Sutton Hoo - Interativa
13 Capítulo 12
Notas iniciais
É com muita alegria que digo que descobri o que me dá inspiração *^*
O que me dá inspiração é ver filmes bonitinhos. Sério. Eu vi os croods e como eu amo esse filme, me inspirei. :33
Bom, chega de conversa e leiam!
- Hm, Lucy... — Vi que Nikki me acordava meio receosa. — Melhor levantar. Tem algo... Interessante acontecendo lá fora.
- Nada que possa ser mais interessante que minha última noite dormindo em um colchão. — me ajeitei na cama, abraçando o travesseiro.
- Sério, é bem mais interessante. — Ela simplesmente me puxou da minha própria cama e me arrastou para fora. Se só no corredor já estava aquele sol de matar, imagines só na proa.
- Ei, ei! — Cobri os olhos com o antebraço direito. — Calma, estou indo. — Tentava acompanhar seu ritmo ainda meio grogue.
Quando chegamos na proa já pude notar uma movimentação fora do comum mais pra frente, próximo da grade.
- Rápido! — Nikki continuava me puxando. Será que eu era a única que gostava de dormir até mais tarde nesse navio?
-... E você ainda vem se achando no direito de falar do meu pai! — Era a voz de Elliot, mas estava mais ressaltada que o normal. Em seguida, o barulho de um soco. Um soco forte.
Tentei me enfiar no meio da rodinha que começava a se formar ali e pude ver o capitão e Jun discutindo; ambos feridos.
- Você bate como uma garota, Elliot. — Jun cuspiu o sangue que já manchava seus lábios em tom rubro.
- Eu realmente não acho isso.
- Seu pai ficaria decepcionado. — Ele estava provocando, e todos estavam sentindo isso. Marry não sabia o que fazer, estava roendo as unhas e passava a mão pelo rosto.
- Cale a boca! — Elliot o empurrou com força! fazendo-o cair no chão. — Se não fosse por mim e por ele, você não seria nada! Estaria mais que morto! — mantinha um pé sobre o abdome do outro.
- Sério mesmo? — Jun o puxou pelo pé, fazendo-o cair e bater a cabeça no chão. — Pois eu acho que sua participação no meu salvamento foi pouca. — Ele levantou e puxou Elliot pelo colarinho da camisa. — Aliás, quase nula.
- Ok, Jun. — Marry finalmente interviu. Segurou o namorado pelo braço e o afastou, fazendo-o soltar Elliot, que cambaleava devido ao ferimento na cabeça. — Já deu. Vamos. — Ela o guiou até algum outro lugar.
- Capitão. — Me aproximei de Elliot antes dos outros. — Está tudo bem?
- Pelo amor de Deus, me leve até minha cabine. — Ele simplesmente apoiou uma mão em meu ombro e repentinamente todo seu peso estava sobre esse braço.
- Ai, calma... — Me posicionei melhor e o apoiei em mim. — Elliot, algum dia eu te mato. — revirei os olhos enquanto o levava para sua cabine.
Não estava tão difícil a partir do momento em que ele fez um esforço e começou a dividir o peso comigo e sua outra perna.
- Arg. — Me joguei no sofá junto com ele. — Nossa, como você pesa. — Finalmente comecei a respirar melhor, embora a cabeça de Elliot estivesse jogada sobre meu ombro.
- Porra. — Ele Soltou uma lufada de ar. — Minha cabeça dói... Muito. — Arrastou a mão pelo rosto.
Levantei minhas mãos, relutante, diante da situação.
- Deita. — Meio que ordenei para ele, que não pareceu entrnder direito o que eu disse.
- O quê?
- Deite logo. — Praticamente empurrei sua cabeça em meu colo.
- O q-que está fazendo?
- Apenas relaxe. — Bufei e olhei para ele. Seus olhos me encaravam desconfiados. — Não vou te matar, seu idiota. Só... Não se acostume.
Comecei a fazer algo como um cafuné na cabeça dele. Nesse momento senti como seus cabelo eram macios, o que não parecia, por estarem sempre meio bagunçados.
- Como não tem sangue, basta alguns minutos assim que a dor vai minimizar. — Apesar disso, confesso que por algum motivo aquilo tornou-se constrangedor.
- H-hm. — Ele concordou, suspirando logo em seguida.
- O que aconteceu?
- Jun acordou com o pé esquerdo. Ele simplesmente começou me atacando hoje de manhã com frases do tipo: "Você não se sente culpado pela morte do seu pai?"
- Mas você deveria?
- Claro que não! Isso não foi minha culpa. — Elliot estava muito nervoso. — De um dia para o outro ele decide tocar no assunto mais delicado da minha vida.
- Talvez ele só esteja passando por um momento difícil. — Tentei falar algo que talvez o acalmasse.
- É, talvez...
- Mas por que começaram com a briga?
- Por que depois disso ele já começou a me criticar e a criticar o modo como eu comando esse navio. Ele está totalmente estranho e eu não sei o que fazer.
- Talvez seja melhor não fazer nada... Você tende a ser irritadiço, então qualquer coisa que te falam você talvez interprete mal ou algo assim.
- Talvez. Só queria saber o que está acontecendo...
- Você devia perguntar, mas como sei que você é orgulhoso demais para isso, vai ficar se corroendo até não aguentar. — Percebi que já estava acariciando demais sua cabeça e brincando com seus cabelos. — Ahn... Sua cabeça está melhor?
- Eu tive uma Ideia! — Ele levantou o busto repentinamente, ficando próximo até demais de meu rosto.
- I-ideia?
- Dio Mio... Sto per fare qualcosa di stupido.(Meu deus... Estou a ponto de fazer uma besteira.*) — Ele sussurrou algo incompreensível para mim, mas eu me sentia nervosa. Automaticamente meus olhos desceram para seus lábios e nossos rostos ficando sempre mais próximos. Estávamos já tão perto que sentia sua respiração bater contra meu rosto e seu nariz já havia encostado no seu. Senti uma de suas mãos segurar minha cintura, enquanto a outra apoiava-se no sofá para não deixar todo peso sobre mim.
Nunca em um momento da minha vida eu fiquei tão nervosa como aquele, e não era como se um simples beijo fosse novidade para mim; mas o fato de ser Elliot ali, me fazia ficar tão vulnerável...
Então, finalmente, quando senti a textura de seus lábios sobre os meus... Eram frios, mas fora uma sensação boa.
- Capitão! — A voz de Maki soou do lado de fora da porta. Não fora um grito ou algo parecido, mas foi suficiente para que Elliot e eu nos separássemos tão rapidamente que eu praticamente caí para trás, mas ele me segurou pelo braço.
- E-Entre, Maki! — Ele me soltou na mesma velocidade que havia me segurando e levantou-se rapidamente.
- Hm... Eu interrompi algo? — Ela perguntou sem nenhum sinal de malícia.
- Não!! — Tanto Elliot, como eu gritamos diante dessa pergunta.
- Ok então. — Ela sorriu. — Capitão, queria falar com você. Acho que há um furo na vela menor.
Enquanto ela conversava com Elliot sobre as velas e algo parecido, saí da cabine rapidamente, apoiando-me na parede de Madeira, já do lado de fora.
- O que foi isso...? — Levei a mão até o peito, sentindo os batimentos acelerados e minha própria inquietação.
Andei apressadamente até o dormitório feminino, agitada. Provavelmente eu, assim como ele, havia batido muito forte com a cabeça. Devo ter caído da cama durante a noite ou algo assim.
Não estou em minha consciência ou sanidade perfeita.
- Marry? — A chamei quando entrei no dormitório e a vi sentada em sua cama, cabisbaixa.
Ela não se moveu, por isso fechei a porta e caminhei até ela, sentando-me ao seu lado.
- O que aconteceu? — Perguntei
- Ahn... Nada. — Ela desviou o olhar. Parecia estar incomodada com algo.
- Sabe o que deu no Jun hoje? Ele parecia um pouco inquieto.
- Lucy...! — Ela se virou para mim com um olhar perdido, me implorando algo. Fiquei assustada quando ela segurou minha mão. — Preciso te contar uma coisa. Jura que não vai entrar em pânico?
- J-Juro... — Franzi o cenho, começando a me preocupar.
- E-Eu... E-Eu a-acho...
- Me diga logo, Marry. — Tentei encorajá-la com um sorriso.
- Eu acho que eu estou grávida, Lucy.
- O QUE??!
Notas finais
Espero que comentem, favoritem, recendem. Essas coisas.
Estou meio apressada, por isso até logo. Prometo não demorar :))
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