própria espada do quadril e a passou sobre a palma da mão. O copo, punho e a guarda eram de ouro e continham letras bem detalhadas em relevo, mas não pude ler.
- 19. — Me posicionei em ataque. — E quanto a você, capitão?
Sem me dar uma resposta, foi logo me atacar. Sua espada continha uma lâmina mais pesada, porém parecia manejá-la sem mais esforço que o comum. Bloqueei seu ataque com a lateral do corte e me afastei, porém ele era muito rápido. Voltou a atacar e em um movimento muito rápido, pressionou a as costas de sua espada contra o achatada da minha e me foi empurrando até a porta fechada e com poucos segundos fez um movimento circular, tirando a espada de minha mão. Vi esta deslizar até embaixo de sua cama antes dele fincar sua própria espada na porta, bem próximo de meu rosto.
- Desde os oito, Lucy. — Ele sorriu, puxando sua espada de volta e a colocando em sua bainha novamente. Olhei o buraco que ele havia feito na porta e engoli em seco. — Agora que eu ganhei, você tem que me servir como minha empregada, como era o trato. — Colocou as mãos atrás das costas.
Me aproximei dele e o segurei dos ombros, lhe dando uma joelhada entre as pernas. Não demorou pra que ele caísse no chão, gemendo de dor.
- Isso foi por me enganar com seu papinho de "pouca habilidade." — Puxei o punho de minha espada que vi saindo debaixo da cama e apontei a extremidade da lâmina contra seu pescoço. — Sorte sua que eu sou uma garota de palavra, Elliot. — Joguei a espada no chão e já saia do quarto quando o ouvi gargalhando. Me virei e ele ainda estava no chão, mas por algum motivo aquele babaca ria. — O que há de errado com você?
- Você me chamou de Elliot.
- E daí?
- Meu nome é mais bonito do que eu pensava saindo de sua boca. — Voltou a rir. Suspirei com os braços cruzados me perguntando internamente quantos anos aquele besta tinha, mas confesso que sua risada era, de fato, contagiante.
Notas finais
Vou deixar as fotos aqui e comentem, ok? :)
Caso esqueci de alguém, pelo amor de qualquer coisa... digam '-' Sou muito esquecida.
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