Notas iniciais
Gente! Chegamos no capitulo 15 da fanfic! Hehe Bom, hoje fiz minha última prova e quando eu voltei, a pé, começou uma chuva tremenda. Obviamente eu fiquei doente. Minhas provas acabaram, se tudo der certo, e vou tentar postar mais. Esse capitulo não avançou muito na história mas é porque eu estou sem criatividade. Espero que gostem, de qualquer forma. Estou mal, mas não vou morrer por isso. Huehue Podem ler agora! :3

– Arg! — Empurrei com força o colchão, deixando-o amontoado sobre os outros.

Eu estava com muita raiva de Elliot Pettil, não só por me obrigar a arrastar meu colchão e dormir no chão por dois dias, mas também por simplesmente não querer me contar quem é Emily! Antes que vocês pensem qualquer coisa relacionada ao fato de eu poder, hipoteticamente, estar sentindo algum tipo de ciúme ou possessão por Elliot, saibam que não é nada disso. Sou apenas uma pessoa curiosa e não gosto quando me escondem coisas, como á dez minutos atrás.

*FlashBack On -

Carta? Carta de quem? — Tentei ler o que tinha escrito no papel amarelado e a letra era clara. Diferentemente da de Elliot que é cheia de traços e muito formal, essa era mais que explícita. A letra de forma em tinta vermelha manchava no papel o nome Emily. Por um momento senti uma amargura na garganta que não sei direito como explicar. — Quem é Emily?

– Ninguém que você precise conhecer. — Elliot foi mais rápido e pegou o papel das mãos de Jun.

– Agora eu quero saber. — Cruzei os braços e me virei para Jun. Se Elliot não estava disposto a contar, Jun poderia estar. — Quem é?

– Ahn... — Ele recorreu ao capitão com os olhos.

– Qual é? Que mal vai fazer se me contarem? — Perguntei me sentando em frente da mesa de Elliot. Ele se levantou abruptamente e deu passos largos até o co-capitão.

–Jun, resolva isso pra mim, certo? — Ele já se preparava para fugir.

– Elliot Pettil! — Tentei gritar com ele, mas era tarde. O danado saiu bem rápido e com o papel nas mãos. Subi o olhar para Jun, que pela primeira vez parecia não saber direito o que falar. — Jun... Por favor? — Fiz uma expressão pidonha.

– Uma garota...?

– E....?

– Ela e o Elliot tem um tipo de.... Ligação. Desculpe, é tudo que eu posso dizer. Esse tipo de informação nem Maki sabe.

– Arg! — Bati o pé no chão de Madeira podre, o estalando abaixo de meu calçamento. Jun aproveitou e deu no pé.

*FlashBack Off

– Ligação? Que tipo de ligação? — Murmurei pela décima vez. — Aposto que esse bastardo já dormiu com essa Emily. — Falei o tal nome com repúdio. — Qual é? Eu só queria saber quem era ela! Se tivessem me dito eu não estaria estressada.

– E minha cabeça não doeria tanto se você não estivesse reclamando a horas. — Neon entrou e lançou seu colchão sobre os outros sem demonstrar grande dificuldade.

– Engraçadinho.

– Dava pra te ouvir do dormitório masculino. — Ele me encarava com os olhos acusadores. — Mentira, mas ainda assim, pare de reclamar. O que houve?

– Nada.

– Imagina então se algo tivesse realmente acontecido.

– Ei, por algum acaso do destino você saberia quem é Emily? — Tentei soar o mais casual e não curiosa possível.

– Hm... — Ele pereceu forçar o cérebro a encontrar algo semelhante á Emily. — Não faço ideia. Ela é bonita? Gostosa?

– Como eu vou saber? Eu que perguntei!

– Mau humorada. — Ele suspirou. — Pergunte para minha irmã, se isso tem alguma coisa a ver com o Elliot.

– Ela não sabe. — Lembrei que Jun havia dito sobre Maki não saber.

– Então tem a ver com o Elliot?

– Ahn? Não! — Tentei concertar e não parecer uma louca ciumenta. Gente, eu só estava curiosa. — Só estou curiosa porque não me deixaram saber quem é a tal Emily que enviou a porcaria da carta!

– Então pegue a carta, ue. — Ele disse como se fosse simples.

– Não! Está sugerindo mesmo que eu leia algo que me foi proibido ler?

– Sim. Qual o grande problema? — Neon cruzou os braços. — É só uma carta, afinal.

– É, mas... Mas... — Comecei a considerar a ideia. Não! Claro que não podia fazer isso! Seria quase como roubo e...

– Se quiser ir agora, Elliot está tomando banho. Sugiro que entre no quarto, leia e saia rápido. Embora aquele babaca demore seus bons quarenta minutos em baixo do chuveiro.

– Certo! Valeu Neon! — Foda-se. Eu quero saber, oras! E que mal faria?

Corri pelas escadas até chegar no corredor dos quartos. A porta do dormitório de Elliot estava encostada e eu apenas coloquei minha cabeça dentro do cômodo.

– Capitão? — Sussurrei para confirmar que ele não estava ali. Ouvi o som da água caindo vindo da porta no outro extremo do quarto. Estava fechada, por isso o som saia abafado.

Certo, operação "achar a carta" foi dada por iniciada.

Comecei a procurar em algumas gavetas, mas sem fazer muito barulho.

"Se eu fosse o Elliot, onde eu colocaria a carta....?"

Olhei em cima da cama, dentro do baú, no armário e até mesmo nos criado mudos. Nada. Já estava deprimida, desistindo. Passei uns quinze minutos procurando e torcendo para que o som da água não cessasse.

– Isso é idiotice... — Suspirei com as mãos nas têmporas. Passei os olhos de relance em cima da mesa e lá estava ela, a carta. — E eu sou muito estúpida...

Corri até a mesa na ponta dos pés, torcendo para que o som do salto da bota não chamasse a atenção de Elliot. Tirei o papel de dentro do envelope e me pus a ler rapidamente. Não queria ser pega no flagra de um crime.

' Oh meu Querido Elliot, Não pensei que fosse me procurar, meu lindo.

Sua carta me surpreendeu muito! Oh, como sinto sua falta, mon bébé (*Meu amorzinho, meu bebê, meu querido.)

Não estou chateada por ter sido dispensada. Saiba que minha tripulação sempre estará disposta a te ajudar, bébé.

Lucy? Quem é essa criaturazinha? Une prostituée? (*Uma prostituta?)

Oh, você é incansável, mon bébé.

Mas Billy Bond nunca escolhe vadias muito boas, por isso desconfio que essa prostituée não seja das melhores.

Ah, isso não tem nada a ver com sua mãe, mon bébé.

Estarei atracando na Ilha de Sally em cinco dias, mas creio que esta carta chegue em um certo tempo. Arg, essas gaivotas demorarão anos para chegar até onde está seu navio. Talvez eu mande meus marujos da próxima vez, esses imprestáveis.

Me aguarde, bébé. Estou ansiosa para te ver! '

Ao final da carta havia uma marca de beijo que manchava o papel em um tom vinho. Ew!

– Prostituée?!?! Sua imunda, você que é uma prostuée!! — Eu já fazia uma ideia do que aquela palavra significava, por isso a pronunciei com raiva e voz fanha.

Tão repentinamente quanto meu grito indignado soou, o barulho do chuveiro cessou.

Guardei rapidamente a carta no envelope e saí do quarto com o coração pulando. Seria ainda pior ser pega no flagra agora.

Encostei a porta ao mesmo tempo que ouvi a outra abrindo. Elliot, pelo pouco que pude ver, saiu do banheiro apenas com uma bermuda e os cabelos molhados sob uma toalha preta. Ele tinha uma sobrancelha arqueada e procurava algo suspeito no quarto.

– O que está fazendo? — A voz de Alois perguntou sobre meu ombro, fazendo-me soluçar de susto.

– Você está louca?! — Sussurrei irritada para ela.

– Oh God! Você estava espionando o capitão trocar de roupa! — Ela dizia isso com tanta certeza que torcia para poder convencê-la do contrário.

– Claro que não! Isso é algo que você faria, não eu!

– E quem disse que já não fiz, querida? — Ela tinha um sorriso malicioso nos lábios.

– Ew, Alois!

– Certo, certo. — Ela revirou os olhos. — Vai me dizer o que estava fazendo ou não? — Apenas fui procurar a carta!

– Que carta? — Ela parecia confusa.

– De uma tal de Emily. — Sussurrei mais baixo ainda, afinal, ainda estávamos agachadas na frente do quarto de Elliot.

– Emily?

– Sim. Você conhece ela? — Perguntei sem muita esperança.

– Acho que sei quem é.

– Jura?! — Quase dei um grito, mas controlei minha voz que saiu mais com um sussurro interrompido por um falsete.

– Claro, amoré. — Ela sorriu revirando os olhos. — Sou a rainha dos babados fortes, darling.

– Então diga!

– Lembro de ter visto a loira com o Elliot uma única vez. Criatura insuportável aquela! Só consegui ouvir alguns trechos da conversa, mas pelo que parece os pais deles eram amigos e ele e a loirinha ficaram bem mais que amigos.

– Mais que amigos?

– Querida, eles dormiram juntos! — Alois revirou os olhos. — Como você é lenta.

– Só sou inocente.

– Claro, claro. Enfim, aquela loirinha é muito escandalosa. Não sabia se estava gemendo ou gritando. Acho que depois de dormir com ela o capitão perdeu parte da audição.

– Hm... — Cruzei os braços sobre os joelhos dobrados. — Ela é bonita?

– Sim. Mas não se preocupe, é um pé no saco e o capitão já deu um pé na bunda dela. — Alois piscou pra mim. — Aliás, o que tinha na carta?

– Algo como ela encontrar com Elliot na ilha de Sally.

– Hm. Chegaremos lá em dois dias.

– O que... — Elliot quase tropeçou na gente quando abriu a porta. Já vestia seus trajes escuros e Pesados e o chapéu na cabeça. — O que estão fazendo?!

– Procurando o melhor chão pra dormir, capitão. — Alois piscou para ele assim como fez momentos atrás para mim.

– Ah, claro. — Ele desviou de nós com dificuldade. — E esse com certeza não é em um corredor estreitos m frente da minha porta.

– Ué, o que está acontecendo? — Arkane chegou com uma bandeja sobre as mãos.

– Até que enfim! Eu estava morrendo de fome! — Elliot correu até ela e pegou o sanduíche que se encontrava sobre o prato. — Senhor, como eu estava com fome!

– Alguma coisa te deixou com tanta fome assim, capitão? — Lhe enviei um olhar frio e acusador, me referindo àquela carta e também Emily. Elliot engoliu em seco o pedaço do pão, claramente incomodado com minha pergunta.

– Ahn... — Ele deu uma risadinha, incomodo. — Não, não. Ó, até perdi a fome. — Ele deixou o sanduíche sobre o prato, virou o copo de rum dentro da boca e saiu rapidamente, intimidado.

– Só eu que não entendi? — Arkane encarou abismada a bandeja em suas mãos. — O que deu nele?

– O olhar mortal da Lucy deixou ele intimidado. — Alois se levantou e cruzou os braços. — O ciúme deixa as pessoas medonhas.

– Eu não estou com ciúmes! Só queria saber quem era a tal Emily. — Revirei os olhos e me levantei rapidamente.

– Mas quem é Emily?

– Uma loira peituda que o capitão pegou à uns dois anos. — Alois explicou para Arkane.

– Uh! — Ela me mandou um "uh" malicioso. — Vemos que uma intriga está se aproximando.

– Não. Eu só não gosto dela porque ela me chamou de "prostituée" — Novamente falei a palavra com deboche.

– Ah, eu avisei que ela era uma vadia. — Alois suspirou. — Agora, se me dão licença. — Ela se virou, já andando pra longe. — Cumpri minha missão ao passar a informação.

– E criou uma discórdia né? — Arkane sussurrou e revirou os olhos.

– Não tem nenhuma discórdia. — Mostrei a língua. — Que horas são?

– Acho que dez e meia. — Ela olhou no relógio da parede no corredor. — Já vai dormir?

– É. Vou torturar minhas costas enquanto o senhor "Emily lover" dorme em uma King size.

– Certo. — Ela riu. — Eu vou levar essa louça e logo eu e a Luria vamos estar lá também.

Me despedi dela e segui até o quarto. Marry dormia com a cabeça apoiada no braço. Ao seu lado Nikki tinha as pernas dobradas e os braços cruzados. Me deitei no chão frio de Madeira e respirei fundo.

– Elliot Pettil, você merece morrer.

Notas finais
Finalmente! Quando posto pelo iPad ele me faz separar todos e novo, já que ele deixa tudo juntinho. Que raiva. Enfim, comentem, favoritem e recomendem :3 Espero que tenham gostado e até o próximo.