Sutton Hoo - Interativa
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Não demorei nada para postar, certo? Alguns personagens apenas irão aparecer aqui, então espero que não fiquem magoados. Os que não apareceram com certeza estarão no próximo :3
Fotos não sei se estão muito boas, mas ainda assim não tinha muito tempo para procurar.
Se quiser mandar mais fichas fique a vontade :)
Fotos não sei se estão muito boas, mas ainda assim não tinha muito tempo para procurar.
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As imagens foram tomando foco aos poucos. Sentia meus pulsos doendo e como se estivesse flutuando. O ar cheirava a Rum e Madeira podre; falando nisso, podia ouvir madeiras rangendo como se tivesse algum piso sobre este onde eu estava.
– Acordada? — Uma voz masculina me tirou de meus devaneios fazendo-me focalizar rapidamente. Me vi em um quarto relativamente grande. As paredes, o chão e o teto eram de Madeira e sua grande maioria parecia desgastada e suja. Diversas colunas, também de Madeira, sustentavam o piso superior, o qual percebi existir devido algumas frestas de luz que passavam pelo teto. – Mas o que...? — Virei o rosto e pude ver que meus braços estavam amarrados por uma corda firme e grossa presa em uma dessas colunas. O garoto em minha frente Tinha os cabelos negros lisos com a franja caída sobre os olhos, tipicamente asiáticos e escuros. Mantinha uma expressão séria e calma, mas um pouco cansada como quem estava me vigiando fazia tempos. – Garota Sortuda. Se o estúpido do Elliot não fosse um pervertido,você estaria queimando junto com seus amigos agora. — EleSe levantou após um suspiro pesado. – Vocês incendiaram minha vila! — Eu tinha agora a memória bem clara. — Como se vêem no direito de me raptar? Sabe quantas vidas tiraram? Pessoas inocentes! – Se eu fosse você iria abaixando essa crina, garota. Fico surpreso que ainda tenha memória fixa, devido a pancada que levou na cabeça. – Que pancada? — Franzi o cenho com tal informação que ainda me era incerta. – Entramos naquela lojinha minúscula procurando por algo de valor e apenas encontramos você caída no chão com a testa sangrando e um vaso quebrado bem próximo de seu rosto. – Lojinha minúscula?! O teu rabo, pirata imundo! — Tentei avançar, mas as cordas me prendiam. Ele deu um passo atrás e sorriu. – Têm motivos para estar amarrada. Não sabíamos se era agressiva. — Disse como sempre, muito paciente. Se afastou caminhando até uma mesa bem ao canto do cômodo. De cima dela puxou uma espada afiada e voltou em passos lentos até mim, que fiquei pouco hesitante. Em um movimento rápido, ergueu o braço e, esperando por uma morte rápida, fechei os olhos. Fechei os olhos mas não houve dor. — Vamos. – Ahn? — Percebi que na verdade havia cortado as cordas que me prendiam. — Vamos para onde? — Reclamei assim que ele segurou meu braço com firmeza, começando a me arrastar para fora do quarto. — Ei, eu sei andar! — Puxei meu braço com força, mas não consegui me soltar. – Apenas caminhe, não seja lenta. Elliot Odeia esperar. — Com a mão vaga empurrou a porta, fazendo com que o barulho que antes era abafado por esta, ficasse bem mais alto. Não vinha este barulho deste andar, mas sim do segundo. Havia em nossa frente uma escada que nos guiaria até lá, mas passamos reto por esta caminhando até o último cômodo do corredor pouco iluminado por fracas luminárias presas nas paredes. Três batidas na porta. Apenas isso foi necessário para ouvir um berro estridente de dentro do cômodo. – Pelos sete infernos! Onde você estava?! — A voz era, apesar de tudo, rouca e suave. O brutamontes que me arrastava desde o outro quarto até aqui, empurrou a porta com delicadeza revelando um quarto luxuoso e melhor iluminado. Haviam pelo menos cinco pequenas e circulares janelas, porém a estrutura de Madeira era a mesma. Bem ao centro havia uma grande cama de casal, coberta por uma colcha vermelha e diversos travesseiros dourados e negros. Os tapetes no chão disfarçavam aquela Madeira acinzentada que era típica e as paredes continham arranhões como se alguém tivesse passado uma faca ali. Uma grande mesa circular era coberta por um mapa em tom já alaranjado e aspecto de antigo. Algumas cartas e papeis sobre esta eram os únicos ainda brancos, mas as laterais eram corroídas aos poucos pelo tempo. – Para que tantas trancas...? — Percebi as diversas trancas de ferro que eram presas na porta do lado de dentro. – Digamos que muitos queiram a cabeça dele... – Ah, ela está acordada. — A mesma voz, porém ainda mais entediada, se pronunciou pela segunda vez. Virei o rosto e pude ver um um garoto de traços familiares, mas que se vestia como um devido Capitão. Possuía um rosto com traços firmes; seus olhos eram castanhos e estavam entreabertos, como quem tem tédio ou sono. Os cabelos eram, sem sombra de dúvidas, brancos. Não, não eram loiros ou qualquer coisa assim, eram brancos. Mantinha os fios platinados em uma desordem atraente e arrepiada. Fincou um alfinete repentinamente sobre o mapa com tamanha força que o barulho causado por tal ato me assustou. – Isso é o capitão? — Suspirei quase que vencida. — Sério mesmo? Quantos anos você tem? 15? – Puta ingrata, não que isso lhe venha ao caso, mas tenho 20 anos. — Ele me encarava com feições de desgosto. – Oh! Mil perdões, vossa alteza. Nunca mais serei tão petulante e insolente com o senhor. — Manti o tom zombeteiro até ele sacar da cintura uma espada afiada e a prensou contra meu pescoço. – Certo, Capitão. O que pretende fazer com ela? — O garoto que continuava me segurando com força perguntou ao outro, que guardou a espada e ajeitou os anéis sobre a luva branca que cobria suas mãos. – Podemos usá-la como prostituta.
–Que?!! — Me pronunciei, totalmente indignada. – Ela não vai ser uma prostituta, Elliot, seu estúpido. — Bateu a mão contra a testa em um suspiro. — Que tal a faxineira? – Mas já temos uma. — O capitão disse como se fosse óbvio. – Não, Elliot. Não temos uma faz dois anos. — Revirou os olhos com a estupidez de seu superior. – Ah... O que aconteceu com ela mesmo? – Você a jogou da Prancha por ela ter te roubado enquanto dormia com você. Caralho, Elliot! Estamos vivendo na sujeira fazem dois anos e você nem percebeu. – Hm... — Ele passava o indicador sobre o queixo como se pensasse em algo. — Então você vai limpar o navio de agora em diante. — Se virou para mim com um sorriso admiravelmente animado. – Nem que me partam ao meio. — Virei o rosto. – Eu salvei sua vida, pirralha ingrata! — Ele veio em passos pesados, quase marchando como uma criança mimada. – Eu não pedi. — Continuei sem querer manter contato visual com aquela besta. – Jun! — Decidiu recorrer ao outro, que parecia ser mais maduro que o próprio capitão. – Aceite isso, a não ser que realmente queira virar a prostituta dele. — Sussurrou em meu ouvido. — Seja rápida, antes que ele arranje outra e decida te jogar aos tubarões. Fiquei em silêncio pensando naquelas palavras. Virar a prostituta particular daquele estúpido não estava nos planos, e se eu queria continuar viva até poder dar o fora desse navio, tinha que ser assim. – Ok... — Disse em um murmuro quase inaudível. – Muito bem, faxineira. — Elliot puxou seu chapéu de sobre a cama em um movimento rápido. — De agora em diante, como seu comandante e Salvador, deve me chamar de "Capitão Elliot". — Ajeitou a peça sobre sua cabeça. — A tripulação já sabe sobre sua chegada no navio, apenas diga que é a minha faxineira. – Claro, Capitão... — Disse com a voz tremula de raiva enquanto ele saia porta a fora. – Vamos. — Vince finalmente me soltou e começou a caminhar em minha frente, seguindo os passos de Elliot. Subimos aquela escada e assim que coloquei a cabeça no segundo andar, um vento forte fez meus cabelos voarem e uma música alta, acompanhada de vozes misturadas, tomou conta de minha audição. – Ei, é a nova prostituta do capitão? — Uma voz feminina soou atrás de mim. Me virei já pronta para explicar. Uma garota sentada sobre um barril segurava entre os dedos uma garrafa. Tinha a pele levemente clara, porém não pálida. Os olhos eram castanhos e brilhantes, delineados por um sutil traço negro sobre as pálpebras e os cabelos bem repicados e divididos em Camadas eram de um tom quase que rosado. as sobrancelhas eram finas e os lábios traçavam um sorriso em sua face. Tinha um corpo bem definido e bem feito. Vestia uma camisa de mangas curtas caídas na lateral dos ombros. Grande parte da cintura e do busto era moldada por um espartilho negro e as pernas, cobertas por uma calça negra justa, até em cima do joelho eram sobrepostas por uma bota de couro marrom; sem contar com um lenço vermelho preso no quadril. – Não sou uma prostituta. — Disse seriamente enquanto ela sorria achando graça na situação. – Sei disso. — Virou a garrafa na boca e voltou a falar segundos depois. — É a nova faxineira, não é? — Assenti.- Meu nome é Shay. – Sou Lucy. — Sorri para ela, que abandonou o barril e começou a me guiar para dentro do mesmo quarto onde antes eu estava amarrada e inconsciente. — Vamos, te darei uma roupa melhor que essa. Entramos e pude ouvi-la trancando a porta pesada. Caminhou até um armário que era escondido pelas sombras do quarto e de lá sacava algumas roupas que eu ainda não conseguia ver direito. – Ahn... – Eu sei; está com muitas dúvidas, certo? — Ela cortou minha fala antes que eu mesma pudesse terminar. Concordei com um murmuro quase incompreensível. — Não se preocupe... — Ela voltou até mim e deixou as roupas sobre a cama com o par de botas ao lado desta. — Elliot parece ser um idiota, babaca, infantil, pervertido e mimado... E ele de fato é. — Ela sorriu. — Mas ainda assim tem um coração muito grande e é a pessoa mais gentil que já conheci. – Todos aqui foram... Salvos por ele? — Me sentei naquela cama pouco macia, ouvindo as molas rangerem com meu peso. – É. Creio que temos uma dívida enorme com ele. — Ela me estendeu a camisa que antes estava sobre a cama, ao meu lado. – E como ele te salvou? — Perguntei temerosa; talvez ela não quisesse falar sobre isso. Comecei a colocar as roupas que me foram oferecidas. Era uma camisa social branca, a qual amarrei sobre a cintura após abotoá-la; uma calça justa preta que era encoberta até os joelhos por uma linda bota de couro negro e um pano que amarrei em minha cintura e prendi sob este a faca que me fora entregue. – Hm... Eu era uma prostituta. — Ela dizia em tom baixo, mas não parecia incômoda. — Desde meus 12 anos vivi tendo que vender meu corpo para piratas nojentos... — Ela parou por um instante a narração. — Não pense que todos os piratas tem um rostinho bonito como o de Elliot. – Nunca disse isso. — Cruzei os braços e ela riu, voltando a contar. – Meus pais haviam morrido quando eu tinha 11 anos, então eu não tinha opção. Não venho de família rica ou com sobrenome conhecido... Era apenas uma garota sozinha e suja... — Ela pendurava um colar em meu pescoço e arrumava a gola de minha camisa. — Em um dia comum para mim eu fui comprada por Elliot. Eu tinha apenas 15 anos e fiquei encantada por ele, mas ainda assim decidi que não faria aquilo. – E aí? — Perguntei, curiosa por mais. – Eu comecei a chorar assim que ele me levou para o quarto, se é que podia chamar aquilo de quarto; era mais um... Canto. — Ela se levantou e se posicionou em frente ao espelho, puxando com agilidade os cordões do próprio espartilho e o deixando mais justo. — Me lembro até hoje que ele apenas me deu um tapinha sobre o ombro e... Me salvou. – Hm. Depois de um certo tempo, ela finalmente terminou de se arrumar. Sem mais alguma palavra ela sorriu para mim e subiu comigo de volta até a proa. O capitão nos esperava sentado sobre alguns barris com um joelho dobrado e um braço dobrado sobre este com a espada pendurada em um dos dedos. – É, prefiro ela como uma prostituta. — Elliot me lançou um sorriso malicioso enquanto eu lhe rosnava com o lábio superior erguido. – Capitão! — Uma voz fina, porém não ao ponto do irritante, ecoou pela proa até uma garota se jogar sobre os ombros de Elliot. Era sem duvidas muito bonita. Não muito alta, tinha os cabelos platinados e ondulados até o peito. A pele era clara e os olhos eram acinzentados, lembrando um pouco azul. Os lábios eram carnudos e as sobrancelhas escuras, porém destacavam-se em seu rosto de boneca. – Ah! Maki, sai de cima! — Ele tentava se livrar dos braços da garota que lhe prendiam o pescoço. — Não respiro! – Não seja mau, capitão. — Ela cruzou os braços e fez um bico infantil enquanto Elliot arrumava gola da camisa que usava por sob o sobretudo azul marinho. — Hm? Você deve ser a tal faxineira! — Maki veio em minha direção em passos rápidos, fazendo com que as pistolas presas em sua cintura por sob um cinto de couro marrom balançassem e tilintassem. Vestia uma calça justa branca com listras vermelhas na vertical com uma bota marrom que corria até sobre os joelhos. Sua blusa tinha mangas longas com uma cauda que ia até os joelhos e o busto era moldado por um espartilho marrom com detalhes em dourado. – Ah... Sim. — Cruzei os braços e empurrei minha franja para trás. — Era isso ou virar a puta particular desse babaca. – Hm, mas ele não salvou você? Devia estar agradecida... — Ela fez novamente um biquinho infantil, mas não parecia me recriminar. – Isso mesmo, Maki! Essa ingrata não considera que se não fosse eu, Elliot Pettil, o segundo mais procurado e perigoso pirata que já existiu... – Segundo? — Cortei seu discurso. — E o primeiro seria? – A-Ahn.... — Ele engoliu em seco antes de me responder. — Billy Bond. — Disse com receio e temerosidade. — Ah, eu vou para o meu quarto. — Saiu andando com seu nariz impinado, como sempre. – O capitão morre de medo de Billy Bond. Sempre está fugindo de se encontrar com ele, embora este esteja sempre atrás dele para cortar sua cabeça e exibir como troféu. — Maki suspirou e cruzou os braços. — Nosso capitão é um medroso sem limites. — Disse com um sorriso como se o estivesse elogiando. – Ah... Claro. – Aqui; leve isso para o seu irmão. — Uma voz inédita se pronunciou. Um garoto de cabelos ondulados em um tom acastanhado com olhos em um castanho mais puxado para o verde entregou sem muita delicadeza um papel amarelado. — É um relato de entrada de mantimentos da ultima vez que atracamos. — Sua voz era claramente arrogante, fria...
– E dai? — Maki arqueou uma sobrancelha, curiosa. – Pelo visto não levamos algumas verduras essenciais e ele ficou responsável por essa parte. – Fale para a Shay levar. — Miki jogou o papel para a outra, que se assustou com o tom malicioso vindo de sua amiga. – Q-Que?! — Jogou o papel de volta. — O irmão é seu! — Saiu marchando e começou a cortar com um estilete algumas cordas, fazendo a grande vela do navio, com as pontas poucos corroídas, se estendesse e o navio pegasse mais velocidade. – Ai, ai... — Miki ria. — Ah, foi mal aí, Belamir. — Ela girou o papel entre os dedos e o rapaz apenas soltou uma lufada de ar. Se retirou após me mandar um olhar um pouco... Intimidador. — Não se sinta mal... Ele é assim mesmo, mas é um anjo só com o capitão. Não sabemos muito dele; essas informações ficam entre ele, o capitão e o co-capitão. – E quem é o co-capitão? – Jun... Também é nosso arqueólogo. – Ah, o brutamontes. — Disse sem pensar. Ela me olhou com curiosidade, segundos antes de soltar uma gargalhada. — Que foi? – Nada, só que foi engraçado. Ele é o mais antigo membro da tripulação de Elliot. — Ela se sentou sobre o barril e sorria animada, como sempre. — Pelo que sabemos quando tinha onze anos o falecido pai de Elliot, o antigo capitão e o mais perigoso pirata, o salvou. Eles cresceram juntos, por isso digamos que sejam... Melhores amigos ou algo assim. – Ah... Mas, bom... Como o pai de Elliot morreu? – Billy Bond o matou.
Notas finais
Então? Gostaram? Comentários? :3
Não consegui colocar a foto do Jun de jeito maneira, então aqui está: http://www.fashiongrin.com/wp-content/uploads/2012/10/Korean-Boys-Color-Hair-style-Trends-2013-06.jpg
Espero que gostem mesmo 8D
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