Notas iniciais
Olá para aqueles que ainda estão acompanhando essa fanfic! Certo, eu sei que demorei séculos para atualizar, mas eu estava sem nem um pouco de criatividade, por isso é capaz que o capitulo esteja beeeem precário e desorganizado. Enfim, não me odeiem, ok? Boa leitura!

– Aprovado. — Ele finalmente disse a palavra pela qual eu tanto esperava. Eu já estava na décima troca de roupa e até agora nenhuma tinha se encaixado na categoria "decente" aos olhos de Elliot.
– Obrigada, senhor. — Juntei as mãos e olhei para cima. — Quem diria que ficaríamos aqui por mais vinte minutos só pra decidir o que eu vestiria.
– Obviamente também não fazia parte dos meus planos te reencontrar justamente em um bordel, onde Provavelmente não vamos encontrar roupa melhor que essa. — Ele apontou com a ponta de sua espada para mim.
– Engraçadinho. — Empurrei a lâmina e fui até o outro lado do cômodo, onde busquei uma faca afiada e a coloquei presa em uma liga em minha panturrilha, próxima do fim do cano da bota.
– Precavida, como sempre. — Senti seu hálito por sobre meu ombro e não pude evitar sorrir quando senti seus braços contornarem meu corpo e abraçarem minha cintura por trás de mim. — Você acabou se tornando uma mulher muito perigosa.
– Eu sempre fui. — Estiquei meu pescoço, sentindo seus lábios correrem por minha pele e me provocarem arrepios.
Elliot para mim era algo indecifrável, tal como nosso relacionamento. Uma hora estávamos discutindo e outra... Outra ele simplesmente me enfeitiçava como fazia agora.
– Jun está esperando para zarpar... — Ele sussurrou contra meu ouvido com a voz manhosa. — Temos que ir, infelizmente.
– Elliot, vamos ter muito tempo para ficarmos juntos. — Me virei de frente para ele e sorri. — É melhor nos apressarmos antes que Sutton Hoo deixe essa ilha sem seu capitão.
– Você está certa, como sempre.
– Claro que estou!
– Tudo bem, eu exagerei. Nem sempre. — Ele dizia, divertindo-se.
– Vamos logo. — Revirei os olhos e caminhei até a porta.
Respirei fundo antes de empurrar a Madeira pesada. O som logo se propagou de maneira totalmente clara. Podia ouvir a música, os copos brindando, as conversas e os risos.
Fui caminhando na frente de Elliot, que apesar de tudo parecia um pouco tenso. Acho que eu também ficaria se quase 80 guardas quisessem servir minha cabeça em um banquete. Além do mais, Mongol nem é tão grande assim. Ele não poderia se esconder para sempre.
– Algum guarda? — Sussurrei contra o ouvido de uma conhecida minha. Trabalhava no mesmo "ramo" que eu como "isca". Ela negou com a cabeça. Seu nome era Rissa. Casada, duas filhas. Não podia dizer que sua vida era das melhores, uma vez que não tinha outra escolha a não ser se vender para por comida na boca das crianças. — Boa sorte.
– Belo amigo. — Ela piscou para mim antes de abraçar um homem qualquer pelos ombros. Olhei para trás e vi Elliot com as mãos no bolso e olhando para os lados, provavelmente procurando algum guarda.
– Está limpo aqui. — Lhe dei um toque. — Mas temos que tomar cuidado lá fora. Não sei do mapa de turnos dos guardas daqui.
Nos apressamos em sair de dentro daquele bordel e corremos pelas ruas de Mongol até chegarmos, aliviados, ao Porto.
De longe via Jun dando ordens e buscando por algo na cidade. Aliás, por alguém.
– Vamos. — Elliot pousou uma mão em minhas costas e me deu um leve impulso. — Melhor sairmos daqui o mais rápido possível.
Sutton Hoo. Feito da Madeira de mais de vinte navios conquistados e do aço de mais de 200 espadas pertencentes aos mais nobres piratas e reis. Sua construção durou apenas dois dias, já que os marujos de Raven Pettil trabalharam dia e noite sem descanso em forma de gratidão. Esse Sutton Hoo no qual eu estava prestes a subir a bordo.
– Você vem ou não? — Elliot me tirou de meus devaneios com uma mão estendida em minha direção, oferecendo ajuda para que eu passasse pela prancha.
Com um sorriso pousei minha mão sobre a sua e depois de três anos... Voltei a ser parte da tripulação.
– Elliot, onde você... — Jun veio correndo em nossa direção, mas se calou ao me ver.
– O que está esperando, Jun? Um beijo? — Elliot apontou para a corda que mantinha a âncora presa. — Precisamos sair daqui!
– Nikki, a âncora! — Jun gritou as ordens para ela, que cumpriu em um piscar de olhos. — Lucy! — Jun me deu um abraço apertado e fiz o máximo para retribuir propriamente. Jun não era do tipo que fazia muito contato físico, por isso me sentia feliz sabendo que ele considerava nossa amizade.
– Como você está? — Perguntei assim que saí de seu abraço, segurandos Seus ombros.
– Ótimo... — Ele me olhou sorrindo. — Mas o que você... Digo... Como?
– Longa história.
– Pelo visto vou ter muito tempo para ouvir depois. — Jun apoiou a mão sobre o ombro de Elliot. — Mas... Você já conheceu ele?
– Ele? Ele quem? — Franzi o cenho, confusa. Virei para Elliot buscando uma reposta.
– É, Ele. Não vai demorar. — Ele cruzou os braços.
– Ele quem?! Por Deus, alguém pode me dizer? — Me virei para Jun novamente, já irritada. De quem eles tanto falavam?
– Papai! — Ouvi uma voz infantil se aproximando junto com os passinhos apressados. Jun se moveu um pouco para a esquerda, me dando a visão de uma criancinha correndo em nossa direção.
– Ahn?
O menino era tão pequeno que tinha medo de esmagá-lo caso desse um passo para frente. Sua cabeça batia um pouco acima de meus joelhos e tinha que confessar que era extremamente fofo.
Seus cabelos lisos e pretos eram relativamente grandes. Os olhos, puxados e escuros com cílios grandes e definidos e o sorriso com alguns dentes faltando. Como não me lembrei?!
– Ele é... Ele é seu filho?! — Não sabia se olhava para Jun ou para o garoto, que tinha os braços esticados para Elliot, pulando em sua frente até que ele o pegasse nos braços.
– É... Lucy, Trevor. Trevor, Lucy.
– Lucy? — Trevor tinha um braço em torno do pescoço de Elliot e o outro ao lado do corpo. Me olhava curioso. — Tio Elliot, essa é a Lucy que você me falou?
– É, essa é a Lucy. — Ele respondeu com um sorriso.

(...)

– Ainda tem isso? — Elliot puxou minha mão em frente de seus olhos e examinou a cicatriz que esta ainda possuía. Não era grande nem chamativa, mas ele reparou sem muito precisar olhar.
– É só uma cicatriz.
– Que eu causei. — Seu tom era angustiado.
– Todos precisam de cicatrizes. — Puxei minha mão de volta e continuei a comer o bolo que Andrew havia feito especialmente para mim.
– Você não.
– Eu sim.
– Hey, amigos! — Alois se sentou entre nós, nos separando sem muita delicadeza e passou os braços sobre nossos ombros. — Está uma linda noite, não?
– Sim. — Peguei o prato e o coloquei dentro da pia. — Uma ótima noite para dormir e descansar. Vejo vocês dois amanhã de manhã. — Me curvei para dar um beijo na bochecha de Alois e depois um selinho em Elliot. — Boa noite.
– Até amanhã. — Alois mantinha o queixo apoiado sobre a mão.

XXX Elliot

– Não entendi. — Alois virou-se para mim assim que Lucy saiu da cozinha.
– Não entendeu exatamente o que?
– Como assim Lucy vai dormir no dormitório feminino?
– Queria que ela dormisse no masculino?
– Elliot! — Ela revirou os olhos e suspirou. — Eu pensei que agora que vocês estão juntos ela dormiria no seu quarto.
– Alois, estamos juntos não tem nem um dia.
– Mas gente... — Ela ergueu uma sobrancelha. — O que aconteceu com Elliot Pettil, aquele que não perdia tempo para dormir com as donzelas indefesas?
– Lucy não é uma donzela indefesa, acredite. — Engoli em seco, me lembrando de como Lucy me batia sem pensar duas vezes.
– Então quer dizer que vocês ainda não... — Ela deixou a frase morrer no ar, mas do modo como era sugestiva e de como seu sorriso malicioso não saia de seu rosto, eu já sabia como terminaria.
– Não. — Lhe sorri com ironia e apertei sua bochecha com força, a fazendo reclamar e tirar o sorriso do rosto. — Mas obrigado pela consideração. — Me levantei e ela fez o mesmo, me acompanhando.
– Ok, mas quando vocês pretendem?
– Nunca soube como você consegue fazer esse tipo de pergunta tão invasiva sem sentir nada. — Parei de caminhar e me virei para ela, que sorria animada. — Mas... Isso é algo que eu vou ter que trabalhar muito. Lucy é até agora a coisa mais difícil que eu já tive que enfrentar.
– Capitão, ela é uma mulher de verdade, não uma puta. Se não fosse difícil, você não gostaria tanto. — Ela cruzou os braços.
– É... Eu acho. — Pensei nisso por alguns segundos e depois voltei a falar. — Certo. Melhor pararmos essa conversa por aqui. Se Lucy descobrir que fiquei conversando com você sobre nossa vida sexual não ativa, provavelmente nunca teremos uma, então some daqui, ok?
– Claro, capitão. — Ela piscou animadamente. — Agora eu vou dormir, no mesmo quarto que a Lucy. — Alois iniciou seu processo de provocação.
– Vai logo.
– Boa noite! — E assim ela saiu correndo até o dormitório.
– Mulheres...

Notas finais
Então? O que acharam? Me deixem comentários, é muito importante saber o que vocês estão achando. :3 Obrigada por ainda estarem lendo e acompanhando! Até o próximo capitulo e PROMETO NÃO DEMORAR! :)