Notas iniciais
Olá! Gente, só eu que entrei em desespero com a troca de servidor do Nyah! ? Sério, todo aquele tempo e nada.... Foi muito desesperador! Pensei que nunca ia acabar. Hehe Bom, mas o importante é que cá estamos e com capitulo novo. Sabe, as coisas entre a Lucy e o Elliot estão ficando boas (hmmmm), Hue, mas tenho muitos planos ainda. Vou postar menos, contando que tenho algumas recuperações para fazer (sadfaceeterna) mas ainda assim prometo demorar menos que duas semanas. -qq... Ok, Ok.... Pro capitulo né?

Esses dias Deus me rotulou como uma ótima pessoa para guardar segredos; só pode, já que além de saber que Harry é meio irmão de Elliot, agora sei que Marry está grávida.

– Shh! — Ela tapou minha boca com sua mão e a outra pedia silêncio. — Não grite!

–V-Você está dizendo.... Grávida? Tipo... Bebê? — Apontontei com o dedo indicador para sua barriga.- Bêbe, que chora e é uma pessoa pequena?

– Esse era o discurso que eu esperava do Capitão, não de você. — Ela cruzou os braços enquanto eu me acalmava. Provavelmente ela não deve saber que eu estou já um poço de segredos. Não quero mais!

– Como você sabe que está... Você sabe...

– Você sabe.... Os sintomas mais comuns. Eu estou tendo enjôos muito frequentes e alguns desmaios.... E também... Eu estou atrasada.

– E o Jun já sabe disso? — Perguntei

–Sim... — E é por isso que ele está estranho hoje?

– É.... Eu não esperava que ele reagisse mal. Quer dizer... Ele disse que vai me apoiar em qualquer decisão.... Mas eu sinto que ele está nervoso.

– É bem visível que ele está. — Mostrei o óbvio.

– Lucy!!!

– Desculpa, eu só disse a verdade! — Levantei os braços quando ela me encarou irritada. — E quando vai contar isso para o... Hm, o...

– O capitão? — Ela completou minha frase ao perceber minha dificuldade pra pronunciar tal palavra. Assenti.

– Eu não sei... Pretendo esperar mais.

– Então decidiu ter esse bebê?

– Acho que até agora é o certo a se fazer...

– Olá! — Alois entrou no quarto, pendurando-se em uma das colunas próxima desta. — Do que estão falando?

O quarto ficou silencioso e até Alois ficou calada. Logo percebeu que era algo sério. Marry decidiu contar tudo a ela, já que também eram muito próximas. Fiquei escutando enquanto aquele mesmo discurso se repetia vindo de Marry.

– Puta que Pariu... — Foram as únicas palavras que Alois conseguiu dizer. Ela parecia séria, mas Alois é Alois, e isso não levou muito tempo. — Quer dizer que vamos ter um míni Jun ou uma míni Marry?! Que lindo! Eu quero, eu quero! — Ela puxou Marry e começou a girar e pular junto com ela. — Qual vai ser o nome? Pode se chamar Alois?! Hein, hein?!

– Alois... — Arqueei uma sobrancelha enquanto a via quase matando Marry.

– Ah, ta bom! Pode se chamar Lucy também. Ou Alucy! — Ela continuava naquela animação, que querendo ou não era contagiosa e finalmente Marry parecia mais feliz.

– Quer que eu vá chamar ele? — Perguntei enquanto elas ainda estavam girando, embora Marry quisesse se livrar dos braços de Alois.

– Eu não sei... — Elas finalmente pararam de girar e Marry estava meio zonza.

– Eu vou chamá-lo. — Sorri, fazendo um jóia com o polegar. — Vai ficar bem.

– Ok...

Saí do quarto e comecei a subir os degraus até a proa. Já até tinha esquecido o "incidente" com Elliot, mas logo o vi na proa e fiquei me sentindo... Tensa.

Sai andando rapidamente. Logo eu e ele teríamos que conversar. Não seria bom manter esses diálogos e atitudes estranhas entre nós.

O depósito era ao lado da cozinha. Um espaço grande com diversas prateleiras e alimentos. Muito rum e mais pirulitos ainda, pro tal causa tinha um cheiro execivamente doce.

Quando entrei já pude ver Jun com uma prancheta na mão e a caneta na outra, anotando o que tinha e o que faltava.

– Oi! — Disse animada, sem o surpreender.

– Diga, Lucy. — Ele simplesmente continuou o que estava fazendo, sem nem sequer me olhar nos olhos.

–Eu já sei de tudo. – Disse mais séria, o fazendo derrubar a prancheta no chão. Ele olhou assustado para mim, mas se agachou rapidamente para pegar a prancheta novamente.

– Sabe de que, Lucy? — Ele fingiu não entender. Eu teria mesmo que dizer?

– Que você vai ter um filho. — Cruzei os braços, enquanto ele já derrubou alguns sacos de farinha no chão, criando uma névoa branca ao redor de seus pés. — não vou limpar isso.

–Lucy! — Ele veio até mim, nervoso. — Eu não sei o que fazer! — Segurou meus ombros e me encarou, suplicando.

–Ei, calma. — Dei um tapinha em seu ombro. — Não é algo com que você tenha ques e desesperar. — Suspirei. — Você não tem nem 25 anos, sabe? Acho que está bem.

– Isso que é o assustador, Lucy! Eu não tenho nem 25 anos!

– Calma! Olha, você realmente deve estar nervoso. Vá falar com a Marry. Ela acha que você não a apoia, e o melhor a se fazer é falar com ela, afinal vocês vão ser os pais, certo?

– Eu vou falar com ela... — Ele passou a mão pelos cabelos.

– Sim! — Sorri abertamente. — E não desconte no Elliot. Ele realmente não merece tudo isso e está se sentindo mal. E nem é por ele, mas por você.

– Eu sei... — Ele suspirou e bateu de leve no topo de minha cabeça.

–Valeu, Lucy.

– Disponha. Se quiser mudar meu cargo para conselheira, eu aceitaria deixar minha função de faxineira para trás. Nenhum problema!

– Não acho que isso vai acontecer. — Ele suspirou e virou o rosto para a porta da cozinha aberta que mostrava grande parte da proa. Vimos Elliot com um balde preso no pé e Nikki tentando tirar dele com a ajuda de Luria, mas sem sucesso pelo fato dele estar debatendo a perna e gritando como um louco. — Ele me assusta algumas vezes... — Jun arqueou uma das sobrancelhas.

– É.... Ele é estranho. Parece com um...

– Um menino de 9 anos é mais maduro que ele- Jun concluiu minha frase e eu assenti, concordando totalmente.

– Ele é um idiota.

– 90% do tempo, mas acredite ou não, os outro 10% fazem dele uma pessoa incrivelmente admirável.

– Não duvido disso.

– Ok, termine isso pra mim por favor? — Ele me passou a prancheta e a caneta.

– Certo. — Revirei os olhos enquanto ele corria para ir dialogar com Marry. Provavelmente Logo Alois estaria aqui pra não ficar de vela.

Comecei a ler aquela lista e percebi que nos faltava já farinha e ovos, mas em compensação tínhamos vinho, rum e pirulitos de sobra.

– Por que não é o Jun que está fazendo isso? — A voz desconfiada de Elliot soou atrás de mim. Me virei e pude ver que sua calça na área da canela estava molhada. Lembrei do balde e me contive para não rir. — E por que está com a prancheta dele? O que você fez com o Jun? Você o matou?! — Eu até pensaria que ele estava brincando, se ele não fosse Elliot.

–Sim, eu o comi, na verdade. — Arqueei uma sobrancelha.

– Isso nem é possível... — Ele cruzou os braços. — Ou é...?

– Ele está com a Marry. — Revirei os olhos, vendo que não dava muito certo brincar com ele.

– Sério? Falou com ele?

– Sim. — Puxei a banqueta que estava atrás da porta, tendo que encosta-la e deixar a banqueta em frente da estante. — É melhor falar com ele mais tarde. — Subi, vendo o que tinha na ultima prateleira.

– Ele parecia triste, estranho ou qualquer coisa assim?

– Alguma coisa assim, mas acredito que isso irá se resolver logo. — Anotei que faltava óleo e vinagre. — Mas aconselho que fale com ele e tenha calma.

– Eu sou super calmo. — O ouvi dizer. O olhei por cima do ombro e sorri, mas virei rapidamente quando ele me viu.

– Claro, claro. — Disse com ironia.

– Então eu vou ir para minha cabine e...

– Ah! — Fui descer da banqueta e, com um piso em falso já previa me estatelar no chão como uma jaca madura, mas Elliot me segurou antes de eu cair, com as mãos firmes em minha cintura.

– Tudo isso para que eu não vá para minha cabine? — Perguntou em tom de deboche, sem me soltar.

– Engraçado. — Tentei me soltar, mas ele me puxou de volta, nos aproximando mais. — O que está...

– Lucy, se non mi fermi ora in questo momento, ti bacerò. (*Se não me parar agora nesse exato momento, eu vou te beijar.)

–....? — Eu não fazia ideia do que ele estava falando, mas o vi sorrindo.

– Grazie...

Fora suficiente essa palavra para que Elliot me puxasse contra ele e acabasse de vez com o espaço entre nós. Seus lábios acharam os meus muito rápido e eu estava em choque, porque querendo ou não, eu queria aquilo... E só descobri isso agora.

Minhas pálpebras foram ficando pesadas, e em poucos segundos eu já as tinha fechado e meus braços foram até seus ombros. Aquele fora um beijo de verdade. Não acho que valha a pena descrevê-lo para vocês, mas foi bem diferente daquele na cabine.

Notas finais
E então? Sério, eu amei. Hehe Esse conflito entre Jun e Marrye está meio que resolvido. Eles vão ter o filho. Ok, míni spoiler, mas todo mundo já sabia. Bom, espero que vocês tenham gostado. Comentem, favoritem, recomendem. Obrigada :33